Qual é o melhor PS3 ou PS4?

É CLARO QUE É O PS4. NÃO É?

A resposta seria óbvia se colocássemos em cima da mesa o seguinte – a capacidade do motor, a capacidade gráfica, o tamanho do HD e as possibilidades mecânicas e físicas dos futuros jogos. Recursos esses que para muitos podem ser o maior motivo de investir em comprar novos consoles. Leitor(a) julgue que o autor desse artigo não está parado no tempo. Mas olhando para PS5 ou Xbox One S, olho para PS4 e Xbox One e noto que há um problema.

Quanto mais a gente volta no tempo notaremos uma significativa evolução, tanto em gráficos como em mecânicas. Melhores efeitos de luzes, modelos 3D, mais interação, mais física (real), histórias envolventes, mais recursos, realidade virtual. E ao longo do tempo essa foi a trajetória da maioria dos jogos não importa qual plataforma estamos nos referindo. O que parecia novidade nos anos 90 já era um recurso comum nos anos 80. E até anterior. Mas havia degraus nítidos de transformação daquela tecnologia A para tecnologia B.

Open World por exemplo, pensava ser algo dos anos 90, depois descobri que já existia nos anos 80. Isso é verdade. Mas é tanta tecnologia nova, que a gente se perde. Mas os jogos tiveram sua cota de promover algo novo. Chega uma hora que o poço seca. Mas cada década foi assim mesmo. Exploraram tanto uma ferramenta que ela ficou chata de ser vista. Outras não. E quanto mais, em alguns casos, aquele recurso aparecia, mais interessante era.

Na linha da Sony, o PS1, PS2, PS3, PS4 e o recente PS5. Sabe o que inovou do PS1 para PS2? Gráficos, efeitos de Ray Tracing, mecânicas de IA, mais interatividade. Do Ps2 para PS3, a mesma coisa num grau bem maior. Sabe o que evoluiu do PS3 para PS4, pouca coisa de gráficos e quase nenhuma de mecânica. Sabe o que evoluiu do PS4 para PS5? Não tem como dizer, mas o que tudo indica, algum investimento em RV pode dar um ar de novidade, talvez um RA ou sensores de movimento.

AS EMPRESAS MAIS COTADAS ESTÃO INVESTINDO EM QUÊ?

As empresas as mais cotadas podem ter dado o tiro certo na maioria das suas gerações, mas quanto mais havia troca de consoles, essas inovações se tornaram mais escassas. Até mesmo em relação a época de ouro nos anos 80 e 90. Dos consoles e do PC. Houve um tempo de seca do PC. Eles inovaram deixando os SDK (criadores e kit de criação) mais acessíveis. Hoje no PS4, existe muito conteúdo independente por causa dessa iniciativa nos anos 90. E parte do conteúdo ser um pouco amador em alguns casos é devido À isso também.

A parte qualquer crítica, mas amadores tem um significado diferente quando falamos em games. Alguns fazem muito e outros fazem pouco, mas trazem o que nos encanta. O amador é mais significativo quando identificamos o que torna o jogo ruim. Ou quando fazem uso do Marketing para vender milagres e entregam galhos secos e quebrados. Já existia isso nos anos 80. Todo mundo sabia quando um jogo ia vir ruim, sabe como? Quanto mais o Marketing fosse caro e investido em celebridades, maior seria a probabilidade de vir uma bomba. Quase sempre, quando não era, sempre.

PC é uma plataforma que permite mais. Se você não gostou de algo, é só procurar o SDK, assistir os milhares de vídeos que tem, pegar uma ferramenta de modelagem e lançar sua versão. Criar um Mod. No console você tem que se conformar quando a coisa está péssima. Ou se alegrar se estiver conforme o anunciado. É claro que na medida do possível, quando faço a devida comparação PS3 e PS4, o segundo tem acessibilidade aos MODS (para rodar e não criar) do que o primeiro.

