Japonês (32) – Estudando Kanjis – Parte 3

Hoje vamos ampliar os estudos de KANJIS que já foram trabalhados no artigo (28) denominado DIREÇÕES, clique aqui para relembrar. Ter noções sobre a orientação espacial nos permite entender o que é respondido quando vamos perguntar localizações, também nos permite orientar outras pessoas. E aqui vamos ver aquela lista do artigo 28 com acréscimos e exemplos.

  • CIMA – 上 (ue)
  • BAIXO 下 (shita)
  • ESQUERDA 左 (hidari)
  • DIREITA 右 (migi)
  • DENTRO 中 (naka)
  • FORA 外 (soto)
  • NA FRENTE 前 (mae)
  • ATRÁS 後 (ato)

Vamos entender melhor como esses KANJIS são postos em prática.

  • 女は寺のです。 (On’na-wa tera-no mae desu) – A mulher está na frente do templo;
  • 私たちはビルのです。 (watashitachi-wa biru-no naka desu) – Nós estamos no prédio.
  • 車がピルのです。 (kuruma-ga biru-no shitadesu) – Um carro está embaixo do prédio.
  • 彼はレストランのです。 (kare-wa resutoran-no sotodesu) – Ele está fora do Restaurante.
  • 左出る – (hidari deru) Saia à esquerda
  • 私のねこにバスのです。 (watashi-no neko-ni basu-no atodesu) – Meu gato está atrás do ônibus.

Neste artigo vimos os KANJI:

女 寺 前 私 中 車 下 彼 外 左 出 後

Os ROMAJI referentes (respectivos) da esquerda para a direita são com a / representa respectivamente pronúncia japonesa e chinesa:

  • On’na – Mulher, feminino, garota
  • Tera – Templo
  • Mae – Frente
  • Watashi – Eu
  • Naka – Dentro
  • Kuruma – Carro
  • Shita – Cima
  • Kare – Ele
  • Soto – Fora
  • Hidari – Esquerda
  • Shutsu – Saída
  • Ato – Atrás, antes

Vale à pena ver Dr. Estranho (1978)?

HISTÓRICO

Foi feito em 1978 um filme para televisão do Dr. Estranho que teve como consulta o falecido Stan Lee. Na época, ele afirma ter gostado muito do resultado. A direção ficou a cargo Philip DeGuere Jr (Dir. Além da Imaginação anos 80, roteiro de Magnum e JAGS: Ases invencíveis) com o elenco formado por Peter Hooten (Soulearter, House of blood), Jessica Walter (Archer, Caindo na Real), Clyde Kusatsu (George, o curioso; Viagem ao topo da terra), Anne-Marie Martin (O homem que veio do céu, Days of our lives) e Michael Ansara (Babylon 5, Jornada nas Estrelas: Voyager).

A história é basicamente uma alteração das revistas em quadrinhos de 1963, e talvez uma das origens inéditas do mago supremo. Um psiquiatra chamado Stephen Strange é confrontado por uma paciente com pesadelos. É também abordado por um senhor de idade que o considera um sucessor, em suas próprias palavras. Descobre que é herdeiro de poderes mágicos e que deverá confrontar Morgana La Fey e um demônio ancestral, que planeja voltar a terra e dominar a humanidade.

A origem diferente das HQS, dos filmes e da maioria das adaptações. O Dr. Estranho é um psiquiatra e não um cirurgião, ele não se acidenta, apenas é a confrontado por um mestre de artes místicas conhecido como ancião, auxiliando por Wong, afirmando conhecer o pai de Stranger e que ele iria sucedê-lo com o próximo mago supremo, no entanto no filme, a denominação é Guardião da Luz.

Morgana La Fey faz aparição juntamente do que seria a paixão de Stephen, Clea. E neste caso os poderes mágicos são herdados através de um anel e não propriamente vindas do feiticeiro. Há uma interessante mensagem sobre as escolhas que Stephen realiza no filme, e que são interessantes, pelo fato de que nesta época, os efeitos visuais não fossem muito bons, portanto é uma história centrada na filosofia do mago, que muito parece com Shamballa de 1986.

PRÓS E CONTRAS.

Um filme de 1978 feito para TV tem muitos pontos positivos até comparados as suas versões cinematográficas atuais. E pode ser uma excelente escolha para assistir aos que são fãs do mago supremo ou os que tem curiosidade sobre histórias de magias.

PRÓS:

  • O filme é centrado na história;
  • Muito se fala da filosofia do caminho do mago;
  • Há participação dos principais personagens: Clea, Morgana, Ancião e Wong;
  • As cenas de batalha mesmo que simples são semelhantes as HQS dos anos 60;
  • A trama envolve Clea, a primeira paixão e um dos primeiros personagens das HQS;
  • É um filme verdadeiramente de Dr. Estranho.

CONTRAS:

  • Nunca teve uma continuação.

COMENTÁRIOS SOBRE OS PRÓS E CONTRAS.

