Não há uma pegadinha neste título, mas uma ligeira e completa informação do que um cientista de dados e Marketing fazem de semelhante. Conferindo a você, leitor(a), mais um esclarecimento do que ambas as áreas fazem e porque naturalmente, possuem nomes distintos (veremos porque afirmei isso). Vamos lá? E antes uma PROPAGANDA.

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CIÊNCIA DE DADOS E MARKETING.
Se é meu aluno ou leitor de minhas publicações, deve ter notado uma visível insistência de trazer conteúdos que demonstrem o papel e os objetivos do Marketing. Faço isso porque vejo habitualmente um desconhecimento próximo dos 100% do que é Marketing. E também noto uma busca incessante por métodos e truques de internet para alavancar as vendas, que dá certo por um tempo, e depois para de funcionar e a pergunta é – “Por quê?”.
Marketing não é complicado de entender. Mas é muito confundido com qualquer coisa, menos o que ele é. Que é venda, que é publicidade, que é propaganda, que é uma iguaria de luxo, que é caro, que é para fazer falcatruas e outros nomes generosos e não tão generosos. E tudo o que se fala dele é tão ‘desconstrutivo’ ou ‘depreciativo’ que isso não me incomoda como profissional, só me deixa preocupado pelo fato de:
- Associar ao Marketing a um conceito que se eleva as empresas de alto risco, em crises ou em situações que envolvam muito investimento para campanhas que tem o objetivo de aumentar o Market share bem acima dos dois dígitos.
Marketing é presente no dia-a-dia. Para se ter uma ideia bem básica, sem ele, você não faz o negócio existir. O plano de negócio por exemplo não tem ‘viabilidade’ sem o plano de Marketing que identifica que produto e público terão sua vez em seu empreendimento. Percebe? Você não faz o plano de negócio antes do Marketing.
Estruturalmente os planos tem alguma cadência e tempo, mas não são etapa 1 e 2. Nisso consiste muito menos compreensão do quanto é importante o conhecimento sobre os campos de atuação. Como o controle financeiro, o setor administrativo, o campo de marketing, publicitário, comercial e assim por diante. Muitos PN (Plano de Negócios) nem são feitos e os que são feitos, muitas vezes, são mal feitos.
Marketing é banalizado. Um campo da moda. Algo que os jovens da geração atual inventaram. Se você pensar nele assim. Então nasceu uns nomes estranhos por aí. Algo chamado Grownth Hacking, Branding e Ciência de Dados, que tem um outro campo chamado também e diferenciado como Analista de Dados. Muito embora sejam diferentes em atuação, o cientista e analista não irão dividir esse trabalho em duas pessoas, em especial no Brasil, onde você tem uma integração de área em uma pessoa.
Normalmente o responsável por Marketing é também: O designer, publicitário, propagandista e relações públicas. São áreas diferentes, mas são executadas por uma pessoa na maioria das vezes. Até porque, elas são interconectadas. Então faz algum sentido. Tem haver, pelo menos no Brasil, de corte de custo e não que isso faça parte de uma estratégia inteligente. Ao longo do tempo, se você não se atualiza, vai pensar que Marketing, Publicidade, Propaganda e Design são a mesma coisa. Que só são nomes bonitos para colocar na plaquinha da porta.
Ciência de dados (que vamos incluir o analista de dados) lida com…dados. Dados são…informações. Informação é um contexto comercializável. Vou falar assim desta forma meio esquisita. Um contexto comercializável. Dados são o bem mais precioso de uma empresa. Todos temos dados. Dados cadastrais, dados pessoais, profissionais, transacionais. Dados são tudo que temos. A informação. E toda informação empodera. Você tem vantagens. Tem qualidades e posicionamentos. Que tem informação sobre uma oportunidade, gera insumos para criar vantagens estratégicas.
Logo, quem tem informação, tem poder.
Sabe o que o Marketing faz? Ele é um campo científico (ciência) que lida com informações (dados) sobre o comportamento de consumo (psicologia). O provedor do Marketing é o dado, o que ela faz é analisa-lo para obter informações que os tornem proveitosas ou oportunas, queiramos assim dizer. E o cientista de dados faz exatamente o mesmo. Pelo mesmo motivo. Aliás não apenas usando uma abordagem de análise de comportamento, o agente da contabilidade faz uso da matemática para analisar os dados para achar soluções de manter ou aumentar o lucro.
Naturalmente que analisar esses dados irá revelar um comportamento de consumo. Se você for outro profissional analisando esses dados dentro de uma empresa, o conceito será sempre de um contexto comercializável. Procurando, analisando dados para obter alguma informação que o faça vender mais. Logo a ciência de dados não devemos olhar para uma perspectiva isolada, sendo uma área como um campo de atuação ‘específico’. Ou seja, não é um campo, e sim uma ferramenta.