Mas se falarmos da qualidade da safra de jogos do PS3, eu já começo pensar que o PS4 não foi muito bem afortunado. Ou pelo menos não precisava de um novo console para lançar os jogos que nele foram lançados. Por exemplo, se olharmos Detroit Become Human com dois pontos de vista. Diríamos que o processador do PS4 é o que? Mil vezes melhor que o PS3? Olha aqueles gráficos…beleza. Mas em termos de mecânica não diferenciou muito do Beyond Two Souls ou do Heavy Rain. Mais liberdade para andar? Com certeza. Cada título dessa linha de jogos narrativa da Quantic Dreams realmente aumentou alguns pontos.

Mas ele poderia ter sido lançado para PS3 com muita folga. Claro os gráficos ficariam pífios. Espera, espera. Em 1997 a Nintendo com o seu Nintendo 64 fez algo que eu nunca mais vi se repetir. Uma expansão de memória. Lembram? Na frente do console na parte de cima na frente da entrada do cartucho havia um encaixe fechada coberto por uma capinha. Essa entrada era para colocar um pequeno cartucho vermelho e preto para expandir a memória e a capacidade de poder gráfico do console.

NOVO MODELO DE NEGÓCIO?

Por que a Sony não manteve o PS1 e só vendia os cartuchos de expansão? Lucro é óbvio. Seu pensamento é bem mais afiado do que poderia aparentar. Manter a carroceria e mudar o esqueleto não é negócio para as empresas de consoles. Eles vivem das plataformas, e ficam ao longo de 5-7 anos ganhando, até que o poço seca, eles lançam um novo console para ganhar mais um tempo de grana. E assim sucessivamente.

Mas seria negócio manter um console e lançar placas de atualização? Ao meu ver, talvez com uma visão amadora e com uma certa predisposição ao ver o meu lado como consumidor. Diria que sim. Mas vendo como uma empresa que fabrica esses consoles. Eu diria que eles deveriam pensar. Porque um console só com necessárias atualizações físicas é algo que não é incomum. Pelo menos não uma iniciativa das empresas, e sim de alguns consumidores.

Em recente tempo eu tive um problema de pane de HD em meu PS4, ele funciona, mas não carrega porque…o cérebro dele não funciona mais. Então o que eu preciso fazer? Comprar outro HD compatível com o PS4 para poder acessar as informações e assim dar continuidade aos meu divertimento. Pois bem, se contarmos anos atrás, não haviam essa possibilidade. Pelo menos não tão fácil. No PS4 você tem um acesso a entrada do HD muito fácil de fazer a troca. Fácil mesmo. Feito próprio para isso. Nos consoles antigos ou você levava na autorizada ou se arriscava em uma aventura de engenheiro elétrico. Era placas, fusível e outros segredos ocultos dessa empreitada.

As empresas ganhariam bem. Elas poderiam investir nos jogos e recursos do que em toda vez montar uma plataforma para relançar tudo de novo. De novo? É um custo alto. Se você mantém um console por 20 anos e só muda placa de vídeo, HD, pacotes de expansão. As empresas vão ganhar com diversas linhas de produtos no lugar de ganhar com uma, super estimada, cara demais. Se o console não engrenar, ela perde rios de dinheiro investidos nos últimos 10 anos. Me parece mais custo e benefício ganhar com acessórios lançados periodicamente.

Será que as empresas grandes tiveram essa ideia?

Kingdom Come: Deliverance

O título Kingdom Come: Deliverance é descrito como um jogo realista da época medieval. Trazendo na pele do personagem Henry em um jogo de primeira pessoa no melhor estilo RPG. Tirando o lado mágico que essa época é produzida na maioria dos títulos como Senhor dos Anéis e Skyrim. A dificuldade fica pela proximidade de um personagem que precisa treinar para estar a altura dos oponentes em um mundo onde o erro é fatal.

O parágrafo acima traduz em um jogo top. Mas antes que façam a compra no Steam ou no PSN Store, pensem antes de comprar este jogo. Em matéria de realismo, o pessoal da Silver fez um belo Marketing para vender, mas esqueceram de mencionar outros pontos que são negativos.

História.

O jogo é uma verdadeira enciclopédia de fatos históricos revelando ser uma obra prima em matéria de informações e fatos. Comparado a obra da Ubisoft, a série Assassin’s Creed, é realmente um banho. O ponto negativo em relação fica pelo idioma permanecer no inglês.

