Alien Isolation: Vale à pena?

Alien Isolation aposta em Ridley Scott.

Quando inteire-me sobre Alien Isolation, isso devia ser 2013. Ouvi falar sobre um jogo novo do Alien que sucederia, não em história ou canône, mas de título lançado, Colonial Marines. Até onde sabíamos como jogadores, qualquer jogo de Alien era ambientado no enredo de James Cameron. Milhões de aliens pipocando pela estação inteira ou planeta inteiro, e você munido de uma metralhadora com um radar de enfeite para enfrenta-los.

Mas Alien Isolation trazia uma proposta diferente e com uma fidelidade pelo lado de Ridley Scott. Focar no terror. E não na ação sem terror. Não que desse medo. Mas qualquer jogo anterior a AI, só não dava medo pelos aliens serem desenhados de uma forma bem horrível. Tirando Colonial Marines em que o design era bem mais feito. Mas da geração AVP, era um manequim com a textura do alien estampada.

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Gameplay de Alien Isolation

Em IA não. Estamos falando do melhor modelo 3d de Alien criado. Provas são essas pelos cenários, a recriação da atmosfera, os elementos de sons e iluminação. Uma verdadeira obra. Mas nem tudo são flores. No ano seguinte, 2014, quando do lançamento empaquei com algo me deixou com aversão ao novo título: O Alien era imortal. Com certeza sua conclusão deve ter sido essa: Não joguei mais? E teria como?

Longos anos, 6 para ser mais exato, fechei o jogo. Não passei esse tempo todo jogando ele. Simplesmente desisti dele. Optei por um trainer para fecha-lo. E quando o fechei, percebi que além do defeito do alien ser imortal, a história parece ser uma lambança.

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Gameplay de Alien Isolation

Dá para compreender que os desenvolvedores pensaram em todas as possibilidades de matar o jogador de susto. Então eles reuniram as melhores cenas dos filmes e as colocaram lá. Com direto a mescla de Alien (1979) e Aliens (1986). Ainda que isso fosse bacana, tirando o efeito do Alien ser um Deus, o problema está na finalização da trama.

Como é possível perceber a tentativa dos programadores de oferecerem a melhor homenagem ao título, também achei que com esses encaixes todos o final seria como de Rage. Jogo frenético, tiro, solta, saia correndo, respira e grita. Final de 10 segundos. Alien Isolation termina com Amanda solta no espaço, não ela não morre. Mas antes que pudéssemos chegar nos finalmente, o problema é como ela foi parar no espaço? Um alien dentro da Torrens, como ele entrou lá?

Diversas Homenagens.

O jogo está repleta de cenas ou easter Eggs dos filmes. E claro, uma revisita a lugares como nave acidentada dos engenheiros no filme. A recriação foi feita nos mínimos detalhes, devo dizer, fiquei de queixo caído. Além da representação, temos também os mesmos barulhos e efeitos sonoros que o filme continha. Há diversas cenas no jogo que são Gameplay, mas está voltado para uma interação cinematográfica.

Onde você não corre perigo. E ajuda a entender a trama. Fosse um jogo perfeito. Mas ele não é. Talvez julgue ser bem desafiador. Tenho uma ideia muito diferente de desafio. E não acho que seja justo que os aliens, e devo dizer, tem alguns (mais de 1) neste jogo. Serem imortais, tenho pena dos fuzileiros do filme de James Cameron, se aqueles Aliens fossem invulneráveis.

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Gameplay de Alien Isolation

Mas a ideia dos programadores e do roteirista do jogo era prometer uma tensão. O que já consegue com o design do alienígena. Com os cenários pouco convidativos, com barulhos e até silêncios desconfortáveis. Por que tornar algo que já aterrorizante em algo pior? Me parece que eles quiseram aumentar a dosagem.

E embora tenhamos passagens interessantes do ataque do Ash contra Ripley, representado por um ser humano que foi atacado por sintético na estação Sevastopol, temos aqueles passarinho que fica empoleirado em um ritmo como temos na Nostromo. Temos entradas para saber o que aconteceu com a Nostromo. Temos relatórios e diversos pontos interessantes que concluem e continuam a história dos filmes.

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Gameplay de Alien Isolation

Sempre gostei de jogos com história, Alien Isolation é um desses exemplos. Só persisti bastante porque tenho uma apreciação por design, por ficção e pela saga alien. Senão já teria colocado na lista de rejeitados e não reavia o jogo. Mas como ele estava custando 18 reais no Steam (neste ano chegou a custar 3,99 em Abril), resolvi testar um trainer que permitia modo GOD e Invisibilidade.

Ainda que pareça uma perda inestimável de ação e tensão. Pude observar e conferir o trabalho bem feito do jogo. Mas senti repetição. Porque como não tinha o alien para azucrinar e ninguém era desafio. Deu para notar que os programadores insistiam em nos forçar a tarefas que eram para dar sopa ao babão do alien. E que no final só chateava. Sem essa ‘moleza’, os jogadores nem percebem isso, porque estou morrendo de medo pelas esquinas.

