Escola Municipal Presidente de Moraes

A escola municipal Presidente de Moraes com seus 109 anos de educandário, mantém forte o legado do terceiro presidente do Brasil (1894-1898) e governador do estado de São Paulo (1889-1890), nascido em Itu, com inúmeras homenagens ao seu exercício e trabalhos, o seu nome destaca-se em cidades paulistas e mineiras, mas também nomeiam os espaços educacionais, e localizado no coração da Tijuca.

Da Redação.

Escola Municipal Prudente de Moraes (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Escola Municipal Prudente de Moraes (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

A escola municipal presidente de Moraes foi construída durante o exercício do prefeito Francisco Pereira Passos, conhecido apenas como Pereira Passos, fez diversos modificações no estado do Rio de Janeiro na época de seu mandato, em 1905. Recebeu a nomeação pelo então presidente Rodrigues Alves, que o apoio também durante o projeto “bota-abaixo” que consistia em uma total renovação de toda cidade.

Entre suas principais, e conhecidas obras, destaca-se a construção do glamouroso Theatro Municipal (f. 1909), a inauguração da Avenida Central (h. avenida Rio Branco), a construção da fonte do jardim da Glória (f. 1906), avenida maracanã (f. 1906) e entre outras obras que construíram sua fama e herança, não só aos cariocas, como um símbolo ao Brasil, de progresso e ordem. O slogan estampado em nossa bandeira.

Fonte (histórica):  Oficina da história, Urbanismo, UOL Jornal, Escola Prudente de Moraes

 

 

Igreja Nossa Senhora do Líbano

Os marcos do bairro da Tijuca na zona norte do estado do Rio de Janeiro foram as atrações da última semana encontradas pelo Mundo Pauta, que visitou a Igreja Nossa Senhora do Líbano nesta sexta-feira (4).

Igreja Nossa Senhora do Líbano (Foto: Rafael Junqueira\Mundo Pauta)

Igreja Nossa Senhora do Líbano (Foto: Rafael Junqueira\Mundo Pauta)

Localizado na principal artéria do bairro da Tijuca na zona norte do Rio de Janeiro, na rua Conde de Bonfim, que carrega uma intensa história no bairro, encontra-se a Igreja Nossa Senhora do Líbano. O Conde de Bonfim, o negociante José Francisco de Mesquita, cria relação com outras importantes ruas do bairro. A filha do então Conde de Bonfim, a Jerônima Elisa de Mesquita casou-se com Manuel Miguel Martins, o barão de Itacuruçá. E o seu outro filho, o Jerônimo Roberto de Mesquita, o então Barão de Mesquita nomeado por D. Pedro II – forma uma curiosa ligação, Conde de Bonfim é pai do barão de Mesquita.

A importante rua, pertencente á esse antigo morador do bairro (Caminho do Andaraí Pequeno, antigo nome da Tijuca) passa pela Igreja Nossa Senhora do Líbano, que nos apresenta uma arquitetura greco-românica e que estabeleceu-se em 1946 pelo Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, adota-se o nome oficial de paróquia Maronita de Nossa Senhora do Líbano. O presidente Getúlio Vargas juntamente do Cardeal colocaram a pedra fundamental na igreja em 1951.

Igreja Maronita para católico clássico.

Os maronitas reconhecem o Papa como líder religioso, seus sacerdotes também recebem a canonização e beatificação, mas a diferença consiste no ritual, que sagra-se próprio. E as missas são entoadas, em aramaico, são denominados por serem cristãos orientais. O nome maronita foi herdado pelo monge sírico-cristão, São Maron. Assume o nome de Nossa Senhora do Líbano, porque apesar de algumas diferenças, a igreja aceita a Sé Apostólica e a sede do Patriarca Católico Maronita fica em Beirute, Líbano.

Opinião.

Deixe seu comentário. Você conhece este marco religioso da Tijuca? Faz parte do bairro? Deixe sua opinião. Faça parte do Mundo Pauta, não deixe de acessar e conferir as novidades na nossa rede social facebook.com/MundoPauta.

