STRANGER THINGS 5 – Adiado para 2025.

Filmagens ainda não começara, previsão para junho de 2023. Quinta temporada da série mais lucrativa da Netflix foi adiado para 2025. A previsão era para 2024.

Por Rafael Junqueira – 05/03/2023 – 19:14

Quando Stranger Things foi exibido pela 1ª vez na Netflix em 2016, a protagonista Eleven protagonizada por Millie Bobby Brown quando tinha 11 anos. A atriz completou 19 anos recentemente, e quando a quinta e última temporada for lançada ela terá 21 anos.

Inicialmente a série previa quatro temporada. No entanto com o sucesso da primeira temporada, alguns críticos acreditam que a segunda temporada criou um desvio na trama, personagens e arcos que nunca mais foram revisitados nas temporadas seguintes, atrasando o desfecho da narrativa em Hawkins.

Em 2022 completavam 3 anos sem Stranger Things, umas da razões eram o problema causado pela pandemia do novo Coronavírus (Sars-Cov, Covid-19). Foram lançados 9, praticamente, longa metragens de 1h20 que poderiam ter finalizado a obra em 2022 facilmente. No entanto os produtores acharam melhor compensarem o hiato com episódios longos.

Após o término da quarta temporada, e a revelação do personagem antagônico Vecna. A quinta temporada foi anunciada para 2024. Em fevereiro de 2023, no entanto, a assessoria de imprensa da Netflix anunciou que as gravações ainda nem tinham sido realizadas e que agora o lançamento seria adiado para 2025, sem detalhar em qual momento do ano seria a exibição.

As gravações para a quinta e última temporada estão previstas para junho de 2023.

Saiba o segredo de Chaves ser tão amado pelas gerações.

Em 1973 ou em meados de 74, a esquete Chaves começou a ser gravada como extensão dos quadros já existentes, Peterete e Chompiras e a Mesa quadrada que levava no elenco, Roberto Bolaños, Don Ramon, Carlos Villagran. Ainda que outros atores tenham composto, o trio criou a marca da comédia do México nos anos 70-90.

Mas sua redefinição de comédia não é tão significativa como muitos pensam. Mas por que será que Chaves e Chapolin os quadros mais famosos fazem tanto sucesso? Mais do que Xaveco, Chompiras e outras esquetes livres do grupo. A razão é mais óbvia que pensar que Roberto Bolaños era um gênio, mas sim alguém que pensava com obviedade.

Sua maior referência era claramente Charles Chaplin. Parte dos seus personagens, próprio Chaves (O pobre), Seu Madruga (O vagabundo) são arquétipos do famoso ator britânico que fez “Tempos Modernos” e o arriscado “Ditador” em 1943, zombando de uma figuras mais macabras do século 20, já em plena Guerra.

Artista do cinema mudo redefiniu a comédia para um novo patamar. Mas não inventou mais do que continuou. Legados já existiam naquela época. E a comédia pastelão nasceu no circo, nas apresentações, nas atrações anteriores a TV e ao Cinema. Todas eram advindas dos teatros. As palhaçadas eram a veia cômica. Logo Charles Chaplin não ‘criou nada’, apenas adaptou as brincadeiras espontâneas do teatro para o cinema.

O ator mexicano Roberto Bolaños nunca escondeu a admiração que tinha pelos trabalhos dos grandes nomes da história a arte. E brincava com o público. Removia a quarta parede como Oscar Wilde teorizava, que com certeza antes dele também. E se ainda até aqui todos esses não inventaram e sim passaram para frente, o que fez Chaves ser tão aclamado por diversas gerações?

Em 1984, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), comprou as licenças da então Televisa para transmitir o programa que já dava sinais de término no México, com parte do elenco já divididos em seus próprios projetos. Talvez, ninguém sabe dizer, com a morte do intérprete Don Ramon (Seu Madruga) em 1988, o seriado tenha se tornado um ícone mundial.

Com 5 anos no Brasil, com certeza que a figura carismática do programa daria um sabor especial. Sua partida elevou o valor que o programa tinha. E ainda que ele fosse paizão dentro e fora. Isso nos oferece uma pista porque a comédia do Chaves e Chapolin fez e faz tanto sucesso.

Xaveco, mesa quadrada eram programas mais adultos. Um tinha um lado mais Caceta e Planeta do tipo Tv Pirata com esquetes voltadas ao público crítico social e político. E outro tinha uma pegada mais adulta com vocabulários menos afetuosos e com atuações mais voltadas para presepadas de mulheres casadas, roubo de jóias e confusões numa versão do Hotel dos Trapalhões.

Claro que as piadas ali era uma versão mais madura das que existiam no programa do Chaves. Mas a razão das piadas do Chaves serem engraçadas, mesmo após vermos mil vezes. É porque elas foram construídas para entreter crianças. Você não leu errado. Chaves e Chapolim são quadros do empreendimento para o público infantil.

Não tem piadas com palavrão, exceto o Xaveco, porque o público eram as crianças. Notem que a narrativa de explorar as loucas situações beiravam o absurdo e ridículo, da simplicidade ao caos. Seu Madruga sempre recebia um tapa da D.Florinda. Numa narrativa mais adulta e complexa, ela nunca despenderia um tapa na cara dele.