História e Finalização.

Nós somos Amanda Ripley, filha de Ellen Ripley. Aqui com uns 26 anos. Para quem se lembra ela tinha 11 anos de idade quando a Nostromo estava em curso de volta para terra antes de receber o sinal. Passaram-se 15 anos do paradeiro da nave cargueiro e da mãe. Então no primeiro momento que ela teve uma esperança de saber o que aconteceu, partiu junto da Torrens, uma nave sob o comando de Varleine, para a estação Sevastopol.

Com um design igual a carga da Nostromo, com a finalidade de ser uma colônia orbital, sendo servida de sintéticos, um programa de IA chamado Apollo, um serviço chamado Seagussum (ou coisa parecida), continha um carregamento que era nada mais e nada menos que a caixa-preta da Nostromo.

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Gameplay de Alien Isolation

Os problemas começam quando Amanda chega na Sevastopol e se depara com uma estação abandonada, entregue a própria sorte. Com seus problemas, apunhados de pessoas sendo despejadas, porque a estação estava sendo desativada. O modelo colonial orbital não era mais lucrativo, entre os interesses da Weyland-Yutani (A Companhia) querendo lucro e claro, o espécime.

Tal como no filme de Ridley Scott, a ordem 939 que garantia que o espécime (alien) fosse conservado e o restante da tripulação era descartável, dava as caras por aqui. E essa ordem anda em rigor, é possível inclusive acessa-la. E dentro dessa loucura, está uma filha a procura da mãe, enquanto seres humanos lutam pela sobrevivência, androides enlouquecidos e um alien sedento pelas ventilações.

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Gameplay de Alien Isolation

No entanto, como estava usando Trainer, a minha presença não alertava o alien. E nem ninguém. Pude deliciar da situação de camarote. As únicas interações com o alienígena, eram quando sua animação era automática ou a morte ocorria por um evento do jogo. Fora isso, podia vê-los andando por aí e se enfiando em uma tubulação.

Quando sem trainer, o sofrimento era basicamente andar agachado, sem fazer barulho sequer. No começo do jogo era sustentável essa tática, ao longo do tempo seria sofrível. Se no modo Novato (mais fácil dificuldade), o alien tem ouvido e olfato quase ligados ao universo, no Nighmare a própria palavra deve ser, ligou o jogo, você morreu? Senti que o jogo fluía, simplesmente, aliás o bicho não me via.

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Gameplay de Alien Isolation

Logo não aparecia por aí. Mas sem o trainer, simplesmente vi que o jogo era cansativo demais. Dependia muito de sorte ou azar não ser morto pelo monstro. Era mais cansativo ainda quando envolvia humanos e sintéticos com ele espreitando pelos lugares. É divertido pensar que a programação já deu um jeito dele ser muito assustador. Devo confessar, que fiquei paralisado quando ele surgia ou quando eu temia que ele surgisse.

A interação estação, nave auxiliar, caminhada no espaço e uma volta de Flashback da nave de Marlow, responsável por infestar a Sevastopol com uma ninhada de aliens. Foi uma experiência interessante. Ainda que o jogo tenha ‘furos de roteiro’. Não posso fazer injustiça menosprezando o que o fez tão admirável. Aliás depois de 6 anos para querer ainda joga-lo é prova disso.

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Gameplay de Alien Isolation

A história de Amanda na verdade é uma fuga frenética. Tudo começa com ela entrando em Sevastopol já querendo sair. E tudo envolve quase uma operação de rotina para quem trabalha na estação. Indo e voltando por vários decks. Revistando diversos locais. Posso até dizer que o jogo tem um pouco de Open World. E como é um gênero que não permite muita essa liberdade, e nenhum outro jogo, essa é uma inovação para a categoria.

Quando Amanda descobre os segredos da Nostromo, ela se vê mais em uma intensa sobrevivência do que realmente na história central. Ficamos em parte, quando ausente a presença do Alien, são os sintéticos. Senão são eles, são os humanos. Excludentes de todos, são problemas na estação. E quando não é todos esses, é um final que pisa no acelerador e dá um rolamento de crédito sem que a gente possa dizer, ufa.

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Gameplay de Alien Isolation

Mais para o final do jogo temos uma intensa corrida onde envolve até a Amanda ser levada para um ninho de Aliens. Como eu disse, tem muitos elementos da saga que os programadores quiseram homenagear, mas acho que isso estragou a trama de uma certa forma. Acredito que é bacana simular aquela correria nos dutos com um lancha chamas, de atacar o ninho, de acionar uma espécie de painel igual a do Nostromo para ativar a destruição do cargueiro.

