Pílula de Marketing (92) – Case Potions: A Curious Tale

ENTENDENDO O CASO.

Este é um caso de análise de Marketing que nos fornece lições que desejamos ter para qualquer ocasião. Saiu essa notícia no dia 17 de março, mas a situação ocorreu no dia 7 de março. Vamos começar!

A desenvolvedora independente Renee Gittins levou 10 anos para finalizar o seu game, conhecido como Potions: A Curious Tale. E juntamente de sua equipe, formalizou um conceito de Marketing para o lançamento. A plataforma escolhida foi o Steam, a data 7 de março e o inesperado cenário de top em tendências aconteceu, lá estava o título como um dos que seriam mais visíveis para a plataforma de games.

No entanto a EA (Eletronic Arts) lançou (re-lançou) 11 títulos de suas franquias no mesmo dia, desbancando diversos outros títulos, incluindo o Potions. Criando um ‘caos’ na visibilidade do recém título. A desenvolvedora foi para as redes sociais expor o que tinha acontecido, e ela aponta que o algoritmo do Steam não a favoreceu. E aqui vamos entender alguns erros possíveis nesta estratégia.

ESTRATÉGIA: 5 ERROS VISÍVEIS.

O ERRO DE APOSTAR TUDO EM UMA MESMA PROMESSA

O primeiro ITEM que eu pensei foi, lançamento em uma única plataforma é um risco. É como apostar tudo em um palpite (o chamado all-in) que é um termo muito utilizado em bolsas de valores ou no pôquer. Você não faz isso. O risco poderia ser muitos para o caso. Em Marketing a gente não pensa apenas em ‘vender’. Nós pensamos em ‘cenários’. Inclusive daquele que você não ‘vende’.

Os riscos diversos que poderiam ter atingido o novo título poderiam ser:

– Queda de serviço na hora;

– Perda de dados de performance e visibilidade (problemas no servidor)

– Se não fosse a EA, seria outra empresa a lançar;

– Como uma data pré especial (Dia Internacional da Mulher), normalmente é feito durante a semana um especial, foi um risco maior ainda.

O próprio risco é um risco. O erro aqui foi considerar que seria um cenário perfeito. Ele não existe. Provavelmente a melhor chance de garantir vendas era de lançar em diversas outras lojas digitais.

PLATAFORMA CONCORRENTE TEM RISCOS MAIORES.

O segundo ITEM que STEAM é supervalorizado, ele tem um potencial muito forte. E marcas grandes fazem a festa. Logo uma ampla concorrência. É bom olha-los, mas não fixa-lo. Se ele é potencial, ele deve ser considerado como uma vantagem bem calculada. O melhor seria olhar para plataformas menos concorridas. Outras que pudessem vender o produto, inclusive de forma independente. Do próprio site. Criando um e-commerce próprio.

A AUSÊNCIA DE PROCURA POR INFORMAÇÕES.

O terceiro ITEM é que o steam parece ter um algoritmo que favorece ‘demanda em massa’. Ou seja não é uma contagem de estatísticas por dia, e sim por acessos (que faz mais sentido). Ao entender esse algoritmo, seria de prontidão pensar em alternativas ou pensar em riscos altos. A EA lançou os 11 jogos sem aviso, isso é um risco calculado. Como?

Os riscos são calculados quando você olha para o quesito cenários. Se você faz Marketing mesmo, você vai fazer estes modelos de análise. Então o que seria considerado é:

  • Quais são os cenários negativos para o meu lançamento?
  • Quais as empresas que podem gerar concorrência (categoria do jogo)?
  • Quais os lançamentos previstos para este dia?
  • Quais os riscos de querer “ponderar” ou ser o “rei da mesa” para o final de semana deveriam ser considerados?

Ter o final de semana em lançamento, como para qualquer estreia, é o sonho do vendedor. E isso significa uma MEGA CONCORRÊNCIA. Seria amador assumir que seu jogo (que é mais do mesmo) vindo de uma empresa (desconhecida), teria alguma chance de figurar o final de semana como um jogo relevante? Essa é uma resposta que você precisa honestamente responder. (Provavelmente, não).

E mais nos últimos 6 anos grandes empresas tem investido em remakes. Era de se esperar que a equipe de Potions fizesse essa pesquisa. Com tantos  remakes por aí, era necessário entender que o risco poderia acontecer dessa forma. Outro que poderia ocorrer, é que não apenas a EA, mas qualquer outra empresa poderia ter optado por um lançamento sem aviso prévio e em massa.

IGNOROU AS POLÍTICAS DO NEGÓCIO.

Em mercado de games, mesmo o melhor, não dura uma semana em sensação. Só tem sobrevida, se um youtuber famoso fizer alguma série que dure mais de uma semana. Logo, o risco por perda de visibilidade qual fosse ela, teria que ser prioridade. As políticas das plataformas de venda de jogos possuem claras evidências de uso de TOP e visibilidade baseado em um contrato.

A não análise de como uma plataforma funciona é recorrente do erro da empresa desenvolvedora e não da plataforma de venda. Pois faz parte da estratégia de Marketing, você analisar como as regras funcionam, aqui é que entra aquele estudo das 5 leis de Porter (que fala de concorrência). A ausência dessa análise não permitiu a empresa antecipar problemas prováveis como esse.

FEZ MARKETING NAS COXAS.

Apesar do jogo ter um site voltado para ele como sinal de esforço. O Game não é basicamente uma novidade. Não é uma inovação. É mais do mesmo. Isso para o público implica em uma jogatina em fila que anda. O que mais impacta aqui, é uma avaliação da minha parte, não tem haver com a perda da visibilidade (lembrando que a escolha de uma plataforma apenas implica em uma perda 100% de visibilidade), e sim na qualidade do produto.

O impacto da qualidade do produto não feriria a visibilidade qual fosse o cenário:

  • O jogo tem gráficos de SNES Deluxe (um RPG bonitinho);
  • A ideia não é nova;
  • A categoria e gênero também não;
  • O jogo tinha alguns bugs no lançamento;
  • E dias após teve que corrigir outros bugs;
  • A divulgação do produto foi feito apenas com um site (oficial) e através do Tik Tok da desenvolvedora (Renee Gittins).

Se ele fosse ‘diferente’ do que o mercado oferece. 11 títulos da EA não seria um problema. Quando falamos que o Marketing foi feito na coxa. É aquele que pensa em ter um retorno positivo sem pensar no caminho. Neste caso, pelo menos na notícia, diz que a empresa desenvolvedora fez o Marketing suficiente para colocar o título na lista de TOP do Steam (aqui há um equívoco).

Provavelmente o mínimo do que podemos falar é que nas primeiras horas de lançamento do dia 7 de março, o jogo aproveitou a tranquilidade de nenhuma concorrência. Não acredito que o Marketing feito pela empresa tenha garantido uma boa performance antes de sofrer a queda. Até porque se o Marketing tivesse sido realmente realizado, eles teriam garantido visibilidade em multilocais de venda e teriam previsto esse cenário.

