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SOBRE O AUTOR

Stranger Things: O elefante rosa na sala que ninguém quer comentar.

O PROBLEMÁTICO DESASTRE DE STRANGER THINGS

Stranger Things é o grande elefante rosa dos últimos dez anos. Diferente de Harry Potter quando finalizou a saga em 2011, no livro uma parte, nos filmes duas partes, um prolongamento bem vindo e que ainda dividiu entre as versões literárias (bom) e cinematográfica (uma adaptação com cortes). A defesa sempre recai na versão literária, pois contém mais conteúdo e mais explicações.

O próprio Rony era diferente, uma vez que ele teve parte de sua atuação migrada para Hermione, na versão do cinema. Nos livros era mais intelectual. Mas isso não mata o gênero, a maioria só ouviu falar em HarryPotter devido os filmes e não os livros. Mas igualmente bons. Não podemos falar o mesmo de Stranger Things. Vamos lá?

OS PRIMEIROS PARADOXOS PREVIAM O FINAL DE STRANGER THINGS DESASTROSO.

Eleven foi a protagonista, sem ela não haveria Stranger Things. Gerando uma dúvida, Will se tornou o segundo protagonista na primeira temporada devido o primeiro episódio. Primeira falha de um roteiro. Sim, nenhuma história que queira ser bem sucedida tem dois protagonistas. Estamos concluindo assim porque foi isso que aconteceu na última temporada.

Mas devido uma sucessão de erros durante os dez anos. E erros que promoveram 5 temporadas em dez anos e não dez temporadas. Ela sempre foi o pivô. Mas haveria um terceiro protagonista, Joyce. E o que acabou criando um paradoxo. Antes que a lenta progressão da primeira temporada nos revela-se um mundo ‘estranho’, a série já colecionava erros de continuidade. Não, não erros entre as cenas, mas aqueles que seriam percebidos ao longo das temporadas.

Will se tornou um alvo vivo de Vecna, que até a quarta temporada não existia no roteiro. As pessoas se convenceram que até o som do relógio era ouvido na primeira temporada. Isso se chama efeito Mandela. Vecna foi um remendo. Demogorgon eram os vilões até a terceira temporada. O rei dos Ratos, ou devoradores de Mentes era o chefão da fase final. E estava perfeito como estava. Vecna foi aquele motivo para dar ar a franquia e lembra muito o puxadinho feito em Poltergesit 3, quando tudo feito até o Poltergeist 2 foi simplesmente desfeito.

Kane continuou existindo, Carol Anne era o principal motivo dele surgir. E agora espelhos e neve eram símbolos dos movimentos fantasmagóricos. Mas os problemas da família Freeling já coexistiam do primeiro para o segundo filme. Quando Diane na realidade era uma médium, e a filha também. No entanto no primeiro filme não é algo concreto. Apenas no segundo filme. E no terceiro houve uma transformação bizarra de ‘filme de terror’ para filme Trash, ou os famosos caça-níqueis comuns da época.

Cada temporada de Stranger Things reiminaginou uma Hawkins diferente. Com problemas diferentes, trazendo versões de uma Eleven pouco habituada uma menina traumatizada, enjaulada e tirada mãe ainda bebê. Ela demonstra um comportamento sociável na segunda temporada incompatível com este tipo de característica. No mínimo ela era tão civilizada, que é difícil de compreender que ela fosse realmente uma prisioneira no laboratório. Foi só encontrar a Max, que ela já sabia o que era se vestir e passear nos Shoppings dos anos 1980.

Foi para Chigado, conheceu a Kali Prasad que não fez sentido algum na segunda temporada e tampouco na última. Ela nunca foi explicada. Como Kali fugiu do laboratório? Como tantos como ela, fugiram? Ninguém foi atrás? E como assim? E de repente anos mais tarde o exército consegue encontrar e achar uma garota com poderes de ilusão? Ela foi um elemento narrativo surreal. Depois Eleven faz a jornada da heroína, mal ou bem, volta para Hawkins e vence a criatura. Mas na segunda temporada, a união das crianças se desfez. E isso foi o primeiro pior erro da narrativa. Nós conhecemos eles como parte de um grupo que lutava contra o mal. E de repente eles fariam equipes a parte e viveriam aventuras em duplas. Deu certo? Steve e Dustin? Ok, a gente se conforma. Mas daria certo mesmo que eles ainda fossem uma equipe.

