Análise final de Alien Earth – Vale a pena?

Escrevi uma análise mais cedo, clique aqui e agora neste artigo vou escrever minha opinião. Porque o que eu tenho visto é que as pessoas estão bem divididas. Uns gostando, mas mais na surdina e os que não gostaram, estão colocando a boca no trombone. Mas o gosto é tão pessoal, que avaliação de hoje deve irritar um desses grupos de forma pontual. Vamos lá.

Alien Earth por proposta seria arriscada porque é a primeira série Alien. E isso nos coloca naquele ponto, não temos referências. Star Trek teve diversas edições. Cada pessoa gosta de uma, gosta da outra, gosta de todas ,não gosta de nenhuma e por assim vai. Até mesmo algumas delas poderia ser adorada 50%, porque teriam elementos que já vimos nas outras. Mas Alien? O que poderia nos trazer? Não traria? Ou erraria muito? Mico? Mito? Ou total devaneio dos criadores?

Toda obra sofre com críticas. Outro dia comentei que Alien de 1979 foi criticado na estreia, teve um senhor de idade que negou que isso aconteceu. O famoso no meu tempo as coisas eram boas. Vou acreditar. Mas só vou falar que acredito. Alien de 1979 foi criticado. Só virou cult anos mais tarde. Naquele tempo ele competia com Star Wars e muito próximo competia com o primeiro filme de Star Trek em 1979. Um deles é consagrado, o outro ganhou fãs ao redor do mundo e quem era aquele Alien de corpo metálico e estranho?

Blade Runner foi criticado. Só mais tarde que virou o cult que é. O Blade Runner de 2049 foi criticado, espera 20 anos e veja o milagre acontecer. Alien Earth é o que nós chamamos de: 50% gostaram e 50% odiaram. Daqui a 20 anos, 80 gostaram e 20 odiaram. E o com tempo não haverá mais quem odiará. Faz parte do show como se diz. E isso deve a comparações, haverá obras piores que o que eles acham que é pior hoje, esse pior hoje se tornará melhor. É uma fórmula familiar. Sempre acontece.

Ao meu ver Alien Earth, sou do grupo do que gostou, acertou na questão – Corporativo, políticas, conflitos, problemas éticos. Acho que eu sinto que as pessoas não gostaram do momento em que Wendy doma o Alien. Estou certo? Provavelmente. Vamos lá, que até eu que gosto de Alien, sinto que eles deveriam ter trabalhado melhor isso. Vamos costurar a lógica.

O silvo dos aliens sempre existiu. Em Aliens o resgate a gente viu isso. Até mesmo com gestos. A rainha comandando os aliens. Aliens 4. Até mesmo notamos isso em games (HQ de forma um pouco mais pontual). Mas em Alien Earth tivemos uma novidade. Uma sintética, criada pela Prodigy uma das corporações, tem a habilidade de se comunicar com os aliens e incitá-los a guerra, sob o seu comando.

Considerando que Alien Earth seja canône, Alien 4 se torna um furo na quadrilogia. Uma vez que a Weyland Yutani não mais existe, é o Wall-mart mandando em tudo. Até então nesta quadrilogia o conceito de corporativo nem era um assunto sério abordado. Weyland Yutani ganhou corpo em Alien o resgate e não mais foi ‘falado’ sobre isso. Por isso que muitos gostam do segundo filme. Muita coisa foi criada a partir do momento que James Cameron assumiu a cadeira da direção. Não que Ridley Scott não deu forma, mas ele gosta do lado terror suspense, enquanto James Cameron gosta do terror ficção.

Wendy é uma garota com doença terminal que vai para um corpo sintético e passa a ter um papel no mínimo de monitor, porque ela está em uma posição digamos, de líder. Mas não sendo muito declarado. A série tem fotografia de filme, tem roteiro sim muito bom, embora muitos tenham visto isso como um roteiro único. Cada episódio é praticamente um filme. Mas eu devo concordar, alguns episódios eu senti, que eles queriam contar os conflitos corporativos, mas acabaram atropelando a lógica dessa comunicação entre alien e humano (sintético).

