The last of Us é uma série boa?

HISTÓRICO DE THE LAST OF US.

Para contextualizar essa análise, vou precisar retornar ao ano de 2013. A empresa Naughty Dogs responsável por títulos que misturam narrativa e cinema, desenvolveu um novo game que se passava em um mundo destruído devido um surto ocorrido em 2013, e passados 20 anos, aquela sociedade tentava se sustentar com o que tinha e talvez, houvesse uma chance de cura.

Nós temos como perspectiva desse mundo tão diferente, Joel. Conhecemos um pouco de sua vida, mesmo que breve durante o período pré surto. Entendemos que suas motivações foram completamente destruídas com a morte de sua filha e no dia de seu aniversário. E isso nos mostra que o desafio que fosse capaz de motiva-lo a lutar por um mundo melhor, ter a chance de novo de constituir uma família e conseguir protegê-la.

Então em 2033, Joel e Tess, sua companheira de missões, recebem mais do que forçado uma missão de levar uma menina de 14 anos até uma base dos Vagalumes, o então terroristas. Mas que podiam de alguma forma resolver todos aqueles problemas com uma possível cura. Ellie, parecia ter o que eles chamavam de imunidade.

Em 2014 foi lançado uma prequel dos acontecimentos de The last Of us. Como Ellie descobriu ser imune aos fungos? E seus relacionamentos, suas crenças e nos permitindo pela primeira vez de uma forma integral, a orientarmos por aquele mundo por outra perspectiva. E em 2021 foi lançado a sequência The Last of Us parte 2, com uma Ellie de 19 anos, raivosa com um Joel sobre os fatos que seguiram no Hospital dos Vaga-lumes.

NÃO ERA UM JOGO AMADO.

The Last of Us não foi concebido pelo público imediatamente como uma referência inédita de mundo destruído por uma praga que fosse a altura de Resident Evil e Dying Light. Ao contrário, o lançamento passou bem mais que batido e não havia tanta empolgação com o título como atualmente. Quase 2 anos após, o jogo criou uma fanbase sólida.

HBO MAX ADAPTA THE LAST OF US.

Hbo Max conseguiu ser o primeiro canal e produtora a adaptar uma série fiel ao jogo. Com tantos detalhes fiéis, jogos de câmera, dinâmica de cena, mesmo diálogos, mesmas vozes de dubladores na versão nacional, mesmos arcos narrativos e perspectivas, as pessoas ficaram apaixonadas pela homenagem.

O Público gostou? Pelo Rotten Tomatoes a aprovação é de 89%.

Porém a fidelidade sofreu um pouco com o passar dos episódios, assim como todo esse sonho realizado, havia também aqueles que se movimentaram contra na etapa de pré-lançamento com a escolha dos atores. A atriz Bella Ramsay de Game of Thrones não agradava aos fãs mais ferrenhos por não ter a mesma característica fisionômica da personagem nos games.

Adaptação de Left Begind foi considerada excelente – clique aqui.

Em 2013 ocorreu uma polêmica da face ser uma cópia do então ator Elliot Page, que na mesma época protagonizava o jogo da Quantic Dreams, Beyond two souls como Jodie Holmes. Os comentários se tornaram bastante raivosos quanto a escolha e isso recaiu bem menos em relação ao Joel que seria interpretado por Pedro Pascal de Mandaloriano.

EPISÓDIOS POLÊMICOS MOVIMENTAM AS CRÍTICAS.

O episódio 3 e 7 foram um alvo considerável de críticas que se dividiram. Muitos fãs do jogo ficaram revoltados com a descaraterização da trama do jogo para a série. Do contrário houveram outros expectadores que ficaram felizes com a representatividade.

Clique aqui para ler sobre a repercussão.

LANÇAMENTO DE THE LAST OF US PARTE 1 REMAKE.

Aproveitando o embalo que a série criou, o sucesso que foi entre os fãs e o público novo, foi encomendado um remake do jogo de 2013. Mas o lançamento para PC foi considerado um desastre por conta dos bugs de gráficos e de performance. Clique aqui para ler sobre a notícia.

MUNDO PAUTA RECOMENDA?

Minha opinião ficou entre o foco da série e o do jogo. Porque sem sombra de dúvida foi a melhor adaptação que ocorreu. Nenhum outro jogo chegou nessa fidelidade. Mas eu devo confessar que mesmo que haja uma impressão de que foi tudo igual, não foi. Tem algumas diferenças, pequenas ou até mesmo grandes. Vamos a algumas delas:

  • O jogo se passa na época pré-surto em 2013 e o presente seria em 2033, a série se passa em 2003 e o presente em 2023;
  • A atriz que faz a Sara filha de Joel na série é uma menina negra, no jogo é uma menina branca;
  • Especificamente ao controlarmos sara restritos aos movimentos internos da casa, quando que na série ela chega a visitar os vizinhos, escola, lojas da cidade e rua da vizinhança;
  • No jogo para se perceber a presença de problemas com os fungos, o ar ficar cheio de esporos. Na série esse elemento não existe;
  • O relacionamento de Joel e Ellie no jogo tem uma frequência bem diferente do que há na série;
  • No jogo sua perspectiva de narrativa é a de Joel e portanto o enfrentamento dos desafios é bem mais imersiva, na série existe uma distribuição de importâncias;
  • O relacionamento de Billy e Frank não é exibido no jogo. Essa fase é descrita por ser a primeira vez que os jogadores encontram o Baiacu, na série foi usado uma trama de relacionamento entre um casal durante o período de ruína pós-surto;
  • O relacionamento de Ellie e Riley no jogo Left Behind possui uma combinação entre a revelação do seu relacionamentos e também um dos mais desafios de combate aos fungos no Shopping, na série o desafio de combate foi reduzido e o relacionamento preservado;
  • No jogo tem mais momentos de ação e a série de dramatização e narrativa.

As particularidades dos episódios 3 e 7 é que existe uma compreensão limitada. Alguns expectadores criticaram os fãs do jogo, alegando que a série não foi feita apenas para quem joga o jogo. No entanto esse é um fato que preciso discordar, tamanha fidelidade mesmo que diante de algumas diferenças, que a HBO construí ao redor da série.

É destacado um termo muito característico de ‘produtos’ voltados para uma fanbase como sendo o ‘fanservice’. Que são elementos apresentados nas séries e filmes para agradar os fãs mais fervorosos. Essa série, especialmente o primeiro episódio é uma constatação de que ela foi feita para os fãs do jogo. Logo a repercussão negativa se deu como a maioria afirma ter sido, pela descaraterização dos episódios em relação a trama do jogo.

