Análise crítica de Próxima Parada: Apocalipse – Vale à pena?

A leva de produções que investem em mostrar como o final do mundo vai acontecer tem uma enorme safra. O acervo conta com meteoros, vulcões, terremotos, vírus terrestres e extraterrestres, alienígenas invasores, máquinas com IA, viagens temporais e etc. Não apenas desde de 2012 que o cinema tem insistido em trazer as novidades para o fim do mundo acontecer, aliás a profecia maia não se concretizou, e anos mais tarde, parece que a leitura da profecia Maia se fez errado, ela não dizia o final do mundo e sim de um ciclo, olha que conveniente.

Matrix, Exterminador do Futuro, Impacto Profundo, Independency Day, Núcleo, Sunshine, todos os filmes que sempre trataram do fim do mundo de uma forma que iríamos compreender. Uma realidade virtual como prisão das terríveis máquinas, uma raça de exterminadores providos de uma fábrica da Skynet que desenvolveu consciência, um meteoro pronto para destruir a terra, uma raça de alienígenas querendo nos matar, o nosso planeta parando ou o sol deixando de emitir os raios para a nossa sobrevivência.

Quanto mais possível, mais o filme se torna um sucesso. Se ele for surreal demais, ele terá adeptos, mas terá desafetos tanto quanto há de humanos na terra neste momento. O último filme que veio em ritmo de natal em 2021, foi o Don’t look up (Não Olhe para Cima) que trata de nossa sociedade moderna, e mais atual do nunca, ignorando a possibilidade de um asteróide nos destruir sob avisos de cientistas, mas ofuscado pela banalidade de nossa cultura de zoeira sem limites e oportunismo mais do que a própria vida.

Embora classificado como comédia, diria que deveria ser considerado ‘baseado em fatos reais’. Apesar de toda paródia existente, nossa sociedade encararia o fim do mundo com ceticismo e total alienação. Mas vou reservar um outro artigo para este filme. Neste vamos falar deste tema, final do mundo e com o filme Próxima Parada: Apocalipse.

Lançado em 2018 com Forest Whitaker. A narrativa conta com um fenômeno desconhecido que acabou de acontecer na costa Oeste Americana em Seattle e na Califórnia como um todo. Primeiro um terremoto e depois um apagão. O efeito atinge os demais estados para o centro do país, mas não todos. A trama gira em torno do advogado Will Younger (Theo James) e do seu sogro, um militar da reserva Tom (Forest Whitaker) que após o evento desconhecido partem para o epicentro do problema, pois a noiva de Will, Sam (Kat Graham) está isolada da família.

O seu paradeiro é exatamente o foco da história. E o que intriga é que cada vez mais que os dois se aproximam do epicentro, começa a revelar a destruição do estado. Antes, nada mais que estradas vazias, carros abandonados. Alguns encontros iniciais nada amistosos, coisas do tipo que aconteceriam se o estado estivesse em sítio e isolado, e é cada um por si.

Cada vez que eles adentram o terreno, chegam a ter presenciar uma tempestade atípica. Nesta altura você deve pensar, o que atingiu a Califórnia? Essa é a pergunta que queremos resposta. O filme tem uma duração de quase 2 horas, então não é uma produção curta. Queremos saber o que está acontecendo. E há pistas pelo filme de que pode ter sido um ataque terrorista, uma invasão alienígena ou um fenômeno da terra, mas alterado por alguma mudança climática, por exemplo.

O que nós presenciamos de fato é uma sequências de cenas que envolvem exploração, sobrevivência com emboscadas realizadas por grupos errantes, bem estilo Mad Max. Devido um erro de cálculo, e digo isso, porque o personagem de Tom morre no filme, mas não porque acertado por um encrenqueiro ou arruaceiro, mas porque ele jogou o carro para fora da pista, e no acidente fraturou as costelas e acaba morrendo em decorrência disso.