Os Duffers de fato não vivenciaram os anos 80 em sua infância. Como todos nós, eles tiveram a infância nos anos 90. Que em parte teve heranças da ´década passada. Mas isso foi uma herança e não ao vivo e cores. Então nossa versão dos fatos é que aquela pegada de “Uma viagem ao mundo dos sonhos”, “Goonies” e “Conta comigo” não eram filmes muitos vistos por eles. Provavelmente eles viram muito “Curtindo a vida adoidado” onde Ferry apenas era um cara egoísta colocando os dois amigos em uma situação ‘utópica’ de rebeldia.

Até hoje as pessoas gostam desse filme. Eu já o acho extremamente insano, mas no sentido contrário a qualidade. A narrativa em off é ainda pior, já que parece um monólogo de um rebelde sem causa sem motivo. No final ele queria rodar a cidade com um Cadilac indo a mil por hora. Ou o famoso, “matar aula” sem pensar nas consequências, mas a narrativa não faz o menor sentido também.

TODOS ADORARAM O FINAL, CONTANTO QUE DESCONSIDEREM O RESTO DA SÉRIE

Eu li de forma unânime que o final de Stranger Things agradou de uma certa forma. Um pé atrás quando li isso. Notas também não significam totalmente uma avaliação, apesar de Rotten Tomatoes acumular 53% de aprovação contra os 80% de média das temporadas passadas. Algo não deu certo. Quando senti a leveza do começo da última temporada e a ausência imediata do terror da quarta temporada. Já dava para notar que não daria para fechar em dois episódios, já que esse foi o esquema adotado desde 2016. E não deu. E forçaram um sacríficio. Onde até hoje as pessoas acreditam que Eleven está viva em uma pradaria e um vale com três cachoeiras. Uma invenção ensandecida de um Mike em luto. Ninguém quer admitir. Mas Eleven está morta. E sim, foi o final que os Duffers já esperavam. Não teria como ela terminar com eles ou viva.

Ao contrário do final do E.T, Steven Spielberg deu ao pequeno amigo de Elliot um final de dignidade. Duffers não criaram uma âncora para ela. Então a única solução foi matá-la. Depois de tudo, ela morre. E sim esse final foi pior que os furos, que a série sempre teve. Mas desgastou a série. Embora o anime lançado tenha ganhado adeptos e promovido uma segunda temporada, isso não significa o sucesso da série. Aliás significa a morte do material original para dar vazão a uma ponte de safena. Porque o anime não tem conexão canônica e portanto é um material independente. Entenda que parte do gosto por ela é uma esperança de ver a Eleven viva no final.

Duffers acreditaram nisso porque eles escreveram o pior roteiro que se podia. Não bastasse tirar Eleven do protagonismo de vez, colocaram dois personagens no pivô e ainda nem trabalharam eles direitos. Quem no final deu o golpe foi Joyce. Espera? Ela teve o filho roubado. Mas e a Eleven? Que teve a infância roubada? A liberdade roubada? A mãe roubada? A vida não vale? Tudo o que ela fez, salvou e enfrentou. Ela voltou para o Brenner no projeto Nina, não serviu de nada? Ela passou 1 ano no mundo invertido e na floresta comendo coelho cru, não serviu de nada? Sim, para os Duffers os sacríficios dela demonstram um herói ultrapassado, e mais que um final ruim, elas mataram a heroína por capricho narrativo.

O prólogo parece um filme a parte. Eles terminam a jogada, choram pela ida dela, notaram a lanterna oscilando dando a entender que ela está lá? E passam a bandeira para próxima geração de jogadores. Mas Chrissy, Eddie, Barb, todos foram simplesmente descartados por criaturas que se tornaram supérfluas ou ausentes.

A temporada final é apenas o deleite de mentes criativas esgotadas. Depois de dez anos, alguém quer ver a menina careca levantando carro? Eleven tinha mais poder nova do que mais velha. Vecna era mais assustador, Demogorgon era imbatível e o governo era mais misterioso. Mundo invertido era tóxico e as implicações de uma cidade sitiada eram reais. Na última temporada, parecia aquela corrida que no lugar de você correr até a faixa, a faixa corria até você. Foi desleixado e puramente superficial.

Até os trechos narrativos da última temporada, um custo 400 milhões de dólares, foram apenas descartados conforme os episódios sugeriam a origem de todo mal. Até hoje, ninguém sabe se o roteiro se baseou na peça que ninguém viu ou na falta de conexão dos Duffers. Só o que sabemos é que a temporada final foi uma viagem de alucinógenos. Era mais fácil admitir: Eles não sabiam o que estavam fazendo.

UNIVERSO A PARTE, CANÔNE LITERÁRIO PARA UM LADO STREAMING PRO OUTRO.

