Quem foi Santo Afonso?

Padroeiro da Igreja de mesmo nome, Santo Afonso.

Santo Afonso de Ligório nascido como Afonso Maria de Ligório, foi um bispo católico italiano, formado em direito. É conhecido também como Santo Padroeiro dos Confessores. Foi canonizado pelo Papa Gregório XVI em 1839. E em 1871, foi promovido a Doutor da Igreja, pelo Papa Pio IX (Curiosidade: Foi o primeiro papa da história a ser fotografado). Não perca essa história, e saiba um pouco sobre a paróquia que carrega o nome do famoso beato na Tijuca.

Fachada frontal da Igreja Santo Afonso - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Fachada frontal da Igreja Santo Afonso – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Alfonso Maria de Ligório nasceu 27 de setembro de 1696 em Marianella, no Reino de Nápoles. Com mais sete irmãos, pertencente uma família nobre, fora batizado em 29 de setembro na Igreja Nossa Senhora a Virgem com o nome de “Afonso Maria Antônio João Cosme Damião Miguel Gaspard de’ Liguori”. Aos 16 anos iniciou-se na carreira de direito, apesar da fama, Alfonso Pena destacou ser uma carreira que descreveu como ‘infeliz’, e deixou larga-la, mas não de imediato, só o faria após um fracasso aos 27 anos, ainda como advogado.

Em 1723, ele passou a querer exercer o oratório como noviço em São Felipe de Néri. Apesar dos conflitos que teve com o pai, os dois concordaram que ele seguira o sacerdócio, só que com a premissa de fazê-lo de casa. Dedicou-se a vida inteira pelos pobres, fundando templos noturnos que recolhem os pobres de Nápoles, e os fazia crentes para então trabalharem nos mesmos tempos para ajuda comunitária e em orações.

O total de templos que funcionava até mesmo depois de sua morte em 1 de agosto de 1787, com então 90 anos, eram de 72 templos com 10.000 colaboradores. Recebeu a beatificação na data de 15 de setembro de 1816 pelo Papa Pio VII, e a canonização na data de 26 de maio de 1839 pelo Papa Gregório XVI. A festa litúrgica acontece no mesmo dia e mês de sua morte.  Ele é considerado como padroeiro dos confessores, mas também dos moralistas, da artrite e de Nápoles.

Porta principal da Igreja Santo Afonso - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Porta principal da Igreja Santo Afonso – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

As demais Igrejas que compõem os ensinamentos do sacerdote Alfonso Pena é conhecido pela Congregação dos Missionários Redentoristas criada em 1732. No Brasil a chegada dos ensinamentos foram em abril de 1894 em Juiz de Fora – Minas Gerais que fora obra da Holanda. Depois vieram os da Alemanha, redentoristas da Baviera iniciando o movimento em São Paulo apenas alguns meses depois de MG, e logo mais em Goiás.

Estátua de Santo Alfonso com a placa do centenário da Liga Católica no patio - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Estátua de Henri Belletable com a placa do centenário da Liga Católica no patio (1908-2008) – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

A chegada dos redentoristas no Rio de Janeiro foi em 1903, os tijucanos na época sentia falta de uma Igreja para um bairro já abastado, contra o tamanho minúsculo da Igreja de São Francisco Xavier e também suas reclamações nasciam pelo fato da longa distância.  Passados 7 anos, o terreno escolhido para dar lugar a atual Igreja era exatamente a cerca pela Barão de Mesquita e a Major Ávila, no entanto o terreno era de D. Elisa Cabral (filha de Barão de Mesquita), que resistente, negava em doar o terreno.

Após muita negociação, eles conseguiram comprar parte do terreno por um valor muito alto para os paroquianos. Mas que não condizia com que eles queriam fazer. Com muitas dificuldades surgindo, e sempre com algum empecilho surgindo do nada. Eles recebem a proposta do filho de D. Elisa Cabral, que propôs que eles comprassem apenas a parte que interessava. Quando foram assinar a escritura do terreno, descobriram que D. Elisa não era proprietária, apenas tinha o direito de uso, e que seus herdeiros, os filhos é que eram de fato os donos do local.

