Extra! Os Zumbis ganham um seriado!

Sou um adepto de obras literárias e cinematográficas, mas o segundo do que o primeiro, sobre a temática zumbi. Embora eu dispense quase toda produção atual de qualquer que seja o tema sobre Zumbis. Vou falar nesta matéria sobre The Walking Dead (TWD), Santa Clarita Diet, Guerra Mundial Z, Resident Evil, Black Summer, Kingdom e State of Decay. Ensaiar uma crítica contextual sobre o assunto.

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Vamos enumerar e explicar cada uma delas primeiro:

  • Santa Clarita Diet – Se trata de uma família que após a mãe contrair uma doença devido a um molusco contaminado, se transforma em uma morta-viva (undead), que possui alma e que é sedenta por carne humana. A comédia gira em torno de sua situação e a adaptação de sua família diante do caso. Apesar de ser uma comédia, a série consegue destacar mais os zumbis que outras do gênero;
  • The Walking Dead – Grupo de pessoas que após um surto de reanimação de mortos, causa desconhecida, passa a ter que lutar contra as adversidades de um mundo sem lei, onde o mais forte conquista. O foco é nas relações, dramas e sobrevivência das pessoas vivas. A cada temporada, os ‘walkers’ se tornaram uma peça secundária, quase sumindo da série por completo;
  • Guerra Mundial Z – É uma infestação mundial onde os zumbis possuem um dinamismo contrário aos contos canônicos. Eles correm, tem mais força e agilidade que os vivos. A obra foi novelizada e adaptada para os consoles. Conta com uma visão científica da trama;
  • Resident Evil – Trama que fala sobre uma conspiração governamental maquinada por uma empresa conhecida como Umbrella. E suas experiências que envolvem dominação mundial e pesquisas médicas ilegais. O foco é científico e conspiração governamental, os ‘zumbis’ estão mais para experiências do que um evento aleatórios de problemas;
  • Kingdom – É uma época feudal produzido por um elenco Coreano, onde os problemas de reinos, sucessão e vilajeros entregue as baratas dão forma a história. O evento zumbi é apenas uma parte contada. Tem uma forte semelhança com os acontecimentos de TWD. Como todo conto coreano (Japonês e Chinês), a trama é bem demorada em comparação. Os zumbis mal aparecem na primeira temporada em comparação ao TWD, por exemplo;
  • Black Summer – Se assemelha a versão seriada (e cancelada) de Mist com um toque de TWD. E em especial porque a trama está direcionada já na primeira temporada para os conflitos de uma relação humana onde o governo caiu e eles precisam lidar com o lado ‘animal’ dos seres humanos, os zumbis também são apenas um elemento secundário;
  • State of Decay é um título de console que permite os jogadores criarem um abrigo com sobreviventes dentro de um mundo destruído por uma infestação de mortos vivos. Onde sua relação com os sobreviventes e outros grupos de sobreviventes é a chave para superar os problemas. Tal como TWD, depois de um tempo, você percebe que o maior problema são os enclaves de seres humanos do que os zumbis na prática.

Agora em segundo lugar, vamos entender porque é tão difícil de fazer uma série, ao contrário de um filme ou games, sobre Zumbis e deixa-los em primeiro plano.

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Seria um prato cheio para um fã de Zumbis. Talvez porque um fã de zumbis não seja apenas aquele que gosta de todo tipo de zumbi em qualquer situação. Sempre fui muito adepto do filme ‘A madrugada dos Mortos Vivos’ onde os sobreviventes ficam ilhados em um Shopping. Razão pela qual faz tanto sucesso a saga de Frank em DeadRising em especial o quarto, onde o Megaplex, um shopping gigantesco dá início ao seu pesadelo pessoal.

Mas fazer filmes de Zumbis é muito mais fácil que torna-los um seriado. Cada episódios de 30-45 minutos precisam capitular problemas em que os zumbis se meteriam. A comédia Santa Clarita Diet fica entre o dilema de ser um morto vivo com situações que acontecem na não obrigatoriedade de ser um, problemas comuns do dia-a-dia por assim dizer. Como manter o foco em zumbis acéfalos? Na prática, não renderiam uma série e sim um filme.

