Editorial Mundo Pauta

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Junca Games

SOBRE O AUTOR

Ciência da Computação – Rust (15 anos) vs C++ (45 anos), qual é o melhor?

Acho que é extremamente inútil comparar as linguagens deste artigo, muito embora eu tenha deixado bem claro em uma provocação no título ser este o objetivo. Mas não é o objetivo. Não tem como comparar C++ com Rust. Simplesmente porque um deles é uma sombra do cópia e cola do C. Sei disso muito bem, parece birra de criança. Mas vamos para o aspecto técnico. E não para o bate boca de um desenvolvedor com longa estrada em C e C++ que quer descontar a má sorte sobre Rust. Vamos lá.

Dias desses estava acompanhado o quanto as linguagens estão se assemelhando com as linguagens que sempre existiram antes delas. E como essa volta ao modo que sempre deu certo parecer ser um ciclo familiar. Em 1972, C ganhou vida para ser uma versão ‘menos’ Assembly do Assembly. É uma linguagem considerada complicada por quem é graduado e um monstro por quem não é. Dá para entender. Ela exige conhecimento de computador e matemática, afugentando a maioria dos devs que são em sua maioria, não se sinta ofendido(a), entusiasta da área de tecnologia.

A área de tecnologia é vista como muitos como uma extensão do picadeiro Geek. É Vibe ser TI. Não me entendam novamente a mal. É legal parece ser um desenvolvedor descolado. Sim, por quê não? Mas ser um dev em JS não é ser um Dev. Sei, não me xinguem. Você continua sendo um solucionador de problemas. Mas não está manipulando as coisas pela engenharia dela, e sim pela superfice. Você não tem controle do que a linguagem faz e não pode mudar isso. Precisa esperar que alguém lance uma lib para melhora sua vida. Você concorda comigo? Você concorda comigo.

Python é uma linguagem de prototipação, mas acho que ninguém parece entender o que é isso de fato. Muitos investiram seu tempo e dinheiro para aprender Python. Eu lembro quando estava na faculdade em 2008, e um evento na Semana de Ciência e Tecnologia trouxe um quadro chamado Pycon. Não me lembro da edição. Mas parecia ser uma revolução. Meus professores mais antiquados fecharam a cara para essa novidade. Mas apesar disso, não concordo 100% em olhar para tecnologia. Mas olhar com a visão técnica e não pela vibe. O segundo é perigoso.

Python não é uma linguagem de programação de construção, para a gente traduzir diretamente da palavra inglesa BUILD. Você não tem um .exe nativo. Tem uma coisa chamada Pyinstaller que é um falso positivo de .exe. Ele não gera um executável. Como o Java não gera executável. Cria uma coisa chamada .JAR. Mas ele precisa de um instalador criado normalmente em C ou C++ para gerar o binário. E .dlls necessárias. Sem isso, Python não existe como executável. Mas naturalmente você deve entender que não existe muitos programas em Python .exe. O que existe são software prototipados em Python e depois passados a limpo em outra linguagem e nela finalizado.

Eu não sou contra tecnologia. Mas contra a miopia de que muitas pessoas podem desenvolver ao adotá-las. Eu posso estar sendo míope ao adotar por tanto tempo C\C++? Talvez. Mas tudo que perdura por muito tempo, parece funcionar. E C foi criado há 50 anos, Assembly foi criado em 1940. E C++ nos anos 80. Eles estão mais tempo de vida do que a maioria dos devs tem de idade. E são os verdadeiros engenheiros de quase toda tecnologia que usamos hoje em dia. Então se está funcionando, por que mudar?

Então eu comecei a garimpar uma tecnologia que o autoset do Javascript, o tal do Typescript que compartilha algumas similaridades com a sitnaxe do Rust. E adivinham, eu experimentei e notei uma coisa estranha. Ambos batem numa tecla familiar. Typescript e praticamente JAVA. E RUST é praticamente C. Mas eu devo dizer algo, JAVA é mais completo que TYPESCRIPT e C é mais completo e legível que RUST. O comparativo alí no título não é do C e sim do C++. Mas o comparativo real é C vs RUST. Mas eu não dirai comparativo. Eu diria C = RUST. Você concorda?

