Análise de Lost in Space: Vale a pena assistir?

Em 2018, uma nova adaptação da série dos anos 60 foi criada para uma versão mais moderna e com críticas sociais mais atualizadas. A mensagem simples era: Pioneirismo e família unida. O conceito da narrativa de Lost in Space lançado para Netflix segue abordagem de franquias como Stargate, onde os personagens são apresentados conforme a trama vai se desenrolando. E gêneros como drama, suspense e ficção são misturados entre os episódios.

Não é possível de antemão pensar em como a série pode ser boa ou ruim antes dela terminar. Como toda história, começo, meio e fim, são elementos importantes para uma análise fidedigna. E quando isso falo, é porque quero fazer entender sobre qualidade de trama e não do que acho de cada episódio.

Quando comecei a assistir a série em 2018, estava em repouso devido ao trauma que tinha sofrido em 2017 com Vingadores: Guerra Infinita, quando que naquela altura, filmes e séries pareciam não conseguir entregar um final no mínimo decente. Quando Thanos venceu a turminha da justiça, saí do cinema pensando que havia visto um filme de uma outra empresa que não a Marvel, no ano seguinte, acredito que depois de assistir a primeira temporada de Lost in Space, Thanos confirma sua vitória única.

Nos confins deste campeonato de pesos-pesados, eu não era um leitor de HQs da Marvel, mas um expectador leigo que até sabia que Homem-Aranha era Peter Paker e que era um personagem do estúdio. Mas não tinha detalhes de sua origem, que ano, que aparições, isso só foi mudar em 2020, quando adotei meu personagem favorito como Dr. Estranho. De lá para cá, tenho algumas dezenas de revistas físicas e digitais do mago supremo.

E na época da finalização da saga eu já estava inconformado como aqueles heróis todos foram vencidos pelo Thanos. E hoje após me tornar um leitor assíduo das histórias, noto a perceptível – “nerfada” dos heróis. E até percebo que depois de Wandavision o povo entendeu a presepada da Marvel. De repente ela é a mais forte da Marvel – ops. Mas depois não vale.

Pior é que quem se lembra, Thanos é morto por Wanda e Visão. É, em Wakanda. Mas por causa do Dr. Estranho, Thanos usa a jóia do tempo e evita a vitória dos guardiões da terra. Depois que notei eu percebi que tinha algum roteirista com raiva do mundo naquele dia. Mas tudo bem, o arrependimento coletivo faz até hoje pessoas elencarem listas de personagens mais poderosos para superarem também aquele trauma. Mas sinto muito, o personagem mais forte da Marvel, segundo a Marvel é Thanos.

E isso impacta meu ponto de vista para novas séries e filmes e também associado a outras experiências negativas. De lá para cá, não de 2017, já tem um tempo, que os roteiristas adoram matar herói e salvar vilão. Ou o final não é nem de perto feliz, é infeliz, horrível e um tormento. Quando vi Lost in Space, eu só concluí na época que tudo que é apresentado é até aceitável, é bom, é surpresa. O problema não é ali. É depois, no final.

Primeira e segunda temporada eu achei, assim, particularmente maçantes. Mas não chatas. Apenas poucos episódios para colocar muita trama. Eles podiam ter dividido isso. Mas tudo bem. E quando deu a cena final da segunda temporada, eu já senti na pele o seguinte. E para isso vou descrever o que era o último episódio.

Quando finalmente tocaiados pela raça artificial de Robôs, a família Robbinson e os seres humanos pioneiros de Alfa Centauri, precisam separa-se de seus filhos, afim de assegurar sua sobrevivência e para isso, os adultos seriam a isca. Quando Judy vê a Fortune, bateu em mim a seguinte conclusão. Danou-se. Por quê? Quase nenhuma série atualmente, e digo há uns 15-20 anos, não tem conseguido fechar ou dar uma conclusão ideal. Ou nem dá.