Liga o fato do Quico sempre reclamar com ela, e nunca duvidar da verdade. A narrativa para crianças pega o óbvio e o caminho direto. É só ler um livro para crianças e você vai perceber que a definição é assim:

“O urso ficou com sono. Portanto ele foi dormir.”

Não há obstáculos. Não há necessidades. Todos os problemas foram resolvidos. As tramas não são complexas. Se fosse adaptado para um texto mais complexo seria:

“O grande predador não alcançou sua presa à tempo. Desnorteado pelo cansaço, resolve procurar um lugar seguro e pronta vigília para descansar, mas atento ao odor no vento.”

Nenhum urso é uma ‘coisa de pelúcia bontinha’ com em contos infantis. Na realidade, ursos são predadores territoriais. Constantemente sua atenção está voltada para caçar e evitar ser caçado. Com certeza que dormir não seria uma tarefa comum em sua lista de afazeres, como se ele quisesse ou fosse respeitado o direito de dormir sem problemas. E sem um motivo aparente.

Chaves tinha passagens assim. Como o fato do Quico ser tão burro, e não ser possível nem para uma criança de 8 anos esse fato. Ou que o relacionamento da D. Florinda e o Prof. Girafalles não gere um descontentamento dos outros pais, devido a relação Professor/a e mãe/pai de aluno que tanto na vida real dá o que falar. Se fosse numa novela mexicana, só este fato poderia ser o argumento principal.

As piadas se concentram em situações engraçadas e não em piadas propriamente ditas. Com a trama simples e as piadas espontâneas, e claro, uma ajudinha da nossa dublagem que não deixa para menos, deixou o seriado engraçado. E tenha certeza que os quadros Chaves e Chapolin fizeram tanto sucesso, que muitas pessoas não sabem nem da existência das outras partes das esquetes.

Essa é a comparação indireta por exemplo das piadas dos quadros brasileiros que muitos mencionam usar baixarias para contar histórias. Ou os Stand-ups, que raros são, os que sabem contar uma piada sem envolver xingamento ou uma situação delicada. A sutileza das piadas do Chaves partem da parte que, é um programa infantil.

Por exemplo, nenhum Standup é para crianças. Nenhum quadro do extinto programa Caceta e Planeta eram para crianças. Os Trapalhões eram. As piadas parecem diferentes? Na maioria das vezes, eram iguais, mas o nível delas mudavam conforme falamos sobre públicos. E apesar de ninguém se importar de ver ou de saber disso, adultos gostam de Chaves pela simplicidade devido ao toque de ser um programa infantil.

O mesmo vale para casos óbvios e atuais: Olhe o programa de comédia americano ICarly. Olhe a trama de 2007-2012 e olhe a atual. Perceberam que as piadas do antigo era mais inocentes, mas as mesmas do que do programa atual? As do atual são mais ‘sujas’. O público do de antes era o infantil e adolescente. O atual é para quem está na faixa dos 30 anos.

Teve um crítico que afirma que o ICarly de hoje é mais triste. Essa é uma definição correta. Por quê? A ideia do ICarly de 2007-2012 era de entreter adolescentes. Com uma pitada menos dramática, mas divertida. A atual é de entreter adultos que estão na fase das responsabilidades, e que o mundo não é tão arco-íris. Então certa coisas que geravam magia na infância, hoje descobrimos a real.

Mesmo em 2012, a temática do programa já era mais adulto. Aliás a atriz estava com 19 anos e não mais com 14 anos.

Portanto o programa pode ser menos atrativo, ou menos ‘colorido’ ou até mal encarado para alguns. Comparem os programas antes e depois:

  • Full House vs Fuller House
  • ICarly (2012) vs ICarly (atual)

Vejam um filme que temática infantil:

Caça-fantasma. Sim ele tem temática infantil. Apesar da comédia deixar tudo mais leve. Estamos falando de um filme que tem o mesmo conceito de Sobrenatural, REC e Exorcista. Os caças são exorcistas. Mas a ideia é menos temerosa. Se tirarmos a comédia teremos um filme mais ‘sombrio’. Compare os filmes de 1984 e 1989 com a versão de 2020.

Os dois primeiros são mais inocentes. Este último já bate em uma questão mais madura.

E para concluir, Chaves continua sendo um dos melhores seriados. Bom que as produtoras entendessem, que a comédia não precisa ser pesada para ser boa.

Nota sobre Elfos

Elfos série Norueguesa que fez sua estreia no canal de streaming Netflix combina elementos natalinos da cultura dos Balcãs com um terror que lembra Labirinto do Fauno. A trama do filme espanhol entrelaça duas narrativas paralelas, um que se refere a um evento de guerra com um encontro inusitado de uma menina com um mundo mágico, que contrasta com um mundo em guerra.

Compreendo que muitos filmes de origem europeia gosta de contar histórias com um toque Shakesperiano Lovecraftiano. É confuso para muitos e um doce lar para outros. Em média as pessoas fogem de filmes que não fazem muito sentido. Em Elfos já começamos com um sacrifício de uma vaca, cada episódio beiram aos 20 minutos, temos pouco no primeiro episódio, temos menos ainda no segundo episódio, com outro sacrifício de vaca no final deste.

