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PARTE 1 – A INVENÇÃO DESASTROSA DA ÚLTIMA TEMPORADA.
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Não sabia se queria falar disso em vídeo ou escrever um artigo. Abranger 10 anos em 40 minutos de produção não é algo que cobre tudo o que eu gostaria de falar. E sou melhor com palavras do que narrando — neste caso — minha insatisfação por esta última temporada horrível. Repatrio meus sentimentos se optei por criticar a segunda temporada em relação ao canône da Kali Prasad, porque depois dessa, qualquer outra temporada é melhor. Vamos lá?
No canal da Junca Games eu fiz alguns vídeos de resumo sobre as temporadas passadas e previa que o final poderia não ser agradável. Infelizmente a previsão se tornou uma realidade. Não vou entrar no mérito de discutir a opinião de terceiros, ou suas recepções positivas ou negativas, por comparação óbvia para destacar muitas vezes o julgamento de que uma obra possa ser ruim pela maioria de votos. Mas no meu caso, acho que particularmente eu opto por pensar em Stranger Things finalizado na terceira temporada e dispenso a existência da 4 e 5 temporada, dando lugar a minha percepção a essa ‘tragédia’.
Antes do documentário ser lançado e revelar que eles não possuíam roteiro, o que para mim é uma vergonha, e eles apenas publicaram o documentário deixando bem claro a desfeita que fizeram, a temporada começou já alterando a trama apresentada na 4ª Temporada. Até então eu gostava da ideia de Stranger Things 4. Vecna é apresentado, o vilão a história. Um psicopata, um degenerado e obsessivo pelo poder. Ele não tinha seleção específica para suas vítimas, quem estivesse na frente, teria o devido azar.
Vecna e Eleven eram os duelistas principais. Eleven a protagonista e Vecna o inimigo principal. Após 3 anos, minha premissa seria — agora é só batalha — e dai eles iniciam um processo de ‘reboot’. A trama agora não se apresenta como Vecna o psicopata e inimigo antigo de Eleven. Mas um cara que tem medo, que quer salvar as crianças (esqueceram do massacre da sala Arco-íris em 1979?) e acha que o mundo tem monstros e comprou a ideia de revitalização do Devorador de Mentes, cadê aquele sangue nos olhos? Mas o Vecna de Stranger Things 4 e 5 não são os mesmos.
Em Stranger Things 5, Eleven perdeu o protagonismo total. A jornada da heroína foi simplesmente apagada da história da série. Agora transferida para Holly, Will, Derek e Vecna. O impacto final, por sua provável morte, porém não determinada, quase não teve sentido. Will tem um dos momentos mais controversos, mas que seria aceitável se isso fosse usado na batalha final. Ele revela ao mundo que é gay. Mas para tirar esse peso dele, e remover a fraqueza que Vecna poderia usar contra ele. Mas na batalha final, não tinha nem mosca. Cadê a oportunidade dele lutar usando os ‘poderes’ de Vecna e ser confrontado mentalmente?
Não foi por isso que ele contou a todos o seu segredo na Rádio? Ele precisava ter força e ser destemido? Para no final, ele praticamente não possuir nenhum papel relevante? Joyce teve mais protagonismo que Eleven. O golpe final não veio dela, veio de uma humana sem poder. A característica simbólica da machadada que Joyce deu em diversas vezes em Vecna, é imponente. Mas fora de hora. A luta de Vecna e Eleven era a principal. Eles foram inimigos desde do principio. Eleven criou ‘Vecna’ sem querer. Lembra Batman de 1989?
A trama sobre o buraco minhoca, a dimensão alternativa. Ok, é favorável um conto desses para agradar. Mas não se encaixa na lore da série. Muita coisa ficou de fora. Mais fatores apontavam para viagem temporal do que para uma dimensão alternativa. O mundo invertido era tóxico até a terceira temporada, quem dirá quarta temporada. Mas na quinta temporada, não havia mais perigo. Os Demogorgons eram mais fracos. Karen sobreviveu ao um encontro, Ted nem se fala. Impossível. Mas as regras e as leis da física, mudaram na quinta temporada.
Cadê as finalizações dos personagens? Vicky, Argyle, Sam Owens, Ted Wheeler, Eleven, mãe da Eleven (ela não morreu, estava em estado catatônico). As tentações do enredo, como Hoper ameaçar morrer foi tão ridícula. Kali Prasad ficou temporadas sem aparecer. Não foi explicado como ela fugiu do laboratório e tampouco como o exército a encontrou. Ela não tem o poder de ilusão? Fugiu de um laboratório vigiado, mas não conseguiu escapar do exército em ambiente aberto?