O dilema é que, quem coleciona as HQS e os Livros notou. Universo da Netflix e dos livros não se encontram em um paradeiro ruim. Sim porque lá pelo menos temos uma Kali menos ‘nada haver’. O que aconteceu com os bullies depois de enfrentarem Eleven no desfiladeiro. Qual foi a herança de Bob, morto na segunda temporada? Se não fosse essas raras jóias, Stranger Things como série teria deixado um gosto amargo e estragado na boca. Por um lado eles contam com o cânone da série, mas o fazem melhor. Porque explicam o que a série não foi ou não quis fazer, explicar. Citei Harry Potter como fonte fidedigna da adaptação. Livro uma coisa, filme outra. Faz sentido a leitura completa, menos sentido se fizer o filme. Não me levem a mal, ambos são boas produções.

O caso de Stranger Things é no mínimo engraçada. Ela não começou como livro. Mas é nos livros, nas HQs que ela encontrou um ponto de qualidade. Onde pode continuar existindo. Os autores não são os Duffers. Será a síndrome do autor ‘que’ estraga as próprias obras? Duffers nunca souberam escrever isso é um fato. Sim, pode parecer jogar pedras na cruz. Mas já dava para notar os erros grotescos. E mais, escreveram apenas a primeira temporada e para funcionar como minissérie. No momento que a Netflix diz que gostou, falou mais alto o bolso e esqueceram do arco criativo. A segunda temporada já começa com erro de continuidade por assim vai.

O FUTURO DA STRANGER THINGS NÃO ESTÁ MAIS NAS TELAS.

Como eu, a adaptação para as telas não foi muito bem aceita. Aceita por um lado, mas já dava sinais de caducidade. Stranger Things durou 10 anos, nós vimos os atores crescerem. Mas não tiveram o mesmo impacto por exemplo de Harry Potter. Vimos um Rony com medo de aranha se apaixonar por Hermione, com a pinta a nerd com medo de expulsão mais do que da morte. Vimos a pedra filosofal se transformar de um conto leve em um conto pesado e de terror. Essa evolução aconteceu. Vimos isso acontecer. Mal ou bem, com furo ou não, cheio de lacunas entre as obras, Harry Potter é até hoje cultuado. Mas Stranger Things exclui parte do seu público conforme reinventava a trama.

O público que iniciou em sua totalidade em 2016, não era mais o mesmo na última temporada. Alguns sobreviventes estavam lá. Mas a obra adaptada, não de livros, mas da cabeça direta dos autores, morreu bem antes da segunda temporada. E notem, essa morte foi boa. Porque representava o rascunho original. De como eles imaginariam a série. Um menino é raptado, uma menina surge. Ela enfrenta os valentões e procura o amigo desaparecido. A música no final retrata a luta da mãe, e o xerife. E ali fechava a história. A menina surgiu do nada e sumiu do nada. Final perfeito? Final com alguma amarra. Perfeito seria ela não ter vivido como cobaia. Mas para a narrativa, faria sentido.

A segunda temporada para cima não foi pensada. Toda ela e todos os demais, foram uma gambiarra. E isso já podemos notar. Eles podiam ter pensando melhor ou ter recusado. Nem sempre se trata de dinheiro. Ganharam dinheiro? Óbvio. Mas a franquia será sempre lembrada como um boi inchado. Não há expressão que fundamente o que eu afirmei. Porque a série terminou assim esmo. Sem nenhuma lógica. A última temporada foi o prego da insanidade do roteiro mal escrito e senão ausente. Sim pelo documentário isso foi uma realidade. Tenho a impressão que eles ficaram orgulhosos em criar um desfecho sem roteiro? Foi isso mesmo?

Uma verba de 400 milhões foi o motivo de orgulho para não se dedicar ao máximo. Bem de qualquer maneira, os Duffers lançaram duas produções após o final, além do anime. E sabe? Ninguém se importou. Até os que falaram que a série terminou bem. Elogiando cada passo da quinta temporada. Mas quando o anime, já anunciado desde 2024, simplesmente passou desapercebido, já notamos que a série original matou o material por completo. E qualquer produção de Duffers é visto ou será visto como o motivo de ver sem se prender. Nada é sagrado. E tampouco nada tem lógica.

