Piano (5) – Para o piano, tem lógica o uso da clave do fá?

Logo de cara posso lhes dizer que não. Clave ou chave do Fã se refere ao posicionamento do Grave no som. Faria mais sentido se o piano fosse soprado para que uma orientação de clave assim fizesse sentido. Algumas partituras se referem a clave do fá na posição da clave do sol, se referindo as oitavas 3 e 4 e digamos em diante até a 7. As oitavas da clave do Sol para 1 e 2 se referem a mesma posição do que seria a clave do fá, ou o referido modo de acompanhamento ou acorde, do que seria o teclado.

E uma orientação da mão direita pela mão esquerda faria mais sentido. Mas, não faz. A clave do fá só tem mais sentido quando falamos de ressonância para o grave e agudo, quer dizer, para instrumentos de sopro. Onde o agudo e grave dependem do quanto você assopra. No piano, depende apenas de pressionar a tecla na oitava correspondente, tudo que uma clave do sol pode muito bem fazer sem problemas algum.

Logo a clave do sol faria toda a substituição fácil do que seria clave do fá ou dó, quando este último mais raro. Já leu uma partitura onde com as duas mãos você precisa saber a posição das notas, só que tem essa clave do fá que só ‘muda’ as regras? Então podemos notar que ela dificulta um processo que já é complexo. Piano costuma considerar muito mais que apelo temporal, ritmo, cadência e tonalidade que cada tecla gera por pressão sua.

Então se sabemos que o compasso, as linhas de cima correspondem a mão direita e as linhas e baixo correspondem a mão esquerda, porque a clave do fá existe? No Piano não faz sentido nenhum. Mas por uma conversão bastante clara, poucos sabem, que ela só existe no Piano por pura desconhecimento que quem apenas toca sem questionar. Tem muita música, que tem apenas a clave do sol em cima e baixo e não há problema algum nisso.

Piano (4) – Leitura da clave do fá

Clave do fá costuma ser uma pedrinha no sapato de muito iniciante em piano. A maioria, como é praxe, aprende a clave do sol primeiro e por padrão é a mais difundida quando se quer relacionar a música a algum assunto de forma pública.

Então é muito comum, você ver o padrão DÓ DÉ MI FÁ SOL LÁ SI no formato de escala da Clave do Sol. Mas a fá nem de perto é divulgada desta forma, logo você tem mais dificuldade. E a maioria nem sequer dedica tempo para estudá-la, deixando para bem depois.

Clave do fá como a clave do sol sse refere a chave de tom de uma música. O Sol é porque a ‘barriga’ da chave corta a segunda linha do pentagrama de baixo para cima, que se refere ao SOL. E dali em diante ou anterior contamos pela escala das notas musicais. Por isso é que temos o formato a seguir:

E há uma informação inerente a também esta escala que é pouco estudada pela maioria, que são as oitavas 2 e 5. A maioria estuda com frequência as oitavas 3 e 4. O que torna ainda mais restrito o uso das partituras que estão envolvidas em músicas mais sofisticadas, as que em especial, trabalham com 5 oitavas em uma mesma música.

A escala que vem na clave do fá se torna um bicho papão, e ela é seguida:

Como praticamente ela ‘muda’ as regras do jogo da já conhecida clave do sol, a maioria desiste quando olha esse ‘monstro esquisito’. E quando normalmente, a escala 1 e 2 são as mais vistas, qualquer outra escala maior é simplesmente ignorada. E então a maioria dos iniciantes, eles forçam ou procuram partituras em que existem duas claves do sol (uma no lugar da clave do fá) para facilitar isso.

TEM PROBLEMA EM NÃO APRENDER A CLAVE DO FÁ?

É comum achar partitura com duas claves do sol. No entanto existe uma implicação, mesmo que ocorra a alguém que é uma boa ideia, embora não seja má ideia (por uma fração de segundo), na clave do sol por exemplo, a referência inicial é a oitava terceira. Se ela já descer para oitava segunda, seria na clave do fá o que seria referente na clave do sol a quarta oitava. No passado as partituras eram bem mais caóticas. Depois que houve uma formalização, foi necessário criar uma nova forma de organizar.

