Qual é o melhor PS3 ou PS4?

É CLARO QUE É O PS4. NÃO É?

A resposta seria óbvia se colocássemos em cima da mesa o seguinte – a capacidade do motor, a capacidade gráfica, o tamanho do HD e as possibilidades mecânicas e físicas dos futuros jogos. Recursos esses que para muitos podem ser o maior motivo de investir em comprar novos consoles. Leitor(a) julgue que o autor desse artigo não está parado no tempo. Mas olhando para PS5 ou Xbox One S, olho para PS4 e Xbox One e noto que há um problema.

Quanto mais a gente volta no tempo notaremos uma significativa evolução, tanto em gráficos como em mecânicas. Melhores efeitos de luzes, modelos 3D, mais interação, mais física (real), histórias envolventes, mais recursos, realidade virtual. E ao longo do tempo essa foi a trajetória da maioria dos jogos não importa qual plataforma estamos nos referindo. O que parecia novidade nos anos 90 já era um recurso comum nos anos 80. E até anterior. Mas havia degraus nítidos de transformação daquela tecnologia A para tecnologia B.

Open World por exemplo, pensava ser algo dos anos 90, depois descobri que já existia nos anos 80. Isso é verdade. Mas é tanta tecnologia nova, que a gente se perde. Mas os jogos tiveram sua cota de promover algo novo. Chega uma hora que o poço seca. Mas cada década foi assim mesmo. Exploraram tanto uma ferramenta que ela ficou chata de ser vista. Outras não. E quanto mais, em alguns casos, aquele recurso aparecia, mais interessante era.

Na linha da Sony, o PS1, PS2, PS3, PS4 e o recente PS5. Sabe o que inovou do PS1 para PS2? Gráficos, efeitos de Ray Tracing, mecânicas de IA, mais interatividade. Do Ps2 para PS3, a mesma coisa num grau bem maior. Sabe o que evoluiu do PS3 para PS4, pouca coisa de gráficos e quase nenhuma de mecânica. Sabe o que evoluiu do PS4 para PS5? Não tem como dizer, mas o que tudo indica, algum investimento em RV pode dar um ar de novidade, talvez um RA ou sensores de movimento.

AS EMPRESAS MAIS COTADAS ESTÃO INVESTINDO EM QUÊ?

As empresas as mais cotadas podem ter dado o tiro certo na maioria das suas gerações, mas quanto mais havia troca de consoles, essas inovações se tornaram mais escassas. Até mesmo em relação a época de ouro nos anos 80 e 90. Dos consoles e do PC. Houve um tempo de seca do PC. Eles inovaram deixando os SDK (criadores e kit de criação) mais acessíveis. Hoje no PS4, existe muito conteúdo independente por causa dessa iniciativa nos anos 90. E parte do conteúdo ser um pouco amador em alguns casos é devido À isso também.

A parte qualquer crítica, mas amadores tem um significado diferente quando falamos em games. Alguns fazem muito e outros fazem pouco, mas trazem o que nos encanta. O amador é mais significativo quando identificamos o que torna o jogo ruim. Ou quando fazem uso do Marketing para vender milagres e entregam galhos secos e quebrados. Já existia isso nos anos 80. Todo mundo sabia quando um jogo ia vir ruim, sabe como? Quanto mais o Marketing fosse caro e investido em celebridades, maior seria a probabilidade de vir uma bomba. Quase sempre, quando não era, sempre.

PC é uma plataforma que permite mais. Se você não gostou de algo, é só procurar o SDK, assistir os milhares de vídeos que tem, pegar uma ferramenta de modelagem e lançar sua versão. Criar um Mod. No console você tem que se conformar quando a coisa está péssima. Ou se alegrar se estiver conforme o anunciado. É claro que na medida do possível, quando faço a devida comparação PS3 e PS4, o segundo tem acessibilidade aos MODS (para rodar e não criar) do que o primeiro.

Mas se falarmos da qualidade da safra de jogos do PS3, eu já começo pensar que o PS4 não foi muito bem afortunado. Ou pelo menos não precisava de um novo console para lançar os jogos que nele foram lançados. Por exemplo, se olharmos Detroit Become Human com dois pontos de vista. Diríamos que o processador do PS4 é o que? Mil vezes melhor que o PS3? Olha aqueles gráficos…beleza. Mas em termos de mecânica não diferenciou muito do Beyond Two Souls ou do Heavy Rain. Mais liberdade para andar? Com certeza. Cada título dessa linha de jogos narrativa da Quantic Dreams realmente aumentou alguns pontos.

Mas ele poderia ter sido lançado para PS3 com muita folga. Claro os gráficos ficariam pífios. Espera, espera. Em 1997 a Nintendo com o seu Nintendo 64 fez algo que eu nunca mais vi se repetir. Uma expansão de memória. Lembram? Na frente do console na parte de cima na frente da entrada do cartucho havia um encaixe fechada coberto por uma capinha. Essa entrada era para colocar um pequeno cartucho vermelho e preto para expandir a memória e a capacidade de poder gráfico do console.

NOVO MODELO DE NEGÓCIO?

Por que a Sony não manteve o PS1 e só vendia os cartuchos de expansão? Lucro é óbvio. Seu pensamento é bem mais afiado do que poderia aparentar. Manter a carroceria e mudar o esqueleto não é negócio para as empresas de consoles. Eles vivem das plataformas, e ficam ao longo de 5-7 anos ganhando, até que o poço seca, eles lançam um novo console para ganhar mais um tempo de grana. E assim sucessivamente.

