Detroit: Become human

A personagem Kara introduzida em um trailer pela Quantic Dream há quase 5 anos, após o lançamento Beyond Two Souls com a atriz canadense Ellen Paige e William Dafoe, seria no entanto uma prévia do título futurista Detroit:Become Human.

A menção da passagem histórica conhecida como Railroad Undeground, que também fora citado no jogo Fallout 4, trata das rotas saídas dos Estados Unidos no período escravagistas para os países onde a liberdade era concedida por direito, como o Canadá. O destino final de muitos divergentes foragidos.

História.

Num futuro próximo uma empresa conhecida como Cyberlife comercializa androides divididos por séries de atuação, para a população, como se fosse utilitários. O impacto começa ocorrer quando alguns desses androides começam a demonstrar reações humanas, e eles são considerados como ‘divergentes’.

Como um ponto mais aprimorado, Detroit: Become human, concentra em oferecer uma liberdade e um tempo de controle com os personagens mais prolongado que os títulos anteriores. Uma vez que sempre houve um temporizador não visível na interface que impedia uma melhor observação.

Ainda concentrado em oferecer uma linha a se seguir, é possível determinar vários finais para os três personagens jogáveis – Marcus, Kara e Connor. Muitos vão perceber a presença de Heavy Rain e Beyond Two Souls neste recente título e outros aprimoramentos que a equipe da Quantic Dream achou interessante incluir.

Jogabilidade.

O movimento do personagem considera o peso dos membros e a movimentação real de deslocamento incluindo o tempo de atraso que uma pessoa leva para girar para um lado e outro dependendo se estamos andando ou correndo. Esse tempo de resposta é bem combinado já que você não sente o personagem travar.

O movimento da câmera agora é possível através de uma alternativa de visão oferecendo mais controle do que é visto. Ao invés de inclinar a câmera para chegar até um certo ponto.

É possível notar também que durante as cenas que exigiam o controle de movimentação do personagem e tomar alguma decisão através dos botões provou-se uma mecânica funcional. O jogo foi construído para ser admirado e interagido sem problemas.

A personagem Chloe que surge no menu principal conversa com você toda vez que acessa o jogo. Dando a impressão que o jogo é um produto da Cyberlife. Oferecendo uma interação similar a um site, você é convidado a fazer pesquisas conforme o seu progresso no jogo. E você pode optar por decidir até a decisões que influenciam ela.

Há mais cenas de ação e combates. Podemos notar que o trabalho de construir controles que dessem respostas a altura dos desafios revelou-se ser um sucesso. Parece que estamos dentro de um mundo único.

Música e Som.

Como em todo título, este não deixa para trás a qualidade das músicas. Que chegam a serem intensas. Cada personagem possui uma trilha sonora específica. E cada situação, desde do momento da ação, ao momento de revelações ou conclusões, tem um toque especial.

Os sons foram muito bem editados, para os que gostam de observar, é bom ouvir até o bater da roupa dentro da máquina de lavar. A dublagem não possui atraso (português) e nem o idioma original.

Sistema de escolhas.

O sistema de escolhas é basicamente escolher um dos símbolos que representam os botões do controle referente ao console ou plataforma. Que agora conta com o botão de observar para observar momentos chaves. Agora existe uma novidade que não tinha nos jogos anteriores.

Diagramas de decisões que demonstram as linhas de ações que você tomou durante aquele jogada, e o que isso destravou. E como a cena foi concluída. Permitindo uma análise do que optar na próxima vez e ter uma resolução diferente. Cada diagrama é exibido no final de cada cenário e pode ser acessado no menu principal.

Gráficos.

Embora tenha sofrido um downgrade da apresentação da E3, é normal que os jogos sofram essa alteração. As tecnologias utilizadas para desenvolver podem se tornar inacessíveis ou apenas considerar que as apresentações nas feira da E3 sempre foram protótipos e nunca finalizações. A diferença vai para detalhes significativos, mas nada que comprometa.

Os originais incluíam rugas nos personagens. Mas para o processamento não decair, a preferência por tirar elementos como esses e preservar a performance foi a melhor ideia. Portanto gráficos dos personagens, design leves, movimentação e animação superaram os seus antecessores.

A movimentação é bem próxima da humana. Devemos considerar também a captura por MOCAP, por isso a fidelidade dos movimentos atentam a realidade, já que existe uma captura dos movimentos dos atores em realidade. Chega a impressionar em alguns momentos. Isso porque como a taxa de FPS não mantém uma persistência, pode ser que você perceba que elas aumentam facilmente para 120 FPS causando a fluidez.

Marketing ‘Fale só um pouco’.

O perigo de fazer Marketing de produtos que já foram aclamados é que eles precisam superar o que já apresentou no passado, mas evitar de prometer o que não pode oferecer. Detroit: Become Human durante a campanha priorizou bastante a construção de personagens e demonstrou o diagrama de tomadas de decisões para apresentar que o sistema agora era capaz de dizer como as máquinas funcionam, já que nós controlamos três delas.

