A maestria de Michael Bay traz para as telonas uma máxima do filme Transformers que eleva o grau em desafio e efeitos que só podiam abrilhantar mais ainda a atuação dos ator Mark Wahlberg, Stanley Tucci e Kelsey Grammer. O longa explica em parte a origem dos Autobots, e coloca a raça humana contra os Transformers, Mundo Pauta viu e traz boas novas, o filme não decepciona.
Esta análise possui Spoilers do filme.
Filme com cinco estrelas em efeitos especiais, trama, trilha sonora, atuação e fotografia. Uma verdadeira obra prima sob a direção do renomado Michael Bay, com um currículo recheado de filmes que garantem crédito de qualidade – entre eles Armageddon, Pearl Harbor, A ilha, Transformers 1, Transformers a vingança dos derrotados, Transformers o lado oculto da lua, Sem dor e sem ganho onde trabalhou como produtor, e assumiu a direção no Transformers a Era da Extinção e já vem o 5.
O elenco é de peso, com Mark Wahlberg como Cade Yeager um inventor e coletador de sucata, agora por descobrir Optimus Prime escondido num cinema local, e mal percebe que em sua posse também está o perigo e passa a ser caçado freneticamente pelo governo. Comando por Harold Attinger (Kelsey Grammer – Fera de X-Men), passa a caçar os Autobots e possui uma ligação com uma empresa de tecnologia KSI que tem interesse pela tecnologia dos Transformers, a Transformia, que dá poder de manipular o metal e recriar robôs.
O cientista Joshua Joyce (Stanley Tucci) comanda uma equipe de pesquisa para desenvolver tecnologias baseadas na essência que forma os Transformers. Um contrato consolidado com uma outra facção de robôs alienígenas deixa a trama mais complexa, e revela, que há um criador por detrás de tudo, e ainda, eles foram responsáveis por exterminar os dinossauros na terra há 65 milhões de anos.
História rica em laços.
Os Transformers são alienígenas de origem cibernética que escaparam de seu moribundo planeta após uma batalha aniquiladora entre duas facções, os bons Autobots contra os maus Decepticons. E se concentraram para o pequeno planeta azul do sistema solar mais próximo. Bumble Bee afeiçou com Sam Witwick (Shia Labeouf) e juntamente de alguns agentes do governo, foram capazes de repudiar as forças do Decepticons e seu líder, Megatron.
Após lançar a mão, que os Transformers fizeram parte da história humana, e uma espécime fora encontrado congelado em oceanos congelados e até mesmo na lua, a origem dos mesmos começaram a ser questionados, e por fim, em a Era da Extinção, eles realmente fizeram parte do nosso passado. E mais, nós fizemos parte inclusive da origem da Transformia, a essência responsável pelo material dos enormes robôs.
Assim são denominados, os criadores. Com um pouco de referência ao filme Prometheus, a procura pelos criadores é como termina o filme. Optimus Prime no seu melhor estilo, e narrador de uma discurso moralista perfeito, destaca que os Autobots devem ser honrados aos humanos que foram pela sua causa, os exploradores espaciais como é definido pelos criadores, a defender a família Autobots e seus aliados. A busca inicia quando em rojão fumegante, Optimus levanta voo e sai da Terra e a circunda, no melhor estilo do clássico Superman de 1978.
Os seres humanos, ou melhor, parte deles começam a notar uma lógica em atacar os Autobots, que viraram artigos de raiva para uma divisão de defesa dos Estados Unidos, que sobretudo procura sua destruição para evitar futuras guerras com os Decepticons, revela que a intenção do governo é outra, na verdade, eles procuram o segredo da vida dos Transformers, e na intenção de elimina-los, pretendem criar seus próprios robôs.
E tudo não passa é claro de um plano infalível e imperceptível do maligno Megatron. A graça estar em ver diversos conflitos engendrados e inesperados pela ganância louca da raça humana. Entre a facção dos Decepticons, os Autobots tentando se erguer, os ancestrais na busca da liberdade e uma legião de robôs á mando dos criadores para capturar os filhos rebeldes. E neste meio todo, uma família tentando sobreviver.
Novo visual.
