Emelie

Filme dirigido por Michael Thelin lançado como Emelie (Emelie, 2015) com o elenco formado por Sarah Bolger, Carly Adams e Elisha Ali. Tema de violência e linguagem imprópria. Suspense e terror.

Anna (Sarah Bolger) é contratada como babá para as crianças do casal Thompson. Que a acham perfeita. Mas o seu comportamento começa a mudar ao longo tempo, deixando claro que há algo de muito errado com ela.

O filme concentra uma narrativa que prende a atenção dos espectadores conforme o comportamento de Anna vai aos poucos se modificando diante de pequenos atos das crianças. E o que parece ser óbvio, vai se tornando cada vez mais confuso.

 

 

 

 

Poltergeist II – O outro lado

Sequência do aclamado e clássico de terror assinado por Steven Spielberg em 1982, Poltergeist o fenômeno. Na história, um ano depois, na vida real quatro anos. A família Freeling se mudou de Cuesta Verde para viver finalmente uma vida normal e feliz. Mas algo os perseguiu, e eles estão de volta.

 

Poltergeist II - Do outro lado (Imagem: Reprodução)

Poltergeist II – Do outro lado (Imagem: Reprodução)

Dirigido por Brian Gibson, ‘They’re Back, traz novamente o elenco do primeiro em 1982, exceto Dominique Dunne que faleceu no mesmo ano, vitimada por seu ex-namorado John Thomas Sweeney. E de uma forma inexplicável, não é sequer comentado pela família a ausência da mesma. Que poderia muito simplesmente ter argumentado a ida dela para alguma faculdade em sistema de internato.

Mas a falta da atriz não perturba a ordem das coisas, já que no primeiro filme, ela faz participações e não foi efetivamente uma personagem essencial para trama, ao contrário de Robbie (Oliver Robins) e Carol Anne (Heather M. O’Rourke). Após um ano contados da história do filme, a família Freeling se muda de Cuesta Verde após os acontecimentos obscuros que focavam a pequena Carol Anne.

Agora morando temporariamente na casa da mãe (Geraldine Fitzgerald) como Jess de Diane (JoBeth Williams) juntamente de seu marido Steven (Craig T. Nelson) e seus dois filhos Robbie e Carol Anne. A partir desta sequência é notado uma percepção extra-sensorial em Carol Anne, algo que Diane também possui. E a avó Jess encoraja a menina a desenvolver. Justo na noite que ela indaga á Diane que conte tudo o que aconteceu na casa em Cuesta Verde, vem o inesperado, ela morre no dia seguinte.

E as coisas começam a ficar estranhas. Mas o mal tem nome e forma, e vem na forma de um reverendo chamado Henry Kane (Julian Beck) que carrega no seu caminhar sereno uma música que fez este terror um clássico dos anos 80 – “The god is in the holy temple“. Após afrontar Steven na tentativa de entrar na casa, Taylor (Will Sampson) um índio protetor, identifica que o pai da família escolhera um caminho de guerreiro, e agora ele estava pronto.

Uma das cenas mais impressionantes, a contar a tecnologia da época, é quando ele,Steven, regurgita (vomita) o verme e ele se transforma numa ser quase parecido com um ser humano, disforme, com as costelas para fora, sem pele e uma face abominável. Era Kane, em seu pior ângulo. A forma monstruosa rasteja para fora do quarto, enquanto o casal se recompõe. A batalha épica entre o bem e o mal estava iniciada, e eles precisavam de toda forma voltar á casa em Cuesta Verde para resolver os assuntos pendentes.

Quem retorna a esta sequência é a médium Tangina Barrons (Zelda Rubinstein) que mais uma vez lida com o desconhecido, é com ela que sabemos o verdadeiro paradeiro de Henry Kane e porque ele quer tanto Carol Anne.

Recepção da crítica.

O principal canal de críticas de filmes, o Rotten Tomatoes, considerou que o filme não foi muito aparado pelo público e analisou o contexto da história com um impacto extremamente negativo em relação ao primeiro filme em 1982. A média dada foi de 4.7 (47%) com apenas 47% de audiência contra 7.4 de média (87%) com 78% de audiência de Poltergeist o fenômeno.

Poltergeist II - Do outro lado (Imagem: Reprodução)

Poltergeist II – Do outro lado (Imagem: Reprodução)

O Mundo Pauta dá a sua crítica, ao avaliar o contexto dos dois filmes de forma separada, o primeiro Poltergeist introduziu uma excelente ideia de criar uma forma fantasmagórica que perturba e rapta seres viventes, onde a maior viagem é encontrar no desconhecido uma saída e respostas. A atuação dos atores fazia parte principalmente de uma década onde a tecnologia para os filmes iniciava e engatinhava.