Mas seria negócio manter um console e lançar placas de atualização? Ao meu ver, talvez com uma visão amadora e com uma certa predisposição ao ver o meu lado como consumidor. Diria que sim. Mas vendo como uma empresa que fabrica esses consoles. Eu diria que eles deveriam pensar. Porque um console só com necessárias atualizações físicas é algo que não é incomum. Pelo menos não uma iniciativa das empresas, e sim de alguns consumidores.

Em recente tempo eu tive um problema de pane de HD em meu PS4, ele funciona, mas não carrega porque…o cérebro dele não funciona mais. Então o que eu preciso fazer? Comprar outro HD compatível com o PS4 para poder acessar as informações e assim dar continuidade aos meu divertimento. Pois bem, se contarmos anos atrás, não haviam essa possibilidade. Pelo menos não tão fácil. No PS4 você tem um acesso a entrada do HD muito fácil de fazer a troca. Fácil mesmo. Feito próprio para isso. Nos consoles antigos ou você levava na autorizada ou se arriscava em uma aventura de engenheiro elétrico. Era placas, fusível e outros segredos ocultos dessa empreitada.

As empresas ganhariam bem. Elas poderiam investir nos jogos e recursos do que em toda vez montar uma plataforma para relançar tudo de novo. De novo? É um custo alto. Se você mantém um console por 20 anos e só muda placa de vídeo, HD, pacotes de expansão. As empresas vão ganhar com diversas linhas de produtos no lugar de ganhar com uma, super estimada, cara demais. Se o console não engrenar, ela perde rios de dinheiro investidos nos últimos 10 anos. Me parece mais custo e benefício ganhar com acessórios lançados periodicamente.

Será que as empresas grandes tiveram essa ideia?

Por que as pessoas continuam gostando de Cyberpunk 2077?

Haja um fenômeno que consegue ter um público fiel mesmo tendo o pior som dos músicos. Não, não leu errado. Tem público para tudo. Para bom e ruim. E não nasce uma lenda porque alguém previu. Nos primórdios de CP2077, assim como iremos chamar o que se tornou o flop da década e do século, mas os fãs inveterados nunca irão admitir, para termos uma pequena conversa porque tem tanta gente ainda com esperança do jogo ser consertado ou ainda, acredita que nem precisa ser consertado, ele é o melhor jogo de 2020 e 2021.

Lembro que bem antes do jogo ser lançado, já haviam pessoas cantando a vitória até por ser o jogo Goty 2020. Se fosse lançado em novembro como seria o prometido, seria abril, mas lá naquelas contas sair em novembro já tinha mais sentido um 2020 cansativo que foi. Ele não teria nenhuma chance com nenhum candidato ao Goty. Quem dirá contra o ganhador, The last of Us.

Ainda que qualquer jogo que você tenha em mente, ele foi lançado sim com bugs. Qual jogo não lançou sem bugs? Atire o primeiro controle. Brinco até que qualquer jogo da Bethesda que não lançar com bug não é um jogo da Bethesda. Mas até eles, daí eu acho que é até deboche, não saiu como o CP2077 saiu. Bichado, injogável, horrível, um pano de chão, uma bobagem high-tech. E ainda comparado ao Deus Ex. Fosse a maior ofensa, seria se tivesse altura.

Fiquei abismado com uma coisa. Tinha gente que estava adorando o jogo. Já joguei jogo bugado, mas esse superou. Eu nunca tinha jogado um jogo tão ruim. Os gráficos que a CDPR anunciava eram tão belos que aquilo era um colírio. Fui jogar em meu PS4, e senti que até Skyrim antes da remasterização, versão PS3 tinha mais presets do que a personalização. Acho que quem mata a pau até o Watch Dogs passa pano para ele agora depois de ver o mingau preparado pela produtora polonesa.

Mas por que o público ainda gosta desse traste de jogo? Para o público que gosta, não é ‘traste’. Eu cheguei a pensar, que fosse porque o critério deles era tão pobre que até um jogo sem funcionar seria eleito o melhor do ano…ops. É porque talvez não tenham percebido, mas para torcer que o CP2077 fique em um nível pelo menos aceitável, esse jogo deveria ser recolhido e ser lançado em 2030. Não é por nada, mas a CDPR é super amadora em questão de programação.

Qualquer jogo deles tem trava, baixa otimização, crasha. Sim até o mais renomado deles, o Witcher 3. É oficialmente o único jogo da produtora que teve os dias de sol contados. Porque CP2077 foi lançado em 10 de dezembro de 2020 e até agora eles estão tentando recuperar a reputação e consertar o jogo que está super estragado.

Acredito que o pessoal que tem computador da Nasa com processador da Tesla assinado por Elon Musk, tenha conseguido jogar o jogo bonito. Bonito. Porque ele está em falta em IA, em interação, em riqueza de mundo aberto e todo resto. Gráficos, cansei de ver jogador falar que o jogo é bom porque tem gráfico. Uma outra e outra dizem que até a narrativa é boa. Mas mesmo que pense que a narrativa de CP2077 é bom, talvez você não seja jogador de Witcher 3. Pelo amor de deus, nem chega perto. Narrativa tem muito jogo que tem bem melhor. Ou melhor, tem narrativa. Vá jogar um Deus Ex para ver a vergonha que está passando ao afirmar que o jogo é bom porque tem narrativa.