RUST não é POO, assim como C não é POO. C possui STRUCT e sim você pode simular POO com ele. Não é como ter classes. E sim por um lado isso ajuda em muito. Mas C++ quando usa classes duplica o tamanho da memória. C por sua vez impede isso. As boas práticas em C permite ter os resultados do RUST. A diferença em minha opinião é que RUST parece complicar isso sem necessidade. Vou dar alguns exemplos de sintaxe:

Em RUST você não precisa fazer chamadas de libs como em JS. Eu acho isso nada legível e pode parecer, mas na hora de fazer manutenção o bicho costuma pegar porque você não sabe quais dependências estão em jogo ali. Mas em C e C++ você faz o #include e sabe o que está acontecendo no código. Em C++ você pode até em alguns casos dispensar, pois a linguagem faz isso por você. Mas C não tem desculpa, senão fizer declaração, simplesmente ele não roda o código. E isso nos permite uma sensação de ‘entendimento’ de mecanismo.

Em RUST você não precisa definir o tipo básico das variáveis, mas isso muda quando se trata de parâmetro de função e 8uando você precisa definir constantes. Para mim isso se torna um pouco confuso. Pois você tem regras que não parecem seguir uma lógica. Por que você precisa definir o tipo de dado aqui, mas ali não precisa? Em C\C++ você DEVE definir. Então você tem essas sintaxes.

RUST:

let nome = “Mundo Pauta” ou let nome : String \ nome : &str (o primeiro caso permite alteração do valor e o segundo caso é mutável. No entanto o let mut nome já muda isso. Já const nome não permite a devida mudança. Não sei se vocês compreendem o que isso de fato ajuda em gerenciar memória. Mas são regras para impedir ‘alocação indevida’. Os chamados valores vazios. Pois bem. Em C você tem um tipo de STRING que é definido como const char, normalmente declarado como um ponteiro e referenciado com a variável precedida de &. Até aqui você pode entender o seguinte, este const char permite alteração de variável sem precisar definir que ela é uma variável.

A pergunta fica, porque let é na prática constante, let mut é a variável e o const é uma constante? Em RUST isso existe para garantir que você só mude um valor mediante uma regra de liberação de memória. O problema é que você precisa entender cada mecanismo para não errar. E o debug dificilmente te impede de errar. Pois ela impede de compilar se estiver errado. Em C se estiver errado, ele vai compilar assim mesmo. E se você não tiver um IDE, ele vai executar assim mesmo com o erro. Porque depende de você entender isso por consciência.

C:

const* char nome = “Mundo Pauta”;

C++:

std::String nome = “Mundo Pauta”;

Em RUST a mudança de valor de String segue uma regra um pouco complexa. Ela precisa referenciar o valor da seguinte forma String::from(“value”); para um tipo de let mut nome : String. Perceberam o quanto isso é ilegível? O que está acontecendo ali? Bem, em C você pode ter estouro de pilha se você fizer um char ler uma string. Por isso uma const char permite um char se tornar um vetor. Em Rust você não tem contato com essa informação. Ele está mais para um ‘protetor’ dos problemas de memória. E para isso faz um caos na sintaxe.

Eu estudei RUST e pensei que ele fosse uma GRANDE REVOLUÇÃO. Fora ele ser uma combinação sintática de PYTHON, JAVA, JAVASCRIPT E C e funcionar como se fosse uma JVM do JAVA e que não gera um .exe. Me faz pensar que talvez as pessoas estejam aplaudindo uma tecnologia que é um JAVA ++? Seria uma evolução da tecnologia da Sun? O Cargo é uma espécie de gerenciador de pacotes + compilador. Ele funciona como o vcpkg do C, pip do python e o npm do Javascript. A diferença é que o compilador dele em console fora do IDE é bem completo. Seria o meu único elogio. Ele dispensa o uso do IDE. É o depurador mais completo que eu já vi usando instaladores simples.

Depois de um tempo você mesmo consegue depurar códigos de C\C++ sem muitas dicas. Mesmo eu já fiz códigos em notepad em C executei ele usando o gcc++ 8ue é um comando de build e run do compilador do C\C++. E já corrigir problemas sem precisar de um depurador. Mas o RUST atende a regra de controle para garantir memória e não vazamento, por uma única razão e não é inédita. Ela faz igual ao C#. Ela impede a execução se alguma regra estiver fora do escopo. Por exemplo, se você escrever nomeCompleto como variável, ele acusa erro. Fala de algo chamado snake. Em C, C++ isso não existe. Ele obriga você a escrever em caixa baixa nomes de variáveis variáveis e em caixa alta nome de constantes, o padrão do C.

C:

#define PI 3.14156

Mas tem uma diferença. Em Rust definir uma constante é alocar memória em uma variável. Em C você definia a constante em um comando para o processador. Ele não usava um espaço de memória. E isso poupava o uso dela. Em C++ isso também não existe e funciona igual ao RUST. Usando inclusive o const na frente.

