Avaliação da colônia de Marte – Free Mars…limited.

A história, o arsenal e o personagens – THQ e Havok retornam, mas deixam algo para trás.
Se vocês esperavam um show de novidades, podem ficar entediados ao lerem o que tenho a dizer sobre RED FACTION ARMAGEDDON. Ele é um jogo que prega a interação, quem jogou o primeiro deve ter se sentido um verdadeiro revolucionário. Armado com um martelo de pedreira pronto para destruir tudo.
Com um sistema de carisma igual ao karma presente em vários jogos, possibilitando influências positivas ou negativas pelos habitantes. Pois é, se achava que a Havok e a THQ iriam seguir com a promessa do jogo ser melhor…então se enganaram. Se você gosta de jogos lineares sem liberdade de mapa, então pode até gostar do jogo. Mas mesmo para estes adeptos, verão uma coisa irritante. Todas as fases além de serem iguais, repetem sempre a mesma missão: Manada de inimigos, proteger ou capturar. Só por 27 fases.
Ao contrário do antecessor, este jogo pode decepcionar.
Jogo.

Red Faction Armageddon
O jogo não é ruim, mas se os jogadores andavam na linha de free world, free play vão encontrar neste título um jogo que peca pela originalidade e erra feio em tirar aquela liberdade que tínhamos no primeiro. Mas nem todo jogo é ruim por inteiro, mesmo aqueles que fazem de tudo para ter o melhor prêmio de Tosco.
Red Faction é um jogo que volta na história da liberdade de Marte, agora passados alguns anos, você é Darius Mason neto do grande revolucionário. Mas tudo parece ruir quando uma chance de terraformar Marte é destruída por Hale que agora confina nosso personagem nos subterrâneos de Marte.
Até parece bom. Se fosse mais diverso, diria que o jogo se aproxima do título “Dead Space”. Imagine o jogo da Visceral com free world? Já imaginou poder andar livremente pela U.S.S Ishimura. Ia ser um show…Show1000. Mas infelizmente a THQ + Havok faz esse idéia não surgir. E logo vemos numa história tediosa, com cenários quase iguais, e com as mesmas missões. Vencer Hale é a coisa mais fácil que tem no jogo, vencer o tédio é que é um saco.
Tirando as novas armas, podemos dizer que o jogo ficou com uma nota preliminar de 5.0 de 10.0. Cada um irá concordar ou não mediante seu experimento. Como disse, quem se apaixonou pela liberdade do primeiro jogo, vai ser preso neste. A primeira fase, engana, as demais vocês verão que o jogo perdeu seu carisma.
Trilha.
A Trilha é realmente boa, tal como a primeira. O que não mudou em qualidade (Magnifique qualité) – muito embora ela tenha permanecido, não compensa jogar um jogo que apresenta uma mesmice nas fases, o que é uma pena.
Sistema.

O sistema do jogo oferece um jogo repetitivo, com uma trilha boa e um arsenal incrível
O sistema de destruição é igual ao primeiro, bate martelo, se você metralhar você perfura. E assim por diante. Os gráficos estão muito mais trabalhados que o primeiro. O jogo de luzes incrível. Mas as fases como havia dito, são muito repetitivas.
Temos uma ou outra que volta para controlar um robô gigante, ora uma nave ou servir de atirados numa barco. Mas o jogo sempre retorna ao mesmo motivo “Atirar, atirar e atirar”. Certo, estarei sendo uma cabeça na lua se comenta-se por volta e meia que todo jogo segue esta retórica. Isso é verdade.
Mas imagine uma pista de carro que só tem reta. Que chato. A mesma reta, a mesma platéia. Só que muda o dia, o clima. Essa comparação já faz compreender. Você pode mudar alguma coisa em sua carroceria e até no máximo 3 carros. Tirando isso, o segredo do jogo esta na parada. Como não zerei o jogo, pois o achei muito chato, cheguei até a fase 22. Parece que um final plus, que só lhe acrescenta a possibilidade de usar todas as armas e perks do começo do jogo.
Legal…mas esperava algo mais inovativo como…andar livremente.
Armas.

Arsenal Red Faction Armageddon
Se vocês lessem daqui em diante, achariam o jogo mil maravilhas. O sistema de armas foi realmente inovado. Se vocês acharam o arsenal do seu avô bom, este aqui é mais que bom. Agora além daquelas armas presentes, como o nosso machado de pedreira. Temos um dispositivo que reconstrói que destruírmos…é mesmo. Bacana, já pensou em se esconder numa caixa hermética?
Um gancho incrível que faz parecer uma casa em gravidade zero. Já destruiu edificações a distância usando este aparato. É incrível. Outro são os Perks, as atualizações ou Skills. São muitos bons, melhores resistências, esquivas, poderes. O sistema de armas realmente inovou completamente.
Trailer.

Trailer – Red Faction Armageddon (Trailer Story e E3)
Nota.
Bem eu achei o jogo chato, em comparação ao primeiro. Como um jogo único, acharia ele um jogo tedioso. Na época que joguei F.E.A.R 1 para XBox, li que o jogo era repetitivo. De fato era mesmo. Andares, estacionamentos. Mas havia um quê no jogo chamado “suspense de enredo’. Algo que o Red Faction não soube explorar deixando cair na mesmice de pequenos segredos que todos já saberiam mesmo que não fosse dito.
O jogo é legal…mas se quiser adquiri-lo diria que é um jogo que não tende ao mesmo impacto do primeiro, segue uma linha de uma batalha sem fim contra os que querem colonizar Marte. Mas para jogadores como eu, que procuram jogos que a liberdade e inúmeras formas de terminar a fase é o ponto forte, então este jogo vai desagradar.
Mas se você gosta de linearidade e quer usufruir da destruição combinado com as habilidades + arsenal, pode ser uma boa pedida este jogo. Por um lado descontenta alguns, mas pode gerar adeptos de outro lado.
Minha nota após 5.0 dado superficialmente, sobe 6.5.