Gráficos…cara se jogo fosse bom por causa de gráficos eu não teria tanta dificuldade em achar uma boa safra.

Mas enfim. Por causa do público que adora uma boa narrativa e um belo gráfico, teremos uma CDPR lucrando no futuro próximo com um jogo inacabado e péssimo de ruim, porque tem público que vai adora-los sem condições alguma. Fico até inspirado, para terminar, como é que as pessoas continuam achando que sempre haverá um patch para consertar esse jogo. Tem que ter uma esperança infinita mesmo.

Dilema do MCU: Nos cinemas x Hqs – Saga Guerra Infinita

Não é segredo para nenhuma pessoa que seguiu a produção da Marvel nos cinemas desde de 2008 até 2018 que o sucesso foi crescendo e ganhando proporção. Netflix ou Disney Plus ganharam séries solos ou arcos spin-offs do universo Marvel ligado ou não ao arco da Saga Infinita. Agora uma das série (na presente data, 21 de fevereiro de 2021), Wandavision um das séries mais vistas no mundo, esteja conectado ao próximo filme solo do Dr. Estranho que o subtítulo o Universo da Loucura, que trata de multiverso.

Para quem só assistiu aos filmes, tudo que representa Marvel era um grupo de super heróis lutando contra um titã louco. Quem era aficionado pelas Hqs, tinha uma vantagem porque entendia do que se tratava aquelas histórias e onde iria terminar. E quem lia as histórias do Dr. Estranho, sabia que o conceito de multiverso apenas acrescentava a história que aquele Thanos ali não era igual aquele Thanos dali.

O conceito de multiverso é quase uma novidade 100% para quem não lê as Hqs. É em uma medida de 15% novidade para quem lê Hqs. E para quem lê histórias do Dr. Estranho, não tem surpresa nenhuma. O mago supremo é cheio de arcos (lores) que viajam entre dimensões e nos oferecem uma visão holística da realidade da Marvel para os seus personagens. Os demais tem muito pé no chão. O que chega perto são os contos de Thor.

E aqui vem o dilema. Nas Hqs a saga infinita termina pior que a dos cinemas. O titã louco, Thanos, o alien roxo. Ganha a guerra. O universo de possibilidades indica que pelas Hqs, Thanos era o único interessado nas joias. Ninguém mais se importava com o conjunto de artefatos que era capaz de tornar você em um supremo deus. Mas apenas o titã do fim do universo se interessava por elas. Isso é no mínimo aquela piada pronta.

Depois as joias estavam escondidas tanto que nem os Vigias, o tribunal vivo, Galactus, Dormammu, Dr. Destino, Shuma-Gorath, alguns dessa lista deuses, não simbolicamente, deuses, entidades de enorme poder, nunca conseguiram acha-las. Mas Thanos um alien normal, conseguiu. Porque também era o único interessado nelas. Dormammu o inimigo do Dr. Estranho, é um ambicioso demônio que goza de dominar a Dark Dimension, mas cobiça a terra. Com as joias ele teria uma chance, mas perderia para o Dr. Estranho, talvez até aliado a sobrinha do arqui-inimigo, Clea. Com a amiga tecnomântica (Kanna) e alguns aliados no X-Men.

Mas ele nunca se interessou por bijuterias. Está mais acostumado a ser relegado ao inferno toda vez que tenta trazer desespero ao mago supremo.

Nos filmes, Ultron que me falha totalmente a consideração, porque nem lá e nem nas Hqs tive o interesse de procurar por ele. Um por minha parte e outro por parte das produções que parecem ter dado a ele um lugar sombrio a sua visibilidade. Pensando agora os filmes da Marvel deveria ter pelo menos 2 partes por filme. Homem de Ferro 1 – Parte 1 e 2. Não parece que os filmes dispostos foram capazes de passar uma mensagem de peso.

Em Dr. Estranho, o filme de 2016, senti que o mago supremo era o mago supremo. Tão igual quanto nas Hqs. Quando ele participou dos filmes vingadores. Não era o mesmo mago, tenho 100% certeza absoluta. Sem sombra de dúvidas. No primeiro filme, ele chegou a fazer projeção astral que um dos poderes mais famosos e chegou a viajar por dimensões e o universo quântico. Que o Homem-Formiga (Scott) precisa usar uma armadura especial e diminuir de tamanho para ter capacidade de fazê-lo).

É portador da joia do infinito. Lutou contra um demônio extremamente poderoso. Mas não venceu um alien roxo de 3 metros que tinham umas 6 bijuterias acopladas na manopla? Nas Hqs, algumas histórias de 2017-18 e 19. E algumas relíquias de 2015. São as que dão forma ao perfil do filme de 2016. Pois bem. Esse mago supremo mata o Thanos no café da manhã. Não é por preferência do personagem. Apenas que parece ter menos importância é que Thanos da Guerra Infinita não parece ter tido nenhum obstáculo:

  • Ninguém se interessava pelas joias, só ele, não tinha concorrência;
  • Era difícil de achar, mas ele conseguiu achar elas bem rápido;
  • Tinha herói super poderoso que no filme solo fez bonito, mas no Vingadores parecia um velho manco.

Sou adepto das histórias do mago supremo. E antes de conhecê-lo achei essa saga furada. Após conhecê-lo. Achei uma ofensa. Como o mago supremo não matou ele? Está certo que se considerarmos que só em Wandavision, a própria Feiticeira Escarlate pode mudar a realidade, mas não foi capaz de fazer nada contra o titã. Talvez esse seja o dilema do MCU que queríamos encontrar.