MARKETING ANALISA DADOS?
Sim. E da mesma maneira que um cientista de dados o faz. Coleta, analisa, classifica, avalia, cruza e abstrai. Marketing não vende, ele descobre como vender. Ao descobrir, ele passa essa informação para as equipes. Logo um dado refinado. Que antes foi analisado. Sabe como eu faço o meu trabalho de Marketing? Vou contar.
Bem antes de inventarem a ciência de dados, já existia uma outra área antes dessa há milênios que fazia esse tratamento de informações. Que é a estatística. O que é utilizado para trabalharmos os dados. Sem ela, fica quase superficial a informação que queremos obter. Quando eu faço uma ação (uma simples postagem), ela vai para o banco de dados da rede social, que disponibiliza no dashboard relatórios diários, semanais, mensais e anuais.
Eu baixo esses dados depois de um tempo, não é após uma publicação. Faço por mês. Coloco em uma planilha. E com as métricas (KPI) que defini consigo entender os resultados que obtive. Com a estatística, eu faço algumas análises que me aproxime dos resultados que quero obter ou corrigir o que achei que não obtive.
Faça cruzamentos de dados antigos, analiso as notícias que saíram junto dos posts que tiveram mais engajamentos, analiso o dia, faça anotações para conferir depois o que aconteceu, o que influenciou. Tudo isso é colocado em uma mesa (hipoteticamente falando) para que eu possa tirar daqueles números, informações legíveis. Quando eu faço isso, eu posso entender o que está dando certo e errado.
Que público chamei mais atenção. Se gerei alguma possível crise. Se encontrei uma oportunidade. Que oportunidade, que público e que crise. Como aconteceram? Como evitar? Como repetir? Tudo isso é analisado com esse cruzamento de dados. Depois disso, eu faço uma consulta do SIM (Sistema de informação de Marketing) que inclui cada uma dessas consultas mensais que faço nas redes sociais (é um exemplo), porque além das plataformas digitais, temos as tradicionais. A repercussão na mídia, participação em eventos nacionais, regionais, intercontinentais.
Tudo isso vai me construir um histórico da marca. Então eu vejo se o crescimento é bom, se regrediu, o que está acontecendo. Se isso é uma falta da estratégia, se isso é uma falta da política, da economia, ou a soma de tudo isso. Por isso que um profissional de Marketing lida com dados sociais, por exemplo, o IBGE. Toda vez que sai o censo, eu fico de olho. Como é cada 2 anos, temos tempo.
Lá podemos ter um perfil, mas o SIM (Sistema de Informação de Marketing) pode nos conferir que perfil está fazendo parte do nosso público. Assim as informações desse banco pode nos ajudar a promover mais e identificar soluções para os nossos problemas. Depois disso, vou analisar muitas vezes, se precisar, lançando uma pesquisa de opinião. Para saber o que os meus clientes pensam. A percepção costuma mudar, não é de um dia para o outro, mas 5 anos – 10 anos é o suficiente para isso mudar até a forma de se vestir.
Depois de passar um tempo analisando e obtendo informações. Vou ver o que já implementei, analisar que resultados deram e se direcionam para o que eu pretendo, senão vou fazer uma fase de testes e entender como as pessoas interagem. Conforme os resultados me orientam, monto a campanha para começar a investir em uma nova força da marca (branding). Seja ela para atrair um público novo, vender mais, lançar um novo produto, criar uma parceria ou promover uma ‘criação do zero’.
Bem essa é uma semelhança de 100% com o trabalho do cientista de dados absurda. Para não dizer que são a mesma área. E aqui vem uma lição minha, que pode lhe ajudar. Talvez até mesmo promover a tua carreira de uma forma mais certeira. Pense no sentido que isso fará para você, não adote o que vou dizer como uma regra. Porque o que não pensamos, costuma surtir um efeito contrário do que pensamos.
Ciência de dados não é uma área, é uma ferramenta. Ela serve para você obter dados e delas informações legíveis. Cabe ser mais sensato ter uma especialização para usar essa ferramenta. Um martelo na mão de uma criança, é um perigo. A criança não é especializada em maneja-lo, o martelo tem uma utilidade, mas sem uma especialização não fará mais do que acidentar-se. Faz sentido isso para você?
CONCLUSÃO.
Espero que vocês tenham gostado dessa leitura. Mais um ponto que eu acho importante ressaltar sobre o Marketing e o que isso pode lhe ajudar de alguma forma na vida profissional. Faça como hábito refletir tudo que vem a você. Assim terá respostas mais enxutas do que apenas aquela conclusão fantasiosa – “Se eu comer esse biscoito terei tudo na vida sem esforço”. Faz sentido? Deve ser um biscoito muito poderoso esse.
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