Edição de 16 anos marca presença de Anime Wings no Rio de Janeiro

Por Rafael Junqueira – 28/07/2024 – 7:42

Em fevereiro de 2024, o evento Anime Wings que conta com uma programação centrada no público e relevância GEEK, como concurso de Cosplay, concurso de dança solo e grupo do estilo K-Pop (Música Sul Coreana), quiosques e estandes de lojas do meio, artistas e desenhistas independentes e com um público para todas a idades, comemorou em sua segunda edição (Tijuca) 16 anos de história.

A rotina da equipe de Cosfantasy e AnimeWings realiza uma primeira edição em Laranjeiras no Colégio Liceu na Z. Sul do estado e outra no Z. Norte no Tijuca Tênis Clube que leva o nome do bairro, com temas que variam sobre a cultura japonesa e outros temas do universo pop cult dos quadrinhos, mangás, animes e música. E essa edição foi nomeada como “Carnaval Geek” já que aconteceu no mês em que a festividade costuma terminar suas apurações na Sapucaí.

Confira a reportagem.

Jaguar Parade: Movimento Artístico pela Biodiversidade a 1ª vez no Rio de Janeiro

Por Rafael Junqueira – 20/07/2024 – 16:34

O movimento artístico conhecido como JAGUAR PARADE está com sua mais recente parada localizada pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro, após faz sua passagem por Nova York, Belo Horizonte, São Paulo e Santa Catarina. Contando com ‘monumentos’ em homenagem a onça-pintada, feito por artistas, a causa tem como arrecadar investimentos para conservar e recuperar o ecossistema desses animais e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos também.

As entidades beneficiadas pelo projeto são a Onçafari, Panthera, Ampara Silvestre e FAS, o projeto consiste em promover a visibilidade pelo problema recorrente na natureza. Com desmatamentos, queimadas, destruição do ecossistema e ocupação dos habitats desses felinos, que no Brasil conta com a maior população de Onças-Pintadas dentre todos os 18 países da América Latina, ela ao final leiloa a estátua enorme de onça e 100% dos lucros vão para essas entidades.

JAGUAR PARADE NO RIO DE JANEIRO - Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta

Cada obra é assinada por um artista e possui uma motivação. A localizada na Praça Saens Peña situado no coração da Tijuca na Zona Norte do Rio de Janeiro é pelo acreano conhecido como Alemão. Elas ficarão expostas publicamente até 11 de agosto (12 de julho – 11 de agosto). Não apenas neste bairro, mas diversas outras estátuas estão espalhadas por todos os lugares da cidade.

Conceito da estátua da Tijuca.

A motivação é promovida pelo sentimento da esperança e o lema dela é “Homem em Harmonia com a natureza. De um lado o amor e do outro a esperança.”

Encerramento do movimento no Rio.

O encerramento da exposição será realizada no Hotel Fairmont no bairro de Copacabana na Zona Sul do estado no dia 13 de agosto.

JAGUAR PARADE NO RIO DE JANEIRO - Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta

No blog do Jaguar Parade menciona a razão pelo qual o estado do Rio de Janeiro foi escolhido para que o movimento pudesse marcar seu momento em 2024, a leitura está disponível para todos no link a seguir: https://artery.global/jaguar-parade-rio-2024-arte-oncas-pintadas/ (01/12/2023)

Pelo site é possível acompanhar os calendários e o próximo ponto que eles irão levar o movimento ecológico.

EDITORIAL.

O Mundo Pauta é um site de jornalismo com mais de 12 anos (desde 2012) de trabalhos trazendo notícias e outros assuntos que temos como recorrência no Brasil e o Mundo. Entre diversos cadernos como Entretenimento, Artes e Cultura, Marketing e Publicidade, Design e Notícias do Mundo, estamos sempre comprometidos com informações que assegurem os fatos para o público.

E se você conhece o nosso canal (que não leva o nome Mundo Pauta) que se chama Junca Games, estamos lá focados em Filmes, Séries, Livros, HQS, Games e cultura Geek, que envolve feiras, convenções, movimentos de Cosplay e entre outros.

Se você não me conhece, pode clicar aqui ou aqui, ou ainda meu nome é Rafael Junqueira e atuo como jornalismo há mais de 20 anos.

Há assuntos que são “correspondentes” entre esses canais, tendo versões em escrito e em vídeo do mesmo assunto cobrindo de formas diferentes. Obrigado pela leitura e volte sempre!

Avenida Rio Branco um centenário sob nossos passos

Se surge um compromisso no centro da cidade, passamos ignorando um marco histórico para engenheiros apreciarem, mas também para não obreiros urbanos olharem que ali esconde um ancião de 110 anos, uma larga avenida, que conheceu e desconheceu celebridades, autoridades. Foi ali erigida uma das mais famosas travessias do centro do Rio de Janeiro, a Avenida Rio Branco.