Pelo mesmo tempo de existência, Harry Potter se mantém vivo e com uma série saindo do forno. Stranger Things encontrou o beco sem saída com o mesmo tempo de vida. E não verá um remake no futuro. A não ser um fan service feito pelos próprios fãs como aconteceu com o final alternativo de Caverna do Dragão. Porque ninguém admitiu o final da Eleven. Ninguém. E isso de forma unânime. Só alguns admitem em público e voz alta. Mas ninguém de fato gostou da última temporada. Até o povo que chamou o outro povo de chato. Esses menos ainda gostaram.

O desafio, reveja a série pro completo, sabendo que o desfecho é ela Morta. Continua com a mesma impressão que terminou bem? A heroína morreu, e apesar do Vecna ter morrido, ele venceu. O que estava em disputa? Ao meu ver, a própria realidade da Eleven. Ela foi um rato de laboratório, e foi usada indiretamente por Hawkins mesmo que isso não pareça. Ela só serviu para ‘cumprir’ seu papel de alvo. E no final perdeu o papel de importância para qualquer outra pessoa. Pois nos tempos de hoje, ter poderes é o mesmo que ter problemas. No passado, em 1978, uma publicidade fez as pessoas irem ao cinema para ver um herói que desde 1938 existia como um símbolo – VOCÊ ACREDITA QUE UM HOMEM POSSA VOAR?

Hoje essa frase não VALE NADA. Porque foi essa mensagem que Duffers abominaram na última temporada. VOCÊ ACREDITA QUE UMA MENINA POSSA TER PODERES? Para eles, ela existir é um problema. Ela morta, todos estarão salvos. Nota que mesmo todos terem tido uma conexão, o exército deixou todos em paz? Ela era o problema? Vecna terminou mais herói que ela. A inversão total dos papéis. Não me entendam mal, Arhur em Coringa foi uma vítima da violência. Mas nada justifica ele matar o Murray. Isso significa vilão. Vecna era vilão e não o amigo. Eleven era a heroína e não a vilã. Foi uma inversão de papéis, porque antes dela ser sacrificada, isso já tinha acontecido. Ela morrer, pareceu que ela sempre foi o problema. Mas Vecna existir, não teria problemas. Entenderam porque Stranger Things morreu nas telas?

A continuidade será no ANIME que não tem nada haver com a série, segue uma trilha a parte. As HQs que contam histórias paralelas e os livros que enriquecem os personagens. Estranhamente todos eles andam de forma independente. E garantem um final melhor do que o apresentado pelos autores originais. Isso se chama de universo expandido. A diferença é que esse universo nasceu junto da série original, contrariando a física de acontecimentos a maioria das séries. Estranhamente, Harry Potter nunca precisou de universo expandido para garantir qualidade. Embora tenhamos hoje Hogwarts Legacy para iniciar isso, foram mais de dez anos após o final e com a obra em peça adaptada “A criança amaldiçoada”, ainda no final do último livro, Harry Potter confere se a cicatriz não lateja, confirmando que Voldemort continue morto.

Stranger Things não aprendeu. Harry Potter é o heroói e Voldemort é o vilão. Luke é o herói, Vader é o Vilão. Mas eles quiseram dizer, Eleven é a vilã e Vecna é o herói. Acho que os Duffers não entenderam. As pessoas admiram Vader não por ser um vilão. Nem Thanos, nem Dr. Destino, nem Dormammu, tampouco Darkseid, Luthor, Coringa ou Arlequina. Ninguém os admira. Mas eles são impressionáveis. Habilidades que chamam atenção. Mas seus princípios não são defeindidos. E isso pegou os jovens autores de surpresa. Vecna ser redimido por um trauma, uma encruzilhada. Ele é confuso. Ora um menino vítima, ora um psicopata a la Damien. Quem é Vecna?

CONCLUSÃO

Não é a primeira vez que uma obra morre. Em Corpo Fechado, Fragmentado e Sr. Vidro. O cineasta indiano Shyamalan não foi capaz de concretizar uma saga de heróis. Eles os classificou como meros humanos com poderes extraordinários como meros deficientes mentais. Ele podia ter uma ‘Marvel’ na mão. Mas preferiu jogar fora. No passado eu nunca critiquei obras dele. Sinais, Sexto Sentido, a Vila e a Dama na Água. Até George Lucas foi criticado. As pessoas compraram a ideia dos Jedis, mas não aceitaram o seu futuro. Em parte existem duas obras, ou uníssonas ou separadas, depende da sinergia. Harry Potter divide opiniões, Senhor dos Anéis divide opiniões. Mas conseguem atingir patamares entre as duas formas de vê-las. Stranger Things teve um merchandising tímido, portanto a obra em si se torna irrelevante ao longo prazo.

