Japonês (13) – Orientação de estudos – Livres ou JLPT?

Se você está começando a estudar o idioma japonês, acredito que você tenha que iniciar utilizando alguma referência conectado ao seu objetivo principal. Se você quer trabalhar, morar, estudar ou passear. Em cada um destes requisitos, você precisa saber Japonês em algum nível. Alguns mais exigentes e outros nem tanto.

  • Trabalhar (N4, N3, N2 ou N1);
  • Morar (N3, N2 ou N1)
  • Estudar (N3, N2 ou N1)
  • Passear (Nenhuma proficiência ou N5)

Li recentemente uma notícia sobre a diminuição da população brasileira no Japão e haviam dois motivos enumerados:

  • O envelhecimento da população brasileira no país;
  • E não tinha proficiência na língua.

O exame JLPT que é dividido em 5 NÍVEIS é usado por muitos estudantes (querendo ou não) almejar objetivos como TRABALHAR, MORAR e ESTUDAR para começarem seus estudos. De minha parte, prefiro seguir um plano de orientação à parte. Acredito que muitos só façam o exame para N5, os requisitos são mínimos, e na prática não se exige muito do aluno.

Os estrangeiros que não tem ascendência japonesa, possui proficiência N4. Este exame é contato de trás para frente, logo N5 é na realidade o nível básico enquanto que o N1 é o nível avançado. A parte na própria notícia demonstra que por terem vistos diferentes (Ascendentes e não), o primeiro grupo pode mudar de empregador e o segundo não, embora a notícia não tenha destacado o terceiro motivo, é de ‘manter’ um empregado com proficiência maior e com estabilidade.

Essa pergunta o Mundo Pauta irá atrás: Há ascendentes brasileiros no Japão com Nível N5 apenas ou até mesmo nem possuem? De todo modo isso não muda o nosso objetivo do artigo, mas pode influenciar no futuro segundo a resposta dessa pergunta.

JLPT pode permitir um acesso melhor ao caminho do estudo, no entanto está voltado para fazer o exame. E a forma de como ele é aplicado, não é do mesmo modo que os japoneses nascidos no país aprendem a língua. Você estuda japonês para passar em um exame, conseguinte não significa APRENDER O IDIOMA.

Não estou jogando palha no fogo ao afirmar isso. Não apenas essa notícia traz luz a proficiência não atingida pelos brasileiros, mas como tem muita pouca gente fluente nele. E a maioria são por motivos dos quais não listei exatamente, mas que se enquadram em fãs de ANIMES e MANGÃS. OU seja ‘PASSEIOS e RECREAÇÃO’. O investimento dessas pessoas são o mínimo possível.

Se orientar por um plano criado por você é bem mais interessante porque você acaba seguindo uma ordem de aprendizado (naturalmente autodidata) e que lhe permite aprender o mesmo idioma em que os candidatos do exame estão se exigindo aprender. A diferença é que um vai fazer uma prova (então o plano está voltado neste sentido) e outro vai aprender o idioma (porque está em um plano diverso de áreas de conhecimento)

Em ambos os casos, o aluno tem que estudar todos os dias. A diferença é aplicabilidade e sua atenção. Uma vez que isso pode significa perda de foco após um tempo. Pois no exame você vai começar a se estressar para passar em uma prova e não aprender o idioma.