Avenida Rio Branco sentido Av. Presidente Vargas (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

Avenida Rio Branco sentido Praça Mauá (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

Foi em março 1904 que o engenheiro Pereira Passos, então nomeado pelo presidente Rodrigues Alves, a também prefeito da cidade do Rio de Janeiro, idealizou e construiu a Avenida Central (antigo nome), e em setembro daquele mesmo ano, o terreno abria espaço para onde seria a travessia mais conhecida pelos cariocas.

Com 1.8 km seccionando um setor da zona central da cidade, partindo da Praça Mauá na parte norte e desembocando na Avenida Dom. Infante Henrique, próximo ao Vivo Rio e MAM (Museu de Arte Moderna) próximo ao litoral.

No principio, a Avenida Central fora arborizada inclusive com o Pau-Brasil, e havia uma calçada que cruzava a travessia no meio. Ao longo da expansão, essa fora removida, para então em 1912, o nome ser batizado como todos a conhecem: Avenida Rio Branco. Mas qual foi a origem do nome?

Avenida Rio Branco - Edifício Central (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

Avenida Rio Branco – Edifício Central (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

José Maria da Silva Paranhos, considerado um dos maiores estadistas do Brasil, nasceu em 1845, vindo a falecer em 1912, advogado, diplomata, geógrafo e historiador brasileiro, sagrou-se bastante na questão diplomática brasileira, era denominado por suas conquistas como Barão do Rio Branco (título nobiliárquico).

O pai de José Maria, representou na história brasileira, como um dos signatários do tratado de paz em 1870 na Guerra do Paraguai, quando recebeu o título de Visconde do Rio Branco. Um dos países participantes da guerra tríplice aliança contra o Paraguai, Uruguai teve uma de suas cidades nomeadas Rio Branco, pelo então filho do militar, Barão do Rio Branco.

A importância histórica desses dois personagens permeiam as origens inclusive de instituições pelo território nacional, é um legado que se impulsiona por detrás de uma avenida tão popular, que chega a ser frequentado por 500.000 pessoas diariamente oriundas de diversas regiões do estado. Que apesar ainda de conservar prédios antigos, ainda datados do período colonial, de uma arquitetura que construiu os primeiros traços do perfil local, sofreram uma alteração a partir de 1940, a ponto de mudar a face da cidade desde de então.

É uma avenida que viu os contrastes, e manifestações históricas, é testemunha dos passos da população, mas que guarda na fina espessura do concreto, sua origem mais preciosa, destacada por uma homenagem ao título do Barão do Rio Branco, a diplomacia.

Edifício na Avenida Rio Branco (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Edifício na Avenida Rio Branco (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Conheça a praça Dulce

Em tempo presente, a praça Dulce, na Tijuca. Você conhece?

A Tijuca não é um bairro colossal como sua irmã de nome, e anexado historicamente, porém distante, a Barra da Tijuca. Os dizeres – Grande Tijuca que inclui os bairros do Maracanã, Andaraí, Meier, Usina, Grajaú, também constitui a Tijuca. Talvez o maior bairro do estado do Rio de Janeiro. Mas atualmente, ela anda manca das partes, e algumas coisas se perdem. Ainda mais nos dias de hoje, que todos se encontram conectados num mundo virtual. Conheça essa parte da Tijuca que fica logo ali.

Rua Dulce próximo ao ex-walmart - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Rua Dulce próximo ao ex-walmart – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Ao longo da Rua Almirante Cochrane é possível encontrar uma ruela próximo ao ex-Walmart. Ela se chama Dulce. Antes que tentem saber o significado, as pesquisas me levaram á um decreto numerado em 2.265 que define alguns nomes de ruas. E pelo jeito, há vários logradouros com esse nome – clique aqui para ler o decreto de patrimônio do Rio de Janeiro. A rua tem uma extensão mínima, e dar-se-á numa região que mais parece uma vila. As casas conjugadas, prédios e vários casebres.

Esta região aglomerada de residências, fica no pé da pedra ou morro da Babilônia que cerca o imperial Colégio Militar do Rio de Janeiro. É cortado por ruas próximas como a Almirante Cochrane e a São Francisco Xavier, além de três outras ruas internas. Que são a Rua Dulce que segue á esta foto, e lá na frente é preciso virar a direita e seguir até uma rua sem saída. Nesta primeira passagem é possível tangenciar a praça. Seguindo em frente chegamos na General Marcelino que também chega á uma rua sem saída.

Praça Dulce contornada pelas Ruas General Marcelino e Dulce - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Praça Dulce contornada pelas Ruas General Marcelino e Dulce – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Há 4 anos, o blog chamado “Blog da minha rua” fez uma matéria completa sobre o que o autor(a) descreveu como “Oásis da Tijuca”, as palavras – “Moradores desconfiados e reservados, crianças que ainda podem brincar na rua, na praça, idosos e jovens casais dividem o ambiente silencioso e arborizado.”. De fato o Mundo Pauta presenciou um lugar muito bem cuidado, tirando o asfalto feito de retalhos, mas que rua do Rio não passa por este mal?