Já li que muitos dizem que RUST tem problema de memória. Na realidade eu preciso discordar de uma coisa. Ele tem controle máximo de memória. Para isso ele criou regras rigidas de como um código precisa ser escrito. Lá você cria um src com o comando de cargo new <nomedoprojeto> e então vai criar um main.js e em cargo.toml ele vai criar o nome do pacote. E reconhecer que o main.rs é o comando de programa principal. Igual tem no C. O int main(). Mas tem uma diferença. Você não pode criar o seu int main, você tem que criar funções (fn) e elas erem chamadas no int main. Em C, você pode criar libs com int main própriop. E isso ser executado como um CORE (núcleo próprio) de libs.

Neste caso, RUST é seguro porque ele LIMITA os seus passos. E não porque ele é SUPER SEGURO. C já tem como assegurar. MALLOC. A maioria tem problemas porque desconhece totalmente como um computador funciona. Ao meu ver, RUST parece aquele carinha seguro, gente boa. Mas o problema dele é justamente outro. Ele é o cara comportado, com sapatos lustrados. Mas se sair a exceção, ele cai por terra. Esse tipo de código é engessado e como não sabemos que includes estão envolvidos, precisando ir no toml para ver, isso torna o código com dificuldade de manutenção e ESCALABILIDADE. Não se enganem não estou falando que não é, mas que será complicado atualizar esses códigos no futuro.

E POR FIM, se C tem problemas. Por quê RUST foi escrito em C?

Resident Evil – A ilha da Morte (Mangá, volume único)

Resident Evil Ilha da Morte.

Reúne Leon Kennedy, Claire Redfield, Chris Redfield, Jill Valetine e Rebecca Chambers na Ilha histórica de Alcatraz. Impressão ao ler é de estar jogando um título da Capcom. Onde as histórias se entrelaçam. Dylan Blake desenvolve uma arma moderna (Bio Drones) para espalhar o vírus T pelo mundo, segundo ele, reconstruir a humanidade que julga corrupta. Mangá com leitura oriental, direita para esquerda. Volume único.

Parceria: 😃 @arcadanostalgia

#juncagames #garimpogeek #residentevil #capcom #manga

Stranger Things: O elefante rosa na sala que ninguém quer comentar.

O PROBLEMÁTICO DESASTRE DE STRANGER THINGS

Stranger Things é o grande elefante rosa dos últimos dez anos. Diferente de Harry Potter quando finalizou a saga em 2011, no livro uma parte, nos filmes duas partes, um prolongamento bem vindo e que ainda dividiu entre as versões literárias (bom) e cinematográfica (uma adaptação com cortes). A defesa sempre recai na versão literária, pois contém mais conteúdo e mais explicações.

O próprio Rony era diferente, uma vez que ele teve parte de sua atuação migrada para Hermione, na versão do cinema. Nos livros era mais intelectual. Mas isso não mata o gênero, a maioria só ouviu falar em HarryPotter devido os filmes e não os livros. Mas igualmente bons. Não podemos falar o mesmo de Stranger Things. Vamos lá?

OS PRIMEIROS PARADOXOS PREVIAM O FINAL DE STRANGER THINGS DESASTROSO.

Eleven foi a protagonista, sem ela não haveria Stranger Things. Gerando uma dúvida, Will se tornou o segundo protagonista na primeira temporada devido o primeiro episódio. Primeira falha de um roteiro. Sim, nenhuma história que queira ser bem sucedida tem dois protagonistas. Estamos concluindo assim porque foi isso que aconteceu na última temporada.

Mas devido uma sucessão de erros durante os dez anos. E erros que promoveram 5 temporadas em dez anos e não dez temporadas. Ela sempre foi o pivô. Mas haveria um terceiro protagonista, Joyce. E o que acabou criando um paradoxo. Antes que a lenta progressão da primeira temporada nos revela-se um mundo ‘estranho’, a série já colecionava erros de continuidade. Não, não erros entre as cenas, mas aqueles que seriam percebidos ao longo das temporadas.

Will se tornou um alvo vivo de Vecna, que até a quarta temporada não existia no roteiro. As pessoas se convenceram que até o som do relógio era ouvido na primeira temporada. Isso se chama efeito Mandela. Vecna foi um remendo. Demogorgon eram os vilões até a terceira temporada. O rei dos Ratos, ou devoradores de Mentes era o chefão da fase final. E estava perfeito como estava. Vecna foi aquele motivo para dar ar a franquia e lembra muito o puxadinho feito em Poltergesit 3, quando tudo feito até o Poltergeist 2 foi simplesmente desfeito.

