Análise de G.I Joe: Retaliação

A volta do Cobra.

G.I Joe Retaliação - Kinoplex Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

G.I Joe Retaliação – Kinoplex Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Cobra foi preso na prisão secreta e pelo grupo especial denominado G.I Joe. Anos mais tarde uma nova ameaça com uma nova arma altamente destrutiva chamada “Zeus” que dispensa o uso de força nuclear, sim gravidade. Um verdadeiro ponto cômico é as piadas que a Cobra faz o ditador da Coréia do Norte.

Imagine a tensão de todos os países do mundo lançando bomba atômica ao mesmo tempo. Acredite, esse filme supera o outro em tudo. Ação e comédia, mais ação. Muita mais ação. As cenas ninja nos fazem pensar porque é que não tem nenhum filme atualmente apenas de ninjas?

A atuação impecável de Bruce Willis dá o verdadeiro ar engraçado do filme. Ele rouba a cena, apesar de aparecer pouco. A sensação é de que estamos vendo um filme totalmente novo. Quem não se lembra do primeiro, nem vai sentir muita falta. E nem necessidade de vê-lo novamente.

Elenco.

Crítica.

Se você espera ação concentrada, então repense. Você nunca viu ação concentrada antes. G.I Joe – Retaliação une elementos de guerra ao terror, a soma de todos os medos, teoria da conspiração, transformers e duro de Matar. Nada como uma pitada de humor mesmo a situações bastante verídicas.

Somando tudo que sabemos de Bruce Willis, Dwayne Jonhson, Jonathan Pryce, Arnold Vosloo e Joseph Mazzello eles fizeram um filme do ano em ação.

Mundo Pauta deu nota 8.5.

Mundo Pauta.

Texto/Fotos: Rafael Junqueira

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Análise de A hospedeira

A escolha da Peregrina e Melaine Stryder.

A Hospedeira - Kinoplex Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

A Hospedeira – Kinoplex Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Stephenie Meyer conhecida por seu fabuloso e sucesso mundial – ‘Crepúsculo’, lançou logo após o Amanhecer parte 1, o seu livro “O Hospedeiro” que ainda desconhecido do público – tratava-se de uma raça alienígena que tomava o lugar de seres humanos em autonomia do corpo e da mente. No entanto havia a resistência humana que era contra todo esse processo.

Essa resistência tinha nome – “Melaine”. Daí inicia-se uma história que trata exatamente a escolha de vida e morte. Sobrevivência e o da fator família. A alienígena alternando sua personalidade humana, ou talvez melhor descrevendo, sua vizinha humana. O seu corpo apenas uns ramos cristalinos brancos, ostentando seus mil anos.

Embarcam numa espécie de odisseia entre duas raças coexistindo no mesmo planeta. Nada se compara com os versos de Stephenie trazendo de Crepúsculo a mesma magia, luta e determinação que Bella Swan tinha para Melaine e Peregrina neste filme que pretende se tornar mais nova maravilha.

Elenco.

Crítica.

A primeira cena após um close do planeta terra do espaço, é a França com a visão a fundo da Torre Eiffel. Toda trama é feita baseada na luta entre duas raças. Uma que se diz ser a solução de todos os problemas, mas que fazia o sofrimento humano ser maior do que eles chamavam de brutos. Presos em corpos sem poder controlar, sem poder escolher. Presos no próprio corpo.

Mais uma obra prima de Stephenie Meyer. Mundo Pauta deu nota 10.0.

Mundo Pauta.

Texto/Foto: Rafael Junqueira

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Especial Mágico de Oz

Não há lugar melhor que a nossa casa – Dorothy (1939)

Mágico de Oz (1939) (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Mágico de Oz (1939) (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Em 1939 era lançado um conto mágico que eternizaria bordões como “Não há lugar melhor que a nossa casa” e “Voe Dorothy, Kansas aí vou eu“. A grande citação última fora reproduzida no filme Twister (1996) por caçadores de tornados, e o projeto de previsão de tornados se chamava Dorothy.