Mas não fere muito a qualidade da série. O formato criado pela HBO Max de uma forma peculiar permite que você veja cada episódio de uma forma independente, embora eles possuam uma continuidade. Mas não há requisitos de ver um episódio para ver o outro, então o episódio 3 que muito foi criticado e justificado por muitos como sendo uma ‘ilha narrativa’ e o episódio 7 por mostrar muito mais o lado relacional do que a ação, poderiam ser ignorados e pulados sem perda substancial da trama.

Eu gostei da série, dentro do escopo como fã e por gostar de ficção científica, essa talvez tenha sido a melhor aposta da HBO. Não escondo que The Last of Us tem quase um pé de similaridade de The Walking Dead, que para muitos foi e é um ícone de sucesso, a minha pessoa, deixei de ver a série TWD na terceira temporada por acha-la tediosa demais e com menos lados científicos.

Se tudo for preservado, a parte 2 será igualzinha ao TWD.

Recomendo.

Wandinha é uma série boa?

HISTÓRICO DA FAMÍLIA ADDAMS – DESDE DE 1930.

Para avaliar se a história da filha mais velha da Família Addams é interessante para ser assistir, quero voltar no tempo e falar sobre a sua história. Na década de 30, o cartunista Charles Addams criou em pequenas tiras uma narrativa com conteúdo de ironia e morbidez com um bom senso de humor de uma família americana.

A primeira aparição dessas tiras foi em uma revista chamada The New Yorker que tinha um seleto público naquele tempo, e um total de 150 quadrinhos foram publicados . Essa publicação foi realizada de forma ininterrupta de 1937 até 1988, neste último ano, o Sr. Addams veio a falecer. Durante esse período a esquisita família foi adaptada para séries de televisão, filmes, curtas, musicais e video games.

SÉRIES:

  • Primeira adaptação de 1964-1966; (The Addams Family)
  • Segunda adaptação 1973; (The Addams Family)
  • Terceira adaptação 1992-1993 (The Addams Family)
  • Quarta adaptação 1998-1999 (The New Addams Family)
  • Quinta adaptação 2022 (Wednesday)

FILMES:

  • The Addams Family (1991)
  • Addams Family Values (1993)
  • Addams Family Reunion (1998)
  • The Addams Family 2 (2021)

CURTAS-METRAGENS:

  • The Addams Family Fun-House (1973)

MUSICAL:

  • The Addams Family (2010)

GAMES:

  • Fester’s Quest
  • The Addams Family
  • The Addams Family: Pugsley’s Scavenger Hunt;
  • Addams Family Values;
  • The New Addams Family;
  • The Addams Family: Mystery Mansion;
  • The Addams Family: Mansion Mayhem.

LEGADO DE GOMEZ COMO RAUL JULIA.

A versão que muitas pessoas hoje se lembram são as exibidas nos anos 90 e protagonizadas por Raul Julia (falecido em 1994), Chrtistina Ricci, Angelica Huston, Christopher Lloyd e Dana Ivery. Elenco que fez parte do segunda longa em 1993, que no Brasil recebeu o nome de Família Addams 2 e nos Estados Unidos, Addams Family Value.

WEDNESDAY, PRIMEIRA VEZ SEM A FAMÍLIA ADDAMS NO TÍTULO.

A série Wednesday é a primeira que não adota o nome ‘Família Addams’ e o também a pioneira em explorar um dos membros da família em particular. Estreia em 2023, no papel da mórbida filha de Gomez e Mortícia, temos Jenna Ortega.

O PÚBLICO APROVOU?

  • Pelo Rotten Tomatoes a aprovação é de 86% – clique aqui.
  • Pela pesquisa do Google a aprovação é de 96% – clique aqui.

A ambientação da série aposta em um circuito de drama Teen com elementos de suspense e da comicidade que acompanha a saga da família Addams. E diferente como nos filmes, não há esse apreço, uma vez que o foco é Wednesday (Wandinha no Brasil). A trama segue com o seu ingresso na Escola Nunca mais e ela tentando se relacionar de forma mais normal possível com seus colegas que também não são nada típicos.

Os elementos que deixam a trama também atraente, são as similaridades com a saga Harry Potter. Desde da escola que lembra bastante Hogwarts, temos os personagens que por serem parte de um mundo fantástico. Sereias, lobos, monstros, captam bem a atmosfera mágica. Há além dessa relação ‘Wednesday x Colégio’ e sua provável vida de estudante, há também um círculo amoroso. E uma trama de suspense que conecta crimes estranhos ocorrendo nos arredores da escola com o passado de sua família.

POLÊMICAS.

O QUE ELA DISSE?

Ouça o PODCAST ARMCHAIR EXPERT com Dax Shepard com Jenna Ortega que ‘por suposição’ gerou essa polêmica – clique aqui (apenas áudio em inglês) – site oficial do PODCAST.

NOTA DO EDITOR DO MUNDO PAUTA.

Como proposta de Jornalismo Sério, a repercussão do caso tem ‘inúmeras’ versões das afirmações da Atriz sobre o que ela falou ou o que foi dito sobre ela, e o que rodeia. Desde de suas alegações classificadas como ‘críticas’ a série ou ao seu cargo de produtora executiva. E em todos os casos, como de praxe, não há citação de fonte alguma. No entanto há menções de possíveis fontes (Como a Revista Elle). Mas não há links ou em quais publicações essas alegações se referem.

A Revista Elle é uma publicação com foco em moda e normalmente é determinante em publicações femininas. Uma alegação desta natureza de que a atriz é produtora executiva não seria deixada de fora.

Na Revista Elle (apenas consta sobre Jenna Ortega)

Notas: Diversas fontes sem confiabilidade na internet, Revistas e canais alegam ‘fatos’ sem provar o seu conteúdo. Muitos criadores de conteúdo alegam que a Revista Elle publicou declarações que Jenna Ortega se tornou produtora executiva, mas não há essa declaração em nenhum lugar. Exceto entrevistas da atriz sobre os itens anteriores.

O QUE A MÍDIA \ CANAIS DE VEÍCULOS DE IMPRESSA DISSERAM?