Seriar Resident Evil é manter 95% na conspiração e 5% em ataque de zumbi. E a conspiração envolve problemas com a Umbrella, Relações humanas e problemas mal resolvidos do passado com o presente. Os zumbis só entram na história quando precisamos resolver questões de narrativas. Para quem escreve, sabe que o monstro precisa ser o pular da linha ou o virar da página. A não ser que exista apenas um monstro, e ele é o protagonista.

Ainda sim sou mais conectado ao universo Revil (Resident + Evil), do que por exemplo, The Walking Dead. Assisti a série até metade da quinta temporada. Depois larguei. Há diversos motivos, um deles é que a série foi uma trama de zumbis até a terceira temporada e muito forçosamente até a quarta temporada. Hoje as palavras chaves no Google para a série são Negan, Rick saiu, Michonne também vai sair e sussuradores. E não Horda ataca, Zumbi infestação e contaminação ficou séria.

Se o filme “Madrugada dos mortos vivos” fosse novelizada, ela seria um The Walking Dead. Na medida certa do filme temos problemas de pessoas e zumbis enchendo a paciência. Se você transforma em série, você tem problemas de pessoas e no season finale os zumbis enchendo a paciência. Não há como ter equilíbrio quando o principal problema da série não é o principal problema.

Ao assistir Kingdom, e como todo doroma (Drama Coreano, Japonês e Chinês), a sagacidade dos roteiristas é de manter um ritmo lento por uma razão de ser. Não é nada sem motivo, se já viu um drama coreano por exemplo, vai notar que para cada episódio você tem a apresentação de 1% de um personagem. Logo a primeira temporada focava nas pessoas, problemas do reinado, o rei morrendo, a sucessão sendo acusada de traição, problemas nos vilarejos, problemas de infestação, mais do que os zumbis propriamente dito. O ritmo é bem TWD, só que cada temporada levando mil anos para explicar um problema e nem exatamente relacionando ao problema.

A medida é corretiva é claro, The Walking Dead representa no título qualquer interpretação relacionada a conflitos, se fosse algo parecido com “Resident Evil” onde é implícito que há um ‘visitante maldito’ e ainda sim não se refere a exatamente as infestações, o ‘Andar da morte’ pode significar grupos de humanos matando. Não necessariamente que estão vivos ou mortos. State of Decay significa Estado de decadência, que se muito bem narrado, pode ser adaptado a qualquer situação de decadência.

Santa Clarita Diet se refere ao regime ‘Diet’ alimentar de um lugar chamado Santa Clarita, não há qualquer menção de Undead no título. Permitindo que a série ganhe um escopo diferente em cada temporada, quer seja ou não, sobre zumbis.

Black Summer se refere ao “Verão Negro” algo parecido com uma “data” que foi registrada como problemática. E nisso consiste em pensar como a narrativa poderia ser descrita. Black Summer não dá pistas do que se trata, e muito menos que se trata de zumbis. No pouco que assisti, é um Mist + Twd, onde o foco são pessoas e os zumbis são apenas problemas eventuais. Como se encontrássemos uma barata gigante pelo caminho. Que ainda pode ser evitada se ficarmos trancados em um prédio.

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Toda série se mantém com uma dose elevada de drama, que ainda possa ser substituída por uma categoria de aventura, ação e comédia. O drama não é apenas aqueles fatos melodramáticos de perda e luto, tem haver com as relações humanas. Sejam elas passivas ou conflituosas. E zumbis não tem sido felizes nessas adaptações. Não há como manter o foco em zumbis, por quê?

Zumbis são serem reanimados com pouco ou nenhum cérebro, onde suas ações são apenas de morder e perseguir o que eles percebem. Não irã de fato ir atrás de alguém por vontade própria. E nem irão ter personalidades fortes para serem chamados de vilões. São obstáculos ou ferramentas, que serão utilizados por terceiros para dar uma dor de cabeça mais como adicional do que realmente um problema sério.