Tomo como nota, porque eu desisti de ver a série que não posso classificar como horrível pois não estou considerando o que se concluiu dela, mas a narrativa é arrastada, os fatos acontecem ora rápido ou lento, o que deveria ser lento mais explicativo é rápido e sem muita base de noção, o que é lento não parece fazer parte de um contexto significativo para história que é certas cenas de interação da família.

Sou muito adepto de histórias que saibam fazer uma boa introdução, mas também sou paciente com outras que não são tão boas, o que me fez ir embora, é que Elfos é uma série que gosta de matar animais sem ter muito o que oferecer, diferente da cena inicial de Jurassic Park em 1993 que de fato usa uma vaca para alimentar um Veloceraptor, que naquela altura, não sabíamos que era um.

Observação pessoal sobre expectativa de filmes Dinamarqueses e Noruegueses:

Pessoalmente não sou um expectador frequente de filmes Suecos, Dinamarqueses, Noruegueses e de produções ali próximas, gostaria de ver mais. Os poucos que assisti foram muito bons como a Onda 1 e 2 (não é o filme Alemão), é um sobre uma montanha que desmorona e que provoca uma tsunami.

Vi The Rain, que gostei da primeira temporada, a segunda já começou a se perder, a terceira apesar de não ter muito o que falar de bom, eu gostei do desfecho. Eu senti, devo ter tido uma impressão apenas, que na terceira temporada a produção já queria terminar logo.

Outro que é um pouco parecido com essa ideia é a série Ragnarok. Que traz a possível reencarnação de Thor nos tempos atuais. A montagem une Crepúsculo com produção nórdica (nesta altura esqueci que de de país foi). Não é exatamente um gênero que gosto, mas aprecio. Mas até para os padrões de Crepúsculo, a série é muito lenta e pouco expositiva. Você tinha muito das aparições dos vampiros, que ainda fosse um gênero drama romance e não suspense, do que nesta série.

Mas não são filmes ruins, apenas que o que observei é que essas produções gostam de contar interesses locais, mostrar a geografia local e tradição local, mas que em muitos aspectos eles pecam em dramatizar o que já é drama ou acelerar o que deveria ter mais calma. A trama não é complicada de entender, só que se perde muito daquele gostinho de entender a ligação local-história-personagem que muito encanta nas séries e filmes.

Análise de Lost in Space: Vale a pena assistir?

Em 2018, uma nova adaptação da série dos anos 60 foi criada para uma versão mais moderna e com críticas sociais mais atualizadas. A mensagem simples era: Pioneirismo e família unida. O conceito da narrativa de Lost in Space lançado para Netflix segue abordagem de franquias como Stargate, onde os personagens são apresentados conforme a trama vai se desenrolando. E gêneros como drama, suspense e ficção são misturados entre os episódios.

Não é possível de antemão pensar em como a série pode ser boa ou ruim antes dela terminar. Como toda história, começo, meio e fim, são elementos importantes para uma análise fidedigna. E quando isso falo, é porque quero fazer entender sobre qualidade de trama e não do que acho de cada episódio.

Quando comecei a assistir a série em 2018, estava em repouso devido ao trauma que tinha sofrido em 2017 com Vingadores: Guerra Infinita, quando que naquela altura, filmes e séries pareciam não conseguir entregar um final no mínimo decente. Quando Thanos venceu a turminha da justiça, saí do cinema pensando que havia visto um filme de uma outra empresa que não a Marvel, no ano seguinte, acredito que depois de assistir a primeira temporada de Lost in Space, Thanos confirma sua vitória única.

Nos confins deste campeonato de pesos-pesados, eu não era um leitor de HQs da Marvel, mas um expectador leigo que até sabia que Homem-Aranha era Peter Paker e que era um personagem do estúdio. Mas não tinha detalhes de sua origem, que ano, que aparições, isso só foi mudar em 2020, quando adotei meu personagem favorito como Dr. Estranho. De lá para cá, tenho algumas dezenas de revistas físicas e digitais do mago supremo.

E na época da finalização da saga eu já estava inconformado como aqueles heróis todos foram vencidos pelo Thanos. E hoje após me tornar um leitor assíduo das histórias, noto a perceptível – “nerfada” dos heróis. E até percebo que depois de Wandavision o povo entendeu a presepada da Marvel. De repente ela é a mais forte da Marvel – ops. Mas depois não vale.

Pior é que quem se lembra, Thanos é morto por Wanda e Visão. É, em Wakanda. Mas por causa do Dr. Estranho, Thanos usa a jóia do tempo e evita a vitória dos guardiões da terra. Depois que notei eu percebi que tinha algum roteirista com raiva do mundo naquele dia. Mas tudo bem, o arrependimento coletivo faz até hoje pessoas elencarem listas de personagens mais poderosos para superarem também aquele trauma. Mas sinto muito, o personagem mais forte da Marvel, segundo a Marvel é Thanos.