Aliado há muitos outros elementos, acho que houve uma overdose. Junto de um Alien ironicamente imortal. Temos um jogo que empareda muito nossas admirações. Sem trainer, sem chance de ver a obra. Com trainer, eu pude tirar as fotos dessa análise. E ainda que fosse possível chegar no final. Chega a dar aquele momento de suspiro. A Sevastopol por eventos que culminaram em sua queda no planeta, nos coloca em uma corrida incessante para sairmos de lá.

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Gameplay de Alien Isolation

Lutando com aliens, lutando contra o tempo. Já estamos novamente na Torrens. Aqui vem um problema técnico. Não tem haver com bugs. Eu não vi nenhum e nem um momento. Tem haver com uma lógica. Ou com uma colocação. Antes de entrar na Torrens novamente, temos a missão de sair da Sevastopol e para isso é preciso usar as dependências do lugar para ir para a nave de fuga.

Entre as comunicações da capitã da nave e Ripley temos uma clara evidência que a Sevastopol não tem mais baía de doca. Logo a Torrens não pode acoplar. E os únicos mecanismos, como uma pinça de alcance (um braço de guindaste) estão inoperantes. Ripley precisa sair da estação. Para isso faz uso do traje espacial. Vai até uma ponta para lançar um laço de metal e tira-la de lá.

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Gameplay de Alien Isolation

Nesta cena um punhado de aliens a cerca, deixando claro que você vai virar comida. Mas no momento crucial. Você sai voando, desordenada pelo espaço. Não sei como, daí um hiato. Ela consegue chegar na Torrens. Com aquele puxão, não me admiro ela não ter virado uma pasta na lataria da nave ou ter caído direto no planeta.

Mas quando ela entra na nave, ela tem uma nave vazia. A capitã não responde. Ela abre uma escotilha e dá de cara com um alien a bordo. Como? Poderia ser um sonho? Depois que ela foge, precisamos apertar alguns botões correspondentes a cena. Somos sugados para o espaço. Talvez fosse uma alucinação? Não fica claro. É um final confuso. Você fica a deriva no espaço, e vê uma que uma sombra e uma feixe de luz passam em close up na face dela, hipoteticamente achando que é a Torrens.

E o jogo acaba. Vem os créditos. E nenhuma satisfação.

Alien Imortal.

A minha maior crítica vem do alien ser imortal. Fiquei pé da vida em relação a Creative Assembly (desenvolvedora) quando fizeram um Alien perfeito e ao mesmo tempo impraticável. Depois de 6 anos, continuo apreciando o trabalho de arte bem feito e as homenagens. Fosse que fosse, até mesmo que fossem muito a ponto de fazer a história do jogo parecer uma miscelânea, eu perdoaria, se o Alien fosse mortal.

Cheguei a comparar que se essa fosse a realidade imposta ao universo de Ellen Ripley, ela teria morrido. Assim penso que, os desenvolvedores pensaram na seguinte premissa. Ripley (Alien, 1979) não mata o Alien. Ela o expulsa da câmara de Ejeção. No segundo filme, ela expulsa a rainha da mesma forma. No terceiro filme ela já mata aquele alien e o que ela carrega, na prática o alien de uma certa forma triunfa e perde ao mesmo tempo.

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Cena de vídeo de Alien Isolation

No quarto filme, os aliens da nave são mortos devidos a explosão. E o Newborn (aquele híbrido horrível), morre sendo sugado pelo espaço. E não por uma mão humana. Neste quesito acho que eles queriam impor que na realidade, e de fato, nenhum ser humano fez estrago aos xenomorfos exceto quando estavam em coletivo (Caso do Alien 3). No Alien 3 ele foi morto diretamente, com exceção de qualquer outro.

Acredito que essa foi proposição deles ao criarem o Alien Isolation. Qual seriam as chances de um ser humano em matar um alien diretamente? Como no jogo vemos que as únicas formas são de expulsa-lo na câmara de fuga ou explodi-los. Assim fosse, permitido que a Sevastopol estivesse a nossa disposição para expulsar os aliens pela escape? Se Ripley no filme Aliens teve esse acesso, vejo que sua filha na prática conseguiria, dado as dificuldades, matar o Alien na dentada.

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Gameplay de Alien Isolation

E há uma clara imposição da trama em um universo roteirizado. Vê-se que as complicações de Amanda deparam-se com situações em que ela precisa se desfazer de suas armas, quando é levada pelos Aliens até o ninho, quando é atacada impiedosamente , mas em outros momentos o golpe de sorte a ajuda, do mesmo jeito o azar a depena. O que configura em Alien Isolation em um jogo similar aos títulos da Quantic Dream. Filmes jogáveis.

O medo intenso sentido no jogo é bem legítimo. Razão pela qual ter um alien a altura também é aceitável. Mas ele é mortal. E apesar das evidências acima. Munido de uma metralhadora ou de uma shotgun é possível mata-lo. Se não fosse, os fuzileiros estariam dançando a música de Tony Astronomia. Embora a física da realidade do universo de James Cameron também acontece em Alien Isolation, vemos que mais força e ameaça do Alien do que vantagens para nós.