Os 22 filmes de 2008 iniciando com o Homem de Ferro 1 e terminando com Os Vingadores: O Ultimato, tenha ocorrido em uma dimensão fora da Terra-616. Essa dimensão por denominação da Marvel é onde ocorre a maioria das histórias do universo dos heróis. Há algumas histórias do Dr. Estranho, e demais heróis, mas vou citar do mago supremo, que acontecem em diferentes terras uma mesma saga com diferentes acontecimentos.

Em algumas dimensões, o Dr. Estranho é um herói disfarçado. Na Terra-616, Stephen Strange não esconde que é herói. Ele não tem uma identidade secreta. Em outra dimensão, ele é igualzinho à esse mago supremo. Mas possui uma identidade alternativa. Acredito que a Disney por deter os direitos pensou em creditar como terra-616 se fosse bem sucedido a saga (ao meu ver não foi, não é unânime, mas não foi como era esperado).

Ou considerar o que aconteceu no final de Ultimato. Em diferentes ocasiões após desfazer o que o Thanos fez. Há arcos novos dentro do mesmo universo. Neste caso podemos considerar que os 22 filmes nunca existiram e que por um Nexus de acontecimentos, houve uma criação de pelo menos 4-5 terras diferentes após o estalo de Tony Stark. Ou seja de 2008-2018 o MCU foi um um puro vácuo.

Ok. Ok. Você sente que esse texto foi forçado a sensibilizar que os heróis poderiam ter dado um troco melhor em Thanos. E que por desfeita, o autor, no caso eu, tenha fica ressentido porque os heróis foram massacrados sem ter uma oportunidade de fazer o que seria o mais correto, dar uma surra no roxinho? Está certo. Não só sinto que tenho que forçar este texto, como sinto que os roteiristas do MCU por 10 anos tem uma vida muito ruim para querer no final que Thanos mate todos aqueles que eles chamaram de heróis.

Até Chapolim mata esse cara. Mas o dilema foi de matar a memória dos 22 filmes. E partir para as versões solos de cada personagem. Neste caso a primeira grande produção após o fiasco da saga infinita (foi fiasco nas Hqs também). E agora favorecer histórias que fazem a pena contar. Vocês sentem que perderam seu tempo por 10 anos? Pelo menos gostei muito do Dr. Estranho em 2016. Não é menos mal que Lost, teve gente que disse que perdeu 6 anos de suas vidas assistindo a série sem noção.

Walking Dead…por aí vai. Prefiro ver filme onde o mocinho e a mocinha vence no final. Não estou muito ligado em filmes onde o mal triunfa. Gera um mal-estar imenso.

Os Vingadores: Dr. Estranho derrotaria Thanos.

Normalmente nós lemos sobre artigos ou análises fazendo uma pergunta nessa chamada. Eu já ouso dizer que o mago supremo não teria problemas em derrotar Thanos. E há algo que é preciso ser dito, não que a HQ é melhor que o MCU, embora em alguns momentos devo dizer que a adaptação de alguns elementos, em especial do Dr. Estranho (2016) certas conexões e origens foram alteradas não foi um problema.

Mas tanto o MCU como as HQs deixaram passar um detalhe, Dr. Estranho teria como derrotar Thanos sem problema algum. Posso dizer que sou um fã do mago há pouco tempo. Conheci melhor sua história, já tenho até um acervo de Hqs admirável dado a próxima data que me tornei fã, e após Vingadores: O Ultimato, que na época mal sabia alguma canône do universo Marvel, o que eu sabia era como o dito popular: Homem de Ferro, Capitão América e Hulk. Não porque sabia, são esses personagens populares.

[Diferente do filme, nas Hqs, Dr. Estranho fez parte dos Novos Vingadores e quase na mesma época dos Iluminatti, entre dois grupos os Avengers. Mas não como Vingador, no filme ele não é Vingador também, é praticamente um personagem visitante]

Nem tinha uma informação da origem deles, quando foram criados e seus arcos. É certo que até aqui você deve entender que só fui me tornar algum entendido de Marvel após o último filme em 2018. Mas naquela época mesmo eu achei uma furada Thanos vencer e de lavada. E tinha alguns heróis ali que colocaram Thanos no chinelo mesmo com as joias em mãos. Depois que li as HQs e fiquei sabendo um pouco mais, conclui com 100% de certeza que os roteiristas nunca leram uma HQ na vida e também que não leram os roteiros dos colegas, senão deles próprios dos títulos recorrentes.

Em 2016 quando Dr. Estranho estrelou na telona com o ator Benedict Cumberbatch, eu nem sabia que a Marvel tinha um mago e quem aquele era. Passei o filme vendo o que seria parte das Guerras Infinitas. Mas não que sabia do que se tratava. Após 5 anos, hoje ao rever o filme de 2016 eu pude comparar as origens de ambos e consegui identificar artefatos, personagens e easter eggs. Coisa que na época eu nem prestei atenção. Mas havia um único ponto que eu tinha notado, se o mago supremo criou um ciclo infinito com Dormammu, por que não o fez com Thanos?

