Há diferentes níveis de aprendizado durante nossa vida. Eles podem ser formalizados através de cursos e treinamentos ou subjetivos através de lições de Esopo ou cair e levantar do dia-a-dia. Ambas formas é que são as responsáveis por nossa sabedoria ao longo do tempo.
Mas o que é precioso é o presente. Sem ele o futuro não pode existir.
O acesso a capacitação do Marketing não é uma cadeira eletiva nas universidades. Se você ouve falar, apenas a menção, pois a prática ou teoria são reservados aos cursos e formações específicas da Comunicação Social. Este é um limite ‘pouco’ respeitado pelo mercado em geral que muitas vezes faz uso do termo ‘Marketing’ em suas estruturas, como se tivessem um curso profissional em todo ensino médio do país sobre.
No passado havia uma predominância de ensino médio comum e o técnico. Para os não ingressantes por diversos motivos no ensino superior, para todos os meios, os alunos dali sairiam com o ensino necessário e prontos para contribuir para economia. Hoje a realidade é diferente. O Ensino médio é 100% voltado para fazer o aluno ingressar em uma universidade , quer seja seu plano ou não.
É fundamental o ensino. Mas as etapas para torna-lo essencial também. Alguns alunos entram no ensino superior com prioridade em Bacharelado e com licenciatura em segundo lugar. Algo em torno de 65% e 19% para o segundo caso. Esta escolha muda quando o aluno vai para o mercado primeiro e volta com uma escolha mais acertada. A maioria dos consultores de Marketing, para não dizer um número bem superior, se desloca para o mercado de licenciatura em 5-7 anos de profissão.
A maioria tem bacharelado. Esses é um dos pontos que podem influenciar em muito o conceito de escolha apropriada pela educação. O incentivo deveria ser ‘primeiro trabalhar’ e depois pensar no que devemos nos formar. A retórica é ‘primeiro se forma’ e depois se vira. As más notícias para o mercado de trabalho no Brasil é que a maioria dos formandos não estão localizados em suas áreas de formação e muitos inclusive mudam de carreira por conta disso, seja pela dificuldade de se situarem ou de conhecerem a carreira e se atraírem por ela.
Mas o nosso apontamento veste-se e forma diferente neste artigo. A educação pelo Marketing deve ser aberta pois não é uma fonte exclusiva de lados. Ou seja, todo mundo usa o Marketing 100% das vezes. E há equívocos que ocorrem entre os formandos, profissionais de longa data e os que não são da área. A margem de erro tende a aumentar progressivamente para cada um desses grupos.
A questão que exige respostas é: Você realmente sabe o que é Marketing? Em parte o mercado parece entender que o Marketing é essencial para o negócio. Mas as entrelinhas são apenas um começo de toda confusão. Parte do próprio Marketing sofre com este detalhe e ‘não saber’ o básico.
Existe um frenesi de cursos que apontam para táticas, estratégias e o saber do Marketing que parece sempre querer ensinar mundos e fundos. Mas em sua maioria os cursos já exigem um nível considerável de entendimento de Marketing. O problema é a que a publicidade desses cursos batem naquela questão – “Sem conhecimento, sem experiência e em poucos meses”.
Essas palavras são fortes. Mas escondem uma armadilha. A maioria desses cursos esquecem de que o poder de saber o básico (que não é uma leitura de 5 minutos) fazem com que parte do conteúdo ali ministrado seja parcialmente ou em alguns casos, inteiramente perdido. Ainda que não levante estatísticas sobre isso, existe um número equiparável no mercado de ‘especialistas’ que migraram para este campo com quase nenhuma bagagem.
Estão apenas replicando o que viram por aí com um bolso cheio de livros de teoria e se há prática, tem menos de 1 semana. É neste ponto que a depender de quem lê este artigo, vai comentar – “Parei de ler…”. A verdade é que em qualquer área de atuação prática deve superar o tempo de teoria e deve se prolongar por mais de 5 anos para alguém se definir como especialista.
Ainda que a compensação de um negócio bem sucedido em pouco tempo pareça suprimir essa necessidade. Temos que considerar que fatores levaram ao rápido sucesso. Veja como engana:
- Uma empresa com menos de 1 ano, se torna empresa unicórnio. Na maioria das vezes são empresas de capital aberto. E o indicador para torna-la bem sucedida está representada pelos valores no mercado e não pelas soluções ao público. É apenas um exemplo. Este 1 ano consagra um sucesso, certo?