Rio Bairros visita a Tijuca

O professor e pesquisador carioca Robson Letiere passou 5 anos realizando um trabalho sobre os 161 bairros do estado do Rio de Janeiro, e reuniu em um livro brasões, histórias, significados e curiosidades, completando um circuito itinerante para divulgar seu trabalho.

 

Evento de divulgação do Rio Bairros na Praça Saens Pena (Foto: Rafael junqueira/Mundo Pauta)

Evento de divulgação do Rio Bairros na Praça Saens Pena (Foto: Rafael junqueira/Mundo Pauta)

Da Redação.

Robson Letiere carioca da gema sustenta que seu interesse em tornar-se pesquisador dos bairros, condição que optou desde de 2009, foi após seu filho perguntar sobre o significado do nome do bairro em que eles residiam. Após iniciar um intenso estudo, Letiere, descobriu que apenas um bairro possuía uma bandeira oficial, Cordovil – bairro que fica situado na zona norte do Rio.

O evento de rua conta com duas mesas extensas forradas em pano branco com plaquetas de plástico portando as informações expostas do livro e cada bairro e suas bandeiras. Cada bandeira foi idealizada pelo pesquisador. Após alguns meses, por ocasião da Copa, a Fifa suspendeu qualquer atividade de rua que não patrocinada por ela. Portanto durante este período, a exposição ficará suspensa.

 

Colégio Militar do Rio de Janeiro

Um colégio escrito na história brasileira.

O centenário Colégio Militar do Rio de Janeiro faz parte da história do Brasil como o próprio país se fez descoberto por um português chamado Pedro Álvares Cabral. Que tinha convicção de achar o caminho para índias ocidentais a procura de especiárias, rotas comerciais e terras a que pudesse colonizar. Ao avistar as terras, e um litoral povoado por uma densa floresta, não imaginaria que 389 anos depois seria criado o primeiro e grandioso colégio militar, a casa de Thomaz Coelho.

Portão principal do Colégio Militar (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Portão principal do Colégio Militar (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

A cultura televisiva e dramática também contou com a influência, que então escola para filhos de militares mortos da guerra do Paraguai, e posterior filhos que preenchem-se o requisito de terem pais militares, e aberto a vagas para candidatos por admissão de filhos de pais civis, com a mini-série “Anos Dourados” de 1986 de Gilberto Braga que levava consigo os papéis principais, Malu Mader e Felipe Camargo.

Felipe Camargo (Marcos) faz um aluno do colégio militar que conhece a personagem de Malu Mader (Lurdinha), uma normalista, que fez parte da história comum dos alunos destas instituições. Era comum cadetes da escola namorarem normalistas mesmo. A música tema da mini-série toca os nostalgistas a primeira lírica – “Parece que dizes/Te amo, Maria/Na fotografia/Estamos felizes/Te ligo afobada/E deixo confissões no gravador“.

Música composta por Tom Jobim e cantada por Maria Bethania.

Secretaria escolar - CMRJ (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Secretaria escolar – CMRJ (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Outras produções que utilizaram da simbologia, locação e passagem histórica do colégio. Foi Olga (este me lembro que a produção do filme estava contratando aluno para ser figurante), o auditório utilizado pelo filme era o próprio do colégio militar.

De Passagem trata da vida de Jefferson, um aluno de colégio militar que infelizmente tem a perda de seu irmão Washington para as drogas. Mas tudo se complica, porque o corpo está sumido e ele acaba se lembrando de suas vidas juntos.

O auditório novamente é palco utilizado no filme de comédia romântica de Selton Mello e Débora Falabella, Lisbela e o Prisioneiro.

Embora não tenha tomado parte da arma de Cavalaria, e sim de Infantaria, a arma em questão era a mais unida e festiva do colégio. Apenas tendo seus brados e círculo no centro de hipismo para os novos integrantes, de forma única.

Tradição garance.

Todo aluno que faz parte do corpo do colégio aprende que a mente precisa improvisar o tempo inteiro. Talvez ser militar seja bastante diferente do que um cadete seja, mas nenhum outro colégio se comporta da mesma forma. Era tão comum ouvir dos sargentos que ‘meia dúzia era formada por 3 ou 4″, “que o solo estava mais quente naquele dia” e “e que dor e cansaço eram psicológicos”.