A maioria das mortes mais icônicas do seriado TWD foram causados entre humanos vivos. Resident Evil, seja os games com os filmes, podem transmitir a seguinte mensagem depois de um tempo – “Não é uma história de zumbis, e sim de monstros geneticamente alterados”. Lutar com uma versão reanimada de um zumbi em TWD não é o mesmo que lutar contra um zumbi em Resident Evil.

Ainda que as séries sejam aclamadas e adoradas por multidões, sabemos que a realidade é a seguinte – as pessoas adoram séries dramáticas. E nisso consiste a realidade do sucesso delas. Mas é comprovadamente difícil que estejam lá por causa dos zumbis. Até vampiros eu compreendo, eles possuem um ponto em diferencial aos zumbis e justamente pela capacidade de terem uma personalidade. E apesar de serem mortos vivos também, eles são mais do que mortos vivos.

A compreensão é que uma série basicamente de zumbis não existe. E sim uma série de drama familiar, ou casal, ou relações geral é criada e como tema secundário, escolheram zumbis. Ou poderia ser um apocalipse nuclear, uma guerra galáctica ou qualquer outro tema.

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A geração de Heróis humanizados

Quando vimos um Ka-Lel mais pé no chão em Homem de Aço (2016, Man of Steel) e um Tony Stark que se tornaria um dos personagens icônicos do grupo Os Vingadores, ganharem uma notoriedade e ainda uma mutante que muda de forma como a Mística terem parte dos seus poderes consumidos para uma representatividade do conceito, super herói, mas humano no final das contas, surgiu uma pedra no caminho.

Certo que depois de 19 filmes dos Vingadores, a Marvel se consagrou como uma das melhores fábricas de heróis e heroínas da década. O problema é que abordaram um jeito novo de apresentar herói para o público, aquele herói que mas parece o Kick-Ass, mas pagando de poderoso na publicidade para depois levar uma coça do gigante roxo (Vulgo Thanos).

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O que aconteceria se a humanidade soubesse de um alienígena poderoso na terra? De acordo com os diretores, a terra reagiria mal e pessimista com um ser poderoso capaz de voar e levantar objetos pesadíssimos – ao contrário da mensagem simples que no filme de Richard Donner em 1978 apenas quis mostrar, que um homem, podia voar. Mas era um herói, um Superman. A partir de 2006 vimos, ou corrigindo, desde de 1980 com Superman II quando ele renunciou os poderes para ficar com Lois Lane, nascer uma pinta de drama.

O pior do drama é que em filme de herói simplesmente é como na Geração GOT ou TWD, elenco fixo não tem garantia. O caso é chocar, matar quem a gente não está esperando. Não importa que o conceito seja, mas no livro ou na HQ foi assim, ainda que fosse não estaríamos em uma obra baseada e adaptada para uma nova realidade. Se quiser apoiar a versão original, não teríamos uma Carol aka Assassins’s Creed em Alexandria, pelos HQs ela morre no primeiro ano.

Katniss Everdeen pode não ser considerada uma heroína por escolha, mas ela é usada pela resistência, sua irmã morre (razão porque ela aceitou ser parte dos jogos) e ainda é ‘jogada’ fora quando a resistência não precisa mais dela. Uma bela heroína essa, não é? Parece que X-Men fará de tudo para matar as esperanças criadas nos filmes anteriores. Por que razão matar Mística? Chocar? Chocar para quê? Por que eu gostaria de ver uma heroína morrer? A melhor amiga dela vai mata-la? O que tiramos de lição?

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Chocar é uma palavra antiga, mas muito usada atualmente, como um verdadeiro estopim, mas sem contexto. A história são de heróis, ou será um bando de gente normal sofrendo os revés da vida? O Homem de aço morreu para um Doomsday emprestado, voltou no filme seguinte…ok. Por que precisou mata-lo? Que Superman fraco é esse? Pelo menos o de 2006 conseguiu levantar um continente feito de Kryptonita, Lex Luthor enfiou um caco nele e ainda conseguiu tirar a porção para o espaço e sobreviveu.

