Dungeons and Dragons (1) – Introdução

Uma extensa comparação de DND.

Dungeons and Dragons (Masmorras e Dragões) conhecido também como DnD \ D&D é um RPG (Roley Playing Game) de aventura clássica medieval e fantasia que você cria seu personagem baseado nas regras do livro, mecânicas e habilidades, se aventura sozinho ou em grupo em campanhas.

Não basta ser apenas você em DnD. Esse logo é do jogo Cyberpunk 2077. E quando cito desta maneira, quero mencionar uma referência do boardgames que influenciou e originou o CP2077 desenvolvido pela Cd Projekt Red, que ele tem haver com o DnD mais do que parece.

Nunca joguei, mas pretendo adquirir Cyberpunk 2020 (criado em 1988) pelo designer Mike Pondsmith e o Cyberpunk Red (criado em 2019) pela Cd Projekt e que antecede os acontecimentos do jogo. E ambos boardgames são influenciados pela característica de RPG do tipo DnD.

Mas porque do tipo DnD? Todo RPG não é igual? Único? Uniforme? Não. Há vários tipos de sub-gêneros de RPG que podemos encontrar. E do tipo DnD quero dizer que a estética é um fator visual, e os atributos de estética é um fator funcional. Quando a montagem do seu personagem é em específico muito importante e que o que você definir será o pivô das aventuras.

Cyberpunk 2077 está previsto para ser lançado para PS4/Xbox One e PC em 19 de novembro. E que tem o pé do RPG de design funcional (Estética + funcionalidade da ficha do personagem) diferente de jogos tidos como estratégia, aventura ou ação que se vê mais por aí. Algumas comparações para entendermos o RPG do tipo DnD e entender o que é DnD.

RPG – BoardGames e Games.

Tem um tempo que se vende um tipo de RPG conhecido como FPS ou TPS na indústria. Não vejo com maldizente esse tipo de RPG o conhecido “farmar experiência”, já que o DnD tem combate, mas o objetivo tem haver com interação social, mais para simulação de vida do que com sistema de Score. Mas que apenas é um jogo de RPG diferente.

Este tipo diferente não é o mesmo do jogo Deus Ex. E reúno aqui os 4 principais lançados: Deus Ex: The Conspiracy, Invisble War, Human Revolution e Mankind Divided. Onde o RPG se concentrava e um arquétipo de FPS mas com alguma estrutura de interação.

Onde suas escolhas faziam alguma diferença. Dentro do contexto de RPG. Isso é RPG. Se pegarmos jogos como Destiny, WarCraft teremos um gênero para um e outro um pouco diferente. Eles são RPG, mas possuem talvez um item a menos do que é RPG DnD.

Destiny o foco é o combate. WarCraft o foco é a building da classe. Combate faz parte do RPG. E não significa, mesmo que, o jogo não possua um sistema perceptível de caracterização, que assumir o papel do personagem não seja considerado um RPG. Se for assim o próprio Role Playing – Jogo de papéis, nós estamos atuando em diversos personagens.

Ok. Mas essa é uma definição pontual. Estamos falando apenas de uma características do RPG, mas não um que se determine a ser do tipo DnD. Mas é um RPG a forma adequada. Li algumas postagens na internet e declarações em outros meios, que RPG é essencial ser TPS (Terceira pessoa).

O argumento para essa afirmação era que como o personagem era altamente customizado, não teria sentido em não ver o seu personagem. Jogos como DC Universe você tem um nível alto de estética. Dá até para decorar sua casa. Então depois de padronizar o seu personagem você não pode vê-lo? Assim muitos pensaram ser o RPG. E é?

Para DnD, os jogadores, ou seja VOCÊ. É quem controla o seu personagem. Mas com certeza já deve ter visto em muitos jogos. Senão já jogou inclusive. Que muitos jogadores usam miniaturas para se representar. Muitos até customizam ou criam estas criaturas. Mas tem um conceito claro em DnD. Você é personagem.

A mera utilização da miniatura tem haver com uma lógica espacial. Todo personagem, como os monstros, e os NPCs do mundo fantástico. São representações de uma entidade, de uma história ou de uma mecânica interativa. Seria espacialmente confuso imaginar como seria a conversa de um monge com um pedinte em uma cidade movimentada do plano de Fogotten Realms.

O que se faz para solucionar. É desenhar mapas, o mapa da cidade, colocar uma figura para representar o monge e a outra para representar o pedinte. Mas essa é uma representação do AVATAR. O personagem como é você, entende-se como FPP (First Person Perspective) e não como TPP ou TPS. Já que a mecânica é interpretar papéis.