Ela teve menos tempo de tela e menos relevância. Sua criação parecia simbólica, mas parece que só foi remendo. Os Demodogs só serviram para matar Bob. Eles apareceram nas outras temporadas. Mas ninguém mais morreu com eles. Demobats só serviu para matar Eddie, esses deram chá de sumiço. Por quê Vecna matou Chrissy?Fred? Foi atrás de Max? Qual era a razão dele fixar neles? Ele precisava deles para ‘sair’ do Mundo Invertido? Não deu a entender isso? Mas nunca esteve preso…
A série já era cheia de furos, aceitáveis. Porque havia um desafio na série. Conseguir trazer relevância a fenômenos que se fossem explicados segundo a lore, seriam aceitáveis mediante furos. Mas a quinta temporada fez exatamente o contrário sobre a persistência da lore. Ela jogou tudo fora e reinventou a roda. Dai os furos que eram sustentáveis se tornaram evidentes demais.
Até antes do último episódio, a temporada se sustentou. Mas quero acreditar, que eles tenham tido uma síncope. Porque tudo apresentado, desde do livro a Dobra Temporal, aos fatores que envolvem a trama de Vecna (mesmo mudando a coisa toda), parecia ter um sentido interessante. A descoberta da caverna, aquela pedra, o paradeiro da Max, o foco agora era Holly. E as crianças se tornaram seu alvo. E aqui nasce um dos maiores furos do canône.
As crianças eram o foco, em 1983, Vecna raptou Wil segundo ele para provar o seu ponto de vista. Que crianças eram fracas e portanto fáceis de manipular. Dai tem o problema, ele levou 4 anos para fazer um plano que envolvesse as crianças, mas ele esperou Lucas, Mike, Dustin, Will e Eleven crescerem? O tempo que ele levou para ‘intencionar’ novos candidatos, prevê duas teorias: Vecna não foi pensado até a quarta temporada ou eles se perderam nas possibilidades que o sequestro de Will possibilitou.
Outro ponto, Will seria devolvido? Ou Vecna cometeu um erro de segurança? Parece que foi o segundo caso. Ele pretendia fazer Will se tornar um hospedeiro. Lembram da segunda temporada? Mas Will venceu o parasita. Logo Vecna estava errado. Crianças não são fracas. E em nenhum momento isso aconteceu na série. Nenhuma criança demonstrou fraqueza. Nenhuna. A exemplo da própria filha de Hoper, Sara, que morreu de câncer lutando até o final. Logo o conceito de Vecna pela fraqueza das crianças, não se sustenta. Mais uma invenção da última temporada.
Teorizei que pudesse ser alienígenas. Poderia ser. Seria melhor. Mas a opção foi uma dimensão alternativa. Um plot twist do plot twist. Não me leve mal, foi o pior plot twist que eu já presenciei. Ser uma dimensão alternativa, e levar 10 anos para falar isso. Não faz quase nenhum sentido. Faria, se fosse viagem temporal com alienígenas envolvidos. Faria mais sentido ainda para explicar de onde vem aquela pedra. Que a série só inclui na trama na última temporada.
FINAL A PARTE 1.
Última temporada ‘dispensou’ a série e criou uma versão totalmente nova, a falta de conexão com tudo é sentida. O epílogo foi uma forma de dizer “Apesar de tudo” eles voltaram o início de tudo. Eu não comprei a ideia de que isso fez sentido. Não teve uma ponta certa. Eleven foi removida, ela morreu ou não morreu? O futuro dela se tornou tão incerto quanto ela. Os atores estão de parabéns, mas o roteiro e os diretores precisam voltar para escola de cinema.
Parte 2 – Eu preciso ver a peça de teatro para fazer sentido?
Parte 3 – Stranger Things nasceu na época de ouro, tempo que não existe mais.
Resident Evil foi lançado em 22 de março de 1996 marcando uma era inteira de jogadores que tinham que enfrentar não apenas zumbis, mas criaturas alteradas por experimentos genéticos, tudo sob uma fachada de uma empresa chamada Umbrella. Na pele de membros da polícia de Raccoon ou mesmo da equipe Militar S.T.A.R.S.
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