Outro ponto que incomoda é o Will ser muito burro. O único momento que ele é esperto é na batalha da ponte no final do filme. Depois ele volta a ser burro. Mas ao final do filme, ele encontra a Sam, e mais uma vez prova um conflito com o anfitrião da casa em que Sam permaneceu durante o surto no lugar. Ao que tudo indica, o sujeito se sentiu deslocado a chegada do noivo. E ele acaba morto. É o único momento bad boy de Will, pois depois disso ele continua a ser o estepe morto que foi o filme inteiro.

Perto de encerrar temos uma nova onda do que aconteceu no começo do filme. Um terremoto precede, e uma enorme fumaça gigantesca se forma no encalço do jipe, enquanto o casal tem até tempo de olhar um para o outro, a fumaça gigante não parece ser capaz de ser mais rápida que o carro, lembra alguma coisa a alguém o Godzilla de 1998 com Matthew Broderic e Jean Reno. Aquele Táxi era bem rápido que fazia o lagarto se sentir um perneta…enfim.

O filme termina aí.

Conclusão.

Eu fiquei muito sem palavras quando o filme terminou com a fumaça gigantesca perseguindo o carro, esperava que numa cena pós-crédito pudesse explicar. Os fatores de qualquer acontecimento são mais interessantes que uma destruição em massa sem sentido. Se você procura respostas neste filme, considere ele fora da sua lista. Ele está focado em mostrar o príncipe encantado (burro) em buscar a princesa que não estava em perigo, até mesmo parecia ter tido mais descanso que o noivo dela, que penou o filme inteiro.

Além de falhas de roteiro, e uma narrativa que força o expectador acreditar que haverá uma resposta. O final do mundo não tem um motivo para acabar. Apenas que aconteceu em um local, aparente, localizado, mas sem óbvia explicação. Por que na costa oeste americana? Por quem? Não temos essas resposta. O nome do filme no inglês é How it Ends que significa ‘Como isso termina’. A expicação deveria ser, como a humanidade termina.

São 2 horas de lenga-lenga entre sobreviventes, algo bem no estilo Mad Max com uma pitada de Walking Dead mas sem o walkers. Com uma soma de muita burrice do personagem principal aliado a uma história muito lenta e sem sentido. Não recomendo este filme. Fica a seu critério assisti-lo.

Nota 0.0 (Péssimo e chato)

Análise crítica Vai que dá Certo 2 – Vale à pena?

EM RETROSPECTIVA.

Em 2013, o primeiro filme de mesmo nome apostou em nomes famosos e conhecidos da comédia presentes em Stand-ups, Comedy Central, Portal dos Fundos, humor pastelão, barato e até agridoce, o chamado ácido. Há um equilíbrio na comédia do cinema brasileiro. Há diferentes fases também da comédia no Brasil.

Filmes que misturam muito o gênero são quase sempre uma fórmula que dá certo. E quando falo quase sempre, citamos o Vai que dá Certo 2, que é o caso exemplar do que não deu certo. No primeiro filme, a trama envolve o elenco que o mesmo do segundo, com ausência de Gregório Duvivier, mas estão presentes Rodrigo (Danton Melo), Danilo (Lúcio Mauro Filho), Amaral (Fabio Porchat), Tonico (Felipe Abib), vô Altamiro ( Lúcio Mauro), Jaqueline (Natália Lage), Cid (Felipe Rocha) e Da Silva (Ravel Cabral).

Que para conseguir se darem bem na vida, eles aceitam um plano de Danilo, primo de Rodrigo, que é de roubar um carro-forte cheio de dinheiro, uma empresa que ele trabalha. Mas como é de esperar, nada dá certo. Por isso o nome do filme é quase uma pergunta…vai que dá certo. No final eles acabam conseguindo se livrar dos problemas.

No segundo filme, temos o mesmo elenco com ausência do personagem Vaguinho (Gregório Duvivier) e o acréscimo Simone (Verônica Debom), Elói (Vladmir Brichta) e Jorge (Rodrigo Pandolfo). A parte qualquer qualidade do elenco, a sequência bate no tema de chantagem. Pode ser considerado um roteiro forçado, já que a chantagem envolve situações que nem sequer tem conexão direta com os personagens principais.

ROTEIRO BAGUNÇADO E FORÇADO.