Então até aquela altura não tínhamos:

  • Que Robôs são esses?
  • Por que o Robô se tornou amigo de Will Robbison?
  • Como eles resolvem isso tudo e chegam a salvo em Alfa Centauri?
  • E como responder em uma e última temporada o mistério da Fortune?

Normalmente nenhuma série ou filme tem conseguido responder uma questão. Imagina tantas assim? É o que eu critico muito o Stranger Things. Em três temporadas nada foi explicado. E era previsto em 2016, ter 4 temporadas. E agora já se fala em 6 temporadas. Muito se aplica a ideia de sucesso neste caso, ao meu ver, se aplica desorganização dos roteiristas, então são 2 temporadas à mais para corrigir a burrada.

Quando terminou a segunda temporada e antes de ver a terceira eu já supôs o seguinte – o foco vai ser 97 crianças. Ou seja será um The Society (série cancelada do Netflix), Between (idem). Concluí na cabeça, vai virar série Teen e drama no último? Mas estava convicto de ver, porque queria terminar a série.

Mas me surpreendi. Acho que é a primeira vez em muitos anos que vejo uma série conseguir fechar todas as questões, de forma lógica, nem foi forçada. Tinham deixas e ganchos por toda a série que permitiu as respostas. Resolveu cada uma, ou seja nós ficamos sabendo:

  • A origem dos Robôs;
  • Visita do planeta deles de origem;
  • A preservação do elenco principal vivo;
  • O paradeiro da Fortune;
  • O reencontro do pai biológico de Judy;
  • A integração disso a família atual dela;
  • Porque o Robô ficou aliado do Will Robbinson;
  • E um final explicando o que aconteceu após tudo.

Foram 8 episódios, 6 para amarrar as respostas e 2 para solidificar isso em uma espécie de testamento. Recentemente eu assisti Lockey and Key segunda temporada, que é bem possível que eu deixe de vê-la e nem termine – existe ali uma desaceleração da trama. Lost in Space, foi maçante, mas cada temporada ligava de ação-ação.

E as séries atuais, tais como Stranger Things, Lockey and Key, de uma temporada para outra é ação-drama e digamos um outro elo, drama teen-suspense. Essa quebra mata parte da série. Você não quer começar do zero. Você já está correndo uma maratona. Começar do zero…é desanimador. Mas não é isso que me fez já desistir de Lockey and Key. O que me fez desistir, foi que na primeira temporada você tem uma série de ficção científica e drama. Digamos 90% de um e 10% de outro.

Na segunda temporada, você tem Drama Teen, Drama Adulto, Romance, ação e ficção. Mas a proporção é bem reduzida, e na ordem que está, é como é trabalhada na série conforme os episódios vão passando. Então Lockey and Key (raiz) não existe na segunda temporada como predominante, e sim no primeiro episódio parcialmente e nos últimos 2, mais parcial ainda.

Drama Teen, Romance – 98%, Drama Adulto 1% e 1% dividido entre ação e ficção. Não é exagero. Eu mal me concentrei na trama. Precisava voltar para entender, porque me deixou muito cansado. Na primeira temporada eu mal pisquei o olho. Mas se engana que é ruim. Só que não era um Drama Teen.

Lost in Space foi uma lição para as produções atuais. Conseguiu fechar, porque tinha uma diferença. Tal como Orphan Black, outra série que conheci por ter usado o mesmo método de trabalho. A segunda série é Canadense e protagonizada por Tatiana Maslany que será a Mulher-Hulk. Ela é uma atriz incrível. E sua atuação nesta série de 5 temporadas é impressionante.

Mas a série só fez sucesso, porque ela já estava escrita há muito tempo. Muitos pensam que séries são escritas todas de uma vez só. Mas a grande maioria usa um método utilizado – “Roteiro do momento”. Você escreve a história segundo a preferência do público. Normalmente não vai dar certo. Não vai fazer sentido algum. Alguns personagens vão ser descontruídos, o gênero da série vai mudar (Ficção para Drama, por exemplo) e outras incongruências.