Também nunca fora esquecido o cachorrinho, Totó. O mundo mágico de Oz em recentes dias deu a origem do fantástico mágico das terras longínquas de OZ. Na nova versão – Oz – Magician and powerfull estrelado por James Franco no divertido papel de um mágico falastrão de um circo itinerante. A história no entanto se passa em 1905, e a segunda história se passa em 1939.

Não é exatamente um remake, é mais um prelúdio. E no papel da adorável garota Dorothy temos Judy Garland que o fez com apenas 17 anos. Ainda com efeitos bastantes simples e com uma transformação fantástica de preto e branco em colorido, a história do mágico de oz torna-se lendária, mesmo para os padrões atuais de tecnologia.

O verdadeiro sentido do tornado em Kansas.

Mágico de Oz (1939) (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Mágico de Oz (1939) (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

O incrível mundo de Oz, lembra muito o mundo imaginário de Dr. Parnassus, um típico deus do seu próprio paraíso e inferno. Naturalmente que criar um mundo fantasioso como Oz numa versão cinematográfica pode ser simples, mas sua concepção ou seja seu impacto real é maior do que se mostra.

Em 1939 temos uma menina que enfrenta típicos medos da adolescência para se tornar uma mulher. O mesmo acontece com Sarah (Jennifer Connelly) em 1986 com Labirinto. A expressão utilizada é usar pontos que definam uma emoção abstrata para a concreta. O homem de lata sem coração (a frieza do mundo), o leão covarde (o símbolo conhecido de segurança mais ainda sem sua definição de galhardia e ousadia) e o espantalho sem miolos (apesar de manter afastado qualquer perigo por ser um espantalho, ele não continha cérebro para pensar)

Não é o que queremos provar que somos valentes, intelectuais e usufruir da vida? O tema do filme é justamente enfrentar o medo, e se transformar numa pessoa adulta. Um tornando de emoções por assim dizer. E tudo parecia mais confuso na realidade do que no mundo fantasioso de sua mente. O mesmo tema fora explorado da mesma forma por Alice no Mundo das maravilhas, em suas diferentes versões para o cinema. Tanto a mais atual. Que demonstra essa “passagem” de menina para mulher adulta.

O mesmo aspecto abordado em Peter Pan, em relação ao menino e a Wendy Darling.

Frank Baum um fracasso no teatro, mas um Tolkien de 1856.

Lyman Frank Baum (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Lyman Frank Baum (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

O criador de Oz, o verdadeiro mágico. Tão comum como o próprio. Ele tentou se aventurar diversas vezes como ator de teatro, e sua maior ruína em vida. Terminou sua vida encostado em milhas de dívidas, e ainda mais doente e esquecido. Não foi um esquecimento muito divulgado, muito pelo contrário. Sua vida não se retratou como a Dorothy, um tornado literalmente.

Ele dedicou sua vida inteira a escrever contos de Oz, descreveu habitantes, terras. Tais como Tolkien o fizera. Suas obras eram particularmente voltadas ao fantástico mundo de Oz, título originalmente de sua criação. Ele fez outros manuscritos sobre outras publicações que não faziam parte da história.

No entanto seu nome não é tão conhecido quanto a da própria atriz Judy Garland, seu nome foi esquecido. Suas obras continuam eternas. Talvez fosse o objetivo dele? Ninguém nunca irá saber…será?

Expressões é o que o cinema é.

Por trás das cenas de Mágico de Oz (1939)(Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Por trás das cenas de Mágico de Oz (1939)(Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Ainda é defendido pela antiga escola que cinema é expressão. Expressão? Como assim? Por falta de tecnologia e por tradição teatral, o cinema rebuscou a expressão facial para demonstrar a emoção sentida. Era tão normal mostrar pavor ao focar nos olhos, e deixar todo o resto coberto por uma leve sombra.