- Uma empresa de capital fechado poderia levar o mesmo tempo para celebrar o que a empresa acima fez. Mas apenas com a capacidade comprovada das pessoas que ali fazem o esforço do dia-a-dia. É outro exemplo.
O que devemos aprender aqui não é ‘desmerecimento’ do mérito. O esforço de cada um é sempre gratificante. Mas quando se facilita por um lado é óbvio que muita coisa como ‘ser bom’ em algo pode até ser dispensável em alguns casos. Vamos ver algo mais concreto desses exemplos para variar?
Para obter um patrimônio de R$ 1 milhão de reais pelo meio comum. É preciso tempo, trabalho, investimento, produção, contornos e negociação. Mas também é possível sem ter qualquer estudo e esforço, ganhar a mesma quantia jogando na mega sena. Correto?
É claro que no caso do capital aberto ainda é necessário o conhecimento de bolsa de valores e economia para saber quando as ações vão subir e cair e quando fechar o negócio. Mas é um atalho que funciona mais fácil do que apenas em seguir o curso dos ganhos por fontes ‘seguras’ e limitadas de recursos.
O ponto é que com conhecimento e especialidade somos capazes de atingir qualquer objetivo. Mas sem eles, não temos a capacidade de nem andar meio metro. Até mesmo em saber aplicar o dinheiro ganho na mega sena exige conhecimento de economia. Senão vai acontecer o que é comum, gastar a fortuna e voltar ao estado original.
Há outra forma de ver a mesma situação sem ser injusto com o(a) leitor(a). Imagine que você vai pilotar um avião. Pode ser um simples Cessna ou um 747. Mas para os mais entendidos, esse ‘simples’ não cabe nesta proposta, se sabemos que são aeronaves diferentes e que exigem uma habilidade também diferente. Entre eles, o Cessna é de fato mais simples. Mas para um leigo, o Cessna é um avião complicado.
Digamos que você tenha prática, mas apenas por um simulador. Digamos um Flight Simulator. Seria capaz de voar com um avião com a mesma tranquilidade que teria um piloto de verdade? Essa é uma afirmação que só seria capaz de dar após pilotar um avião de verdade, concorda? Antes disso qualquer coisa seria especulação.
Os pilotos afirmam que os Flights Simulator do mercado são até mais difíceis que pilotar um avião de verdade. Ao fazer manobras é possível sentir a aeronave. Quando que em um simulador não é tão possível essa sensação. E que existe muito 0 e 1 sendo considerado. E na vida real os valores podem variar muito mais que 0 e 1.
Essas são as afirmações de quem voa de verdade. Mas é uma percepção. E sabemos que a percepção é pessoal. Portanto pode ser que é mais fácil ou mais difícil. Só que vai julgar é quem experimenta. No mercado é a mesma coisa. E devemos sentir o frio na barriga de pilotar um avião de verdade quando vamos falar de Marketing.
No dia-a-dia é muito sabido aquela retórica ingênua de muitos. Marketing eu aprendo lendo um livro, ou lendo um verbete no wikipedia ou o meu filho sabe de internet. Existem diversas justificativas que as pessoas se dão para dar entender que sabem de Marketing. Não há qualquer desprezo quando falo que essa é uma justificativa perigosa.
Ninguém e nenhuma área de conhecimento tem domínio através de uma breve leitura. Tampouco baseado em teoria. A teoria é importante. Nos faz fundamentar conceitos. Aprender normas e formatos. Mas a teoria tem um limite. Esse limite é a diferença entre obter e não obter. A prática tem uma diferença similar. Mas temos a segurança de dizer que vai acontecer e não acontecer.
Até aqui acho que todo mundo sabe disso. Mas por que as pessoas insistem em praticar Marketing apenas com o que elas acham que é o básico e assim proceder? Muito por causa do custo dele. O Marketing é muitas vezes ‘vendido’ como uma pérola. Caro e muitas vezes intangível. É verdade. Em muito acontece isso por causa de dois pontos:
- Quem oferece Marketing é amador;
- Ou o Marketing caro está estabelecido em uma meta cara.
O primeiro caso é mais frequente. Há muitas pessoas agora neste exato momento que são amadores em Marketing. São apenas ex-estudantes ou mesmo ex-de outras áreas que viram em Marketing uma mina de ouro para aquele ano. Mas desconhecem o canône por completo. Dispensam qualquer definição científica. E normalmente são apenas os “trends people”. Ontem era engenheiro e hoje é profissional de Marketing.