Seria uma boa ideia, caso não tívessemos no banco de disponibilidade, muito mais músicas com clave do sol e fá do que uma facilitação com duas claves do fá. Por exemplo, em um dos artigos aqui eu mencionei a música Poltergeist que tem como o tema Carol Anne, que é oficialmente a música do filme dos anos 80, lá cheguei a dizer que tinha duas claves do sol, quando na música original (a partitura que eu peguei era um arranjo) é uma clave do sol e do fá.

Qual é o problema? Na prática teórica seria o fato de você não diferenciar percussão de melodia. E isso já causa alguns riscos quando nós falamos de composição. A percussão é o acompanhamento, é o que dá o som de fundo, é o suporte harmônico. Para os tecladistas, são os acordes. O Piano tem acorde, mas o teclado substitui a clave do fá (não há) por acordes. E isso dá o movimento harmônico, que é aquela onda da música que nós podemos identificar como ‘volume’.

A melodia é o que chamamos da própria música. Se você tocar qualquer música e reconhecer o ‘som’, essa se chama melodia. É quase tênue dizer o que é e o que não é. E porque deveríamos seguir a risca a regra das claves, no lugar de achar que pode entendê-las. A clave do fá por exemplo é praticamente o trabalho feito por muitos instrumentos percussionistas que é o caso do BASS, BATERIA. E ainda que possam ter seu papel na melodia, Violão, Violino, Guitarra, Flauta e etc.

Se você pegar uma partitura do tipo ‘harmônica’ que compôe diversos instrumentos musicais vai notar que muitas delas estão na clave do sol (trata-se da melodia) e algumas delas estão na clave do fá (se trata da percussão). E isso quer dizer, que se você não considerar o piano como sendo um instrumento que consegue unir ao mesmo tempo melodia e percussão, terá dificuldades de como simular a parte que representa repercussão em uma partitura de concerto para o piano, compactar a música e concerto em uma partitura de piano com duas chaves seguindo compasso por compasso, linha a a linha.

Esse não é o único problema, o outro vai para uma escrita não uniformizada. Veja por este lado, você vai e compõe e escreve do jeito que sô você entende. Provavelmente a música não será reproduzida da forma que foi composta. Essa anarquia da escrita da partitura cria ‘ilhas’ musicais que não fazem muito sentido.

Mesmo eu buscando pela internet, já achei partituras que as claves trocadas produziram uma música sem sentido, depois ao procurar por algum lugar que as tocasse, percebi, que as claves bem identificadas faziam sentido.

De uma forma geral ignorar a clave do fá, fará você sofrer com músicas que precisam dela. Se vocês acessarem o Musescore, que possui muitas músicas free ( vão notar a quantidade de partituras que tem clave do fá) e a maioria até tem duas claves do fá (notem que apoio do compositor original) tem uma creditação “arrange” ou “arranjador”. Ali é um outro músico que foi e adaptou a música em um tom diferente da original.

CLAVE DO FÁ E COMO TREINAR.

Agora pega a original, não vai ter duas claves do sol. O arranjo ele pode sim ‘diferenciar’ como o tom é tocado, o uso de acidentes musicais, até mesmo o uso diferente na oitava. Mas não é para mudar como a música é escrita. Isso causa um caos absurdo. É como mudar as regras do jogo porque não gostou delas. Mas as regras se forem mudadas, muda o conceito até de vitória do jogo. E aí teremos alguns problemas adicionais a questão.

Não tem erro, eis algumas dicas para você treinar a clave do FÁ.

  • Na partitura, estude ela primeiro e separado;
  • Faça sem tempo;
  • Não decore, entenda as notas e suas posições;
  • Treine o ouvido para saber que tecla está tocando;
  • Procure músicas em que o uso da percussão já faz entender a música.

Juntar as mãos nem é tão complicado assim. Mas não fazemos tocando rápido. Você precisa criar agilidade para tocar as duas, então é por isso que se toca devagar e depois vai adequando ao tempo da música real.

Piano (3) – Partitura ou/e Cifras?