Não sou adepto de filmes antigos. Há muitas coletâneas ótimas, e na própria época dos anos 70 existem safras como o Grande Búfalo Branco, que é o único filme de faroeste que gosto. Não pela temática, mas pelo monstro. História sem fim, o princípio da quadrilogia alien, de volta para o Futuro, Goonies. E ainda que fosse uma época pouco favorecida pela tecnologia computacional e efeitos visuais, por este motivo, as narrativas eram bem mais centradas. E isso tornava muitos filmes, a depender da categoria e gênero, bem melhores que versões atuais.

E falo não apenas pelo trabalho de fotografia, a beleza da iluminação, da contracenar ou mesmo a atuação. E sim um conjunto completo de cada um desses detalhes. Por exemplo as cenas de Poltergeist de 1982 apesar da tecnologia inferior, é mil vezes melhor que a versão de 2015. Apesar do filme explorar o ‘mundo invertido’ que só foi revelado em Poltergeist: O Outro lado em 1986. Dando uma outra versão mais tenebrosa.

O único contra é que não teve realmente continuação, um desejo do editor, porque acredito que nunca houve pretensão. Contra os filmes atuais do Dr. Estranho, esse vi 4x. E não é um filme de infância, vi agora adulto.

VALE À PENA.

Sim. Recomendo especialmente para os que são fãs das HQS, mesmo que as atuais, e que a manutenção da filosofia do mago, que mais aposta pelo lado de ser um ser humano comum portando poderes e sabedoria arcana. E para quem é leitor desse personagem, já percebeu que ele tem um lado detetivesco e essa ambientação legal de achar formas de resolver os problemas, procurando em tomos antigos ou em segredos de uma dimensão alternativa.

O filme prima justamente pela filosofia do mago, da descoberta, do conflito e de sua transformação, tudo que representa Stephen Strange. Minha nota para ele é 10.0.

Vale à pena ver Não! Não olhe! ?

HISTÓRICO E DETALHES DE PRODUÇÃO.

Lançamento ocorreu no dia 25 de agosto de 2022, filme dirigido por Jordan Peele (Nós, Corra!, Sorria) e estrelado pelos atores Daniel Kaluuya (Corra!, Pantera Negra: Wakanda Para sempre), Keke Palmer (Prova de Fogo – Uma história de vida, True Jackson), Brandon Perea (Nós, The OA), Steven Yeun (Minari: Em busca da felicidade, The Walking Dead) e Keith David (Eclipse Mortal, Greenleaf).

O filme é basicamente um ‘enigma’, considerando a direção de Jordan Peele que gosta de fazer uma narrativa menos direta e mais prolongada. Os expectadores costumam sentir muito em relação ao mistério e as histórias dos personagens. Mas se podemos elogiar, também temos um pequeno problema com a direção. O filme consegue manter o suspense do que se trata, começa com um programa de televisão famoso chamado Gordy, onde o palco fora destruído e as pessoas aparentemente mortas.

Depois temos uma mudança de cena, que nos coloca com os protagonistas em uma fazenda em Los Angeles, o Vale Dulce. Aparentemente uma família que negocia cavalos para produções cinematográficas. E quando menos esperamos, ocorre novamente uma ação inesperada. E temos mais uma morte, inexplicada. Como este diretor gosta, a câmera costuma contar mais do que os atores. Então há focos de cena sem nada para falar. Isso torna a narrativa arrastada (mas não é ruim isso).

Após ocorrer este fato no mínimo curioso, nós temos o que seria um filme normal de uma família tentando ganhar a vida. E começa a acontecer situações estranhas, que são intercaladas com cenas que olham para cima, para as nuvens. E pensamos: Há algo nelas para ver? Se você já assistiu Nós, parte da trama não é bem ‘lógica’. E ela se desenrola quase sem nenhuma explicação, há uma explicação, mas não tão convincente. Esse é o lado ruim deste tipo de direção.

Irmão e Irmã lutam contra algo ameaçador em sua fazenda. E logo se deparam com algum fenômeno. Que parece influenciar eletrônicos, animais ficam confusos e nervosos e pessoas desparecem.

NARRATIVA E TÉCNICAS DE DIREÇÃO.

Nesta seção tem SPOILERS entre []

Narrativas que gostam de usar a câmera como diálogo com o expectador são muito conhecidas. E são uma ótima forma de contar a história. O que vemos, compreendemos. Muitas vezes não é necessário palavras. No entanto é uma técnica um pouco arriscada quando se trata de categorias em que o mistério e suspense precisam ter um toque menos invasivo de início. Ninguém quer que você descubra o mistério agora.

O filme é longo, tem 2 horas. E a narrativa tem foco bastante para o lado carrancudo do filho de Otis Haywood, O.J Haywood que fica o filme inteiro sem expressar nenhuma emoção. Desde a morte do pai, nem pela surpresa do fenômeno que faz título ao filme e nem sequer se importa muito com o que acontece ao seu redor. É como um personagem que só segue na vida, se cair, caiu. Se levantou, levantou.

Emerald Haywood é uma contrariedade do seu irmão. Mas também não expressa nenhuma perda em relação ao seu pai que morreu recentemente. E parece viver em uma realidade paralela. Inclusive não parece ter medo inicialmente dos problemas que cercam o local, e depois parece não ter nenhum impedimento de fugir dali. Já que em parte ela resolve os problemas do local.