Apesar do título da notícia conferir “azarados”, eu diria “sortudos” até que a EA surgiu. Dali em diante foi ladeira abaixo. Se você faz o Marketing ou ele existe, isso dificilmente teria sido um problema. Quanto outros Dev Indie existem? Temos uma equipe que não tinha um profissional de Marketing, somente devs ou engenheiros. O que implica nesta atual situação.

TEM COMO RESOLVER?

Pós lançamento normalmente inclui um custo de captação de visibilidade (Gasto de investimento). Não adianta investir em anúncios para dizer que o título está no STEAM. É preciso repensar em outros locais de lançamento. Você quer causar uma impressão na internet, ela precisa ‘brotar’ dos cookies de plataformas (lojas digitais de games).

Como eu disse, o primeiro erro foi fazer uma aposta ALL-IN. Não existe apenas STEAM. Vou listar algumas que eles deveriam ter pensado em lançar. Para garantir um fluxo de lucro que não caísse por causa de um problema inesperado (que foi o caso).

  • ORIGIN
  • EPIC STORE
  • GREEN MAN GAMING
  • HUMBLE BUNDLE (FOCADO em empresas Indie)
  • Gamers Gate (FOCADO em empresas Indie)
  • GAMESPOT

Teriam que repensar em um re-lançamento. Depois teriam que manter um DEV-LOG que mesmo que estejamos falando de um jogo finalizado, ela representa hoje em dia uma maneira de manter interesse da comunidade de uma possível extensão da obra. Seja uma sequência ou DLCS.

Após isso lançar a mão ao Google Adwords para fazer menção a página do jogo (oficial) e não o local de vendas. O local de vendas geralmente possui ferramentas de relevância. O que você precisa é ter aqueles requisitos preenchidos para ser colocado nas listas dos mais jogados. Por isso é que não adianta fazer anúncio para o STEAM, quando o seu jogo está sofrendo de ‘strike’ por causa da baixa relevância.

ANÁLISE DA PERFORMANCE:

Até essa presente data que o artigo foi escrito (17/03/2024) com a hora em consulta 23:02. O game foi lançado no dia 7 de março com um total de 216 avaliações (com 233 positivas e 22 negativas) no dia 14 de março a atualização revelava um bug que provocava perda de SAVE e depois correção do problema (O sistema de Clouds do Steam é um pouco problemático para alguns jogos mesmo) e um pedido de reembolso.

CONCLUSÃO.

A empresa de Renee Gettins não fez em nenhum momento Marketing. Eles consideraram lançar o jogo sem prestar atenção na data (por anteceder o Dia Internacional da Mulher) isso configura uma agenda peculiar, já que produtoras podem sim apresentar lançamentos secretos por se tratar de uma data especial. Há também uma corriqueira tensão de promoções e ofertas que o STEAM faz, que pegam semanas inteiras, no caso a proximidade do começo de Outono é uma delas.

Datas especiais devem ser evitadas por empresas que não tem nome na praça. Elas criam uma camuflagem. Porque as pessoas estão esperando uma percepção. No caso, eu acredito que a desenvolvedora tenha confundido sua boa performance nas redes sociais (ao fazer o devlog através do Tiktok) e pensou que isso se retrataria em vendas (CPA), conversão. É aquilo que muitos de nós profissionais falamos – Likes, engajamento, compartilhamentos não significa VENDAS.

A proximidade do final de semana é uma simbologia ritualística de estreias. A maioria dos cinemas estreias filmes novos nas quintas-feiras (ela lançou o jogo em uma quinta). Então é óbvio que a empresa não fez Marketing algum. Esses cenários já teriam calculado (não garantido) que não seria interessante lançar um produto agora. E lembrando que apesar de algum acompanhamento pelas redes sociais da DEV, ela não tem base fã para ser considerada uma empresa grande.

Então os riscos eram grandes já com uma estratégia preparada, sem ela se tornou a notícia com a manchete a chamando de AZARADA. Quando podemos sim deduzir, que não é azarada, e sim totalmente despreparada para o mercado de vendas.  E da análise de cenários. Neste caso, vemos infelizmente aquilo que estou há mais de 10 anos ensinando, MARKETING NÃO É VENDAS. No caso, a equipe considerou que o cenário seria perfeito para vender perfeitamente. Substituíram o conhecimento de inteligência de mercado para uma transação comercial sem fundamentos.

Há uma riqueza de opiniões da imprensa para garantir legibilidade de qualidade e um prêmio adquirido em 2023 disposto na página do Steam. Mas essa é uma parte do Marketing, que conhecemos como Branding feito por relações públicas (imprensa). Entendam que em parte, a visibilidade de um produto para ser comprado. não é alcançado por opinião de críticos, quem promove isso é naturalmente é quem joga e compra. Essa parte da imprensa é sempre executada de forma errada pela maioria das empresas.

Pela notícia eles queriam que o título ficasse o final de semana todo na lista de melhores. Mas isso seria um pouco complicado, até porque todo dia tem algum lançamento na plataforma e se não fosse por isso, tem empresas mainstream. Seja de jogo novo, novo dlc ou promoção. Essa realidade não se baseou em pesquisa e sim no achismo, e provavelmente comparados a empresas com alguma reputação. A venda não é exatamente garantida por causa disso, mas pode sugerir que o sucesso terá algum retorno.

Até a próxima.

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Pílula de Marketing (84) – Por que abaixar o preço em serviços pode significar uma crise iminente para você?

Neste artigo vou fazer uso dos serviços de design gráfico para ilustrar melhor o que quero hoje ensinar. O conceito de Marketing para preços, é avaliado por dois prismas: Conceito de marca (assinatura) e custo e benefício. Normalmente quem faz a estratégia do preço mais baixo, ignora um dessas prismas e em dobro ignora a crise (que muitos já passaram por ela, mas não souberam identificar). Mas antes, um patrocínio nosso!

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ESTRATÉGIAS DOS PREÇOS – UMA VISÃO PRAGMÁTICA DE MERCADO.

Preços não são valores independentes de estratégia. Não abaixamos preços para agradar, não aumentamos preços para aumentar o valor apreciado ou fazer frente a concorrência. Não mexemos na tabela orçamentária sem tática. A maioria pensa em ‘lucrar’ com a quantidade, se esquece, que a quantidade não irá permitir estratégias que depois sejam nocivos à ela. Aqui mora o perigo, que com certeza você ao ler esse artigo, achará óbvio minha escrita, mas com certeza ignorou ela enquanto fazia os ajustes de preços em seu guião de serviços.

Preços mais baratos garantem clientela? Serviço bem feito garantem clientela. Se o preço é mais barato e o serviço ruim. Você terá um prejuízo a longo prazo. Por quê? Porque deixou de ganhar o capital necessário para manter o negócio girando e ainda não irá reter aquele cliente. Precisando sempre em fazer Marketing de visibilidade (que costuma custar mais caro que o remarketing). Provavelmente já deve ter reparado que o cliente que você teve na primeira ocasião, não voltou mais.