Não nós vemos em terceira pessoa. Mas ainda sim vestimos roupas, até descoladas. Nos vemos em espelhos ou quando olhamos ao redor, apreciamos as ombreiras, as luvas. Certo? É assim que funciona os eventos de Cosplay. Você representa o personagem, mas está em primeira pessoa. É assim que funciona em DnD.

Existe uma representação, você assume um papel. O personagem que você cria. É até diferente da ideia de Deus Ex. Você não é Adam Jensen. Você representa Adam. Mas não o criou. Ele já estava criado. Mas dentro daquela realidade, você é ele. Em DnD existem aventuras que criam heróis ou heroínas pré-definidas.

Você pode escolher ou montar o seu personagem do zero. Seu personagem além da trama interativa ali que exemplificamos porque o DnD é em FPP na prática. É que nós possuímos deslocamento. E espaços de efeito de combate. Já deve ter visto ou não senão. Deixa eu guia-lo(a). Temos para cada golpe nosso ou movimento um raio de ataque.

A partir do ponto você tem combates que exigem 1,5 m de proximidade do monstro. Ou seu raio de alcance é de 18 metros. Ou seu deslocamento é 9 metros. Cria-se a ideia de movimento espacial e percepção geométrica. Nisso a miniatura nos oferece referência. Por isso pensa-se que o jogo é TPS ou TPP. Mas não é. Na verdade não seria possível.

Quais as características principais do DnD?

Mas isso não remove a condição de ser RPG. Só que o DnD não é TPS ou TPP, e sim FPP. Em sua perspectiva. Outro ponto que faz o RPG ser o do tipo que estamos falando é o equilíbrio entre três pilares:

  • Interação Social;
  • Exploração;
  • Combate.

A importância deles enumera muitos itens que mudam a dinâmica da aventura. E dependem muito das regras básicas ou das ‘criadas’ durante a aventura. Sim essa última, faz campanhas do DnD serem complexas. Toda interação social pode ser entendida como:

  • Interação grupo (o seu clã);
  • Interação com o mundo da aventura;
  • Interação com os NPCs;
  • Interação com sua classe.

Toda exploração:

  • Ações entre as aventuras (o famosos Sidequests);
  • Exercer uma profissão;
  • Construir uma vida social;
  • Explorar o mundo (plano).

E todo combate compreende:

  • Os efeitos de sua classe;
  • Estruturas de combate: Iniciativa, chance de ataque, ataque e resultados;
  • Opção de ataque furtivo, ataque frontal ou evitar ataque;
  • Razão pelo combate.

Em DnD existe algo muito importante, o que eu chamo de conhecimento explícito. Tudo que fazemos em Rpg conscientes é que você realmente precisa saber do que se trata. Não existe automatismos. Não existe o sistema vai lhe oferecer. Você precisa aprender e desenvolver.

O que permite você procurar informações extras para lidar com problemas que pode ter. Isso acontece em um jogo muito conhecido, Witcher 3: Wild Hunt da mesma produtora de Cyberpunk 2077 (Cd Projekt Red – CDPR). Não basta fazer missões, você tem formas diferentes de terminar a missão.

Pode falhar, pode ter sucesso ou oferecer um caminho alternativo que não é o esperado e nem o impossível. Mas a melhor solução. E essa pode ser necessário compreender. Tudo que você lê no jogo não necessariamente gera alvos de missão. Gera conhecimento. Pegou?

A ideia do RPG de DnD é que ler é sua maior fonte de conhecimento. Espero que o Cyberpunk 2077 tenha essa pegada. Porque a lore do jogo que vai de 2020 até 2077 define muitos conceitos das quatro guerras corporativas, a formação da cidade por Richard Night no começo do século 21, a formação das facções e suas influências.

Saber disso torna suas ações mais cautelosas e eficientes? Sim. E espero que o CP2077 carregue essa característica que já existia em Witcher 3. Onde você saber mesmo das coisas fazia diferença. Garantindo que você tivesse mais vantagens do que aleatoriedade.

O mesmo conhecimento que você tem que ter é o mesmo que garante sua posição na aventura. Saber que aquela criatura fica mais forte a noite e enfurecida na presença de alguma fonte de energia, pode lhe garantir uma vitória certeira. Ou ainda descobrir que a criatura ali é amaldiçoada, então você pode tentar ajuda-la ou ignora-la.