São 8 episódios, eu acho que até o quarto, primeira parte. Eu não tenho o que colocar e nem tirar. O episódio da nave eu achei o melhor. Me lembrou o primeiro filme, e nos mostrou o que aconteceu. Prodigy estava por trás da sabotagem da nave. Ou seja, ele sabia dos xenomorfos e por isso ele já….prestem atenção, colocou um dispositivo de comunicação em Wendy. Então não foi uma falha. Talvez muitos tenham ficado desatentos nesta parte.

Na segunda parte, eu senti que houve uma desaceleração daquele movimento frenético de termos o Alien pra cima e para baixo. Dois episódios seguidos praticamente ficaram muito na incursão de pegar um xenomorfo de dentro da base da Progidy, até porque toda a série praticamente ocorre lá. E depois a invasão da Weyland. O que culmina e uma possível derrocada dos seres humanos da ilha e agora temos um T-Oculus (o alien olhudo) no corpo de Arthur (despercebido ele não vai passar, até porque de padrão de beleza aquela criatura não entende nada).

Sintéticos mandando a haver com um xenomorfo como cão de ataque e um possível Parque dos Xenomorfos. Esse é um resumo do que temos da primeira temporada. Vamos colocar em partes, porque assim a gente entende que o roteiro não é tão desleixado, mas concordaria que teria que ter mais de 8 episódios nessa primeira temporada para fazer sentido.

WENDY E SEU CÃO XENOMORFO.

Não vou entrar no mérito de discutir a brutalidade da Nibs, que pasmem, vi em uma conta social o pessoal achando que está tudo bem. Mas ela é uma psicopata, acho que isso não tem dúvida. E Wendy também, aliás não tinha qualquer razão dela soltar o xenomorfo da jaula e matar várias pessoas que estavam lá. Para ela todos eram e são inimigos. Por um lado, eu posso admitir que Marcy está morta, e que o que tem em Wendy é apenas um inibidor humano, ela é sintética 100% e ponto final.

Antes que os grupos se unissem. Eu senti que a série estava com uma dinâmica com mais cara do universo Alien. Cada um por si. Até porque sempre foi assim. Lembram? Quando Ripley foi resgatada, eles só pensavam na nave? Quando mesmo eles estavam na Nostromo. Ash só pensava na ordem 937, Brett e Parker só pensavam no Abono? Pois é sempre cada um por si. Na nave USS Maginot não era diferente. Cada um por si.

Eu gostei da série…mas não tem um porém Acho que o roteiro para explicar a comunicação da Wendy com xenomorfo foi o mesmo que a gente não viu do Prometheus para Covenant com David. Essa aproximação de sintéticos e criações alienígenas, assim como eles, artificiais. Só que na série isso seria muito bem trabalhado. Se tiver uma segunda temporada, eu quase duvido que isso vá ocorrer. Vão focar no combate das duas corporações. Talvez a falha esteja aí.

Eu gostei da série, acho que para mim que já vi filmes que mal tinham explicação fizeram legado mesmo assim. Alien Earth não me parece ter qualquer, não digo intencional, propósito de explicar porque e como a Prodigy desenvolveu um mecanismo que serviria para exatamente simular a comunicação sonora dos Xenomorfos. Já houve uma declaração que a série não é canône, não vai seguir os filmes, eu já desacredito dessa fonte. Até porque ela foi anunciada como canône.

Se ela é canône, temos um problema Houston. Se a Weyland Yutani recuperar a Wendy, como no futuro eles ainda não fizeram um exército de Xenomorfos? Como por exemplo, em Aliens o resgate? Já ouvi alguns youtubers falando que os insiders da própria empresa poderiam estar fazendo certos ajustes de forma independente. Eu já não acredito nesta versão sob nenhuma hipótese. Nenhum empregado da corporação tem qualquer poder dentro dela. A prodigy por exemplo tem olhos até em plantas. Até parece que alguém vai fazer algo sem ninguém saber nada.

Então temos um furo. Ou a Weyland nunca vai capturar a Wendy. A prodigy não aparece no contexto narrativo em momento algum (nem antes e depois), então provavelmente também não estará no pode dela. Isso nos coloca no maior furo de roteiros que tudo já viu. Como a série fica antes dos eventos de Alien de Ridley Scott e Romulus e logo depois de Covenant, será que o roteiro foi desleixado e deixou essa passar?