Ontem precisamente vi um anúncio no Instagram que oferece aprender qualquer música no piano sem a necessidade de partituras e tirar a música de primeira. A primeira vista parece enganação ou truque (e você está certo, é), mas como sair dessa enrascada se você infelizmente acreditou nessa ideia de ‘aprenda rápido a ser um pianista’. Estudo música desde dos 11 anos, um total de 30 anos, posso lhe dizer, que tudo que promete milagres de RAPIDEZ, SEM REGRAS, SEM FIRULAS, normalmente é lorota. Vamos lá.

Cifras são letras do alfabeto românico que representa as notas musicais, mas que sem a leitura da partitura, representam uma ‘letra’ ilhada do que se refere a harmonia (se você não a conhece previamente) a música terá um impacto sonoro diferente. Como fazer um legado sem entender que ali é legado? Em Cifras não tem a orientação da partitura. Mas ela pode ser representada em uma partitura, muitas inclusive apontam que a nota musical é uma cifra, para orientação.

Sozinhas elas não conferem um mapa de como a música é tocada, por exemplo. As letras que segue começa no LÁ e termina no SOL e são representadas em sequência por A(LA) B(SI) C(DO) D(RE) E(MI) F(FA) G(SOL). Quando nos referimos ao sustenido e bemol, nos referimos assim:

  • C# ou Db (Dó sustenido e Ré bemol)
  • D# ou Eb (Ré sustenido e Mi bemol)
  • F# ou Gb (Fá sustenido e Sol bemol)
  • G# ou Ab (Sol sustenido e Lá bemol)
  • A# ou Bb (Lá sustenido e Si bemol)

Quando fora da partitura, como nos orientamos como tocar? Vamos entender o que a partitura nos oferece. Para entender que provavelmente não é possível tal proposta.

ANATOMIA DA PARTITURA.

Informa o tempo da música, na máscara do começo, informa quais notas são sustenidos e bemóis, o tempo por linha dos intervalos. Cada nota por compasso representa um ritmo (Semi-breve, inteira, semi mínima, colcheia, legaddo, fuzza), refere-se a clave do sol e fá, a entrada e pausas. Qual ‘peso’ tocar as teclas, se há pedal e quanto tempo de permanência do mesmo (algumas partituras possuem informação do pedal).

Informação sobre ‘mudança de mãos’ (algumas também) e alguns até orientam qual sequência de notas na clave do fá se refere ao acorde conhecido (Piano Chords), para que possamos nos orientar melhor. E a escala da música, que nos permite entender se ela é formada por sustenidos ou bemóis. E qual intensidade tonal temos que ‘compreender’ sobre a melodia.

Tem partituras que até se referem a outros instrumentos musicais que fazem parte da composição. A estrutura da partitura informa inclusive o tom da música naquela parte, e como ‘abrir ou fechar’ esse tom. Durante os compassos é possível perceber por identificação quando uma nota anteriormente definida para ser sempre sustenido ou bemol, quando ela passa temporariamente o tom nivelado e quando uma nota que não foi definida também passa a ser sustenido ou bemol.

Depois dessa rápida descrição, uma cifra sem partitura não nos permite entender como tocar uma música, exceto se você tiver alguma orientação ou prévio conhecimento daquela música. E não, sem partitura por cima, não é possível tocar qualquer música de primeira. Se com a partitura você vai levar um tempo para chegar lá, imagine sem ela? A compreensão dessa técnica vendida é provavelmente uma daquelas em que a regra de funcionamento muda conforme você pede explicações (risos).

Cifras são a música, sim. Mas provavelmente você não vai tocar uma música de primeira, especialmente se for novo na música e com aquela instrumento. E não vai tocar de primeira, especialmente se não conhecer a música. Sem partitura, aí é que será impossível.

Violão (1) – Aprendendo os primeiros passos por conta própria

Violão é um instrumento de corda tensionada onde cada um se refere a uma oitava seguido das notas primárias da música (A B C D E F G) e essas cifras se referem a LA SI DO RE MI FA SOL. Diferente o piano, e vou inúmeras vezes fazer essa comparação, mas não para ‘aumentar ou diminuir’ mas para fazer média de teoria musical, é que temos uma versatilidade um pouco mais ‘complicada’ por parte do violão.