Ginásio do Colégio Militar (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Ginásio do Colégio Militar (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Não havia justificativa para nada, mesmo que fosse exigido alguma. O colégio já assumia que o aluno havia faltado, então era comum dizermos – “tira a minha falta”. Aluno que comete-se algum erro não era apenas enviado para a casa com uma anotação aos pais, e ele punido e privado do final de semana conforme a gravidade de sua transgressão. Tudo para ensina-lo que “ações tem reações”.

Assumíamos posições de liderança e comando de nossa própria turma. Com a responsabilidade de mante-la sob a quietude dos afazeres, deslocamento pelo pátio, apresentação aos professores e responder ao comando perante qualquer ação durante o período de uma semana seguindo a ordem alfabética.

Alunos eram premiados por suas dedicações aos estudos, a música e ao esporte. Quando atingiam os requisitos básicos, eram condecorados com medalhas, graduações e alamares. O zelo pela música era tão considerado importante, que o tempo de serviço em um instrumento era considerado dedicação e esforço. Os esportistas eram agraciados com notas adicionais no boletim e beneficiados em atividades escolares conforme é tradição em escolas americanas.

As provas não são apenas avaliações, são imediatas e surpresas para testar a habilidade do aluno em absorver conteúdo no mínimo de tempo e lidar com situações inesperadas. Não existe pontos, lá se chama escores. Não existe agasalho e sim abrigo, não existe chapéu e sim boina.

Povoado de solos arenosos e cercados por florestas e exemplares de pau-brasil nas proximidades da praça principal, os alunos viviam sofrendo com sapatos, culotes e coturnos sujos e necessitando mantê-los limpos, tais como as fivelas espelhando. Cabelos presos em coque em dias de festividade para as meninas, cortados e barbas feitas aos meninos.

Castelo na seção de educação física (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Castelo na seção de educação física (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

A denominação certa para uma turma é “guarnição formado por segmento masculino e feminino”. Não existe “até amanhã” é “Fora de forma – marche”. Não há esquina que houve-se um aluno sem estar sem sentido e prestando continência para o que fosse. Não havia “você” era “Sim senhor ou senhora”. Caso estivesse errado era melhor dar meia volta volver ou pensar em corredor acelerado.

Aluno de CM não pensa como aluno de escola comum. Ele aprende a ser mais, e pensa em situações inesperadas e se baseia em tudo que pode utilizar em campo.  O verdadeiro sentido “Pede para sair” era ouvido silenciosamente nas primeiras semanas de adaptação.

Alunos de 11 anos ou 15 anos (idade de ingresso) passavam por uma semana de adaptação aos métodos e vivências do colégio. Uniformes, comportamentos, punições, áreas acessíveis e proibitivas. Hierarquias. A frase lema era “Brasil acima de tudo e abaixo de Deus” – Aqui estão apenas os melhores. A frase que figurava no comando da Infantaria era – “Os melhores são apenas bons para infantaria” – Selva.

Curiosidade.

  • Hoax da internet – “Dilma quer acabar com os CMs do Brasil.”

A natureza do texto e seu fundamento cai em desgraça quando se tenta pesquisar quem e quando falou isso. A primeira presepada que a Dilma poderia realmente causar seria em destruir uma rede 12 colégios militares por todo o Brasil para instituir o quê? Uma falácia educacional? Existem inúmeras instituições de grande renome no país que fazem os líderes de hoje serem substituídos por outros amanhã. É certo que existe uma conspiração que diz a verdade – “País de ignorante é um país fácil de manipular”. Brasil é um país longe de ser ignorante, como se escola fosse necessária para tirar a ‘impureza intelectual’.

O verdadeiro ignorante é aquele que sabe, mas ignora.Não aquele que detém dificuldade em aprendizado, mas em outrora tem a faculdade de aprender e o fará. É mentira essa da Dilma? É. CM são colégios tradicionais e quem mantém o alto padrão de qualidade dentro e fora do país. Ilustres nomes passaram pela casa, e não será agora que serão motivos de extinção.

Artigos para estender o assunto.