Alguns não fazem Marketing, são vendedores de APPS de compra de seguidores. Ou são ‘mágicos’ que fazem aparecer o coelho na cartola. Ou ainda outros que fazem jogos de palavras bonitas (Publicidade) para dizer o básico. Quanto mais se enrola, mas se compreende que ali o profissional pouco sabe. Se bobear, em alguns casos, até menos que você que nada sabe.
O esforço desses ‘amadores’ não é invisível. Temos um mercado sedento por lugares ao sol. Então às vezes não deu certo de um jeito, vamos para o outro. Concordam? Mas não devemos avacalhar. Também tem lugar para campo de especialistas. E nisso consiste esta ideia de ‘aumentar’ o valor. Ou melhor que se confunde. Que o Marketing é caro.
Se você contrata um serviço de Marketing por 500 e ele faz tudo. E digamos que você passe um tempo com ele. Talvez 1 ou 2 anos. Não vai acostumar? Por 500 por mês. Faz artes para redes sociais, posts, patrocínio, faz banner físico, faz camisetas, estampas, encomenda. Então vem um outro profissional e te cobra 1.000 para fazer o mesmo. Você vai achar caro. Certo?
Fazer o mesmo não significa a mesma qualidade. Acho que vale essa chamada de atenção. Ninguém é igual. Portanto o sabor da qualidade é diferente. É como um chef de cozinha. A receita pode ser feita a mesma, mas o sabor sempre vai ser diferente. Então pagar 500 ou 1.000 vai depender do seu conceito de qualidade. O que você acha que é melhor? Você vai decidir.
O mesmo vale para uma pessoa que cobra caro ou barato. Barato ou caro não é um critério de qualidade ruim ou boa respectivamente. Quantas vezes pagamos barato e nos sentimos satisfeitos? Não podemos na verdade nos definir aqui. Preço é uma definição de quem oferece o serviço. Temos que ver o resultado. O que nos traz.
Um carro de 450 pode ser muito mais benefício que um carro de 76 mil. Ou pode ser ao contrário. Vai depender das suas necessidades. Mas todo mundo sabe disso. O que todo mundo gosta de ignorar é que olhamos muito para a tabela de preço na hora de consumir algo que a gente pensa ou sabe que é bom. E em Marketing temos essa sensação. Vamos explicar?
Você pergunta ou questiona o preço da picanha que você está comendo? Se questiona é porque você não gosta tanto de picanha. Se não questiona, você vive de picanha. Quando a gente questiona nós estamos colocando em dúvida. E se o critério é o preço é porque estamos vendo se vale a pena para o bolso e não para o agrado. O agrado a pergunta seria diferente.
Esse carro tem entrada para USB? Esse critério pode ser a única diferença e o ponto de estopim para alguém comprar um carro de 76 mil no lugar de um carro que custa 450. Mas essa pessoa gosta de carro. Se ela está em dúvida de comprar um carro apenas pelo USB, ela vai comprar o 450 e tentar instalar um USB a força.
O Marketing o fenômeno é o mesmo. Todo mundo questiona o valor. O preço. Se soubessem de fato o que o Marketing faz pelo negócio. Se soubessem que é muito mais abrangente do que pensam em suas vãs filosofias. O preço não seria nem mencionado. Um esclarecimento? Você sabe a importância das coisas ao seu redor?
Avalie aquilo que você acha de importante e considere se você questionaria o preço ou não. Podemos afirmar se acharia caro ou barato. Se você apontar para isso. Você não tem tanta certeza se quer comprar. Se você olhar para os benefícios primeiro e questiona-los, sua dúvida está pela função do produto e não pelo custo. Então você tem conhecimento quase ou pleno do produto.
O conhecimento de algo cria a importância. Você sabe o que um recurso vai lhe trazer. Por exemplo. Um inseticida vai livra-lo dos insetos. Um chinelo vai livra-lo de um inseto. Mudar-se vai livra-lo dos insetos, mas pode lhe trazer custos. Quando você analisa a potencialidade da solução, qual é a melhor no caso?
Comprar um inseticida. E comprar o melhor.
Se você pula a ideia de conhecimento. Você vai pensar em comprar um chinelo. Ele pode ser até mais caro pode ser uma Havaiana. Mas vai servir para o seu pé também. Correto? Isso só é válido, se a visita ao seu apartamento para insetos é raro. Então uma chinela dá conta. Mas se ele vive sendo invadido. Você comprou um chinelo apenas. Mas não tem nada para resolver a questão.