Muito foi focado na personagem Kara, uma vez que ela foi o pivô inicial de boatos por parte do público, que pudesse ser um jogo. No passado a Quantic Dream negou os boatos, mas mais tarde revelou ser parte do projeto. Logo a Kara seria a porta voz de Detroit: Become human com naturalidade.

Apesar de apresentar o produto, eles foram muito tímidos em demonstrarem o que vieram para mostrar. E como muitos trailers surgiam com cacos da história, ficou algo muito no ar, onde nos fóruns haviam tantos boatos até mesmo próximo da data de lançamento, dando a perceber que a publicidade da empresa não conseguiu necessariamente passar a ideia do jogo até que as pessoas tivessem o jogo em suas casas.

Vale a pena?

A Quantic Dream conseguiu lançar um jogo que tivesse em sua base o que sempre foi o charme dos seus produtos. A escolha. Todos os jogos eram filmes e isso consistia em sermos personagens destes filmes. Cada título acrescentou mais personagens com que podíamos interagir. Em Beyond Two Souls podíamos incluir jogar de forma cooperativa, um jogando com a Jodie e a outro com Aiden.

Já em Detroit é possível até jogar com dois personagens ao mesmo tempo. Mas há um falha incrível no jogo. Embora até aqui nenhum ponto negativo tivesse sido citado. O jogo é incrivelmente pequeno. O tempo de jogatina se resume à 20 horas. Isso jogado na primeira vez. Optando por ver todas as cenas de vídeo. Sem saber que caminho tomar para finalizar o cenário.

Mas se você gosta de jogos de escolha, no mesmo estilo Quantic Dream, não fique intimidado(a) pelo tamanho do jogo. Adquira, é um jogo que determina uma época interessante de jogos realistas.

 

 

O que significa Aiden?

Você sabe o significado do nome ‘Aiden’ de Beyond Two Souls?

Com certeza se você está lendo este artigo é porque é um dos leitores curiosos que procuram saber o sentido dos elementos que nos cercam. Uma vez atrás eu escrevi o que significava “L.A Noire“. O que traduzindo fica – “O lado obscuro de Los Angeles“. (Noire é negro em francês, flexionado de noir).

A regra se aplica no irmão de Jodie Holmes, Aiden. A  Quantic Dream é, e novamente o francês ataca. Aide-n significa ‘ajuda’ em francês. É o que o irmão fantasmagórico faz o jogo inteiro. Ao mesmo tempo que ela esta presa no DPA por causa de Aiden é por causa dele que as entidades malignas não a matam.

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Beyond Two Souls

Uma jornada por duas almas.

A produtora francesa Quantic Dream prometeu lançar uma obra prima depois do seu fantástico Heavy Rain. E cumpriu. Com mais dois na sacola um para o console PS3 e outro para o PS4 estão encomendados os jogos Kara e Dark Sorcery respectivamente. Agora nesta análise vamos falar da pérola que nos presenteia com atuações impecáveis de Willem Dafoe (A Most Wanted Man) e Ellen Page (X-Men: Days of Future Past) interpretando seu primeiro papel em video game.

Jodie Holmes (Ellen PageBeyond Two Souls)

Jodie Holmes (Ellen PageBeyond Two Souls)

Jogo.

Não é o último jogo com qualidade que a Quantic Dream vai lançar, mas enquanto esperamos a nova safra este é o título que começa a marcar o fim da geração PS3 e o início da próxima geração. A história é complexa, é um filme jogável. No entanto diferente de ‘Heavy Rain‘ em que havia uma interação, o personagem era ‘movimentável‘, mas muito restrito. Aqui podemos andar de moto, andar pelo cenário, ter mais interação, ter tempo de observar o ambiente (no anterior era estipulado um tempo para ativar alguma ação, tirando o prazer de observar o jogo).

Enquanto que este novo permite uma interação mais calma, ele oferece jogabilidade de luta, diversas possibilidades de passar pela fase, podendo ou não prolongar o estágio. Criando uma atmosfera bastante contagiante.

Ficamos no controle de Jodie Holmes e Aiden, a entidade que persegue a garota desde do seu nascimento. Toda vez que ela fica em apuros, ele veem com sua fúria e mostra uma assombração única. Apenas Jodie ouve e vê Aiden. O jogo se passa em Flashback e presente o tempo todo. Após finaliza-lo é possível ver a cronologia das fases.

Não é um jogo qualquer. Podemos desfrutar, fazer diversos finais, tomar decisões, criar reações e mostrar que a menina não está de brincadeira.

Personagens.

Eles são cativantes, são complexos, são odiáveis e amáveis. Tal como a vida real, realmente nos apegamos á eles. As reações e emoções que podem atingir.