Curta Mundo Pauta | Siga @Mundo_Pauta | Comente Flickr_Mundo Pauta |Compartilhe Pinterest

Temporal da Tijuca

Temporal no Rio de Janeiro ‘inunda’.

Se você  estava ás 21:00 na rua e na Tijuca nesta quinta-feira (5/12), então presenciou o caos. Semáforos apagados, luzes detonadas, rios (verdadeiros rios) limpando as ruas. São Francisco Xavier, Morais e Silva, Ibituruna e Barão de Mesquita encheram até 40 centímetros. A força da água era tanta que foi preciso se segurar nos muros e grandes para a correnteza não levar.

Temporal na Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Temporal na Tijuca – Rua Comandante Prata (Foto: Rafael Junqueira – Nikon/Mundo Pauta)

A forte chuva que caiu nesta quinta-feira na cidade do Rio de Janeiro gerou diversos alagamentos, bolsões e deixou dezenas ilhados por diversas horas. O repórter aqui ficou preso em pelo menos 3 pontos ao longo do caminho, e o que seria de 30 minutos levou 2 horas e 30 minutos para fazer.

Com a forte correnteza, e com água batendo na cintura. Haviam carros sendo levados, bares e restaurantes lotados de ‘náufragos’, vento forte, queda de luz em vários trechos e cruzamentos intransitáveis. Um caos em resumo.

A rua Ibituruna, próxima a Universidade Veiga de Almeida localizado na zona norte do Rio, encheu instantaneamente logo que a chuva começou. Em apenas 15 minutos, era quase impossível sair sem cobrir completamente os pés. O maior desafio viria em seguida.

A rua Morais e Silva estava completamente inundada, ao andar por um trecho de 10 minutos, houve a primeira queda de luz e uma forte neblina se formou ao nível da rua por 5 minutos. Não era possível ver nada. Neste momento carros que seguiam no sentido Ibituruna e Radial Oeste, começaram a fazer o caminho de volta (contramão).

No cruzamento da Morais e Silva e São Francisco Xavier, na altura do colégio D. Pedro II e Colégio Militar não havia inundação, no entanto ao longo da Rua Francisco Xavier para Barão de Mesquita, a água chegava na cintura com a força da água á toda, praticamente uma turbilhão. A cada passada de carros e ônibus era praticamente uma onda de praia.

Os que passavam pelo meio da rua junto dos carros eram fotografados por ilhados em bares locais. Já na Rua Barão de Mesquita, o progresso foi interrompido pela extrema força da água que formavam ‘queda d´águas’ em quase todas as esquinas. Foi quando pude passar por 45 minutos são e salvo na Casa das Ostras próximo ao Ponto de Ensino (PENSI).

Aproveito para dizer que os funcionários e gerente são atenciosos e acolhedores. Acompanhei um cidadão na rua até o restaurante que foi ‘resgatado’ das águas violentas daquele rio chamado ‘São Francisco Xavier’.

Tijuca ás escuras.

No final da ‘aventura’, o Mundo Pauta seguiu por uma Barão de Mesquita absolutamente escura. As luzes da rua e os semáforos, com exceção do Banco do Brasil e o Caixa, estão todos apagados. Com trânsito apesar de tudo fluía sem problemas algum. Não haviam guardas de trânsito e nem policial municipal no trecho de cruzamento “Santa Sofia, Barão de Mesquita e Major Ávila”.

Temporal na Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Temporal na Tijuca – Rua Comandante Prata (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Diversas pessoas ficaram esperando nas calçadas fora do ponto de ônibus localizado na Rua Santa Sofia, porque a condução foi interrompida devido a forte chuva. E pegaram o transporte alternativo, que são prestadas por 3 vans na altura de Umas e Ostras, próxima a confeitaria da Tati.

Na Rua Santo Afonso (alt. Affonso) os semáforos também estavam desligados na altura da Rua das Flores, mais a frente havia um sinal em funcionamento. Mais próximo da praça Saens Pena, a chuva deu trégua e não haviam mais pontos alagados.

Curta Mundo Pauta | Adquira o livro – “Condomínio – Direitos e Deveres” | Siga @Mundo_Pauta

Pense fora da caixa. Pense Mundo Pauta.