Mas os problemas continuaram, uma vez que os herdeiros não queriam tirar a mão do tesouro. Mas os terrenos acabaram indo para leilão, o valor que era de 58 contos (cobrado pela falsa proprietária), foi arrematado pelos redentoristas por 25 contos. O terreno finalmente passou para o nome da congregação. O próximo desafio era desenhar uma planta para montar, e isso exigia que a Roma aprova-se tudo, a demora na compra já lhes tomara muito tempo, o jeito foi copiar a planta já aprovada de Montevidéu, Uruguai.

Interior da Igreja Santo Afonso - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Interior da Igreja Santo Afonso – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Com 45 metros de comprimento, 17 de largura e altura interna de 14 metros. Com três naves e 2 torres na fachada (Rua Major Ávila)  com uma rosácea acima da porta principal, ladeada de duas portas menores combinadas com a escadaria. Em 1907 apos 3 anos de obras, a Igreja foi inaugurada pelo Cardeal Arcoverde (17.01.11850 | 18.04.1930) dá o nome a estação de metrô (julho/1998) , a praça Cardeal Arcoverde recebeu o nome em 1917.

Interno da Igreja Santo Afonso - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Interno da Igreja Santo Afonso – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Fonte: Paróquia Santo Afonso

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Rua das Flores e Major Ávila: Siameses Tijucanos

Mas quem manda: Rua das Flores ou Major Ávila?

Se no cântico da alma tijucana, que conheceu a Rua das Flores como Major Ávila, e dali vivenciou parte de suas histórias e experiências neste nostálgico bairro que um dia foi chácara. Não haverá decreto em terra que faça valer o atual nome. A história dos tijucanos nunca discorre de um desenrolar simplesmente…assim. Então em 11 de maio de 1998 com a palavra o vereador Chico Aguiar, ‘proclamou’ o novo nome ao trecho conhecido como Major Ávila, tal como “Rua das Flores”.

Rua das Flores - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Rua das Flores – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Foi em 11 de maio de 1998 que o vereador Chico Aguiar outorgou uma lei de número 2628 que nomeou oficialmente um trecho da Major Ávila na Tijuca como Rua das Flores. Há inclusive uma placa na metade da rua, que identifica o feito.  No entanto, pelo disposto da lei 20/77 diz que a rua mantém o nome que a placa identifica o logradouro. E a placa que liga em L com a Rua Conde Bonfim, identifica a rua como Major Ávila. Logo ela detém dois nomes. Tanto como Major Ávila, e como Rua das Flores (92 metros de comprimento).

A partir da rua do outro lado, a Rua que corta a Santo Afonso, Barão de Mesquita até a praça Varnhagem sentido UERJ, é a Major Ávila. A Rua das Flores contém inúmeras casas de vendas especializadas em plantio ou decorações e arranjos feitos entre variedades enormes de espécimes. Mas há de se lembrar, que a na altura onde tem o restaurante Rico (do lado esquerdo) de quem vem da Conde de Bonfim, existia uma loja ali de sementes e flores.

Placa de nomeação do trecho da Major Ávila (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Placa de nomeação do trecho da Major Ávila (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

E todos já perceberam os gatos que rondam a Rua das Flores? Eles não estão ali para dormir sob as petúnias. Mundo Pauta foi atrás, e descobriu que eles são os vigias do lugar, impedindo que ratazanas de meio metro andem livres. Além de terem protetores, acabam por promover saúde pública.

Casa de vendas na Rua das Flores - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Casa de vendas na Rua das Flores – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Canteiro na Rua das Flores - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Canteiro na Rua das Flores – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Sentido Rua Santo Afonso - Tijuca (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Sentido Rua Santo Afonso – Tijuca (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

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