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Análise da série The Last of Us
Tudo que você precisar saber sobre Cordyceps – The Last of Us
Não fique lendo livros inteiros (que é bom também) para entender o universo de The Last of Us e do que se trata toda aquela confusão. Em menos de 5 minutos, aprendemos bastante sobre o fungo zumbi que é o antagonista de um mundo devastado.
The last of Us é uma série boa?
HISTÓRICO DE THE LAST OF US.
Para contextualizar essa análise, vou precisar retornar ao ano de 2013. A empresa Naughty Dogs responsável por títulos que misturam narrativa e cinema, desenvolveu um novo game que se passava em um mundo destruído devido um surto ocorrido em 2013, e passados 20 anos, aquela sociedade tentava se sustentar com o que tinha e talvez, houvesse uma chance de cura.
Nós temos como perspectiva desse mundo tão diferente, Joel. Conhecemos um pouco de sua vida, mesmo que breve durante o período pré surto. Entendemos que suas motivações foram completamente destruídas com a morte de sua filha e no dia de seu aniversário. E isso nos mostra que o desafio que fosse capaz de motiva-lo a lutar por um mundo melhor, ter a chance de novo de constituir uma família e conseguir protegê-la.
Então em 2033, Joel e Tess, sua companheira de missões, recebem mais do que forçado uma missão de levar uma menina de 14 anos até uma base dos Vagalumes, o então terroristas. Mas que podiam de alguma forma resolver todos aqueles problemas com uma possível cura. Ellie, parecia ter o que eles chamavam de imunidade.
Em 2014 foi lançado uma prequel dos acontecimentos de The last Of us. Como Ellie descobriu ser imune aos fungos? E seus relacionamentos, suas crenças e nos permitindo pela primeira vez de uma forma integral, a orientarmos por aquele mundo por outra perspectiva. E em 2021 foi lançado a sequência The Last of Us parte 2, com uma Ellie de 19 anos, raivosa com um Joel sobre os fatos que seguiram no Hospital dos Vaga-lumes.
NÃO ERA UM JOGO AMADO.
The Last of Us não foi concebido pelo público imediatamente como uma referência inédita de mundo destruído por uma praga que fosse a altura de Resident Evil e Dying Light. Ao contrário, o lançamento passou bem mais que batido e não havia tanta empolgação com o título como atualmente. Quase 2 anos após, o jogo criou uma fanbase sólida.
HBO MAX ADAPTA THE LAST OF US.
Hbo Max conseguiu ser o primeiro canal e produtora a adaptar uma série fiel ao jogo. Com tantos detalhes fiéis, jogos de câmera, dinâmica de cena, mesmo diálogos, mesmas vozes de dubladores na versão nacional, mesmos arcos narrativos e perspectivas, as pessoas ficaram apaixonadas pela homenagem.
O Público gostou? Pelo Rotten Tomatoes a aprovação é de 89%.
Porém a fidelidade sofreu um pouco com o passar dos episódios, assim como todo esse sonho realizado, havia também aqueles que se movimentaram contra na etapa de pré-lançamento com a escolha dos atores. A atriz Bella Ramsay de Game of Thrones não agradava aos fãs mais ferrenhos por não ter a mesma característica fisionômica da personagem nos games.
Adaptação de Left Begind foi considerada excelente – clique aqui.
Em 2013 ocorreu uma polêmica da face ser uma cópia do então ator Elliot Page, que na mesma época protagonizava o jogo da Quantic Dreams, Beyond two souls como Jodie Holmes. Os comentários se tornaram bastante raivosos quanto a escolha e isso recaiu bem menos em relação ao Joel que seria interpretado por Pedro Pascal de Mandaloriano.
EPISÓDIOS POLÊMICOS MOVIMENTAM AS CRÍTICAS.
O episódio 3 e 7 foram um alvo considerável de críticas que se dividiram. Muitos fãs do jogo ficaram revoltados com a descaraterização da trama do jogo para a série. Do contrário houveram outros expectadores que ficaram felizes com a representatividade.
Clique aqui para ler sobre a repercussão.
LANÇAMENTO DE THE LAST OF US PARTE 1 REMAKE.
Aproveitando o embalo que a série criou, o sucesso que foi entre os fãs e o público novo, foi encomendado um remake do jogo de 2013. Mas o lançamento para PC foi considerado um desastre por conta dos bugs de gráficos e de performance. Clique aqui para ler sobre a notícia.