Com um tema bastante crítico, como a era da extinção, visava bater em dois pontos. O diretor procurou enaltecer que havia um pouco do passado a ser um agente de auxílio ao presente e ao futuro pelo novo design dos Transformers, as falas contagiadas por um rico egocêntrico Joshua Joyce á sua cia KSI – “O futuro é o presente, o passado é o passado”, carregado de simbolismo, o filme destaca que o passado dos seres humanos define a geração de Transformers atuais, e que o futuro depende de ‘queimar’ o presente literalmente.
Com uma bomba chamada ‘A semente’ que permite uma explosão em formato gênese, capaz de matar todos seres vivos em seu raio de detonação, e que ‘cria’ uma espécie de substância negra parecida com petróleo. Esta substância é a transformia que é utilizada pelos criadores para criar as formas de vida de origem cibernética.
Neste Transformers temos uma trama cheia de sentido, que contraria muito do que vimos nos filmes anteriores. E nos colocam sob uma reflexão interessante. Até onde os Transformers são diferentes da raça humana? Se apenas a sua forma metálica e seu estilo de vida são tão distintos, e são apenas peças mecânicas pensantes, mas se identificaram tão bem com a Terra, qual seria a semelhança entre as espécies? As perguntas influenciaram o diretor a criar uma linha para tentar entender porque há várias formas de vida num universo, e porque elas tanto se parecem.
A velha discussão do tradutor universal de Star Trek, quando na série clássica, a explicação apenas não existia. Mas não importa a raça e onde ela ficava, todos falavam o bom e fluente inglês. Apenas na série Enterprise, com os primórdios da linguagem entre a Frota Estelar e as raças, foi possível explicar que o tradutor universal era embutido e auxiliava no diálogo, mas tudo era feito por Hoshi Sato (Linda Park) as duras penas.
Entre a forma humanóide, e o comportamento de ira e dominação, os Transformers são apenas feitos de metais em relação aos seres humanos. A discussão vale uma noite inteira, e não deixa de ser muito interessante esta relação, a ponto de definir uma figura incógnita que veio do espaço sideral, mas não sabemos porque e onde está, e se é tão suprema como aparente ser.
O que o Mundo Pauta achou?
Vale a pena. E não é um vale a pena que deixa para sessão da tarde. A filosofia do quarto filme transforma os outros numa reflexão maior. Até onde os Transformers nos consideram parte de uma família Autobots, mas antes que pense que o filme fica nesta reflexão duradoura e parada, não, ela bate e espanca o filme inteiro. É batalha uma mais dinâmica que a outra.
Dentre uma destruição em massa, temos uma China sendo destruída e detonada. Embora a Chicago do Lado mais obscuro da lua tenha sido mais castigada. E o grande destaque fica para uma bela fotografia que engana, e parece ser desenhada em estilo cartoon, especialmente pelo colorido dos Autobots. E mais a tunagem dos enormes mecânicos foi renovada. Depois de viver aquém e na berlinda pela caça humana, eles negligenciam suas aparências antigas.
E dão uma repaginada, para dar um ar de que as coisas vão se transformar. A Era da Extinção remete a dois pontos na história. A caça dos Autobots, e a principal, a medida decidida pelos criadores, em destruir para construir. Assim como em Promotheus, eles pensavam em voltar á terra, e reconstruir a raça do zero, mas a pergunta fica – “Por quê?” E agora a pergunta se repete – “Por quê destruir parte da Terra? E capturar Optimus Prime?”
Os mistérios do filme são muito interessantes, e agrada á todos os públicos. Especialmente aqueles que adoram frases transcendentais tais como “O segredo da evolução na terra não é um mistério, ela faz parte de todo ser” é uma frase de muito efeito. Após três discursos morais no final de cada título, ele precisava demonstrar que não esta de brincadeira e puxa o desafio aos criadores. Sinal de uma quinta sequência.
Temos o drama dos humanos, o destino dos Transformers, agora o Megatron não é o mais o Lex Luthor, a coisa é muito maior e fica mais tensa. A batalha é tão empolgante e emocionante que os 165 minutos do filme não é nem sentida, apenas moderem em devorar a pipoca, porque é assim um lapso.
Nota 92.0.


