Temos nossa análise sobre os 4 volumes do Mangá de Shinji Mito lançado em 2019 com o tema Ficção Científica Cibernético, distribuído no Brasil pela Panini e Planet Mangá recentemente (2022/2023). No estilo de leitura japonesa, da direita para esquerda e de cima para baixo, apenas as capas estão coloridas, as folhas em preto e branco (padrão da maioria).
Assistam no vídeo a análise que fizemos sobre a história e o que esperar desse Mangá.
Em nosso vídeo tutorial de hoje no canal da Junca Games, temos um apanhado inicial e avançado sobre iluminação e composição de luzes em um cenário atentando para detalhes de sombras, especular e luz difusa. E não é apenas um conceito que se vê por aí, a intenção é compreender que os 4 tipos de fonte de luz do Blender (Pontual, Spot, Sun e Area) são para ser usados ao mesmo tempo.
Nesta primeira parte falo de um conceito de iluminação bem inicial, mas que deverá ser uma lição para tornar suas cenas mais realistas. Pois vimos no artigo “Blender(1)” que temos 3 pilares que tornam uma cena realista:
Iluminação;
Material;
Detalhes.
Confira em nossa categoria “Blender” que pode ser acompanhada e selecionada no menu de sua ESQUERDA tanto na leitura dos posts como na página principal. Deixe essa categoria nos favoritos e nos siga no canal de Youtube para ter essas noções fixadas através de vídeos didáticos.
As inúmeras adaptações que posso pensar de cabeça em relação a história do menino que não queria crescer não são muitas. E talvez a mais clássica de todas seja a protagonizada pelo falecido Robin Williams em 1991 como o menino que de fato cresceu teve filhos e voltou a terra do nunca no auge dos 40 anos. E a versão do desenho da Disney lançada em 1953 e a de 2003.
Em 2023 foi lançado em abril, mês passado nos cinemas um nova longa metragem que traz nada mais do que a mesma história de Peter Pan. Mas com uma leve diferença, uma paradeiro e origem da rivalidade entre Gancho e ele é revelada. Algo que em nenhum outra adaptação foi feita. Ambientada no século (provavelmente) 19, Wendy, Michael e John Darling são convidados pelo famoso Peter Pan a irem a terra do nunca.
As cenas marcantes do desenho estão presentes:
A visita a noite na casa dos Darlings;
A busca pela sombra;
O duelo de brincadeiras das crianças protagonizando a famosa lenda de Peter Pan;
Naná sendo repreendida;
O beijo em forma de dedal;
Wendy chegando na fase mais velha.
Elementos icônicos como:
Quem vai para terra do nunca é adulto ou mais velho não consegue usar a imaginação, portanto não consegue usar as ferramentas que as crianças usam. Esse é um elemento que no filme é representado por Wendy inicialmente não conseguir usar a luneta feita de graveto;
No filme de 1991, Robin Williams não vê a comida na cena do banquete.
Tem a cena do barco que voa, que aparece em outras adaptações. E diferente, porém levemente, a ida para Terra do Nunca se dá pela torre do Relógio (Big Ben), hoje torre Elizabeth. Em 2003 e 1991 era apenas voando para fora da terra.
SERÁ QUE O FILME NÃO É PARA CRIANÇA?
Eu acredito que vocês tenham lido por algum lugar que esse filme não é o clássico, que parece ter cenas ‘tenebrosas’ de violência e que não é um filme para crianças. Quem dirá o filme de Robin Williams que coloca um adulto de 40 anos tendo que agir como crianças, como seria visto hoje em dia. Peter Pan e Wendy tem um conceito leve sobre a narrativa que é a mesma do desenho de 1953, se gostou dele (e entendeu) vai gostar desse. Senão gostar (provavelmente não entendeu o desenho) mas ainda é opcional o gosto.
Cheguei a ouvir uma opinião de um canal de youtube e senti que eles não viram o mesmo filme. Pela descrição, eu achava que iria ver um filme de violência extrema envolvendo crianças e o famoso termo ‘lacração’. Mas acredito que tenham visto um longa totalmente diferente. Ou ainda, como costumo muitas vezes levantar em questão – a crítica pelo novo é típica da geração de quem viu os filmes dos anos 50 e 90. Ainda que possa ser uma leve provocação, é um anúncio que a idade está chegando (risos).
A versão de 2023 é parecida com a versão de 2003 e tem uma similaridade com a versão de 1991. Mas no lugar do Peter Pan que chegou a casa dos 40, tem uma surpresa no filme que em relação à isso. Há outras abordagens que achei interessante é que a terra do nunca não é habitada apenas pelos piratas e os meninos perdidos. É praticamente uma ‘outra terra’.