Há quem diga que a expressão ganhou outra forma de ser realizada, e a outros que o cinema tradicional morreu. Em 1939 o close na face, a passada de câmera eram soluções alternativas de mostrar o ponto da questão. O que os personagens estão sentindo? Mesmo assim o cinema era e é muito mais artificial que uma peça de teatro. Por assim dizer até mesmo os que adoravam cinemas mudos e preto e branco se deliciavam com figuras baseadas em cortes de câmeras, e não na naturalidade.

Essa mesma vista em Hobbit, a gravação feita a 46 quadros fez com se torna-se algo mais…real. A natureza de 1939 no quesito tecnologia impedia que o parecia ser “arte” era mais do que arte. Toda arte é criticada, muitos diriam que arte neste ponto é uma espécie de arte cult. Na verdade é apenas intolerância do expectador. Não existe um padrão de arte. Se hoje poesia é naturalmente estruturada, também podemos definir que uma bela poesia pode ser aquela que não tem forma. Ou seria anti-arte pensar assim?

O estilo tradicional de fazer filmes com necessidade de efeitos como simular um tornado exigia mais da expressão devido a ineficiência de criar um tornado que fosse real, mas não desse ao telespectador que fosse falso. É claro que sabiam. Mas ver que é falso seria uma quebra da magia. A regra que não pode ser quebrada é matar a magia da artificialidade.

Então era comum que a expressão fosse valorizada. Atualmente com a tecnologia mais avançada, a expressão não foi banalizada ou banida. Ela ganhou um novo nível. O Mundo Pauta analisou filmes antigos e atuais, e percebeu que a expressão continua lá. Só que só mudou a forma de como ela é realizada. Mas o impacto é o mesmo.

O Mágico de OZ de 1939 continua sendo particularmente a sua própria lenda. Não porque conseguiu criar efeitos ou expressões. Porque era uma obra de apreciação além de atuação. O quão seria maravilhoso aquele mundo. Vastas perguntas, tornaram possível o cinema que temos hoje. Como recriar este mundo tão ricamente? Temos alguma resposta, talvez a não ideal, mas para este momento ela é mais que ideal.

Nasceu então a famosa frase -“Não há lugar melhor que a nossa casa“. dando é claro rumo a paródias. Como Spaceball de Mel Brooks em 1987 e o Mágico de Oroz pelo grupo comediante Os Trapalhões em 1984.

Confira aqui em inglês um making of de Wizard of Oz de 1939.

Mundo Pauta.

Texto: Rafael Junqueira

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A lenda do Lobisomem

Saiba mais sobre a lenda do lobisomem.

A lenda de lobisomem (foto: Internet)

A lenda de lobisomem (foto: Internet)

O lobisomem ou a lenda de Manitu nasceu na Europa no século XVI. Chegando no Brasil com os colonizadores portugueses. Consiste numa mistura de humano com lobo. Para muitos fanáticos por RPG, a famosa maldição da licantropia atraia aos jogadores que podem se transformar nestas criaturas da noite.

Como virar um lobisomem?

Remo Lupin como cachorro (Foto: Internet)

Remo Lupin como cachorro (Foto: Internet)

Por infecção ou herança familiar.Tudo indica que ao virar um lobisomem começam a surgir vantagens. Como super audição, tato e olfato, força sobre humana.A maioria se transforma com lua cheia.

Como matar um lobisomem?

Balas de prata (Foto: Internet)

Balas de prata (Foto: Internet)

O único artefato capaz de matar lobisomens é com o uso de algum material de prata. O mais comum, são as balas de pratas. Não há uma explicação para o seu uso, mas recentemente, nos estudos de engenharia de software o termo bala de prata se refere á uma solução definitiva.

Lobisomem no cinema.