Mas vai passar desapercebido. Porque quando nós vendemos por exemplo um logo por 50 reais. Ele nunca poderá ser 100 reais. Vamos explicar. Fiquem atentos. Se você vende um logo por 50 reais, está querendo fazer frente ao concorrente que cobra 100 reais, certo? Correto. Só que ele está ganhando dinheiro independente de ser um número, quem sabe, menor que você. Você precisa de 2 clientes para fazer o mesmo rendimento que ele leva com 1. A proporção tende a ser mais significativa quando esse número vai de 1 para 200.

Isso significa que você ganha 50 x 200 e seu concorrente se fizer 100 clientes será 100 x 100. Qual é o lucro? Seu é 10.000 e seu concorrente? O mesmo valor? Quem teve mais trabalho? Você. Quem gasta mais em Marketing para atrair? Você. E ele? Ganhou fazendo menos, ganhou com a base que já tinha e tem um capital para reinvestimento. Porque você gastou o seu atraindo novos clientes. Se você quiser aumentar para 100, o que você tem de cliente vai embora. Por que ficou caro?

Se você não mudar nada de benefícios, tenha certeza que a debandada será certa. Agora se o seu concorrente quiser fazer uma promoção de 50 reais, ele pode. E quando o valor voltar para 100 ninguém vai reclamar. Aliás é um benefício receber 50 reais de desconto. Sua estratégia não poderá lucrar, mas se quiser fazer por 25 (o que gera prejuízo para você), poderá. Mas não é muito negócio. Estão entendendo o que quero demonstrar?

Você pega um cliente que te pede fazer uma arte para materiais de papelaria: canecas, canetas, cartão envelope, cartões de visita, chapas, capachos. Se você faz o serviço todo por 500 reais. Quando pegar uma empresa que tem uma afiliada não poderá aumentar para 1000 reais. Terá que manter o mesmo valor ou abaixar para criar um vínculo promocional. Que não será bom obviamente.

O que significa desconto? Vocês sabem? Quando a gente estuda Marketing a fundo, nós não pensamos apenas em como um anúncio vai ser construído, mas como que a produção de um produto influencia em seu valor (monetário) quando for oferecido ao público final (consumidor). O desconto não é um agrado. O desconto é um conceito de lucro. Você cria um desconto para rentabilizar. Se não tiver garantia de tal ponto, o desconto é inútil.

Se faz desconto em liquidação de produtos encalhados. Normalmente se faz pelo fato de que ele está ocupando espaço da nova remessa. É realizado um cálculo para saber se ele reduz o lucro ou não. Senão, tem liquidação que não tem desconto. Mas algum benefício é sentido. Provavelmente no lugar do desconto, você paga o valor cheio, mas ganha um frasco de perfume. Ou uma camiseta com uma estampa personalizada.

Vamos entender o P de preço no próximo tópico.

PREÇO – ESTRATÉGIA BASEADA EM VALORES MONETÁRIOS.

Se você já leu alguma coisa de Marketing, teve ter conhecido o Mix de Marketing ou os 4 Ps? O menos falado é o preço. Os mais conhecidos são o produto e a promoção. Mas Marketing também lida com balancete financeiro, e por isso, que lidamos com dados estatísticos no dia a dia. Desde da interpretação e o cálculo para saber que o foi vendido gerou lucro ou despesa. O preço é uma estratégia. Ele precisa ser pensando para gerar lucro. Mas quando nós o negligenciamos, tendemos a criar crises financeiras sem necessidade.

O QUE É?

Desconto – Estratégia que visa rentabilizar público. Você dá desconto prevendo o que isso significa no caixa. Nenhum desconto positivo é contínuo. Ele só surge em promoções ou liquidações. A promoção neste caso tem uma definição de ‘promover a novidade’. Então é normal em lançamento de produto, ele ter desconto para atrair clientela. Depois fica com o valor cheio. Passa um ano e faz aniversário, o preço cai de novo para agraciar mais pessoas dispostas a compra-lo em um momento especial de amadurecimento.

Redução – É quando reduzimos por padrão não temporário, um preço. De 50 para 25. De 1000 para 500. Esse valor tende a permanecer ali porque descobrimos que ele será capaz de sustentar a operação.

Preço simbólico – Não existe. Normalmente é o chamado preço de barganha. Muito vendedor de loja de varejo faz isso. Mas não significa nenhuma vantagem. Porque você está pagando o preço cheio sem qualquer benefício adicional. Esse tipo de oferta vem com uma uma conversa de vendedor.

Preço Premium – É o preço para um produto ampliado. Digamos que você vende cartão de visita, e o preço normal é 400 reais. O premium seria o cartão de visita e mais o kit completo papelaria corporativo, que sairia por 1000 reais. Preço premium (pode ser alto ou baixo) normalmente está associado a grupos de produtos ou pacotes.

Preço Limitado – Diferente do desconto (que pode ser feito de forma individual), o preço limitado tem o objetivo de atrair com urgência compradores. Se o preço limitado permanece neste valor reduzido por muito tempo, ele perde potencial. Porque isso significa dizer que não era tão urgente assim. E cria uma falsa doutrina de valor.

Preço de Ofertas Terceiras – O mais famoso conhecido Black Friday. Que no Brasil tem um significado diferente. No dedo é possível flagrar lojas naturalmente cobrando o mesmo valor que cobram durante o ano inteiro e alegando redução de preço. Nestes casos, é provável que você já tenha uma ficha suja naqueles sites e não percebe que a clientela se afastou devido a esse comportamento.

Preço Progressivo – É o aumento eventual de uma taxa. Com certeza você precisa pensar que aumento significa benefícios adicionais. Se não tiver, provavelmente o aumento de preço vai aumentar o abandono de sua base de clientes de forma sincronizada.

Redução de preço frente ao concorrente – Não faça média de preço pela concorrência. Você não sabe o que motiva a estratégia dele. Nem sabe o custo que ele leva pela produção. Tampouco quais as técnicas de otimização a operação foi implementada. Essas variáveis podem ser enaltecidas especialmente se estamos falando de tecnologia e de produtos de beleza. Que são setores voláteis em adaptações. Sempre siga o seu plano.

QUAL É O PROBLEMA DO PREÇO?

Em Design Gráfico, que foi o setor que escolhi fazer analogias para o nosso artigo, sofre com uma desvalorização dos próprios profissionais que intensificam o uso da redução do preço para atrair números. Em tempo de vaca gorda, a bonança felicita o bolso de todo mundo. Mas na época de vacas magra só fica na fila quem é fiel a marca e a qualidade. Normalmente preços baixos são a demanda igual a esteira de carne.

Você nem sabe o que está fazendo, só pega a carne corta e joga na caixa atrás de você. Não sabe para onde vai, nem de onde veio. E nem se sabe se a faca estava esterilizada. Quando a vaca magra ocorre, as pessoas continuam precisando comer, mesmo que o bolso não esteja farto como antigamente. Elas vão preferir comer em algum lugar com qualidade de higiene. Quando de fato vão precisar de algo que as fortaleçam.

O mesmo acontece com design gráfico durante a crise. É nela que o preço mais baixo durante a vaca gorda, ganha um contraste desértico. Porque na crise, o dinheiro é contado. É preciso de certeiro no alvo. De quem sabe de fato fazer. Se quem sabe fazer cobra 500 contra os 50 seus. Sobra algo depois disso para investir? Não. Você não tem clientes. Provavelmente deve ter notado pela história da economia, que a crise sempre criou frutos para empresas.

