Filosofia, História e Teologia: Vale à pena?

Faculdade é algo que não pode ser desprezado. O ensino formal tem sido uma assistência em casos de sucesso a longo prazo mais do que as pessoas pensam. Então a questão é sempre saber se a sua escolha vai ser mais acertada, correto? Se não for errar demais, que erra de menos. Vamos analisar três campos hoje que você tem que pensar. Vale à pena?

Se analisarmos usando critérios será mais fácil compreender se vale à pena. Vamos usar: Mercado formal, mercado informal, renda, possibilidades de crescimento, carreira acadêmica e a qualidade universitária.

MERCADO FORMAL:

Se entende por carteira assinada. Para os casos de hoje, todos são ofertados pelas universidades na condição de licenciatura. A possibilidade de você dar aula no ensino básico e médio. A princípio do sexto ano até o terceiro ano. Ou seja o seu mercado serão escolas públicas e particulares compreendendo esse período. Ou por iniciativa privada ou prestando concurso público.

Dado a redução de carga horária do novo ensino médio, pode não ser muito “frutífero” se formado em licenciatura. Ou seja na melhor das hipóteses seu mercado diminui para sexto até o nono ano. Deste três, História a tem mais chances de ‘garantir’ um espaço. Filosofia e teosofia já perde muito por ser uma disciplina ‘nova’ na grade (considere 20 anos novo). História e tem a longeva vida nos ensino básico.

MERCADO INFORMAL:

É o maior mercado para licenciatura, mas entenda que tanto faz se você é formado. Você compete até com outras áreas. Aqui configura os chamados ‘jobs’ sem carteira assinada. Um modo no estilo freelancer. E esta dividido em dois modos, o que podemos definir mais simples:

  • Empreendedorismo;
  • Freelancer.

No primeiro caso, alguns lançam os próprios cursos. Ensinar história, filosofia e teosofia por si. Ou virar autor de livros. Entre os cursos está o mais conhecido, preparatória para o ENEM e VESTIBULAR. Os Livros definem-se não apenas no conceito preparatório, mas de considerações.

Livros sobre assuntos que mais lhe interessam. De cunho científico ou crônico-narrativo (ficção).

No segundo caso, se dão os professores particulares. Muitas empresas não exigem nestes casos nem licenciatura. Por isso às vezes a concorrência pode ser um pouco acirrada, uma vez que o formando e não formando (não é o graduando) qualquer entrante pode disputar a vaga.

RENDA:

Não é muito alto. Para ganhar bem, não tão bem, é preciso ser professor universitário. Já eleva o piso salarial bastante. Mas tem outro fator, você estará competindo com outras áreas. Sim. Muitos MBA ou Mestrados podem ‘surrupiar’ cadeiras em cursos como extensão ou mesmo MBA\Pós-graduação.

Na graduação existe uma garantia sim. Mas é preciso ter título de mestre para fazê-lo. Licenciatura não concede habilitação para ensino superior. É preciso salientar, nem todos conseguem fazer mestrado. A taxa de desistência é alta.

Uma delas é que se exige entrega de resultados com uma imposição de metas. Outro ponto que é mais adequado você ‘parar’ de trabalhar por 2 anos para fazer o mestrado. Dá para fazer trabalhando? Poucos conseguem, e com muita luta.

Tirando esse empecilho, o formando nestas áreas tem uma carreira muito limitada. Já é preciso pensar em progredir na titulação acadêmica para garantir ganhos significativos. Simplesmente por manter o justo padrão de vida que a pessoa deseja adquirir.

Como se fala – “Se você pensa em ficar rico, fazendo história, filosofia ou história. Escolha outra carreira.”

POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO:

Para o meio profissional, esses três campos são menos propensos a serem vantajosos. A direção deles é mais para o meio científico. Podemos até denomina-los – “Ciência da Filosofia, Ciência da teologia e ciência da história” estão mais centrados no crescimento acadêmico do que para o mercado. Suas aplicações são muito reduzidas. Comparáveis a outras áreas, elas estão mais fundamentas em conceitos, paradigmas e métodos do que em ação e implementação.

Digamos que estão mais no campo teórico. O que toda ciência em sua base é, quando falamos de ‘ciência discutida’. Pois Ciência também significa experimentação. Mas mesmo que não fosse – “No Brasil…”. Em qualquer lugar você precisa de verba para gerar a ciência da experimentação.

Qual é a chance de crescimento? Primeiro, considere que para formar nestas áreas você está automaticamente compreendendo que sua carreira acadêmica é prioridade do que a carreira comercial. Se sabe disso, vai precisar entender que sem esse progresso dificilmente vai se destacar nessa área.

Mesmo pelo qual o magistério e o ensino superior, eles são ou pouco acessíveis ou menos custo e benefício à curto e longo prazo. A maioria dos formandos investem em cursos de ENEM próprios do que ensinar nas escolas, onde se paga mal e a carga horária o impede de investir em um progresso acadêmico.

CARREIRA ACADÊMICA:

Qualquer uma dessas três. Seu objetivo é: Graduação, pós-graduação, MBA, Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado. Esse é o raciocínio que você precisa ter. Não é bem uma opção. É uma linha compulsória. O mercado de ensino no Brasil não é bem “apessoado”. Então é bem possível que você tenha menos retorno do que pensa se acha que vai ensinar História em uma Universidade logo de cara (lembra, licenciatura lhe dá habilitação do sexto ano ao terceiro ano).