A invenção de uma irmã de Danilo, Simone, é a única ponte que faz com que eles entrem em contato com um tipo de vídeo que parece encrencar um homem rico. Mas que ao decorrer da trama revela ser uma armadilha criada por Simone para ganhar em cima. O primeiro ponto que devemos considerar, é que o primeiro filme já possui uma fronteira bem sensível a comédia presente nele.

A comédia do Vai que dá Certo de 2013, não é uma comédia plena. Você tem um assunto um pouco sério sendo tratado no longa. É uma mistura de corrupção política, policial e roubo de empresa. Ainda que esse tipo de pano fundo possa ser transformado em um motivo de fazer humor, é antigo. A variedade de filmes que temos conseguem transformar isso sem transparecer o quão sensível são os temas.

Mas tem quase um taco solto no piso quando se trata de fazer comédia onde a seriedade pode acabar ocupando espaço da piada. Mas com as situações em que os personagens acabam se colocando, eles mostram mais a comédia do que o lado não cômico. Mas se tirarmos os irmãos Tonico e Amaral, é praticamente um filme na mesma atmosfera (mais ameno) de Tropa de Elite.

O segundo a química dos irmãos é a única coisa que segura as pontas, porque de comédia, o filme não tem nada. Trata-se de uma chantagem emocional usando uma gravação onde o intuito é conseguir dinheiro, até aí nada demais. O problema é que mais do que humor, o filme concentra as forças em demonstrar violência. Uma bem explícita, que é o relacionamento nada amigável e tóxico de Jorge e Simone, no próprio longa ele bate nela e a cena nem é censurada. Essa cena me deixou bastante desconfortável.

Como ela não acontece no final do filme e sim quase no meio, passei a tratar o longa como um filme de drama e ação policial e não como comédia que era o caso do primeiro. Neste segundo existe um contexto de piada que não é mais piada. Ainda que possamos classificar alguns níveis como ‘respeitáveis’ ou que todos irão rir. Mas o filme é bem mais sério que o primeiro, tanto na trama como na desenvoltura dos personagens.

Rodrigo interpretado por Danton Mello já era desde do primeiro, mais centrado, mais posicionado a fazer as coisas da maneira certa e alguém que está procurando endireitar na vida. Apesar de que as situações dele ao reagir as burradas dos irmãos Tonico e Amaral, e sua relação nada amigável com Danilo seja motivo de risada no primeiro longa – o personagem dele sem essas cenas, não é nada engraçado. A reação dele de inconformado é apenas cômica com ajuda de outros personagens.

Jaqueline entra em cena e sai de cena no filme. Dando a entender que o primeiro ato é mostrar que Rodrigo está mudando de vida, mas ao mesmo tempo está com problemas com seu primo trambiqueiro e seus amigos atrapalhados. Embora não tenha sido uma contabilização da minha parte, o relacionamento de Jaqueline com Rodrigo que chegam a casar neste filme, é a primeira cena inclusive, não parecem ter os dois alguma maturidade para ter algo entre eles.

O que demostrar um roteiro tentando contar muitas histórias ao mesmo tempo, mas não tendo tempo para conta-las. Para isso fazer sentido, Rodrigo precisaria se casar com Jaqueline no último filme, assim neste seria possível demonstrar a força do casal. Que parece mais que nem um deles tem muito propósito de estarem juntos na prática.

Danilo continua sendo o primo trambiqueiro. Neste longa ele parece ter sido perseguido por conta de uma fita de vídeo. E pede ajuda ao Rodrigo e Jaqueline para que ele fique em sua casa, com medo de alguma possível represália. Ao colocarem para a fora, o primeiro ato, ele é morto.

SEM NOÇÃO….VAI QUE DÁ CERTO.

Tudo bem, depois sabemos que Danilo volta, porque ele forjou a sua própria morte e daí revelando que o plano fora construído por sua irmã Simone, que a fita também foi uma invenção dela.

Talvez o ponto da narrativa que faz menos sentido, além dos envolvimentos forçados do Rodrigo nesta bagunça, é o ingresso dos irmãos Tonico e Amaral. Eles praticamente aceitaram pular da tábua para a boca do tubarão, em alusão ao castigo imposto pelas histórias de piratas. No filme, Elói, aceita se encontrar com Amaral e Tonico, para receber a tal fita e dar à eles 1 milhão de reais, e garantir o silêncio dos dois.