Aprender violão seja com professor ou conta própria precisa atender a quatro princípios que precisam seguir em seus treinos:

  1. TREINAR SABENDO AS CIFRAS SE BASEANDO EM PARTITURAS E NÃO TABLATURAS;
  2. NÃO DECORE, ENTENDA ONDE FICA O QUÊ;
  3. TREINO DIÁRIO, NEM QUE SEJA 30 MINUTOS POR DIA;
  4. ESTUDE TEORIA MUSICAL.

E sobretudo é o que eu mais vejo, não vá aprender ACORDES sem entender o fundamento. Primeiro você conhece o instrumento. Vê o som, dedilha, pressiona as casas no traste, vê onde fica o quê. Faz melodias de cabeça. Compreende a diferença entre melodia e percussão. Quando você compreender o básico do violão, então começa a aprender o acorde.

O que eu mais notei, em vídeos e ou em conversas presenciais com pessoas que volta e meia mencionam que estudam violão, é que elas sentem dificuldade em fazer os acordes, tanto como manejar a mão e como entender os acordes. Ficam na decoreba. E você não deve decorar. O Violão diferente do piano, não tem uma referência óbvia para tecla branca e preta. Então sustenido e bemol ficam um pouco confuso.

Daí as pessoas adotam a tablatura. Que ela não parece exatamente saber onde fica qual nota, é só seguir o gabarito visual. Mas o problema é que você também não pode usufruir das partituras, que são em maior escala, disponíveis do que a tablatura. Em muitos casos está em formato de acordes, sem muita orientação. Então eis um plano:

  1. IDENTIFICA AS CORDAS (DE CIMA PARA BAIXO) E B G D A E sabendo que cada um delas é uma oitava, equivalente a subida do PIANO do GRAVE para o AGUDO (depende da referência de subida e descida);
  2. O E que é MI não pode ser tocada como uma livre nota como MI, para realizar o MI com tonalidade equiparável você deve tocar a corda (oitava) e tocar a nota no traste;
  3. Por exemplo a segunda corda que é o B (SI) já começa na primeira casa no DÓ, a segunda casa é o DÓ# e assim vai.

O macete é colocar em cada casa um círculo branco (adesivado ou pintado) onde se encontra o DÓ (ou colocar até dois pontos por grupo de nota para vocÊ ter uma ideia de onde estão as notas. Porque essa orientação lhe permite ver até duas notas ao redor da marca.

Por exemplo se você marca o DÓ (você sabe que o anterior á ele é SI, que anterior á esse é LA, que o seguinte ao dó é dó# e logo em seguida é o Ré. Se cada dó está marcado, você tem um mapeamento visual melhor que ir na tablatura. Porque inconvenietemente você vai esquecer as cifras e vai ficar travado em algum momento.

Outro ponto da teoria musical é que acorde não é uma formação aleatória. Cada acorde segue uma versão. Por exemplo, o DÓ é C E G (DÓ, MI e SOL), entenda que esse acorde é o mesmo do piano e violão, mesmas notas, atendendo as escalas de ambos os instrumentos. Por isso que normalmente você vai ouvir uma coisa sobre piano em comparação á outros instrumentos:

  • Piano uma tecla é uma nota completa seguindo uma escala de oitava de grave para agudo ou vice-versa pela referência.

No caso do violão, tem variações por razão dessas cordas, o que o torna ‘artificialmente’ versátil e altamente complexo (piano) tem uma segunda variação do acorde DÓ que é G C E (parece igual) mas a combinação é feita diferente. A primeira está em um oitava só, esta segunda o SOL está na oitava anterior, enquanto o DÓ e MI estão na mesma oitava seguinte.

O MESMO ACONTECE COM O VIOLÃO. Daí você pensa, nossa que complicado. Preciso memorizar isso tudo. Não precisa e nem deve. Ou você entende o acorde e como ele se forma e porque há diferentes tons, ou você realmente vai pensar que violão é osso de aprender.

TIPO DE VIOLÃO, MATERIAL E RECURSOS.

A maioria recomenda as marcas Geaninni, Giorbo e Yamaha, mas toma cuidado eles são caros para iniciantes. Tem um som, mas tem outras marcas que bate nesta questão melhor e mais custo e benefício. Quando fui comprar um violão, eu me deparei com essas marcas, todas com o valor acima da média, para quem queria só entender o instrumento, é um custo absurdo. O Geaninni acústico (se chama assim) porque ela não usa o amplificador do PC como caixa de som e sim o corpo do violão (ao natural) custa em média 500 reais.