Você é o personagem Henry que pode ser considerado um jovem diante dos problemas que o país enfrenta, e sobretudo os problemas da época e escassos recursos, sem mencionar as distâncias de uma cidade para outra.

Sua jornada inicia após sua vila ser atacada pelo irmão do atual rei, que quer a todo custo a coroa para si. Mas não pense que você é o herói, não, aqui você é uma pessoa como tantas outras no meio de uma guerra.

Seu personagem começa do zero. E nisso que consiste a história. O único maior pecado dela é priorizar que você quer vingança. Amarrando muitos acontecimentos basicamente o forçando a tomar um rumo dentro da campanha principal. O que é contraditório, já que parte da campanha não é exatamente um open world, é linear, previsível e obrigando a agir conforme a história progride.

Se você optar por ser stealth, esqueça, a campanha obriga você ser Henry o guerreiro. E ponto final. Na maioria das vezes a história vai se perder pelo fato que aprender qualquer outra coisa a não ser lutar,  é o mais importante. Então liberdade de escolha é uma mera ilusão aqui.

Jogabilidade

É um jogo extremamente travado. O modo de andar, a lerdeza do personagem, o empunhar a espada, os golpes, o movimento de câmera, as respostas dos botões. É tão fraco esse ponto que muitos aspectos do jogo se tornam frustrantes. Na prática sair apertando o botão de ataque que nem fliperama é mil vezes melhor do que pensar em fazer um ataque e defesa ou pensar que vai fazer uma luta de espadas no estilo Jedi.

Dado o realismo do jogo, não de gráfico (bem ultrapassado), movimentação, animação dos personagens, e sim realismo baseado em como se veste, o mundo reagindo (embora não tenha visto qualquer reação em si, mais do mesmo), ele peca muito em demonstrar um personagem robô. Mas com NPC inimigos NINJAS.

Os carregamentos iniciais não é demorado. E não há nenhum durante a ida pelo mapa (mas não é novidade, nenhum jogo carrega o mapa há muito tempo). O único inconveniente é que no início do jogo ele carrega, e depois você precisa carregar o seu jogo fazendo que haja dois carregamentos seguidos.

Física

Como a jogabilidade, a mecânica do jogo é muito insuficiente. Embora nos primeiros momentos você ache que a chuva, os trovões e relâmpagos, e o passar do tempo do ciclo de dia e noite sejam um espetáculo. Não vai demorar muito tempo para começar achar que esse é um processo péssimo. Se você não aumentar o gama (brilho), é praticamente impossível não usar a tocha para iluminar, isso que dizer – tchau stealth.

E se não usar, você vai trombar com o seu inimigo do mesmo jeito. A qualidade gráfica influencia na má coordenação do personagem que possui uma movimentação desengonçada. Embora o movimento do cavalo e dos NPCS quando estacionários merecem destaque, na prática de batalha e algum movimento excepcional do comum, decepciona.

Tem áreas de cercas que apesar de um pouco elevadas não permite escalar, obrigando a seguir um caminho pré-determinado. Sem falar é claro de ficar preso em certos lugares. E inclusive até uma pedra no chão que por ser um pouco mais alta que o seu sapato o faz ficar preso, pular é uma saída, mas ás vezes é uma forma de se prender mais ainda, gastando inclusive stamina.

O movimento de esquiva é inútil. Andar para trás mais ainda. Correr pode ser uma saída. Mas no início do jogo com uma armadura fraca, a maioria dos inimigos pode ter matar com 2 ou 3 golpes. Considere isso na dificuldade fácil. Na mais difícil nem se fala.

Música e som.

Música típica medieval, flauta, passarinhos piando. Cachorro latindo, pessoas conversando. O barulhinho da chuva na calha dentro das edificações. Impecável. Movimento dentro das instalações, pisar em poças de água. Lama e terra. O trabalho do som é digno.

