Série canadense produzido pela BBC atualmente com 5 temporadas, iniciada em 2013 que conta a história de Sarah Manning, Allison Hendrix, Cosima Niehaus, Beth Childs, Rachel Duncan e Helena dentro de uma conspiração governamental que evolve o plano divino e a cobiça humana. E o que encanta é a dinâmica da trama que bate nas questões de humanidade, diversidade, ciência, artificial, naturalismo, suspense e ficção científica.

Helena, Clone ucraniana.
Planejado para ter 5 temporadas, o segredo mais bem guardado dessa trama parece ser revelar agora em 2017 com pitadas da ilha de Dr. Moreau e algo envolvendo a imortalidade. Bem se você nunca viu a série vai beirar ao spoilers. Longe disso acontecer com essa série. Ela consegue como Agatha Christie, trazer dentro de um conto, outro e outro. E você pensa que achou a verdade? Longe de estar nela.
Contar Spoilers nesta série é um benefício para quem vive a montanha russa de encontrar a verdadeira resposta por trás dos planos de um instituto Dyad, de uma empresa chamada Brightborn e do grupo intocável chamado Topside. Até onde podemos chegar? A interpretação da atriz Tatiana G. Maslany que em certos momentos lembra a atriz americana Miranda Cosgrove é de dar a vida a cinco ou mais personagens…todos clones.

Alison Hendrix, clone do subúrbio.
Clones de rosto, a atuação é impecável. Você consegue se identificar com cada uma. E odiar outras. O humor canadense é distinto do americano. É explícito como o Europeu. Não tem papas nas línguas. E sobretudo o movimento da bandeira LGBT. Já que a série sem problemas algum toca nas relações nesse sentido sem censura. Não há algo explícito.
Quer drama, suspense, ação, terror, romance, aventura e comédia? Pitadas certas. Porque Orphan Black consegue trazer em cada episódio um tom certo. São inúmeras histórias, pessoais, trama principal e figuração que fazem parte. Como perder um episódio?

Cosima Niehaus, Clone Nerd.
Há poucas séries que me fazem vê-la tantas vezes. Antes de terminar a série, em sua quinta temporada, pela promessa feita desde de 2013. Já vi a série duas vezes, e uma terceira em andamento. O roteiro foi escrito justamente para revê-la diversas e diversas vezes. A cada temporada, e episódio, você parece estar vendo um season finale. Não como Game of Thrones ou Walking Dead, não na questão de mortes, e sim da verdade.
A verdade por de trás de tudo. Aqui vem um Spoilers, em branco, passe o mouse [SPOILERS] Elas são clones desenvolvidos através de dois projetos, Leda e Castor. Respectivamente mulheres e homens. Alguns clones contraíram uma espécie de doença degenerativa letal. E outros parecem imunes, ou por enquanto. A luta é tentar achar uma cura. Até você descobrir que os ‘grandões’ não estão a procura da cura, como os clones estão. E sim atrás da imortalidade. As custas é claro das vidas dos clones. [SPOILERS]
Quando você pensa que a verdade é aquela, vê a coisa é muito pior do que se esperava. E há um jogo de rato e gato que só se via na série Arquivo X. E aqui é um divisor de águas. Porque a crônica que Mulder e Scully estavam eram tão diversificada que a verdade podia estar lá fora, mas ela tinha um porém. Será que era saudável saber a verdade? Mulder e Scully são em Orphan Black as clones. Cada uma compensa uma personalidade. Cética, crente, científico, metódico, vamos para ação, vamos observar.
É tanta conspiração, jogos de poder. Tanto coisa em risco. E você vê que a fachada de uma empresa cria uma fachada para a outra e a outra. Até ver que é “Of course” (Mas é claro). Claro agora. Você para e pensa. Tenho que ver a série novamente. Pois é preciso juntar as peças para entender o todo. Gestalt.

Beth Childs, Clone Policial
Costumo não gostar de conspiração. Em comparação, na série Arquivo X adorava os capítulos onde haviam monstros, mutantes, casos bizarros. Quando ia para casos de conspiração governamental, simplesmente pulava. Quando na era pré-DVD e Netflix, eu simplesmente tinha que esperar uma semana para ver se o próximo episódio ia ser de algum monstro. Ou comprar algum guia para ter alguma esperança.
Mas a conspiração dos Clones. Parece uma espécie de piada. Clones. Mas quando falamos de conspiração e engenharia genética. Podemos considerar um ensaio de Blade Runner? Pelo menos ateste a série pela interpretação de Tatiana, se acha as cenas dinâmicas, experimente descobrir o quanto trabalhoso é ter 5 clones em uma cena só?

Sarah Manning, Clone Bad Girl.
Com a série disponível na plataforma Netflix, e com a última no encalço. Um episódio lançado todo domingo. É para deixar o suspense mais tenso. O que aguarda depois de 5 anos, clones, verdades, mentiras, conspirações…?

Dou uma avaliação de 98. Ainda que a série não tenha terminado, que o desfecho fará uma diferença e um impacto, mudando inclusive o escopo de como vemos toda a trama. Vemos começar assim e terminar assim. A trama, os personagens, aquele segredo, a sensação de season finale.
Não há como falar de Orphan Black sem lembrar de séries como Taken (2002, Steven Spielberg) , Arquivo X (Chris Carter, 1993-2002), suspense policial (um pouco de Bones), fanatismo religioso (Millennium). Grupos corporativos, militares. Super soldados e a busca pela fonte da juventude.
Ela é uma série pé no chão, poderia ser verdade em nossa realidade. E ganha destaque pela combinação de gêneros (Humor, ação, ficção, terror e drama) sem dobrar o público e nem forçar a expectativa. Não gostou de um personagem? Adorou aquele…mas que reviravolta foi aquela?
Imperdível? Deixe seu comentário.
Vale a pena ver? Gosta de ficção, genética, conspiração, trama psicológica, suspense policial…dê uma chance.
Gosta de movimentos? Causa LGBT, empoderamento feminino, discussão de ética, possibilidades da ciência e curas. Tem um boa chance de lhe agradar.