Giorbo uns 1.200 e Yamaha varia de 800 – 1.200.

Eu comprei um da marca Izzo, modelo Winner (12631) com 19 fretboard (casas) o som acústico. Mesma qualidade de som de um Geaninni de 500 reais e de um Yamaha de 1.200 (o que bate no preço aqui é a marca e não a qualidade do som) do tipo nylon, onde o som sai aveludado. Se você se sente corretamente, a acústica favorece bastante. Eu comprei esse violão por 400 reais, na loja oficial vende por 350.

Só precisa do violão e você. Se comprar um elétrico\eletrônico, toma cuidado, a acústica dele fica prejudicada. Pois como ele usa as caixas de som do PC, o violão tem menos performance para batidas ao modo tradicional. Prefiram o acústico porque vai depender do seu toque (e é só usar um abafador natural (como uma parede ou cadeira) para fazer ressonância do som.

NOTAS COMPLEMENTARES.

O que eu vou falar é preciso ser compreendido muito bem. Diferente do piano, violão precisa de uma corda pressionada para gerar o som. O piano em mecanismo funciona com um martelo batendo nas cordas, você toca uma tecla que automatiza essa operação. Mas imagina se você tivesse que pegar um martelo em bater em dois fios para gerar um som de complemento, como seria complicado tocar certas músicas?

Deve ter notado que se faz mais esforço para tocar certas músicas em violão do que a mesma no piano. E se a do piano, muitas vezes parece sofrer um corte quando vai para o piano. Violão tem o mesmo mecanismo de funcionamento do teclado. A percussão é automatizada, através de acordes, somente tem dedilhado no piano. No violão é complicado fazer isso.

MELODIA E PERCUSSÃO.

Essa é a parte importante. Quando estudei teclado eu lembro que tinha músicas que não davam para ser adaptadas fielmente para o teclado. Era preciso ter um corte substancial da música. E parte do que sobrava era praticamente a melodia principal. E a base da percussão se dava pelos acordes. No piano, a mesma música trazia partes que nunca vira no teclado.

A música do Twin Peaks possui por exemplo uma intro, que podemos definir como aquela que vemos a placa da cidade e uma tomada área do local. E parte dessa música tem o tema de Laura Palmer. No teclado, ela vai direto para a melodia principal. No piano ela toca tudo que tem na trilha. O violão toca exatamente o mesmo do teclado.

Por quê? Violão tal como o teclado, tal como a flauta e violino, se focam no conceito da melodia. Aquele trabalho de construção da música, do clímax sendo trabalhado, isso é o piano que consegue fazer. Nós temos na partitura duas claves: Sol (Melodia) e Fá (Percussão). Violão não tem ‘FÁ’ ela tem o que o teclado tem, ACORDE.

No Piano você tem uma estrutura de dedilhado que permite ACORDES, dedilhado, submelodia e acompanhamento. O que permite você criar o som que vemos originalmente na fonte. Essas outras congregam o som em um só espaço. Você vai entendê-las, mas vai perceber que foram abreviadas. E esse entendimento do violão é importante.

Se você quer criar uma música por completo, o violão já se torna inviável tal projeto. Violão por exemplo é bom para bater na questão vocal (justamente por se tratar da melodia), mas não serve para criar percussão. Normalmente ela vai acompanhar um conjunto de percussionistas. Ou então acompanhar melódicos.

A parte principal é entender que parte da música não vai acontecer, é isso que é preciso compreender sobre o violão.

Pílula de Marketing (100) – O que um violão nos ensina sobre Marketing?

Sou muito adepto do ensino que nos leva a comparação do dia-a-dia. Aprendemos melhor, fixamos e consigamos aplicar sem muitos delongas. E com a nossa série educativa de Pílulas de Marketing chegando ao número 100, queria trazer mais uma definição o que é Marketing, com em muitas ocasiões fiz, para de alguma forma, vocês possam aprender o Marketing que se aplica no mercado há inúmeros anos. Vamos lá!