Orphan Black foi escrito cinco anos antes e cada temporada. Ou seja, já se sabia como iria terminar a série. E cada episódio foi gravado cada ano. Mas com o roteiro e a estrutura já definida. O público, a tendência não redefiniu nada. O que comprovou a conclusão amarrada no final. As questões foram respondidas. E cada temporada fez questão de realizar este desfecho sem problemas.

Lost in Space, tem alguns flashbacks que foram gravados em 2018, e foram só usados na última temporada. Não fosse o roteiro amarrado e notoriamente perceptível, isso é uma outra prova que a produção já fora toda construída antes de ser aceita no Netflix.

Parte do que muitos criadores de séries, documentários, filmes, conteúdos reclamam é de serem pegos desprevenidos por cenários. Como nosso caso, a Pandemia. Mas muitas produções continuaram. O que comprova que muitos não fizeram nenhum planejamento. E sim, planos reconhecem a possibilidade de cenários inesperados, inclusive os mais improváveis. Quem não tem costume de fazer, acha isso no mínimo uma audácia.

Em 2018, a série Lost in Space foi anunciada para ter apenas três temporadas. E lembro que até recentemente, em data de pré-lançamento da última temporada, veículos jornalísticos e comentários de usuários pelas Redes Sociais usavam o termo – “Cancelado”. E aqui para finalizarmos essa conclusão da série e dessa questão, vamos lá.

Cancelado é muito utilizado quando a série é interrompida. Não é um termo correto quando você concluí uma história. Porque cancelamento significa que você interrompeu a linha de conclusão. E há séries que apesar do final não agradar, não foram canceladas.

Cancelamento significa que o final não teve resposta ou não teve final para ter uma resposta. É o caso em fase inicial do Sense 8, que depois teve um final. É o caso das séries The Society, Between, Daybreak, I am not Ok with this, Nevoeiro.

Mas não é o caso de Lost (apesar do final não agradar), Game of Thrones, The Walking Dead, Arquivo-X, Buffy A Caça-Vampiros e assim vai.

E por fim, a conclusão da análise.

Eu fiz muitas comparações, porque é uma surpresa que tenha terminado com algum sentido. Cada um de vocês vai determinar se as respostas foram satisfatórias. Não que tenha tido lógica. Elas tem contexto e justificativas. Mas é uma série que conseguiu entregar o que prometeu. E como eu vivemos aí, neste período, algumas experiências pouco ideais de satisfação, eu já esperava que essa série terminaria mal.

Mas deixei a mente um pouco aberta. Mas só um pouco. Gostei tanto dela, que estou à procura do Box. E veja bem, eu não sou nem um pouco fã da série Perdidos no Espaço, a versão dos 60 eu nem vi. O filme de 1998 lembro vagamente, mas eu considero que essa série podia ser chamada de qualquer nome, porque Lost in Space é até característico.

Eles ficam perdidos no espaço, mas une Star Wars com Star Trek (causou um infarto em alguém aí?), esqueça as rivalidades, pense nas qualidades desses universos. Star Wars a filosofia daquele universo, dos Jedis, dos conflitos, das questões políticas e de Star Trek a federação, o pioneirismo, a exploracação, os conflitos com novas raças.

E ainda une outros temas que envolvem críticas sociais, inteligência artificial, novos parâmetros de classificação do que consideramos vivos, valores familiares, famílias tradicionais e modernas e claro, o herói vence. É uma mensagem que pode muita vezes ofender algumas pessoas hoje em dia, mas dentro da série, conseguiu elaborar que é possível termos esse nível de conflito, mas no final, termos uma progresso como sociedade.

E não há saltos nas três temporadas. Eles conseguem fechar toda a trama, evoluindo os personagens, e fazendo sentir que são humanos em uma situação atípica, mas que tudo com algum esforço, vai dar certo no final. E apesar de que os colonos, parecem ter alguma sabedoria que os Robbinsons estão sempre em encrenca, a série consegue remover o estrelismo do protagonista.