Já pensou se em Alien Isolation a gente consegue pegar esse emulador de sons? Que vida seria a nossa tão boa, né? Ele se passa cerca de 17 anos depois de Alien Earth. Essa herança de Wendy provavelmente será perdida. Mas senão for, Alien Earth não é de fato canône. Ok. Essa seria uma discussão das inúmeras que a série levanta. A segunda é que a Prodigy usa mentes humanas para fazerem seus sintéticos. Pelo visto a Weyland Yutani não fez uso disso para si. Nunca em momento algum isso foi citado. Tudo bem, não era a pesquisa da Weyland e sim da Prodigy.

Mas como a corporação única que temos nos filmes sempre foi a Weyland temos que considerar que ela terá todos os recursos que conseguir recuperar das suas rivais. E neste caso, parece que já temos duas tecnologias e recursos que não são vistos nos filmes, nem hqs e tampouco nos games. E o que o roteiro poderia ter nos relevado? Apesar da minha contente avaliação, analiso que Alien Earth poderia ter esclarecido três coisas:

  • A origem da Rainha Alien (não é Wendy, lembram da Shaw?)
  • Como Prodigy ou Weyland sabiam dos Xenomorfos?
  • Qual foi a maior aposta da Prodigy desenvolver um dispositivo sem uma espécie de xenomorfo em mãos?

Acho que todo mundo concorda que mesmo os xenomorfos sendo quase animais, eles não poderiam ser simplesmente controlados por um dispositivo bem ORCA do Godzilla? Eu acho interessante que haja essa abordagem. Eu posso até dizer que ter alguém que os controla é interessante. Mas acho que isso cria aquele momento que a gente fala – Nesta parte o roteiro foi bem menos claro?

Por que o Cyborg não tinha esse dispositivo?

Por que o sintético careca não tinha?

Por que o sintético Roy Battes não tinha?

Só a Wendy? Por quê?

Sem falar que o dispositivo não é declaradamente um emulador do silvo dos xenomorfos. Mas ela consegue por só simulá-lo. Então não dava para o ser humano fazer o mesmo barulho? Que me diga não saber da existência de Michael Wislow que consegue fazer até guitarra com boca. Mas não o silvo Alien, que é praticamente uns movimentos de língua, que seria os barulhos que os estaladores de The Last of Us fazem, a gente não faz também?

Essa é a parte que fez muita gente achar o roteiro (por completo) fraco. Porque no lugar de dar poder a Wendy, porque não explicar as origens? Por que não deixar que os Aliens teriam muito mais impacto como sempre tiveram? Na primeira parte, eles tiveram que lutar mano a mano com os Aliens. Aquela cena do bicho se camuflando na estátua do prédio acidentado foi incrível. Mas dai a segunda parte me lembrou Alien 4.

Alien 4 tem tanta falha, acho que a pior é a cena final, mas tem tanta falha que só fizeram porque eles queriam estragar a obra mesmo. Alien Earth ele entra neste cenário. Não é odioso, como muitos falam. Mas eu compreendo porque o xingam. Até porque eu diria que tramas como:

  • A origem do Alien olhudo era mais interessante;
  • A origem da mosca era mais interessante;
  • A origem daquela planta era mais interessante;
  • Talvez até mesmo o comportamento ‘evento’ dos sintéticos da Prodigy.

Mas o silvo que controla? A Weyland Yutani com tanta espionagem não preferiria o emulador de controle dos xenomorfos do que os próprios? E isso ficou exclusivo para Wendy. Nibs não tem? E demais? Essa é uma compreensão que muitos, nós como cinéfilos, que conhecido como o poder do protagonista. Ou a conveniência ‘óbvia’ do roteiro. E isso impacta. Por quê?

Ripley nunca precisei de um emulador e lutou com uma Rainha de 6 metros. Elizabeth Shaw se autoperou e não precisou de um emulador. Daniels lutou com um alien branco horrendo e não precisou de um emulador. Newt luto com uma manada de xenomorfos se escondendo sem emulador. Mas uma sintética com força sobre humana sem medo de morrer, tem um emulador? Compreendem?

O showrunner responsável pelo Alien Earth ainda não respondeu se haverá uma segunda temporada. Eu espero que sim. Tem muita coisa que precisa de esclarecimento. Mas eu sinto, talvez vocês também, que tem muita história sendo contada ao mesmo tempo. E isso nunca dá certo. Você precisa contar uma história só. E dela se ramifica a narrativa. Ao meu ver, o roteiro não é fraco, mas ele conta histórias demais.

