Análise de I am alive

Sobrevivendo em Haventon.

I am alive (Foto: Reprodução)

I am alive (Foto: Reprodução)

Do demo para o original – Conheçam “I am alive”

Joguei a demo ontem, e comprei o jogo cinco minutos depois, e vocês querem saber por quê? Bem vamos primeiro atentar que a maioria das análises que li sobre o jogo erra em 50% da realidade do que eu joguei. Bem em primeiro lugar, se no início quando as primeiras cópias betas foram lançadas e jogadas na E3 oferecia combates isolados, aqui não existe isso de combate isolado. Na Demo de ontem, em data bastante atualizada de 18 de novembro de 2012, lutei com 4 inimigos em 10 minutos de jogo, e o detalhe é que eles estavam no mesmo terreno ao mesmo tempo.

Outro ponto que li numa análise, e noutra não estava, que nós teremos a oportunidade de criar uma espécie de campos de refugiados, os sobreviventes que você ajuda ou não pelo seu caminho. Não vi isso no demo, talvez porque ele só demonstra-se o ponto mais alto e significante do jogo – Escalada e combates. Mas não pense que este jogo é só isso, vamos então para a análise completa do Mundo Pauta. Mas antes gostaria de enumerar os jogos que o I am alive teve suas características similares.

Similaridades entre obras.

Survivor horror para Action Adventure (Foto: Reprodução)

Survivor horror para Action Adventure (Foto: Reprodução)

De ante mão, eu li que o I am alive se parece com o filme ‘Eu sou a lenda” e que tem características do “Silent Hill“. Bem o filme ele tem o aspecto apocalíptico, e se em algum momento provar que podemos formar o tal campo de refugiados, eu digo, o filme tem tudo haver com o jogo, senão é mais fácil indicar o jogo Fallout como sendo a similaridade. Outro jogo que não foi citado, antes que eu fale da comparação do survivor horror silent hill, é o Shadow of the Colossus. É bem igual. Lembra-se que temos que subir nos gigantes usando o recurso grap e possuímos uma espécie de estamina para nos mantermos pregados? Bem a coisa aqui funciona ‘I-GUAL-ZI-NHO’. Você tem duas barras, a da esquerda é sua estamina e da direita é sua energia.

O aspecto semelhante do Silent Hill é a névoa, que parece ter sido criada por uma nuvem de radiação. É constante esta névoa. Aliás ainda não defini qual foi o desastre que atingiu o ‘mundo’ do jogo. Em uma análise li que foi um terremoto na cidade de Haventon de magnitude 10.3 e que a história se passa 1 ano de depois, com o protagonista procurando sua filha Mary e sua esposa Julie. Em outra análise li que foi um evento cataclismático que atingiu o planeta, mas não diz nada sobre o que foi que atingiu, quando e que personagens temos em mãos. Minha análise ficará 100% completa quando eu confirmar um dos dois, ou uma terceira imposição.

Outro ponto que gostei é da atmosfera, não só citando o Silent Hill que é um jogo sem áudio na maior parte do tempo, quieto demais e com muitas surpresas. O I am alive é uma promessa de título que a Sony preparou nos mesmo moldes que teremos para os jogos “Beyond Two Souls” criado pela Quantic Dream (formato semelhante, mas evoluído de Heavy Rain – confira minha análise aqui) e do jogo The Last of Us que trata mais do filme “Eu sou a Lenda” do que este.

Ele lembra mais um Shadow of the Colossus com Tomb Raider, talvez mais próximo do novo. Mas não espere que você terá que realmente sobreviver. O jogo não é um survivor Horror como é descrito, ele é um action adventure. Ele é mais voltado para subir, escalar e juntar sobreviventes, acredito que terei esta confirmação mais a fundo em algumas horas. Mas por hora é um jogo que prima por escalada.

Até o jogo Metal Gear Solid: Snake Eater tem mais sobrevivência do que ele. Nós temos que caçar cobras, lagartos e comê-los. E até mesmo para fazer uma espécie de Safári particular. Além de consertar ossos quebrados, que se não me engano só surge esta oportunidade uma vez no jogo inteiro. Então vemos que o I am alive não é um jogo propriamente de “I need food to live” é um jogo que lembra muito o Silent Hill pela névoa, lembra bastante do Shadow of  the Colossus, num ambiente imenso sem ninguém – mas também lembra de fato o filme “The Mist” (novela criada por Stephen King, e dirigida por Frank Darabont em 2008).

É um apocalipse no final das contas.

Uma cidade chamada – Haventon.

Haventon destrúida (Foto: Reprodução)

Haventon destrúida (Foto: Reprodução)

Tal como Silent Hill, temos uma cidade fictícia, onde todos os problemas parecem acontecer. Tal igual quanto o jogo que citei, o SH, nós temos uma característica da série. O que acontece no mapa quando nos deparamos com uma rua fechada? Aparece um risco de impedimento vermelho? Em I am alive isso acontece constantemente.