Os efeitos especiais já eram bem experimentados em 1986, e a novidade foi enriquecer a trama com aparição de um monstro e a realidade astral, que por ventura, deve ter sido a mesma que Carol Anne e Diane estiveram no filme anterior. A grande questão é que tanto o primeiro filme como segundo possui furos de roteiro. No segundo a aparição daquele ser com rugido de leão no final do filme, era na verdade Henry Kane e não a besta, e por uma explicação mais concreta, a personagem de Zelda Rubinstein, explica que maldade que levou o reverendo a trancafiar os seus seguidores numa caverna até a morte a procura da salvação, o tornou um demônio.

A explicação pode ter caído em uso, e não convenceu muita gente. Os efeitos da sequencia são claramente superiores ao seu antecessor, mas a história tomou um rumo inesperado, dando novas características, ao que se pensava que era no primeiro. As explicações de assombração e Poltergeist caem por terra. Henry é um Poltergeist, mas na verdade é uma assombração. Uma perdura um tempo e pará sem ligação e a outra perdura por muito tempo criando laços. Logo o próprio nome do filme cai por terra.

A tentativa no segundo foi de apresentar uma forma a criatura, que não teria problema, se as versões e explicações do primeiro tivessem continuado. Na década de 80, ainda valia a interpretação, mais do que efeitos em exagero. E tanto a crítica geral condenou o uso desnecessário de efeitos para justificar a interpretação. Apesar de bater de frente com estes detalhes, e entender porque o filme ganhou uma crítica negativa, a nota é 95.0.

Analisando o contexto separado, agora em sequencia ele ganha 70.0 devido a estes furos que reescrevem a história quase em todo seu formato. Para não dizer que apesar da mesma família, surge uma nova versão dos fatos.

Opinião.

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Poltergeist o fenômeno

Eles estão aqui.

Poltergeist o fenômeno (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

Poltergeist o fenômeno (Foto: Reprodução/Mundo Pauta)

A família Freeling não esperava que em sua casa haveria mais algum hóspede. Após eventos estranhos aconteceram e envolveram a filha mais nova, Carol Anne (Heather O’Rourke), eles passam a viver reféns das entidades, algumas apenas de passagem, outras tem outros planos. Com pontos entre o misticismo e a espiritualidade, o filme rendeu aos formadores de conspiração e teóricos que o filme trouxe uma maldição para os atores.

Confira a repercussão dessas teorias e as mortes do elenco em “Os Segredos de Poltergeist“. O filme foi lançado em 4 de junho de 1982 e dirigido por Tobe Hooper, os roteiros foram assinados por Steven Spielberg e Michael Grais. Contava com um elenco formado por Craig Nelson (Steve Freeling) ,  JoBeth Williams (Diane Freeling) , Beatrice Straight (Dra. Lesh),  Dominique Dunne (Dana Freeling), Oliver Robins (Robbie Freeling) , Zelda Rubinstein (Tangina) , Martin Casella (Marty) , Richard Lawson (Ryan) e Heather O’Rourke (Carol Anne Freeling).

Trilha sonora assinada por Jerry Goldsmith

História.

No subúrbio de Cuesta Verde na Califórnia, a família Freeling formado por Steve e Diane, e os filhos Robbie e Carol Anne levam uma vida calma quando acontecimentos estranhos como levitação de cadeiras, móveis que se deslocam sozinhos, surgem para deixar tudo mais inquieto. No entanto não levam muito a sério quando nem todas as presenças envolvidas são de fato inofensivas.

Eles fazem contato com a Carol Anne que vira alvo e acaba raptada por um mundo entre os vivos e os mortos. Então é chamada para resolver este caso, uma vidente chamada Tangina que irá revelar que a entidade encrenqueira é muito mais maligna que eles pensavam.

Análise.

O filme é em si considerado um clássico dos anos 80, que para muitos, chegou no ápice de filmes POP, sobre alienígenas e fatos fantasmagóricos. Sejam nos gêneros de comédia, terror, suspense e fantasia. Uma época de transição tecnológica entre “manual e automático”.

Atualmente filmes com mais tecnologia não são capazes de transmitir a mesma intensidade de Poltergeist. Nos anos 90, os filmes tem mais um ‘quê’ trash que chegava a piorar até o título que antes fora feito num tempo remoto. Casos clássicos como estes seguem a quadrilogia alien. Que desandou no terceiro e matou a saga no quarto filme. Com fotografias e cenas trash, o filme não lembrava mais o terror alien.