Agora em 2021, após ler várias revistas do Dr. Estranho, rever o filme. Eu faço a seguinte afirmação – Porque os roteiristas chutaram o balde da lógica. Depois de ler que um roteirista, o qual foge o nome, disse que Hulk seria derrotado por Thanos mesmo sem as joias é de se admirar que o Dr. Estranho agiu como em sua participação na animação Spider Man Ultimate, o Aranha era um versado em lógica e magia contra um Mago mais velho que mais parecia um cego no tiroteio (faz sentido essa dianteira), o Aranha é o protagonista, o Dr. Estranho está ali como convidado.

Mas no filme solo, ele prendeu o Senhor da Dark Dimension. Mas não pensou em prender Thanos no mesmo ciclo? Resolveu ver 14 milhões de possibilidades e só achou uma, e nenhuma delas era esse ciclo e ainda entregou a joia do infinito para Thanos. Não acho que estamos falando do mesmo Dr. Estranho. Mas tanto as Hqs como o filme batem na tecla de um Multiverso. Para quem lê, a história da Marvel se divide em Terras e uma numeração, a maioria se expande em Terra-616. É onde ocorre as manifestações dos 22 filmes da MCU.

E as Hqs tem uma variação, mas a maioria é também Terra-616.

Só para ter ideia do poder do Dr. Estranho. E uma revista dos Defensores baseada no grupo de 1971, so que com uma arte mais atual e um roteiro original de 2019, Dr. Estranho já velho, sem um olho e capengando em uma terra devastada por Dormammu, se sacrificou usando a cabeça do Hulk encantada que o lançou para o passado (uns 60 anos) sua projeção astral. O detalhe é que o corpo do Dr. Estranho morrera com a implosão da cabeça do Hulk no futuro para envia-lo ao passado e avisar ao Hulk que eles deveriam impedir Dormammu.

Dr. Estranho luta contra demônio, de Mephisto ao Pesadelo, para citar os mais poderosos, mas perde para um Alienígena Roxo de 3 metros que não tinha a joia da viagem temporal? Certo isso? Talvez se for uma Terra diferente de 616. Sem falar do furo abordado pelos filmes em que a viagem temporal não segue nossa lógica. Se você for para o passado e mudar algo, aquela linha temporal irá mudar no futuro.

No MCU, eles dizem que mudar o tempo não é possível pois a realidade ali não pode ser alterada. O que já coloca em xeque a própria joia do infinito de viagem no tempo. As 14 milhões de visões do Dr. Estranho seriam irrelevantes considerando que a mudança de tempo e as possibilidades de derrotar Thanos seriam perdidas. Ok, isso é parte do problema de ser roteirista. Muita ideia, quase nenhuma conexão.

Mas mesmo assim daria ao Dr. Estranho uma carta na manga, porque ele seria capaz de matar Thanos até mesmo ele com todas as joias. Alias com o Olho de Agamotto não é apenas um amuleto para decorar. Além de viajar no tempo, ele permite analisar possibilidades e detectar atividades mágicas (arcanas). Talvez o final com Tony Stark morrendo fosse mais lógicos. Um ser humano normal com uma armadura Mach.

Uma lista melhor encabeçaria a derrota do Titã, sem seguir a ordem de mais poderoso:

  • Capitã Marvel;
  • Hulk;
  • Thor;
  • Feiticeira Escarlate;
  • Dr. Estranho;
  • Loki.

Neste caso a MCU preferiu fazer como na DC em Batman Vs Superman. Um humano normal matou o filho de Krypton. Tinha tantos heróis que fariam o trabalho mais rápido. Mas a única saída era Tony Startk? Depois da morte boba de Pietro em Era de Ultron com uma participação depreciada do próprio Ultron, não seria diferente o final do arco da Guerra Infinita iniciado em 2008, tão depreciado quanto.

Dr. Estranho (Dr. Stephen Stranger, 07/1963) que teve sua primeira aparição na edição da revista Stranger Tales #110 como o Black Mage já com o nome Stranger, ganhou diversas adaptações ao longo dos anos, participações convidativas em animações e uma animação própria (Doctor Stranger: Sorcerer Supreme, 2007), ainda sim chamado de defensor da terra de forças místicas, protetor e sim, viajante dimensional (lembra dele indo em Universos Quânticos no filme de 2016?), e mesmo assim ele não foi capaz de vencer Thanos, mas de vencer Dormammu foi. Roteiro sem pé e nem cabeça.

Particularmente eu desconsidero dos 22 filmes os três últimos (não sequencias na exibição) por terem tido dois solos no meio: Dr. Estranho e Pantera Negra, é Guerra Civil | Guerra Infinita | Ultimato. Achei filmes superficiais e pouco reais dado as opções que haviam de luta. E até de término. Ainda que fosse um combate justificado, nunca que seria um Tony Stark para vencer no final. O que me lembra a tentativa de Hulk de pegar a Manopla e ter um queimadura nas mãos, e olha que não estamos falando de qualquer um. Tony Stark com armadura teria derretido antes de estalar os dedos.

E um detalhe, a Manopla só queima no filme, nas Hqs não existe esse detalhe.

Sai do cinema com a sensação de que as críticas (não de minha parte), mas ainda entendidas, que a DC é uma drama, a MCU ganhou medalha de ouro neste quesito. E não terminou bem. Não fiquei desiludido. Nem por não ler as Hqs na época e tampouco agora. Eu considero duas versões. Prefiro a da Hqs. E no caso do Dr. Estranho prefiro a versão solo e as Hqs. Suas participações em filmes ‘coletivos’ não foram muito boas.

E mais uma menção, Dr. Estranho luta contra e absorve\ senão quando usa feitiços de origem divina. Para ele não vencer o Thanos estamos falando de uma ‘Asneira Cinematográfica’ única.