E isso impacta meu ponto de vista para novas séries e filmes e também associado a outras experiências negativas. De lá para cá, não de 2017, já tem um tempo, que os roteiristas adoram matar herói e salvar vilão. Ou o final não é nem de perto feliz, é infeliz, horrível e um tormento. Quando vi Lost in Space, eu só concluí na época que tudo que é apresentado é até aceitável, é bom, é surpresa. O problema não é ali. É depois, no final.

Primeira e segunda temporada eu achei, assim, particularmente maçantes. Mas não chatas. Apenas poucos episódios para colocar muita trama. Eles podiam ter dividido isso. Mas tudo bem. E quando deu a cena final da segunda temporada, eu já senti na pele o seguinte. E para isso vou descrever o que era o último episódio.

Quando finalmente tocaiados pela raça artificial de Robôs, a família Robbinson e os seres humanos pioneiros de Alfa Centauri, precisam separa-se de seus filhos, afim de assegurar sua sobrevivência e para isso, os adultos seriam a isca. Quando Judy vê a Fortune, bateu em mim a seguinte conclusão. Danou-se. Por quê? Quase nenhuma série atualmente, e digo há uns 15-20 anos, não tem conseguido fechar ou dar uma conclusão ideal. Ou nem dá.

Então até aquela altura não tínhamos:

  • Que Robôs são esses?
  • Por que o Robô se tornou amigo de Will Robbison?
  • Como eles resolvem isso tudo e chegam a salvo em Alfa Centauri?
  • E como responder em uma e última temporada o mistério da Fortune?

Normalmente nenhuma série ou filme tem conseguido responder uma questão. Imagina tantas assim? É o que eu critico muito o Stranger Things. Em três temporadas nada foi explicado. E era previsto em 2016, ter 4 temporadas. E agora já se fala em 6 temporadas. Muito se aplica a ideia de sucesso neste caso, ao meu ver, se aplica desorganização dos roteiristas, então são 2 temporadas à mais para corrigir a burrada.

Quando terminou a segunda temporada e antes de ver a terceira eu já supôs o seguinte – o foco vai ser 97 crianças. Ou seja será um The Society (série cancelada do Netflix), Between (idem). Concluí na cabeça, vai virar série Teen e drama no último? Mas estava convicto de ver, porque queria terminar a série.

Mas me surpreendi. Acho que é a primeira vez em muitos anos que vejo uma série conseguir fechar todas as questões, de forma lógica, nem foi forçada. Tinham deixas e ganchos por toda a série que permitiu as respostas. Resolveu cada uma, ou seja nós ficamos sabendo:

  • A origem dos Robôs;
  • Visita do planeta deles de origem;
  • A preservação do elenco principal vivo;
  • O paradeiro da Fortune;
  • O reencontro do pai biológico de Judy;
  • A integração disso a família atual dela;
  • Porque o Robô ficou aliado do Will Robbinson;
  • E um final explicando o que aconteceu após tudo.

Foram 8 episódios, 6 para amarrar as respostas e 2 para solidificar isso em uma espécie de testamento. Recentemente eu assisti Lockey and Key segunda temporada, que é bem possível que eu deixe de vê-la e nem termine – existe ali uma desaceleração da trama. Lost in Space, foi maçante, mas cada temporada ligava de ação-ação.

E as séries atuais, tais como Stranger Things, Lockey and Key, de uma temporada para outra é ação-drama e digamos um outro elo, drama teen-suspense. Essa quebra mata parte da série. Você não quer começar do zero. Você já está correndo uma maratona. Começar do zero…é desanimador. Mas não é isso que me fez já desistir de Lockey and Key. O que me fez desistir, foi que na primeira temporada você tem uma série de ficção científica e drama. Digamos 90% de um e 10% de outro.

Na segunda temporada, você tem Drama Teen, Drama Adulto, Romance, ação e ficção. Mas a proporção é bem reduzida, e na ordem que está, é como é trabalhada na série conforme os episódios vão passando. Então Lockey and Key (raiz) não existe na segunda temporada como predominante, e sim no primeiro episódio parcialmente e nos últimos 2, mais parcial ainda.

Drama Teen, Romance – 98%, Drama Adulto 1% e 1% dividido entre ação e ficção. Não é exagero. Eu mal me concentrei na trama. Precisava voltar para entender, porque me deixou muito cansado. Na primeira temporada eu mal pisquei o olho. Mas se engana que é ruim. Só que não era um Drama Teen.

Lost in Space foi uma lição para as produções atuais. Conseguiu fechar, porque tinha uma diferença. Tal como Orphan Black, outra série que conheci por ter usado o mesmo método de trabalho. A segunda série é Canadense e protagonizada por Tatiana Maslany que será a Mulher-Hulk. Ela é uma atriz incrível. E sua atuação nesta série de 5 temporadas é impressionante.

Mas a série só fez sucesso, porque ela já estava escrita há muito tempo. Muitos pensam que séries são escritas todas de uma vez só. Mas a grande maioria usa um método utilizado – “Roteiro do momento”. Você escreve a história segundo a preferência do público. Normalmente não vai dar certo. Não vai fazer sentido algum. Alguns personagens vão ser descontruídos, o gênero da série vai mudar (Ficção para Drama, por exemplo) e outras incongruências.