Há alguns artigos escrevi como que o piano poderia ajudar na estratégia de Marketing, fiz isso com o Xadrez e até com o famoso jogo de cartas americano, Magic the Gathering. E agora quero trazer ao instrumento tão popular, o violão. E como ele se equipara o que podemos entender sobre Marketing. E claramente vou colocá-lo em uma posição…complicada (risos), porque o violão aparentemente popular é um instrumento bem complicado de aprender também.

Há exatos ou quase 30 anos, comecei a estudar teclado e neste período (mais de 15) piano e o efeito comparativo de ambos nos oferecem uma visão do que significa MARKETING e a ausência de MARKETING. O Piano será com o Marketing e o Violão será sem o Marketing. E quero deixar bem nítido um detalhe, esses usos comparativos lhes darão uma visão mais próxima dessa infra-estrutura.

PIANO E TEORIA MUSICAL – MARKETING E CIÊNCIA DO CONSUMO.

Piano tem uma das teorias musicais mais fáceis de todos os instrumentos que vocês possam encontrar, claro que em nosso artigo, iremos fazer contraponto com o violão, mas comparado, ele possui uma integração melhor.

Se não ouviram ou leram, digo que o piano é considerado um instrumento completo (percussão e melodia) e com notas completas (sem a necessidade e auxílio de acordes ou dedilhados para formas uma nota só).

Se você quiser tocar a música tema de Man of Steel por Hans Zimmer, fará igual ao que está no filme. Isso muda um pouco se optar por uma flauta por exemplo, ou teclado, ou mesmo violino. O som é claro, é á gosto. Mas a execução terá alguns cortes e adaptações.

Violinos possuem um sutil som agradável, tem música que realmente nele tem um gosto especial. O mesmo se fala da flauta, violão, teclado, baixo e etc. Mas nenhum deles de fato toca uma música com mais leveza e simplicidade que seria um piano.

Quero engrandecer aqui o instrumento, mas sem fugir da regra que essa é a realidade. Não importa se você adora outro instrumento, ele terá uma descompensação (não no som) e sim na infraestrutura da partitura.

Por exemplo, piano tem a clave do sol e . Teclado só tem da clave do sol e uma repetição de acordes (chord) no que seria o espaço da clave do fá. Mas você não ‘aprende’ assim, por este mínimo detalhe, muitas músicas devem ser adaptadas da partitura do piano para um teclado, e a música ‘meio’ que se perde. No teclado é comum só tocar a melodia e não todo o repertório, por exemplo.

Marketing é uma construção complexa, mas enxuta. Ela consegue ter simplicidade nas ações, porque ela foi trabalhada para ser um instrumento de inteligência de mercado completo. Como o nosso piano é. Se você tenta usar o teclado como piano, vai sair o tiro pela culatra. E é o mesmo que usar um caminho alternativo do Marketing.

Achando que o barato vai ser uma boa ideia. Quando falo barato, não falo apenas do custo e sim achar que no lugar de tentar entender tudo que o Marketing representa, você quer cortar caminho sem usá-lo, mas ‘criando’ uma gambiarra.

VIOLÃO E TEORIA MUSICAL – TRUQUES DE INTERNET E PSEUDO-MARKETING.

Como eu disse não tenho a mínima intenção de usar o Violão como exatamente a ausência do Marketing, desprezando o instrumento, não, mas para efeitos comparativos, o Violão representa diante do Piano uma enorme diferença de teoria musical. Seria o mesmo que pegar um truque de internet, mas não adotar o Marketing para comprêende-lo e querendo ter os mesmos resultados de quem aplica o Marketing. Vamos ver por exemplo o do violão.

Para fazer o dó do violão, você tem que alinhar as 6 cordas do instrumento, e saber que aquele braço cheio de retângulos define como tons. Ao tocar as cordas e ao pressiona-las você consegue tons. De cima para baixo temos (E, A, D, G, B, E) que significa MI, LA, RE, SOL, SI, MI e com essas pressões nas cordas ao longo do violão, você altera o tom e obtém outras notas (por padrão, o violão não tem DÓ, FÁ) e nem os sustenidos e bemóis, a não ser que você “pressione a corda”.

Detalhe que estamos falando de uma nivelação de tons por oitavas, sim aqui começa a complicar. Vamos a teoria primeiro.