MUNDO PAUTA RECOMENDA?
Minha opinião ficou entre o foco da série e o do jogo. Porque sem sombra de dúvida foi a melhor adaptação que ocorreu. Nenhum outro jogo chegou nessa fidelidade. Mas eu devo confessar que mesmo que haja uma impressão de que foi tudo igual, não foi. Tem algumas diferenças, pequenas ou até mesmo grandes. Vamos a algumas delas:
- O jogo se passa na época pré-surto em 2013 e o presente seria em 2033, a série se passa em 2003 e o presente em 2023;
- A atriz que faz a Sara filha de Joel na série é uma menina negra, no jogo é uma menina branca;
- Especificamente ao controlarmos sara restritos aos movimentos internos da casa, quando que na série ela chega a visitar os vizinhos, escola, lojas da cidade e rua da vizinhança;
- No jogo para se perceber a presença de problemas com os fungos, o ar ficar cheio de esporos. Na série esse elemento não existe;
- O relacionamento de Joel e Ellie no jogo tem uma frequência bem diferente do que há na série;
- No jogo sua perspectiva de narrativa é a de Joel e portanto o enfrentamento dos desafios é bem mais imersiva, na série existe uma distribuição de importâncias;
- O relacionamento de Billy e Frank não é exibido no jogo. Essa fase é descrita por ser a primeira vez que os jogadores encontram o Baiacu, na série foi usado uma trama de relacionamento entre um casal durante o período de ruína pós-surto;
- O relacionamento de Ellie e Riley no jogo Left Behind possui uma combinação entre a revelação do seu relacionamentos e também um dos mais desafios de combate aos fungos no Shopping, na série o desafio de combate foi reduzido e o relacionamento preservado;
- No jogo tem mais momentos de ação e a série de dramatização e narrativa.
As particularidades dos episódios 3 e 7 é que existe uma compreensão limitada. Alguns expectadores criticaram os fãs do jogo, alegando que a série não foi feita apenas para quem joga o jogo. No entanto esse é um fato que preciso discordar, tamanha fidelidade mesmo que diante de algumas diferenças, que a HBO construí ao redor da série.
É destacado um termo muito característico de ‘produtos’ voltados para uma fanbase como sendo o ‘fanservice’. Que são elementos apresentados nas séries e filmes para agradar os fãs mais fervorosos. Essa série, especialmente o primeiro episódio é uma constatação de que ela foi feita para os fãs do jogo. Logo a repercussão negativa se deu como a maioria afirma ter sido, pela descaraterização dos episódios em relação a trama do jogo.
Mas não fere muito a qualidade da série. O formato criado pela HBO Max de uma forma peculiar permite que você veja cada episódio de uma forma independente, embora eles possuam uma continuidade. Mas não há requisitos de ver um episódio para ver o outro, então o episódio 3 que muito foi criticado e justificado por muitos como sendo uma ‘ilha narrativa’ e o episódio 7 por mostrar muito mais o lado relacional do que a ação, poderiam ser ignorados e pulados sem perda substancial da trama.
Eu gostei da série, dentro do escopo como fã e por gostar de ficção científica, essa talvez tenha sido a melhor aposta da HBO. Não escondo que The Last of Us tem quase um pé de similaridade de The Walking Dead, que para muitos foi e é um ícone de sucesso, a minha pessoa, deixei de ver a série TWD na terceira temporada por acha-la tediosa demais e com menos lados científicos.
Se tudo for preservado, a parte 2 será igualzinha ao TWD.
Recomendo.
Análise The Last of Us 2
Em 2013 lembro de ficar perseguindo um jogo que saiu numa review que se chamava The Last of Us, naquela altura o jogo não levava parte 1, ainda não se sabia que teria uma possibilidade de sequência. E estávamos lá como aquele sujeito chamado Joel com uma missão típica de tempos distópicos e apocalípticos. Será que havia uma cura? A menina, Ellie, carregava a esperança?
Fora qualquer questão moral que venhamos a ter devido as consequências que vimos surgir em The Last of US 2. As mecânicas eram muito boas. Algo que a Naughty Dogs são exemplares. Aquela ideia de jogo onde os personagens interagem com o ambiente e comentam. Esse é o charme do jogo. Em parte muito do que gostei de Tlou1 é justamente a interação Ellie e Joel.