O que o Mundo Pauta achou do Poltergeist?

O que o Mundo Pauta achou do Poltergeist?

Outro filme já tido como trash no começo dos anos 90, Tremors (por aqui O ataque dos vermes malditos) de 1989 trazia uma cidade chamada Perfeição no meio do nada, e um bando de vermes gigantescos comedores de gente (e qualquer outra coisa). Se acha isso trash, tentem ver o Tremors 3. Não chega nem perto na qualidade e roteiro.

Os filmes da década atual beiram entre dois júris: Ou é muito bom ou é um fracasso total. Não tem muito meio termo. O que existe muito atualmente é ‘MUITO DO MESMO’. Isso é tão comum de acontecer, com mais de 100 anos de cinematografia, não seria difícil se as ideias começa-sem a minguar.

Alice no País das Maravilhas sofreu adaptações literárias muito antes de virar filme. E atualmente muitos dizem que não aguentam mais os remakes da Carrie que teve 3 até agora. O que dirá de Batman que teve a versão de 1989 e fez criar outra nova em 2005. Ou o Superman que tinha uma origem nos anos 50, teve uma modificação ‘pequena’ nos anos 80, houve um hiato para o Superman Returns em 2006 e em 2011 até Krypton mudou o bioma. Sem contar as séries, existem ‘MIL VERSÕES DO MESMO CARA POR AÍ’.

Se pensarmos assim Poltergeist é remake de uma ‘pancada’ de outros filmes com ou apenas este tema. E por que ele fez sucesso e ganhou status de clássico? Em 1979, Ridley Scott lançava o filme “Alien” que trazia o terror na esquina. O medo de um ser desses te pegar. Na época a crítica detonou o filme, os telespectadores não acharam nada demais. E mais, antes do filme conseguir rodar, os diretores, roteiristas passaram fome, ficaram debaixo da ponte (conteúdo do DVD Especial de Alien).

Mas ele madurou como um bom vinho. A safra de alienígenas perigosos com uma trama que envolvia a primeira mulher como protagonista, só ganharia importância no final dos anos 80. Daí o motivo do filme ter virado sucesso, uma questão histórica somente. Poltergeist ganhou pontos por dois motivos – “OS SEGREDOS E FATOS BIZARROS” e “A morte da atriz”. O filme é simples em roteiro, diversos furos, os efeitos não beiram a ULTRAMAN, mas o maior cuidado da época era evitar virar um papelão, por isso o que era mostrado pouco era o suficiente.

Mas para o Mundo Pauta – Poltergeist é um clássico por reunir os fatores de nostalgia, o filme carrega um pouco dos anos 80 para os tempos atuais, é um filme simples e com efeitos extremamente ultrapassados, mas que ganham valor devido ao esforço da produção (quem tem o DVD especial de Poltergeist deve saber que as cadeiras em cima da mesa foi feita de uma cena para outra com a equipe equilibrando – TAKE 1 – TAKE 2.

O filme por alguns críticos, tem a presença da expressão como principal contador de histórias. Você não teme a entidade pelo efeito assustador, mas sim pelo desconhecido. A razão pela época ter ausência de recursos melhores, obrigou os roteiristas apelarem pelo suspense e caracterizar no momento de Tangina falar – “Ela vê ela como uma criança, nós a vemos como a besta” dá mais impacto que monstro feio por aí.

A nota do Mundo Pauta é 95.0

Curiosidades.

  • Apesar da atriz Heather O’Rourke ser o principal motivo de lembrança do filme Poltergeist, ela teve muita mais participação nos dois filmes posteriores;
  • A cena em que a mãe Diane Freeling (JoBeth Williams) é atacada pelo poltergeist na cama e levada pelo teto foi rodada apenas girando a câmera para dar efeito. E há cortes entre as cenas. O teto passa a ser chão, a parede e assim sucessivamente;
  • A atriz Heather O’Rourke nunca teve a chance de ver sua própria atuação no terceiro filme, ela faleceu no dia 2 de fevereiro de 1988 e o filme foi lançado no dia 2 de junho do mesmo ano (e por esta razão, foi prorrogado para esta data o lançamento);
  • Na lápide da atriz está escrito – “Carol Anne Freeling da trilogia Poltergeist, irmã e filha”;
  • Do segundo para o terceiro filme é possível notar a diferença de inchaço do seu rosto , em decorrência do problema que ocasionou a sua morte;
  • O site de críticas e resenhas de filmes Rotten Tomatoes avaliou como péssimo o filme Poltergeist III, a única pessoa a receber excelentes críticas, de forma póstuma, foi Heather O’Rourke;
  • Os esqueletos utilizados na cena de Diane na piscina são de verdade;
  • O mito de cemitério indígena ou cemitério alheio foi abordado por Stephen King em cemitério maldito onde tudo que morre volta a vida. A ideia foi utilizada para Poltergeist;
  • O jogo Beyond Two Souls produzido pela Quantic Dream e distribuído pela Sony para PS3 no episódio Diner, Jodie é endiabrada por Aiden quando ele faz o jogo das cadeiras em cima da mesa, imitando a cena do filme.