Foi há 6 meses o último capítulo. E ninguém fala mais nada sobre. É comum, primeira temporada e última temporada ficar na boca do povo. Lembram da primeira temporada? Surtiu efeito por meses. Mas a última temporada, não vi GOT, talvez tenha sido pior. Porque a finalização exigia um final digno. Eleven lutou PRA NADA. Ela não tem existência respeitada. E foi ridicularizada. Particularmente eu considero a série terminar na primeira ou segunda temporada. Terceira para cima não faz nenhum sentido. E tão mal começou, a série já caducava em conexões narrativas. Parecia as passagens de um louco que só queria fazer sentido a cada segundo que passava. O ditado – “Antes só do que mal acompahado” tem uma transliteração nova – “Antes uma temporada boa do que outras quatro sem sentido”.

Eu não gostei da última temporada em NADA. Minha nota não é ZERO, nem menos ou negativo. Não é acima de ZERO. Eu não tenho nota. Eu considero a última temporada inexistente. Ela não aconteceu ainda. E se não acontecer, considerarei a primeira e a segunda temporada. Para pelo menos Eleven continuar existindo. Já que na primeira ela praticamente some junto com o Demorgorgon.

Análise de Stranger Things 5: Vale à pena? (Parte 2 de 3)

Nota: Este texto não foi redigido por uma IA, ele é integralmente elaborado por uma pessoa. Há recomendações e produtos do programa de afiliados. Não se sintam pressionados, gera comissão para a gente, mas tem que partir de vocês o desejo de comprar. Boa leitura!

Leitura da primeira parte aqui.

RECOMENDAÇÃO (HQ DARKHORSES)

STRANGER THINGS VOLUME 5 – O TÚMULO DE YBWEN

Parte 2 – Eu preciso ver a peça de teatro para fazer sentido?

Na realidade sim e não. A base da peça foi usado para costurar as ideias da última temporada. Nisso consiste a desastrosa continuidade da quarta temporada para quinta temporada. Até então a trama era Vecna o vilão obcecado por poder e Eleven em sua batalha final e a construção da heroína. De repente a leitura nova era – “Vecna e sua creche e os planos do Devorador e Eleven excluída”, o segundo caso considerava o foco no Vecna e seu plano sobre o repovoamento da humanidade.

A peça foi citada por acaso por um vídeo publicado na internet, vista por uma minoria. E por acaso citado na última temporada nas memórias percorridas por Max. Visitando um tempo de escola onde Joyce, Hoper e Henry coexistiam, sem explicar nada. A peça está ocorrendo no auditório, por um LEVE momento, eles invadem o palco. Lembrando que a trama da peça foi adaptada para última temporada, portanto essa passagem ligeira é bem estranha. Sem focar em nada e sem trazer nada de ‘real’ para interpretação.

Revelado então como Vecna conseguiu seus poderes, mas não houve qualquer explicação da origem da pedra. Nem como aquele homem foi parar na caverna e nem como simplesmente sua fuga de onde quer que ele estivesse fugindo tenha sido resumido em ‘esconder’ o achado do século nas mãos de um garoto. Não havia ninguém atrás do cientista? Como essa pedra surgiu? De onde veio? Criado por nós, vindo de outro mundo? Outra dimensão? Uma irrealidade? A série não conta essa parte.

Apenas que aleatoriamente Henry achou um homem com uma pedra numa maleta de fácil acesso. A maleta não tinha segredo. Qualquer um podia abri-la. Ele saiu as pressas? Não foi combinado? Foi um acidente? A serie torna a não explicar nada disso. E a peça não é trabalhada dentro da série para entendermos algo. No final é jogado que Herny encontra esse cara, acessa o poder da Pedra e vira arauto do Devorador de Mentes.

Há dois momentos estranhos: Henry ficou paralisado na frente da Caverna. Da Caverna onde estava Max. Mas a caverna onde tudo aconteceu não era lá. Então qualquer caverna o deixa assustado. O segundo momento ocorre quando vemos Henry criança matar um homem sem que ele demonstrasse qualquer perigo, e dali apossar da pedra e começar a ter poderes. Este momento demonstra que ele decidiu ser o vilão. Então o que o impedia de entrar na caverna antes? Ele não era vítima, não teve medo, foi decisivo e nenhum momento ele teve dúvida.

Na quarta temporada, Henry escolheu aleatoriamente Fred, Chrissy e Max para executar uma espécie de ‘ritual”? Ritual como quero dizer, porque não evidentemente existia um. Mas lembram? Isso possibilitou a abertura do portal do Mundo Invertido para o Mundo normal. Após ele consumir eles, foi possível que ele entrasse no mundo, como ele estivesse preso. Chrissy, Fred e Max não eram crianças, como ele ambicionava na quinta temporada.