O pior tudo que ele quer a fita para evitar ser exposto. E onde o Elói aceita ver que a fita se trata da verdadeira? Numa Lan House lotada com a caixa de som bem alta. E sem falar, que ele não precisaria que alguém o visse no vídeo, ele faz questão de falar isso em alto e bom som. E ele não precisaria pagar o 1 milhão de reais para eles, bastava pegar a fita e eles não teriam provas nenhuma.

O cara é tão discreto que parou na frente da LAN HOUSE com uma Ferrari e vestido a rigor. O outro detalhe é que uma Ferrari reluzente ao vermelho sangue, ninguém se amontou para ver a belezura. Continuaram navegando na internet como se nada existisse. Essa cena chega a ser surreal de tão absurda.

Pensa em como essa parte do roteiro soa forçada? Qualquer um que liga para você e fala que você é amigo do tal cara que te deve algo e você cai na armadilha desse cara, e olha que são dois bobalhões. O Amaral chega a ter simular outra voz quando liga para marcar o encontro. Parecendo aqueles filmes de Scooby Doo – nada contra, eu adoro as aventuras deles. mas foi muito forçada aqui.

O outro pior é que Danilo não tinha necessidade de forjar sua própria morte. Pelo que consta em uma cena posterior a notícia de sua possível morte. Os policiais Cid e Da Silva que trabalham para o Elói conversam entre si que o problema foi resolvido. Mas depois descobrimos, que o atentado ao carro foi um plano do Danilo e da Simone. Esse foi o furo de roteiro mais feio que eu já presenciei.

Outra parte do roteiro complicado, foi de incluir o Rodrigo na trama, já que isso abriria a questão dele ser perseguido por uma pessoa, que nem sequer estava perseguindo ninguém ou tampouco havia alguém perseguindo. De acordo com Jorge, haviam apenas três pessoas que sabiam do vídeo:

  • Jorge;
  • Simone;
  • Danilo.

Elói só ficou sabendo, não fala, mas fica subentendido, pela Simone. E mais ninguém. Como a morte do Danilo e a entrega do vídeo para o Elói, colocaria o Rodrigo no alvo? Não colocaria. É tanta sem noção, que se você achar que o gato da Simone tem mais sentido (que não aparece na trama, só o seu miado), você ficará muito feliz.

CLIMA PESADO, TRAMA E PERSONAGENS MENOS CÔMICOS.

O filme Vai que dá Certo 2 não é comédia. O primeiro é. Já com um limite bem definido. Um erro de roteiro ou cena já classificaria o primeiro em uma tropa de elite sem dificuldades alguma. Agora o segundo não é comédia. Acho que a cena que eu achei mais engraçada para contrariar a minha própria percepção, é a cena nos créditos que é vendo a bolsa de dinheiro caindo pelas cachoeiras.

Ainda que pareça um deboche que o filme é péssimo, não é um deboche, mas o filme é péssimo. Não talvez pela trama, muitos filmes tem essa trama. Ele é péssimo por vários motivos. O primeiro é que tentou unir comédia com drama, e não deu certo essa história. Como eu disse, esse era o limite que já existia no primeiro longa, um erro na cena já daria um sentido diferente e até melancólico.

O segundo é que o roteiro não tem muito sentido. Um cara rico tem um vídeo feito para chantagem. Algo um pouco distante dos personagens da trama. Mas eles passam a ter alguma ligação porque a prima do Rodrigo, Simone é quem fez este vídeo (ainda estou confuso). Para ser sincero ainda não entendi muito como Jorge e Elói foram parar nesta história e nem como o personagens principais tiveram algo a ver com isso.

O terceiro é que o filme não tem as pegadas engraçadas do primeiro. Não há uma evolução dos personagens que conhecíamos. Mas se você pegou este filme, e não o primeiro, dá para perceber que não há muita complexidade neles. Você percebe que os irmãos Tonico e Amaral são habitantes do mundo ACME, vivem em um multiverso da loucura. O Danilo e a Simone são os irmãos trambiqueiros. Rodrigo e Jaqueline apesar de casados, não são um casal no filme, até me pergunto, porque o roteiro previa casamento.