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Gameplay de Alien Isolation

O meu maior desafio seria se a estação fosse praticamente 100% interativa. Nos dando a capacidade total de combater o tal Alien. E fico com o pé atrás quando leio que esse jogo é Stealth. Quando que esgueirar pelos lados não nos omite totalmente e temporariamente qualquer recurso nos ajuda. Ainda que fosse possível. Não vi nenhum personagem da trama alien sair ileso se escondendo.

Exceto em Aliens (1986) em que a menina Newt, única sobrevivente usa os dutos para se esconder. O que eu acho que foi golpe de sorte no caso dela.

No jogo se o Alien o vir, ele vai até você. Mas com alguns testes, você pode fazer barulho onde for. Ele vai ter encontrar. Além de ser um monstro feroz, ele é telepata também. O que me fez comparar o AI em 2014 com o ALIEN do NES. Esse título para o Nintendo era um jogo de visão de cima, onde uma nave estava lotada de aliens. E você se tocasse neles, morria. Não havia jeito de mata-los. O jeito era desviar deles, como o jogo antigo do Sapo.

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Gameplay de Alien Isolation

E ainda há uma contrapartida para evitar o paradoxo do alien imortal. No SNES em Alien 3 unia as realidades de Aliens (1986) com o filme Alien 3 (1992). Sendo uma Ripley careca levando o trambuco para todos os lados da Fury 161, o planeta de segurança máxima, você mata aliens de todas espécies (Gigantes, pequenos, colossais) com tiro de metralhadora. E no lugar de empurrar o alien cachorro no piche, é a Rainha que você joga. E detalhe, é o único jogo, que Ripley mata mais Alien que a população da terra.

Vale à pena?

Tenho um dilema. Considero que um jogo é união de jogabilidade (mecânica), história (trama, carisma) e estética (design). E temos um ponto que se ausenta. Pelo menos em minha crítica. Sou adepto de um bom desafio. Mas quando o desafio é frustrado ao meu personagem ter menos e o adversário ter mais, penso que temos um problema. Estou desfalcado e ele não está. Sendo o alien o adversário, já há um desfalque por natureza.

O alien é uma máquina letal. Tem a pele dura, tem o sangue ácido (que é um elemento que nem vemos no jogo), como ele não pode ser ferido, temos uma ausência grosseira do elemento que o torna um alien tão peculiar. Temos uma dentição mortífera, uma segunda boca como língua voraz. Uma rapidez incrível, mobilidade pelas paredes impressionante, uma sobrevida em ambientes perigosos (Submersos, sob temperaturas extremas, no espaço). São fortes. E também inteligentes. Quer mais desafio que isso?

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Gameplay de Alien Isolation

Tornando imortal. Temos uma foco na história e em alguma interação. O jogo está reduzido a um filme interativo. Não a um desafio. Aqui fica meu ponto de vista porque desafio para mim, permite que se eu posso perder por alguma eventualidade o meu adversário tem que ter pontos de derrota também. Senão não estamos falando de desafio. E sim de uma imposição onde via de regra, não seguir os passos pré-determinados, acarretam em uma derrota garantida para nós.

Logo existe uma ausência de jogabilidade, a mecânica é basicamente cinematográfica. Onde somos obrigados a corresponder as etapas estabelecidas pelo game. Onde um Alien não deveria ser perceptível em sua imortalidade. Porque ele está seguindo apenas a uma regra. Ele é mortífero, então se supõe, que ninguém possa mata-lo. Ou tão facilmente mata-lo. O que implica em um problema. Como nossas armas são fugir dele para evitar morrer, porque em presença nada poderíamos fazer, o Alien passa a ser um obstáculo a jogabilidade.

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Gameplay de Alien Isolation

O segundo ponto é a história. Que serve como pano de fundo. Mas que não serve muito bem para justificar. Temos uma Amanda Ripley, filha da protagonista da Nostromo. E temos um conflito ocorrendo no universo da Weyland-Yuntani. O problema que somos confrontados como um alien imortal. E incessantemente temos missões a ser classificadas, como sem noção. Muitas vezes me perdi.

Não sabia para onde ir. Porque as missões não tinha muita lógica. Sem o alien, os sintéticos e alguns humanos de tocaia, as missões eram apenas vai para ali e volte por ali. Tudo para deixar claro oportunidades para que algum inimigo o atacasse ou alien o fizesse de lanche. Tive mais liberdade na jogatina usando o trainer.

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Gameplay de Alien Isolation

Sem ele, você foca em terminar a fase. E acha todos os colecionáveis com um site auxiliar porque perder tempo em vasculhar, significa um alien te escutando, ou um sintético pronto para te bater sem qualquer aviso de aproximação. Muitas das missões são uma desculpa para coloca-lo em uma situação complicada no futuro. E não uma continuidade da trama em si. Em determinado momento, sua curiosidade por saber sobre a caixa preta da Nostromo some. Vai se lembrar apenas no finalzinho do jogo.