Orphan Black foi escrito cinco anos antes e cada temporada. Ou seja, já se sabia como iria terminar a série. E cada episódio foi gravado cada ano. Mas com o roteiro e a estrutura já definida. O público, a tendência não redefiniu nada. O que comprovou a conclusão amarrada no final. As questões foram respondidas. E cada temporada fez questão de realizar este desfecho sem problemas.

Lost in Space, tem alguns flashbacks que foram gravados em 2018, e foram só usados na última temporada. Não fosse o roteiro amarrado e notoriamente perceptível, isso é uma outra prova que a produção já fora toda construída antes de ser aceita no Netflix.

Parte do que muitos criadores de séries, documentários, filmes, conteúdos reclamam é de serem pegos desprevenidos por cenários. Como nosso caso, a Pandemia. Mas muitas produções continuaram. O que comprova que muitos não fizeram nenhum planejamento. E sim, planos reconhecem a possibilidade de cenários inesperados, inclusive os mais improváveis. Quem não tem costume de fazer, acha isso no mínimo uma audácia.

Em 2018, a série Lost in Space foi anunciada para ter apenas três temporadas. E lembro que até recentemente, em data de pré-lançamento da última temporada, veículos jornalísticos e comentários de usuários pelas Redes Sociais usavam o termo – “Cancelado”. E aqui para finalizarmos essa conclusão da série e dessa questão, vamos lá.

Cancelado é muito utilizado quando a série é interrompida. Não é um termo correto quando você concluí uma história. Porque cancelamento significa que você interrompeu a linha de conclusão. E há séries que apesar do final não agradar, não foram canceladas.

Cancelamento significa que o final não teve resposta ou não teve final para ter uma resposta. É o caso em fase inicial do Sense 8, que depois teve um final. É o caso das séries The Society, Between, Daybreak, I am not Ok with this, Nevoeiro.

Mas não é o caso de Lost (apesar do final não agradar), Game of Thrones, The Walking Dead, Arquivo-X, Buffy A Caça-Vampiros e assim vai.

E por fim, a conclusão da análise.

Eu fiz muitas comparações, porque é uma surpresa que tenha terminado com algum sentido. Cada um de vocês vai determinar se as respostas foram satisfatórias. Não que tenha tido lógica. Elas tem contexto e justificativas. Mas é uma série que conseguiu entregar o que prometeu. E como eu vivemos aí, neste período, algumas experiências pouco ideais de satisfação, eu já esperava que essa série terminaria mal.

Mas deixei a mente um pouco aberta. Mas só um pouco. Gostei tanto dela, que estou à procura do Box. E veja bem, eu não sou nem um pouco fã da série Perdidos no Espaço, a versão dos 60 eu nem vi. O filme de 1998 lembro vagamente, mas eu considero que essa série podia ser chamada de qualquer nome, porque Lost in Space é até característico.

Eles ficam perdidos no espaço, mas une Star Wars com Star Trek (causou um infarto em alguém aí?), esqueça as rivalidades, pense nas qualidades desses universos. Star Wars a filosofia daquele universo, dos Jedis, dos conflitos, das questões políticas e de Star Trek a federação, o pioneirismo, a exploracação, os conflitos com novas raças.

E ainda une outros temas que envolvem críticas sociais, inteligência artificial, novos parâmetros de classificação do que consideramos vivos, valores familiares, famílias tradicionais e modernas e claro, o herói vence. É uma mensagem que pode muita vezes ofender algumas pessoas hoje em dia, mas dentro da série, conseguiu elaborar que é possível termos esse nível de conflito, mas no final, termos uma progresso como sociedade.

E não há saltos nas três temporadas. Eles conseguem fechar toda a trama, evoluindo os personagens, e fazendo sentir que são humanos em uma situação atípica, mas que tudo com algum esforço, vai dar certo no final. E apesar de que os colonos, parecem ter alguma sabedoria que os Robbinsons estão sempre em encrenca, a série consegue remover o estrelismo do protagonista.

Não é negativo isso. É bom. Cada Júpiter, nave, era pertencente à um grupo. E cada um fazia um intenso trabalho para atingir os objetivos, que no caso deles, era de chegar na Alfa Centauri. Então cada um deles tinha um valor na série. Claro que o foco é nos Robbinson, mas eles não são os SUPER PODEROSOS que mantém todos vivos, na verdade, todos são hábeis, então eles só fazem parte da aventura.

E nesta perspectiva, somos observadores desta família, e com eles percebemos os perigos. E nem mesmo assim somos ‘ejetados’ da consideração ESTRELA MAIOR, porque eles não os maiorais. Ao contrário, Maureen até falsifica e frauda a avaliação para o filho, Will, ir com eles. John é um pai ausente, Judy é traumatizada e muito rígida, Penny é um espírito livre e muito ligada ao conceito família e Will é um explorador destemido.

Mas nenhum deles perfeito. É uma série de ficção com o pé no chão, termina com terminaria se estivessem na terra. E demonstra que tudo pode ser construído se estiverem dispostos a fazerem. Então vale à pena? A este autor, recomendo que você dê a melhor chance do mundo à esta série.

Análise de Lockey and Key – 2 Temporada

LOCKEY AND KEY 2 TEMPORADA DECEPCIONA?