E também cria um lapso. Porque você mesmo querendo lucrar, não terá passado qualquer valor para que a pessoa em um momento emergente de fato invista em seu negócio. O grande benefício não pode ser o nível do preço. Se for assim, basta que alguém seja mais barato que você ou tenha um benefício melhor, será passado para trás.

Muita empresa de gráfica fechou as portas durante a pandemia do novo coronavírus, tanta, que nem está escrito no caderno. É como aquele velho ditado – “Enquanto você estiver comprando as cervejas e os salgadinhos dos amigos, eles serão seus amigos. Quando você perder tudo, quem ficar, era seu amigo de verdade”. Não serão os ‘muitos’ que você via todo dia. Temos a mania de julgar como falsos. Mas a verdade é que você não notou, que a bonança de sua carteira fazia o círculo existir, mas o vínculo…que vínculo?

CONCLUSÃO.

A estratégia de P do preço em Marketing cabula muito mais que alto e baixo. Aumento ou redução. Oferta ou simbólico. Liquidação ou preço padrão. Sempre pense no conceito de capital da operação. O que sustenta a operação? O que você ganha permite que a operação coexista? Se você pode fazer a operação por um preço baixo, lembre-se, que teu cliente não vai aceitar se o preço subir. Ele vai questionar o que mudou para justificar?

Se o preço precisa estar alto, deixe o preço alto. Há sempre cliente disposto a pagar o preço que você definiu. O que lhe serve do Marketing agora? Identificar qual o público que está disposto a pagar esse preço. Se você ignora as leis de Marketing, o mercado continua agindo em prol ou contra, independente disso. Logo, quando a vaca gorda terminar, você vai notar que mesmo faltando mais dinheiro, as pessoas irão deixar as frivolidades de lado e vão procurar, mesmo que caro, o que lhe pode entregar mais.

A compra pelo menor preço é sempre compreendida como ‘menos’. E mesmo que não pareça, as pessoas notam a qualidade que lhe serve. Então enquanto você pensa que estão comprando de você porque acham o seu produto uma maravilha, que você é elegante e que seu mercado é promissor, no fundo estão apenas comprando porque é mais barato e a exigência não é a maior delas. Quando exigência for um requisito, provavelmente você será riscado da lista sem aviso prévio.

Sempre considere sua estratégia, nada na vida, se faz sem um bom plano.

Pílula de Marketing (83) – O que o Marketing tem de similaridade com Ciência de Dados?

Não há uma pegadinha neste título, mas uma ligeira e completa informação do que um cientista de dados e Marketing fazem de semelhante. Conferindo a você, leitor(a), mais um esclarecimento do que ambas as áreas fazem e porque naturalmente, possuem nomes distintos (veremos porque afirmei isso). Vamos lá? E antes uma PROPAGANDA.

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CIÊNCIA DE DADOS E MARKETING.

Se é meu aluno ou leitor de minhas publicações, deve ter notado uma visível insistência de trazer conteúdos que demonstrem o papel e os objetivos do Marketing. Faço isso porque vejo habitualmente um desconhecimento próximo dos 100% do que é Marketing. E também noto uma busca incessante por métodos e truques de internet para alavancar as vendas, que dá certo por um tempo, e depois para de funcionar e a pergunta é – “Por quê?”.

Marketing não é complicado de entender. Mas é muito confundido com qualquer coisa, menos o que ele é. Que é venda, que é publicidade, que é propaganda, que é uma iguaria de luxo, que é caro, que é para fazer falcatruas e outros nomes generosos e não tão generosos. E tudo o que se fala dele é tão ‘desconstrutivo’ ou ‘depreciativo’ que isso não me incomoda como profissional, só me deixa preocupado pelo fato de:

  • Associar ao Marketing a um conceito que se eleva as empresas de alto risco, em crises ou em situações que envolvam muito investimento para campanhas que tem o objetivo de aumentar o Market share bem acima dos dois dígitos.

Marketing é presente no dia-a-dia. Para se ter uma ideia bem básica, sem ele, você não faz o negócio existir. O plano de negócio por exemplo não tem ‘viabilidade’ sem o plano de Marketing que identifica que produto e público terão sua vez em seu empreendimento. Percebe? Você não faz o plano de negócio antes do Marketing.

Estruturalmente os planos tem alguma cadência e tempo, mas não são etapa 1 e 2. Nisso consiste muito menos compreensão do quanto é importante o conhecimento sobre os campos de atuação. Como o controle financeiro, o setor administrativo, o campo de marketing, publicitário, comercial e assim por diante. Muitos PN (Plano de Negócios) nem são feitos e os que são feitos, muitas vezes, são mal feitos.

Marketing é banalizado. Um campo da moda. Algo que os jovens da geração atual inventaram. Se você pensar nele assim. Então nasceu uns nomes estranhos por aí. Algo chamado Grownth Hacking, Branding e Ciência de Dados, que tem um outro campo chamado também e diferenciado como Analista de Dados. Muito embora sejam diferentes em atuação, o cientista e analista não irão dividir esse trabalho em duas pessoas, em especial no Brasil, onde você tem uma integração de área em uma pessoa.

Normalmente o responsável por Marketing é também: O designer, publicitário, propagandista e relações públicas. São áreas diferentes, mas são executadas por uma pessoa na maioria das vezes. Até porque, elas são interconectadas. Então faz algum sentido. Tem haver, pelo menos no Brasil, de corte de custo e não que isso faça parte de uma estratégia inteligente. Ao longo do tempo, se você não se atualiza, vai pensar que Marketing, Publicidade, Propaganda e Design são a mesma coisa. Que só são nomes bonitos para colocar na plaquinha da porta.

Ciência de dados (que vamos incluir o analista de dados) lida com…dados. Dados são…informações. Informação é um contexto comercializável. Vou falar assim desta forma meio esquisita. Um contexto comercializável. Dados são o bem mais precioso de uma empresa. Todos temos dados. Dados cadastrais, dados pessoais, profissionais, transacionais. Dados são tudo que temos. A informação. E toda informação empodera. Você tem vantagens. Tem qualidades e posicionamentos. Que tem informação sobre uma oportunidade, gera insumos para criar vantagens estratégicas.

Logo, quem tem informação, tem poder.

Sabe o que o Marketing faz? Ele é um campo científico (ciência) que lida com informações (dados) sobre o comportamento de consumo (psicologia). O provedor do Marketing é o dado, o que ela faz é analisa-lo para obter informações que os tornem proveitosas ou oportunas, queiramos assim dizer. E o cientista de dados faz exatamente o mesmo. Pelo mesmo motivo. Aliás não apenas usando uma abordagem de análise de comportamento, o agente da contabilidade faz uso da matemática para analisar os dados para achar soluções de manter ou aumentar o lucro.