Lobo-Madruga (Foto: Internet)

Lobo-Madruga (Foto: Internet)

  1. A saga Molusco Anoitecer (Mundo Pauta – Nota 4.5)
  2. A garota da Capa Vermelha (Mundo Pauta – Nota 9.1)
  3. Anjos da Noite a Rebelião (Mundo Pauta – Nunca viu, mas a música é 10.0)
  4. O Coronel e o Lobisomem (Mundo Pauta – Nota 6.5)
  5. A quadrilogia os Garotos perdidos (Mundo Pauta – Nota 7.0)
  6. Lobo (Mundo Pauta – Nota 9.8)
  7. Lobisomem (Episódio Chapolin – Nota 9.0)
  8. Contos da Cripta (Nota 5.5)
  9. Supernatural (Mundo Pauta nunca viu)
  10. Van Helsing (Mundo Pauta – Nota 9.8)
  11. Harry Potter (Remo Lupin – Nota 10.0)

Nome esquisito: Licantropia.

O que é Licantropia? (Foto: Internet)

O que é Licantropia? (Foto: Internet)

Do Grego a palavra licantropia que vem do likantropos que é likan ‘lobo‘ e tropos ‘humano‘. Na psiquiatria, a síndrome licantropia faz um indivíduo pensar que esta se transformando em um animal. Na Europa, em tempos remotos, licantropia era uma estratégia militar utilizada pelos soldados Sérvios, que consistia em abrigar-se nas montanhas durante a noite, e armar um ataque surpresa, como se fosse um lobo á espreita.

Além da definição psiquiátrica pelo termo que faz uma pessoa pensar que está se transformando num animal, existe uma forma física de doença que é transmitida através dos genes, que é identificada pela Porfiria, que transforma o comportamento em agressividade pura e ocorre mutação polifórmica (deformação) que se assemelham com lobos humanos.

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Os superpoderes do Superman

O último filho de Krypton e seus poderes.

Poderes do homem de aço (Foto: Internet)

Poderes do homem de aço (Foto: Internet)

Ka-lel, o então, último filho de Krypton ao ser criado em 1938 tinha como argumento obter os poderes do sol amarelo do sistema solar. Lógicamente que Jo-rel um sábio cientista suponha que isso viria acontecer dando uma chance ao filho ao qual os kryptonianos nunca pensaram em realizar. Se fossem morar em Marte teriam a chance de serem superpoderosos.

Mas isso, claro, nunca se passou na mente deles. Vemos a jornada do então sobrevivente do planeta nas palavras de Zod – “Uma civilização há muitos anos perdida”. Quando assisti ao filme que trazia os slogan – “Você acredita que o homem possa voar” não pensei em nada do que poderia ser possível, ou apenas cinematográfico. Verei então que os leitores possam se enganar e pensar – “Ele pensa que o filme é baseado em fatos reais?”. Não. Mas usarei do argumento dentro da ficção, e não dentro da explicação.

O primeiro filme não em nada que possa dizer, isso não é possível. Mas no segundo eu li e ouvi falar que muitos acharam improvável que Superman fosse capaz de oferecer o beijo do esquecimento. Ou ainda o S do seu peito virando uma arma. Ou mesmo se projetando em vários lugares diferentes. E assim mesmo estes feitos pelo homem de aço foram duramente criticados. Mas ao criticarem estes feitos, esqueceram que já é um feito um alienígena com tudo parecido com o seres humanos, cair nos Estados Unidos e conseguir confeccionar uma roupa com os quase dizeres – “Eu sirvo a América do Norte”

Fortress of Solitude.

Relíquia de Krypton na Terra (Foto: Internet)

Relíquia de Krypton na Terra (Foto: Internet)

Passar o quê? 12 anos na fortaleza da solidão, aprendendo tudo sobre sua raça e o que iria fazer por ali. Parece um projeto perfeito. E ainda encaixar perfeito que o sol do sistema solar possa lhe oferecer poderes como raio-x, visão de calor, super sopro, sopro congelante, pode voar, ter superforça e ser invulnerável. E o mais incrível que é sua fraqueza, carregada numa pedrinha vinda de seu planeta. Ainda acho que seria improvável, já que me parece que a distância do planeta Krypton a terra era muita e muito distante.