Kane continuou existindo, Carol Anne era o principal motivo dele surgir. E agora espelhos e neve eram símbolos dos movimentos fantasmagóricos. Mas os problemas da família Freeling já coexistiam do primeiro para o segundo filme. Quando Diane na realidade era uma médium, e a filha também. No entanto no primeiro filme não é algo concreto. Apenas no segundo filme. E no terceiro houve uma transformação bizarra de ‘filme de terror’ para filme Trash, ou os famosos caça-níqueis comuns da época.

Cada temporada de Stranger Things reiminaginou uma Hawkins diferente. Com problemas diferentes, trazendo versões de uma Eleven pouco habituada uma menina traumatizada, enjaulada e tirada mãe ainda bebê. Ela demonstra um comportamento sociável na segunda temporada incompatível com este tipo de característica. No mínimo ela era tão civilizada, que é difícil de compreender que ela fosse realmente uma prisioneira no laboratório. Foi só encontrar a Max, que ela já sabia o que era se vestir e passear nos Shoppings dos anos 1980.

Foi para Chigado, conheceu a Kali Prasad que não fez sentido algum na segunda temporada e tampouco na última. Ela nunca foi explicada. Como Kali fugiu do laboratório? Como tantos como ela, fugiram? Ninguém foi atrás? E como assim? E de repente anos mais tarde o exército consegue encontrar e achar uma garota com poderes de ilusão? Ela foi um elemento narrativo surreal. Depois Eleven faz a jornada da heroína, mal ou bem, volta para Hawkins e vence a criatura. Mas na segunda temporada, a união das crianças se desfez. E isso foi o primeiro pior erro da narrativa. Nós conhecemos eles como parte de um grupo que lutava contra o mal. E de repente eles fariam equipes a parte e viveriam aventuras em duplas. Deu certo? Steve e Dustin? Ok, a gente se conforma. Mas daria certo mesmo que eles ainda fossem uma equipe.

Os Duffers de fato não vivenciaram os anos 80 em sua infância. Como todos nós, eles tiveram a infância nos anos 90. Que em parte teve heranças da ´década passada. Mas isso foi uma herança e não ao vivo e cores. Então nossa versão dos fatos é que aquela pegada de “Uma viagem ao mundo dos sonhos”, “Goonies” e “Conta comigo” não eram filmes muitos vistos por eles. Provavelmente eles viram muito “Curtindo a vida adoidado” onde Ferry apenas era um cara egoísta colocando os dois amigos em uma situação ‘utópica’ de rebeldia.

Até hoje as pessoas gostam desse filme. Eu já o acho extremamente insano, mas no sentido contrário a qualidade. A narrativa em off é ainda pior, já que parece um monólogo de um rebelde sem causa sem motivo. No final ele queria rodar a cidade com um Cadilac indo a mil por hora. Ou o famoso, “matar aula” sem pensar nas consequências, mas a narrativa não faz o menor sentido também.

TODOS ADORARAM O FINAL, CONTANTO QUE DESCONSIDEREM O RESTO DA SÉRIE

Eu li de forma unânime que o final de Stranger Things agradou de uma certa forma. Um pé atrás quando li isso. Notas também não significam totalmente uma avaliação, apesar de Rotten Tomatoes acumular 53% de aprovação contra os 80% de média das temporadas passadas. Algo não deu certo. Quando senti a leveza do começo da última temporada e a ausência imediata do terror da quarta temporada. Já dava para notar que não daria para fechar em dois episódios, já que esse foi o esquema adotado desde 2016. E não deu. E forçaram um sacríficio. Onde até hoje as pessoas acreditam que Eleven está viva em uma pradaria e um vale com três cachoeiras. Uma invenção ensandecida de um Mike em luto. Ninguém quer admitir. Mas Eleven está morta. E sim, foi o final que os Duffers já esperavam. Não teria como ela terminar com eles ou viva.

Ao contrário do final do E.T, Steven Spielberg deu ao pequeno amigo de Elliot um final de dignidade. Duffers não criaram uma âncora para ela. Então a única solução foi matá-la. Depois de tudo, ela morre. E sim esse final foi pior que os furos, que a série sempre teve. Mas desgastou a série. Embora o anime lançado tenha ganhado adeptos e promovido uma segunda temporada, isso não significa o sucesso da série. Aliás significa a morte do material original para dar vazão a uma ponte de safena. Porque o anime não tem conexão canônica e portanto é um material independente. Entenda que parte do gosto por ela é uma esperança de ver a Eleven viva no final.