E o terceiro que é a estética. Um dos motivos que me fizeram retornar ao título. Não fosse pelo design do ambiente, cenários e do alienígena. Não teria retomado. Arriscado compra-lo. Teria deixado entregue as poeiras como fiz há 6 anos. No entanto essa análise talvez faça muitos tomarem esse destino. Jogar o jogo sem trainer é uma tarefa chata. É um jogo corrido.

Os ambientes da Sevastopol. A revisita do planeta e da nave do engenheiro de Alien (1979), os personagens, os aliens. O ambiente alienígena, os casulos, os facehuggers. São impecáveis. E com 6 anos de lançamento. Existem poucos títulos hoje que conseguem ter esses resultados. E nenhum outro jogo do Alien chegou perto dessa qualidade. Está de parabéns também o design level. A construção dos mapas. E ainda que estejam ligados ao estilo de jogabilidade.

Temos que separar. Porque os cenários são construidos para dar veracidade e aumentar o temor. A jogabilidade fita um destino cruel. Se tiver azar ou sorte, o destino pode ser menos cruel. O ambiente foi desenhado para dar ar a nostalgia do filme de Ridley Scott, mas não compartilha as potencialidades das personagens. Criando um hiato entre jogabilidade e design. Tornando o famoso bordão – “Estética sem funcionalidade, é apenas página bonita”.

Fiz uma análise em 2014 mesmo, clique aqui.

Na prática Alien Isolation vale à pena com Trainer. Sem ele, vale à pena se estiver à R$ 3,99 ou de graça.

 

 

 

 

 

 

 

 

Alien Isolation

Sega apostou certo, mas mesmo para jogadores Stealh, pode ser uma dose baixa.

Durante anos jogamos a versão alien que James Cameron idealizou em sua obra em 1986 intitulada apenas como Aliens, no português com o subtítulo – “O resgate”. Munido de uma metralhadora, um lança-chamas e um radar, matar aliens era como matar baratas. De títulos como SNES, NES e Mega Drive, nunca houve tantas formas de ver os aliens, inclusive até mutantes. Alien-Mosca, Alien Pássaro, Alien cachorro. Depois de Aliens Versus Predador, e de Colonial Marines, será que a Sega trouxe o terror de Ridley Scott á bordo?

Improvisar e esquiva - essa é sua vida em Alien Isolation (Foto: Reprodução)

Improvisar e esquiva – essa é sua vida em Alien Isolation (Foto: Reprodução)

A proposta inicial era de trazer o ambiente assustador e sufocante de Alien de 1979 dirigido por Ridley Scott. Com ambientes igualzinho a Nostromo, com a música do filme e os ruídos dando frio na espinha, prepara-se, Alien Isolation é a premissa da Sega com uma nova cara, o survivor de um Alien que é o mais temido do universo. Mas a dose não saiu certeira, entenda porque.

Amanda Ripley é atualmente funcionária da Weyland Yutani, com 26 anos ou seja, 15 anos após o sumiço de sua mãe e a nave cargueira Nostromo, para todos, uma incógnita. A nostalgia dos ambientes nos fazem apreciar o jogo como uma obra prima. A cena de introdução reproduz a gravação de encerramento de Ellen Ripley na nave Narcissus.

A ideia é recriar a atmosfera fria, isolada, sufocante e sem saída de Alien. Conseguem? A Sega, como toda produtora, tem muito a desenvolver na questão de narrativa, nunca foi fácil. Aliar a trama com uma história que cause efeito, ou pelo menos, faça sentido. Se muitos criticaram Colonial Marines porque estavam saturados da franquia de James Cameron, a vez foi de recriar o ambiente que deu a origem a criatura mais perversa do universo.

Tudo envolve a caixa preta da Nostromo, que fora achada por uma estação espacial estacionária que tem a mesma arquitetura do cargueiro. A diferença é que parece mais a USS Ishimura (Dead Space). As analogias começam a aqui. Ao invés de aliens necromânticos, temos um xenomorfo que vem a bordo. Mas tudo parece tão misterioso não é? Como é que ele veio a bordo? E o que aconteceu com a estação? Mas aqui começa os pontos fortes e fracos do título.

Ellen Ripley no refeitório na Nostromo - DLC (Foto: Reprodução)

Ellen Ripley no refeitório na Nostromo – DLC (Foto: Reprodução)

Tudo no jogo lembra o primeiro filme. Disso ninguém pode negar ou criticar. Gráficos, sons, trilhas, cenários e os acessórios. Não podemos esquecer do trabalho realista do alien. É de impressionar, na verdade, o primeiro encontro é de causar nervoso. Primeiro que surge aquela música típica, aquele cenário escuro cheio de fumaça saindo de tudo que é cano, luzes ao fundo confundidos com as luzes de seu relógio de pulso. Sabe a cena do elevador? Ela tem aqui, e o pior, a cada momento que a criatura se aproxima, a música fica mais complexa e alta.