O jogo oferece também um gráfico bem refinado, talvez para os críticos sem calça, seja bem ultrapassado. Mas para um jogador profissional como eu, e designer, o gráfico está muito bem trabalhado. Talvez fosse necessário um esforço aqui e ali. Mas se existe uma coisa chamada imperfeição, essa se chamada “análise de crítico  de games”. Eles não falam outra coisa, a não ser que os gráficos estão muito ultrapassados.

Bem e estão? Se você joga muito título que abusa de iluminação e texturas bem colocadas, vou dizer muito sinceramente. Sim. Se você adora um ambiente com pouca visibilidade, ainda sim vai dizer que o gráfico esta ultrapassado. Então vamos esquecer o diacho do gráfico, e partir para o enredo. O desenvolver do personagem. Não tem como extrair toda essa bagagem de características jogando o DEMO. Você tem que gostar do gênero. Eu só comprei porque ele estava 30 reais (15 doláres) na PSN.

O jogo para mim, neste exato momento, não vale nem 50 reais (25 doláres). Então por que comprei? Porque gosto do gênero, mas o DEMO não me oferecia uma visão maior. E então arrisquei. E arrisquei também com o novo Homem-aranha que saiu para os games, é bom. O jogo custava 200 reais. Não me arrependi. Agora se eu me arrepender, não terei perdido muito dinheiro. O meu maior alvo é descobrir se o jogo oferece o que mais me atrai, gerenciamento de recursos.

Foi o que me atraiu no jogo “XCOM Enemy Unknow”, e o que me atraiu neste jogo é a atmosfera, é o foco num ambiente survivor. Porém o demo me mostrou um jogo totalmente diferente. Não é um survivor, para mim isso se chama você ter que catar comida, água desesperadamente, poder pegar um carro, improvisar um carro e montar uma base e recrutar sobreviventes para mantê-la. Não encontrei nada disso no jogo. E como no próprio trailer da E3, diz que o jogo esta voltado para uma esfera de “plataforma” a lá Prince of  Persia.

Até aí podemos dizer que ele cumpre o que trailer diz, mas as análises feitas não tem nada haver. Mas acredito que tenham sido feitas em duas situações:  A primeira por um crítico que supôs o que o jogo traria e a segunda feita por um crítico que jogou uma cópia beta antiga.  O que eu pude experimentar é que o jogo é uma aventura com ação e tiro em terceira pessoa (na verdade primeira pessoa momentaneamente) e que temos um cenário e oportunidades. Temos sobreviventes? Na Demo encontrei uma mãe desesperada pelo filho ferido, e me pedia um curativo para salvá-lo.

Jogabilidade – Lembramos de…Silent Hill.

Combates (Foto: Reprodução)

Combates (Foto: Reprodução)

Vou dar uma de vidente, mas sei que os combates serão bem ‘mornos’. Aliás teremos ataques furtivos de facão, a pessoa vem até você e você defere o golpe. Ou dá um tiro com a arma. Mas o que eu percebi é que existem algumas táticas. Nunca aponte sua arma, mesmo sem balas para que tem arma, ele vai te matar. Só aponte para quem não tem. Ele vai se render. E se tiver um precipício por perto, você talvez possa joga o inimigo lá. O jogo nos moldes que conheço, é um silent hill aprimorado.

Não tem demônios, acredito eu, mas tem uma abundância chata de inimigos. E muita escalada. Se for ver por este ponto, ainda chamo atenção que não explorei completamente o jogo, o título é voltado para “ESCALADA 100 VEZES, 3 combates igualzinhos e um sobrevivente a ser salvo” por estágio. Cadê o survivor? Como eu disse, Metal Gear Solid tem mais survivor que este título. Ele é mais voltado para um Prince of Persia apocalíptico do que “Eu sou a lenda”, como eu disse anteriormente, se provar que podemos ter uma espécie de “Base”, eu mudo lá no final com a seção “Novos apontamentos” o meu parecer.

Aqui é como os primeiros jogos da série Resident Evil, sem faca você não bate nenhuma vez. É mesmo, sem qualquer arma você não combate. Bem ao que parece, insistentemente de minha parte, o jogo é action adventure thriller (Ação, aventura e suspense) o gênero mais adequado, e comum a quase todos os demais. Assisti o trailer e o gameplay do “The last of  Us”, este título é survivor. Outro que é survivor é o antigo “Dead Island”. Agora o “I am alive” deveria ser chamado de “I drill top”  (pela grande quantidade de escaladas).

No entanto reitero mais uma vez, eu só joguei uma demo que ofereceu estas características, se o jogo é diferente de tudo isso, agora veremos.

Novos apontamentos.