Levaria acho eu milhares de anos que algum estilhaço de lá caí-se justamente na terra. Aliás lembro-me que Jo-rel optou por pegar um atalho para o filho, porque iria demorar mais tempo. Sem falar que Ka-lel cresceu bastante durante a viagem por dito atalho. Então esse seria um evento particularmente improvável de ocorrer. Mas todo KIT de herói inclui – PODERES / INIMIGOS e FRAQUEZAS. Superman não poderei decepcionar. E para a surpresa dos futuros fãs, não como as legiões aficionadas por Star Trek e Star Wars. Superman além de ser um alienígena igualzinho ao ser humano, e descolar em seus diálogos que esta ali para servir a américa, e não o mundo como se esperava.

Ele também não é só um superman. É um viajante do tempo. Peraí? Alguém se lembra do tema do primeiro filme? Vamos perceber que pelos eventos, Lois Lane estaria morta. E por uma incrível suposição, voar a uma velocidade extremamente alta no movimento contrário da rotação terrestre, conseguiríamos retornar eventos passados. Por que será que ele não pensou nisso antes? E o pior? O tempo só se passa na terra. O resto fica no tempo presente. Paradoxo completo.

Estudei até a pouco tempo sobre a lógica do absurdo. Se você prova que uma premissa gera uma conclusão absurda, tudo que vier dali é considerado altamente válido. Aliás, é um absurdo mesmo. Então ele só conseguiu voltar a terra no passado, a lua continuou no mesmo tempo. Digamos que ele voltou 12 horas. Todo mundo continuou a sua vida com 12 horas de avanço. Isso significa que a terra esta em desvantagem de 12 horas.

Um poder incrivelmente superior ao beijo do esquecimento. Imagine se fosse bastante corajoso e beija-se o Lex Luthor. Não ficaria bem para ninguém. Só para o Lex Luthor que se esqueceria deste fato. Mas se pensarmos que o Superman tinha este poder de voltar no tempo. Será que não poderia optar por voar na direção oposta do universo, fazendo com que a espiral galaxial volta-se alguns momentos anteriores, inclusive na própria existência da destruição de seu planeta.

Fico surpreso Jo-rel não saber isso. E ainda mais, não desenvolver uma tecnologia que fosse capaz de realizar este movimento anti-rotativo no próprio planeta ou no sol que ameaçava sua vida. Ainda assim teríamos a suposição que esse tipo de solução só funciona-se no sistema solar. Mas ainda teríamos a incerteza de uma coisa. Ninguém explicou como o Superman fez isso, logo temos uma incerteza de um evento que ocorreu num espaço altamente improvável de certezas.

Vemos porque em Superman Returns ele voltou com uma força imensa, mas capaz de levantar uma ilha até os céus. Mesmo ele conseguindo este efeito, penso que seria impossível eles simplesmente largar o pedaço de terra assim. A gravidade não puxaria a ilha de volta? Aliás estamos falando de um pedaço muito grande. Não estamos falando de uma pedrinha. Falamos de um mini-continente. Ainda sim é estranho que o Superman não tenha morrido com tanta kryptonita.

Jim, ele está morto.

Roteiro é um queijo suíço de tanto furo (Foto: Internet)

Roteiro é um queijo suíço de tanto furo (Foto: Internet)

Se estamos falando de uma continuação dos filmes de 1978 e 1980, estamos falando que o superman foi capaz de sucumbir a uma kryptonita do tamanho de um medalhão, ficar fraco e marinando na piscina subterrânea de Lex Luthor com um míssil com o alvo marcado o maior terremoto que poderia ter, e conseguir levantar um PEDREGULHO de Kryptonita além de ser é claro, esfaqueado com um fragmento preso em sua carne. Fico abismado como ele foi fraco em cair com um medalhão, e estar firme e forte, e VIVO com um continente todo.