Trailer.

O Exorcista

‘Ele conhece o seu nome’ – Padre Merrin.

Regan Mcneil - Linda Blair (Foto: O exorcista/Mundo Pauta)

Regan Macneil – Linda Blair (Foto: O exorcista/Mundo Pauta)

Mais do que simples travessuras e problemas na adolescência, a família Macneil poderia testemunhar. Enquanto todos são abrasados pelos holofotes de uma cineasta, a sua única filha começa a sofrer de uma doença invisível. Mesmo transtornada, continua achando que os médicos conseguiram encontrar alguma coisa.

Torturada com uma verdadeira tropa de testes, nada pode ser revelado. Apenas que está mais doente do que costume sem causa alguma. O tempo passa, e sabemos que algo de muito errado esta acontecendo, não só a com a menina,mas com a casa. O pior pesadelo não esta numa armário. A presença já se tornou concreta, Regan Macneil não é mais sua filha.

Elenco.

[Biografia dos atores | Foto dos personagens]

Crítica.

O Exorcista para época foi um filme de gênero forte e grotesco. Atualmente não passa de um filme cult que cria peças pouca arrojadas perto de filmes como “O Chamado” e o “Grito”. Até mesmo títulos de jogos eletrônicos chegam a dar mais sustos que a produção de William Friedkin. O filme continua botando muita gente para correr.

Mas sua qualidade vem do fator – “desconhecido”. Como a tecnologia não era o forte da época, o roteiro carregava em suspense, onde o bicho no escuro era a melhor forma de fazer terror. Foi assim com Alien. Monstros horripilantes nós temos, mas aqueles que não podemos ver, que não sabemos onde está, gera um pavor pior ainda.

O Exorcista traz pitadas de terror, intercalados com a escalada da piora de Regan, do desespero da mãe e do que poderia ser de fato. A descrição, a dramatização feita pelos personagens causa mais temor que ver o demônio Pazuzu, que de longe é a pior coisa para se ver. Nada poderia superar a mulher sem mandíbula.

Este é um clássico. Mundo Pauta dá nota 9.5.

Confiram – “As maldições…do Exorcista“.

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Mundo Pauta.

Texto: Rafael Junqueira.

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As naves mais horripilantes

Da USS Ishimura a Elysium.

USG Ishimura (Foto: Internet)

USG Ishimura (Foto: Internet)

Naves assustadoras.

Assistimos filmes onde o grande personagem são as locações, agora já parou para imaginar que elas são tão importantes, que causam mais espanto que os habitantes inusitados que habitam. Não vamos exagerar também,  mas sabemos que um ambiente sombrio faz com monstros aberrantes sejam resultam na melhor forma de horror gritante. Já pensou se a Nostromo fosse bonitinha, será que ela faria tanto medo com aquela barata xenofóbica? Ou mesmo se a USG Ishimura deixaria aquelas criaturas bizarras seriam horripilantes se fosse toda iluminada com paredes de gesso branca. Com aquele ambiente de Silent Hill other world, nada fica igualmente assustador.

Nem mesmo o Dr. Weir ao dizer que “A realidade é muito pior” teria melhor comoção se a Horizon não fosse horrível como ela é. Só a sala do núcleo parece uma câmara de tortura. E mesmo com um destino de salvar a humanidade, não houve maneira estética de levar os últimos humanos da terra para Tanis IV, a Elysium não é só assustadora, é medonha. Conheça um pouco destas naves neste especial de “As Naves mais horripilantes”.

USG Ishimura.

USG Ishimura (Foto: Internet)

USG Ishimura (Foto: Internet)

Se você é um jogador corrente da série Dead Space, deve beirar ao nervoso ao virar uma esquina ou entrar num corredor escuro com uma coloração amarela e azul de uma luminária quebrada, e logo vê uma sombra das criaturas bizarras, mas nada passou de um fio se soltando do painel, se você treme na base, então conhece o poder amedrontador que a USG Ishimura causa.