[NECESSÁRIO Fontes para a afirmações nesta seção]

E recentemente a atriz Jenna Ortega se pronunciou ao revelar que não pretendia aceitar o papel (???), chegando a recusar várias vezes antes de finalmente aceita-lo por um pedido do diretor Tim Burton. Essa declaração é acompanha de outras em que revela ter tido a necessidade de alterar o roteiro de sua personagem por achar que muitas falas e trejeitos não eram adequados ao perfil de Wednesday.

Clique aqui para ler sobre a repercussão.

Suas críticas pareciam ter movimentado as Redes Sociais e os canais de mídia durante algumas semanas após o lançamento da série na plataforma Netflix. A repercussão foi tanta que que o diretor Steven DeKnight que não fazia parte da série chegou a criticar a atriz por sua atitude, que o mesmo considerou infantil e tóxica.

Clique aqui para ler a primeira parte.

Clique aqui para ler a segunda parte.

Após o ocorrido e a consequentemente viralização, o diretor voltou atrás se desculpando pelo ocorrido. A notícia da promoção da atriz, além de protagonista para como produtora da série também ganhou destaque nos jornais e portais da imprensa. As opiniões se dividiram e muitos pensaram em que a série poderia ser cancelada. No entanto os rumores eram falsos e a segunda temporada está à caminho tamanho o sucesso que a série foi recebida.

MUNDO PAUTA RECOMENDA?

Assisti a série sem pretensão, não conhecia os atores que participariam. Alguns levei um bom tempo para notar que eram ‘cameos’ e que eram de longa data em um repertório de vários outros filmes e séries que havia visto. E suas narrativas naquele mundo um pouco diferente da Família Addams foi uma surpresa.

Assisti os filmes de 1991 e 1993 e não sou um fã de longa data do filme. Não quero dizer que sou um contra sobre. Mas tão ferrenho. Um expectador neutro, esperando assistir uma boa série. Não acho que eu tenho críticas negativas. Nem pela história, pelas tramas, tampouco pelos personagens e pelo elenco escalado.

Gostei da ambientação da escola, realmente lembra Hogwarts em muitos sentidos. Pois levamos em conta que Hogwarts é um lugar único. Só seria possível ‘usar’ aquele lugar em um conceito repaginado, que o caso da Wednesday. Temos uma nova história focado em um membro da família. Onde sempre houve na verdade foco no casal Gomez e Mortícia.

As tramas são interessantes porque você quer ver como a Wandinha será agora interpretada, e também fica sabendo desse mistério que ronda a Escola Nunca Mais. Os personagens parecem fazer parte de uma trama bem rica e interessante. Outro ponto é dar uma ascendência para Wednesday, que nunca foi uma menina ‘super poderosa’ e sim bastante anormal.

Querendo eletrocutar seu irmão, o feioso e não expressava nenhum sorriso que não fosse pelas maldades que gostava de praticar. A série conseguiu cativar bem o público novo, o antigo também. E diria que as chances de se decepcionar com a série são relativas, uma vez que vai depender muito do seu gosto.

Essa é uma série Teen, especificamente. Mas é tão interessante, que esse lado de drama de escola, relacionamentos não é exatamente o foco, mas essencial para história correr. Mas ela não é tão infantil também. Tem um peso pela maturidade da série bater em uma questão diferente do filme de 1993, em que em um acampamento de verão, Wandinha se apaixona, ali a atriz tinha 14 anos e fazia uma pré-adolescente.

Na série Jenna Ortega tem 20 anos e faz uma Wandinha com 17 anos. Logo os relacionamentos não ficariam muito na superfície. Mas nada que estrague a ‘coisa toda’. Ela vai continuar mórbida, com o jeitinho de Vulcana e com a inteligência que sempre demonstrou ter em todas as adaptações que a personagem teve.

Recomendo.

Por que a série de Supergirl durou 6 temporadas em uma época de saturação de super heróis?

Em 2015 iniciava um novo arco em um universo paralelo ao DCU, onde Kara Zo-rel era enviada à terra junto do primo, Ka-rel, com a missão dar proteção e mentoria, enquanto se salvava de uma iminente morte em seu planeta, Krypton.

SUPER HERÓIS HUMANIZADOS | SUCESSO | DRAMAS DE MAIS | FIQUEM DE OLHO

Em 1984, quando Helen Slate fez Super Girl (Kara) e hoje contracena como mãe adotiva da nova heroína, sua missão era ir ao planeta terra (bem antes de Krypton ser destruído) para recuperar o artefato de engenharia chamado Omegahedron e que caíra na mão de uma feiticeira na terra.

Na série o artefato chegou a aparecer, com infinitas outras menções aos filme, aos filmes do superman de 1978 à 1983 (sem dar pitaco ao quarto filme, 1987) e com crossover em séries como Flash e Arrow. Mas o que tornou essa série durável contra outras que não parecem ter muita longa vida?

E por quê os filmes não parecem ter muita pretensão, considerando que 6 temporadas (2015-2021) não é um tempo pequeno, considerando 20 episódios por temporada. Qual foi o segredo?

Em parte a série não é um conceito de heroísmo do tipo Superman 1978 ou Batman 1989 onde temos capangas contra um herói destemido. Não é que não havia roteiro, mas o simples era: Cidade infestada de problemas, herói acaba com os problemas, tem um chefe principal, acaba com eles e gostamos de tudo. Essa é a receita dos filmes dos super heróis antes da geração DCU e MCU.

Quanto mais houve complexidade na sétima arte, mas foi exigente que os personagens apesar de heróis fossem menos heróis, menos fortes e apesar de aliens ou mutantes, menos aliens e menos mutantes. Em Superman Returns de 2006 com Brandon Routh, temos um Superman extremamente poderoso.

Com o Homem de Aço temos um Henry Cavill parecendo um homem-aranha que voa. Forte, mas não o suficiente para por exemplo carregar uma ilha pelo espaço, como em Superman Returns. Nem como consertar a falha de San Andreas em 1978. E com sentimentos, obstáculos e problemas humanos. Problemático? Superman em 1978 apareceu do nada, salvou Lois Lane e ninguém se importou com isso? O superman atual foi impedido de salvar o seu pai adotivo para não se expôr, porque a sociedade não teria empatia de aceita o diferente.

Problemático? Sim. Porque ninguém vai ao cinema para ver superman mais humano que humano. Com problemas de humano, enfrentando fila do pão, não tendo prioridade, todo mundo tem um anel de Kryptonita em casa, tudo é tão poderoso, que o formalismo de ser um Superman é apenas porque o nome do filme sugere isso.