Em os Vingadores: Guerra Infinita que ao meu ver deveria ser Guerra Limitada e Definida ou mesmo Thanos, porque só dava o gigante Roxo, parecia que as joias do infinito estavam dispostas em uma mesa e o cara roxo ia pegando uma-a-uma. Sério que depois de 18 filmes, os caras são vencidos tão rápidos? Ok não sou um adepto das revistas, mas cinema nunca foi fiel para seguir tudo que lê e se era para matar tantos personagens assim, colocassem um inimigo a altura. Porque Thanos, só tem tamanho. Sem as joias o cara tem alguma moral? Nem Thor, seu martelo, nem ninguém…que vingadores fracos.

Em The Last Stand (X-Men 3 – O conflito final) o erro de Dark Phoenix matar todo mundo se repete no novo, porque a ordem é chocar e não concluir uma história, ainda que alguns pensem que só Mística vai morrer, os planos do estúdio são de apenas manter Ryan Reynolds como Deadpool, então só vai restar você na poltrona no final do filme. Que grupo de mutantes fracos é esse?

Batman demonstrou ser o rei do drama. Michael Keaton fez um excelente personagem e Christian Bale também. Mas o novo parece aquela versão do Batman Forever, tirando as cores gritantes e fora do estilo do Cavaleiro das…trevas, aqui temos um roteiro de Gossip Girl e uma pitada de novela mexicana.

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Talvez o mal de matar herói seja justamente pelo fato de você esperar que o herói tire o pé do chão e seja mais forte do que o usual e mostre quem manda. Esses filmes transformaram os super heróis, os mutantes em…humanos normais? Neste caso eu gostaria de ter visto mais sequências do Kick-Ass. Ou ainda uma versão mais atualizada de Chapolin Colorado. Havia um filme de comédia também, Mystery Man com Ben Stiller.

Parece que ter um final feliz não é uma realidade. Ok, se você quer capturar a realidade. Mas se alguém por aqui conseguir descobrir um último filho de Krypton avisa. Fora isso é uma ficção. E portanto filmes de heróis deveriam deixar nosso sonho de ser mais e superar obstáculos. Parece uma história moral – “Herói de verdade não existem, mas aquele cara que conserta o encanamento, esse é o herói.”.

Filme de heróis são aqueles que você vê aquela força, aquele combate. Aquela descoberta e reviravolta. Se há dificuldade, sim há. Mas se depois de enfrentar tanto, eles morrem como se fossem baratas – alguém iria confiar neles de novo ou querer ser um? Neo não voltou da batalha das máquinas, e no fim, ficamos sabendo que era apenas uma trégua e que a guerra voltaria a ocorrer em alguns anos, ele tem uma desculpa. Ele é humano, lutando contra máquinas quase imortais.

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Ainda que seja uma anti-heroína, a esposa vingativa de Bill (Kill Bill) consegue fazer mais que a tropa dos Vingadores toda. O tempo que o casal Laurene e Valerian conseguem salvar o universo, e são humanos normais, contra raças alienígenas. Até mesmo o Scooby Doo tem um final feliz. E são menos fortes, mas heróis. O que me faz pensar no seguinte.

Eu brincava com os filmes da Premonição, onde a morte ganha sempre não importa o que você faça. Onde o menino amaldiçoado em qualquer filme de anticristo dá um jeito de ganhar. Há vários filmes atuais que não importa o que se faça, a cena final mostra que a assombração continua por lá e mais, não vai ter explicar nada. Parece uma história feita apenas para chocar. Foi o que o diretor atual do X-Men: Dark Phoenix afirmou. Chocar.

Certo. Chocar parece ter sido o ingrediente poderoso para manter TWD, GOT vivos por tanto tempo. Nightflyers por exemplo, foi cancelada, o choque foi bem mais brutal do que o normal, ali o roteiro era inexistente. Imagina gastar milhões apenas para chocar? É uma grande disposição para perder dinheiro.