Duffers acreditaram nisso porque eles escreveram o pior roteiro que se podia. Não bastasse tirar Eleven do protagonismo de vez, colocaram dois personagens no pivô e ainda nem trabalharam eles direitos. Quem no final deu o golpe foi Joyce. Espera? Ela teve o filho roubado. Mas e a Eleven? Que teve a infância roubada? A liberdade roubada? A mãe roubada? A vida não vale? Tudo o que ela fez, salvou e enfrentou. Ela voltou para o Brenner no projeto Nina, não serviu de nada? Ela passou 1 ano no mundo invertido e na floresta comendo coelho cru, não serviu de nada? Sim, para os Duffers os sacríficios dela demonstram um herói ultrapassado, e mais que um final ruim, elas mataram a heroína por capricho narrativo.

O prólogo parece um filme a parte. Eles terminam a jogada, choram pela ida dela, notaram a lanterna oscilando dando a entender que ela está lá? E passam a bandeira para próxima geração de jogadores. Mas Chrissy, Eddie, Barb, todos foram simplesmente descartados por criaturas que se tornaram supérfluas ou ausentes.

A temporada final é apenas o deleite de mentes criativas esgotadas. Depois de dez anos, alguém quer ver a menina careca levantando carro? Eleven tinha mais poder nova do que mais velha. Vecna era mais assustador, Demogorgon era imbatível e o governo era mais misterioso. Mundo invertido era tóxico e as implicações de uma cidade sitiada eram reais. Na última temporada, parecia aquela corrida que no lugar de você correr até a faixa, a faixa corria até você. Foi desleixado e puramente superficial.

Até os trechos narrativos da última temporada, um custo 400 milhões de dólares, foram apenas descartados conforme os episódios sugeriam a origem de todo mal. Até hoje, ninguém sabe se o roteiro se baseou na peça que ninguém viu ou na falta de conexão dos Duffers. Só o que sabemos é que a temporada final foi uma viagem de alucinógenos. Era mais fácil admitir: Eles não sabiam o que estavam fazendo.

UNIVERSO A PARTE, CANÔNE LITERÁRIO PARA UM LADO STREAMING PRO OUTRO.

O dilema é que, quem coleciona as HQS e os Livros notou. Universo da Netflix e dos livros não se encontram em um paradeiro ruim. Sim porque lá pelo menos temos uma Kali menos ‘nada haver’. O que aconteceu com os bullies depois de enfrentarem Eleven no desfiladeiro. Qual foi a herança de Bob, morto na segunda temporada? Se não fosse essas raras jóias, Stranger Things como série teria deixado um gosto amargo e estragado na boca. Por um lado eles contam com o cânone da série, mas o fazem melhor. Porque explicam o que a série não foi ou não quis fazer, explicar. Citei Harry Potter como fonte fidedigna da adaptação. Livro uma coisa, filme outra. Faz sentido a leitura completa, menos sentido se fizer o filme. Não me levem a mal, ambos são boas produções.

O caso de Stranger Things é no mínimo engraçada. Ela não começou como livro. Mas é nos livros, nas HQs que ela encontrou um ponto de qualidade. Onde pode continuar existindo. Os autores não são os Duffers. Será a síndrome do autor ‘que’ estraga as próprias obras? Duffers nunca souberam escrever isso é um fato. Sim, pode parecer jogar pedras na cruz. Mas já dava para notar os erros grotescos. E mais, escreveram apenas a primeira temporada e para funcionar como minissérie. No momento que a Netflix diz que gostou, falou mais alto o bolso e esqueceram do arco criativo. A segunda temporada já começa com erro de continuidade por assim vai.

O FUTURO DA STRANGER THINGS NÃO ESTÁ MAIS NAS TELAS.

Como eu, a adaptação para as telas não foi muito bem aceita. Aceita por um lado, mas já dava sinais de caducidade. Stranger Things durou 10 anos, nós vimos os atores crescerem. Mas não tiveram o mesmo impacto por exemplo de Harry Potter. Vimos um Rony com medo de aranha se apaixonar por Hermione, com a pinta a nerd com medo de expulsão mais do que da morte. Vimos a pedra filosofal se transformar de um conto leve em um conto pesado e de terror. Essa evolução aconteceu. Vimos isso acontecer. Mal ou bem, com furo ou não, cheio de lacunas entre as obras, Harry Potter é até hoje cultuado. Mas Stranger Things exclui parte do seu público conforme reinventava a trama.