Fora isso os filmes são bons em qualidade, tanto em trilha como em fotografia. Mas esperava mais como Superman dos anos 70 e 80. Pelo menos ali eu podia acreditar que um homem podia voar. Hoje não sei se vou chorar por tanto drama ou lenga a lenga do tipo Glee (não sou contra, mas não é meu gênero).

Batman dos anos 80 mais sombrio que dos anos 60. O lado bom é que os roteiros eram apenas simples para dar o ar de heroísmo do Batman. Ele é humano, tudo bem ter problemas de transporte. Exceto que se queria esconder a caverna, poderiam avisa-lo para tirar aquela chancela do lado de fora da caverna? Tudo bem, era um tempo bem mais inocente. E claro, bem mais divertido.

O Batman de 1989 era furioso em sombrio. Mas tínhamos certeza que o bandido ia levar o caldo do dia. E que podia ter problemas, o mocinho venceria. Imagine se o Bruce Wayne resolve chorar às pitangas porque seus pais morreram toda vez que ele fosse vestir a roupa. Ou ir combater os inimigos. Ou ainda, quando ele foi lutar contra o Coringa o objetivo era parar aquele maluco. E no final, dava para ver que ele queria salvar até o responsável pela morte dos seus pais. Mas não ficou com historinha do passado, ou de lembranças. Era oito ou oitenta.

Hoje o Batman tem 50 minutos do filme de 2 horas para lembrar do passado tenebroso com pitangas e lenços. Ainda que eu admire a dramatização humana, e posso não ser a pessoa que mais adora ver dramas, chega a dar tédio em ver filmes de Super Heróis onde o drama, a tristeza, a perda, a fila do pão, problemas de emprego, ar poluído tem mais lugar do que usar uma visão de calor do tipo que o Gohan costuma jogar em seu inimigos.

Boa comparação? Dragon Ball Z é o tipo de exemplo que o filme de heróis não podem seguir. Apesar de Gohan descer o sarrafo, ele passa 5 episódios falando e narrando sua vida e como irá matar o adversário, antes de descer o sarrafo. Tudo bem, é assim que são as produções japonesas. Eu gosto. Adoro ver filmes japoneses, no idioma original. Mas os filmes são assim.

Eu sei que quando vou ver um filme de herói japonês, de ficção japonês ou qualquer categoria que eu goste, eu sei que no filme Japonês teremos um Tutorial 1 e 2. Teremos uma introdução 1 e 2. E quando faltar 5 minutos do filme, teremos o grande ápice. Eu sei. Mas eu espero que seja assim. E não um filme americano que dura 120 minutos onde você vê uma novela mexicana. (Nada contra, tem séries e novelas mexicanas legais).

Quando assisti Kick-Ass 1 e 2 esperava um filme pé no chão. Não sabia nem mesmo da HQ, depois que fui me inteirar sobre. E ainda que eu falei com muito cuidado, Kick-Ass tem mais ação e focado no personagem do que os filmes do DCU e MCU juntos. Não é comparável, nem deveria. Estamos falando de seres humanos com iniciativa de heróis contra seres alienígenas, multdimensionais, mutantes e gênios da engenharia.

Apesar de ser gostar de Dr. Estranho, e não desgostar das adaptações feitas e alterações da HQ para os filmes. Não sou do tipo chato, que se mudar um pingo vou ficar irritando, mas não vi a importância maior do Stephen Strange na tela. O filme de 2016 é bonzinho, de 2021 (viva a Feiticeira Escarlate, cadê o Dr. Estranho?), o filme do Homem-Aranha sem volta para a casa, se juntar a parte que ele participou desse filme com o Multiverso da loucura, teremos um filme Dr. Estranho 2.

Dos filmes coletivos temos pouca importância, faz sentido, o foco não era ele. Com as animações do What If achei bem mais notório. Veja que não estou torcendo para o herói sair vivo. Dr. Estranho já morreu pelo menos umas 10x nos quadrinhos e sempre volta. Mas nem é bem trabalhado no MCU, colocaram ele lá. E bum!

A feiticeira Escarlate é uma personagem muito melhor nas HQS, não estou falando de poder, e sim de construção dela. No MCU é drama sem sentido algum e melodrama e chatice de loucura de onde não teve. E furos de roteiro. Mas independente disso, muito drama mexicano.

VAMOS FALAR SOBRE SUPERGIRL.

Por 6 temporadas é possível dispersar drama com sobrenatural. É possível fazer um filme de 3 horas que não seria possível fazer o mesmo que três episódios de um formato em série. É possível criar parâmetros para os personagens, o protagonista, o antagonista, as pessoas ao redor e o contexto. Filmes são difíceis porque precisam abrir e fechar uma história com algum sentido.

Não tem espaço para desenvolver personagem. Então não faz muito sentido se você colocar impactos específicos. Por exemplo, o pouco que temos, Feiticeira Escarlate perdeu os pais em Sokovia quando pequena, perdeu o irmão (um velocista, não sabemos como isso é possível), ela não teve um filme solo, teve uma série que não contou com muito sentido, foi uma invenção (tem HQ) mas para o arco não fez nenhum sentido.

O que sabemos dela? Nada. Como ela foi para ali? Não sabemos. Ela foi uma heroína quando pequena e cresceu e se junto com Thanos, por quê? Não sabemos. Por que ela decidiu se juntar aos Vingadores e possivelmente as pessoas que tiraram tudo dela [STARK]? Não sabemos também. Por que ela inventou dois filhos que não tinha? Darkhold, mas não fez muito sentido. Por que ela ressuscitou Visão, mas não matou Thanos? Precisamos perguntar aos roteiristas.

Tanto drama, pouca construção. Em SuperGirl o drama tem uma contramedida. Ele consegue ser construído se você o dispersar conforme a série caminha. Na primeira temporada vemos KARA sendo guiada por Cat, sua chefe. Vemos sua irmã sendo o que ela deveria ter sido do Ka-rel. E vemos ela construindo sua confiança, personalidade, pessoalidade e força.

Mas vemos que ela pode contribuir com isso usando uma metáfora, a super força que herdou por ser Kryptoniana. O desfecho da primeira temporada dá a personagem um novo rumo. A missão dela era de ser uma protetora de Ka-lel. Mas ela perdeu essa motivação ao surgir no mundo 20 anos após e encontrar seu primo bem mais velho que ela.