Mas no final existe um argumento, a morte dos heróis serve para começar um novo reboot. Compreensível, mas não desculpável. Prefiro que se mantenha os personagens intactos do que mata-los. Ainda que pareça simples ou nada, mas filmes e séries só fazem sucesso porque as pessoas se afeiçoam as eles, aos personagens em específico. E matar seus personagens prediletos é apenas um deboche frio, um choque como alguns queiram compreender.

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E no final, o melhor herói de todos fica para Deadpool. Esse cara mataria o Thanos apenas contando uma piada. E como Charles não o chamou? Capitã Marvel virá e vai acabar com ele? Parece desenho Japonês, por 5 episódios o inimigo passa por trinta transformações, para fazer uma arranhão nele é preciso de uma MEGA ULTRA INVERSÃO DE PODERES DE MAGNITUDE FORENSE. Passa de temporada, esse mesmo personagem poderoso é derrotado por uma mordida de Jabuti.

Essa forma de matar personagem parece aquele bordão – “Queime depois de ler.” – Veja como é um tiro no pé. Claro podem inventar que alguém volta no tempo e salva todo mundo. Não foi assim com Last Stand como Os dias de um futuro esquecido? Repetindo o erro de novo com a Sophie Turner? Parece que o filme apagou a memória nossa aqui também. Hugh Jackman não ia abandonar o personagem depois de 18 anos no papel, e seu fim no alternativo tempo de Logan?

Parece que o ator está compromissado com outros longas do personagem. Então matam hoje a Mística e amanhã ela volta sem mais e nem menos. Não se fazem mais Ellen Ripley como antigamente (Até o terceiro filme, onde a matam. E até o quarto, que eles se arrependeram de mata-la).

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E que devo citar, Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) a mataram, Daniels deve morrer também. Fico surpreso que em Harry Potter não tenha decidido em matar na luta final o menino que sobreviveu. Porque os tempos atuais não está para os heróis. Mas devemos nos lembrar de uma ironia. Harry Potter não era inteiramente um herói. Era um receptáculo de Hoxcrux, ou seja, nele habitava uma parte má de Voldemort. Está explicado?

Volta e meia a melhor versão de herói que sobrevive. Ele é herói mesmo? Ashley ‘Ash’ Williams. O cara é mulherengo, pula cerca, bêbado e sacana. Pode parece que ele é o cara certo para enfrentar os Senhores das Trevas. Mas no final, não sei qual é o pior, o demônio Kandariano, Baal ou ele. Sua versão final é um Mad Max pronto para atirar mais. Quem é o problema mesmo ali? Podiam contratar Ash para matar a Dark Phoenix e o Thanos, ele faria isso dormindo.

Em parte, filmes de heróis adaptados para o cinema não foram uma boa experiência. Talvez a mais inocente tenha sido de Homem Aranha, Tobey Maguire à Garfield e do Homem-Formiga. Fico com a versão do Mystery Man. E claro uma versão mais light do herói do cotidiano, Nacho Libre, pelo menos as crianças do orfanato tinha o que comer e um ônibus para visitar os lugares. E não precisou de um choque para mostrar que ser herói era possível, até para um humano normal.

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Walking Dead

Walking Dead iniciou suas filmagens em 2010 e perdura no ar há 7 anos. Com um desenfreado sucesso, e um público cada vez mais adepto. A proposta de ser uma série de sobreviventes promoveu o lançamento de um prequel dos acontecimentos da história de Rick Grimmes, Fear the Walking Dead exclusivo ao canal AMC.

Walking Dead originário dos quadrinhos de mesmo nome oferece uma proposta interessante. Uma espécie de apocalipse zumbi. Onde as pessoas já contaminadas por um vírus desconhecido veem a sociedade desmoronar e precisam sobreviver em uma terra sem lei e sem cordialidade.