Não é negativo isso. É bom. Cada Júpiter, nave, era pertencente à um grupo. E cada um fazia um intenso trabalho para atingir os objetivos, que no caso deles, era de chegar na Alfa Centauri. Então cada um deles tinha um valor na série. Claro que o foco é nos Robbinson, mas eles não são os SUPER PODEROSOS que mantém todos vivos, na verdade, todos são hábeis, então eles só fazem parte da aventura.

E nesta perspectiva, somos observadores desta família, e com eles percebemos os perigos. E nem mesmo assim somos ‘ejetados’ da consideração ESTRELA MAIOR, porque eles não os maiorais. Ao contrário, Maureen até falsifica e frauda a avaliação para o filho, Will, ir com eles. John é um pai ausente, Judy é traumatizada e muito rígida, Penny é um espírito livre e muito ligada ao conceito família e Will é um explorador destemido.

Mas nenhum deles perfeito. É uma série de ficção com o pé no chão, termina com terminaria se estivessem na terra. E demonstra que tudo pode ser construído se estiverem dispostos a fazerem. Então vale à pena? A este autor, recomendo que você dê a melhor chance do mundo à esta série.

Daybreak

Série com fundo cômico, mas com uma boa trama, trata-se de um ataque bioquímico que colocou a terra a mercê de gangues de adolescentes no melhor estilo “cômico” de The Walking Dead, ao que posso dizer, não é um besteirol e nem drama adolescente. Parecia uma versão de TWD melhor com um pouco de Mad Max. Mas infelizmente, a Netflix cancelou a série. Só há 1ª temporada no catálogo, vale a pena ver, porque da forma que encerrou pode ser considerada uma mini série.

Josh, é um estudante canadense que é recentemente transferido para uma cidade americana tipicamente incomum e pequena. O diretor que gosta de ajudar os alunos, coloca na sua cola a popular Sam Dean, a garota que ele se apaixona e vira sua obsessão pelo mundo pós-apocalíptico . Alguns vão perceber que como a história é inicialmente contada como uma narrativa, e até engraçada, temos alguns elementos de Kick Ass, A madruga dos mortos vivos, TWD, Mad Max, algo meio parecido com Between (outra série cancelada).

 

Os Inocentes

Série inglesa criada por Hania Elkington e Simon Duric (The Innocents) com o elenco formado por Sorcha Groundsell, Percelle Ascott e Guy Pearce. Temática: Nudez, drama, romance, ficção e suspense.

O casal jovem formado por June (Sorcha Groundsell) e Harry (Percelle Ascott) pensam em fugir juntos para longe de suas famílias para começarem uma vida juntos. Neste meio tempo uma experiência cruza o caminho dos dois, revelando um segredo do passado de June e colocando Harry em uma situação bastante complicada, e que tem haver com o estado do seu pai.

A série foi lançada na plataforma streaming do Netflix no dia 24 de agosto com 8 episódios. Com a promessa de trazer uma série de suspense, sobrenatural, drama e romance que cativasse o público adolescente e adulto jovem. E também o público que gosta de elementos sobrenaturais, de heróis e super heroís. E de uma forma não tão direta, o empoderamento feminino.

Qual é a promessa da série? Se você já viu Dark, The Rain, Safe, todos disponíveis no Netflix, percebeu que a narrativa deles muito se difere de uma série americana. O jeito de contar a história pode ser a gosto ou contragosto de quem vê. Os inocentes dividiu muito a opinião das pessoas. Muitos gostaram e outros odiaram.

Se você gosta de romance adolescente e gosta de sobrenatural. Mas não é muito fã de Crepúsculo, mas gosta mais de um Arquivo-X, a série inglesa consegue juntar um pouco de todos e fazer uma mistura que dê certo. A atriz inglesa Sorcha lembra muito a sua conterrânea Rachel Hurd-Wood (Peter Pan, 2003), consegue se colocar no papel de June.