A tensão é unica, a tensão é extremamente pesada. É a primeira vez que senti a mesma sensação que tenho ao ver filmes de terror, onde você não vê a ameaça, mas sabe que ela está na esquina, e não é muito bonita. O terror do filme supera qualquer survivor que tenha no mercado. Silent Hill é ficha perto disso. Dead Space, não se engane, Alien é mestre em ‘matar’ o jogador de medo. O recente P.T, se achava que aquilo dava medo, experimenta jogar Alien Isolation em uma tela de 37” para cima, com Home Theater e de preferência num quarto grande. É de gelar a espinha.

A imersão no game é imediata, primeiro que identificamos muito bem a franquia Alien, e sabemos o que isso significou para os personagens da Nostromo. E agora você é quem vai ficar na pele cara a cara com o bicho. E mais, você não conseguirá mata-lo, especialmente porque a única forma pode ser não tão convencional e muito menos acessível tão breve assim. A realidade do jogo é a seguinte: Você deve esquivar dos humanos e do alien o tempo todo, e os sons ambiente não te ajudam a concentrar.

Furtivo, assustador, predador - Alien nunca foi tão terrível como esse (Foto: Reprodução)

Furtivo, assustador, predador – Alien nunca foi tão terrível como esse (Foto: Reprodução)

Parece filme, mas encarar um xenomorfo de 2 metros não é uma tarefa fácil. E não pense que será em algum momento do jogo. Dar de cara com ele só resta uma opção, correr. E não adianta muito, ele corre mais rápido e te mata. Portanto evite-o, no começo do jogo sem o radar, entenda, é frustrante. Apesar dos barulhos que ele faz anunciando sua aproximação, os sons ambiente te confundem. E digo a trilha inclusive. Quando menos espera ele está do seu lado. Quando percebi, ele estava andando na minha direção. Achei fantástico a animação, incrível, mas frustrante.

A dificuldade do jogo é no entanto uma cópia viva da série antiga do Resident Evil. A mecânica do game limita suas ações, impossibilitando inclusive alternativas quando mesmo elas seriam acessíveis pelo ponto de vista lógico. Mas de acordo com o roteiro do jogo, você não tem acesso á elas. E isso pode tornar o jogo um HELL de difícil. A combinação da qualidade sentida no ambiente é incomparável, e nenhum outro jogo do Alien conseguiu chegar neste nível, mas infelizmente alguns pontos tornam o título um pouco decepcionante.

O primeiro ponto negativo é a distância de um Save para o outro, apesar de gostar bastante da novidade de como a plataforma de salvamento se apresenta no jogo, sendo em tempo real, sendo preciso olhar para todos os lados antes de executar o registro. Mas o problema é que existem ‘mapas’ complicados entre cada save. Na verdade a ‘ação’ torna-se freada caso você morra. Como o jogo é um Splinter Cell que preza pelo silêncio absoluto, sair atirando pode ser fim da linha, NA VERDADE, é sempre o fim da linha.

Se achar que os humanos te matam sem problemas, nem se preocupe com o Alien, se ele te ver, é mais fácil ir na direção dele. O campo de visão da criatura é a abrangente. Numa segunda tentativa, apesar de estar longe, agachei e sai esgueirando pelas paredes, mas ele já tinha me visto quando estava estacionado. E rápido como um guepardo, me matou cerca de 5 segundos depois. A ação do jogo é igual aos jogos do NES, se o bicho te pegar GAME OVER. Lembra do último SAVE, onde que ficava mesmo?

Outro ponto não é escassez de munição, arma e material. Faz parte da trama, se não fosse por isso, não haveria muito sentido em pensar mil vezes antes de passar por uma esquina. Se der de cara com um humano as chances aumentam se der de cara com um xenomorfo, é bom cantar uma música enquanto ele faz a festa. Na verdade os encontros com Alien são especiais, mas muito do mesmo, você entra no lugar, ele fica alerta. E faz movimentos que parecem espertos, mas apenas seguindo uma rota. Se você grava-la, fica fácil de passar.

Evite o alien, fuja dos humanos e descubra sobre sua mãe. Será que dá?(Foto: Reprodução)

Evite o alien, fuja dos humanos e descubra sobre sua mãe. Será que dá?(Foto: Reprodução)

A jogabilidade é outro ponto que dá nos nervos. Como o jogo é modo stealh eterno, todos os movimentos de Amanda são condicionados ao mínimo esforço. Mas são ‘quadrados’. Se você correr, e tentar virar numa esquina vai perceber que ela faz um movimento Frankstein. O que atrapalha em muito, em especial caso ‘tente’ fugir do Alien.