O público que iniciou em sua totalidade em 2016, não era mais o mesmo na última temporada. Alguns sobreviventes estavam lá. Mas a obra adaptada, não de livros, mas da cabeça direta dos autores, morreu bem antes da segunda temporada. E notem, essa morte foi boa. Porque representava o rascunho original. De como eles imaginariam a série. Um menino é raptado, uma menina surge. Ela enfrenta os valentões e procura o amigo desaparecido. A música no final retrata a luta da mãe, e o xerife. E ali fechava a história. A menina surgiu do nada e sumiu do nada. Final perfeito? Final com alguma amarra. Perfeito seria ela não ter vivido como cobaia. Mas para a narrativa, faria sentido.

A segunda temporada para cima não foi pensada. Toda ela e todos os demais, foram uma gambiarra. E isso já podemos notar. Eles podiam ter pensando melhor ou ter recusado. Nem sempre se trata de dinheiro. Ganharam dinheiro? Óbvio. Mas a franquia será sempre lembrada como um boi inchado. Não há expressão que fundamente o que eu afirmei. Porque a série terminou assim esmo. Sem nenhuma lógica. A última temporada foi o prego da insanidade do roteiro mal escrito e senão ausente. Sim pelo documentário isso foi uma realidade. Tenho a impressão que eles ficaram orgulhosos em criar um desfecho sem roteiro? Foi isso mesmo?

Uma verba de 400 milhões foi o motivo de orgulho para não se dedicar ao máximo. Bem de qualquer maneira, os Duffers lançaram duas produções após o final, além do anime. E sabe? Ninguém se importou. Até os que falaram que a série terminou bem. Elogiando cada passo da quinta temporada. Mas quando o anime, já anunciado desde 2024, simplesmente passou desapercebido, já notamos que a série original matou o material por completo. E qualquer produção de Duffers é visto ou será visto como o motivo de ver sem se prender. Nada é sagrado. E tampouco nada tem lógica.

Pelo mesmo tempo de existência, Harry Potter se mantém vivo e com uma série saindo do forno. Stranger Things encontrou o beco sem saída com o mesmo tempo de vida. E não verá um remake no futuro. A não ser um fan service feito pelos próprios fãs como aconteceu com o final alternativo de Caverna do Dragão. Porque ninguém admitiu o final da Eleven. Ninguém. E isso de forma unânime. Só alguns admitem em público e voz alta. Mas ninguém de fato gostou da última temporada. Até o povo que chamou o outro povo de chato. Esses menos ainda gostaram.

O desafio, reveja a série pro completo, sabendo que o desfecho é ela Morta. Continua com a mesma impressão que terminou bem? A heroína morreu, e apesar do Vecna ter morrido, ele venceu. O que estava em disputa? Ao meu ver, a própria realidade da Eleven. Ela foi um rato de laboratório, e foi usada indiretamente por Hawkins mesmo que isso não pareça. Ela só serviu para ‘cumprir’ seu papel de alvo. E no final perdeu o papel de importância para qualquer outra pessoa. Pois nos tempos de hoje, ter poderes é o mesmo que ter problemas. No passado, em 1978, uma publicidade fez as pessoas irem ao cinema para ver um herói que desde 1938 existia como um símbolo – VOCÊ ACREDITA QUE UM HOMEM POSSA VOAR?

Hoje essa frase não VALE NADA. Porque foi essa mensagem que Duffers abominaram na última temporada. VOCÊ ACREDITA QUE UMA MENINA POSSA TER PODERES? Para eles, ela existir é um problema. Ela morta, todos estarão salvos. Nota que mesmo todos terem tido uma conexão, o exército deixou todos em paz? Ela era o problema? Vecna terminou mais herói que ela. A inversão total dos papéis. Não me entendam mal, Arhur em Coringa foi uma vítima da violência. Mas nada justifica ele matar o Murray. Isso significa vilão. Vecna era vilão e não o amigo. Eleven era a heroína e não a vilã. Foi uma inversão de papéis, porque antes dela ser sacrificada, isso já tinha acontecido. Ela morrer, pareceu que ela sempre foi o problema. Mas Vecna existir, não teria problemas. Entenderam porque Stranger Things morreu nas telas?

A continuidade será no ANIME que não tem nada haver com a série, segue uma trilha a parte. As HQs que contam histórias paralelas e os livros que enriquecem os personagens. Estranhamente todos eles andam de forma independente. E garantem um final melhor do que o apresentado pelos autores originais. Isso se chama de universo expandido. A diferença é que esse universo nasceu junto da série original, contrariando a física de acontecimentos a maioria das séries. Estranhamente, Harry Potter nunca precisou de universo expandido para garantir qualidade. Embora tenhamos hoje Hogwarts Legacy para iniciar isso, foram mais de dez anos após o final e com a obra em peça adaptada “A criança amaldiçoada”, ainda no final do último livro, Harry Potter confere se a cicatriz não lateja, confirmando que Voldemort continue morto.