Sabemos que o Superman Returns de 2006 é uma clara continuação de 1980. Lembram que Lois Lane e ele tiveram momentos íntimos na fortaleza da solidão? Dali nasceu Jason. E percebemos que sua promessa de nunca abandonar os Estados Unidos ficou com Christopher Reeve. Ele não só abandonou como deu chá de sumiço por 5 anos sem avisar a ninguém disso. Nossa. Além de superpoderes de quase um deus, o filho de Jo-rel também some sem dar uma explicação sequer.

Ele não tinha um compromisso com a terra? Parece que temos superpoderes bem supervalorizados do homem de aço. Não faço este texto uma crítica negativa. Mas faço que o roteiro de todos os superman criou uma brecha do quanto o herói é variavelmente poderoso ou fraco. Tenho a impressão que os roteiristas querem aproxima-lo de um ser humano a cada título que lançam. No primeiro ele parece destemido, mas logo mais surge um superman cada vez mais falível.

Não estou dizendo que criar uma carga emocional seja desnecessário. Mas estamos falando de um superman ou estamos falando de um ser humano que finge ser um superman. Não quero também dizer que alienígena tem que ser perfeito. Mas temos uma proposta excelente quando temos o primeiro superman. Mas o efeito de voltar no tempo nos faz pensar que se ele tem esse poder, quer dizer, rotacionar a terra no sentido contrário nem por meios ciêntíficos…estarei eu quebrando minha ordem de pensamento em não usar argumentos ciêntíficos e só apenas ficcionais. Estamos forçando uma barra muita grande. Bastava girar ao contrário da rotação e o planeta voltava no tempo?

Voltando a ato I.

O novo berço de Ka-lel (Foto: Internet)

O novo berço de Ka-lel (Foto: Internet)

Seria então prudente da parte do Superman e evitar um holocausto, ou o próprio holocausto? Temos que lembrar que o superman não só voltou no tempo, como também anulou a existência do míssil termo-nuclear ao voltar no tempo. O carro de Lois Lane havia sido engolido pela terra devido ao terremoto. Onde está o terremoto? Ele deixou de aconteceu. Onde está o míssil? Ele deixou de existir? Se ele deixou de existir? Os eventos que o precediam como aquela caravana de militares, a intervenção de Lex Luthor nunca existiram? Ou o Míssil deixou de existir assim…simples?

Não temos só um roteiro completamente furado, como temos uma inexperiência  – normal, de exploração desses poderes. Imagine que não temos um ensaio real do que seria vermos um superman salvando um avião em plena terra real que conhecemos. Como seria nossas reações? Será que expressaríamos medo ou adoração? Como seria esses efeitos? Não temos esses efeitos reais. O filme é recheado de argumentos exageradamente simples.

O que encanta é quando vemos o filme e percebemos que ele pode ser real. Um homem voar, uma visão de calor. Uma luta de titãs. A poderosa força de Ka-lel. Mas vemos um embotado e talvez, ao dizer que o roteiro poderia ter sido melhor explorado. Superman Returns segue de 1980 e exclui o filme de 1983 que ganhou um curso cômico. E o superman de 1984 com o intenso debate “Bombas Atómicas”. Sou um fã do super-herói. Mas este título eu desconsidero completamente.

Homem de aço.

Diferentes superman - (Foto: Internet)

Diferentes superman – (Foto: Internet)

Não espero expor aqui minhas críticas ao novo filme, não só porque não foi lançado. E nem porque vi qualquer trailer do mesmo. Só apenas fotos, e algumas que colocam o homem de aço algemado. Nada contra, e nem vou atiçar que estou revelando que seja uma bomba. Nunca é algo até que se prove o seu valor na exibição. Mas achei apressado demais substituir Brandon Routh por outro ator. Não me parece muito interessante brincar de jogo das cadeiras com o protagonista de um personagem que é altamente público, estamos falando de um carisma que é além de sua fama de super-herói e seus feitos.

Batman foi um jogo de máscaras de Michael Keaton, a George Clonney e Val Kimer. Nada contra, mas até digo, nada contra votar por novas faces. Mas acho que isso mata um pouco a personalidade. Não me prendo muito a só ao ator, acredito que o personagem ganha muito valor quando um ator mantém aquela tradição. Somos assim, acredito. Tradição. Imagine se o ator de Harry Potter fosse mudado? Talvez no segundo ano a partir não causa-se efeitos negativos. Mas seria naturalmente uma oposição se no terceiro ano fosse um outro ator.