Dentro do contexto onde ela e apenas as mulheres da história, possuem uma espécie de poder que é ativado por emoções fortes. Elas copiam a forma de quem elas tocam enquanto estão em uma espécie de pânico emocional. Algumas no entanto possuem outras habilidades, como ler e absorver os pensamentos de quem eles se transformam.

E o efeito camaleão faz com que o original fique em uma espécie de transe. O personagem Halvorson (Guy Pearce, Covenant, Promtheus ou Amnesia) conduz uma espécie de projeto onde ele consegue manter algumas mulheres sob o controle de não sofrerem a metamorfose.

Dentro dessa loucura, temos um chamado Steinar que é o sujeito durante o trailer que agarra Harry e mostra que na verdade ele é ela. De uma forma interessante, quase vampiresca, essas mulheres que possuem estes poderes, e ainda sem explicação como elas o possuem, a forma real é refletida nos espelhos. E qualquer pessoa pode notar isso.

Com um acervo bem mais amplo de produções originais do Netflix, muitos filmes de origem européia e outros da ásia, em sua grande maioria Coreanos, a tendência é no investimento de séries onde sobrenatural + drama, suspense + drama ou ação + drama parecem ter dado bons frutos.

Vale a pena? Não é possível uma produção agradar a todos. Muitos comentaram que a série começa lento. Talvez por terem se acostumado com séries que são mais rápidas. Toda série Inglesa preza por narrativa. Eles adoram apresentar os personagens, os lugares, é algo bem “Stephen King”, uma amostra do que tudo é para depois você entender porque aquilo está acontecendo.

A série não decepciona, o roteiro está no início, é preciso apreciar como a história é contada. E não desprezar o conteúdo da trama apenas devido como a velocidade é contada ou não. Permita saborear essa série. Dark é uma série confusa, tão parecida quanto Twin Peaks, e já estão pedindo pela segunda temporada. Vale sim a pena. Veja e diga o que achou.

Orphan Black I

Série canadense produzido pela BBC atualmente com 5 temporadas, iniciada em 2013 que conta a história de Sarah Manning, Allison Hendrix, Cosima Niehaus, Beth Childs, Rachel Duncan e Helena dentro de uma conspiração governamental que evolve o plano divino e a cobiça humana. E o que encanta é a dinâmica da trama que bate nas questões de humanidade, diversidade, ciência, artificial, naturalismo, suspense e ficção científica.

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Helena, Clone ucraniana.

Planejado para ter 5 temporadas, o segredo mais bem guardado dessa trama parece ser revelar agora em 2017 com pitadas da ilha de Dr. Moreau e algo envolvendo a imortalidade. Bem se você nunca viu a série vai beirar ao spoilers. Longe disso acontecer com essa série. Ela consegue como Agatha Christie, trazer dentro de um conto, outro e outro. E você pensa que achou a verdade? Longe de estar nela.

Contar Spoilers nesta série é um benefício para quem vive a montanha russa de encontrar a verdadeira resposta por trás dos planos de um instituto Dyad, de uma empresa chamada Brightborn e do grupo intocável chamado Topside. Até onde podemos chegar? A interpretação da atriz Tatiana G. Maslany que em certos momentos lembra a atriz americana Miranda Cosgrove é de dar a vida a cinco ou mais personagens…todos clones.

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Alison Hendrix, clone do subúrbio.

Clones de rosto, a atuação é impecável. Você consegue se identificar com cada uma. E odiar outras. O humor canadense é distinto do americano. É explícito como o Europeu. Não tem papas nas línguas. E sobretudo o movimento da bandeira LGBT. Já que a série sem problemas algum toca nas relações nesse sentido sem censura. Não há algo explícito.

Quer drama, suspense, ação, terror, romance, aventura e comédia? Pitadas certas. Porque Orphan Black consegue trazer em cada episódio um tom certo. São inúmeras histórias, pessoais, trama principal e figuração que fazem parte. Como perder um episódio?

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Cosima Niehaus, Clone Nerd.