Outro é a física, bem se você fica nas sombras espera estar escondido, certo? Não, é mais fácil se esconder em alguma tubulação ou ficar atrás de algum armário, porque se esgueirar para pegar seus inimigos (humanos) pode te denunciar. E mais, se um vê , todos veem. A IA do jogo é outro ponto, bastante ruim, terrível na verdade. Como os seres humanos e o alien, a IA segue uma rota única, a repete mil vezes. Aprenda, e terminará o jogo tão rápido quanto o encontrou na loja para comprar.

No entanto a movimentação dos seres humanos lhes conferem um ar robótico, os lábios, os olhos mal se mexem direito e forma realística. Parece uma animação do Time Commando (é velharia do PC) de meados de 1998. Não é tão exagerado assim, mas se contar custo e benefício + 200 reais, é um trabalho feita as pressas. Ao contrário do Alien que é realista, tanto em movimento quanto em detalhes. Apesar disso, após alguns encontros, ele deixa de ser o bicho papão, e passa ser uma chateação sem fim.

As fases repetitivas, bem após a sensação nova, você começa a sentir muito do mesmo. Humanos que agem da mesma forma, Alien que fica trançando de lá para cá, abrir portas, achar arquivos, fechar portas, fugir do xenomorfo. Animação mecânica, morte inesperada, VOLTA TUDO, pelo menos até o último SAVE.  Mas nem tudo está perdido: De tantas falhas, sempre há mais luz no final do túnel.

Ataque de lança-chamas: Será uma sombra ou alien a espreita?(Foto: Reprodução)

Ataque de lança-chamas: Será uma sombra ou alien a espreita?(Foto: Reprodução)

Mesmo batendo na tecla de qualidade excelentes de gráficos do alien, os cenários muito bem trabalhados, efeitos das armas, do fogo, acabamentos do filme, fidelidade do filme, o principal que tange a jogabilidade, mesmo aos que gostam do estilo de um jogo mais lento que precise de atenção, acabam em prejuízo. Na verdade o maior suspense do jogo é o Alien. Mas a trama da Sevastopol chega a ganhar muita notoriedade.

Na verdade ela não tira o foco do Alien, mas isso torna as coisas mais ‘conhecidas’ em pouco tempo, mata o suspense e portanto em breve momentos é mais fácil se assustar com a cenas dos aliens ‘gesso’ de Colonial Marines. A ação é toda mecanizada, basta que você ande, e terá um Alien á sua cola. O que destaco o ponto positivo sobre a jogabilidade fraca, os arquivos da Nostromo e da Sevastopol torna tudo mais interessante. Achar as ID de cada tripulante da estação.

Neste ponto a coisa imita muito o Dead Space. Dá para ver que a Sega bebeu da fonte da Visceral. Mas deixou a característica da ‘repetição’ atrapalhar o bom título. Se a tensão fosse constante, permitindo uma jogabilidade mais solta, mais open world ou sandbox, o desafio poderia ser nivelado, dando aos jogadores uma liberdade de ação, mas tendo que enfrentar uma criatura imbatível. Mas tudo fica pior, se além de imbatível, você está algemado.

Apesar de haver o modo sobrevivente que o coloca em mini-missões paralelas a campanha, e a presença da expansão Nostromo Edition que traz uma fase baseada na obra no lugar de Parker, Lambert ou Ripley para empurrar o alien na ventilação e o Last Survivor que traz Ripley na Narcissus e na batalha épica entre ela e o Alien num espaço minúsculo.

Survivor x Ação x Open World-Action-Live

O maior conflito neste título não tem haver com a obra criada acerca do alien, dos cenários e a trilha sonora. Uma obra perfeita, mesmo que elucide algumas imperfeiçoes. Se há uma afirmação que resuma o quão Alien Isolation superou os títulos anteriores, ela se chama “Fidelidade”. Mas o jogo pecou em regras demais. No início nota-se o grupo de abordagem formados é ‘forçado’ a se separar após serem apanhados por destroços criados por uma explosão na estação.

The Crew Expendable - Nostromo (Foto: Reprodução)

The Crew Expendable – Nostromo (Foto: Reprodução)

Esta ‘regra’ do sozinho, já criou uma situação atípica. Uma sensação de “Não teve uma ligação mais plausível para fazer a Amanda ir sozinha, vamos colocar um incidente”. O problema não seria esse, na verdade é interessante, mas a nave não viu que ela entrou por aquela escotilha? Por que averiguar todo o local?  E como eles pretendiam fazer isso? Navegar sem auxilio de comunicação e instrumentos? Então esse elemento foi realmente forçado, tudo para deixa-la sozinha.

