Aviso: Este artigo possui SPOILER.
Como eu acho divertido ver séries similares ao Além da Imaginação. Se bem que esta série à primeira vista engana. E logo entendi que ela tem algo parecido com o Twinlight Zone que tanto conhecemos e um pouco, mais em um nível bem mais básico da história e leve, em relação a série Dark no Netflix.
Tudo ocorre em uma cidade. O que mais me chamou atenção foi o critério da reprodução. Mais e mais vejo isso presente em filmes e séries. O que chamo de capturar a emoção do ar com closes de câmeras dando mais intenção do que acontece ou acontecerá. E ao mesmo oferecendo um pouco do toque da série. Com apenas oito episódios, passamos do um sentido frio: Quem são essas pessoas para o sentido familiar – O que será deles?

Uma mistura racional de viagem no tempo, alteração da realidade, dimensões, tecnologia no passado, narrativa paradoxal e narrativa subjetiva. As duas últimas características são que na série está presente uma dispensa completa de qualquer explicação (não que seja menos importante) de quando isso está ocorrendo e o que está acontecendo mundo à fora.
Presença de robôs, maquinários e tecnologia que desafiam a lei temporal. A história se passa possivelmente nos anos 80 ou 90. Não indica. Não há celulares, os computadores são de gabinete e monitor parrudo. Telefone discado. Mas mesmo assim existe máquinas mais evoluídas do que a temos hoje. Há um sentimento bem de leve daquele laboratório de Hawkings em Stranger Things. De leve, porque de obscuros ele não tem nada. Exceto por um detalhe, aquela enorme esfera.

Ao que tudo indica a esfera no subsolo da cidade é a responsável por tudo. Bem a série entrega isso no primeiro episódio. E qual é o mistério? Ninguém sabe de onde ela veio e como faz o que faz. Mas as pessoas parecem viver nesta cidade sem sentirem que há algo alterando, mudando ou mesmo os posicionando em um tabuleiro universal enorme. A série é um pouco complexa, mas perto da série alemã Dark, ela é um beabá.
Os personagens nos são apresentados, cada qual possui uma função nesta obra da esfera que é conhecida como Eclipse. A esfera não é um fenômeno, e sim um objeto que paira sobre uma superfície aquosa no subsolo dentro de um laboratório. Ninguém que trabalha lá parece entender como ela funciona, tampouco sabemos para quem trabalham e que objetivo querem com a esfera.

E a narrativa também ajuda a bagunçar o que teorizamos sobre isso. O grande problema seria, a mãe de Loretta, Alma tem algo a explicar sobre isso no final das contas? Se há um resposta nesta série, é em toda ela, não apenas no último episódio. E claro, é um daqueles contos que você pensa, o que está acontecendo? Ou será que não está acontecendo nada? E pior, será que o que está acontecendo é justamente isso, uma esfera (Sphere, 1997) é apenas um evento desconhecido?
Disponível no Amazon Prime, cada episódio possui 1 hora. Vale à pena? É claro.
