Violão (3) – Como converter Partitura (Piano) para Tablatura? (2/2)

SEM APPS, TRABALHO 100% TRADICIONAL.

Esse método de conversão não usa nenhum programa, é um trabalho manual, exige de vocês um nível de entendimento de teoria musical e experiência com execução de peças. Compreensão mais do que básica. Como há mais partituras de piano e teclado disponíveis que tablaturas, é uma mão na roda saber fazer essa conversão.

ENTENDENDO A CONVERSÃO.

Pra este segunda parte, a primeira fizemos uma conversão de uma música do violão para o piano. Agora faremos do piano para o violão, por motivos de direitos autorais, não posso printar a tela aqui da música em partitura.

Mas vou colocar a tablatura, por um arranjo. Se você ler a primeira parte, eu explico como identificar as notas do piano com as cordas do violão, o grupo harmônico a quem pertence cada uma das 6 cordas e como identificar qual oitava e tom, a música está. Claro, me referindo a uma base de teoria musical, que você leitor(a) deve possuir também.

Este arranjo foi produzido por mim, não sei se há alguma na internet, e esta será por fins didáticos. A música que peguei começava com uma pausa de 1 tempo e seguia para um lá de terceira oitava (clave do sol). Este lá pertence a corda G (Sol), que se refere a médio agudo e que pertence ao grupo harmônico da oitava 3.

Esse tipo de informação é muito essencial para localizar onde a música será tocada. Se você achou muito rápido essa análise, sugiro lerem a parte 1 desse artigo. Fará sentido tudo o que leu aqui. Essa identificação não demora nada. Assim você precisa pensar – “Do grave para o agudo”.

Se você é novato em violão, cuidado, porque a primeira corda se refere ao MI (E) agudo, ou seja a corda de baixo para cima. Muita gente confunde isso na hora de tocar. Senão no lugar do G você vai tocar o D, e vai perceber que nem a nota e o tom farão sentido. No violão a sequências da cordas é:

(no instrumento) como se posiciona:

E -6 CORDA

A – 5 CORDA

D -4 CORDA

G – 3CORDA (Onde está localizada a canção)

B – 2 CORDA

E – 1 CORDA

No primeiro artigo dessa série Violão eu explico isso também. É essencial que tenham essa leitura para compreenderam o que está acontecendo neste artigo.

Ao identificar a oitava e tom harmônico, você localiza que corda do violão irá usar a partitura. Dali em diante é entender que a gente considera a nota em sequência da corda G (Sol) não a primeira casa próximo da boca, do corpo do violão e sim da pestana, lá na cabeça na ponta do braço (fretboard).

Esses nomes todos eu mostrei nos artigos 1 e 2.

A casa 2 que se refere a nota LÁ vem da oitava 3, se vocês tocarem a partir da boca estamos falando de um lá que já está na oitava 4, e o salto de tom será enorme (sem falar que também não irá tocara música). Quando tocamos a casa 16, o som será agudo (alta) e portanto já se encontra próximo ao mosaico do violão (em cima do corpo do violão).

Violão (3) – Como converter Partitura (Piano) para Tablatura? (1/2)

TEORIA MUSICAL.

Aqui vale tanto a teoria musical que ficaria difícil ou improvável o entendimento de como vemos as cordas do violão em paralelismo as teclas do piano. Mas vamos lá, que é para isso que esse artigo está sendo redigido, esclarecer alguns pontos que podem lhe ajudar no progresso (de ambos os instrumentos citados), como em particular e sobretudo, não depender, de aplicativos.

CORDAS POR TOM.

Violão tem 6 cordas. Cada corda em ordem (mais próxima da cabeça), ou seja de trás para frente como se lê na tablatura, seria o tom mais grave para o mais agudo. Aqui preciso deixar claro que tom e oitava são ‘diferentes’. As cordas se referem à tons mais altos ou baixos. Enquanto que para cada corda há uma sequência de notas que sobem e descem oitavas.

OITAVAS.

Oitavas sobem os valores da notas. Entre uma corda mais grave como o E (sexta corda) logo o que vem em seguida seria…o FÁ (F). Aqui se você já estudou tablatura deve ter reparado que a primeira casa mais próxima da boca dá um salto de nota comparado a corda solta (o tom da corda)? Se já reparou não contamos 1 a partir da boca e sim da pestana. Como em qualquer nota, começamos a da nota nula (sem tocar) da mais grave para a mais aguda.

POSIÇÃO NO BRAÇO (FRETBOARD).

Assim como já deve ter notado que contamos a primeira nota do MI (E) mais agudo, nós consideramos a sequência das notas a partir da chamada corda solta (representado pelo zero na tablatura) a partir das casas da pestana. Se você tocar a casa imediatamente próxima a boca, mais próximo ainda do mosaico (entrada e saída do som acústico), notará que a nota ali está com o som agudo (alto) comparado com a corda solta, reparou?