Espero que o Multiverso da loucura não coloque isso sob a terra. Espero, porque esse personagem parece ter uma construção mais interessante que os demais personagens. Muito embora, no filme temos uma versão “resumida da resumida”. Seriam necessários uns 4 filmes só para contar a história do Dr. Estranho. Temos um filme pequeno para jogar no colo Dormammu, Barão Mordo, Kaecelius, Anciã e joia do infinito. É muita informação para pouco tempo de informação.

O Dr. Estranho nos quadrinhos tem uma certa sensibilidade com o filme. Algumas mudanças:

  • Anciã por Ancião;
  • Quando Stranger foi procurar pelo templo ele foi logo aceito pelo ancião, no filme ele foi expulso pela Anciã e recomendado por Barão Mordo;
  • Não existem 3 Sanctum Sanctorum nas Hqs é apenas um, o de Nova York. No filme Dr. Estranho se tornou dono porque defendeu ele dos ataques de Kaecelius. Nos quadrinhos na volta da Indía e treinamentos, o Dr. Estranho comprou o casarão com fama de mal-assombrado – o que protege a terra são das Linhas de Ley e o Dr. Estranho;
  • No filme não existe menção do livro mais importante do universo do mago, o livro de Vishanti (símbolo da janela e na túnica do mago) (Agamotto, Oshtur e Hoggoth), no lugar fala de sua versão de Magia Negra (Darkhold) e o livro de Cagliostro, que fala da história dos feitiços poderosos;
  • No filme e nas Hqs o Dr. Estranho não cura suas mãos no lugar de usar magia. Mas na revista Escolhas (2020), ele consegue recuperar sua habilidade de cirurgião, combinando ser mago e médico;
  • No filme e Hqs falam que existe um preço por usar magia;
  • No filme em comparação nas Hqs, o Dr. Estranho é super isolado sem nenhum contato. Nas Hqs ele já fizera parte dos Defensores (Namor, Surfista Prateado, Hulk), fez parceria com Valquíria e Gavião Arqueiro. Teve uma lore com a Feiticeira Escarlate, quando houve a Guerra Civil, ele se juntou aos Novos Vingadores (que iam contra revelar a identidade) e quando houve Guerras Infinitas ele já tinha uma aliança vasta contra o filme que ele só conhece na prática o Wong.
  • Ele chegou a ter inclusive contato com o Quarteto Fantástico.

Há uma grande diferença? Parte de algumas histórias estão sendo encomendadas. Já existe algum falatório sobre os próximos passos da MCU investir na Dinastia M, Nos Iluminatti (X-Men) – até o próximo Spider Man Ultimate faz menção ao Aranhaverso com o Miles e o Peter Parker, existindo dois episódios na quarta temporada com Dr. Estranho contando essa história (Multiverso da Loucura), inclusive para o Universo Quântico.

Mas sempre haverá discrepância de obras relacionadas assim. Livros, Hqs e filmes. Neste quesito não faço questão. A única questão é que sim, Dr. Estranho teria matado Thanos com muita facilidade.

Xadrez (4) – Treinamento e Prática

Xadrez é um jogo de estratégia purista, que não recebe influência nenhuma da probabilidade. Mas lida com ela a base do conhecimento que o jogador escolhe ter durante a partida. Isso significa, que diferente de jogos de azar na qual a probabilidade é um agente catalisador e ativo, em jogos de estratégia como Xadrez que não o detém como agente controlador, o jogador pode definir suas estratégias controlando as ações futuras do seu oponente.

Não é de hoje, nem deste último ano, mas há muito tempo que eu detinha um gosto por jogos de estratégia. E quando fui atrás de alguns que estimulassem a característica de RPG, descobri um gosto específico por estratégia duelista (MTG) que eu não sabia ter. Mas também não considero MTG e Xadrez duelos, e sim estratégias onde o objetivo é chegar em um ponto de informação.

Avalio sim que jogos como esses o que menos temos que fazer é de combater o oponente. Levamos em questão que derrotar um adversário é bem mais complexo do que responder a questões do tabuleiro. À fornecer respostas aos problemas é bem mais simples e divertido. Estimulante e um exercício sem igual ao nosso cérebro. Assim podemos considerar um jogo que trabalha o raciocínio, paciência, memória e visão tática\estratégica.

No último dia de 2020 comprei um tabuleiro de xadrez, não foi o meu primeiro, mas muito mais sofisticado do que os já tive. E faço questão de todos os dias joga-lo. A mente se adequa, que nem aquele ditado de Albert Einstein, quando a mente se abre ela não volta fechar. Sua cabeça se acostuma e começa a ficar ágil. E devo dizer que muitos anos de jogos de estratégia, com um intensivo de MTG por 366 dias, fez com minhas habilidades ainda precoces em Xadrez não fossem banalizadas.

Estou mais atento, consigo perceber oportunidades em futuros turnos e fazer jogadas com a consciência de obter informação mais exata. Assim garantimos a vitória no Xadrez. Ela depende de como nós nos preparamos. E sim, estamos sempre aptos a fazer escolhas que irão impactar nossa jogada e a do nosso oponente. Diferente de um jogo de azar.