Ora Vecna diferente do Vecna da outra temporada. Na mesma temporada, ele foi o responsável pelo massacre do Laboratório. Em qual momento Vecna assumiu o posto de recrutador de crianças para repovoar o mundo? No momento em que ele quando criança acessou o poder da pedra ou quando foi para o Mundo Invertido? Lembram? Ele já sabia da existência do Devorador de Mentes há muitos anos. O plano mudou? Se não mudou, em 1983 ele optou por sequestrar Will para provar seu ponto de vista, mas uns anos antes matou praticamente um monte de criança.

A peça não tem muita prática na quinta temporada, ela nos apresenta que os personagens de Hawkins, em especial os adultos, eram conhecidos entre si. Mas Henry foi para o laboratório criança, como ele estava estudando naquela escola? E como Hoper e Joyce não o reconheceram? A peça de teatro, tinha no elenco, Henry, Joyce e Hoper. Então eles entraram em contato. Ao ouvir o nome dele, não seria familiar? Mas na quarta temporada e quinta isso não acontece. São memórias falsas? De quem?

A peça eleva a origem de Henry dentro do laboratório, garantindo alguns pontos do que vimos na quarta temporada. Mas entenda a peça é independente da produção da Netflix. Foi uma iniciativa. Então foi um roteiro adaptado de um grupo de fãs para uma série Mainstream…é difícil de acreditar, mas foi isso que aconteceu. Então a pergunta seria – “Preciso ver a peça de teatro para entender a série?” A peça é a parte, a série quinta temporada também. No entanto bebem da mesma fonte, mas sem entrar muito em detalhes ou respostas.

Podemos resumir, em um retalho sem muito sentido.

A tentativa posterior de contar as revelações que deveriam ter sido feitas na série também tem ganhado um rumo mais desastroso. A série animada em Abril contar casos paralelos com o elenco principal (mas sem as vozes dos atores) em 1985 (entre a segunda e terceira temporada), há um rumor de um filme em 2027. No entanto a aprovação da última temporada foi tão grave que a aprovação foi em 53% (Rotten Tomatoes), quando que nos outros anos foram de 80-85%.

Apesar da peça ser citada por fontes secundárias e muitos nem sequer souberam da sua existência, ela não fez muito sentido na trama da série. E provavelmente bagunçou um produto que só precisava apresentar uma batalha em oito episódios. Mais uma vez, não precisa assistir a peça. Na realidade talvez até tenha um desfecho mais sólido, mas não precisa.

Parte 3 – Stranger Things nasceu na época de ouro, tempo que não existe mais.

Análise de Stranger Things 5: Vale à pena? (Parte 1 de 3)

PARTE 1 – A INVENÇÃO DESASTROSA DA ÚLTIMA TEMPORADA.

Nota: Este texto não foi redigido por uma IA, ele é integralmente elaborado por uma pessoa. Há recomendações e produtos do programa de afiliados. Não se sintam pressionados, gera comissão para a gente, mas tem que partir de vocês o desejo de comprar. Boa leitura!

RECOMENDAÇÃO HQ Stranger Things (DarkHroses, Dungeons and Dragons) não é o RPG.

Não sabia se queria falar disso em vídeo ou escrever um artigo. Abranger 10 anos em 40 minutos de produção não é algo que cobre tudo o que eu gostaria de falar. E sou melhor com palavras do que narrando — neste caso — minha insatisfação por esta última temporada horrível. Repatrio meus sentimentos se optei por criticar a segunda temporada em relação ao canône da Kali Prasad, porque depois dessa, qualquer outra temporada é melhor. Vamos lá?

No canal da Junca Games eu fiz alguns vídeos de resumo sobre as temporadas passadas e previa que o final poderia não ser agradável. Infelizmente a previsão se tornou uma realidade. Não vou entrar no mérito de discutir a opinião de terceiros, ou suas recepções positivas ou negativas, por comparação óbvia para destacar muitas vezes o julgamento de que uma obra possa ser ruim pela maioria de votos. Mas no meu caso, acho que particularmente eu opto por pensar em Stranger Things finalizado na terceira temporada e dispenso a existência da 4 e 5 temporada, dando lugar a minha percepção a essa ‘tragédia’.

RECOMENDAÇÃO Stranger Things: Diário ultrassecreto de Will Byers.