Pois a Terra do Nunca tem tribos indígenas, mas não formadas por crianças. A Tigrinha por exemplo deve ter uns 18 anos. E na tribo, tem alguns que possuem 60-70 anos. A tribo das crianças perdidas por assim dizer, já que não é só menino que está nela. Tem garota também. E a Tinker Bell, a sininho? Colocaram um conceito de ‘ouça sua voz interior’, porque ela fala tão baixinho que parece que você precisa ler seus lábios, tem uma questão moral interessante.
Algo que é muito haver com a Disney, fábulas do Esopo. O filme está cheio delas, como por exemplo:
Os dilemas de Peter Pan em relação ao seu passado;
Capitão Gancho e sua rivalidade com Peter é revelada e há conflito nisso;
Existem conclusões tanto para Wendy como para sua relação com crescer;
O famoso crocodilo faz sua aparição, diferente de 1991 que matou o Capitão Gancho, aqui só parece para causar uma cena ‘similar’ ao desenho;
O pó de fada concede voar com pensamentos positivos, mas Peter Pan e Wendy conseguem voar sem ele, o que faz Capitão Gancho afirmar que a menina ‘herdara’ o poder do seu arquinimigo;
Não existem essas quebras de representatividade, até porque estamos falando do século 18, havia uma imposição social. Por isso não vi nenhuma ‘lacração’ em que alguns canais afirmam ter, só o afirmo aqui que vocês podem assistir sem medo.
O QUE DIZER SOBRE O LONGA?
Fiquei surpreso, porque a diferença do filme de 2003 para este é que ele remontam a ideia (um elemento) do filme a Volta do Capitão Gancho de 1991 com Robin Williams e batem muito na tecla do desenho clássico de 1953. As atuações dos atores, Jude Law como Capitão Gancho foi capaz de passar uma devida personalidade ao ‘vingativo’ e ‘traumatizado’ capitão. Smee o fiel escudeiro e a tripulação que pareciam serem crianças em formato de pirata.
Fiquei surpreso que o filme fosse tão bom que superou o de 2003, e embora eu goste bastante da versão de 1991, esse conseguiu após 32 anos desbancá-lo. E não é um desafio fácil, eu nunca pensei que fosse possível também. Também fiquei surpreso que a pesquisa do Google de preferência resultou em 39% de satisfação do público e que pelo Rotten Tomatoes tenha dado 12% de aprovação.
Neste caso acredito que a maioria que viu estejam na casa dos 40 anos, é uma geração que gosta dos valores dos filmes de 1991 e até talvez o de 2003. Em 1991, a geração dos anos 50 não gostou também da versão de Robin Willians, aliás fugiu ‘bastante’ do conceito original. Mas é assim mesmo. No entanto achei uma nota baixa para um filme que me parece ter superado a qualidade de 2003 e a de 1991, inclusive tratando-se do mesmo elemento que fez sucesso por lá.
Após assistir uma crítica de um canal, e pelo jeito que falaram, esse filme era uma profanação a mente humana. Mas costumo dizer que as pessoas escolhem o gostam ou não gostam. E que não há problema algum em dar preferência a um tipo ou estilo específico de contar histórias. No entanto vale pela imparcialidade e privação da opinião pessoal, Peter Pan e Wendy é um filme para crianças e toda a família e digo que nos moldes clássicos dos filmes da Disney.
Por que se formos colocar uma opinião, em 2003 a fada sininho chega a morrer, o filme de 1991 o Peter Pan era um cara de 40 anos com dois filhos e o capitão gancho acaba devorado por um jacaré gigante e a própria ideia de Peter Pan é uma síndrome psicológica conhecida. Subestima-se a cultura que contorna o conto (e esses são os que eu vi) imagina os outros que vieram por década. Neste filme a única cena forte eu poderia dizer é quando Peter Pan despenca de uma altura e temporariamente fica fora de serviço.
E nota: Cena do tapa ao exagero os brindes. Pelo contexto, Wendy lasca na cara de Peter Pan pela ousadia dele fazer tudo sem avisar o que aconteceria. Aliás ele não avisou que tinha piratas mirando eles e seus irmãos quase que morrem. Mas o tapa foi a pior coisa? Contexto amigos.
VALE À PENA?
Apesar de 62% da crítica aprovar e 12% dos usuários acharem o filme ruim. E no Google um total de 39%. Esse é um daqueles casos em que temos que avaliar o público que viu, provavelmente os que possuem 40 anos ou mais. A crítica vale pelo que é “No meu tempo é melhor”. Não é o filme que lhes agrada. Mas apesar de ser da mesma geração, todos me agradaram.
Visite o canal da Junca Games para mais tutoriais de Blender – clique aqui.