Stranger Things não aprendeu. Harry Potter é o heroói e Voldemort é o vilão. Luke é o herói, Vader é o Vilão. Mas eles quiseram dizer, Eleven é a vilã e Vecna é o herói. Acho que os Duffers não entenderam. As pessoas admiram Vader não por ser um vilão. Nem Thanos, nem Dr. Destino, nem Dormammu, tampouco Darkseid, Luthor, Coringa ou Arlequina. Ninguém os admira. Mas eles são impressionáveis. Habilidades que chamam atenção. Mas seus princípios não são defeindidos. E isso pegou os jovens autores de surpresa. Vecna ser redimido por um trauma, uma encruzilhada. Ele é confuso. Ora um menino vítima, ora um psicopata a la Damien. Quem é Vecna?

CONCLUSÃO

Não é a primeira vez que uma obra morre. Em Corpo Fechado, Fragmentado e Sr. Vidro. O cineasta indiano Shyamalan não foi capaz de concretizar uma saga de heróis. Eles os classificou como meros humanos com poderes extraordinários como meros deficientes mentais. Ele podia ter uma ‘Marvel’ na mão. Mas preferiu jogar fora. No passado eu nunca critiquei obras dele. Sinais, Sexto Sentido, a Vila e a Dama na Água. Até George Lucas foi criticado. As pessoas compraram a ideia dos Jedis, mas não aceitaram o seu futuro. Em parte existem duas obras, ou uníssonas ou separadas, depende da sinergia. Harry Potter divide opiniões, Senhor dos Anéis divide opiniões. Mas conseguem atingir patamares entre as duas formas de vê-las. Stranger Things teve um merchandising tímido, portanto a obra em si se torna irrelevante ao longo prazo.

Foi há 6 meses o último capítulo. E ninguém fala mais nada sobre. É comum, primeira temporada e última temporada ficar na boca do povo. Lembram da primeira temporada? Surtiu efeito por meses. Mas a última temporada, não vi GOT, talvez tenha sido pior. Porque a finalização exigia um final digno. Eleven lutou PRA NADA. Ela não tem existência respeitada. E foi ridicularizada. Particularmente eu considero a série terminar na primeira ou segunda temporada. Terceira para cima não faz nenhum sentido. E tão mal começou, a série já caducava em conexões narrativas. Parecia as passagens de um louco que só queria fazer sentido a cada segundo que passava. O ditado – “Antes só do que mal acompahado” tem uma transliteração nova – “Antes uma temporada boa do que outras quatro sem sentido”.

Eu não gostei da última temporada em NADA. Minha nota não é ZERO, nem menos ou negativo. Não é acima de ZERO. Eu não tenho nota. Eu considero a última temporada inexistente. Ela não aconteceu ainda. E se não acontecer, considerarei a primeira e a segunda temporada. Para pelo menos Eleven continuar existindo. Já que na primeira ela praticamente some junto com o Demorgorgon.

Análise de Stranger Things 5: Vale à pena? (Parte 2 de 3)

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Leitura da primeira parte aqui.

RECOMENDAÇÃO (HQ DARKHORSES)

STRANGER THINGS VOLUME 5 – O TÚMULO DE YBWEN

Parte 2 – Eu preciso ver a peça de teatro para fazer sentido?

Na realidade sim e não. A base da peça foi usado para costurar as ideias da última temporada. Nisso consiste a desastrosa continuidade da quarta temporada para quinta temporada. Até então a trama era Vecna o vilão obcecado por poder e Eleven em sua batalha final e a construção da heroína. De repente a leitura nova era – “Vecna e sua creche e os planos do Devorador e Eleven excluída”, o segundo caso considerava o foco no Vecna e seu plano sobre o repovoamento da humanidade.

A peça foi citada por acaso por um vídeo publicado na internet, vista por uma minoria. E por acaso citado na última temporada nas memórias percorridas por Max. Visitando um tempo de escola onde Joyce, Hoper e Henry coexistiam, sem explicar nada. A peça está ocorrendo no auditório, por um LEVE momento, eles invadem o palco. Lembrando que a trama da peça foi adaptada para última temporada, portanto essa passagem ligeira é bem estranha. Sem focar em nada e sem trazer nada de ‘real’ para interpretação.