Durante o período de jogatina com MTG, eu sentia que menos pensava e mais deduzia o que seria bom naquele momento ter nas mãos. Uma carta com condição de vitória. Só pensava em estratégia ou até mesmo pensava, quando minha mão era favorecida. Pelas tantas vezes que isso acontecia durante a jogada, eram poucas vezes que eu pensava. Em Xadrez você pensa continuamente na sua e na partida do seu oponente. É um jogo que mantém as engrenagens se movendo sem parar.

Alguns números comparativos (Xadrez vs MTG):

  • 1 Partida de Xadrez sem ser campeonato pode durar em média mínima de 3-4 horas ou até dias (máximas);
  • 1 Partida de MTG ou jogo B03 (pode durar 2 horas) considerando 3 partidas, nunca será em dias;
  • Xadrez você pensa a longo prazo, pensa antes de iniciar o primeiro movimento e elabora táticas sempre turnos à frente;
  • MTG você pensa no momento (curto), não tem o que pensar antes do primeiro movimento e elabora táticas sempre que tem alguma chance de criar danos ou oportunidades;
  • Xadrez você tem 315 bilhões de formas de mover os 4 primeiros movimentos, e depois de 10 lances você tem 170 trilhões de combinações possíveis;
  • MTG você não tem ideia de quantas as possibilidades e nem as combinações, nem medir quando isso ocorre;
  • Xadrez você tem o pleno controle;
  • MTG você não tem controle;
  • Xadrez é movido pela habilidade do jogador;
  • MTG é movido pela sorte do jogador.

Quando temos uma predisposição a gostar de certos jogos somos intransigentes a críticas. Então é normal que se você ler essa parte do artigo, não goste da ideia que em MTG a sorte lidere a suas chances. E que com certeza seu argumento será – “A pessoa não sabe fazer deckbuilder”. Mas o buraco é mais embaixo. MTG é um jogo eventual de estratégia que nos permite desenvolver a habilidade de resolver cenários improváveis, Xadrez é um jogo de estratégia nativa que nos permite tomar as decisões que nos levem a vitória ou não.

Ter como medir as combinações e soluções nos faz ter o controle. MTG você não consegue medir isso. E ainda precisa ter a disposição um controlador de probabilidade (decks caros) para ter alguma chance e mesmo assim não garante. Xadrez nos proporciona cenários imprevísveis também, também nos permite criar e inventar jogadas, não….MTG não proporciona. Ele limita.

Sei que o seu argumento seria, MTG é criativo. Se fosse dada a liberdade do conhecimento da informação (quais cartas), poder de controle (tirar a carta que quer), eu diria que a criatividade seria possível. Mas ela é só importante no Deck Building. E nisso consiste MTG, montar combinações que sejam capazes de nos dar uma chance em campo de batalha. Dar uma chance. Percebe?

Levei um ano de estudos para identificar que MTG dependia mais da sorte e do seu poder de aquisição (Deck caro) para ter alguma chance do que a possibilidade do seu esforço pessoal em criar maiores performances e expectativas que dessem pontuações superiores quanto as anteriores. Em MTG você aumenta sim sua capacidade de compreensão e agilidade. Mas não o que mais interessa em uma estratégia, controle. Você ainda precisa ter disposição e grana para comprar o melhor deck.

É como ser um piloto de corrida e depender mais do tipo do carro do que sua habilidade. Ainda que um carro faça uma diferença enorme. Será o piloto capaz de dar ao carro resultados que mecanicamente ou fisicamente se julgam serem imperfeitas e impossíveis antes de qualquer tentativa. O carro pode ser muito bom ou ruim, depende do piloto. Mas faz diferença quando comparamos uma Ferrari com um Fusca. Dependendo do terreno, o Fusca pode ser sair bem em relação a Ferrari, concorda?

Em MTG o valor absoluto é que independente do terreno a Ferrari vence o Fusca. Independente de qualquer vantagem que o Fusca teria, a Ferrari é melhor que ele.

No Xadrez não é bem assim. O Fusca pode ganhar sim a Ferrari. Se ele tiver alguns requisitos atendidos, mas baseado nas decisões do piloto:

  • Terreno;
  • Tipo de pneu;
  • Tipo de motor;
  • Torque para as viradas e Drifts;
  • Tamanho do carro;
  • Queima de Gasolina;
  • Manutenção do carro.

É como o ditado da Lebre e da Tartaruga. Pode parecer utópico, mas um Golias pode perder para um David quando você tem a liberdade de pensar em uma solução. Se for pelo MTG não interessa, o Golias vai vencer o David.

Cabe ter um Deck David Monstro para vencer o Golias Default. Mas basta o Golias Default nerfar e virar um Golias Master e o David Monstro perde. A base da estratégia é que se você tem uma chance baseada em sua autonomia, podemos considerar que não é um jogo de azar. E o treinamento e prática farão justiça para os enxadristas.

Se você leu meus outros artigos de Xadrez e os 64 de MTG, já deve ter notado que fiz uma análise complexa e profunda entre jogos de estratégia e de azar. E que minha primeira pergunta foi de definir se MTG era estratégia ou azar. Saiba que escrevi diversos artigos sobre isso. E que cheguei na conclusão que você depende sim da sorte para disputas em MTG.

E depende do poder de aquisição para ter o controle dessa sorte. E que o seu quociente de esforço é desproporcional a intensidade do poder do deck. É preciso saber operar o deck, então o jogador precisa ter conhecimento das regras e do traquejo das jogadas. Não pode ser um noob. Mas um jogador de 1 ano pode ganhar de um jogador de 10 anos.