Minha nota na primeira parte foi de 95.0. Na segunda parte eu dou nota 80. Abaixei porque eu senti que os episódios ficaram muito parados, muito solos e aquela lógica do Alien frenesi sendo substituído por algo mais corporativo e burocrático. E há algo que passou despercebido por todos? O que foi feito do pulmão do irmão da Wendy?

Apesar de tudo a série tem um cunho muito bom, terror sob medida, ação, suspense e ficção. Mas para uma narrativa mais amarrada, eu acho que eles deveriam ter focado em uma história apenas.

Review HQ Alien Volume 2 – Renascimento

Dividido em cinco partes publicado no canal da Junca Games.

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Análise de Alien Earth – Vale a pena?

Alien Earth é a primeira série da saga Alien lançada desde de 1979. Houveram crossoves do Alien no mundo do predador, acredito que este tenha sido por influência do filme de 1990, quando é encontrado um crânio de xenomorfo no altar de troféus dos predadores na nave, dali em 1999 foi lançado para PC – Aliens vs Predadores e depois mais uma continuação, que chegou a ser uma espécie de “Aliens (Alien o resgate, de 1986) com uma mistura de predador 2.

Houve duas adaptações para filme, AVP 1 e AVP 2. E anos mais tarde viria os filmes de prequela da quadrilogia original. Em 2011, Prometheus (2093), Covenant (2103), Alien Earth (2120), Alien o oitavo passageiro (2122), Romulus (2142), Aliens (2176), Alien 3 (2176) e Alien 4 A ressurreição (2381). Dentro das inúmeras adaptações para HQ e games, algumas expandindo o universo vistos nos filmes, outras apenas criando uma nova canone. E livros, que adaptavam por novelização ou universo expandido.

Desde de crossovers em filmes, games e HQS. Aliens chega em formato de série, e como disse, pela primeira vez. E posso dizer, que esperava que o alien só fosse aparecer no último capítulo, e que seria bem mais lento e com gráficos “série” com algum gráfico prejudicado. Mas minhas impressões foram ao contrário. Quando assisti, pensei em estar vendo Alien o oitavo passageiro (mesma fotografia), mesmo terror e uma nostalgia.

Porque a recriação da USS Maginot é a USS Nostromo. Mesmo modelo, conceitualmente os mesmos mecanismos. Só que a com diferença de que nesta nave, não era de transporte de minério e sim de espécimes. E alguns deles, o famoso xenomorfo. Foge talvez ao detalhes de muitos é que essa nave tinha como missão a duração de 65 anos. Quer dizer, a nave saiu da terra em 2055. Alguns anos anos de 2093 (Prometheus), o que significa que Weyland já procurava por candidatos a armas biológicas.

E não necessariamente sabiam da existência dos xenomorfos. Ou pelos menos nesses dois episódios não foi possível ainda determinar se eles sabiam ou não. Mas na série, eles apresentam quatro corporações. Até então sabíamos da existência de duas corporações ao longo dos filmes AVP. A Weyland e a Yutani, que com tempo se fundiram. E nesta série, já fomos apresentados ao Prodigy, que é uma espécie de corporação que faz inteligência artificial, só que com um atalho, eles usam mentes humanas de crianças doentes para transferência cibernética.

Alguns toques especiais é que duas animações foram usadas para metaforicamente contar essa história: Peter Pan (onde cada criança assumi uma identidade dos garotos perdidos) após a transferência) e Era do Gelo que trata de uma animação em que os irmãos Wendy (Sydney Chandler) e CJ (Alex Lawther) viam quando criança. Wendy tem uma doença terminal e passa a ser tratada secretamente pela corporação.

Dai temos o evento da nave Maginot que sofre com falha de contenção. Não sabemos se foi acidental ou intencional. O que sabemos é que a unidade sintética Morrow (Babou Ceesay) segue com a possível contenção dos espécimes e praticamente deixa ou matar indiretamente os tripulantes da nave. A aterrisagem forçada o faz cair em um dos prédios da Prodigy. Por um lado a Weyland-Yutani reivindica a propriedade, entre a disputa política, temos o problema alienígena.