Em ordem essas são as últimas notas de uma subida, pois você começa do grave para o agudo. Por isso que quando você olha para tablatura, se não estiver fazendo isso de forma automática sem observar, as casas 1, 2, 3 ficam lá em cima do braço longe do corpo do violão. E já notou que o som é mais “baixo”, mais “cavernosos”, mais “denso”. Tem uma razão dessas casas terem os menores números. Elas se referem a crescente.

CONVERTER DA VIOLÃO PARA O PIANO.

Relativamente mais simples que o contrário. Cada corda é uma nota, que conhecemos como:

E – Mi (Agudo) – 1 (4 oitava)

B – Si (Agudo) – 1 (3 oitava)

G – Sol (Médio Agudo) 3 (3 oitava)

D – Ré (Médio Grave) 4 (3 oitava)

A – Lá (Grave) 5 (2 oitava)

E – Mi (Grave) 6 (2 oitava)

Leram as oitavas? Elas são o mapeamento dessas notas mesmas no PIANO. Como descobrimos isso? Pelo tom. Por ouvido. Não por mim, mas comprovado por todos nós. Se você seguir a sequência de como está, teremos o seguinte no piano:

  • E2, A2, D3, G3, B3 e E4 (MI3, LA3, RE3, SOL3, SI3, MI4).

Pegue o violão e na frente do piano, toque essa sequência e note a similaridade tonal. É exatamente a mesma. A cada uma dessas notas, existe um grupo harmônico de notas que compõem entre eles. Se você tocar do E2 até o A2 você tem a composição da primeira corda, mas não para por aí. Você não passa para outra corda, você continua na composição da mesma corda. Mas se você quer manter um composto tonal, é bom pensar em duas coisas:

  • Mudar de corda não é apenas mudar de oitava é mudar de TOM também.

Tem muita música que eu vejo por aí em tablatura que sofre com mudança tonal, porque se usa 2 cordas para representar uma sequência. Em muitos casos não necessita dessa mudança. É preciso entender se a música no piano exige a mudança de ‘tom’ e não apenas de oitava. Tem uma figura que representa esse MAPEAMENTO e ilustra bem o que quero dizer, mas fiz questão de viabilizá-lo agora para teorizar antes de entregar resumido.

Nota importante: Esse diagrama ele se torna um pouco confuso quando nos referimos a escala de tom por parte das cordas. Aqui ele posiciona o círculo (percebem) para se referir as notas (estão corretas) o que não está é na referência do fretboard do violão. E ele se refere a posição ao lado (a casa do lado da boca, do lado do corpo do violão como sequência, e NÃO a forma correta é invertida á essa em relação ao mapa cromático.

Desta forma que está, a nota imediatamente depois do tom da corda se refere a uma nota alta (aguda) e isso não é o correto já que sempre consideramos a subida do grave para o agudo e não ao contrário. Então vocês teriam que inverter essa posição das notas.

O que torna esse mapa essencial é onde as notas das cordas do violão se encontram com as teclas do piano e vocês terem ideia do que se refere.

Vamos pegar essa música bem simples que é o “Brilha, Brilha estrelinha” em tablatura e passar para piano. Vamos identificar as notas:

  • terceira casa no tom LÁ (5 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • segunda casa no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (1 nota)
  • terceira casa no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • segunda casa no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • terceira casa no tom LÁ (5 corda) a partir da pestana (2 notas)

Vamos transformar a primeira linha em CIFRAS \ Notas Musicais para serem tocadas em um piano.

A partir do LÁ (ou seja A2) você vai considerar a terceira casa (lembrando que LÁ2 ou A2) como corda solta significa 0. Próxima nota à ele, significa A#2 é 1. Como para o piano é mais fácil, basta você contar as notas a partir da nota, do contrário é preciso identificar onde a nota fica no fretboard, dai a facilidade do violão para o piano.

Vamos a uma agilidade:

  • Terceira casa no LÁ é DÓ3 (Logo C3 C3) lembra que são duas notas?
  • Corda solta no SOL é SOL3 (Logo G3 G3)
  • Segunda casa no tom SOL é LÁ3 (logo A3 A3)
  • Corda solta no SOL é SOL3 (logo G3)
  • terceira casa no tom RÉ é FA3 (logo F3 F3)
  • segunda casa no tom RÉ é MI3 (logo E3 E3)
  • corda solta no tom RÉ é RÉ3 (logo D3 D3)
  • terceira casa no tom lá é DÓ3 (logo C3 C3)

Colocando em uma sequência mais limpa, apenas ainda como cifras, na segunda parte desse artigo trarei a partitura montada e na terceira parte do piano para o violão, temos:

  • C3 C3 | G3 G3 | A3 A3 | G3 | F3 F3 | E3 E3 | D3 D3 | C3 C3 ||

Primeira linha.

Violão (2) – Como funciona a tablatura?

É a partitura do violão. Ela é evidentemente diferente da partitura do piano, mas que poderia ser usado para tal situação, caso você tenha memorizado onde ficam as notas em cada casa. Agora precisamos vincular como ler uma tablatura. Aos poucos neste artigo, iremos trazer o passo a passo, não é complicado, apenas que é preciso aprender o básico para começar a tirar algum som. Vamos lá!