A praça Dulce é formada por uma área de brinquedos de parquinho, uma área coberta com cadeiras e mesas de pedra para os moradores mais velhos viverem seus tempos de brilhantina. No blog afirma que são casas dos anos 40, e tempos dos anos dourados de 50-60. Essa parte fica ‘anexada’ a pedra da Babilônia fazendo “escudo” com o resto da Tijuca. Imagine que parece uma fortaleza, você só tem duas formas de entrar no Oásis, pela Rua Dulce pela Cochrane e pela Lafayette Cortês vindo pela São Francisco Xavier.

Final da Rua Dulce - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Final da Rua Dulce – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

No final da Rua Dulce, que dá num beco sem saída, ainda com algumas casas entrepostas com a rua externa. Você percebe uma espécie de vila dentro de um bairro. É incrível. Você não espera encontrar raridade como essas. É como um verdadeiro explorador achando terras escondidas. Nem a melhor tecnologia do mundo poderia reservar isso. Há residências de luxo neste lugar. Se pudesse fazer como Marco Pollo, tem até Cacto crescendo do chão.

E grandes cactos. Um verdadeiro Oásis. Com o conjunto da areia da praça. Só faltava ter palmeira no lugar. Porque até a pedra da babilônia dá a entender que parece um ‘Lost World’. Bem a aventura bate a porta de quem lê muito Júlio Verne. O lugar é pequeno, dá para percorrer tudo em 10 minutos. Não é grande, mas se quiser tirar fotos dos cactos, da arte de grafite e árvores distintas, vai levar esse tempo.

Seguindo da Rua Gal. Marcelino, segue a partir da esquerda da Praça Dulce que leva até um beco sem saída (porem mais aberto) que da Rua Dulce. Esse ponto leva até um muro rico em arte de grafite. Alguns infelizmente ‘vandalizados’ com pichações. As casas locais dão impressão de subúrbio, mas não se engane, é subúrbio americano.

Praça Dulce no bairro da Tijuca - Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Praça Dulce no bairro da Tijuca – Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

General Marcelino sentido Rua Dulce - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

General Marcelino sentido Rua Dulce – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

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No centro da praça Hilda

Você conhece a praça Hilda?

O quanto que você conhece do seu próprio bairro? É uma pergunta relativa, no dia a dia, estamos condicionados a tomarmos o mesmo caminho por anos por conta de nossas obrigações, e ás vezes por preguiça quando não nos cabe nenhum impedimento de o fazê-lo, em especial, no tempo de lazer. Mas são pequenos passos como esses, que nos permitem, explorar e encontrar soluções no dia, por mais simples que pareça. Então o Mundo Pauta fez uma exploração matinal, e descobriu o encontro da natureza com o urbano.

Praça Hilda - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Praça Hilda – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Esta pequena praça fica entre duas ruas numa rua interna próximo a Igreja Santo Afonso no bairro da Tijuca. Ao lado esquerdo a entrada da travessa Inácio Bittencourt e ao lado direito a Rua Deputado Soares Filho, ambos saem na Rua Barão de Mesquita. Além dessas duas entradas, é possível chegar ao local pela Rua Santa Sofia próximo ao Umas e Ostras e o cartório, e a Rua Pareto próximo a Rua Almirante Cochrane.

Na mesma área, é possível localizar a entrada para o pé do morro da babilônia que fica atrás do Imperial Colégio Militar do Rio de Janeiro contornados pelas ruas São Francisco Xavier e Barão de Mesquita. Essa interação do morro com a rua, contrasta um pouco, porque é possível notar a ‘invasão’ das rochas na rua.

Rochedo do morro da Babilônia na residência da Rua Deputado Soares Filho (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Rochedo do morro da Babilônia na residência da Rua Deputado Soares Filho (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Nota: Não confundir com o morro da babilônia próximo a Urca. Este fica na Tijuca, é um morro muito menor.  Confira mais uma última fotografia ‘capturada’ pelo repórter móvel do Mundo Pauta. Onde podemos notar a bifurcação da Travessa Inácio Bittencourt, ao lado esquerdo é a travessa Frei Rogério.

Bifurcação entre a Travessa Inácio Bittencourt e Frei Rogério (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Bifurcação entre a Travessa Inácio Bittencourt e Frei Rogério (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Senta que lá vem a história.

(Breve, eu juro)

  • Inácio Bittencourt (19/04/1862 – 18/02/1943) – Jornalista e médium espírita (radicado brasileiro), nascido na ilha Terceira (lha de Nosso Senhor Jesus Cristo das Terceiras), Angra do Heroísmo em Açores, fundo o Abrigo Tereza de Jesus.
  • Frei Rogério (29/11/1863 – 23/03/1934) – Padre (ordem Franciscana) Alemão nascido Borken, Münster foi radicado no Brasil. Participou da Guerra do Contestado em Santa Catarina (1892).

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