Antes do documentário ser lançado e revelar que eles não possuíam roteiro, o que para mim é uma vergonha, e eles apenas publicaram o documentário deixando bem claro a desfeita que fizeram, a temporada começou já alterando a trama apresentada na 4ª Temporada. Até então eu gostava da ideia de Stranger Things 4. Vecna é apresentado, o vilão a história. Um psicopata, um degenerado e obsessivo pelo poder. Ele não tinha seleção específica para suas vítimas, quem estivesse na frente, teria o devido azar.

Vecna e Eleven eram os duelistas principais. Eleven a protagonista e Vecna o inimigo principal. Após 3 anos, minha premissa seria — agora é só batalha — e dai eles iniciam um processo de ‘reboot’. A trama agora não se apresenta como Vecna o psicopata e inimigo antigo de Eleven. Mas um cara que tem medo, que quer salvar as crianças (esqueceram do massacre da sala Arco-íris em 1979?) e acha que o mundo tem monstros e comprou a ideia de revitalização do Devorador de Mentes, cadê aquele sangue nos olhos? Mas o Vecna de Stranger Things 4 e 5 não são os mesmos.

Em Stranger Things 5, Eleven perdeu o protagonismo total. A jornada da heroína foi simplesmente apagada da história da série. Agora transferida para Holly, Will, Derek e Vecna. O impacto final, por sua provável morte, porém não determinada, quase não teve sentido. Will tem um dos momentos mais controversos, mas que seria aceitável se isso fosse usado na batalha final. Ele revela ao mundo que é gay. Mas para tirar esse peso dele, e remover a fraqueza que Vecna poderia usar contra ele. Mas na batalha final, não tinha nem mosca. Cadê a oportunidade dele lutar usando os ‘poderes’ de Vecna e ser confrontado mentalmente?

RECOMENDAÇÃO Livro Stranger Fans de Joseph Vogel capa dura 2019

Não foi por isso que ele contou a todos o seu segredo na Rádio? Ele precisava ter força e ser destemido? Para no final, ele praticamente não possuir nenhum papel relevante? Joyce teve mais protagonismo que Eleven. O golpe final não veio dela, veio de uma humana sem poder. A característica simbólica da machadada que Joyce deu em diversas vezes em Vecna, é imponente. Mas fora de hora. A luta de Vecna e Eleven era a principal. Eles foram inimigos desde do principio. Eleven criou ‘Vecna’ sem querer. Lembra Batman de 1989?

A trama sobre o buraco minhoca, a dimensão alternativa. Ok, é favorável um conto desses para agradar. Mas não se encaixa na lore da série. Muita coisa ficou de fora. Mais fatores apontavam para viagem temporal do que para uma dimensão alternativa. O mundo invertido era tóxico até a terceira temporada, quem dirá quarta temporada. Mas na quinta temporada, não havia mais perigo. Os Demogorgons eram mais fracos. Karen sobreviveu ao um encontro, Ted nem se fala. Impossível. Mas as regras e as leis da física, mudaram na quinta temporada.

Cadê as finalizações dos personagens? Vicky, Argyle, Sam Owens, Ted Wheeler, Eleven, mãe da Eleven (ela não morreu, estava em estado catatônico). As tentações do enredo, como Hoper ameaçar morrer foi tão ridícula. Kali Prasad ficou temporadas sem aparecer. Não foi explicado como ela fugiu do laboratório e tampouco como o exército a encontrou. Ela não tem o poder de ilusão? Fugiu de um laboratório vigiado, mas não conseguiu escapar do exército em ambiente aberto?

Ela teve menos tempo de tela e menos relevância. Sua criação parecia simbólica, mas parece que só foi remendo. Os Demodogs só serviram para matar Bob. Eles apareceram nas outras temporadas. Mas ninguém mais morreu com eles. Demobats só serviu para matar Eddie, esses deram chá de sumiço. Por quê Vecna matou Chrissy?Fred? Foi atrás de Max? Qual era a razão dele fixar neles? Ele precisava deles para ‘sair’ do Mundo Invertido? Não deu a entender isso? Mas nunca esteve preso…

RECOMENDAÇÃO Livro Stranger Things: Cidade Nas Trevas

A série já era cheia de furos, aceitáveis. Porque havia um desafio na série. Conseguir trazer relevância a fenômenos que se fossem explicados segundo a lore, seriam aceitáveis mediante furos. Mas a quinta temporada fez exatamente o contrário sobre a persistência da lore. Ela jogou tudo fora e reinventou a roda. Dai os furos que eram sustentáveis se tornaram evidentes demais.