Naturalmente que analisar esses dados irá revelar um comportamento de consumo. Se você for outro profissional analisando esses dados dentro de uma empresa, o conceito será sempre de um contexto comercializável. Procurando, analisando dados para obter alguma informação que o faça vender mais. Logo a ciência de dados não devemos olhar para uma perspectiva isolada, sendo uma área como um campo de atuação ‘específico’. Ou seja, não é um campo, e sim uma ferramenta.

MARKETING ANALISA DADOS?

Sim. E da mesma maneira que um cientista de dados o faz. Coleta, analisa, classifica, avalia, cruza e abstrai. Marketing não vende, ele descobre como vender. Ao descobrir, ele passa essa informação para as equipes. Logo um dado refinado. Que antes foi analisado. Sabe como eu faço o meu trabalho de Marketing? Vou contar.

Bem antes de inventarem a ciência de dados, já existia uma outra área antes dessa há milênios que fazia esse tratamento de informações. Que é a estatística. O que é utilizado para trabalharmos os dados. Sem ela, fica quase superficial a informação que queremos obter. Quando eu faço uma ação (uma simples postagem), ela vai para o banco de dados da rede social, que disponibiliza no dashboard relatórios diários, semanais, mensais e anuais.

Eu baixo esses dados depois de um tempo, não é após uma publicação. Faço por mês. Coloco em uma planilha. E com as métricas (KPI) que defini consigo entender os resultados que obtive. Com a estatística, eu faço algumas análises que me aproxime dos resultados que quero obter ou corrigir o que achei que não obtive.

Faça cruzamentos de dados antigos, analiso as notícias que saíram junto dos posts que tiveram mais engajamentos, analiso o dia, faça anotações para conferir depois o que aconteceu, o que influenciou. Tudo isso é colocado em uma mesa (hipoteticamente falando) para que eu possa tirar daqueles números, informações legíveis. Quando eu faço isso, eu posso entender o que está dando certo e errado.

Que público chamei mais atenção. Se gerei alguma possível crise. Se encontrei uma oportunidade. Que oportunidade, que público e que crise. Como aconteceram? Como evitar? Como repetir? Tudo isso é analisado com esse cruzamento de dados. Depois disso, eu faço uma consulta do SIM (Sistema de informação de Marketing) que inclui cada uma dessas consultas mensais que faço nas redes sociais (é um exemplo), porque além das plataformas digitais, temos as tradicionais. A repercussão na mídia, participação em eventos nacionais, regionais, intercontinentais.

Tudo isso vai me construir um histórico da marca. Então eu vejo se o crescimento é bom, se regrediu, o que está acontecendo. Se isso é uma falta da estratégia, se isso é uma falta da política, da economia, ou a soma de tudo isso. Por isso que um profissional de Marketing lida com dados sociais, por exemplo, o IBGE. Toda vez que sai o censo, eu fico de olho. Como é cada 2 anos, temos tempo.

Lá podemos ter um perfil, mas o SIM (Sistema de Informação de Marketing) pode nos conferir que perfil está fazendo parte do nosso público. Assim as informações desse banco pode nos ajudar a promover mais e identificar soluções para os nossos problemas. Depois disso, vou analisar muitas vezes, se precisar, lançando uma pesquisa de opinião. Para saber o que os meus clientes pensam. A percepção costuma mudar, não é de um dia para o outro, mas 5 anos – 10 anos é o suficiente para isso mudar até a forma de se vestir.

Depois de passar um tempo analisando e obtendo informações. Vou ver o que já implementei, analisar que resultados deram e se direcionam para o que eu pretendo, senão vou fazer uma fase de testes e entender como as pessoas interagem. Conforme os resultados me orientam, monto a campanha para começar a investir em uma nova força da marca (branding). Seja ela para atrair um público novo, vender mais, lançar um novo produto, criar uma parceria ou promover uma ‘criação do zero’.

Bem essa é uma semelhança de 100% com o trabalho do cientista de dados absurda. Para não dizer que são a mesma área. E aqui vem uma lição minha, que pode lhe ajudar. Talvez até mesmo promover a tua carreira de uma forma mais certeira. Pense no sentido que isso fará para você, não adote o que vou dizer como uma regra. Porque o que não pensamos, costuma surtir um efeito contrário do que pensamos.

Ciência de dados não é uma área, é uma ferramenta. Ela serve para você obter dados e delas informações legíveis. Cabe ser mais sensato ter uma especialização para usar essa ferramenta. Um martelo na mão de uma criança, é um perigo. A criança não é especializada em maneja-lo, o martelo tem uma utilidade, mas sem uma especialização não fará mais do que acidentar-se. Faz sentido isso para você?

CONCLUSÃO.

Espero que vocês tenham gostado dessa leitura. Mais um ponto que eu acho importante ressaltar sobre o Marketing e o que isso pode lhe ajudar de alguma forma na vida profissional. Faça como hábito refletir tudo que vem a você. Assim terá respostas mais enxutas do que apenas aquela conclusão fantasiosa – “Se eu comer esse biscoito terei tudo na vida sem esforço”. Faz sentido? Deve ser um biscoito muito poderoso esse.

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Pílula de Marketing (81) – Essa geração está ruim? O que isso diz sobre a sua?

Já se pegou dizendo que sua geração não era assim. Que os valores eram outros? Que a geração atual está menos responsável, menos inteligente? Parabéns, você chegou aos 40 ou 50 anos. E isso não quer dizer que você está velho(a), mas que você chegou no mesmo ápice da geração passada que senta em uma cadeira de praia e começa a falar o que a anterior a dele falava, reclama o que gostaria de ter feito e não fez. E vamos lá, que a o artigo não é para chamá-lo de ‘caquético’ e sim de sinalizar.

A minha geração, a geração dos anos 80 já fala que não gosta de adolescentes. Que são aborrecentes. Que é uma geração perdida. Uma geração sem valores, com inversão de valores, com deturpação, uma geração de idiotas, um bando, uma turba, um caos. Lembra algo? Quando tínhamos 10-13 anos, eram os mesmos comentários. Que no tempo deles era tudo conquistado, que era tudo mais difícil, que os valores eram ensinados pela vida.

O que isso nos ensina? Que há pessoas sofrendo de arrependimentos. Sim, o significado não tem haver com a crítica social de uma geração. Os comentários normalmente abrangem uma geração inteira, que na melhor das hipóteses, você só teve contato com 100 indivíduos nos últimos dez anos com algum membro dessa geração para conseguir somá-los as gerações mundiais? Será possível? Não é. Tem haver com um conceito menos complexo. Você está arrependido de não ter feito algo mais quando jovem.

Quando eu era mais jovem, eu via nos comentários daqueles que antecediam que eles estavam mais desgostosos com suas situações atuais do que realmente reclamando de uma geração que ainda nem sequer estava andando o suficiente para gerar resultados. Não há resultados óbvios para dizer o que é eficiente ou não é. Vejamos algumas mudanças da geração dos anos 80-90 contra aos dos anos 10-20 (século 21):

  • Abrir a porta para algumas mulheres ou deixa-las ao lado do muro na calçada é considerado machismo, no passado era cavalheirisimo;
  • Olhar por um momento, é considerado encarar ou assédio;
  • Apesar de ser mito que era possível deixar a porta de casa aberta, hoje as pessoas tem menos tempo de rua por causa da insegurança;
  • Os contatos de hoje são feitos pela internet, pela segurança e comodismo;
  • Negócios e recreação tem um valor híbrido. Ora são feitos de forma remota ou presencial;
  • As reuniões de famílias e amigos não mudou, quem se reune presencial continua.