Em 20 episódios, que foi a primeira temporada. Equivaleria em filmes, uns 30-40. Não é exagero. Porque filmes são formatos mais condensados. É preciso ir para ação logo do que ficar na filosofia de existencialismo. A série pode organizar 5 episódios para contar a origem da família e da casa El em Krypton. Se fosse em formato de filme seria 3 apenas para contar as guerras (que seria algo do tipo Game of Thrones) como ocorreu na série Krypton. Seria mais 3 filmes para anteceder o filme do planeta. E 2 filmes para mostrar a vinda de Ka-lel para a terra.

Ao total 8 filmes para mostrar Superman vindo ao planeta terra e explicando sucintamente o que isso significou para o último filho de Krypton. Agora eles querem fazer isso em 2 filmes em um espaço de 2 horas. Sobra o que para vermos ação? Nada. A maioria dos filmes de super heróis hoje são comparáveis aos filmes dos anos 60 de ficção científica. Como assim?

Com baixo orçamento, tecnologia escassa. Os filmes dos anos 60 só mostravam o monstro ou o fenômeno no final do filme parcialmente. Era tão medonho em ver pouco, do tema que levava no título, que a gente pensava – “Nossa que clássico.” Vi há muito tempo um filme chamado Krakatoa. Dos anos 60. Eram 2 horas de filme contando tudo, menos o Krakatoa. Ele só explode no final e era uma maquete muito mal feita. O tempo de explosão foram menos de 3 minutos.

Os filmes estão com uma cara de Stephen King. Sabe o que é isso? Como é a escrita de Stephen King, como a de H.P Lovecraft. Muita descrição, muito detalhamento, muito foco em uma cena. Parece Kubrick. Fica mil anos olhando para uma explosão de luzes e como elas se expressam se você mudar a angulação. Sabe o que torna chato mais ainda? O fato que os roteiristas continuem a fazer esses borrões para contar uma história que ninguém está querendo ver.

Fale a verdade, você vai para o cinema ver o drama familiar de Superman? Ou quer vê-lo dando uns murros em um Cthulhu? Em Supergirl é possível ter uma vida humana na fila do pão e ter uma vida alienígena cheia de problemas fantásticos. Mas isso torna as 6 temporadas um mar de temas. Cada temporada se revestiu disso. Agora será sobre Krypton, agora sobre os Daxamitas, agora Luthors e assim por diante. Cada 20 episódios conseguiam delimitar os personagens e suas histórias.

Maçante? Aplicável á alguma série, eu diria Stranger Things. Até a terceira temporada (eu excluo a segunda temporada da memória) eu diria que era uma série sobre ‘Coisas estranhas’. Hoje está mais para ‘Adolescentes em Hawkins e telecinese’. Depois do Vecna e os 9 filmes de 1h30 (poderia ter terminado ali), torna o desfecho da série (será lançado agora em 2025, não mais 2024) que nem aquele efeito de Jogos Vorazes – A esperança Parte 2.

Lembram? Levou 1 ano. Mas a parte 2 era praticamente um filme burocrático sem nenhuma ação, dando desfechos de cada personagem por 2 horas. Por que eles não passaram logo isso durante a parte 1? Levamos 1 ano para ver o forno esfriar e receber uma esfirra sonsa? Stranger Things demorou demais. E não importa se é uma boa série, está cheia de furos e muitos hiatos que poderiam ter sido resolvidos em 4 temporadas e com menos tempo.

A série é ruim? Obviamente que não. Mas ela poderia ter tido menos contratempos se houve um roteiro criado para as 5 temporadas. Dá para perceber que eles inventaram o Vecna recentemente. Roteiros bons são aqueles que você já sabe como a história vai terminar, independente se isso vai levar 5-6 temporadas.

SuperGirl bateu em duas fontes que deram certo: Longevidade para dar tempo para criar os personagens e toques ‘humanos’ para criar uma série ao mesmo tempo fantástico e ao mesmo tempo dramatizada. Aliás todo mundo gosta de uma implicação de relacionamento? Pois é, o drama faz muito sucesso. Mas quando ele é aplicado sob uma medida errada, em filmes, costumam dar errado.

Se Supergirl fosse um filme teria que fazer como em 1984. Ela sai de Krypton, procura o artefato, acha. Tem problemas com os humanos. Resolve, vai atrás da feiticeira e resolve o problema. Acabou. Filme é uma tomada certa. Não é uma tomada com detalhes para dar certo.

Pensa assim, em Superman de 1978, temos o que de Ka-rel?

  • Que ele é alienígena;
  • Que tem poderes ao absorver o sol amarelo;
  • Que Zod, Non e Ursa foram presos na prisão fantasma e depois tiveram com ele;
  • Que após uma dose errada de sintetização de Kryptonita ele ficou mal;
  • Que teve um interesse romântico com Lois Lane;
  • Que renunciou os poderes uma vez para ter uma vida comum;
  • Que salvou EUA inúmeras vezes.

AGORA, pense na complexidade que os filmes nunca poderia ter tocado. Senão não teríamos o filme que tivemos em 1978-1983. O fato dele ser alienígena vem pela dedução de a introdução do filme mostrar Krypton e ele indo para terra e caindo em uma fazenda (alusão de E.TS e Fazenda). Fora isso não sabemos da vida dele em Krypton e nem do seu Pai Jo-rel e nem de Lara Jo-rel.

Não sabemos porque Zod queria submeter Krypton, nem porquê Non e Ursa se juntaram à ele. Porque parece que Jo-Rel tinha poder em puni-los, mas não teve o mesmo poder de mudar o ponto de vista dos habitantes em relação ao fim do planeta.

Houve uma pequena crítica do fim de Krypton, mas sem precisar ocupar mais espaço. Aquecimento global. E depois o envio de Ka-lel para o planeta terra com a finalidade de impedir de acontecer o mesmo que de Krypton, outra mensagem, sem lenga-lenga.

Superman vai para terra, arranja um emprego como jornalista sem precisar de diploma e faculdade, ninguém pergunta de onde ele veio, não tem complexidade de hoje em dia. Ele consegue achar os problemas com apenas o que tem na redação do Planeta Diário, não importa, mesmo sem internet e celular, ele sabe que uma formiga está presa na árvore na China.

Em Supergirl ela vale da ajuda do DOE e da Catco para conseguir parte das informações que acontecem. Note que a série consegue explicar como ela consegue achar as informações do que o filme pela longevidade. Se o filme precisar ter que explicar isso, precisaríamos de um segundo filme para mostrar o que o primeiro filme queria mostrar – Ação.