Se você for um usuário antigo como eu, da versão 2.44 lá em 2007. Pode ter notado que o Blender evoluiu muito a questão de renderizador. No passador, era comum pegar programas externos para fazer cenas com iluminação e materiais mais realistas como V-Ray. Coisa que hoje em dia se consegue facilmente com o Eevee e o Cycles. E mesmo o primeiro destes é bem melhor que o render default das versões anteriores ao 2.80. Mas temos um enorme ‘porém’ nas questões de render automaticamente bonito porque é melhor que as versões passadas.
Master System 3D (Blender versão 2.80 – Rafael Junqueira – Mundo Pauta)
Realismo em cena não se faz apenas com um render bacana. Sabe o que esses dois realmente fazem? Eles computam sombras e raios de luzes mais realistas que você montou na cena. De nada adianta eles se você não souber como fazer. E podem pensar que é apenas pressionar F12 que você terá uma mágica, mas não é bem assim. Temos algumas lições para tirar com isso, e tudo bem, se você não acertou de primeira, é preciso no mínimo testar e ler algumas informações em livros ou internet para ficar nos trinques.
Quais são os três elementos que fazem uma cena realista?
Iluminação;
Material e texturas;
Detalhes.
Agora vem uma lição importante sobre iluminação, coisa que eu levei um tempo para perceber, mas que faz parte da dinâmica de design 3d. Em Blender nós temos 4 tipos:
Pontual\Direcional;
Spot;
Area;
Sun.
Agora vem a lição – você nunca usa uma delas, e sim todas. Bem pode parecer bastante confuso, já que parece que podemos optar por uma opção, que a luz só serve para localizar o objeto na frente da câmera. Mas é pela iluminação que a qualidade do material e os detalhes do modelo se tornam mais ‘nítidos.’ E saber fazer uso de luz, é o maior segredo de fazer cenas incríveis, digamos, realistas.
O material do modelo se vale pela textura e pelas configurações, que no Blender podemos identifica-las pelo shader. Na foto do Master System eu não usei essa combinação toda de luzes, e faria diferença se tivesse feito. Na próxima semana, há 3 das 4 iluminações para destacar detalhes, imprimir especular, gerar ‘efeito’ de luz de monitor, efeito de reflexão (espelho) e refração. Essa é uma das dicas para criar volumétricas.
Modelo 3D (Blender 3.11) render Eevee – Rafael Junqueira – Mundo Pauta
Temos nesta cena os três pilares de uma boa cena que citei.
Vamos analisar o seguinte agora, a iluminação é tão importante quanto o material e detalhes. Então vamos entender o que isso significa na prática, olhando para a foto acima, mas outras que irei colocar aqui. Acima temos um cruzamento onde lado e esquerdo tem aberturas para portas e na frente um mainframe, essa cena eu recriei do jogo Second Sight – clique aqui para visualizar a referência.
ILUMINAÇÃO.
Foram usados iluminação do tipo pontual\direcional para criar efeitos de especular e difusa como ‘consequência’ de luzes tidas como principais da cena. Quer dizer você não usa a pontual como fonte primária, ela é uma luz de ‘efeitos’. Aqui usei uma área que deu a cena uma iluminação homogênea e coloque uma spot com BLEND alto (quer dizer, você não percebe a curvatura do cone). Depois fiz uso das luzes pontuais que criar nunaces.
No piso, nas janelas, vidros e metais. E especial para dar um efeito de ‘tela’ LED também, nos computadores.
MATERIAL\TEXTURA.
Vai influenciar falar sobre isso sobre os detalhes, pois eu prefiro ‘esculpir’ e modelar detalhes do que estampar uma textura. Neste caso o teclado não é tecla por tecla, mas faz diferença se o fizer. Neste caso, criei detalhes no terminal, o ideal é encher de características. Como placas de circuitos, fios, cabos, sistema de alimentação, riscos no chão (de arrastar carrinhos), sujeira, lascar no rodapé. Tudo isso transforma a cena. A questão é que uma cena realista precisa ter um padrão realista.
E para isso ter um visual de ‘real’, as texturas precisam ter um alto padrão de qualidade também. Não podem ter baixa resolução, ou esticadas (strech), mal iluminadas e a textura deve ter uma reação física (como assim?). Se a textura que você colou é um metal, ela precisa criar uma reflexão no material e configurar um metal real (Metal escovado, fosco, rústico, enferrujado) e criar shaders que correspondam com o material ali, como vidro (transmite e reflete), água (reflete e refrata), tecido (material opaco e fosco) do tipo velvet.
Não é apenas resolução, compreendem? Fazer tecido sobre uma cama precisa ter configurações que o tornem um tecido, não basta aplicar CLOTH. Ele precisa convencer em ser um tecido.
DETALHES.