As locações são bem específicas, fazenda, estúdio e programa do Gordy. O foco é exatamente ali na fazenda do Heywood. As narrativas são muito conectadas com o foco do que é sobrenatural, ou seja o que se trata o “Não! Não Olhe”, que no título em inglês é NOPE (Significa Não) mas com um certo desdém. E os personagens O.J e Emerald parecem significar isso, já que expressam sentimentos antagônicos a sua família, mas desejam ser famosos por capturar alguma imagem do que anda perturbando a região.

A outra parte desta narrativa é que muito das conclusões são feitas sem parecer que ninguém está fazendo esforço. Por exemplo, quando eles vão fazer uma compra na loja cidade, eles pegam os equipamentos de segurança, tem uma conversa um pouco amistosa e depois confusa Eles mal falam algo, e o vendedor à frente deles parece ter ouvido uma bíblia de explicação (que não aconteceu) e deduz que eles estão comprando tudo aquilo por causa de aparições em sua fazenda.

Veja que esse último parágrafo descreve muito esse filme. Tem partes que ninguém fala nada, não dá entender que era isso e nem tem sinal de ser. E mesmo assim os personagens parecem se comunicar de forma telepática. Isso acontece, não é porque o filme é ruim. Mas porque a linguagem dele é menos ‘lógica’. Quer dizer, imagine que fosse comum você ver Aliens. E mesmo que você não os veja todos os dias, ao acenar sua cabeça para uma outra pessoa em um ritmo específico, ela entende que você está falando que – “Aliens estão comendo sorvete da mercearia”. Essa é a narrativa deste filme.

Mas nós expectadores não sabemos muito dessa linguagem e portanto o filme parece não ter muito sentido. Logo a técnica usada para contar a história nos passa frieza dos personagens (apesar da sinopse) eles nem sequer ligam para a morte do pai, não há um processo de luto, eles parecem ter uma separação do que é franco e frio em uma relação humana, em momentos específicos vemos Emerald se lembrar da sua infância e a única coisa que ela expressa é egoísmo puro.

E o que vemos em O.J é de puro desdém da vida. Essa linguagem quer demonstrar do que se trata o filme. E vou deixar difícil de ler a PARTE entre COLCHETES pois elas possuem SPOILER.

[SPOILER]] Não é explicado a origem, mas parece ser uma forma animal predatória que usa os ares para se locomover. Não tem uma forma comum, parece uma disco voador, mas não é uma nave. É uma criatura. E não é revelado se é de fora da ferra ou da terra. O formato predatório é de revelar que tudo que o cerca é alimento. Não existe relacionamento. Portanto, o diretor quis passar essa sensação em relação aos personagens 'humanos'. Que eles não se importam. Que tudo que se trata é caça e sobrevivência. Usando os personagens como pivô de explicação do foco da criatura. Ela não se importa. Ela quer viver. Não falar. Nem conversar. Você morre, ela vive. [SPOILER]

Um desses pontos de conclusão subjetiva, que acontece na cabeça do diretor e nos é passado como se fosse um bolo pronto. Acontece com O.J simplesmente conclui que o que ele está vendo não se trata de um UFO e sim de uma criatura. Nós ficamos perdidos. A história é contada quase em um formato de metáfora. É bom por um lado, mas pode ser desconcertante para quem espera linhas de raciocínio.

A trama é direta, ela não faz você pensar e sentir um frio na espinha. É como uma história em primeira pessoa, mas sem dramatização das descobertas. É como ter um ‘checkpoint’ indicando onde fica cada coisa. Não lhe permitindo se perder, ou descobrir outras coisas no lugar. É como um enredo amarrado.

PRÓS E CONTRAS.

A narrativa é um PRÓ e um CONTRA, a forma do relacionamento, de conclusões que saem do nada. Tudo isso pode ser apreciado ou não desejado. E quando olhamos para o mistério depois de revelado, muitas coisas passam a ter menos sentido e menos impacto quando a vemos pela primeira vez. Isso não torna o filme ruim, mas ele é visto de uma forma ‘menos’ interessante, porque estamos acostumados a ver por um padrão.

PRÓS:

  • O tema é modelado em uma forma que a gente não esta acostumado;
  • A composição das cenas nos revela aos poucos do que se trata;
  • Quem vai para o filme já esperando algo, pode ficar surpreso;
  • Os personagens, o ambiente, o flashback promove aos poucos o tema do filme;
  • O antagonista é interessante;
  • O filme é suspense, ficção científica e um pouco de terror.

CONTRAS:

  • Muitas cenas parecem não ter muito sentido para narrativa;
  • Os personagens são apáticos;
  • As Mortes no filme são super banalizadas;
  • Não há mistérios respondidos;
  • Nem mesmo qual é a relação entre Gordy e o momento atual;
  • Narrativa é subjetiva aos personagens, os expectadores ficam de fora.

COMENTÁRIO SOBRE ALGUNS PRÓS E CONTRAS.