Baseado no jogo de Boardgames de mesmo nome, Lockey and Key surgiu com a premissa de contar a história de uma familia perseguida por uma tragédia, mas nada natural, de ordem demoníaca. A primeira temporada foi bem recebida em 2020 com uma mistura de ficção científica com drama, ainda que os episódios se arrastassem um pouco, não decepcionou em nenhum momento. O enredo ora era maçante porque queria apresentar a complexidade do universo Lockey and Key.

Ao ser compreensivo à isso sempre levo em consideração que cada autor tem uma forma de contar a história. Caberá ao público decidir se a história e a forma de contar valem a pena. Gostei muito da primeira temporada, mas não gostei da segunda. Porque há uma mistura de enredo papelão (vou explicar) com drama teen (vou explicar também) e com nenhuma resposta…então acho que a série se perdeu. Mas antes que você ABANDONE esta análise, não vou detonar os personagens e nem criticar a base do enredo como um HATER.

Assista também a análise que fiz por vídeo:

Acima no Canal da Junca Games faço um paralelo de transição das duas séries similar no tema, Lockey e Stranger, e como desandaram depois da segunda temporada. Mas aqui diferente do vídeo vou falar apenas desta série que deixou um gostinho amargo em que não curte muito drama adolescente.

Drama Teens são menos convidativos para mim. Mas não significa que dispenso totalmente. Acredito que o drama de alguma forma faz parte de qualquer história. Sem eles, não tem como nos conectar com as personagens. Mas todos entendem que o drama quando é predominante, somos obrigados a concordar que a história não poderia ser de ficção científica. Diferente na primeira temporada que você tem drama teen e drama familiar, ainda persistia aquela batalha da Dodge, os mistérios das chaves e apesar dos episódios serem lentos, ainda mesmo eram compreensíveis por ser a primeira temporada apresentando o conceito novo.

Mas não é desculpável que na segunda temporada tenhamos uma mudança de foco. Se você é adepto de drama teen talvez resista ao posicionamento. Mas não detestei, apenas não sou fã do gênero. Razão pela qual passei a maior parte dos episódios com tédio. Não sou uma pessoa que gosta de drama teen purista. E se você adora, Lockey and Key é sua série.

O que me fez comprar a ideia era a fantasia e o mistério, e na segunda temporada senti que parte disso não acontece. Acontece. Mas somos compelidos a seguir a ordem das coisas entre casais de adolescentes rompendo e reatando em cada episódio e de vez em quando a Dodge e sua assecla são flagrados bolando algo que é bizarro,..mas sem muito sal. Quer dizer o foco não era exatamente mais a fantasia e sim o drama. Neste quesito a série até se adapta bem. De ficção científica para drama.

As personagens adolescentes são o foco da segunda temporada, o mistério da primeira temporada, presente por lá, só começa a dar ar de graças no prelúdio do primeiro episódio, no quarto episódio, no oitavo episódio e no último episódio. O grosso mesmo acontece no último episódio. Mas são ‘aparições’. Pois cada episódio citado aí não é total ele que temos a fantasia do Lockey. Nós temos menções…bem pequenas.

A série na minha perspectiva ficou muito lenta devido à essa troca. Mais uma vez, se você é fã de drama teen, seu ponto de vista será ao contrário do meu. Que na verdade a história flui. Já que o drama estará em primeiro plano. Os segredos são revelados. Mas bem lentamente. E muitas vezes são apenas reafirmados. A novidade nos mistérios é bem pouquinha na segunda temporada. Também senti que os episódios que me chamaram atenção foi o da Aranha, o prelúdio do primeiro episódio e a luta (grande?) do último episódio.

Na primeira temporada, eu gostei de cada episódio. Gostei da transformação da Kinsey, das revelações da Dodge e do universo da Porta Omega. A sensação de ver a série era única. Mas a segunda temporada não senti a mesma coisa. Tive até dificuldade de maratonar, pois os episódios eram muito…Barrados no Baile.

O último episódio é relatado com uma grande batalha. Não é bem assim. É um conflito bem pequenino para fechar a segunda temporada. E tem alguns furos no roteiro que não consegui compreender. Alguns personagens que se foram, vão voltar, mas sem muita explicação. Há atuações meio…burras. Não dos atores. Mas das personagens. Essas atuações burras são propositais quando o objetivo não é focar no duelo, ou seja a série não tem investimento em ação ou aventura, o foco é claramente nos relacionamentos, que é o que segunda temporada mais deu ênfase.

Os personagens mesmo não gostando de drama, senti superficialidade. Porque os relacionamentos eram são sempre complicados. As pessoas tentam se reafirmar com elas mesmas ou na relação. Então esse conflito é até um dos motivos que me faz ter interesse em dramas, mesmo teens. Porque os conflitos são algo muitas vezes presentes então nos identificamos ou identificamos em situações próximas.

Mas não vi muito dessa complexidade na série. Senti que os roteiristas quiseram dar um ar de drama, mas não sem aprofundar muito. As personagens não pareciam ter alguma relação entre si. Na primeira temporada você sente que a Kinsey tem um interesse, mas na segunda temporada, ela parece mais casual. A mãe na primeira aparece bastante, na segunda temporada mal aparece. Dodge só surge em sua forma original em poucos momentos da série. E o desenrolar dos eventos é muito parecido com programa infantil…não tem muita explicação.