Apesar da atmosfera de medo, o Alien chega com maestria. E sim faz bonito. Com cenas memoráveis dos filmes. Mas após a descida da ventilação, o qual é possível ver a criatura andando como se fosse a maioral, você pensa, agora vai ser osso lutar com ele. Vai ser osso mesmo. Sem falar que é mais provável que seu osso esteja corroído, A tentativa de acerto e erro é o que o jogador vai atestar nas primeiras fases. Até ter um mecanismo de ajuda, como o rastreador e uma arma mais potente que garanta que o Alien seja menos ofensivo, o jogo será um “DEAD-LOAD-TRY AGAIN”.

Apesar de ficar lisonjeado pelo xenomorfo me abocanhar no jogo, aliás, fui emboscado pela criatura duas vezes. E foram memoráveis. Quem diria alguém afirmar que é bom ser pego pelo alien. Mas não posso negar que a animação é perfeita. Mas ao mesmo tempo, quebra muito o ritmo. Após diversas tentativas, não foram poucas, consegui entender a tal da ‘rota’ do alien. Ela sempre a mesma. Circula o local, entra numa ventilação sai pela outra. Anda em duas patas, depois corre em quatro patas. As vezes fica procurando, parece que deu bug, mas não.

O que pode tedioso é ser morto por nada, ou pelo menos até entender o quão grande é o campo de visão dele. Tirando os humanos que te veem ao menor movimento. Na verdade eles são cegos na medida que você consegue ver os rostos deles. Neste ponto eles conseguem te ver, é uma distância média. Basta te verem, nem precisam gritar ou alertar. Você ouve tiros, todos os inimigos do mapa convergem na sua posição, não importa se deixou rastro ou não. E o jeito é ficar escondido até a música sossegar.

O alien a coisa é diferente. Ele está sempre alerta, então se te ver. Ou sai correndo da fase para termina-la, ou arranja um jeito de se enfiar num armário antes que ele te encontre. Atirar nem pensar, bater com o cano nele? Bem se aproxime e verá a animação do ‘dente na fuça’. É fantástica, mas não para sua paciência. Não há Checkpoints, apenas saves manuais e em pontos específicos. É, o jogo não está do seu lado mesmo. Mas por outro lado, a proposta da Sega era de trazer uma história do universo Alien, conseguiu fazer a ideia valer a pena.

Os cenários são envolventes, a música é de alta qualidade, algumas remixagens da película original. Foi uma ideia sacada colocar uma nave igual a Nostromo, simplesmente para criar a atmosfera do filme que fez muita gente pular mais alto mesmo sentado. A tensão é única, é um jogo-filme que realmente demonstrou que fazer medo nos video game é uma realidade.

Conclusão.

O título Alien Isolation é uma réplica do universo de Ridley Scott com a reprise de elementos do filme que nos leva ao passado e demonstra que o clima de tensão pode ser real. O esforço é bem recebido, e vai ficar registrado que foi o primeiro título da série que abordou a Nostromo e a história original como base da trama. Houve uma mistura de games para dar vida a ao AI, que deram certo, a fórmula do Dead Space dá uma sensação bizarra e ao mesmo tempo aterradora, mas que traz um personagem superiormente mítico, ninguém supera o xenomorfo.

Alien Isolation - Obra Prima ou Frustração? (Foto: Reprodução)

Alien Isolation – Obra Prima ou Frustração? (Foto: Reprodução)

Embora as críticas do Mundo Pauta sejam positivas e extremamente bem posicionadas no padrão de qualidade de gráficos, texturas bem trabalhadas, cenários fiéis. Não há como negar que a jogabilidade e a mecânica do jogo ficaram seriamente comprometidas. A proposta de Stealh é adequada especialmente que é um jogo de gato e rato, mas não há muito o que falar quando que há uma inteligência artificial estritamente fraca e abaixo da média.

Não o que esperar de surpresa quando o que realmente importa é a surpresa. A expectativa de muitos podem ser ou não de um jogo sem muita ação, voltado para craft (construir) e sobreviver (survivor), uma exploração que merece uma oportunidade. Não é todo dia que podemos experimentar o que Ripley fez, e com tanta segurança, não é mesmo? Mas a magia do jogo se perde após algumas poucas horas. O tédio toma conta, a primeira vez pode acabar sendo a única, já que o jogo pode ser extremamente chato para alguns.

Para outros que curtem o modo Stealh, e estão preparados para lidar com ameaça, pode chamar de Alien Isolation de seu, e viver o terror no espaço, onde ninguém vai ouvir os seus gritos. Contando todos os prós e contras, não seria justo impor uma nota que fosse baixa para a primeira obra que conseguiu trazer para as plataformas o filme original, que com esforço foi possível demonstrar que o susto pelo desconhecido é algo bastante plausível nos games.

A jogabilidade é sofrível, mas não impede que os jogadores persistam e passem a ver o jogo com outros olhos. E talvez o que esperavam, não é exatamente uma decepção, mas um ponto de vista diferente. Mesmo com os erros comuns nos mais diversos títulos, quase nenhum escapa de alguma gafe, Alien Isolation chegou perto e recebe a nota 85.0.

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