Se você resolve mudar de casa. Tem outro problema. Com os custos a arcar com o caminhão de mudança. Com um novo aluguel. Uma nova negociação de inquilinato. Burocracia. Para descobrir ou talvez ser enganado que no novo lugar está livre de insetos. Mas pode ser que ali tenha mais do que no local anterior.
Ao analisarmos é mais fácil comprar e mais barato, um inseticida poderoso que possa lidar com os insetos. Com pastilhas no bueiro. Você não precisa compra chinelo para esta finalidade e nem se mudar criando mais transtorno. Percebe? A dúvida sobre algo gera mais problemas. E normalmente mais difíceis de lidar ao longo prazo. Quando a gente pensa no mais barato, a gente cria um dilema.
Neste caso mudar é mais caro, mas comprar um chinelo é mais barato. Contratar um serviço de dedetização exige que você fique fora do apartamento. Se tiver um amigo pode ficar com ele, senão terá que ficar num hotel. Se tiver uma vida atribulada ou não ter hábitos, a higiene pode ficar de lado, e os insetos mesmo com o inseticida podem ter mais incentivos de invasão. Portanto optar pelo mais caro pode ocorrer também. Seria aquela ideia de “É melhor pagar o mais caro, do que eu fazer”.
Tanto pelo caro ou tanto pelo barato se gerar prejuízos ou não dar resultados, mesmo que gere neutralidade. É ausência do conhecimento sobre a importância. Muitas pessoas afirmam que o Marketing não traz os resultados garantidos ou afirmados. Isso pode acontecer porque você não tem o conhecimento básico dele.
E quando falo básico, digo o correto. Muito do que vemos em livros ou wikipedias, mesmo compêndios, compreendam, você já precisa ter alguma vivência para entender que certas definições do campo de comunicação social não são denotativos, são contextuais.
Saber essas diferenças são o elemento vital para aplicar sabendo o que vai resultar. E calculando o que vai resultar. Não adianta aplicar regras, táticas ou abordagens que são definidas como matadoras se você não sabe como elas funcionam. Elas são boas? Elas são matadoras? São eficientes?
Pode até ser. Mas se você não domina o Marketing. Você nunca vai saber disso. Vai ficar frustrado. Vai se sentir enganado. O conhecimento nos favorece porque o que parece muitas vezes óbvio, exige uma conexão entre o simples com o sofisticado. É óbvio para quem estuda. Para quem não, não é claro. Tão pouco visível.
Para terminarmos, entenda que não existe gênio. Existem estudiosos. Pesquisadores que todos os dias analisam os dados e chegam em alguma conclusão. Eles serão ardilosos e ágeis. Porque são treinados 24/7 com aquela informação. O termo genialidade, dito de forma sem critério, é apenas uma afirmação da própria inocência sobre os fatos. Gênio é o mesmo que se dá pela definição milagre. Não se sabe como, mas é.
Albert Einstein não é gênio. Foi um estudioso, passou anos da vida teorizando, trazendo observações, criando critérios e definindo fórmulas com as inúmeras escrituras que leu de física ao longo de sua vida.
Deduções feitas mesmo em breve vida, quando somos crianças ou mesmo adolescentes não é sinal de genialidade. É apenas uma mente observadora. Crianças tem um índice de observação maior que o adulto. Estamos mais despertas pela curiosidade e com menos coisas para se preocupar.
Quanto menos classificarem genialidades vão perceber que todos podem chegar no mesmo nível se atentarem pela ciência e pelo estudo corriqueiro. O mesmo se fala de Marketing. Não é milagre, e nem gênio.
É estudo. E Marketing é bem mais amplo do que as pessoas entendem. Só que o julgam trivial. Mas se entenderem que o conhecimento do Marketing é equivalente a pilotar um avião de verdade, verão é fundamental entender a diferença entre a física real e a teórica. Pois essa será o ponto entre pousar o avião e sair andando ou não.
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SOBRE O AUTOR.
Rafael Junqueira é Professor, CEO e Diretor de Marketing da Junqueira Consultoria. Publicitário e especialista em Marketing Digital e Marketing de Relacionamento. Possui mais de 8 anos em experiência em Marketing Jurídico, autor de mais de 100 artigos. Pós graduado em Adm. de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento (IBMEC) e Gestão de Riscos em Marketing Digital (ESPM).
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