Minha ficha de personagem parece um currículo. De tanto anexo que tem. É o seu manual de sobrevivência. É assim que funciona. Já parou para pensar qual é o seu plano natal? De onde veio? Se isso influencia suas predisposições? Não seria a mesma coisa que temos em CP2077 (Life Path, seu backstory) e etc?

Há elementos bem comuns porque CP2077 é baseado em RPG do DnD e no do DC Universe. Por isso trago o elemental entre esses dois mundos para explicar.

DnD é como atuar e jogar em um mundo de cinema.

Assim podemos chegar nesta última parte e reunir os três pilares: Interativo, Exploração e Combate e atuação. Sim como um ator ou atriz. Você pega um papel e faz. Mas um ator não apenas fala o que o script diz. Ele cria um histórico do personagem.

Ele cria os gestos, o jeito de falar, trejeitos, a roupa, como interage, como reage. E como um RPG interpretativo. Temos uma ideia de como esses jogos garantem a liberdade de escolhas e o impacto de escolhas. Tal como um RPG clássico, ele simula um personagem que é você, dentro de um mundo fantástico.

Então se imagine atuando em um filme. Um mago em Senhor dos Anéis, um monge pela luta de libertação do seu planeta natal próximo a Asgard. A clareza da imersão visa que o universo desses lugares reagem a sua presença. Então o mundo ao seu redor muda.

Mas antes de terminar esse artigo, DnD pode ser jogado das seguintes formas:

  • Em grupo com um mestre;
  • Em grupo sem um mestre;
  • Sozinho com um mestre;
  • Sozinho sem um mestre.

As regras está lá para criar uma base lógica de ações, mas nada impede delas serem adaptadas. As edições oferecerem apenas uma visão. No caso de DnD, eu já usei carta de MTG para fazer ações para Magos. Já estipulei a ultrapassagem dos atributos (tidos para humanos até 18) acima de 30, que é os tidos para Anjos e Demônios.

Quebrar regras e fornecer chances de aperfeiçoamento é parte do jogo. Essa é a liberdade que se encontra.

Deus Ex: The Fall – Vale à pena?

Deus Ex: The Fall uma espinha?

Após 9 anos, decidi jogar The Fall. Talvez o tempo tenha tornado o vinho em vinagre de uma certa forma. Em 2011, os gráficos de Deus Ex: Human Revolution eram…bem melhores. Desacostumado, vejo que o Mankind Divided combinou bem a luz e o shade no lugar certo para obter talvez uma das melhores composições gráficas que a saga de Deus Ex, iniciada em 2001, foi capaz de criar.

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Deus Ex: The fall

Deus Ex: The Fall inicia o prólogo antes de Human Revolution e prossegue após a derrocada realizada por Adam Jensen em Pangea e enviar o mundo para um destino que fosse mais ao seu gosto. Estando na pele de Adam parecia justiça escolher um destino por todos. Estando do outro lado da moeda, foi uma péssima escolha qualquer uma das opções. Não parecia muito caber a uma pessoa escolher o futuro de todos.

Você é Benjamin ‘Ben’ Waxon um ex-mercenário modificado que precisa a todo custo fugir das autoridades. E depois de ter o seu esquadrão na operação Rainbird na Austrália aniquilado por uma força que se relevou como Namir. Se falha a memória, este é o grandalhão que invade Sarif Industries e coloca Adam Jensen na maca por meses. Mas depois ele mesmo vai para o beleléu depois que o Robocop ensina uma lição.

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Deus ex: The Fall

Nos mesmos moldes de Deus Ex, você tem um mundo aberto, escolhas, elementos de RPG, melhoramentos, ou seja se já jogou Deus ex, mais para os atuais de 2011 e 2016, é o mesmo de sempre. A interface não muda em nada, a história segue o canône da saga, seu personagem é outro, mas as interações são exatamente as mesmas. Fica muito claro que a Square Enix queria deixar que o arco fosse seguido sem dar muito pulo. E conseguiu.

O único problema é que repete muito da mesma fórmula. Se é algo que podemos falar é que time que está ganhando não se mexe. Correto. Mas The Fall é exatamente uma cópia de Human Revolution, para não dizer que se altera um pouco de Mankind Divided, até aqui a repetição não é exatamente uma má ideia. Tampouco o gráfico que está bem mais do que ultrapassado.

Gráficos toscos, história repetida, sem Adam Jensen.

O jogo foi lançado 3 anos depois em 2014. Ou seja ele tem 6 anos. De lá para cá, há motores gráficos bem melhores. E há tecnologias que permite texturização muito mais sofisticada. Mas existe um pesado “downgrade” em relação ao próprio Human Revolution, o que já tem pontos contra. E a história repete na dose: Personagem invade complexo, personagem é traído e depois perde tudo, começa do zero. Familiar?