Seu mercado será bem reduzido. BEM REDUZIDO. Então a carreira não é diversificada. Não importa os que a publicidade diga. Você não vai trabalhar como consultor, nem como gerente de RH, nem como arqueólogo, ou como palestrante. Parte da faculdade será de dar uma base ‘significativa’, porém nada que um autodidatismo não o faça.

A faculdade só é requerida para ‘jobs’ que lhe exijam a habilitação de licenciatura. Fora isso, você pode atuar com essas três áreas sem necessidade de faculdade. O que torna o mercado de ensino dessas três áreas pouco “favorável”, já que terá os formandos e os milhares e entrantes na área.

QUALIDADE UNIVERSITÁRIA:

Aqui falo sobre a real necessidade de exercer o cargo. Você quer mesmo cursar história, filosofia ou teosofia? Saiba que o que você aprende lá, consegue facilmente aprender fora num livro de sebo, correto? A única exigência de diploma é quando se trata de licenciatura. Sendo que esta é uma escassez ao próprio profissional.

Uma pessoa de outra área pode escrever um livro de filosofia. Ou de história. Qualquer pessoa pode dar aula dessas três áreas sem faculdade. Aula livre, curso livre. Mesmo em áreas inerentes, posso falar que até um publicitário pode dar aula de filosofia, história e teosofia. Um profissional de direito, um administrador, jornalista, analista de sistemas.

Não vá pela paixão. Deixa isso para o Hobby. Você precisa pagar contas. Então pense em algo que lhe dê o prazer de viver. E isso significa. Viver bem porque sabe que pode custear tudo que lhe parece. Então procure algo que tenha alta demanda. Analise o leque de atuação e pesquise o que de fato aquele profissional se aplica. Não adianta ler – “Está em todas áreas, quando na verdade só atua em 5 setores”.

OUTROS CAMPOS QUE LIDAM COM: História, Filosofia e Teosofia.

(Mas que tem demanda de mercado em multi-setor)

  • Jornalismo (Relação: Forte e direta)
  • Publicidade | Marketing | Propaganda (Relação: Média e direta)
  • Direito (Relação: Forte e direta)
  • Design Gráfico (Relação: Forte e indireta)
  • Pedagogia (Relação: Forte e direta)
  • Psicologia (Relação: Forte e direta)

Avenida Rio Branco um centenário sob nossos passos

Se surge um compromisso no centro da cidade, passamos ignorando um marco histórico para engenheiros apreciarem, mas também para não obreiros urbanos olharem que ali esconde um ancião de 110 anos, uma larga avenida, que conheceu e desconheceu celebridades, autoridades. Foi ali erigida uma das mais famosas travessias do centro do Rio de Janeiro, a Avenida Rio Branco.

Avenida Rio Branco sentido Av. Presidente Vargas (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

Avenida Rio Branco sentido Praça Mauá (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

Foi em março 1904 que o engenheiro Pereira Passos, então nomeado pelo presidente Rodrigues Alves, a também prefeito da cidade do Rio de Janeiro, idealizou e construiu a Avenida Central (antigo nome), e em setembro daquele mesmo ano, o terreno abria espaço para onde seria a travessia mais conhecida pelos cariocas.

Com 1.8 km seccionando um setor da zona central da cidade, partindo da Praça Mauá na parte norte e desembocando na Avenida Dom. Infante Henrique, próximo ao Vivo Rio e MAM (Museu de Arte Moderna) próximo ao litoral.

No principio, a Avenida Central fora arborizada inclusive com o Pau-Brasil, e havia uma calçada que cruzava a travessia no meio. Ao longo da expansão, essa fora removida, para então em 1912, o nome ser batizado como todos a conhecem: Avenida Rio Branco. Mas qual foi a origem do nome?

Avenida Rio Branco - Edifício Central (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

Avenida Rio Branco – Edifício Central (Foto: Rafael Junqueira \ Mundo Pauta)

José Maria da Silva Paranhos, considerado um dos maiores estadistas do Brasil, nasceu em 1845, vindo a falecer em 1912, advogado, diplomata, geógrafo e historiador brasileiro, sagrou-se bastante na questão diplomática brasileira, era denominado por suas conquistas como Barão do Rio Branco (título nobiliárquico).

O pai de José Maria, representou na história brasileira, como um dos signatários do tratado de paz em 1870 na Guerra do Paraguai, quando recebeu o título de Visconde do Rio Branco. Um dos países participantes da guerra tríplice aliança contra o Paraguai, Uruguai teve uma de suas cidades nomeadas Rio Branco, pelo então filho do militar, Barão do Rio Branco.

A importância histórica desses dois personagens permeiam as origens inclusive de instituições pelo território nacional, é um legado que se impulsiona por detrás de uma avenida tão popular, que chega a ser frequentado por 500.000 pessoas diariamente oriundas de diversas regiões do estado. Que apesar ainda de conservar prédios antigos, ainda datados do período colonial, de uma arquitetura que construiu os primeiros traços do perfil local, sofreram uma alteração a partir de 1940, a ponto de mudar a face da cidade desde de então.

É uma avenida que viu os contrastes, e manifestações históricas, é testemunha dos passos da população, mas que guarda na fina espessura do concreto, sua origem mais preciosa, destacada por uma homenagem ao título do Barão do Rio Branco, a diplomacia.

Edifício na Avenida Rio Branco (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Edifício na Avenida Rio Branco (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)