É como uma passagem simples. Dodge é má. Dodge é vencida. Heróis comemoram. Essa forma de descrever deixa por alto que entre o drama teen e aventura da ficção científica ficam muito de lado na segunda temporada. E há alguns detalhes que fiz muito encucado porque me parece que eles não soltaram todos os episódios para gente, como se fosse o Snyder Cut, tem muita coisa que ficou sem contexto. Um filme super cortado dando a entender quase nada. Então mesmo não aprovando essa mudança de gênero da série, de ficção para drama exclusivamente, mais do que isso, é que a série ficou meio sem sentido.

AS COISAS SEM SENTIDO.

(ESSA SEÇÃO CONTÉM SPOILERS)

A Ellie na primeira temporada foi jogada sem querer no portal ÔMEGA o que fez com que os personagens na segunda temporada ao descobrirem o fato sintam remorso. Até então ela teria morrido. Mas sem muita explicação, após um desabamento na caverna com a presença da Dodge e sua assecla Eden (ela foi possuída pelo demônio no final da primeira temporada), a Ellie volta com vida ainda na forma da chave identidade da Dodge.

NÃO É EXPLICADO PORQUE ISSO ACONTECEU. Talvez terceira temporada? Mas senti ser bem aleatório essa história. Dá para supor que essa passagem foi inserida no roteiro de última hora porque você não tem uma construção na série nem do que se trata a porta ômega.

A Eden foi tomada pelo demônio, mas como não sabemos muito dos habitantes da porta ômega, não sabemos que tipos ou classes de demônios se trata. Será Dodge um demônio supremo ou um inofensivo diabrete? A relação da Eden e Dodge durante a série é que parece serem do mesmo nível de poder. Mas fica por alto também. Uma vez que não parece um temer o outro, embora a Eden demônio acue algumas vezes.

Erin é uma das guardiãs das chaves que aparece na primeira temporada. Devido a chave da cabeça ela ficou presa em sua própria mente. Na primeira temporada isso não foi explicado. Nossa suposição nos fez interpretar que a Dodge tenha sido a culpada dessa condição. Mas na segunda temporada, eles conseguem liberta-la dessa situação após 20 anos.

A EXPLICAÇÃO OCORRE, MAS É MUITO BANAL. Erin não ficou presa em sua cabeça devido uma falcatrua da Dodge. Foi porque ao estar na mansão Lockey quando adolescente, ela havia acessado sua mente com a chave da cabeça na sala da casa. E a empregada ao ver a menina parada e uma porta solta no ar, ela a sacode com a chance de chamar sua atenção. A chave acaba caindo da sua nuca e ela fica presa na sua própria mente por 20 anos. Esse segredo é revelado por um rápido flashback.

Rufus tem uma excelente participação na primeira temporada. Mas na segunda temporada devido o sumiço de sua mãe, Ellie, ele acaba indo para o Alaska. Mas suas participações se resumem a praticamente fazer um reencontro com sua mãe no final da temporada.

Sam Lesser é o assassino Rendell Lockey. A existência dessa personagem na primeira temporada junto com a Dodge e as descobertas das chaves criam um elo entre ação\aventura e magia com o drama que de vez em quando surgiam. Com a morte de Sam devido o uso da Chave Fantasma, ele aparentemente teria saído de cena. Mas ele surge na segunda temporada como um aliado e inclusive trabalhando com o ancestral da família Lockey.

SEM EXPLICAÇÃO E NENHUMA NOÇÃO. Sam Lesser ao contrário da Eden não era um demônio. Mas trabalhava para Dodge. Como era uma pessoa muito solitária, a demônio aproveitou em confundir sua cabeça e o fez matar Rendel atrás da chave Ômega, que aparece na segunda temporada. No primeiro ele era um assassino com alguma consciência. Já que acreditava que suas ações eram levadas por um senso de dever. Ele foi morto após usar a Chave Fantasma, e eles o prenderem do lado de fora. A cena final mostrava um Sam satisfeito voando em forma espectral do lado de fora da mansão.

Na segunda temporada ele volta como um aliado da família Lockey. Aparentemente era um residente do cemitério da família. Embora a série não demonstre qualquer requisito que se deve ter para ser inquilino do lote, não parece muito lógico que um assassino do membro da família Locke e guardião das chaves, tenha algum direito neste quesito. O ancestral que ali reside entende e reconhece a Dodge mesmo com a forma do Gabe, então ele saberia que aquele que ali está já foi soldado dela. Por quê aceita-lo assim? Lembrem que além de matar Rendel, ele quase matou a família momentos depois.

Duncan é o irmão mais novo de Rendel e os tios de Kinsey, Bode e Tyler. Na primeira temporada foi revelado que ele não tinha memória dos acontecimentos porque ao presenciar o assassinato de Lucas, os guardiões, naquela altura, adolescentes, preferiram o fazer esquecer. Então guardaram suas memórias em frascos de vidros enterrados no cemitério da família. Até na primeira temporada, ele chega a acessar parte dessa memória, mas logo esquece. Na segunda temporada, ele volta a ter contato com essas memórias e por fim consegue reacender a memória de 20 anos atrás. E lembra inclusive que ele forjou (criou) uma das chaves, a mais importante, a chave ômega.