Fazer filmes de comédia pode ser um desafio. Quando se trata de assuntos bem polêmicos, é cauteloso. Neste caso, as piadas em volta pecam pela falta de originalidade e de conexão com o chamado humor espontâneo. Que você não faz piada, mas a situação é hilariante. Diria que este filme é um fiasco como comédia, mas se você gosta de drama, ela talvez seja visto de uma outra forma e mesmo positiva. Mas para ambos os casos, o roteiro é muito sofrível.

Nota: 4 de 10.

Cyberpunk 2077 Após 365 dias.

Há um ano, em 10 de dezembro, oficialmente para todos os que não adquiriram o pacote na pré-venda e entre alguns afortunados (ao ver não foram tão afortunados), era lançado a grande obra Hype da empresa polonesa CD Projet Red. Com uma promessa iniciada em 2012, adiada pela primeira vez em 2016 e num conturbado pela pandemia, e mais 4 atrasos, o jogo tão prometido, tão valorado, premiado e aplaudido antes de ver a luz, acabou parado e parando ânimos.

Posso me considerar uma pessoa que esperava na média o que o jogo prometia, e queria gostaria de ter visto um resultado bacana. Tem poucos jogos no mercado que investem em RPG com o gênero Cyberpunk, a maioria acontece em época medieval ou fantasia, que também pega os lados das espadas e dragões, o mais famoso, para citar a empresa, é Witcher.

A saga do bruxo Geral de Rivia deu sinais verdes que a empresa seria bem sucedida em seu projeto de quase uma década. Certo que sabemos que este jogo foi iniciado em 2016 e não em 2012 com o trailer de anúncio. E que possivelmente só foi de fato lançado após 2018 quando da E3 e o seu mais famoso garoto propaganda, Keanu Reeves.

Lançado como uma proposta que daria certo. O que poderia dar errado com o Keanu Reeves fazendo propaganda do jogo e que seria aos fatos, um personagem presente na trama? O ator é famoso por ser simples no dia-a-dia e carismático, suas atuações sempre deixaram lembranças nas pessoas. E o mais conectado a trama era Matrix, diga-se de passagem, Johnny Mnemonic.

Então o jogo ganhou notoriedade a partir de 2018. Mais pelo ator do que pela empresa. É assim que funciona a propaganda. Mas não teríamos a desagradável surpresa ao ver o estado final do jogo. Durante a campanha de pré-lançamento, a CDPR reativou a conta do twitter em 2018, estando esta parada desde de 2016, para começar os preparativos do que seria 2 anos de publicações impressionantes de cenários de uma cidade futurista.

Mas nenhum teste feito em consoles, seja eles bases ou não. O que dava a entender era que os testes eram realizados na plataforma de criação, que é sempre o PC. É de longa data que desenvolvedor se perde nas possibilidades de um computador possante, porém inacessível para a maioria das pessoas. No final, poucos tiveram a oportunidade de ver o espetáculo visual.

Proprietário de um PS4, eu vi mais travadas do que jogo. Vi mais polígonos inferiores ao Deus Ex Human Revolution do que espetáculo visual. Npcs, inteligência artificial, ciclo de dia e noite e escolhas. Nada e nada do que foi prometido. Antes que o visual agrade, jogos são mecânicas e sim isso, estamos comprando uma obra de arte em uma galeria renomada. Ainda levei na cabeça, pois meu quadro veio estragado.

As tentativas que tive foram de 20 dias em dezembro de 2020 para em 1º de janeiro de 2021 considerar este jogo morto. A comparação do abismo de promessas de Cyberpunk 2077 com outros jogos que foram mal em seus lançamentos é um pouco maior. Por quê? Eu já joguei jogo com bugs, mas nunca impróprio para jogo.