A geração, a minha, gosta de falar que viveu a época pré-internet com orgulho. Mas se esquecem que era um inferno. A internet tornou nossas vidas melhores. Quem se lembra de deslocar para entregar a fita rebobinada presencialmente? E o valor de mensalidade do Netflix era o valor para alugar 2 filmes ou 1 filme de lançamento para ser entregue em 48 horas? E se viesse não rebobinada era multa?

Quem lembra que para fazer um empréstimo de um livro precisávamos nos deslocar para uma biblioteca, fazer cadastro e devolver em até 7 dias. Em muitos lugares é assim ainda. Mas que vivencia isso são mais os estudantes universitários do que o comum. Agora você pode aprender qualquer coisa pela internet. Antes tinha que procura uma escola ou um curso, se deslocar fisicamente e ter aulas presencial. E os acessos pela internet envolvem até material gratuito de qualidade. No passado isso dependia do local.

Sabe que esses os benefícios todos quem desfruta mais é a minha geração? Pois é, a geração atual sofre reclamações nossas. Porque estamos entrando na meia idade e estamos rancorosos. E sim, não é nada ruim revelar isso. A geração Millenium, nascida nos anos 80, foi quem inaugurou essa de ficar no emprego menos de 1 ano. E que também ficou insatisfeita com o estilo de trabalho, e inventou o home-office.

A geração Kodak, que seriam nossos país inventaram o Youtube, Tik-tok, Instagram e Snapchat. E em nossas mãos, a geração dos anos 80, virou o que temos hoje. Marmanjos de 30-40 anos fazendo pegadinhas na rua. Se a geração atual está agindo de uma forma reprovável por você, tem que olhar primeiro no espelho. Nós temos uma dificuldade muito grande de admitir nossa própria influência. Até porque nós formos irresponsáveis um dia, e até pior.

Não tínhamos tantos estímulos, e fomos inconsequentes. Alguns mais que outros. Não é a geração atual que está pior. Nenhuma jamais esteve. Mas vai parecer, porque você está mais maduro. Você agora vê o quanto era insano na idade jovem. Quando repudiava o direito dos seus pais de saber onde você estava aquela hora da noite. Mas naquele tempo você se via como um independente. E hoje, se vê como um adolescente sem causa.

Sua crítica a geração atual tem haver com o seu próprio reflexo. Você não está reclamando que eles estão sendo mal educados. E sim que você foi mal educado. Que estão sendo um banco de idiotas. É que você se considerava idiota. Não é incomum que sejamos intolerantes. Somos chatos com os outros ou pelo menos achamos que é com os outros. Somos intolerantes com um agente, um item comportamental, somos intolerantes conosco.

Se você se pega falando da geração atual, cuidado, você está falando de si. Se você acha que o outro não fez o suficiente. É porque você considera que você não fez o suficiente. Essa explicação precisa passar por aquela piada famosa de um filme mais famoso ainda. Lembre-se que a mãe de Martin Mcfly em De Volta para o Futuro, Lorraine, afirmava que no tempo de moça ela não era atirada, que a geração de hoje está perdida.

Ao voltar em 1955, Martin presenciou uma mãe muito diferente daquela recatada…certo? Nós temos uma visão de nós mesmos com um tipo diferente. Somos compelidos a mentir em nossas memórias que somos cautelosos e respeitosos. Mas no fim será que não estamos mentindo? E o que isso tem haver com a nossa PÍLULA DE MARKETING NÚMERO 81? Vamos lá!

MARKETING E O CONCEITO PSICOLÓGICO SOCIAL.

Se você acompanha as minhas pílulas, qualquer artigo ou é meu aluno, já deve saber que Marketing não é uma ação de venda. É um campo científico. Que lida com a psicologia de consumo. O que nos fazem consumir. Porque consumimos ou não. Quando falo de psicologia social quero dizer um subcampo de estudo da sociologia que se chama ‘social interativo’. Quando nós seres humanos atribuídos a sociedade que vivemos, contribuímos para ela e vice-versa, baseado em nossas experiências.

Marketing não avalia ‘saída de produto’. Avalia o que o ser humano sentiu para comprar aquele produto. E porque aquele outro não quis comprar o produto em questão. Então estudamos a psicologia de uma pessoa, para entender o seu consumo. Logo saber o que estão reagindo é uma matéria interessante ao Marketing. E serve para nós como um combustível informacional.

O que mais tem de poder é o arrependimento, junto da raiva. São duas emoções (negativas) e fortes e com muita riqueza de informação. Nós somos sinceros quando estamos com raiva. Queremos justiça ou desabafar. Não faria sentido mentir neste momento. É justamente por causa dessa explosão, que queremos deixar claro nossos sentimentos.

Então quando uma pessoa reclama da outra sociedade, da outra geração, ela está com algum problema. Que problema é esse? Ela se sente menos realizada? Ela queria fazer o quê? O que essa geração anda fazendo o que ela gostaria de fazer? Ou ter feito? Ela se arrepende de algo em sua infância? Já pensaram porque todo mundo se encanta com os anos 80? A maioria da minha geração não teve infância nos anos 80 e sim nos anos 90. Esses sentimentos são vívidos. Será que se resumem a raiva, ciúme, inveja, deboche, desgosto, abandono. Só estou listando aqui as emoções negativas.

Por que o conceito de você reclamar de uma outra situação tem haver com a emoção negativa. Ninguém vai reclamar se está satisfeito. O que podemos lidar com essa informação em nosso estudo de Marketing:

  • Auxílio em sua própria formação psicológica;
  • Pode ajuda-lo a vender melhor.

A reclamação é um indício de algo está errado. Mas não é uma resposta. É um sinal. Para abstrair a informação precisamos entender porque aquele incômodo existe. Porque uma pessoa se incomoda tanto com as ações de uma pessoa de uma determinada geração. Para isso é possível levar o nível da conversa para algo pessoal, excluí o alvo da reclamação e passar a tratar com o problema de nível ego.

Quando o nível ego for explorado vamos descobrir se é rancor, arrependimento, raiva, vingança ou a emoção específica. Dali podemos deduzir através da conversa como essa emoção foi gerada. E assim podemos entender porque ela está ocorrendo. Como no Marketing, a informação vai gerar uma resposta clara do que poderia ser uma solução. A consequência seria uma empresa conseguir gerar um produto capaz de ajudar aquela pessoa.

No campo da psicologia, ela trataria esse problema com uma outra solução. Que seria da autoreflexão. De compreender porque ela está sofrendo com aquele recalque. E se aprimorar como ser humano. E assim por diante.

Nota: Gosto de tratar o assunto como este como algo não tão comercial. Apesar que Marketing é uma psicologia aplicada ao consumo, não convém confundir isso aos enganos e charlatanismo. De pegar algo que considerado um problema pessoal para um ganho comercial. Essa é a diferença entre ser ético e não. A sociedade está sempre cheia de problemas. Pelo Marketing iremos obviamente atender a economia.