De cima para baixo, é uma partitura com a clave do sol para pianos (teclado) pode ser usado para flauta também. E logo abaixo a tablatura que se refere ao violão (6 cordas). Vemos ali as notas que correspondem a afinação do instrumento, aqui é que começa ‘a confusão’ para alguns. Como disse, indo em partes, essa confusão não acontece.

Nós contamos de baixo para cima a sequência das cordas. Muitos pensam que a tablatura está ao contrário, mas não é assim. É porque associamos que as cordas do violão começam a ser contadas de cima para baixo, a corda mais próxima pra cima indo para baixo, e essa não é a sequência.

Quando lemos a tablatura ela é lida da primeira corda para sexta corda (parece invertida) mas não é. Nós é que lemos errado inicialmente. Porque temos a tendência de relacionar que o lado que estamos segundo em nossa direção se refere a primeira corda. No entanto se a primeira corda se refere a base (como um andar, térreo), faz sentido ela está embaixo do que em cima (concordam)?

Agora vamos passar para o braço (fretboard). Aqui tem outro equívoco que pode acontecer por vários motivos. Mas se você é novo(a) na música. O padrão de tom é sempre do grave para o agudo. E no violão diferente do piano, a escala vem da parte chamada pestana (representada na figura abaixo) até a boca.

O braço (fretboard) é composto pelas notas músicas [cifras] A B C D E F G [Notas] La Si Do Re Mi Fá Sol. Em suas composições em sustenidos e bemóis. Mas a leitura das casas na tablatura segue um padrão diferente da leitura feita como você pensaria. Cada afinação como vimos, começa em uma nota musical, que tocada solo (corda solta, representada pelo número zero na tablatura), dá sequência as notas musicais.

Observe acima, que cada nota por afinação tem uma sequência de notas. De onde parte as notas temos a parte do violão mais próxima da boca. Onde temos a coluna que representa G D A# F C G (SOL RE LA# FÁ DÓ SOL) está próxima da pestana.

Aqui as cifras se referem a sequência das notas de afinação:

  • E F F# G G# (Mi Fá Fá# Sol Sol#…)

E muitas vezes isso pode gerar uma leve confusão, onde está o bemól? A representação do bemol é a uma compreensão das notas que possuem seus sustenidos. Por exemplo, qual é o bemol do MI (E)? É o sustenido do RÉ (D). Qual é o sustenido do MI? (Alguns dirão, não tem), é a próxima nota em tom. No caso FÁ (F). Muitas vezes foge a regra, porque associamos que sustenidos e bemóis estão associados as teclas pretas e não ao tom.

Como no caso das cordas, temos aqui uma atenção especial na leitura da tablatura. Ela não é feita com as casas sendo contadas da boca do violão. E sim da pestana. Vamos ver uma tablatura como exemplo:

No braço (fretboard) do violão nós temos ‘casas’ que são limitadas por barrinhas chamadas trastes. O melhor toque é feito quando pressionamos a corda sobre o traste ou próximo, assim evitamos anulação do som ou mesmo desafinação. É possível sintonizar um bom som fazendo um toque chamado SLIDE (que você desliza o dedo para cima ou para baixo) sem tirar o dedo da corda enquanto toca, você vai sentir onde o som toca bem.

As casas são contadas como números inteiros. Como visto aí na figura. Cada número se refere as casas. A contagem é iniciada em 1. Apesar de termos o zero. O zero significa corda solta. Isso significa que você vai tocar corda sem pressionar alguma casa no braço. E partir do 1 você vai contar para achar a casa que se refere as notas da tablatura.

A maioria dos violões possuem marcas na lateral para cima indicando onde ficam as algumas casas. A intercalação indica onde fica a casa 5, 7, 9 e 12. Para ter uma ideia de onde ser localiza. No início vai parecer complicado, depois fica muito fácil. Normalmente na tablatura vem com notações, inclusive esse SLIDE que eu mencionei.

E vem com o tempo também, igual a da partitura de piano. Mas neste caso, normalmente cada toque é 1 tempo (1 segundo) para cada nota. Vamos resumir o que aprendemos.

REVISÃO.

  • A leitura das cordas é feita de baixo para cima;
  • A sequência das cordas são MI SI SOL RE LA MI (E B G D A E);
  • A leitura das casas é da pestana para boca;
  • O número zero (0) corresponde a corda solta;
  • Os violões possuem marcações para sabermos onde ficam as casas;
  • O melhor lugar para obter um som claro e limpo é pressionar a corda próximo ou no traste;
  • Tablaturas é a partitura do violão;
  • Nestas leituras somos capazes de ler notações e tempos para executar uma peça;
  • Casas são conhecidas como strings;
  • Braço como fretboard.

E uma informação IMPORTANTE nem todo violão tem o mesmo tamanho do fretboard, que são os números de casas. Alguns tem 12, 15 e 19. Muitos mapas de notas disponibilizado na internet contam até 12. Mas se você tiver um maior, basta continuar a sequência das notas.