Japonês (17) – Regra da Compressão

Em japonês existem algumas compressões na escrita que influenciam nossa forma de falar e a compreensão do significado. Por exemplo a palavra KATTE (Faça uma vez, uma vez). Como ter dois TT se neste idioma não existe uma letra T?

Ela é escrito como KATSUTE, mas não pronunciamos o TSU, ele é um TE prolongado. Na forma escrita ele fica かつて.  Mas não apenas ocorre com um segundo T, acontece com qualquer letra que se queira prolongar. Como é o caso da palavra スタツフ (SUTATSUFU) que fica como SUTAFFU (Funcionários, Staff).

Outra regra de compressão é o caso do CHANNERU (Canal, Channel). No KATAKANA, ela é escrita como チヤンネル (que seria CHIYANNERU) a gente não fala CHI + YA. Integramos tornando-a como CHA.

O mesmo acontece com terminação -Y e I, o I prevalece. O mesmo acontece com terminação -e e I, o I também permanece. Na escrita todos os ideogramas serão dispostos, mas sua pronúncia será feita com a regra da compressão.

Mais alguns exemplos:

  • ジヤーナりズム (JIYANARIZUMU) pronunciamos JANARIZUMU = Jornalismo
  • いらつしやいませ (IRATSUSHIYAMAISE) pronunciamos IRASSHAIMASE – Bem vindo

Japonês (16) – Ghostwire: Tokyo como estudo

O jogo da Bethesda Ghostwire: Tokyo é um excelente exemplo de uso para estudar Japonês de uma forma plena. Pois você pode optar pelo áudio que é originalmente em japonês, a cidade que possui uma sequência de Hiragana, Katakana e Kanji que fazem sentido, são traduzíveis e estão em contexto. E pode fazer uso da alteração do idioma (言語) para o Japonês (日本語) para que os textos do MENU, INVENTÁRIO, NOTAS e LEGENDAS fiquem nesta língua.

  • Áudio para o estudo de proficiência audível e pronunciável;
  • Escrita para leitura;
  • Gamificação para fixação dos termos e frases.

E aproveito para usar o artigo de Japonês para falar sobre este jogo. Ghostwire: Tokyo é um jogo para PS5 e PC que se passa no distrito de Shibuya em Tókyo no Japão possivelmente no ano de 2022 ou 2023. Você é Aito que é incoporado por KK um agente de um grupo de investigadores paranormais. Logo que começa você está em uma situação bastante peculiar, morto.

E percebe que todos, exceto você e algumas entidades paranormais (妖怪) perambulam pelas ruas da cidade. Infestado de problemas e aparentes casos de pessoas que não conseguem fazer a passagem para o além, você passa a ter que ajuda-las. Usando de poderes emprestados de KK que se conecta ao personagem principal.

O game bate em três questões interessantes: Folclore Japonês, Xintoísmo e o Japão Moderno. Os cenários são realmente bem caprichados, a música é imersiva e muito envolvente. Como em jogos japoneses, a narrativa é um símbolo da qualidade que precisa ser apreciada. Então recomendo o jogo para os que gostam do Japão e/ou que estão aprendendo a língua.

Japonês (15) – Como estudar japonês por filmes e séries?

Filmes e Séries tem uma contrariedade em termos de complexidade. Enquanto um (filme) exige pela parte dinâmica, temos menos tempo para pensar, o outro (a série) permite um entendimento com mais calma do que podem ser alguns significados. Portanto a mudança de um para o outro está mais pela persistência temporal do que pela fluência anterior.

  • Filmes são mais dinâmicos, tem mais tempo para informalidades;
  • Séries são mais longas e vagarosas tem mais tempo para formalidades.

Filmes apresentam um conceito de linguística mais voltado para o ‘fast’, então somos compelidos a entender já de antemão, talvez alguns conceitos apresentados na obra. Nas séries, como cada episódio divide a atenção, somos capazes de compreender um termo, um assunto com mais tempo de foco.

  • Séries você vai ouvir aquele termo, assunto e tópicos mais vezes;
  • Filmes o assunto precisa estar aprofundado.

Ao ver séries é mais fácil de compreender para o ensino. Os filmes está voltado mais para quem já tem algum domínio do idioma.

Mas ver o filme ‘várias’ vezes reproduz o mesmo efeito da série. E neste caso o método para estudo de ambos é compreender como a ação se desenrolar. Filmes que possuem sequência por exemplo, são equivalentes a séries e seus episódios. Filmes únicos, precisam ser revistos.

Japonês (14) – Divagação pelas 3 escritas KANJI, KATAKANA e HIRAGANA

Este artigo não é um resumo de cada uma dessa escritas que já fiz á parte. Mas de uma discussão válida sobre o estudo do Japonês como um objeto de estudo linguístico. A língua japonesa já existia antes da influência do idioma chinês. Sua estrutura hoje como antigamente não existe mais. O que temos é uma formulação do Chinês com algo novo. Não é errado, mas talvez seja um pouco, quando falamos alfabeto no lugar de escrita.

Não se diz 3 alfabetos como muitas vezes lemos por aí. Se diz 3 escritas, podemos considerar o alfabeto a estrutura do KANJI e especificamente a combinação ‘fonética’ que conhecemos como HIRAGANA. Mas a verdade mesmo é que existe apenas 2 escritas e seria menos confuso, se considerarmos 1 escrita. Mas adaptação foi necessária para 3 escritas.