Serve ao produto algo que não seja viciante e danoso. Fazendo a pessoa se auto-degenerar para alimentar o seu ganha pão. Mas que de fato traga um benefício. Porque seria o mesmo que ajudar uma pessoa a sair do vício da bebida, e no lugar de usar um produto como bebida, e sim em algo que trouxesse lucro, mas desse ao consumidor o lucro de se disvincular de seu vício sem cair em outro.

Pílula de Marketing (80) – Tenho 30 anos e vou mudar de área.

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Esse título é provocativo. Não representa minha idade real. E pelo que me lembro nunca a mencionei para ninguém, a não ser em cadastros que pediam tal informação. Verbalmente nunca. Talvez esse conceito de dizer a idade esteja na crença limitante dos seus esforços, é isso que eu quero trazer neste artigo. Nossa Pílula do Marketing número 80, trata do perigo de você mencionar sua idade em qualquer decisão que toma.

ETARISMO, ETÁRIO e IDADE.

Não muito tempo, tivemos um episódio infeliz de um grupo de estudantes que atacaram uma colega, pelo único motivo dela ter 40 anos em um ambiente acadêmico. Foge a mim uma lógica do porque isso aconteceu. Mas não é tão oculto a justificativa. O comum é associarmos limites as marcas para criarmos padrão. E neste caso, a idade define o que o ser humano pode fazer e não pode fazer, é um aspecto cultural aceito.

Já ouviu aquela frase – “Não tenho idade para isso” ou “Você já tem idade”? Com certeza já ouviu outro bordão – “Você já está grandinho(a)”. Ainda temos um outro parecer, quando aqui no Brasil, chegamos a idade definida pela lei (bem claro isso), que aos 18 anos você é considerado um adulto, muitas pessoas julgam que ali a pessoa terá toda responsabilidade e zelo necessários para tocar a vida. Mas estamos falando de uma idade legislativa. E não biológica.

Como um indivíduo pode ser adulto e maduro passando apenas por alguns dias? Dos 17 para os 18? Ele(a) era imaturo(a) aos 17, ao chegar aos 18, um passe de mágica, e pronto será um adulto perfeito? A crença da idade é mais antiga, enraizada. Pouco provável que estejamos vivendo um esclarecimento que a idade é um limite. Porque sempre foi imposta por nós há séculos como um limite.

Limite para tudo, para ascender, para correr, para acessar, para crescer, para viver, para ter. Talvez o conceito seja menos ‘autônomo’. Os limites são usados pelo ser humano também para se policiar, ou mesmo pelo lado não tão positivo e útil, para desdenhar desculpas sobre o que não quer fazer com o fator limitante. Por isso você escuta – “Se eu tivesse menos idade eu faria”. E agora com essa idade ele(a) não pode fazer.

A pergunta seria, por quê não pode fazer? Idade é um conceito numérico que define o tempo atual ao momento que nascemos. Pegue um ano diminua do ano que nasceu e terá sua idade. A grandeza quantifica seu tempo de vida e não um limite. O segundo caso é imposto pelo ser humano, o primeiro caso é uma obviedade matemática. Por que falar a idade pode ser no final, um mal negócio? E agora no próximo tópico vamos falar sobre alguns aspectos que você deixa passar, e pode ser o motivo pelo qual você de fato procrastina e não vai para frente.

TENHO 25 ANOS E VOU FAZER UMA NOVA FACULDADE.

Não menciono sempre que é curioso ao ouvir uma pessoa decidir publicamente que vai tomar um caminho e antes de se apresentar ou dizer porque disse aquilo, ela menciona a idade. Ela determina uma quebra de padrão. Fazer faculdade aos 50 anos é um tabu? Fazer faculdade aos 15 anos é outro tabu? A idade é definida pelos padrões. Dizem que para você fazer faculdade tem que ser aos 18 anos, cravado.

Se fizer antes, tem coisa se fizer depois é aposentado arranjado moda. É uma pergunta, o quê? O que é isso? Tem outro bordão – “Você não tem idade para isso”. Não ter idade para isso e ter idade para aquilo define limites. Então vamos parar de falar no termo substituto – idade, vamos falar sobre os limites. Quando alguém falar – “Tenho 25 anos e vou fazer uma nova faculdade”, vamos substituir idade por limite, seria “Tenho um limite e vou fazer uma nova faculdade”. Vê como soa realmente?

Ou como soa esse título – “Tenho um limite e vou mudar de área”. Esse limite foi ultrapassado? Por isso você está destacando ele? Ao passar pela porta azul você agora não pode mais voltar e escolher outra porta. E então ao tentar voltar você fala – “Estou na porta azul e vou para a porta vermelha”. O fato de destacar seu estado atual define a limitação. Logo ao dizer sua idade você está criando um limite.

LIMITES? POR QUE DESTACAMOS?

Bem antes do caso das estudantes acima, essa citação de idade é recorrente. Há um consenso, mais ou menos impactante a depender de onde e quando falamos, que a idade é um conceito que não representa sua quantificação existente e sim um conceito de estar amarrado. Compactado. Ou seja, ao mencionar sua idade, você declara nitidamente que tem limites. O outro não vai reparar muito isso, mas você precisa saber. Que você acredita que tem limites, independente de sua convicção.

Não confundam que ao mencionar isso você esteja querendo motivar outros. Veja, aos 50 anos eu posso, logo você pode. Um ou outro terá algum impacto neste sentido. Mas a maioria está dizendo a idade não para motivar terceiros, e sim para se convencer que apesar daquela idade, ele(a) pode fazer o que está se propondo. E muitos desistem, mas eles possuem uma salvaguarda.

Eles falaram que tinham 50 anos. E seria provável que desistissem. Aqui é um outro ponto que sabemos que há uma normalidade. Aceitação da derrota antes dela ocorrer, já deixando claro, que isso é possível e que a pessoa, ela, não seja responsabilizada pelos resultados. Aliás, ela fez isso em uma idade, que ela julga, não ter mais ‘forças’ para tal empreitada. Compreenderam esse ponto?

Com uma parcela ínfima, temos uns dois de dois milhões que de fato irão fazer uso dessa comunicação, revelar sua idade, para influenciar positivamente as pessoas. E normalmente elas não falam a idade como um fato determinante. Elas falam dentro de um contexto. Por exemplo:

  • Estou pensando em fazer uma segunda graduação, acho que é o momento certo. Sempre quis. Então estou satisfeito(a), pois terei agora a formação que mais estimo. E vejam que procuro dizer isso à vocês (considerando que esta pessoa está em público) que não existe limites para quem quer, nem para este que vos fala que tem 60 anos.

É diferente da pessoa que fala:

  • Sou Paulo e tenho 45 anos e vou fazer uma segunda graduação, porque acho que é o momento certo. (E acrescente o restante do texto acima).