Com receio que este estragasse meu console e foi tarde demais, fiquei sem o PS4 por quatro meses devido as travas no HD. O PS4 não queimou, a memória interna não aguentou. Moral? Perdi todos os jogos salvos de mais de 130 jogos e progressos e fotos tiradas de jogos para um jogo que não vale os 250 reais que foram lançados. O prejuízo foi considerável, então a CDPR que até hoje é alvo de processos judiciais, deve ter perdido uma boa parte de seu público.

Ainda que pense, as próximas vendas de algum produto do zero da CDPR vai demonstrar se a base não esvaziou. Qualquer outro produto que seja oriundo de Witcher 3 e Gwent não conta, ali já tem público. Cyberpunk 2077 foi um fiasco para a empresa. A longo prazo ela vai ter que fazer a memória das pessoas minguaram.

E hoje?

Cyberpunk 2077 nos consoles bases PS4 e Xbox One ainda continua a mesma coisa de gráficos e bugs de 1 ano atrás. O que melhorou e significativo foram as correções de travas de missões e gráficos para PS5/Xbox S\X e PC (da Nasa). Mas só, as correções deste ano que foram adiadas para os próximo ainda está consertando o jogo que deveria ter sido lançado em 2020.

A pergunta seria: Deveria ir além? Eles prometeram mais do que história. Prometeram 1.000 algoritmos diferentes de personalidades, escolhas moldam, escolha de facções moldam suas ações, você pode terminar o jogo indo pela sidequest. As principais. Existem elas hoje? Nenhuma.

Infelizmente e a própria CDPR reconhece isso, o projeto Cyberpunk 2077 morreu em 10 de dezembro de 2020. Eles até investiram em lançamentos para o finado Witcher 3 na tentativa de desviar a atenção e com o Gwent no ar, em breve a empresa vai deixar de lado o investimento no jogo de vez. O lado ruim é que independente se a empresa se reergue, ela será lembrada pelo fiasco do Cyberpunk 2077 e não pelo triunfo do Witcher 3 Wild Hunt.

Apesar de Pawel Sasko afirmar em entrevistas que o jogo era essencialmente um RPG, o jogo pode ser hoje confundido e é (adorado) por ser um FPS (e poderia ser feito em terceira pessoa), o nível de imersão é zero, o aperfeiçoamento do personagem é inexistente e o jogo está focado em tiroteio. Embora haja uma história para ser elogiada pelo publico, ela é manjada e pouco original.

Conclusão de Cyberpunk 2077? (Após as correções)

Ele não é um jogo revolucionário, é mais do mesmo, com um pouco menos dos que triunfaram nesta área como a série Deus Ex e Shadow Run. Embora pareça que suas ações mudam alguma coisa, elas seguem uma linha de final 1, 2 e 3 com alguma mudança que você faça em determinado momento. Este último muitos jogos possuem a mecânica, o que seria novidade e prometida, é que pequenas ações realizadas até fora das missões seriam capazes de influenciar seu personagem na história.

O problema que além de não inovar, o jogo veio bugado e quebrado.

Nota (após 1 ano de correções): 1.0 (de 10.0).

Nota sobre Elfos

Elfos série Norueguesa que fez sua estreia no canal de streaming Netflix combina elementos natalinos da cultura dos Balcãs com um terror que lembra Labirinto do Fauno. A trama do filme espanhol entrelaça duas narrativas paralelas, um que se refere a um evento de guerra com um encontro inusitado de uma menina com um mundo mágico, que contrasta com um mundo em guerra.

Compreendo que muitos filmes de origem europeia gosta de contar histórias com um toque Shakesperiano Lovecraftiano. É confuso para muitos e um doce lar para outros. Em média as pessoas fogem de filmes que não fazem muito sentido. Em Elfos já começamos com um sacrifício de uma vaca, cada episódio beiram aos 20 minutos, temos pouco no primeiro episódio, temos menos ainda no segundo episódio, com outro sacrifício de vaca no final deste.

Tomo como nota, porque eu desisti de ver a série que não posso classificar como horrível pois não estou considerando o que se concluiu dela, mas a narrativa é arrastada, os fatos acontecem ora rápido ou lento, o que deveria ser lento mais explicativo é rápido e sem muita base de noção, o que é lento não parece fazer parte de um contexto significativo para história que é certas cenas de interação da família.