  • Jodie Holmes (Protagonista)  – Ellen Page (MOCAP/VOZ)
  • Aiden – (Protagonista) – Entidade que acompanha Jodie – Nenhum intérprete
  • Nathan Dawkins – Willem Dafoe (Pesquisador da DPA) – MOCAP/VOZ
  • Cole Freeman  – Kadeem Hardison (Assistente de Nathan) – MOCAP/VOZ
  • Ryan Clayton  – Eric Winter (VOZ) (Agente da CIA) / MOCAP Alex Disdier
  • Stan – David Coburn (Mendigo)
  • Tuesday/Eliza – Maud Laedermann (Mendiga)
  • Zoe – Natalie McCaffery (Filha de Tuesday)
  • Walter (Mendigo)
  • Jimmy (Medingo)
  • Gen. Mcgarty – Michael Rickwood (General da operação da CIA) 
  • Norah Holmes/Shimasani – Barbara Scaff (Mãe de Jodie Holmes)
  • Salim  – Nohé Benameur
  • Kathleen – Lee Delong (Assistente do DPA)

A interação com estes personagens definem que os finais da história tenham certos efeitos surpreendentes. Vale a pena investir em salva-los ou não.

Trama.

Nathan Dankins (Willem Dafoe/Beyond Two Souls)

Nathan Dankins (Willem Dafoe/Beyond Two Souls)

Ela é bastante peculiar, a trama, quando vamos falar de um jogo com qualidade cinematográfica e interativo, onde o tema é ficção científica. Temos um pouco de vários mundos misturados neste título, temos “Segredo do Abismo” (James Cameron, 1989), temos “A Esfera” (1997), Deus Ex Human Revolution (2011), F.E.A.R 3 e Arquivo-X.

Tudo se baseia insistentemente com a entidade Aiden. É claro que estamos falando de uma história que não pode ser contada aqui, senão o enredo e todas as emoções que os personagens passam quando tentam entender o que se passa, perde-se.

A história é delineada em acontecimentos que marcaram a vida de Jodie Holmes por causa da entidade Aiden, e senão fosse por ela também, ela estaria em apuros. Então é uma faca de dois gumes, e há conspirações políticas e paranormais. Onde tudo isso vai parar? Apenas embarcando nessa viagem para entender que a vida de Jodie não poderia ser menos anormal.

O cenário faz parte da história também, mais do que em Heavy Rain. E analisa-los faz parte de certas táticas do jogo. E durante a história será possível escolher para que lado Jodie tenderá, de acordo com suas ações e de Aiden, mas não esperem algo no estilo de Infamous em que realmente fazer maldade lhe transforma num Anakin.

As mudanças por decisões afetam em algumas coisas no final, e na fase presente altera de forma significativa.

Decisões.

Jodie, Cole e Nathan (ExperimentBeyond Two Souls)

Jodie, Cole e Nathan (ExperimentBeyond Two Souls)

Decisões são a parte marcante do jogo, mas não é uma riqueza toda. Embora em comparação ao jogo passado as opções superam, não são tão significativas para o fim, apenas para fase presente. O final por si tem duas escolhas, e dessas escolhas são ramificadas outras.

A única coisa que realmente influencia estas decisões já pré-definidas é salvar os personagens fazendo interagir ou exibindo cenas extras no final, e claro garantindo o ganho de troféus, já que é preciso terminar o jogo sem salvar ninguém e salvando todo mundo, fazendo cada final. Mas para fins de jogo, a decisão não influencia a existência de um final, eles existirão independente se sair correndo do começo até fim sem se importar com o que vê.

Interações.

Elas quadruplicaram em relação ao Heavy Rain. Para matéria de desenvolvimento, as decisões não chegam perto das interações que o jogo permite. Entre Jodie e Aiden é possível interagir com bastantes objetivos. Desde de empurrar, danificar, manipular, possuir, mover – o jogo permite mais usabilidade do controle (risos) do que o título anterior da produtora.

Mas não é uma interação “open world” e nem “sandbox”, devido ao Aiden é possível levantar carros, explodir, possuir soldados, estrangular inimigos a distância.

Cooperativo.

Jodie e Paul (NavajoBeyond Two Souls)

Jodie e Paul (NavajoBeyond Two Souls)

Diferente do cooperativo oferecido no Heavy Rain, que era na verdade um compartilhamento de controles o que ocorria. Você mexia Ethan Mars enquanto o outro fazia os movimentos de botões para percorrer e pular.

Neste não, um controla a Jodie e outro o Aiden.  Um depende do outro, apenas Aiden vê os bônus que são importantes para os troféus e habilitar extras. Apenas Aiden pode executar certas tarefas, inclusive sem ele seria impossível passar de certas partes. Outras a Jodie tira de letra.

E mais, para os aficionados por troféus, é possível pegar todos no modo cooperativo. Agora basta saber, quem vai ser o Aiden ou a Jodie?

Conclusão.

Em rápidas linhas, o jogo cumpre o que prometeu, ele é belíssimo em gráficos, a música é impecável, a jogabilidade supera o título anterior permitindo mais interação e liberdade pelo cenário. Os personagens não deixam escapar o suspense, é um verdadeiro jogo de PS3 e ganha a marca de excelência em envolvimento, trama, enredo, suspense, ação e surpresa.

Ganhou um modo cooperativo interessante, existe bastantes possibilidades de terminar a fase, não se caracteriza como um open-world (não posso andar pela cidade livremente e nem interagir com todos os lugares), mas possuo escolhas que influenciam diretamente as fases.

São bastantes finais, o jogo faz refletir não só sobre as decisões e finais, como todo o roteiro. E ganha nota máxima (100.0).

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