Devo dizer, que a produção gráfica é de tirar o fôlego. Não é a mesma “bizarrice” cromática para dizer de uma forma menos crítica, que não estamos falando daquele alien do AVP 1 e 2, ao qual usaram bonecos hidráulicos. Estamos falando do típico alien de 1979. Do mesmo jeito. E a cada cena você via a cauda da criatura subindo. Ele poupa esforços, sozinho consegue matar todo mundo. Sem falar em sua camuflagem. Em dois episódios equivalem ao filme alien o oitavo passageiro e aliens o resgate. Não é nem exagero.

Mas imagine que a adaptação dos dois filmes dariam certo. Terror e ação. Pois que Alien Earth consegue atingir esse clima. O terror que nos deixa com medo daquela criatura horrível e ao mesmo tempo temos uma espécie de “pré-fuzileiros” que lembram uma tropa de choque, para procurar na nave possíveis sobreviventes. E tudo se passa por ora dentro da nave acidentada e parte do prédio atingido.

E pela primeira vez a terra no futuro de Ripley é revelada. Até então vimos alguma coisa em Prometheus (2093) e depois em Alien 4 a Ressurreição (2381), no primeiro mais, no segundo apenas na versão do final alternativa. Com exceção da nave ter caído no planeta. A versão alternativa mostra como o planeta está…acabado.

Em Aliens o resgate, Ripley quando é ‘interceptada’. Não volta para terra, ela fica na estação (Gateway Station), que chega a ser retratada em AVP 2. Mas nunca na terra. Agora para os outros 6 episódios, o que esperar? Bem de tudo pode ser explorado, especulações. Mas a nave acidentada compreende Prometheus e Covenant. Temos também a possibilidade de um xenomorfo no planeta dois anos antes de alien o oitavo passageiro.

A Nostromo já estava no espaço em 2120. Ou seja, Ellen Ripley já está no espaço e sua filha Amanda na terra. Será que teremos algum cameo? Para se ter uma ideia, praticamente próximo de 2121, a nave encontrou o xenomorfo no espaço e de lá os eventos culminaram na destruição da espaçonave (veículo e carga).

Veredito, até aqui.

Considerando apenas dois episódios, normalmente temos que ver se os outros seis episódios farão justiça. Mas posso considerar que até aqui a premissa de ter trazer a sensação de terror, clima, atmosfera e enredo do primeiro filme (1979) já consegui cumprir. Não houve correria de roteiro e nem narrativa. Já deu para ver que o Alien que conhecemos retornou. E diferente de qualquer outro filme, esse conseguiu em pouquíssimo tempo trazer aquele temor de lugar claustrofóbico, onde a criatura tem total vantagem.

Não que Prometheus seja ruim, eu gostei. Mas senti que quando foi para Convenant não houve continuidade. Teve e não teve. Dai temos em Covenant algo que deveria focado em como David chegou nos experimentos. E apesar dos extras darem uma pista, isso faltou no filme. E mais, seria Elizabeth Shaw a primeira rainha. Não finalizou. Então eu acho que Prometheus foi bom, Covenant se perdeu bastante.

E não deu continuidade, por isso que pode ser considerado uma história paralela ao universo Alien. Romulus é diretamente ligado ao alien o oitavo passageiro. E que até agora não fez ligação com Alien Earth. Uma vez que nem Nostromo, Ripley ou Prometheus e Covenant foram citados. Mas a premissa de Alien Earth é por si só (se independente) algo que não víamos desde de Alien o oitavo passageiro. E nem falo do Aliens o Resgate (vai parecer blasfêmia, mas não o considero um filme raiz alien).

E nem Alien 3, que eu nem considero ruim. Já o Alien 4 eu considero péssimo. Acho que a pior parte é do newborn morrendo daquela forma. Já acho que o filme é mal gosto do começo ao fim. E é bem trash comparado aos filmes dos anos 70 e 80. Quem ache Prometheus e Covenant ruim, se baseia na mesma opinião minha do 4. É um ‘circo de horrores.’ Um experimento. E não deu muito certo. Vejo que isso não comprometeu para mim o Prometheus, mas quando houve continuidade no Covenant, para mim se tornou algo independente e inacabado.

Já Alien Earth se aproxima de Alien o oitavo passageiro, a conexão direta do alien oitavo passageiro com romulus, cria um espécie de elo. Dou nota…9.5 Vamos ver se mantém. Próximo episódio – 20 de agosto.