Sou muito adepto de histórias que saibam fazer uma boa introdução, mas também sou paciente com outras que não são tão boas, o que me fez ir embora, é que Elfos é uma série que gosta de matar animais sem ter muito o que oferecer, diferente da cena inicial de Jurassic Park em 1993 que de fato usa uma vaca para alimentar um Veloceraptor, que naquela altura, não sabíamos que era um.

Observação pessoal sobre expectativa de filmes Dinamarqueses e Noruegueses:

Pessoalmente não sou um expectador frequente de filmes Suecos, Dinamarqueses, Noruegueses e de produções ali próximas, gostaria de ver mais. Os poucos que assisti foram muito bons como a Onda 1 e 2 (não é o filme Alemão), é um sobre uma montanha que desmorona e que provoca uma tsunami.

Vi The Rain, que gostei da primeira temporada, a segunda já começou a se perder, a terceira apesar de não ter muito o que falar de bom, eu gostei do desfecho. Eu senti, devo ter tido uma impressão apenas, que na terceira temporada a produção já queria terminar logo.

Outro que é um pouco parecido com essa ideia é a série Ragnarok. Que traz a possível reencarnação de Thor nos tempos atuais. A montagem une Crepúsculo com produção nórdica (nesta altura esqueci que de de país foi). Não é exatamente um gênero que gosto, mas aprecio. Mas até para os padrões de Crepúsculo, a série é muito lenta e pouco expositiva. Você tinha muito das aparições dos vampiros, que ainda fosse um gênero drama romance e não suspense, do que nesta série.

Mas não são filmes ruins, apenas que o que observei é que essas produções gostam de contar interesses locais, mostrar a geografia local e tradição local, mas que em muitos aspectos eles pecam em dramatizar o que já é drama ou acelerar o que deveria ter mais calma. A trama não é complicada de entender, só que se perde muito daquele gostinho de entender a ligação local-história-personagem que muito encanta nas séries e filmes.

Análise de Lost in Space: Vale a pena assistir?

Em 2018, uma nova adaptação da série dos anos 60 foi criada para uma versão mais moderna e com críticas sociais mais atualizadas. A mensagem simples era: Pioneirismo e família unida. O conceito da narrativa de Lost in Space lançado para Netflix segue abordagem de franquias como Stargate, onde os personagens são apresentados conforme a trama vai se desenrolando. E gêneros como drama, suspense e ficção são misturados entre os episódios.

Não é possível de antemão pensar em como a série pode ser boa ou ruim antes dela terminar. Como toda história, começo, meio e fim, são elementos importantes para uma análise fidedigna. E quando isso falo, é porque quero fazer entender sobre qualidade de trama e não do que acho de cada episódio.

Quando comecei a assistir a série em 2018, estava em repouso devido ao trauma que tinha sofrido em 2017 com Vingadores: Guerra Infinita, quando que naquela altura, filmes e séries pareciam não conseguir entregar um final no mínimo decente. Quando Thanos venceu a turminha da justiça, saí do cinema pensando que havia visto um filme de uma outra empresa que não a Marvel, no ano seguinte, acredito que depois de assistir a primeira temporada de Lost in Space, Thanos confirma sua vitória única.

Nos confins deste campeonato de pesos-pesados, eu não era um leitor de HQs da Marvel, mas um expectador leigo que até sabia que Homem-Aranha era Peter Paker e que era um personagem do estúdio. Mas não tinha detalhes de sua origem, que ano, que aparições, isso só foi mudar em 2020, quando adotei meu personagem favorito como Dr. Estranho. De lá para cá, tenho algumas dezenas de revistas físicas e digitais do mago supremo.

E na época da finalização da saga eu já estava inconformado como aqueles heróis todos foram vencidos pelo Thanos. E hoje após me tornar um leitor assíduo das histórias, noto a perceptível – “nerfada” dos heróis. E até percebo que depois de Wandavision o povo entendeu a presepada da Marvel. De repente ela é a mais forte da Marvel – ops. Mas depois não vale.