Vamos falar sobre os CONTRAS, em específico “A relação de Gordy e o momento atual”. Como é normal, todo flashback ou cenas que podem ser do passado ou do presente, precisam contar uma história. E não é que o ‘Não! Não olhe! seja ilógico. Mas não é um padrão de narrativa que vemos todos os dias. Não é uma intenção do diretor nos permitir entender exatamente o que acontece, e também existe uma impressão óbvia de entendimento pelo lado emocional e não racional.

Quer dizer, o filme não tem haver com um processo como “Vá para o metrô, siga até estação próxima”. O metrô significa a vida, é uma metáfora. Seguir significa ir adiante, esquecer o passado. E ir para próxima estação é mudar o disco e ir para outro momento da vida. É exatamente um tipo de história que pode ser menos intuitiva. Mas isso não tira que o papel de contar a história tenha algum sentido entre essa ‘loucura’ metafórica.

Por exemplo, o fato dos personagens serem apáticos. É devido o lado predatório do ANTAGONISTA. O protagonista que seria o O.J e a Emeralad não parecem se importar com nada. A não ser com eles mesmos. O mesmo faz aquilo que perturba o sossego do vale Dulce. Essa forma fria de levar a vida demonstra justamente o que se falar sobre a vida de um predador. Que só tem sentido em caçar para viver. A forma primitiva. Outro ponto é a relação de Gordy, que é um chimpanzé de televisão que mata todo mundo durante um programa.

Demonstrando que ele matou todos por seu instinto animal. Não é uma relação óbvia dita no filme, eu a mencionei como contra, porque mesmo que o filme tenha uma linguagem de metáfora, neste caso uma metalinguagem, ela precisa deixar claro isso. Senão o filme vira uma iguaria para poucos. Não é todo mundo que vai querer se esforçar para ver esse sentido. Se você não liga-lo, a cena inicial é ‘nada haver’.

E apatia parece ser algo comum entre todos os personagens. Inclusive quando o antagonista passa sobrevoando você nota os gritos de horror. E ninguém parece ser importar. Porque o tema do filme é “Nope”, simplesmente NÃO. Não para tudo, empatia, emoções, vida, sentido. E exatamente isso que o filme retrata. Do começo ao fim. No entanto apesar dessa mensagem que é um pouco complicada de ser ‘avaliada’ logo de início, gostaria de incluir um CONTRA nestes comentários que não se encontra na lista.

Para derrotar o antagonista, eles usaram um sufocamento. Pois o mesmo comia tudo que via pela frente. E depois cuspia as partes que não gostava. É como um devorador. E apesar do tamanho da COISA, conseguiram mata-lo usando um balão inflável. Ao engolir, eles o destruíram. E ponto final. Seria uma analogia que ao comer de tudo, a sua fraqueza era justamente a ganância? Embora seja um CONTRA, o coloco justamente pela linguagem do filme ser um pouco confusa da usual.

CONCLUSÃO – VALE À PENA?

Apesar de parecer que estou malhando. Eu gostei do filme. Pelo suspense de algo escondido e depois pela mensagem do filme. Que não é tão óbvia logo de cara. Porque nós esperamos uma narrativa mais racional. Como de um Alien que ataca uma pessoa, podemos interpretar isso para o dia-a-dia como sendo uma perturbação. E isso seria uma tradução da metáfora que o alien representa. Mas não o fazemos por natureza.

Essa é uma filosofia pouco aplicada no dia-a-dia. Podemos ver Matrix como uma processo de libertação da ilusão, algo que nos leva ao Budismo e a Sidarta Gautama. Podemos também levar em consideração o que representa o Superman. Alguém que foi enviado de um planeta moribundo para um outro com a missão de salva-lo. A metáfora de cada um desses pode ser compreendida como Esforço, fé, crenças, sentidos e por aí vai.

Mas em Não! Não Olhe (Nope) o filme é uma metáfora porém com as características que representam a frieza da sobrevivência. Não há calor em sobreviver. É agir para viver. Então não existe uma emoção humana, mas instinto. Assim pelo Gordy que matou tudo porque ele é um predador. Não é algo domesticado. Os seres humanos parecem apáticos, não tem esperança, não possuem qualquer sentimento por família, amigos ou mesmo o mundo.

O conceito é de predação, sobrevivência, caça. O filme não tem final para definir, tem final, mas não defini o que é aquilo e nem como chegaram nesta conclusão. E então você percebe que O.J concluiu algo sobre, porque o filme quer dizer, que todos estão sobrevivendo. Então é um comportamento familiar. Você age daquela forma e portanto sua conclusão seria obviamente essa que você está pensando.

Os CONTRAS E PRÓS são para deixar claro que apesar do filme querer ser uma metáfora pro completo e ser exatamente o debate filosófico que existem aos montes pelo dia, ele peca por não mostrar um caminho comum de entendimento do que cada cena se relaciona. E mesmo as emoções ali retratadas deveria ter algum personagem com calor humano apenas para demonstrar que há algo sendo contado e o quê. Ao meu ver, o filme é bom, porém muito confuso.

Minha nota (apesar) é 8.5.

Série – “Mas o quê?” (3) – Poder de Ressuscitar dos Jedi, A morte de Bavmorda e a Morte de Ripley.