TEORIA MUSICAL BÁSICA.

Todo instrumento musical, quer seja ele, tem tom, semi-tom, micro-tom e oitavas (tons mais agudos e graves) e algumas famílias de tons por oitava. No piano e teclado é só seguir para direita ou esquerda. Nos demais instrumentos isso depende das regras básicas do instrumento:

  • Flauta é preciso soprar mais forte ou mais fraco para subir ou descer a oitava;
  • Violão é preciso pressionar a corda ao longo do braço para subir e descer a oitava;
  • Violino depende da pressão e arrastar da lâmina;
  • Violoncelo e baixo tem um funcionamento parecido com violino e violão;
  • Clarinete e flauta transversal igual a flauta doce;
  • Harpa parecido com um violão só que há outras formas de controlar os tons.

E como disse o piano e teclado já possui o mecanismo simples de mudar a mão de grupo para cima e para baixo sem a necessidade de ‘trocar’ chave, aumentar sopro ou pressionar corda. No teclado não faz diferença a pressão ou intensidade da tecla, no piano é uma outra história.

Além disso, cada um desses instrumentos possuem uma variação de notas musicais e a combinação delas gera uma nota completa. No Piano basta tocar o DÓ e terá o DÓ. No violão não é bem assim. Na Flauta o dó corresponde as todos os orifícios vedados. Vou trocar por miúdos, no piano você toca dó para representar dó, uma tecla. No violão você pressiona várias cordas para obter o mesmo, portanto você toca mais notas para representar uma.

Menciono que tirando piano, você ora tem um instrumento de percussão ou melodia, quase nenhuma vez é os dois. Por exemplo, o violão para gerar percussão junto da melodia é são uns 500 para um lado e 800 para o outro. Para tocar a mesma música de piano para violão, você vai notar que o pianista vai ter parte da músicas ao alcance das mãos, e o violonista vai ‘tocar’ mais para obter o mesmo, parece que ele está tocando mais e enriquecendo, mas ele está tocando mais para tocar o mesmo.

Há também o fator tempo: Piano você consegue obter mais ‘performance’ em pouco tempo (Tocar uma Moonlight Sonata, Clair de Lune, Vivaldi – Primavera, Pachebel – Canon) do que fazer o mesmo tocando outro instrumento. Vai levar uma diferença de anos, de um para o outro.

Mais um fator: É a combinação, em piano você toca mais de 10 notas e consegue criar um background de coro que além de enriquece a percussão e a melodia, você levaria o dobro do tempo para conseguir o mesmo em qualquer outro instrumento. Por exemplo, tocar a música intro do Stranger Things é diferente entre piano e flauta, piano e violão.

COMPARATIVO – PIANO \ VIOLÃO – MARKETING \ SEM MARKETING.

Com o Marketing (Piano) temos um conceito completo de ciência que analisa o comportamento do consumidor fazendo uso da psicologia, da sociologia, antropologia, neurociência, ciência correlatas humanas e algumas conexões entre outras ciências (políticas, econômicas e etc). Tal como o piano que é um instrumento pleno e capaz de trazer o som completo. Não temos algo que falte em Marketing, que o próprio não tenha.

Quando pegamos um Violão (Sem Marketing) temos uma leva diferença de performance. Teremos algum resultado parecido? Lembra que falei que os sons diferem e a infraestrutura difere, mas todos eles resultam em música (o resultado por ora é igual), mas o som contrasta gerando uma música diferente entre os instrumentos, portanto o resultado não é igual.

É diferente ao seu modo. E por isso não faço menção a ausência do Marketing usando o Violão como um aspecto negativo, ou violão sendo um instrumento ruim (pelo contrário, não é), toque Zora Domain de Ocarina of Time com ele e verá o que eu digo. Agora toca Zora Domain em Piano. Você vai ter um no aspecto da melodia e outro no aspecto mais completo.

Vai produzir música, mas serão experiências diferentes. Com o Marketing e sem o Marketing temos exatamente esse ‘problema’. Com o Marketing sabemos o que o nosso público quer, sabemos qual é o nosso público, temos uma concreta certeza do que precisamos vender para ele, como vender e como fidelizá-lo, ainda sabemos o que o faria não comprar com a gente, e temos como contornar esse cenário.