Embora nunca e em nenhum momento os zumbis sejam chamados assim, mas como Walkers, a premissa da série foi de apresentar essa batalha entre seres humanos vivos contra seres humanos mortos. A fórmula morto vivo porém funciona até o final da segunda temporada, como o próprio nome da série, há um duplo sentido, talvez para não cair no mesmo erro da série da Fox, Lost.

As emboscadas promovidas pelos mortos vivos, demonstram que na primeira temporada eles por serem mais novos, a qualidade de seus ataques eram mais propensos a serem eficientes, mas que alguns demonstravam uma quase inteligência. É aceitável que eles ao longo do tempo vão perdendo essa ‘cognitividade’ e se tornando o que são, zumbis. E óbvio que outros problemas começam a ganhar espaço.

E estes problemas se tornaram parte da trama principal, fazendo com que a proposta inicial fosse para o segundo plano. Até a segunda temporada, os walkers eram o problema. A filha de Carol e o seu marido morreram por walkers, se transformando inclusive. Mas aos poucos a fusão dos problemas entre vivos se tornou mais forte que zumbis contra eles. Por quê? Tendência da audiência.

Depois do governador, Negan se tornou o vilão principal. Após a descoberta de toda uma contaminação em massa nas primeiras temporadas, apenas concluiu que ninguém pode fazer nada. E que aquele é o destino deles e ponto final. Embora a trama consiga abocanhar público, não é o tipo de série que me prende. Apesar de ser um inveterado consumidor de materiais zumbis, dispensei a série na quinta temporada.

Não há como envolver-se a com a série não querendo entender porque os conflitos continuam. Como no ponto do Fallout, não importa a guerra nunca muda (War, War never changes) porque no final é ser humano contra ser humano, seja ele vivo ou morto. Levei uns 5 anos para ver a série, e levei menos tempos ainda para abandona-la.

Gosto de explicação, que seja até simples, mas o contexto de Walking Dead é sobrevivência, não importa qual o tipo e quem eles estão contra. Mas a série já não entra na linha dos quadrinhos por seguir os números de audiência. Pelos quadrinhos a Carol morre há muito tempo, ela foi até eleita pelos memes da internet como a Assassin’s Creed na luta da Alexandria, parece até uma espécie de votação, um fã clube.

E demonstra como a série anda conforme o público deseja. Atualmente os zumbis saíram de cena, especialmente após a única trama sair do ar que é o caso do Resident Evil (desde de 2003) com a atriz Mila Jovovich. Sem este combustível no cinema, Walking Dead passa apenas priorizar os conflitos entre vivos.

Mesmo os irmãos mais distantes dos comedores de carne, os vampiros, não há algum título que dê força para o lado Zumbi. A prova concreta dessa mudança não apenas se reflete no título ambíguo, mas na rotatividade do elenco e na própria decisão de ‘matar’ personagens recorrentes, dando margem para recriação da série.

Glenn sobreviveu à muita coisa, e morreu na mãos de um ser humano e VIVO. Nada contra, estamos falando de uma série de sobrevivência. Embora não conte para a memória, mas Shane e Lori eram protagonistas, e logo morreram no início.  O que faz pensar na morte do Glenn como sendo uma surpresa demonstra que o andar da série tem foco na reação do público do que na trama.

Essa ‘instabilidade’ do roteiro e de não seguir uma linha é plausível, pois os produtores podem pensar em uma saída para série quando a mesma estiver em uma encruzilhada. Pode ser que a segunda geração TWD substitua o elenco todo principal para dar ar a uma espécie de Next Generation, começou já com o Fear The Walking Dead. Em determinado ponto da série seria possível haver um encontro entre os personagens? Pode não acontecer, pelo fato de que o mundo é muito grande para terem essa sorte.

Fear demonstra que a trama principal do TWD pode finalizar se quiserem finalizar. Mas esse é um outro ponto. E o que cabe aqui é avaliar que TWD apenas solucionou o problema do Lost e de roteiro. E que a história conta a vida de sobreviventes em uma sociedade arruinada por uma material biológico. E essas são as consequências disso. Ruim? Não, teve feito muito sucesso. Mas não é uma série de zumbi.

Nota: 85.0