Revelado então como Vecna conseguiu seus poderes, mas não houve qualquer explicação da origem da pedra. Nem como aquele homem foi parar na caverna e nem como simplesmente sua fuga de onde quer que ele estivesse fugindo tenha sido resumido em ‘esconder’ o achado do século nas mãos de um garoto. Não havia ninguém atrás do cientista? Como essa pedra surgiu? De onde veio? Criado por nós, vindo de outro mundo? Outra dimensão? Uma irrealidade? A série não conta essa parte.

Apenas que aleatoriamente Henry achou um homem com uma pedra numa maleta de fácil acesso. A maleta não tinha segredo. Qualquer um podia abri-la. Ele saiu as pressas? Não foi combinado? Foi um acidente? A serie torna a não explicar nada disso. E a peça não é trabalhada dentro da série para entendermos algo. No final é jogado que Herny encontra esse cara, acessa o poder da Pedra e vira arauto do Devorador de Mentes.

Há dois momentos estranhos: Henry ficou paralisado na frente da Caverna. Da Caverna onde estava Max. Mas a caverna onde tudo aconteceu não era lá. Então qualquer caverna o deixa assustado. O segundo momento ocorre quando vemos Henry criança matar um homem sem que ele demonstrasse qualquer perigo, e dali apossar da pedra e começar a ter poderes. Este momento demonstra que ele decidiu ser o vilão. Então o que o impedia de entrar na caverna antes? Ele não era vítima, não teve medo, foi decisivo e nenhum momento ele teve dúvida.

Na quarta temporada, Henry escolheu aleatoriamente Fred, Chrissy e Max para executar uma espécie de ‘ritual”? Ritual como quero dizer, porque não evidentemente existia um. Mas lembram? Isso possibilitou a abertura do portal do Mundo Invertido para o Mundo normal. Após ele consumir eles, foi possível que ele entrasse no mundo, como ele estivesse preso. Chrissy, Fred e Max não eram crianças, como ele ambicionava na quinta temporada.

Ora Vecna diferente do Vecna da outra temporada. Na mesma temporada, ele foi o responsável pelo massacre do Laboratório. Em qual momento Vecna assumiu o posto de recrutador de crianças para repovoar o mundo? No momento em que ele quando criança acessou o poder da pedra ou quando foi para o Mundo Invertido? Lembram? Ele já sabia da existência do Devorador de Mentes há muitos anos. O plano mudou? Se não mudou, em 1983 ele optou por sequestrar Will para provar seu ponto de vista, mas uns anos antes matou praticamente um monte de criança.

A peça não tem muita prática na quinta temporada, ela nos apresenta que os personagens de Hawkins, em especial os adultos, eram conhecidos entre si. Mas Henry foi para o laboratório criança, como ele estava estudando naquela escola? E como Hoper e Joyce não o reconheceram? A peça de teatro, tinha no elenco, Henry, Joyce e Hoper. Então eles entraram em contato. Ao ouvir o nome dele, não seria familiar? Mas na quarta temporada e quinta isso não acontece. São memórias falsas? De quem?

A peça eleva a origem de Henry dentro do laboratório, garantindo alguns pontos do que vimos na quarta temporada. Mas entenda a peça é independente da produção da Netflix. Foi uma iniciativa. Então foi um roteiro adaptado de um grupo de fãs para uma série Mainstream…é difícil de acreditar, mas foi isso que aconteceu. Então a pergunta seria – “Preciso ver a peça de teatro para entender a série?” A peça é a parte, a série quinta temporada também. No entanto bebem da mesma fonte, mas sem entrar muito em detalhes ou respostas.

Podemos resumir, em um retalho sem muito sentido.

A tentativa posterior de contar as revelações que deveriam ter sido feitas na série também tem ganhado um rumo mais desastroso. A série animada em Abril contar casos paralelos com o elenco principal (mas sem as vozes dos atores) em 1985 (entre a segunda e terceira temporada), há um rumor de um filme em 2027. No entanto a aprovação da última temporada foi tão grave que a aprovação foi em 53% (Rotten Tomatoes), quando que nos outros anos foram de 80-85%.

Apesar da peça ser citada por fontes secundárias e muitos nem sequer souberam da sua existência, ela não fez muito sentido na trama da série. E provavelmente bagunçou um produto que só precisava apresentar uma batalha em oito episódios. Mais uma vez, não precisa assistir a peça. Na realidade talvez até tenha um desfecho mais sólido, mas não precisa.

Parte 3 – Stranger Things nasceu na época de ouro, tempo que não existe mais.