Japonês (27) – Não é preciso decorar palavras em Katakana

Breve explicação.

Não é preciso pois temos uma lógica de compreensão. O Katakana é uma adaptação de termos estrangeiros de diversas línguas. E portanto ele tenta usando os seus elementos da escrita e pronúncia chegar a um denominador comum ter uma compreensão de uma palavra estrangeira no idioma japonês. Para isso temos algumas regras de compreensão. E você acaba ‘deduzindo’ inclusive muitas palavras por conta desse ínfimo detalhe que vamos aqui apresentar.

O que significa essa palavra スタート? Ela é uma composição do ROMAJI SUTATO, mas se engana porque a gente não pronúncia tanto o SU. Por que tudo que termina em I, Y e U são comprimidos. E você consegue ler a palavra no idioma original ou próximo disso. Antes de dizermos o que essa palavra significa vamos ver um outro exemplo mais intuitivo. O que significa グランデ? Significa GURANDE, porém a gente quase fala ‘GRA’ mas representamos o GU, quase como URAN o G é quase mudo, assim como o SU. Quando comprimidos.

Logo é Grande (e falamos gURANDE) no caso de cima falamos sUTATO (que lembra START) que significa começar. Não é tão sutil como pensávamos. Mas imagina uma criança falando um idioma pela primeira vez. Ela vai falar com linguagem de bebê, sem muito sentido mas com alguma pronúncia reconhecível. E neste caso é o mesmo. Se você vai ler a palavra só que em um idioma adaptando.

Vamos ver outros exemplos:

  • ビール (Beer)
  • ビル (Building)
  • センート (Center)
  • カロル (Carol)

Regras básicas:

  • Para todo L temos um RU (ル);
  • Para todo S no final de frase ou começo de frase temos um SU (ス);
  • Para toda terminação em U, I, E, Y temos um ato de comprensão;
  • A pronúncia em inglês é uma referência para o uso da fonética do KATAKANA.

O que é プロ? Profissional. Por quê? Lembra da regrinha da terminação do U? Ele formaria PURO, mas é entendido como PRO (você fala o U quase não falando).

Tem uma outra regra também que é que bem mais intuitiva, é quando a palavra representa de forma idêntica a fonética do KATAKANA, como é o caso de Paulo, Ariana, Aurora, Alma. E nestes casos o ‘l’ não é representado sempre como Ru, mas como RO, porque ele sofre uma integração.

  • Paulo (temos o L antes de uma vogal) ele agrega, logo é RO (ロ)
  • Em Alma temos o L antes de uma consoante, está sozinho, que nem estaria no final da frase, logo é RU (ル);
  • Nos outros dois casos é apenas substituir pelas letras do KATAKANA アりアナ e アウロラ.

Japonês (14) – Divagação pelas 3 escritas KANJI, KATAKANA e HIRAGANA

Este artigo não é um resumo de cada uma dessa escritas que já fiz á parte. Mas de uma discussão válida sobre o estudo do Japonês como um objeto de estudo linguístico. A língua japonesa já existia antes da influência do idioma chinês. Sua estrutura hoje como antigamente não existe mais. O que temos é uma formulação do Chinês com algo novo. Não é errado, mas talvez seja um pouco, quando falamos alfabeto no lugar de escrita.

Não se diz 3 alfabetos como muitas vezes lemos por aí. Se diz 3 escritas, podemos considerar o alfabeto a estrutura do KANJI e especificamente a combinação ‘fonética’ que conhecemos como HIRAGANA. Mas a verdade mesmo é que existe apenas 2 escritas e seria menos confuso, se considerarmos 1 escrita. Mas adaptação foi necessária para 3 escritas.

O Hiragana é o KANJI simplificado. O Katakana usa da mesma estrutura fonética correspondente ao Hiragana para apresentar estrangeirismo e destaque\ênfase. No entanto se você for mais a fundo do estudo, vai notar algo. O Katakana ele não representa apenas o estrangeirismo. Ele dá ênfase até em palavras de origem japonesa. Você pode ver palavras escritas no KANJI transliteradas para o HIRAGANA e em KATAKANA.

Um dos exemplos que trouxe foi o GITSUNE (raposa) que é em origem, uma palavra japonesa. Ela no entanto pode ser encontrada em KATAKANA. Como particularidade no uso de ênfase. Dar destaque. Então se confunde só um pouco que o KATAKANA seja apenas para estrangeirismo. Ela acaba sendo um ‘negrito\bold’ do HRAGANA.

Se não fosse por isso, poderíamos dispensar o KATAKANA. E seria apenas o Hiragana e o KANJI. Como existem KANJI para todo HIRAGANA, poderia ser somente KANJI. Como no chinês. Mas como são 3 escritas, pode parecer, mas ao longo prazo, para a sua melhor compreensão do que isso significa, quando você estiver no nível N2 ou N1, sua escrita será quase majoritariamente KANJI.

O que podemos concluir com isso?

  • O estudo do HIRAGANA precisa ser basicamente a nivelação para você se tornar um falante básico da língua;
  • Katakana para o estudo de áreas turísticas;
  • Kanji para fluência da língua.

E um detalhe muito importante:

  • KATAKANA não é apenas ESTRANGEIRISMO. Muitas palavras que estão em KATAKANA são de origem japonesa e estão apenas com um destaque específico. Como se você quisesse criar uma ‘segunda intenção ou interpretação’.

Japonês (9) – Divagações sobre o KATAKANA

A escrita japonesa KATAKANA não é uma atribuição para o nós não nativos lermos as palavras estrangeiras. E sim para o japonês nativo. Essa é uma clara consideração do seu uso. Colocando como regra também temos duas aplicações além:

  • Dar ênfase (neste caso, palavras nitidamente japonesas escritas hiragana podem ser escritas em KATAKANA) como é o caso do GITSUNE, o próprio KATAKANA.
  • Licença Poética (Quando somos compelidos a escrever títulos em inglês no lugar do português, porque fica mais bonito), esse uso não muda seu sentido, mas oferece uma mudança de estética.

Então não há desmerecimento de usar o KATAKANA para representar até mesmo o que é originário do japonês. Basicamente todo mundo aprende os limites de seu uso para iniciarmos o estudo. E por isso que mesmo que encontre palavras japonesas em KATAKANA, saiba que o seu uso não é exclusivo para representar o estrangeirismo.