Citamos alguns exemplos acima, vamos abstrair mais. Um computador por exemplo tem partes, você não vai fazer apenas um monitor, gabinete ou um notebook (a parte do flip), teclado e monitor. Você vai fazer tecla por tecla, mostrar saída de ventilação, curvatura. Vai colocar cabos, tomada, detalhe da tomada (2 ou 3 pinos), detalhe da tampa da tomada (parafuso), vai colocar o plug (saída e entrada), vai ‘modelar’ detalhes do plug.
Cada detalhe torna a cena ‘visível’. Se você colocar uma mesa sem nada em cima dela, o modelo pode até ser bem trabalhado com iluminação e material, que vai parecer real, porém a cena vazia. Detalhes também ajudam a lidar com renderizações complicadas. Muitas vezes seu PC não é um foguete, e então gerar uma renderização onde conte com texturas e milhões de objetos de luz, sua renderização vai levar um tempo.
Mas detalhes podem ajudar a diminuir a necessidade de incluir AO (Ambiente Occlusion), que está presente na cena do Master System, mas ausente na cena do Second Sight. E AO é ótimo para gerar influência da luz sobre a superfície e sua relação com sombra e objeto. AO é um outro cálculo que ajuda a tornar a cena mais refinada.
ANÁLISE DE CENA.
Notem a quantidade de luzes utilizadas na cena? Quando principiantes somos influenciados a usar um tipo de luz. Mas o projeto é entender que na vida real temos diferentes fontes de luzes: Luz ambiente, atmosférica, crepúsculo, horizonte, artificial e etc. E os materiais se comportam por suas configurações: Tecido, borracha, metal, vidro, papel e etc. E os detalhes compõem a distribuição visual.
Vamos olhar hoje como se fala Festival de Verão, Verão como estação do ano em Kanji. No Japão existem muitos festivais e comemorações. Como há duas filosofias como xintoísmo e o Budismo, existem muitos rituais espalhados pelo ano em que os nativos realizam. E como seria falar “Hoje vou a um festival de verão no Japão”? Vamos lá que em parte já vimos alguns pontos dessa frase.
Hoje é representado pela pronúncia KYOU, mas não pronunciamos ou U, mas uma descida no tom do O. KYO com um prolongamento. O KANJI que o representa é o 今日 (IMA, いま) significa AGORA e (HI, 日) significa dia. Dia agora significa HOJE. Quem vai ao festival? Eu vou, sabemos que o EU é representado por WATASHI (私) pelo artigo definido WA (は). Lembra da formação das frases? Pessoas na frente, tempo, lugar e verbo.
Mas ainda temos duas palavras para recordar antes de falarmos a frase do exemplo. Japão é 日本 (Nihon). E o segundo é o FESTIVAL que é MATSURI (祭り). Agora podemos fazer nossa frase do exemplo, mas ainda vamos representar o VERÃO em HIRAGANA para depois passarmos para o KANJI.
Ou seja Hoje eu vou a um festival de verão no Japão. O que temos de novo? NATSU que significa verão. Lembra que a pronúncia de TSU é um T quase mudo que fala um SU quase sumindo? É como falar TSUNAMI. Erroneamente a gente fala “TÍZUNAMI” e não é bem assim, seria mais (T)sunami (O T quase no começo do Su com um Su quase sumindo, praticamente se fala um ‘resmungo’ do TSU e vai direto para o NAMI. Então seria (tsu)NAMI.
Assim é o NATSU – Na em tom alto, pronuncia de NA é bem definida, quando vai para o TSU você fala “Tu sumindo e SU sumindo”. Como seria o KANJI de NATSU? É uma união, se você já aprendeu como é o KANJI de HI (日) então vai gostar de saber que parte desse elemento é bem similar, se você já aprendeu o 100 (Hyaku) 百. Bem agora você vai acrescentar neste KANJI apenas mais um tracinho nos andares. No lugar de 3, serão 4.
Mas tem mais, porque ele possui uma parte debaixo. Esse podemos fazer alusão ao próprio BUDISMO. Lembra como era? 教 o sufixo do 仏 (hotoke), mas como prefixo se torna BUTSU e no caso BUK. Pois bem, vamos pegar o 教 . O que temos neste KANJI que nos fará escrever mais fácil o NATSU? Na parte da direita temos uma espécie de laço, uma perna cruzada. Percebe? Vamos aumentar os dois KANJI que não dão dicas.
百 教
Em NATSU temos o primeiro KANJI sobre e o segundo KANJI sob. Vamos olha-lo de perto?
夏
Temos o 100 acima com 1 traço a mais. E temos o KYOU achatado com a perninha cruzada. Esse é o NATSU ou verão. Vamos ver um exemplo:
夏祭り – Festival de Verão;
Neste artigo vimos os KANJI:
今日 日 日本 祭り 行 私 百 仏 教 夏
Os ROMAJI referentes (respectivos) da esquerda para a direita são com a / representa respectivamente pronúncia japonesa e chinesa: