Nota sobre Elfos

Elfos série Norueguesa que fez sua estreia no canal de streaming Netflix combina elementos natalinos da cultura dos Balcãs com um terror que lembra Labirinto do Fauno. A trama do filme espanhol entrelaça duas narrativas paralelas, um que se refere a um evento de guerra com um encontro inusitado de uma menina com um mundo mágico, que contrasta com um mundo em guerra.

Compreendo que muitos filmes de origem europeia gosta de contar histórias com um toque Shakesperiano Lovecraftiano. É confuso para muitos e um doce lar para outros. Em média as pessoas fogem de filmes que não fazem muito sentido. Em Elfos já começamos com um sacrifício de uma vaca, cada episódio beiram aos 20 minutos, temos pouco no primeiro episódio, temos menos ainda no segundo episódio, com outro sacrifício de vaca no final deste.

Tomo como nota, porque eu desisti de ver a série que não posso classificar como horrível pois não estou considerando o que se concluiu dela, mas a narrativa é arrastada, os fatos acontecem ora rápido ou lento, o que deveria ser lento mais explicativo é rápido e sem muita base de noção, o que é lento não parece fazer parte de um contexto significativo para história que é certas cenas de interação da família.

Sou muito adepto de histórias que saibam fazer uma boa introdução, mas também sou paciente com outras que não são tão boas, o que me fez ir embora, é que Elfos é uma série que gosta de matar animais sem ter muito o que oferecer, diferente da cena inicial de Jurassic Park em 1993 que de fato usa uma vaca para alimentar um Veloceraptor, que naquela altura, não sabíamos que era um.

Observação pessoal sobre expectativa de filmes Dinamarqueses e Noruegueses:

Pessoalmente não sou um expectador frequente de filmes Suecos, Dinamarqueses, Noruegueses e de produções ali próximas, gostaria de ver mais. Os poucos que assisti foram muito bons como a Onda 1 e 2 (não é o filme Alemão), é um sobre uma montanha que desmorona e que provoca uma tsunami.

Vi The Rain, que gostei da primeira temporada, a segunda já começou a se perder, a terceira apesar de não ter muito o que falar de bom, eu gostei do desfecho. Eu senti, devo ter tido uma impressão apenas, que na terceira temporada a produção já queria terminar logo.

Outro que é um pouco parecido com essa ideia é a série Ragnarok. Que traz a possível reencarnação de Thor nos tempos atuais. A montagem une Crepúsculo com produção nórdica (nesta altura esqueci que de de país foi). Não é exatamente um gênero que gosto, mas aprecio. Mas até para os padrões de Crepúsculo, a série é muito lenta e pouco expositiva. Você tinha muito das aparições dos vampiros, que ainda fosse um gênero drama romance e não suspense, do que nesta série.

Mas não são filmes ruins, apenas que o que observei é que essas produções gostam de contar interesses locais, mostrar a geografia local e tradição local, mas que em muitos aspectos eles pecam em dramatizar o que já é drama ou acelerar o que deveria ter mais calma. A trama não é complicada de entender, só que se perde muito daquele gostinho de entender a ligação local-história-personagem que muito encanta nas séries e filmes.