O primeiro destaca que há um conceito de vida, e agora ele quer fazer diferente. O segundo conformado com a idade e o tempo que passou, decidiu em fazer esse novo caminho. O novo caminho será feito, mas há diferença em porquê eles estão fazendo isso e quais os obstáculos claros da situação. O primeiro caso desvenda o direito de fazer o que for e demonstra que há fôlego para isso, por isso cita a idade.

  • Apesar dos meus anos de vida, tenho gás para uma graduação.

O segundo caso demonstra conformidade e tentativa de superar um obstáculo cultural.

  • Apesar da minha idade eu sei que posso.

O primeiro define um conceito que permite entender que está inserido em começar realmente um novo momento da vida. O segundo é preso as amarras culturais que o impedem de ser o que quer ser por um limite imposto (no caso a idade).

O segundo caso é o mais comum. Citar a idade é clareza de auto limitação. E isso impacta seus resultados. Dizer que é CEO de uma empresa aos 16 anos não tem qualquer significado quanto ser CEO aos 40 anos. Dai você pensa. Bem é normal que um de 40 anos seja CEO e de um 16 não. E com certeza, o de 16 ganhou por herança e o de 40 foi pela labuta. Não é? É assim que você vai concluir? Tudo por causa da idade?

A idade limita o senso. O de 40 anos pode ter conseguido de mão beijada, o de 16 pode ter trabalhado. Mas a idade nos conforma pelo modelo pronto. Esse modelo pronto é um perigo. Você ter 50 anos não significa ser maduro, você ter 15 anos não significa ser irresponsável. As pessoas não são quantificadas. Elas não podem ser mensuradas por números. A idade significa a distância do ano atual e do ano que ela surgiu, só.

A forma de avaliar habilidades, possibilidades, potencialidades, estão associado aos resultados somado aos ganhos que ela obtém pelo caminho. E não estamos usando o conceito de 25% ou 100% para contabilizar performance. 25% pode ser melhor que 100%. Um trabalho bem feito 1/4 do tempo é melhor que um 100% errado. Nós só conseguimos ver o nosso grau de alto valor de resposta, entendendo o que conseguimos.

Um ano para uma pessoa é diferente para cada pessoa. Você pode aprender um idioma, pode viajar, pode fazer nada. E terá diferentes resultados, claro não ‘excluímos’ que cada pessoa é diferente a ponto de dizer que 6 meses de uma é gradualmente diferente de outra.

REFLITA SOBRE ISSO!

Ninguém é impedido de dizer o que pensa. Não é o interesse desse artigo. Se você ler até aqui, não vai aos comentários acusar – “Mais um ditando regras”, mas se leu até aqui, compreende que ele tem a única meta de fazer ver que você próprio está colocando um limite. E que de uma forma muito clara está falando isso ao mencionar ou fazer ações. Não apenas a idade é um sinal de auto limitação.

O desvio do olhar também é. Ou mesmo o recuo das mãos. Ou até a forma de falar. Pode indicar limites auto impostos. E aqui precisamos repensar ou talvez até perceber esses micros sinais que emitimos. Então olhe para o seu texto (ou fala quando der), e note se há alguma expressão ou passagem sem muito sentido, ou contexto.

Ao falar sua idade e uma informação a seguir, isso significa o quê? Ao falar o seu nome, o quê? Ao dizer o seu gênero, o quê? Ao mencionar sua cidade natal ou de residência atual, o que significa? Eu costumo sempre dizer aos meus alunos, que tudo é uma comunicação bem construída por uma estratégia. Não apenas de Marketing. Marketing se vale da comunicação. Você aprende primeiro se comunicar, para depois fazer uso de outros recursos. Senão o propósito se perde ou se confunde.

Toda comunicação é estratégica. Ela pensa sempre em atingir um objetivo fazendo uso de métodos de emissão, recepção, analogias, ilustração e assim por diante. Se você se identifica para alguém que não te conhece, o que você quer dizer com isso? É um exercício de interpretação. Qual é a recompensa? O que você ganha com esse artigo? É uma decisão íntima. Ela pretende que você pense em suas falas e ações. Elas revelam o quê?

Ao identificarmos isso, podemos superar e demonstrar habilidades, dar foco á elas do que aos conflitos, por exemplo. Todos tem problemas, todos tem algum limite, ou são impostos ao limite, todos são influenciados culturalmente. E somos moldados a sociedade que nos cerca, é um padrão social observado (Emilie Durkheim).

Somos associativos, relacionais e conflitantes. Passamos a vida fazendo a pergunta existencial e tendo respostas duvidosas. Talvez no final do caminho teremos uma resposta mais simples. Ou de que dependia de nós em ter essa resposta. Não era ali e nem lá. Esse conceito filósofo da existência nos permite entender que o próprio termo ‘idade’ configura um temor.

A idade nos revela a mortalidade. E a pressa. Ter idade é definir maturidade (mesmo que não haja), é definir impedimento (mesmo que não tenha), ou padrão social (mesmo que não faça sentido). Usamos a idade para configurar – “Eu não posso, eu posso”. Mas se você não soubesse sua idade. Como faria essas relações? Como definiria que não pode fazer uma graduação? Como definiria que pode fazer uma viagem?

Não definiria, não tão fácil. O jeito seria tomar uma decisão e ver os resultados que colhe pelo caminho, como sempre foi. Em um tempo, primordial, para não recairmos em uma época em que a matemática era conhecida e que os padrões sociais começavam a se distinguir, pegamos uma era em que o homem (antropológico) era um resumo de sobrevivência.

Ele pensava – “Tenho que fazer tudo que posso, pois o meu limite é aos 30 anos”? Provavelmente não. Ele sabia quando era pequeno, tinha menos força de agora. Mas ela não associa que aos 8 anos ele não tinha a força de 20 anos. Ele apenas concebia que se continuasse a fazer o que fazia, ele iria continuar vivo.

Quando mensuramos a idade, tiramos do conceito que o homem que aos 8 anos tinha que se virar, agora não pode, porque ele é menor de idade. Ou o mais idoso não podia se mexer senão quebra um osso, no tempo da cavernas, não existe essa de limite de aposentadoria. Ou caça ou morre. Não havia uma diretiva ao contrário disso.

O ponto aqui é: No passado tínhamos um conceito de sobrevivência, se a idade limitasse ou o que fosse, a raça acabava. Pois que 30 anos era uma idade máxima naquele período, imagina se você acha que está aposentado? A tribo morria de fome. A essa observação, a relação natural das coisas, pense que se isso nos permitiu sobrepor obstáculos, independente do gênero, tamanho ou situação, porque hoje, quando a situação é mil vezes melhor, temos a famosa fala – “Se fosse em outra ocasião eu conseguia”.

CONCLUSÃO.

Este artigo é uma provocação. Que espero ter atingido seu objetivo. Independente de sua crença em relação à isso, ou de seu entendimento e como se você se situa. Ou se faz diferente do que é proposto neste artigo, a briga não é gratuita. Eu compreendo que mencionar a idade ou o que seja, pode configurar inúmeras outras interpretações. Mas a mais comum de nossa sociedade é a mortalidade, o limite, o conceito do não posso. Então meu artigo se direciona para o índice mais comum do que a palavra ‘idade’ pode conter.

Até a próxima!

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