SUPERGIRL FUNCIONA COMO FILME? | SÉRIES | DEU RUIM.

Em 2021, a série teve seu fim. E os acontecimentos da série formaria uma possibilidade de um filme bem mais possível do que apenas criar um filme do nada. Por exemplo, se Dr. Estranho tivesse uma série, e dali fosse para um filme, seria possível criar uma identidade dele e assim as pessoas entenderiam, o que muito leitor de HQ sabe, THANOS teria sambado.

Um filme da Supergirl com Melissa Benoist seria bem mais possível e bem mais profundo que o Helen Slater em 1984, devido a série. Porque foi possível criar uma personalidade para ela e seus avanços. Ela não era apenas um alienígena prima do Superman, agora era uma heroína cheia de personalidade e confiança. E não o de repente, vimos esse crescimento. Foi possível.

Deu certo porque na série tudo que é possível desenvolver, tem tempo para fazê-lo. Em Wandavision o que deu errado? Tudo. Ficaram muito mais preocupados em esconder que ela que fazia tudo aquilo do que montar uma personagem. Para depois no final do que parecia ser uma pessoa que sofreu com as perdas, mas eram só isso, em uma rainha de caos e destruição no filme, que deveria ter sido do Dr. Estranho, mas passou a ser de Escarlate.

A abordagem é interessante, porém com a conclusão nos últimos episódios, deixa claro que Wandavision foi montado episódio a episódio. E não roteirizado tudo de uma vez e filmado com os pormenores em cima da mesa. Tanto que se confundiu isso, que muitas pessoas que nunca leram os quadrinhos, entendem que Feiticeira Escarlate é uma personalidade diferente da Wanda. E não é uma personalidade. Ela se diz “Feiticeira Escarlate” como quem substituiu sua vida “de antes” por uma nova, é uma questão psicológica e não fantástica.

Essa confusão ainda gerou uma segunda pior. Em Homem-Aranha sem volta para a casa, Dr. Estranho criou o lapso no multiverso certo? Então por que a América Chavez e o Cthon parecem ter sido os responsáveis pela ruptura e não o Dr. Estranho? Uma invenção de última hora colocou em xeque a qualidade do filme. Se forem inteligentes, desconsiderem o Dr. Estranho – Multiverso da Loucura, e apenas o filme de 2016 direto ao ponto.

Clea foi a primeira pessoa que Dr. Estranho encontrou nas HQs, ao contrário de Christine a enfermeira da noite. Será que Charlize Theron vai continuar no papel? Em 1963, Clea nem sequer tinha esse nome. Mas se eles fizerem a lambança de novo, que devem fazer, Clea é sobrinha de Dormammu, filha de Umar (Irmã de Dormammu). Não colocar isso na história, vai só criar o colapso do MCU até agora.

Ninguém consegue me explicar por que a própria Marvel resolveu não usar os roteiros das suas próprias HQs. Eu entenderia perfeitamente se fosse outro estúdio. Enfim, o MCU hoje vive um multiverso da loucura, já virou palhaçada desde da fase 2 (bem antes do Homem de Ferro 3). Desandou muito por ali. Depois foi só ladeira abaixo.

O mesmo seria aplicável ao The Last of Us, que teve seus episódios lacretes, mas que conseguiu pelo menos atingir a cota de fidelidade (talvez a primeira para games). Não tenho uma opinião positiva ou negativa em relação ao TLOU. Apenas que ele não poderia ser feito como um filme. E se fosse, seriam uns 50 só para mostrar os 20 anos durante o surto.

SUPERGIRL DEU CERTO? | DEU ERRADO? | STAR TREK É IGUAL AO STAR WARS?

No momento que escrevo esse artigo, estou assistindo a segunda temporada de Supergirl. E vejo porque deu certo. Mas podia não ter dado. Arquivo-X por exemplo nos anos 90, desandou da quarta-temporada para cima, independente de ter até 2 filmes para complementar a ideia. Muitas vezes séries não tem uma vida útil ou nem elasticidade para embarcar muita ideia junta.

Buffy é uma outra série que contava a história de uma caça-vampiros, que daria muito bem para ser uma série longeva, sem problemas de ter 30-40 temporadas. Porque Caça-vampiros e vampiros sempre serão um grande problema. Quem disse que uma escolhida ou escolhido serão os promissores para acabar com toda a horda? Se existe até o século 20 os vampiros mais velhos, não teve uma resposta a altura até hoje. Não seriam eles os catalisadores da solução final, seriam?

Mas Buffy terminou sem pé e nem cabeça. Teve episódios odiosos, como o caso do Corpo, que foi um episódio inteiro mostrando a morte da mãe da Buffy que tinha um câncer no cérebro. O pior na minha opinião. Já havia divergido do conceito de caça-vampiros há séculos quando esse episódio foi ao ar, e já tinha os fins para contar da série. Houveram tentativas de HQS para dar um final mais digno, aquela lenda da Caverna do Dragão que todo mundo gostaria de acreditar de ter tido algum dia, esquecido em uma prateleira.

Supergirl poderia ter terminado mal, mas ela teve histórias para contar. Uma delas era a construção da personagem que foi ganhando batalhas pessoais, criando caráter e formando o que ela queria ser. Nada que nenhum outro ser humano não se identificaria. Cada temporada significou uma espécie de arco e saga, poderíamos dizer que se fosse uma HQ, seriam 12 volumes para cada arco. E quando chegou aquele momento de “Já enfrentamos hordas de inimigos, marcianos, Kryptonianos, problemas da terra, multidimensional, crossover e montamos nossa heroína” está na hora de dar um fim (com o gostinho de continuidade) mas sem ser mais SOLO..

Foi assim com Orphan Black (estão querendo fazer a sexta-temporada), espero que não aconteça. A série fechou como tinha que fechar. Se tem mais história, com certeza, publiquem em formato de HQ, como série chegou ao seu fim. Tudo tem seu fim. Um certo tempo atrás ressuscitaram Arquivo-X para mostrar que é possível piorar mais do que ela tinha piorado em 2002 (a última temporada). E se você for uma pessoa que valoriza sua autoestima vai considerar a série até a quarta temporada lá nos anos 90.