Mais um da série “Mas o quê?” e vamos para três produções que são um sucesso, mas tem alguns detalhes que passam percebidos por um lado, mas por outro lado nos fazem discutir. Será que eles poderiam mudar o rumo da história, podemos considerar como parte do universo canônico ou universo expandido? Vale para todas as sequências? Ou é um aperitivo único, só serve para aquele momento e para nunca mais? Vamos lá.

PODER DE RESSUCISTAR DOS JEDI.

Em Rise of Skywalker, Kylo Ren filho de Han Solo e Leia Organa, usou o seu poder Jedi para transferir vitalidade para Ray, que chegou a morrer em uma luta contra Palpatine. A nova trilogia não foi adorada 100%, sofreu severas críticas por quem era fã há muito tempo e uma certa aceitação para quem não conhecia muito bem a franquia. Entre os grupos, podemos considerar que esse detalhe poderia ter alterado o rumo da história do universo de Star Wars.

Posterior a queda dos Jedi em a Vingança dos Siths, eram referenciados como feiticeiros e não membros de uma ordem. E lendas de um tempo esquecido. Após centenas de anos como integrantes, bastou que 40 anos, eles se tornassem seres mitológicos. E não há exatamente um erro nesta história. Eles não conhecidos em todos os recantos da galáxia. Mas entre eles, os segredos eram muitos. Como o próprio destino de Anakin como um equilíbrio entre o poder e que não deu muito certo.

Em Retorno de Jedi em 1983, seria Vader ou Luke esse equilíbrio? Aliás ambos estavam presentes na morte do Imperador. O que importava é que a profecia de vencer o Sith foi concretizada. Com a renovação do espírito em falar que havia uma outra Jedi que equalizaria isso e fazendo parte do universo canônico, criou uma brecha considerável na tal profecia e no conceito de desfecho que temos no filme de 1983. E torna a nova trilogia de 1999 à 2005 também crítica.

Nem Vader, nem Luke e nem Leia. Era uma Jedi parente do próprio Palpatine que seria o equilíbrio da força. Um dos motivos que fez Anakin ir para o lado negro e desequilibrar a força foram duas perdas: Sua mãe e sua esposa. Até onde se sabia não havia formas de salva-las ou trazê-las de volta. A única afirmação que temos no filme sobre isso é do próprio Palpatine, que poderia ter ocultado o segredo de propósito. Tem um ‘MAS’. E nossas 2 indagações.

1ª INDAGAÇÃO – O PODER DE RESSUSCITAR EXISTIA, MAS PALPATINE NUNCA USOU.

Ele foi treinado por um mestre já morto. Mas nunca pensou em trazê-lo de volta para construir o império que tanto queria. Certo que os Siths são egoístas e seriam incapazes de formar alianças. E para trás isso seria bem menos lógico, uma vez que o Mestre de Palpatine poderia lhe causar traições. Mas se o poder podia ressuscitar, sua extensão poderia regenerar? Regenerar vida, poderia regenerar carne. E no conceito regenerar Anakin, um jovem Jedi mutilado e calcinado. Mas não o fez.

2ª INDAGAÇÃO – O PODER DE RESSUCITAR EXISTIA, MAS O CONSELHO JEDI NÃO SABIA.

Ninguém sabia desse poder de ressuscitar. Nem os Jedi e nem os Siths. E pela quantidade inferior, os Jedis deveriam ter em algum lugar alguma informação sobre transferência de poder vital para regenerar a vida da outra pessoa. Ainda que possamos pensar que isso pode ser altamente complicado, a nossa indagação questiona – “Como Kylo Ren, um amador e inexperiente, era o único que sabia disso em toda a galáxia”. Mas não fez pelo pai, nem por Luke? Mas por quem ele nem conhecia?

Esse poder nunca foi utilizado uma só vez, exceto na cena final de Rise of Skywalker.

A MORTE DE BAVMORDA.

Em Willow na terra da magia de 1988, uma bruxa chamada Bavmorda persegue uma profecia de que uma criança irá crescer e destrona-la. Para evitar o problema, ela começar a matar crianças de colo e bebês. Mas uma lhe escapa, e chega em um vilarejo e a aventura começa nas mãos do jovem aprendiz de feiticeiro, Willow ufgood.

Dentre todos os perigos que passa e amigos aventureiros que conhece, seu maior desafio é deixar Elora à salva da bruxa Bavmord. E sem muito a oferecer, ele mesmo assim consegue vencê-la. Mas com um ligeiro detalhe, ele não a vence, mas a distrai. E vamos a 2 indagações.

1ª INDAGAÇÃO – BAVMORDA PODERIA TER MORRIDO HÁ MUITOS ANOS.

A derrota de Bavmord no final do longa não se deu por uma batalha de feiticeiros e em todas as ocasiões em que houve um enfrentamento, ela não definhou e sim venceu o duelo. Mas ao ficar surpresa com a mágica de feira de Willow, ela se distrai e derruba tigelas de sais e sangue ao entornar o caldo a leva para um lugar sem destino e desconhecido.

Ninguém pensou em jogar o sangue nela antes? Uma Bruxa vencida por algo tão falível. Ainda que o longa fosse para um público mais jovem, o roteiro se divide em duas complexidades. Um mundo fantástico de castelos, dragões, gnomos e magia. E do outro lado um roteiro que basta jogar um pó mágico, e a bruxa poderosa morre?