Ainda que fosse mais relevante lançar 3 anos após o jogo e ter uma história no mínimo igual, bem não é a toa que no site do Metacritic, as avaliações foram bem negativas. Há duas notas dadas, um que é fornecida pelos editores do site e outra que é feita pelos usuários. Respectivamente 4.5 (14 críticas) e 3.0 (173 críticas), de um total de 10.0. Procurei o site porque pode ter sido só eu que considerei o jogo ruim. Mas não, é uma grande maioria que o considerou também.

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Deus Ex: The Fall

No steam há 2.631 de críticas negativas e 49 neutras. Nenhuma positiva. A grande maioria das críticas revela: Problema para rodar o jogo, gráficos abaixo da média, história repetitiva. O que é mais ou menos o meu parâmetro para dizer que o jogo não é exatamente uma obra prima. Mas gráfico nunca foi um critério para menosprezar o restante.

No entanto como esse jogo é um spin-off, ele mais do que o comum repete demais a ideia do antecessor e conecta-se ao sucessor com nada a acrescentar demais. Com uma diferença de 2 anos para o Mankind, é difícil de acreditar que o gráfico e a história do Human Revolution deu um salto considerável para Mankind, e que Fall literalmente deu um fall nestes requisitos.

Comparativos dos gráficos: (PC VS PC)

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Deus Ex: Human Revolution

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Deus Ex: The Fall

MOBILE.

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Deus Ex: The Fall

Especificamente haviam usuários dizendo que a versão para Mobile tinha um gráfico muito melhor que o do PC. Não comprovei, mas o do PC no máximo de detalhes são as fotos acima, tiradas por mim. A do Mobile foi tirada da internet.

Ainda que fosse o gráfico do SNES, a história deveria ser impecável. Sou adepto de games que tenha uma interatividade e história cativantes. Até hoje jogo Oblivion (Elder Scrolls IV) e Skyrim, mesmo com a remasterização, sabemos que aquela textura quadrada esta por ali. Mas a história e o jogo são únicos.

E sem esse charme da história, da novidade, da imersão. O game está fadado a cair. Espero que não aconteça o mesmo com Cyberpunk 2077. Está parecendo muito com a cara do Watch Dogs. E apesar de gostar do primeiro, o segundo nem tanto, ele foi anunciado como sendo um jogo super futurista, quando podiam ter feito um MOD para o GTA 5 sem precisar demorar tanto tempo para fazer um jogo que de interativo não tinha e nada inovador.

Vale à pena? Depois da barbeiragem crítica desse texto seria fácil dizer que não. Mas se supostamente uma pessoa deseja procurar saber se o jogo é bom e por esse critério achar que é, posso dizer que essa crítica é pessoal e não coletiva. Joguei, não desgostei exatamente, mas não é um Deus Ex legítimo, é uma história paralela, mas exatamente com a mesma mecânica sem mudar nada e a história senão igual, mas com o personagem diferente.

Para comprar? Espere uma promoção ou de graça.

 

 

Alita: Vale à pena?

Alita: Cultura futurista, Cyberpunk e Blade Runner.

Quando comecei a assistir Alita observei primeiro o ambiente Cyberpunk. O estilo muito me agrada. Talvez tenha sido por este motivo que continuei assistindo. Uma influência nobre. Muitas das outras razões que continuei assistindo obras como Blade Runner de 2019 e de 2049. Também tanto quanto Quinto Elemento há quase 20 anos. E outras obras que gostam de usar ambientes futuristas.

A trama de Alita é a mais comum. A luta contra a opressão. Cidade de baixo (Ferro) contra a cidade de cima. Uma cidade flutuante. O gênero movimento futurismo congrega tudo que pode ser exagerado na forma, o que implica em muitas vezes uma sensação estranha de “acabado”, mas confortável. Aquela chuva toda ácida de Blade Runner, com escuridão a cada ponta da cidade. Mas tinha o charme.

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Aqui começa tudo em um ferro velho que lembra muito Wall-E. A personagem uma androide. A atriz Rosa Salazar foi transformada em uma máquina. Através da captura de movimentos (MOCAP). O que de fato lhe ofereceu uma versão melhor da atuação. Seria impossível que parte do processo do filme fosse feito se a atriz fosse ‘humana’. Lembra muito os animes japoneses.