Até antes do último episódio, a temporada se sustentou. Mas quero acreditar, que eles tenham tido uma síncope. Porque tudo apresentado, desde do livro a Dobra Temporal, aos fatores que envolvem a trama de Vecna (mesmo mudando a coisa toda), parecia ter um sentido interessante. A descoberta da caverna, aquela pedra, o paradeiro da Max, o foco agora era Holly. E as crianças se tornaram seu alvo. E aqui nasce um dos maiores furos do canône.

As crianças eram o foco, em 1983, Vecna raptou Wil segundo ele para provar o seu ponto de vista. Que crianças eram fracas e portanto fáceis de manipular. Dai tem o problema, ele levou 4 anos para fazer um plano que envolvesse as crianças, mas ele esperou Lucas, Mike, Dustin, Will e Eleven crescerem? O tempo que ele levou para ‘intencionar’ novos candidatos, prevê duas teorias: Vecna não foi pensado até a quarta temporada ou eles se perderam nas possibilidades que o sequestro de Will possibilitou.

Outro ponto, Will seria devolvido? Ou Vecna cometeu um erro de segurança? Parece que foi o segundo caso. Ele pretendia fazer Will se tornar um hospedeiro. Lembram da segunda temporada? Mas Will venceu o parasita. Logo Vecna estava errado. Crianças não são fracas. E em nenhum momento isso aconteceu na série. Nenhuma criança demonstrou fraqueza. Nenhuna. A exemplo da própria filha de Hoper, Sara, que morreu de câncer lutando até o final. Logo o conceito de Vecna pela fraqueza das crianças, não se sustenta. Mais uma invenção da última temporada.

Teorizei que pudesse ser alienígenas. Poderia ser. Seria melhor. Mas a opção foi uma dimensão alternativa. Um plot twist do plot twist. Não me leve mal, foi o pior plot twist que eu já presenciei. Ser uma dimensão alternativa, e levar 10 anos para falar isso. Não faz quase nenhum sentido. Faria, se fosse viagem temporal com alienígenas envolvidos. Faria mais sentido ainda para explicar de onde vem aquela pedra. Que a série só inclui na trama na última temporada.

FINAL A PARTE 1.

Última temporada ‘dispensou’ a série e criou uma versão totalmente nova, a falta de conexão com tudo é sentida. O epílogo foi uma forma de dizer “Apesar de tudo” eles voltaram o início de tudo. Eu não comprei a ideia de que isso fez sentido. Não teve uma ponta certa. Eleven foi removida, ela morreu ou não morreu? O futuro dela se tornou tão incerto quanto ela. Os atores estão de parabéns, mas o roteiro e os diretores precisam voltar para escola de cinema.

Parte 2 – Eu preciso ver a peça de teatro para fazer sentido?

Parte 3 – Stranger Things nasceu na época de ouro, tempo que não existe mais.

Top 5 Segredos sobre Resident Evil

Resident Evil foi lançado em 22 de março de 1996 marcando uma era inteira de jogadores que tinham que enfrentar não apenas zumbis, mas criaturas alteradas por experimentos genéticos, tudo sob uma fachada de uma empresa chamada Umbrella. Na pele de membros da polícia de Raccoon ou mesmo da equipe Militar S.T.A.R.S.

Se quiser assistir pelo celular, no formato SHORTS, clique aqui. Tanto no vídeo (nos comentários, fixado) e como aqui, link de afiliados para compra em PRÉ-VENDA de Resident Evil Requiem (Mercado Livre \ Loja oficial) que será lançado oficialmente no dia 27 de fevereiro para Playstation 5.

Nota: O Link acima faz parte do afiliados da Junca Games\Mundo Pauta, de forma que comprando por este link ganhamos comissão. No vídeo não há propaganda desse link, acredito que sempre o conteúdo não deva sofrer “cortes”. Como sempre faço, a depender, o jabá vem no princípio. Nunca durante ou depois, ninguém gosta de propaganda indevida.

Monstro do Pântano – Coleção de Edição de Luxos

Biografia completa do Monstro do Pântano e segue algumas curiosidades. Entre o filme Darkman e Monstro do Pântano. Confiram lá no final do artigo dois links de recomendação de compra para a hq de edição absoluta e o DVD Darkman Ed. Especial de Colecionador.

Recomendação, se vocês comprarem por este link, a Junca Games e o Mundo Pauta também ganham.

HQ do Monstro do Pântano (Ed. Absoluta) (Possuo)

DVD Darkman Edição de Colecionador (Vai pela referência de um dos vídeos, mas não possuo)