2ª INDAGAÇÃO – SE A 1ª INDAGAÇÃO FOSSE VERDADEIRA, A HISTÓRIA SERIA OUTRA

A feiticeira Fin Raziel seria a protetora do mundo, Elora seria uma menina comum. Willow não seria conhecido, Madmartigan provavelmente teria sido morto. E obviamente a série realizada anos mais tarde pelo Disney+ não existiria. Mas não seria menos ‘interessante’. Poderíamos ver o progresso e estudos da jovem Raziel na busca do controle do mundo mágico e de fato sua luta contra Bavmorda.

A MORTE DE RIPLEY.

Em 1993, Alien 3 era lançado. Em momentos depois de um resgate e embate na colônia LV-456 a bordo da nave Sulaco cedida pela Weyland-Yutani, o que restou da tripulação fazia o retorno para a casa. Mas por um descuido, a Rainha Alien do filme anterior depositou um ovo (ou levou um) para dentro da nave e este acabou por liberar um espécime para infectar Ripley.

A nave sofre avaria por causa da corrosão provocada pelo ácido e cai no planeta Fury 161, um lugar que abrigava um sistema prisional. E duas companhias vieram junto. Uma aranha sedenta por um hospedeiro e um pequeno organismo ‘não identificado’ em Ripley. E vamos a 4 indagações, porque temos o problema desses dois ovos que foram uma mega surpresa, temos a morte de Ripley e a seu legado.

1ª INDAGAÇÃO – A RAPIDEZ DE COLOCAR 2 OVOS.

Em Aliens (no Brasil Alien o resgate) de 1986 ao final do filme. Ripley é resgatada por Bishop na plataforma enquanto a colônia começa em uma contagem regressiva devido a ruptura do reator. E ao encalço, a enorme Rainha que ainda estava no elevador quando ela foi de fato resgatada. Nossa indagação seria, teria tempo do elevador chegar, ela sair, pular para dentro da nave (sem ninguém ver ela) e no espaço tão pequeno de tempo, fixar ninho e botar 2 ovos?

São muitas coisas para serem consideradas em pouco tempo. O esforço de chegar na plataforma, se aprumar na nave sem ser vista (ela tem 6 metros), a nave não é grande o suficiente para ela se esconder lá dentro. E se foi pelo lado de fora? Mesmo que os Xenomorfos possam respirar no espaço aparentemente, seria um esforço aguentar a reentrada atmosférica. Seria ela capaz de montar um ninho em 5 minutos? Não demorou muito entre a cena de sair do planeta e pousar na Sulaco.

2ª INDAGAÇÃO – A QUEDA EM FURY 161

A queda de uma nave auxiliar solta pela SULACO sob o planeta foi em decorrência de falha elétrica provocada pelo ácido expelido pela aranha ao quebrar o vidro do tubo de criogenia. Algo que vimos ocorrer com Kane (William Hurt) no primeiro filme. Mas haviam 2 aranhas. Nossa indagação seria, porque a segunda aranha não incubou Hicks ou Newt? E como essa aranha sobreviveu a queda? A nave quando caiu no planeta estava totalmente destruída por dentro, por ocasião da queda e não do ácido.

Como essa ‘aranha’ sobreviveu? E suficientemente pela lógica, como os três tripulantes (sendo 4, com o Bishop) sobreviveram a queda? As cápsulas de Newt e Hicks estavam destruídas e inundadas, o que provocou o afogamento de ambos. Mas de Ripley, não? E quando da queda, a aranha que incubou Ripley já não estava mais nela, a na protegeria de um eventual incidente.

3ª INDAGAÇÃO – A MORTE DE RIPLEY.

Ripley no final do filme prefere pular para fornalha a afim de matar o que ela levava consigo, um desses seres xenomorfos. Não há uma explicação no universo cinematográfico sobre o que e como identificar padrões de incubação ou o que é alien-soldado ou alien-rainha. Nos quadrinhos e Games existe uma lógica. Por alguma razão coletiva, o primeiro alien ou último é transformado em rainha. O que não acontece com Kane no filme de 1979.

E nem sequer havia um conhecimento sobre o tempo de incubação, de Kane ou qualquer outra pessoa o tempo era de menos de 1 dia ou um dia. No caso de Ripley por se tratar de uma rainha o tempo estimado era de 3 dias. No entanto essa informação não existe nos filmes e em um laboratório simples do planeta FURY 161 não teria algo tão sofisticado para determinar a precisão de 3 dias.

Contando com essa informação, Ripley pode planejar a captura e morte do xenomorfo que saíra do cachorro (Spike) e conseguiu ainda se jogar na enorme fornalha. Diferente dos outros casos, a saída do alien de Ripley seguiu um padrão totalmente diferente. Ela parecia sentir dores do parto do que realmente uma dor no peito. Todas as vítimas não tiveram nem sequer tempo ou forças para andar ou reagir. Foram imobilizadas pela dor.