Neon estala olho. Lutas de espadas. Uma guerra. Uma antiga ordem. Um opressor dos céus. Uma visão maquinista. Robôs. Humanos. Tanta mescla. Que para qualquer pessoa que adore steampunk e cyberpunk queira desfrutar. O enredo apesar de normal. O que importa é entender as tramas de uma androide que não se lembra do seu passado. Sua descoberta da vida nova. E do que está destinado a ser.

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Adiantando que deva ter uma continuação. Lembrei também do jogo que é jogado na animação (pode ser também live-action) já que mistura atores reais com uma personagem de animação 3D. As partidas mortais de um jogo em arena. A diversão do pão e do circo. Quais elementos desse gênero faltariam em uma narrativa do futuro ferro-velho? Tron.

Essa é a sensação que tenho quando vejo a partida mortal que faz máquinas seguirem uma pelota em uma pista circular que lembram os circuitos de Daytona (Stocking Cars). As coisas amotinadas lembrou do filme Player Read One, que é outro recheado de citações do mundo Pop culture. Geek a feira de colecionadores. Realidade virtual, MMO (embora não goste muito) e de um mundo imerso no virtual.

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A diferença de Alita para Player Read One são os personagens. A trama é a mesma. E cheia de estilos que gostamos. Ainda que gaste o tempo em querer ver os elementos que fazem as tramas se parecerem. São filmes diferentes.

Crueldade robótica.

Todo filme futurista clama pela bizarra abordagem do desconhecido. Bizarra porque unir máquina com ser humano sempre me faz lembrar um filme chamado Vírus. Um embarcação militar e científica russa é invadida por uma entidade cibernética que une carne com metais. O resultado era uma carnificina sem precedentes.

Crueldade porque temos uma sensação óbvia de que parte da máquina que vemos nas pessoas, é apenas uma parte metálica. Há pessoas por baixo dos panos. Não se engane. As personagens robóticas são humanas. Mas possuem membros biônicos. Muitos possuem 99% de membros artificiais. Mas são humanos. Quase chips de computadores. Lembro do Bobo de Double Dragon na década 90.

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Um monstro anabolizante sofrido pela aparência grotesca. Ainda era um ser humano. Mas uma massa de músculos disforme. O mesmo acontece aqui. Máquinas. Seres humanos de metais. Será que “Androides podem sonhar?” algo como uma singela homenagem em minhas palavras o conto original de Blade Runner, que nada tinha haver com a história. Mas que influenciou em muito no que vemos no cinema.

A crueldade não fica nas palavras. Vemos um caçador tendo um rosto arrancado. E apesar de ter circuitos saindo do tronco. Ele sofre por perder a única parte que ainda era humana. Um rinoceronte de pessoa que esmaga tudo com uma mão em forma de aríete. Mas que tem o corpo esfacelado e reduzido a uma cabeça em um tronco minúsculo. Seres humanos separados por membros e estocados.

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A crítica do filme, como todos, aborda o elemento social do quanto estamos dispostos a pagar pelo o que desejamos. Decisões que transformam. O filme é bem feito nesta parte. Porque Alita tomou uma decisão no passado, seu namorado fez escolhas ruins e passou a encarar o seu destino de uma forma bem diferente. E tudo leva a crer que a luta entre as classes começou.

Muito do que vi em Alita, me fez lembrar também do jogo da Square Enix – Deus Ex. A ideia é exatamente a mesma. Uma guerra de interesses. Uma elite que determina como o mundo anda. O Prequel de Deus Ex lançado em 2001 pela Bio storm. Na época os gráficos eram top. Hoje é tão primitivo que acho que muita custa a fazer ligação que são da mesma história.

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Adam Janssen (referente Adão e Eva) é um segurança de Sarif Industries que sofre com um ataque terrorista. E perde ambos braços. Com um empréstimo na trama de Robocop. Um policial mutilado, é transformado em uma máquina (a diferença é que Robocop foi bem massacrado. Não sobrou muito dele) a versão de 1987 é bem menos impressionante que a versão de 2017. Ver uma cabeça flutuando com apenas os pulmões foi a cena mais aberrante que vi.

Não esperava. Essa é a crueldade robótica. Muito do que Adam pode fazer, Alita faz. Luta. Investiga. Descobre. Em Deus Ex temos uma cidade na China chamada Pangu. Que flutua igual a cidade do filme. Embaixo a cidade iluminada, suja, cheia de tramas. É uma boa referência para começar a entender os elementos futuristas e da trama. Embora sejam também histórias diferentes e ao seu jeito.

Sim, vale à pena.