Não vejo, e mesmo que queira ensaiar a mente pensando que poderia ser outro, Daniel Radcliffe sempre será o Harry Potter. Como temos uma distância imensa entre os filmes de 1980 á 2006, e a grande separatividade de gerações que adotam Christopher Reeve como o único superman ou apenas como um interprete acho que a escolha de uma nova identidade facial não seria um problema. Mas estamos falando de uma continuidade, não estamos?

Como Superman galgou períodos distantes de um título para o outro, não vejo também pontos negativos em substituir os atores. Embora muitos estivessem com medo que Nicolas Cage, um fã de superman, ele foi cotado em 2003 para rodar o returns. Eu gosto do trabalho do ator, mas não vejo ele como um super-herói. Ainda mais vemos um teste dele como o pai de Hit Girl em Kick-Ass. É claramente uma babá de super-herói. Parece um mentor, mais do que um patrulheiro. Ele dá para ser um feiticeiro, um bruxo. Mas uma figura tão chamativa como superman, não acho que ele não tenha a capacidade, só acho que seu perfil como ator não se encaixa.

Ele até poderia demonstrar, mas seu comportamento em cena informa um superman fácil de atuar, e díficil de conceber. Não acho que ser um alienígena seja algo fácil de criar, não temos uma concepção. Mas o superman tem uma personalidade fácil. Ele é um sobrevivente de um planeta destruído, não carrega um trauma maior porque não conviveu com a degradação. Notamos a igualdade de Harry Potter com ele. Os pais mortos, a causa foi uma imprudência de avisos (ora dos cientistas negando a iminente destruição) ou dos pais de Harry serem traídos por espiões claros. Estes claros porque todos sabem que na guerra há e sempre haverá simpatizantes que jogam dos dois lados.

Apenas um filme.

Superman no bar afogando as mágoas (Foto: Internet)

Superman no bar afogando as mágoas (Foto: Internet)

Sou muito de pensar que um filme é apenas um filme, sigo claramente o que psiquiatra e Neurologista Sigmund Freud. Mas também apoio pelo método de que sempre existem elementos culturais influenciados ou subjetivos pelos roteiristas, diretores, atores e todos os envolvidos na produção possam vir a trazer.

Temos é claro essa existência dos filmes. Filmes são expressões linguísticas, uma das formas. Audiovisual e fonográfica. Vemos, sentimos, ouvimos e até reflexionamos. Temos filmes que são clichês, e só por isso criamos um perfil de não esperar nada significativo do filme. E mesmo em filmes clichês, temos uma surpresa – eles são mesmos clichês ou estamos espreitando que sabemos disso? Nada mais que uma reflexão sobre outra. Minha crítica nasceu durante um similar resultado que ocorre com catarse. Mais para um insight do que para um desmembramento psicológico profundo.

Estava pensando na simplicidade das palavras que falam sobre o seriado cômico dos anos 70 – o Chaves. Ele não é de modo algum leve e simples. Que não apela como muitos anda dizendo. Ao contrário, Chaves é uma escada do humor negro usado fora de escala. Digo isso porque seu padrão de não utilizar palavrões, enganou muito telespectador achando que é um seriado leve. Pretendo abordar as características de Chaves num outra matéria.

Fico por aqui sobre o Superman, as pérolas do roteiro e o que esperaremos do novo filme. Nunca vejo de uma forma negativa, embora não corte ‘palavras’ quando não me agrada.

Curiosidade.

Seguindo o mesmo sucesso de Batman, o novo filme chamará superman do seu famoso slogan – “Homem de aço” como o “Cavaleiro das Trevas” em sua mais igual analogia ao herói justiceiro.

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Mundo Pauta.

Texto: Rafael Junqueira

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