Mas a voz do nosso personagem é insossa. Parece que alguém dublando com um saco de papel na boca. Sem falar que ele não sente nada, nem mesmo para expressar emoções o timbre muda. O que tem de impressão é que o ator leu o script antes de dormir e enviou para o editor. E mesmo que coloque no máximo de volume, ele vai falar muito baixo.

Preço.

No PSN STORE o valor do jogo é de R$ 249,90 e no Steam é de R$ 149,99. Na melhor das hipóteses, mesmo os jogadores que gostam deste estilo de jogo, a recomendação é de que esperem uma SUPER PROMOÇÃO para abaixar esses valores. Dado o nível da jogabilidade, física e gráfico.

E da linha de desenvolvimento do personagem ser osso duro de roer para crescer e a dificuldade, além da campanha apostar em um progresso de jogo na contramão da proposta, um jogo linear obrigando a fazer as estratégias diferente do que você tem em mente, deveria custar em ambas plataformas um valor de R$ 50,00.

Marketing nível ‘Olho de peixe’.

A prioridade da empresa em realizar o Marketing foi demonstrar o quão o jogo tinha em similaridade e confiabilidade nos fatos históricos, priorizando as cut-scenes (cenas de vídeo) para comprovar a legitimidade do jogo com a cronologia real de nossa história. Os poucos prints (imagens) não demonstravam a mecânica de combate, apenas fotos relevantes de luta que dessem a ideia de dinâmica.

Os gráficos são ultrapassados para um jogo de 2017, embora a proposta da empresa tenha sido de oferecer um jogo com realismo de comportamentos e reações de um mundo, essa é a mesma ideia de vários estúdios que não conseguiram entregar em nenhuma vez o combinado. Todos os títulos citam uma IA avançada e um mundo dinâmico que reage as suas ações, mas na prática há um deslize.

Kingdom não possui um mundo dinâmico. Ele possui gráficos ultrapassados, mecânica de jogabilidade ineficiente, um mundo aberto para explorar, uma vez dentro de side quests e main quests ele se torna linear. As estratégias não são abertas a mão, os jogadores são obrigatoriamente impostos a sempre a lutar. Stealth e diplomacia não é um caminho exatamente possível.

Você pode usufruir dessas táticas, mas apenas como alternativas e temporariamente. Se está pensando em fazer como em Skyrim, este não é o seu jogo. Aqui a física do jogo é igual ao Far Cry 5, não importa se está usando silenciador, você será visto do mesmo jeito.

A publicidade do jogo trabalhou bem as artes conceituais, trailers e informações no site oficial. E buscou veículos de críticas com nome na praça para dar um endosso ao trabalho, mas na prática temos um jogo com a inteligência artificial, gráficos e jogabilidade de 2004.

Vale a pena comprar?

Se você gosta de títulos medievais e luta como um bom RPG, sugiro esperar que o preço reduza. Se está esperando um jogo com um mundo que reage e um personagem que tenha uma curva de progresso de habilidades recompensadoras, não recomendo. Você pode gostar mais de Monster Hunter ou Shadow of Mordor. Este jogo está mais para quem gosta de jogar Xadrez.

Far Cry 5 pode ser um abacaxi de 2018?

Normalmente não elejo um game como abacaxi antes dele ser lançado. Mas desde de 2017 em meados de setembro que foi anunciado seu lançamento para janeiro de 2018 e antes de terminar o ano o mesmo foi prorrogado para março.

E o que choveu de teaser, youtuber falando que o FC5 é o jogo do ano me fez pensar que estão dourando a pílula. Pelo menos para quem tem o costume de perceber que Game que faz muito Marketing, quer garantir as vendas pois o jogo é um fiasco.

Talvez fiasco seja uma palavra forte, a palavra certa seria – “Criando expectativas altas demais”. Já vi gameplay, teaser, até webdrama que fizeram. Já anuciaram os 3 DLCS (Marte, Vietnam e Zumbis) e já deram até atenção para os companions (experiência pessoal: Nenhuma prestou até hoje) e claro aquela propaganda que Hope será diferente de Kyrat e Oros, mas no fundo será igualzinho só que com novos elementos.