No segundo jogo, com alguma distância de ter jogado Tlou1 em sua versão remasterizada para PS4, senti um outro tom. Porque quando joguei não tinha percebido que Joel parecia um matuto com um violão em uma mão e uma arma na outra. Juro que dá primeira vez não tinha percebido isso. Depois talvez tenha comparado a versão Joel final com o princípio. E ele não se importava com nada desde da morte de sua filha, Sarah.
Então faz sentido. Mas o Tlou2 dá um outro conto. Porque se passaram 5 anos, Joel tinha uma nova filha, que estava brigada com ele pelo motivo de sua mentira na base dos vagalumes e obviamente também o estopim desse jogo, ele parecia um Joel da era pré-surto. Então encaramos a coisa de forma pessoal.
Assumo que o final e o estopim não me convenceram muito. Talvez pelo fato que Joel tenha sido morto, que Ellie tenha pirado de vez e que uma garota chamada Abigail fosse uma ruptura que não queríamos que acontecesse. Assim digo que o roteiro do jogo foi bem legítimo. Até julguei ser um péssimo jogo. Nem li review para desenhar minha raiva inicialmente.
Apenas o jogo deu aquele ar de, bem no meio daquela coisa toda, rolou uma vingança. Abigail, para os íntimos, Abby. Se arrependeu quase que instantâneamente após matar Joel. Mas já era tarde demais. Foi no supetão. Ela tenta se redimir salvando Yara e Lev. Se não fosse por isso, sabemos que Lev teria uma vida muito complicada. Mas daí teríamos o quê? Uma cascata de acontecimentos porque o personagem específico não estava na situação dada…devo dizer que o jogo foi bem fundo.
Fundo até demais. Mas não me impediu de zerar o jogo 3 vezes sucessivamente. Uma para conhecer, segundo para pegar todos os colecionáveis, terceira para observar cada easter eggs. E partindo para a quarta vez para ver se consigo passar por todo mundo sem ser visto ou matar alguém. E até com essas explorações descobri que o jogo lhe permite ficar invisível caso fique se arrastando pelo chão.
Seria legal se Naughty Dogs lançasse, senão o fez, aquele jogo de Cartas que a Ellie coleciona. Uma espécie de MTG do mundo de The Last of Us.
Antes que escrevesse essa análise, escrevi uma outra e joguei na lixeira. Talvez porque eu tenha sentido que o jogo foi bom, mas o enredo não. Mas fazer o quê. Naquele mundo sem regras, onde cada infectado habita uma esquina e os seres humanos batem de frente com sua realidade crua e moralidade arranhada, seria uma questão de tempo de alguém importante para alguma pessoa fosse morta e desencadeasse uma fúria.
E quantas não foram desencadeadas. Foi uma bela história no quesito complexo, beleza em vingança é uma afronta. Mas que foi bem construída foi. Na Metacritic, um site que avalia o posicionamento da imprensa e dos jogadores, coloca a nota dos jornalista em algo 95.0 (mas aí é assessoria de imprensa dos desenvolvedores) nunca conta, eles são direcionados a falar só as partes boas do jogo mesmo, a ideia é divulgar.
A parte dos jogadores é que interessa. Está com uma nota de 5.7 Baixo para um jogo Hypado. Mas as pessoas não gostaram do desfecho. Faz sentido. São personagens queridos. Então o jeito é ficar resoluto(a). Eu fiquei. Mas depois pensei que Ellie, Abbys, Joel e cia são personagens de um mundo onde o sol gira ao redor de todos e não de um. Cai a ficha quando vemos isso ao colocarmos a perspectiva de Abbys.
E se acontecesse a mesma coisa com um membro de Jackson, como o Seth. O dono do mar que se encrenca com a Dina e a Ellie? E se fosse ele o alvo da vingança? Sentiríamos algo? Lembre que Ellie, talvez por sem querer, matou a Mel estando ela grávida. Tudo bem ela passou mal depois, mas se for usar um julgamento pessoal, a própria Ellie se tornou uma vilã no jogo.
Então acredito que The Last of Us 2 não terminou como ninguém acharia que terminou. Mas o enredo e as mecânicas foram muito bem construídas. Razão pela qual deu raiva. Naught Dogs não pretende mudar o final. E se lançar uma DLC com alguma alternativa será bem vinda. Senão também não terá problema.
Nota 100.0.