Sem o Marketing, parte das suas estratégias envolvem mais do ‘Acerto e Erro’ do que a análise sem vínculos de riscos que o primeiro caso nos permite. Você consegue por exemplo, pegar uma partitura de flauta e tocar no piano.

O contrário nem sempre é possível. Uma parte será deixada de fora, pois o instrumento não consegue tocar tudo aquilo. Quero dizer, que o piano vai tocar sem sombra de dúvida qualquer partitura que encontrar, o Marketing vai resolver qualquer situação que encontrar através do plano e da pesquisa, a flauta não consegue tocar tudo que o piano toca, isso quer dizer, que sem Marketing você tem uma limitação de possibilidades e está vulnerável a ter que ‘arriscar’ para entender o contexto.

CONCLUSÃO.

Marketing não é uma opção. Não é um recurso que você tem na caixinha e resolve usar. Não é algo que você olha e pensa como um investimento externo e especial. Marketing é o que faz o negócio existir. É o que transforma a ideia do papel em algo concreto. É o que faz você saber para quem e como vender. Não há como não ter. É o mesmo que criar uma máquina de fazer bolos sem um motor e uma pá para fazer os bolos. É uma carcaça que não serve para nada, sem isso.

Marketing não é um investimento que você acha caro. Você não acha caro criar um negócio que envolve infraestrutura, logística, pessoas, recursos, cenários e influências controláveis e não controláveis, itinerários e ideias. Tudo isso gera um custo. E gera um custo calculado e retornável, se você sabe como aplicá-la. Todos concordam? E quem faz isso? Quem é o responsável por saber como as pessoas devem se comportar, como os recursos devem ser aproveitados, como a logística pode melhorar, como a infraestrutura pode ser montada?

Marketing olha para o conceito de otimização, ele trabalha dois pilares: Reputação e Recepção. A primeira permite uma pessoa olhar para você e decidir comprar. E a segunda é o que essa pessoa pensa dessa relação. O posicionamento do público em relação a marca (de forma social) e comercial. Marketing não é uma venda, ele promove uma venda, mas não é venda.

Marketing não é publicidade, ele trabalha com a publicidade, fornece informações e coleta através do que a publicidade também recebe como resultado. Marketing não é propaganda, como publicidade, propaganda é construída pelo que o Marketing deduziu ou concluiu de suas pesquisas. Marketing não é uma operação de atendimento, mas otimiza uma. Marketing não é um departamento, é um plano que cobre a empresa inteira.

É preciso sim de um profissional que comande essa operação. Mas não é algo que você ‘pode’ optar. Não é possível, simplesmente não é. Não é uma imposição desse que vos fala. Apenas que é a realidade. Sem Marketing não existiria a Coca-Cola, nem Burguer King, nem Netflix, nem Steam, nem Youtube, nem coisa alguma. Não é uma iguaria, nem uma relíquia. Marketing representa dois órgãos humanos: Coração e cérebro.

Coração não apenas ao sentimento, a emoção, e sim a bombeamento do sangue que faz o negócio existir. O cérebro representa a própria inteligência. Quando falamos de inteligência de mercado, acredito que muitos pensam em algo que possa ser ‘acionado’ em um momento específico, como um bônus. Uma ativação de turbo. Mas não, é inteligência, é algo que você tem que usar o tempo inteiro. Você usa o cérebro para tudo, por 24 horas e 7 dias por semana.

Você usa o cérebro de forma voluntária e involuntária: Mexe as mãos quando quer, mas seus órgãos operam segundo o itinerário do corpo, o coração bate, o sangue circula, a digestão ocorre sem que mandemos, tudo tem como coordenação o cérebro. Se ele para de agir, seu corpo para. Tanto que para assuntos clínicos, é dado sem resultados, a morte do órgão, é dado como oficialmente a hora do fim.

Pense, você só usa a inteligência uma vez ao dia? Você usa o tempo todo. O Marketing é a mesma coisa. Espero que vocês tenham gostado deste artigo. Não se esqueçam de seguir as redes sociais da Junqueira Consultoria, assine nossa Newsletter (siga aqui no Linkedin e siga no Mundo Pauta) e o canal de Youtube.

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