Mas talvez não saiba de algumas particularidades da nave. Ela foi criada pelo inventor e astrofísico Hideki Ishimura um notório japonês no campo da pesquisa espacial que desenvolveu a viagem conhecida como dobra (Shockpoint), a nave foi a primeira da classe de exploração planetária. Hideki fez parte da equipe de estudos da marca negra localizada na cratera Chicxulub.

Ele foi testemunha do primeiro contágio, originando as primeiras criaturas, os necromorphs (Forma morta numa tradução literal). Isso porque é necessário ou mesmo é infligido, que o hospedeiro acabe morrendo para que a parte alienígena assuma o controle. A partir daí a nave tornou-se uma espécie de segundo planeta para estas criaturas, tornando a já assustadora nave, num covil mais horrendo ainda. Os incessantes barulhos, névoas, partes escuras e paredes forradas de aço escurecido. A cada instante que se anda pela nave, se confunde constante com uma parte dela, com um dos necromorphs.

Talvez não seja uma boa ideia usar esta nave para transportar famílias, aliás mesmo sem os alienígenas, é assustadora.

Nostromo.

Nostromo (Foto: Cinesplendor)

Nostromo (Foto: Cinesplendor)

Não é de hoje que a nave Nostromo do filme Alien de Ridley Scott (1979) é sinônimo de inferno alienígena. Uma nave como aquela, só para superar naves que viajam ao inferno por 7 anos (Horizon). Os canos que rodeiam este túnel, são tão similares a cabeça alongada de um xenomorfo, que se torna uma das naves mais medonhas da lista.

O espaço claustrofóbico que a mesma condiciona, também aumenta mais ainda a frenética ideia, que qualquer coisa possa estar atrás ou em cima, e que temos a impressão de algo nos olha a todo instante. Não é por nada que o alienígena se acomodou muito bem nas fiações da nave Narcissus e pegou a senhorita Ripley num strip.

O que se sabe deste gigante, é que uma nave de minério construído e financiado pela Cia chamada Weyland-Yutani. Sua missão era simples. Mas como uma diretriz básica, qualquer nave deveria pesquisar chamados, mesmo que isso signifique conhecer o pior terror do universo. Uma combinação do que o alien podia causar, a Nostromo era um exagero de bizarrice.

Horizon.

Horizon (Foto: Internet)

Horizon (Foto: Internet)

A nave Horizon não bastava ser contra qualquer beleza, ela tinha que ser enviada ao inferno por 7 anos. E se tornar uma nave viva. A originalidade era que o cientista Dr. Weir descobrira uma forma de dobrar o tempo de viagem, ou seja tornar o destino e a origem um só, criando uma espécie de porta no espaço. Só que esta porta abriu um caminho para o inferno.

Uma dimensão de puro mau. Logo para complementar o fator medo, a nave se tornou o próprio mau. Carregada de todos os mortos, os antigos tripulantes, ela não só quer voltar ao inferno, como quer levar muitos com ela. A arquitetura nada amigável da nave se percebe em todos as partes. Da ponte que é uma espécie de acomodação proposital de metal enferrujado com controles, painés e o piso totalmente escuros, e com uma luz fraquíssima.

Tomamos o resto do corpo da nave por um extenso corredor oval, escuro. Ao chegar perto do núcleo, a verdadeira câmara de tortura, temos uma espécie de corredor que lembra um moedor de carne (figura acima). Ao chegar no núcleo, qualquer descuido e pode ser empalado pelas paredes pontiagudas.

Elysium.

Nave Elysium (Foto: Internet)

Nave Elysium (Foto: Internet)

Após constatar que a terra possa estar sofrendo um colapso destrutivo, um grupo de cientistas de todo o planeta cria uma nave imensa chamada Elysium que tem a missão de ir até o planeta considerado apto para a raça humana chamado Tanis IV. O projeto chamado arca incutido internamente da nave consta com todas as espécies e elementos da terra para a colonização do novo lugar.

Tirando o fato de tudo sair errado, a nave não coopera com os novos habitantes após 980 anos estacionada no planeta. Os seres mutantes da raça humana são tão primitivos que fazem da nave um verdadeiro vilarejo dos diabos, mas se isso fosse o maior problema, a nave Elysium não figuraria como uma nave horripilante. Somente para termos uma ideia, na área que se encontra os tubos criogênicos da tripulação lembra muito o núcleo da nave Horizon.

Mergulhe no mundo do Concept Art.

Confira um artigo sobre os estúdios de Feng Zhu design criado há 12 anos pelo artista que dá o nome ao estúdio, e suas obras ente artes conceituais. O artigo foi escrito pela designer e ilustradora Aline Bottcher.