Em Xadrez isso pode ocorrer? Com muita dificuldade. Mas pode. Se você tem alguma bagagem também pode ocorrer com muita facilidade. Mas contra um GM (Grand Master) do tipo Gasparov, Magnus, Fischer (falecido), não. Aqui é anos, anos e anos de prática. É diferente de enfrentar um GP (Grand Prix) no MTG. Se você tiver um tempo de jogatina, e é preciso ter, saber os paranauês, e com um deck bom, você ganha um campeão de MTG sem problemas.

Em Xadrez você tem as opções de vitória um pouco parecidas com a do MTG, mas elas seguem um raciocínio consciente, baseado em suas ações conscientes. Então cada jogada, partida, anotação algébrica, turnos, lances te ensinam a aprender sobre. Então quanto mais você joga, ganha ou perda, mais você aprende. Em MTG, durante um ano, o que eu aprendi não foi apenas a jogar melhor. Mas não é difícil de jogar, é ter a probabilidade de ter uma carta favorável para ter a oportunidade de aprender melhor.

É que depois de jogar muito eu aprendi que para não perder é preciso ter cartas muito boas. Então isso independe muito de minha habilidade pessoal. Mas depende do meu conhecimento teórico e prático de como uma carta pode ser usada. As cartas podem ser usadas partindo do conceito daquela função dela, ou podemos inventar outra função para ela. Mas isso depende do seguinte:

  • Desta carta sair;
  • Do Timing;
  • Da margem de erro do oponente;
  • Do combo em sua mão.

São pré-requisitos que dependem da probabilidade. Não temos exatamente um controle disso. E nem temos uma garantia do controle caso tenhamos alguma ferramenta que possa proporcionar o controle do controle. Isso muda quando falamos de Xadrez. Lá podemos pensar em funções diferentes das peças. Você pode ‘rampar’ por exemplo elas. Sabia?

Um peão pode ser promovido ou coroado, ao chegar na última linha oposta ao seu formato, ele pode virar uma Rainha, Torre, Cavalo e Bispo. Ou permanecer Peão. Sabia disso? Você tem todas as estratégias de MTG presentes:

  • Mana Azul (Control) – É a jogada nativa do Xadrez;
  • Mana Vermelha (Aggro) – São jogadas agressivas do Xadrez;
  • Mana Verde (Ramp) – São peças que podem de fato assumir outras identidades ou serem usadas hipoteticmente como outras peças;
  • Mana Preta (Death) – Os Gâmbitos (sacríficios) do Xadrez;
  • Mana Branca (Life) – Quando você salva uma peça sua, mas o seu oponente acaba tendo que sacrificar a dele por algum motivo.

A diferença de MTG para Xadrez é que você pode assumir as cinco estratégias (conscientemente) ou adotar uma delas. Em MTG você pode montar um deck control, mas depende muita da probabilidade de você caracterizar seus resultados em um deck control. No Xadrez, a maior parte do tempo você vai pensar como um Deck Control, seguindo as habilidades nativas dessa mana:

  • Scry (Vidência ou Vigiar) – Analisando os turnos seguintes;
  • Draw Card (Comprar card) – Mover uma peça em um momento oporturno;
  • Removal (Remover ou Anular) – Capturar uma peça chave ou anular as chances de um Xeque\Mate;
  • Desconjurar (Devolver) – Obrigar o oponente a mover a peça para uma outra casa ou recuar;
  • Paralisar – Tornar a peça do oponente inútil.

Percebe? São táticas que existem no Xadrez e que possuem seus devidos nomes e que podem nos ajudar mais a entender como é que um treinamento em Xadrez unido com táticas de MTG nos favorece bastante no aprendizado.

Em Xadrez eu consigo, naturalmente ser Jace Beleren do que em MTG. Nós podemos identificar alguns pontos de tribos da mana azul nas peças:

  • Criaturas com voar – Cavalos;
  • Criaturas Aquáticas (Peças Líquidas) – Rainha, Bispo, Cavalos e Torre;
  • Planeswalker – Rei;
  • Terrenos – Um lance por turno;
  • Criatura Minúscula ou Pool Mana – Peão
  • Ramp ou Nerfar – Peão na última linha oposta sua formaçao.

No Xadrez o Rei é um Planeswalker, como você. Ele não pode dar xeque (atacar) o oponente. Mas ele pode capturar no caso do MTG seria uma espécie de Ultimate Skill. Mas que pode ser usado independente de sua lealdade. Mas comparável ao custo, temos que usar o Rei para colocar em dilema as estratégias. O Rei não pode ser capturado, portanto ele pode ser um pivô entre você e uma pedra no chão.

Ou seja ele invalida muitos movimentos. É arriscado coloca-lo, assim estará a mercê dos xeques das peças Rainha, Cavalo, Torre e Bispo. Mas também é uma peça Coringa. E seria uma criatura Hexproof e Indestrutível se comparado ao MTG.

Dentre os dois jogos, prefiro entreter-me com Xadrez, mas aprender com o MTG, as chances de vitória na estratégia nativa é mil vezes maiores do que se pode imaginar. Nisso consiste o treinamento e prática em Xadrez. Jogar todos os dias, mas:

  • Aliar estratégias de jogos de Azar;
  • Analisar probabilidades;
  • Jogar Sudoku;
  • Estudar táticas de guerras;
  • Manter um ritmo de disciplina em jogadas;
  • Fazer uso do Tabuleiro físico e virtual (Chess.com e Ultra Chess).