Ao ter o devido tempo pulou, e ainda segurou a rainha nas mãos mesmo com um fogo ‘infernal’, que nesta altura (acredito) a incendiaria.

4ª INDAGAÇÃO – ELA FOI CLONADA, POR UM FIO DE CABELO NO BANHEIRO.

Ripley se jogou na fornalha a fim de não permitir que a companhia se apoderasse do espécime. Mas se esqueceu que seu DNA no fio do cabelo poderia promover problemas no futuro? Em uma correria em que Alien 3 estava, podemos considerar que Ripley não estava pensando sobre isso. E nem ninguém. Em nenhum filme da franquia vemos Ripley tratar da beleza, retocar a maquiagem ou ligar para o conceito estético. São detalhes que realmente passaram batidos pela personagem nos quatro longas.

Essa percepção é aceitável, já que a personagem foi construída assim. Ela estava no modo automático e lutando para sobreviver. O maior objetivo dela era voltar para a casa e reencontrar sua filha Amanda. Nada mais importava. Dito isso, a personagem poderia ter sido menos ‘detalhista’ por uma questão de roteiro. Por um lado em que ela lutou tanto para dar fim ao pesadelo, por que os roteiristas deixaram esse lado do fio do cabelo incomodar uma vitória como aquela de 1993?

Em Alien 4, levou-se 200 anos para clonar Ripley com o DNA alien. Neste meio tempo a companhia Weyland-Yutani foi comprimida pelo mercado e se transformou em Wall-smart, soaria uma espécie de piada. Mas de fato isso aconteceu no filme. E por algum motivo, esses buscaram em FURY 161 o seu DNA após 2 séculos para recriar e trazer de volta os xenomorfos que pelo filme não existiam mais.

Vale à pena ver M3gan?

HISTÓRICO

Ficção Científica que simula uma era cibernética de inteligência artificial com consciência. Talvez o problema seja, é que não é tão ficção científica assim na atualidade. M3gan é um acrônimo criado para representar um sistema de aprendizado de terceira geração, algo muito parecido como a tecnologia GPT. Linguagem natural como interface e treinamento de variáveis como Machine Learning. Vamos lá.

Cady é uma menina de 10 anos que perde os pais em uma viagem para esquiar, ela vai para os cuidados de sua tia, que é uma cientista e engenheira robótica. Digamos uma geniosa cientistas. Trabalha em uma empresa que cria brinquedos inteligentes. E enquanto a menina tenta se recompor a sua nova vida, sua tia mantém como Hobby um projeto chamado M3GAN.

Seu supervisor David Lee exige dela uma remessa de novos brinquedos PETS. Que são uma mistura de Trolls com um Ted Bear dos anos 80-90. Conectado a internet, é possível conversar e interagir com ele diretamente ou através do Tablet. Coisa que já existe hoje também. E tudo isso se torna mais problemático ainda, porque os concorrentes no mercado andam lançando novidades também.

Com o intuito de levar o seu projeto de ‘final de semana’, ela toma a dianteira quando sua sobrinha revela querer um brinquedo que a deixe contente em só ter ele. No momento do ego, a cientista vai e termina o projeto. Que acaba sendo amiga de Cady, mas também o próximo ativo da companhia Funfik.

FALHA TÉCNICA OU CONSCIÊNCIA.

Incialmente a M3GAN passa por uma espécie de falha técnica por não ter um resistor para aguentar os problemas do seu primeiro teste. E neste caso, que deu errado. E isso bem antes dela decidir finalizar o projeto e seguir em frente com ele para dentro e fora da empresa.

O relacionamento da menina com Cady não é muito explorado no filme, o que eu achei uma pena. É revelado através de fotos e vídeos. Mas que não deixa muito claro o tanto que a Cady se ligou a boneca cibernética. Ela tinha uma forte conexão. Porém isso ficou bastante superficial no filme. (Um dos contra).

No início do filme também vemos um dos funcionários ‘copiando’ os arquivos de M3GAN, o que depois vou comentar como sendo algo muito sem sentido (Outra Contra). M3GAN começa a deliberadamente a agir por conta própria, não havendo aparente falha técnica, mas com alguma elevação de consciência. No entanto sem também revelar como ‘assim’ (Outra contra).

Ela começa a defender a menina agindo de forma ‘letal’. Para quem é sensível, animais morrem no filme. Não é exibido, tampouco a crueldade. Mas é a única morte deste modo e a primeira. Para tanto achei que o tempo de tela da M3GAN foi muito pouco (Outra Contra). Para quem assistiu o famoso MEME dela dançando (que nem sequer é aquela música), o filme revela pouco das cenas e foca mais no drama.

PRÓS E CONTRAS.

Vamos falar sobre o que torna o filme muito bom e também um pouco ‘raso’. Apesar de alguns pontos, que não senti decepção. E acredito que tenha tido mais repercussão em relação a cena da dança nos Stories e Reels, do que o filme em questão. Há muitos debates em relação a perda familiar, adaptação a um novo convívio, a ética da Inteligência Artificial e concorrência corporativa.