Há poucas séries que me fazem vê-la tantas vezes. Antes de terminar a série, em sua quinta temporada, pela promessa feita desde de 2013. Já vi a série duas vezes, e uma terceira em andamento. O roteiro foi escrito justamente para revê-la diversas e diversas vezes. A cada temporada, e episódio, você parece estar vendo um season finale. Não como Game of Thrones ou Walking Dead, não na questão de mortes, e sim da verdade.

A verdade por de trás de tudo. Aqui vem um Spoilers, em branco, passe o mouse [SPOILERS] Elas são clones desenvolvidos através de dois projetos, Leda e Castor. Respectivamente mulheres e homens. Alguns clones contraíram uma espécie de doença degenerativa letal. E outros parecem imunes, ou por enquanto. A luta é tentar achar uma cura. Até você descobrir que os ‘grandões’ não estão a procura da cura, como os clones estão. E sim atrás da imortalidade. As custas é claro das vidas dos clones. [SPOILERS]

Quando você pensa que a verdade é aquela, vê a coisa é muito pior do que se esperava. E há um jogo de rato e gato que só se via na série Arquivo X. E aqui é um divisor de águas. Porque a crônica que Mulder e Scully estavam eram tão diversificada que a verdade podia estar lá fora, mas ela tinha um porém. Será que era saudável saber a verdade? Mulder e Scully são em Orphan Black as clones. Cada uma compensa uma personalidade. Cética, crente, científico, metódico, vamos para ação, vamos observar.

É tanta conspiração, jogos de poder. Tanto coisa em risco. E você vê que a fachada de uma empresa cria uma fachada para a outra e a outra. Até ver que é “Of course” (Mas é claro). Claro agora. Você para e pensa. Tenho que ver a série novamente. Pois é preciso juntar as peças para entender o todo. Gestalt.

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Beth Childs, Clone Policial

Costumo não gostar de conspiração. Em comparação, na série Arquivo X adorava os capítulos onde haviam monstros, mutantes, casos bizarros. Quando ia para casos de conspiração governamental, simplesmente pulava. Quando na era pré-DVD e Netflix, eu simplesmente tinha que esperar uma semana para ver se o próximo episódio ia ser de algum monstro. Ou comprar algum guia para ter alguma esperança.

Mas a conspiração dos Clones. Parece uma espécie de piada. Clones. Mas quando falamos de conspiração e engenharia genética. Podemos considerar um ensaio de Blade Runner? Pelo menos ateste a série pela interpretação de Tatiana, se acha as cenas dinâmicas, experimente descobrir o quanto trabalhoso é ter 5 clones em uma cena só?

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Sarah Manning, Clone Bad Girl.

Com a série disponível na plataforma Netflix, e com a última no encalço. Um episódio lançado todo domingo. É para deixar o suspense mais tenso. O que aguarda depois de 5 anos, clones, verdades, mentiras, conspirações…?

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Dou uma avaliação de 98. Ainda que a série não tenha terminado, que o desfecho fará uma diferença e um impacto, mudando inclusive o escopo de como vemos toda a trama. Vemos começar assim e terminar assim. A trama, os personagens, aquele segredo, a sensação de season finale.

Não há como falar de Orphan Black sem lembrar de séries como Taken (2002, Steven Spielberg) , Arquivo X (Chris Carter, 1993-2002), suspense policial (um pouco de Bones), fanatismo religioso (Millennium). Grupos corporativos, militares. Super soldados e a busca pela fonte da juventude.

Ela é uma série pé no chão, poderia ser verdade em nossa realidade. E ganha destaque pela combinação de gêneros (Humor, ação, ficção, terror e drama) sem dobrar o público e nem forçar a expectativa. Não gostou de um personagem? Adorou aquele…mas que reviravolta foi aquela?

Imperdível? Deixe seu comentário.

Vale a pena ver? Gosta de ficção, genética, conspiração, trama psicológica, suspense policial…dê uma chance.

Gosta de movimentos? Causa LGBT, empoderamento feminino, discussão de ética, possibilidades da ciência e curas. Tem um boa chance de lhe agradar.