Sem imersão, sem história, sem delongas. Gosto da série FC, mas gostar é diferente de virar finais de semana como costumo fazer com Skyrim, e com adendo que não uso MODS. O jogo é o suficiente para dar ar a qualidade. E detalhe que esse jogo é de 2011, foi remasterizado para PS4 e convertido para VR, sinal que a Bethesda no lugar de lançar um novo OVO para a nova geração, preferiu pegar o que já deu certo.

Quase todos os jogos apostam em Multiplayer, na época do PS3 por não ter um suporte nativo para online e raramente ser usado como fonte de MMORPG ou MMO, os jogos da geração anterior eram focados na campanha. Agora os jogos são focados no online, a campanha é o extra. Quando existe.

A grande maioria dos jogos do PS4 foram ‘refeitos’ do PS3. Agora em março é que começa uma corrida de lançamentos, mas há de pensar que será um hiato depois disso. E também avaliar que jogos serão os aclamados e os que o público vão esquecer. Posso até contar quantos jogos eu achava legal no PS3 e quantos não são no PS4.

A média era a seguinte, a cada 10 jogos eu comprava com certeza 6. No PS4 na mesma proporção, 2. E precisando ter uma média de avaliações terceiras para dar um veredicto. Após minha decepção ao Zelda: Skywards há algum tempo, que achava Zelda sagrado demais para deixar um fã na mão, vejo que nenhum título garante qualidade.

Mesmo sendo fã da série Tomb Raider, senti que o jogo acaba antes de começar. Tomb Raider de 2013 em ambas as vezes que zerei a contagem para fechar o jogo foi exatamente a mesma – campanha em 12 horas.

Rise Tomb Raider trouxe novidades, mas repetiu a dose do TB (2013). Esperava mais. Ainda mais de uma Lara Croft Survivor. Seria uma boa um modo survivor em um open world. Mas não vi acontecer. É um jogo de plataforma que pode agradar muitos fãs, mas assim como a modalidade MMORPG invadiu, não vejo problema em Open World fazer o mesmo e os modos sobrevivência.

Pode ser que FC5 não seja uma perdição, talvez Detroit: Become Human que vai chegar em maio também não. Mas depois de saber que a campanha termina em 10 horas, me faz pensar que o multiplayer virou modelo de negócio único. Esses jogos merecem serem comprados? Como PSN Store é famosa em fazer ofertas e oferecer os melhores preços para planos Plus, prefiro esperar um corte considerável para averiguar se FC5 vai valer o que anda vendendo.

E como milagre existe na Sony, Just Cause 3 XL que custava 400 reais, peguei custando 89,00 há alguns dias. Mas não coloco muita fé no FC5, ainda mais com essa pólvora publicitária toda. Já comecei a desconfiar mais ainda quando ouvi um youtuber falando que FC5 não terá ditadores e doidos – quando que a história central é sobre fanatismo religioso onde um cara como Vaars (Senão um primo distante) é doido de pedra.

O que espero de Far Cry 5:

  1. Sistema de recompensa: Se é uma resistência ao fanatismo religioso, espero que as ações sejam reconhecidas e tenham impacto direto na luta. Resgatar civis devem promover sentimento de coleguismo futuro. Se for igual ao demais FCs e jogos como Homefront – você pode se matar para entrar numa base, o seu colega de resistência só vai comentar que tem comido rato no jantar, sem ao menos reconhecer seus atos dos últimos dias;
  2. Protagonismo falso: Você é eleito líder de tudo, general e sentinela em Fallout, Líder em Homefront, mas na prática é um soldado raso que não manda em nada, não é reconhecido e é jogado na toca do leão toda vez. Luta sozinha a batalha e ainda se depender do roteiro é esquecido nas cenas finais;
  3. Exército de um homem só: Já deu para jogos que apostam em batalhas quando você é o único soldado na jogada. Não tem muita lógica isso. Se dependia apenas de uma pessoa para vencer, o jogo não precisaria logo de você o ALTAIR da era moderna. Tem que ter NPC ajudando a todo tempo;
  4. Mundo vivo: É o que ouço há muito tempo. Já vi dois Deathclaws lutando em Fallout sem que eu precisa-se fazer algo. Já vi o pessoal em Kyrat descendo o chumbo no pessoal e nem por isso precisei iniciar a batalha. Já fui atacado por elefante e rinoceronte. Mas se o NPC me vê para atacar, está na hora de me ver e sair correndo ainda mais depois se eu acabei como uma fazenda inteira portando uma faca;
  5. Inimigos com radar na cabeça: Deu um tiro lá em cima na pedreira. Todos os soldados são super soldados. Eles sabem a trajetória da bala, e todos se comunicam mentalmente. Vão exatamente para sua posição, cercam e se tiver sorte você não volta a fase toda;
  6. Campanha demorada e sem final: Pelo menos depois do final posso ficar em Hope e reconstruir a cidade? Nenhum jogo permite reconstrução só apenas, mesmo depois de matar o vilão, ninguém te contou, que ele não era o chefe de tudo. Lembram de Star Wars: O retorno de Jedi que foi uma felicidade ao matarem o imperador, mas anos depois descobrimos que o imperador e o Vader eram apenas uma pedrinha no sapato, tinha mais imperiais que os jedis sobrando;
  7. Movimento bizarro: Todos os FC não pecam em cenas de vídeo, mas o movimento dos companions (Primal) são bem estranhos. Você sai em direção ao rio para pegar um inimigo desprevenido, e espera um ataque sorrateiro do seu tigre dente de sabre. E pimba, se dá conta que o bicho não vem. Por quê? Ficou preso em algum polígono. Depois de você matar todo mundo, o tigre surge do seu lado;
  8. O escopo: O que importa é história, a imersão dos personagens, a construção de relações como The last of us, Life is strange e o desenvolvimento da árvore do personagem, que permite que nosso esforço seja recompensado, mas seja realmente recompensado;
  9. Sentimento de rebelde: Nenhum jogo de resistência até hoje fez jus a proposta. É sempre como disse anteriormente: Você sozinho, ninguém vai te ajudar, mas comemorar vai aparecer uns 30 soldados do nada. Enquanto você tem que resolver os problemas com faca de cozinha, quando há fase que eles te ajudam, vem até helicóptero apache. Então se o sentimento de resistência não acontecer, será o primeiro golpe do FC5 – os teasers oferecem essa proposta.

Se FC5 não melhorar e corrigir o que os demais jogos da saga trouxeram e oferecer o que os outros não trouxeram. Esse jogo terá uma vida útil muito curta.

 

 

Megaton Rainfall

Título que aborda a possibilidade de sermos uma entidade evoluída a partir do próprio ser humano com poderes de voar, lançar plasma e ir a super velocidades oferece a proposta de apresentar a possibilidade de ser um superman. Mas o jogo tem vários problemas que tornam essa experiência frustrante e semelhante ao título Superman Returns de 2006.

A proposta de dar poderes sempre foi um problema na indústria de games. Nunca é um mar de rosas. Na verdade nenhum jogo retratou a realidade do último filho de Krypron. Com o argumento de fãs, todo inimigo parece levar consigo um pedrinha de kryptonita para conseguir lutar mano a mano com o homem de aço.

A demonstração de poder com sua super velocidade, voo, visão de calor, raio x, sopro congelante e imbatível sempre foi um artigo de luxo apenas restrito aos filmes. Não falta empresa criando jogos dos tipos ‘God mode e Sandbox’ que nos permitem influenciar a vida ou controla-las como um verdadeiro Deus. A abordagem parece interessante, mas nada diferente de jogar um Age of Empires (AOE), a diferença é que você não é intitulado como um Remus ou Godus, jogos disponíveis no Steam.

Em 2006 precisamente foi lançado a versão franchise para Superman returns que estreava no mesmo ano. Mas o jogo não fez jus a franquia, e embora tivesse uma cidade enorme para explorar haviam 3 características que tornaram o jogo dispensável e muitos hoje nem sequer lembram dele.