PRÓS:

  • Há uma certa proximidade da realidade do filme com o nosso dia-a-dia;
  • É uma abordagem interessante da IA moderna;
  • O filme tem um roteiro direto;
  • Não existe muita reviravolta (por um lado é bom, porque vai direto ao ponto);
  • O tema é retratado como se fosse em um documentário parcial (não é ruim).

CONTRAS:

  • Filme curto;
  • M3GAN tem pouco tempo de cena;
  • Não é mostrado o relacionamento de Cady e M3GAN;
  • Ela surta ‘muito’ rápido e sem drama para esse sentido;
  • Foco demais em drama familiar;
  • E (também) foco demais em questão corporativa;
  • Não é exatamente um filme de terror, e sim suspense;
  • Roteiro simples demais;
  • O programa da M3GAN deve ter terabytes, mas um funcionário faz download em poucos segundos.

EXPECTATIVAS E COMENTÁRIOS SOBRE OS PRÓS E CONTRAS.

Gostei do filme, minha nota para ele é 95. Mas quem vai pela expectativa em ver alguma inovação que já vimos em filmes como o novo Brinquedo Assassino que revela justamente a falha técnica para justificar os ataques do boneco, algo que já vimos em Eu, Robô (onde o roteiro é mais trabalhado no sentido da consciência de Sony), em Matrix (que vemos mais o lado das batalhas, mas temos uma noção bem rica daquele ‘mundo destruído’) e do Exterminador do Futuro (que embora corrido, consegue mostrar que as máquinas possuem um papel em todo aquele conflito, seja bom como para mal), pode se decepcionar um pouco.

O roteiro do filme é direto, como eu disse no PRÓ, mas é simples como eu disse no contra. Roteiros simples são como histórias para crianças. Não tem muita reviravolta, por um lado parece bom, porque você vai entender rápido a mensagem, mas é ruim, porque você acaba não sendo envolvido pelo mistério. O mistério que no caso seria como a M3GAN adquiriu consciência.

A consciência ou falha técnica. Não é revelado e nem trabalhado. O título apesar do que eu vou falar, parece aqueles filmes TRASH que tem pouco orçamento e não pode elaborar muito, acaba por fazer cenas curtas e com mais ‘efeitos’ do que ‘narrativa’. Filmes como a inteligência artificial é preciso explorar como se fosse um Stanley Kubrick com um pouco de Steven Spielberg.

Os prós e os contras são quase antagônicos porque ao mesmo tempo que é interessante ter uma ação direta. É também fascinante perceber que algo que tem circuitos, cabos e é feito de metal, possa adquirir consciência. Se tonar vida. Ganhar uma perspectiva. E nada disso é explorado. O que vemos é um filme ação direta, sem complexidade, com pontualidades (percebemos isso com a conversa inicial da M3GAN com Cady), mas depois isso não acontece de novo.

Não é como em o Homem Bicentenário. Que ali vemos o Andrew ganhar vida. É um filme longo. Tem umas 2 horas. M3GAN tem quase isso. E não entregou muito. Se você espera por muito. E espera algo diferente. É algo muito próximo do novo Brinquedo Assassino só que com menos tempo, muito mais drama e menos M3GAN. E faz o filme ser atiçador, mas estraga prazeres. Porque ele deveria entregar algo mais do que uma boneca assassina.

Ela se reduziu a uma simples boneca assassina. E não há um motivador para rever. Porque você não tem uma provocação. O longa não nos provoca. Não é algo que você quer rever porque tem pontos que agora serão mais claros porque o filme revelou algo no desfecho. É um ‘Deathmach’. E isso significa que pouco importa a história, o que interessa é o tiroteio. Por outro lado, temos um debate interessante.

O filme ele pode ser visto por uma perspectiva mais otimista do que eu acabei de falar, que não deixa de ser verdade. Mas isso só será possível se você se permitir ver o filme como um documentário drama. Como se fosse uma reportagem. Em que o ponto de vista que temos é limitado. Mas pelo lado da ficção que não é tão ficção assim, por agora por exemplo.

A Inteligência artificial evoluiu muito nos 20 anos. Muito. Os Chatterbots eram limitados, não gravavam nada, não tinha continuidade, não possuíam concepções de aprendizado. Não havia ainda pesquisas de Deep e Machine Learning avançados. Eram apenas ensaios. Nada prático, tudo teórico. Podemos hoje testar a máquina de Turing para provar que ela pode ser um ser humano?

Apesar do filme não bater nesta tecla, ele não é um título científico. Por isso que diria que para uma categoria, ele esta mais para suspense. Do que para terror e ficção científica. Terror ele não tem quase nada. E ficção Científica apesar do termo ficção ser ainda (Ainda bem?) irreal, a parte científica não existe muito no filme. Porque não temos essa reflexão, do que é M3GAN. Como ela nasceu, por quê e como ela chegou ali.

Mas temos um filme que bate em uma tecla atual. Porque não estamos muito distantes de uma realidade como o do filme, não digo pela violência. Digo pela legitimidade de algo mais ‘senciente’ do que ‘robótico. E dito isso, acredito que você precisa tirar suas conclusões e ver se o filme é bom ou não. Eu dei nesta análise algumas informações que serão necessárias, mas quem vai guiar se gostou ou não, é você.

Nota: 9.5