ROTEIRO SEM NOÇÃO. Duncan na explicação da primeira temporada foi apenas um desafortunado adolescente que presenciou seu irmão mais velho matando o amigo de infância, Lucas. Que seria na verdade a Dodge. Então devido à isso eles apagaram sua memoria. Fim da explicação. Senão fosse pelo fato dele ter sido o responsável por criar uma chave que teria sido a responsável por criar uma “porta” na fenda. Na segunda temporada é explicado no primeiro episódio, que alguns soldados em 1700 haviam descoberto em uma parede oca uma espécie de vácuo. Até o tempo da juventude de Rendel, o vácuo ficava aberto o tempo todo, depois é que a porta foi criada, mas por Duncan.

Esse fator de esquecimento do irmão mais novo, apagou também da história, que os Lockey tinham o poder de forjar as chaves com o seu sangue. Não é explicado na série porque eles conseguem fazer isso. A pergunta que paira é, porque Rendel apagou a existência de que os próprios Lockey tinham o poder de criar chaves e detê-las, se isso poderia ter evitado inclusive a existência de uma segunda onda da Dodge anos mais tarde.?

Na série, existe um fator de que adulto não consegue reter a informação relacionado ao ômega, as chaves, dodge e da natureza desse tipo. Nem na primeira e segunda temporada é explicado porquê. Tanto que os únicos que se lembram dos acontecimentos são os guardiões das chaves. A mãe, Nina, Duncan ou qualquer adulto local não retém a memória. Na primeira temporada, após Nina ficar presa em uma realidade de espelhos, pouco tempo depois não se lembrava da situação.

Na segunda temporada, Tyler e sua namorada Jackie estão começando a ir para idade adulta, que seriam os 18 anos. Então Jackie começa a se esquecer das experiências que teve com as chaves. Tyler tenta de tudo. Inclusive forjar uma chave, aí eles descobrem que a família Lockey eram os criadores das chaves, para fazê-la lembrar dos fatos.

EXPLICAÇÃO APENAS PARA TIRAR DA SÉRIE. Esse fato não parece ter algum sentido na série. Só apenas para concentrar em personagens infantis ou adolescentes. Só pode. Os adultos na série, em especial na segunda temporada, parecem fazer parte de uma série do tipo Gilmore Girls, no caso da Nina e seus affairs que se dividem entre dois pretendentes. E claro, quando se quer ter um personagem da série podem usar essa desculpa…efeito.

Em determinado momento da luta dos Lockeys contra a Dodge eles descobrem por um milagre que mesmo a Dodge usando as chaves ao seu favor, eles podem anular suas ações e usas contra ela. E apenas no último episódio da segunda temporada. Essa descoberta só foi possível, mas sem muito apelo narrativo e descritivo, depois que eles forjaram uma chave que pudesse exorcizar os demônios das pessoas. Em em parte porque a Jackie, namorada de Tyler, havia sido possuída.

CONVENIENTE DESCOBRTA SEM NOÇÃO. Como devem saber isso acontece no último episódio. Quando encurralado, Kinsey e Scot, este usando a chave do Hércules, a primeira a chave que lhe dá um par de asas, são atacados por pessoas controladas por Dodge, naquele momento eles descobrem que poder anular os comandos da Dodge. E mandam os soldados atacarem a Dodge. Nem na primeira temporada e tampouco em toda a segunda temporada isso é uma verdade óbvia.

CONCLUSÃO.

A série Lockey and Key demonstrou na primeira temporada uma bela adaptação de um conto da fantasia e ficção com drama familiar. Ainda que houvesse relacionamentos típicos do drama teen, o enredo contava com reviravoltas e muitos momentos de conflitos e segredos revelados.

Mas na segunda temporada com parte dos problemas resolvidos. Dodge sumida, Sam morto e 3 meses de hiato de qualquer problema, o enredo enraizou em uma vida mundana que começou a investir demais em uma série sem os elementos da primeira temporada. Ainda que fosse válido que o relacionamento de adolescentes fosse uma chave para dar gás a temporada, também o drama teen não foi suficiente já que existia superficialidades até mesmo neste ponto.

Quando ocorreu o clímax da série, em momentos diferentes foram revelados respostas sem muito sentido aos acontecimentos da primeira temporada. Há claras inserções de fatos nos roteiros de última hora. Algumas explicações não fazem muito sentido. Pelo lado da ficção científica ficou muito a desejar.

Do lado do drama familiar, foi bem esquecido e apenas mencionado nas memórias reacendidas de Duncan. Que só acontecem em raras ocasiões da série.

Do lado dos relacionamentos também é bem superficial. Porque há uma clara intenção de mostrar o pós-acontecimentos da primeira temporada e os impactos das personagens em absorver tudo aquilo. Mas o tempo que eles levam para sacar que há algo acontecendo de errado leva mais de 80% da série, e em dois episódios ele revelam os segredos universo o que demonstra um trabalho bem mal feito na segunda temporada.

A segunda temporada eu dou nota 4.0 de 10.0.