  1. Superman não tinha barra de energia, pelo menos não uma barra convencional. Para dar um limite ao homem de aço, você deveria evitar que a cidade fosse destruída, cada dano que ela recebia correspondia a dano a você.
  2. O jogo não tinha um enredo, na verdade ele lembrava mais a dinâmica do MMORPG DC Universe. Monstros aleatórios, combates e criaturas que surgiam do nada para atacar a cidade. E toda vez que você passava de capítulo, do nada surgia uma cena do filme. Sem contexto nenhum.
  3. Superman não é um superman. De todos os poderes legais dele, só havia uma espécie de ensaio dos poderes. Aliás se um cara normal é capaz de mata-lo. Superman era o que ele não era.

Sabendo disso, podemos falar de Megaton Rainfall. Lançado para consoles e PC, a compatibilidade do VR (Realidade Virtual) só foi apenas disponibilizada para PS4. O que permite pelo menos ter uma prévia do que seria ser um super homem em primeira pessoa literalmente. Tudo bem? Agora vamos entender porque ele não vale a compra.

Embora seu preço seja na média de 45-49,00. O custo para ter um jogo que não supera a diversão de um Dust, que permite mais ser um deus do que o próprio Megaton Rainfall. É entender que Megaton é uma cópia ‘básica’ do Superman Returns. Vamos ver as características dele:

  1. A cidade é sua energia, se houver dano você volta para o último checkpoint. E é só um checkpoint por missão. Logo se você deixar a cidade tomar muito dano, vai repetir do zero;
  2. Além dos invasores, os aliens, causarem dano você também pode causar dano. E detalhe crucial: A cidade sofre dano bem rápido;
  3. Não há como definir nível de dificuldade, portanto os danos não poderão sofrer limitações;
  4. Sua missão única é coletar as Xenospheres que serão habilitadas todas as vezes que você destruir as ondas de ataques dos invasores. Cada missão aumenta o número de naves, dificuldade e poder de destruição. E você ganha poderes também. Mas é bem proporcional, se você ganha uma bomba atômica, eles ganham escudos contra bombas atômicas;
  5. O jogo lembra Space Invaders e R-Type. Quer dizer prepara-se para um jogo de Superman onde você precisa atirar nas naves. Não tem a possibilidade de dar um ‘empurrão’ com a velocidade. Portanto cai por terra o tal do Superman.

Os gráficos ficam com nota alta para os efeitos atmosféricos (nuvens, atmosfera, modelagem do planeta, e efeitos de manipulação de poder), mas os modelos de personagens, prédios, destroços, os próprios invasores, os detalhes das cidades, o realismo é abaixo da média.

A capa do jogo que ilustra esta análise não chega perto da realidade dos gráficos do jogo. Como o padrão de renderização é voxel. Isso significa que o gráfico é cartunesco. Nada contra. Mas com a venda do jogo com uma capa dessa, espera-se um gráfico no nível do Uncharted.

Notas:

Gráfico – 9,50 (Atmosfera), Modelos cidade e personagens (3,0)

Exploração – 5,0

Sandbox – 0,0

Openworld – 4,5

Jogabilidade – 3,5

CRÍTICA: Marketing enganoso.

O jogo foi vendido ao público como uma espécie de Guerra dos Mundos com um gráfico top de linha. E embora para a plataforma PC a compatibilidade ao VR não há, percebe-se que a obra foi construída para ser usufruída com o mesmo. Fazendo com parte da experiência seja apenas uma interação VR e jogos típicos. O gráfico não é chega a altura, e para os padrões de jogos atuais, é um jogo ultrapassado.

Os trailers não correspondem com o objetivo do jogo e exploram o público com um produto que promete uma imersão e liberdade sandbox, oferecendo um planeta terra do tamanho real, mas com um trabalho de superfície ineficiente. Embora alguns pontos como Dubai foram trabalhados, eles não chegam ao ponto de serem considerados uma vantagem de divulgação.

A possibilidade do jogador ser um entidade divina termina quando sua limitação e potencialidade são definidas a partir dos danos a população. Tornando a experiência de imersão, interatividade e exploração do personagem e do planeta totalmente dispensável.

Como o jogo não é Beta ou Early Acess. Megaton Rainfall pode ser considerado uma adição na lista dos jogos ‘Divulgados como Diamante, e vendidos como carvão” semelhante ao No Man’s Sky.