SuperGirl deu certo porque soube contar a história, usar o espaço, usar os temas e quando viu que esgotou os contos possíveis para serem contados, fechou as cortinas. E isso foi possível porque foi montado um conceito antes de fazer a série. Eu até tento pensar como é que uma pessoa ou grupo, pensa em fazer uma série ou filme sem pensar no que ele vai comunicar. Supergirl quis contar a história de uma viajante que tinha um rumo certo e de repente não tinha mais nada e teve que encontrar o seu próprio caminho.

Dá para fazer spin-off:

  • Guardião (James Olsen) e Winn (dificilmente, eles funcionariam apenas como uma dupla cômica) – Diria que o Guardião sozinho e indo para outra dimensão seria mais interessante;
  • O Diabo veste prada no papel Cat Grant, daria certo porque tem haver com a superação do empoderamento feminino na indústria. Mas teria que tomar cuidado com a mesmice, já que ela mesma não é uma heroína e se quiser usar a mitologia dos super heróis vai ser algo bem no estilo Rogue Squadron (Filme Star Wars) sem Jedis;
  • LizieWire – Daria para fazer como Arlequina foi feito;
  • Luthors – Com certeza, com muita conspiração e ‘Umbrellas Corporation’ da vida;
  • DOE – Como uma agência que atua para proteger a terra de alienígena? Seria muito boa também.

Esses arcos foram criados e super trabalhados na série. Mas a própria protagonista não seria uma boa continuar como SOLO devido ao esgotamento dos temas que ela já participou. Ela poderia fazer uma ponta nos SPIN-OFFS. Como fez nos Crossovers do Arrowverse e Flashverse. Ela não ficou em cena muito tempo e nem sequer sofreu de PROTAGONISMO (Como diria a Primeira Fila).

VALE A PENA VER?

Se depois de eu ter feito esse MEGA artigo e dissesse não. Eu mesmo teria que reler ele todo e ver que nada mais o que fiz foi de sustentar um argumento que SuperGirl se manteve nos eixos porque soube usar a narrativa ao seu favor. Fazendo a série bater em teclas como:

  • Drama familiar;
  • Drama pessoal;
  • Histórias de multiverso;
  • Histórias de Super heróis;
  • Conspiração Governamental;
  • Easter Eggs de Filmes e menções de homenagens;
  • Crossover interessantes.

E quando finalizou não deixou ponta solta. E também concluiu (sim já vi o último episódio) uma escada de crescimento que os personagens tiveram desde de 2015. Não houve saltos e nem teve tragédias desnecessárias. Houve momentos que você falaria – “Que série horrível.” E outras – “É, não é bem horrível, mas tem algum sentido horrível.” Até dizer – “Não é horrível, apenas é diferente.”

Então eu diria, vejam. É muito bom. E tem muito mais significado do que se pode ter ao vermos algum trailer ou pôster da série. Mesmo eu surpreendi. Não gosto de série de Super Heróis, com uma exceção muito rara para Dr. Estranho e os filmes de Superman Antigos. Não sou antiquado, mas acredito que esses são os filmes que dou mais valor pelo conteúdo que gosto de ver.

Mas Supergirl consegue representar um andar mais privado, porque nós conseguimos sentir o que a Kara sente como se fossemos ali como ela, nós. Nós saímos da Terra para uma missão, quando chegamos no destino, tudo muda. E agora? E descobrimos que temos poderes, o que fazemos? Que caminhos escolheremos? Teremos todas as respostas? E mesmo ela com os poderes, ela tem dúvidas, aliás porque deveria ter todas as respostas, só porque tem super força?

STRANGER THINGS 5 – Adiado para 2025.

Filmagens ainda não começara, previsão para junho de 2023. Quinta temporada da série mais lucrativa da Netflix foi adiado para 2025. A previsão era para 2024.

Por Rafael Junqueira – 05/03/2023 – 19:14

Quando Stranger Things foi exibido pela 1ª vez na Netflix em 2016, a protagonista Eleven protagonizada por Millie Bobby Brown quando tinha 11 anos. A atriz completou 19 anos recentemente, e quando a quinta e última temporada for lançada ela terá 21 anos.

Inicialmente a série previa quatro temporada. No entanto com o sucesso da primeira temporada, alguns críticos acreditam que a segunda temporada criou um desvio na trama, personagens e arcos que nunca mais foram revisitados nas temporadas seguintes, atrasando o desfecho da narrativa em Hawkins.

Em 2022 completavam 3 anos sem Stranger Things, umas da razões eram o problema causado pela pandemia do novo Coronavírus (Sars-Cov, Covid-19). Foram lançados 9, praticamente, longa metragens de 1h20 que poderiam ter finalizado a obra em 2022 facilmente. No entanto os produtores acharam melhor compensarem o hiato com episódios longos.

Após o término da quarta temporada, e a revelação do personagem antagônico Vecna. A quinta temporada foi anunciada para 2024. Em fevereiro de 2023, no entanto, a assessoria de imprensa da Netflix anunciou que as gravações ainda nem tinham sido realizadas e que agora o lançamento seria adiado para 2025, sem detalhar em qual momento do ano seria a exibição.

As gravações para a quinta e última temporada estão previstas para junho de 2023.

Saiba o segredo de Chaves ser tão amado pelas gerações.

Em 1973 ou em meados de 74, a esquete Chaves começou a ser gravada como extensão dos quadros já existentes, Peterete e Chompiras e a Mesa quadrada que levava no elenco, Roberto Bolaños, Don Ramon, Carlos Villagran. Ainda que outros atores tenham composto, o trio criou a marca da comédia do México nos anos 70-90.

Mas sua redefinição de comédia não é tão significativa como muitos pensam. Mas por que será que Chaves e Chapolin os quadros mais famosos fazem tanto sucesso? Mais do que Xaveco, Chompiras e outras esquetes livres do grupo. A razão é mais óbvia que pensar que Roberto Bolaños era um gênio, mas sim alguém que pensava com obviedade.

Sua maior referência era claramente Charles Chaplin. Parte dos seus personagens, próprio Chaves (O pobre), Seu Madruga (O vagabundo) são arquétipos do famoso ator britânico que fez “Tempos Modernos” e o arriscado “Ditador” em 1943, zombando de uma figuras mais macabras do século 20, já em plena Guerra.

Artista do cinema mudo redefiniu a comédia para um novo patamar. Mas não inventou mais do que continuou. Legados já existiam naquela época. E a comédia pastelão nasceu no circo, nas apresentações, nas atrações anteriores a TV e ao Cinema. Todas eram advindas dos teatros. As palhaçadas eram a veia cômica. Logo Charles Chaplin não ‘criou nada’, apenas adaptou as brincadeiras espontâneas do teatro para o cinema.