O Hiragana é o KANJI simplificado. O Katakana usa da mesma estrutura fonética correspondente ao Hiragana para apresentar estrangeirismo e destaque\ênfase. No entanto se você for mais a fundo do estudo, vai notar algo. O Katakana ele não representa apenas o estrangeirismo. Ele dá ênfase até em palavras de origem japonesa. Você pode ver palavras escritas no KANJI transliteradas para o HIRAGANA e em KATAKANA.

Um dos exemplos que trouxe foi o GITSUNE (raposa) que é em origem, uma palavra japonesa. Ela no entanto pode ser encontrada em KATAKANA. Como particularidade no uso de ênfase. Dar destaque. Então se confunde só um pouco que o KATAKANA seja apenas para estrangeirismo. Ela acaba sendo um ‘negrito\bold’ do HRAGANA.

Se não fosse por isso, poderíamos dispensar o KATAKANA. E seria apenas o Hiragana e o KANJI. Como existem KANJI para todo HIRAGANA, poderia ser somente KANJI. Como no chinês. Mas como são 3 escritas, pode parecer, mas ao longo prazo, para a sua melhor compreensão do que isso significa, quando você estiver no nível N2 ou N1, sua escrita será quase majoritariamente KANJI.

O que podemos concluir com isso?

  • O estudo do HIRAGANA precisa ser basicamente a nivelação para você se tornar um falante básico da língua;
  • Katakana para o estudo de áreas turísticas;
  • Kanji para fluência da língua.

E um detalhe muito importante:

  • KATAKANA não é apenas ESTRANGEIRISMO. Muitas palavras que estão em KATAKANA são de origem japonesa e estão apenas com um destaque específico. Como se você quisesse criar uma ‘segunda intenção ou interpretação’.

Japonês (13) – Orientação de estudos – Livres ou JLPT?

Se você está começando a estudar o idioma japonês, acredito que você tenha que iniciar utilizando alguma referência conectado ao seu objetivo principal. Se você quer trabalhar, morar, estudar ou passear. Em cada um destes requisitos, você precisa saber Japonês em algum nível. Alguns mais exigentes e outros nem tanto.

  • Trabalhar (N4, N3, N2 ou N1);
  • Morar (N3, N2 ou N1)
  • Estudar (N3, N2 ou N1)
  • Passear (Nenhuma proficiência ou N5)

Li recentemente uma notícia sobre a diminuição da população brasileira no Japão e haviam dois motivos enumerados:

  • O envelhecimento da população brasileira no país;
  • E não tinha proficiência na língua.

O exame JLPT que é dividido em 5 NÍVEIS é usado por muitos estudantes (querendo ou não) almejar objetivos como TRABALHAR, MORAR e ESTUDAR para começarem seus estudos. De minha parte, prefiro seguir um plano de orientação à parte. Acredito que muitos só façam o exame para N5, os requisitos são mínimos, e na prática não se exige muito do aluno.

Os estrangeiros que não tem ascendência japonesa, possui proficiência N4. Este exame é contato de trás para frente, logo N5 é na realidade o nível básico enquanto que o N1 é o nível avançado. A parte na própria notícia demonstra que por terem vistos diferentes (Ascendentes e não), o primeiro grupo pode mudar de empregador e o segundo não, embora a notícia não tenha destacado o terceiro motivo, é de ‘manter’ um empregado com proficiência maior e com estabilidade.

Essa pergunta o Mundo Pauta irá atrás: Há ascendentes brasileiros no Japão com Nível N5 apenas ou até mesmo nem possuem? De todo modo isso não muda o nosso objetivo do artigo, mas pode influenciar no futuro segundo a resposta dessa pergunta.

JLPT pode permitir um acesso melhor ao caminho do estudo, no entanto está voltado para fazer o exame. E a forma de como ele é aplicado, não é do mesmo modo que os japoneses nascidos no país aprendem a língua. Você estuda japonês para passar em um exame, conseguinte não significa APRENDER O IDIOMA.

Não estou jogando palha no fogo ao afirmar isso. Não apenas essa notícia traz luz a proficiência não atingida pelos brasileiros, mas como tem muita pouca gente fluente nele. E a maioria são por motivos dos quais não listei exatamente, mas que se enquadram em fãs de ANIMES e MANGÃS. OU seja ‘PASSEIOS e RECREAÇÃO’. O investimento dessas pessoas são o mínimo possível.

Se orientar por um plano criado por você é bem mais interessante porque você acaba seguindo uma ordem de aprendizado (naturalmente autodidata) e que lhe permite aprender o mesmo idioma em que os candidatos do exame estão se exigindo aprender. A diferença é que um vai fazer uma prova (então o plano está voltado neste sentido) e outro vai aprender o idioma (porque está em um plano diverso de áreas de conhecimento)

Em ambos os casos, o aluno tem que estudar todos os dias. A diferença é aplicabilidade e sua atenção. Uma vez que isso pode significa perda de foco após um tempo. Pois no exame você vai começar a se estressar para passar em uma prova e não aprender o idioma.