Novos apontamentos (Foto: Reprodução)

Novos apontamentos (Foto: Reprodução)

Esta parte ainda irei deixar em branco, pois será o novo apontamento que terei ao jogar o jogo completo. Vou já organizar aqui os tópicos para termos uma ideia do que esperar. De acordo com as análises teremos:

  • Chance de abrigar sobreviventes em uma base improvisada (REPROVADO – não existe)
  • Ambiente survivor (isso significa achar provisões, medicina e ajuda) (REPROVADO – não é o que é prometido)
  • Interatividades e eventos (REPROVADO – a interação é extremamente limitada)

Análise final.

Joguei a versão full do jogo, e não comprem. Não gastem dinheiro com este jogo. Não vale nem 15 doláres, tampouco 30 reais. É muito ruim para um jogo valer alguma coisa, e entenda porque.

Antes era classificado como survivor, então eu classifiquei ele como ‘action adventure trilhher’, mas depois de jogar o jogo descobri que nem é um e nem o outro. Isso porque o jogo prima por gráficos, claramente ultrapassados, e também por uma receita que deu certo e muito bem certo para Shadow of The Colossus, mas não se enganem, este jogo é tão limitado que você só vai interagir com certos pontos – onde tiver uma luz saindo do chão. E nada mais. E olha, que são pouquíssimas luzes emitidas do chão.

É um jogo extremamente difícil para quase, ou devo dizer, nenhuma recompensa. Não estou falando dos únicos 12 troféus que o jogo tem. O que dá para ver que é um jogo pequeno, mas pequeno não significa (-ria) um péssimo jogo. Estamos falando do primeiro jogo que eu dou nota zero. Vamos aos critérios. O trailer dizer ser um jogo de escalada – ele cumpre. Mas que ele é um jogo tipo silent hill (só pela névoa e mapa) não tem mais nada igual ao jogo, que ele é parecido com “Eu sou a lenda” (tire o cavalinho da chuva) – lembra que falei que ele é parecido com Fallout em matéria de apocalipse? Esqueçam. Este jogo é um erro que a Shangai games lançou.

Parece aquelas obras de arte que ninguém entende? É isso aí. E vamos para os pontos simplistas dos jogos, e o que vai fazer você odiar o jogo em 25 minutos. E acredito que o jogo tenha 1:30 no máximo. O combate, se você jogou a demo, deve ter pensado – “Epa, coisa de louco” – esqueçam, os combates no jogo são 4 contra você sempre, raramente você vai ver alguém em combate solo. E quando chegaram na fase de ter que ir para o prédio mais alto da cidade é quando vai encarar 4 inimigos que não tem outra, você vai morrer.

Não tem tempo para atirar em um e outro, e se defender ao mesmo tempo. Você é esfaqueado por pelo menos duas pessoas ao mesmo tempo, ou alvejado por outra que pega a arma do morto. As suas chances de mínimas para nenhuma. E você pensa, o jogo é survivor? Não, o jogo é “lethal survivor” e quem for mais rápido sobrevive. Ao meu ver, o jogo não cumpre com nada do que veio para mostrar, por isso que a PSN cobrou 15 doláres por ele. Da próxima vez vou me lembrar do ditado – “O barato sai caro”.

Notas de avaliação. (REPROVADO)

Gráficos (ultrapassados) – 1.5 (isso porque gostei do blur, no entanto dou zero para uma média)

Jogabilidade – 0.0 (sempre achei a jogabilidade revil e sh terríveis, até o atual revil 6) e esse chega a ser rídiculo.¹

Cenários gigantescos (para não fazer nada) – 0.0

Combates (você tem uma chance mínima) – 0.0

Escalada / estamina – 5.0 (cumpre, mas mesmo com essa nota eu vou desconsiderar o que traria para a nota final)

Música – 0.0 (Se não lembro da música, ela ou é inexistente ou não agradou)

Preço da PSN: Eu colocaria de graça

Recomendação do Mundo Pauta: O jogo tem a média da nota em 1,08 (de 10). Minha nota para compra-lo ou recomendar a compra-lo: Não comprem,  o jogo é nota zero.

¹Você tem o botão SQUARE para interagir, só que só vai interagir com algumas coisinhas. Um cenário imenso do jogo não serve para nada mesmo.   E o botão R1 para golpear com o facão. E a estratégia é sempre a mesma, espera o inimigo vir próximo, dá uma facada. E prepara-se para ser mais rápido que a velocidade da luz. Atire em um, se defenda de outro, e reze para os dois restantes não lhe ataquem ao mesmo tempo.

As análises que li diziam que “Ubisoft” haviam preservado os combates solos para dar mais emoções as batalhas. Não existe reação emocional. Se você não esta escalando friamente uma estrutura, está matando friamente um grupo na maioria de 4 capangas. Então pela última vez e bem enfático – “NÃO COMPREM ESTA RELÍQUIA ESQUECIDA”.

[ESPERANDO POR ATUALIZAÇÕES] – ÚLTIMA 16:21 – 19 DE NOVEMBRO DE 2012.

UOL Analisa “I am alive” (Nota 6.0)

Mundo Pauta.

Texto: Rafael Junqueira

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