O ator mexicano Roberto Bolaños nunca escondeu a admiração que tinha pelos trabalhos dos grandes nomes da história a arte. E brincava com o público. Removia a quarta parede como Oscar Wilde teorizava, que com certeza antes dele também. E se ainda até aqui todos esses não inventaram e sim passaram para frente, o que fez Chaves ser tão aclamado por diversas gerações?

Em 1984, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), comprou as licenças da então Televisa para transmitir o programa que já dava sinais de término no México, com parte do elenco já divididos em seus próprios projetos. Talvez, ninguém sabe dizer, com a morte do intérprete Don Ramon (Seu Madruga) em 1988, o seriado tenha se tornado um ícone mundial.

Com 5 anos no Brasil, com certeza que a figura carismática do programa daria um sabor especial. Sua partida elevou o valor que o programa tinha. E ainda que ele fosse paizão dentro e fora. Isso nos oferece uma pista porque a comédia do Chaves e Chapolin fez e faz tanto sucesso.

Xaveco, mesa quadrada eram programas mais adultos. Um tinha um lado mais Caceta e Planeta do tipo Tv Pirata com esquetes voltadas ao público crítico social e político. E outro tinha uma pegada mais adulta com vocabulários menos afetuosos e com atuações mais voltadas para presepadas de mulheres casadas, roubo de jóias e confusões numa versão do Hotel dos Trapalhões.

Claro que as piadas ali era uma versão mais madura das que existiam no programa do Chaves. Mas a razão das piadas do Chaves serem engraçadas, mesmo após vermos mil vezes. É porque elas foram construídas para entreter crianças. Você não leu errado. Chaves e Chapolim são quadros do empreendimento para o público infantil.

Não tem piadas com palavrão, exceto o Xaveco, porque o público eram as crianças. Notem que a narrativa de explorar as loucas situações beiravam o absurdo e ridículo, da simplicidade ao caos. Seu Madruga sempre recebia um tapa da D.Florinda. Numa narrativa mais adulta e complexa, ela nunca despenderia um tapa na cara dele.

Liga o fato do Quico sempre reclamar com ela, e nunca duvidar da verdade. A narrativa para crianças pega o óbvio e o caminho direto. É só ler um livro para crianças e você vai perceber que a definição é assim:

“O urso ficou com sono. Portanto ele foi dormir.”

Não há obstáculos. Não há necessidades. Todos os problemas foram resolvidos. As tramas não são complexas. Se fosse adaptado para um texto mais complexo seria:

“O grande predador não alcançou sua presa à tempo. Desnorteado pelo cansaço, resolve procurar um lugar seguro e pronta vigília para descansar, mas atento ao odor no vento.”

Nenhum urso é uma ‘coisa de pelúcia bontinha’ com em contos infantis. Na realidade, ursos são predadores territoriais. Constantemente sua atenção está voltada para caçar e evitar ser caçado. Com certeza que dormir não seria uma tarefa comum em sua lista de afazeres, como se ele quisesse ou fosse respeitado o direito de dormir sem problemas. E sem um motivo aparente.

Chaves tinha passagens assim. Como o fato do Quico ser tão burro, e não ser possível nem para uma criança de 8 anos esse fato. Ou que o relacionamento da D. Florinda e o Prof. Girafalles não gere um descontentamento dos outros pais, devido a relação Professor/a e mãe/pai de aluno que tanto na vida real dá o que falar. Se fosse numa novela mexicana, só este fato poderia ser o argumento principal.

As piadas se concentram em situações engraçadas e não em piadas propriamente ditas. Com a trama simples e as piadas espontâneas, e claro, uma ajudinha da nossa dublagem que não deixa para menos, deixou o seriado engraçado. E tenha certeza que os quadros Chaves e Chapolin fizeram tanto sucesso, que muitas pessoas não sabem nem da existência das outras partes das esquetes.

Essa é a comparação indireta por exemplo das piadas dos quadros brasileiros que muitos mencionam usar baixarias para contar histórias. Ou os Stand-ups, que raros são, os que sabem contar uma piada sem envolver xingamento ou uma situação delicada. A sutileza das piadas do Chaves partem da parte que, é um programa infantil.

Por exemplo, nenhum Standup é para crianças. Nenhum quadro do extinto programa Caceta e Planeta eram para crianças. Os Trapalhões eram. As piadas parecem diferentes? Na maioria das vezes, eram iguais, mas o nível delas mudavam conforme falamos sobre públicos. E apesar de ninguém se importar de ver ou de saber disso, adultos gostam de Chaves pela simplicidade devido ao toque de ser um programa infantil.

O mesmo vale para casos óbvios e atuais: Olhe o programa de comédia americano ICarly. Olhe a trama de 2007-2012 e olhe a atual. Perceberam que as piadas do antigo era mais inocentes, mas as mesmas do que do programa atual? As do atual são mais ‘sujas’. O público do de antes era o infantil e adolescente. O atual é para quem está na faixa dos 30 anos.

Teve um crítico que afirma que o ICarly de hoje é mais triste. Essa é uma definição correta. Por quê? A ideia do ICarly de 2007-2012 era de entreter adolescentes. Com uma pitada menos dramática, mas divertida. A atual é de entreter adultos que estão na fase das responsabilidades, e que o mundo não é tão arco-íris. Então certa coisas que geravam magia na infância, hoje descobrimos a real.

Mesmo em 2012, a temática do programa já era mais adulto. Aliás a atriz estava com 19 anos e não mais com 14 anos.

Portanto o programa pode ser menos atrativo, ou menos ‘colorido’ ou até mal encarado para alguns. Comparem os programas antes e depois:

  • Full House vs Fuller House
  • ICarly (2012) vs ICarly (atual)

Vejam um filme que temática infantil:

Caça-fantasma. Sim ele tem temática infantil. Apesar da comédia deixar tudo mais leve. Estamos falando de um filme que tem o mesmo conceito de Sobrenatural, REC e Exorcista. Os caças são exorcistas. Mas a ideia é menos temerosa. Se tirarmos a comédia teremos um filme mais ‘sombrio’. Compare os filmes de 1984 e 1989 com a versão de 2020.

Os dois primeiros são mais inocentes. Este último já bate em uma questão mais madura.

E para concluir, Chaves continua sendo um dos melhores seriados. Bom que as produtoras entendessem, que a comédia não precisa ser pesada para ser boa.