Pior é que quem se lembra, Thanos é morto por Wanda e Visão. É, em Wakanda. Mas por causa do Dr. Estranho, Thanos usa a jóia do tempo e evita a vitória dos guardiões da terra. Depois que notei eu percebi que tinha algum roteirista com raiva do mundo naquele dia. Mas tudo bem, o arrependimento coletivo faz até hoje pessoas elencarem listas de personagens mais poderosos para superarem também aquele trauma. Mas sinto muito, o personagem mais forte da Marvel, segundo a Marvel é Thanos.

E isso impacta meu ponto de vista para novas séries e filmes e também associado a outras experiências negativas. De lá para cá, não de 2017, já tem um tempo, que os roteiristas adoram matar herói e salvar vilão. Ou o final não é nem de perto feliz, é infeliz, horrível e um tormento. Quando vi Lost in Space, eu só concluí na época que tudo que é apresentado é até aceitável, é bom, é surpresa. O problema não é ali. É depois, no final.

Primeira e segunda temporada eu achei, assim, particularmente maçantes. Mas não chatas. Apenas poucos episódios para colocar muita trama. Eles podiam ter dividido isso. Mas tudo bem. E quando deu a cena final da segunda temporada, eu já senti na pele o seguinte. E para isso vou descrever o que era o último episódio.

Quando finalmente tocaiados pela raça artificial de Robôs, a família Robbinson e os seres humanos pioneiros de Alfa Centauri, precisam separa-se de seus filhos, afim de assegurar sua sobrevivência e para isso, os adultos seriam a isca. Quando Judy vê a Fortune, bateu em mim a seguinte conclusão. Danou-se. Por quê? Quase nenhuma série atualmente, e digo há uns 15-20 anos, não tem conseguido fechar ou dar uma conclusão ideal. Ou nem dá.

Então até aquela altura não tínhamos:

  • Que Robôs são esses?
  • Por que o Robô se tornou amigo de Will Robbison?
  • Como eles resolvem isso tudo e chegam a salvo em Alfa Centauri?
  • E como responder em uma e última temporada o mistério da Fortune?

Normalmente nenhuma série ou filme tem conseguido responder uma questão. Imagina tantas assim? É o que eu critico muito o Stranger Things. Em três temporadas nada foi explicado. E era previsto em 2016, ter 4 temporadas. E agora já se fala em 6 temporadas. Muito se aplica a ideia de sucesso neste caso, ao meu ver, se aplica desorganização dos roteiristas, então são 2 temporadas à mais para corrigir a burrada.

Quando terminou a segunda temporada e antes de ver a terceira eu já supôs o seguinte – o foco vai ser 97 crianças. Ou seja será um The Society (série cancelada do Netflix), Between (idem). Concluí na cabeça, vai virar série Teen e drama no último? Mas estava convicto de ver, porque queria terminar a série.

Mas me surpreendi. Acho que é a primeira vez em muitos anos que vejo uma série conseguir fechar todas as questões, de forma lógica, nem foi forçada. Tinham deixas e ganchos por toda a série que permitiu as respostas. Resolveu cada uma, ou seja nós ficamos sabendo:

  • A origem dos Robôs;
  • Visita do planeta deles de origem;
  • A preservação do elenco principal vivo;
  • O paradeiro da Fortune;
  • O reencontro do pai biológico de Judy;
  • A integração disso a família atual dela;
  • Porque o Robô ficou aliado do Will Robbinson;
  • E um final explicando o que aconteceu após tudo.

Foram 8 episódios, 6 para amarrar as respostas e 2 para solidificar isso em uma espécie de testamento. Recentemente eu assisti Lockey and Key segunda temporada, que é bem possível que eu deixe de vê-la e nem termine – existe ali uma desaceleração da trama. Lost in Space, foi maçante, mas cada temporada ligava de ação-ação.

E as séries atuais, tais como Stranger Things, Lockey and Key, de uma temporada para outra é ação-drama e digamos um outro elo, drama teen-suspense. Essa quebra mata parte da série. Você não quer começar do zero. Você já está correndo uma maratona. Começar do zero…é desanimador. Mas não é isso que me fez já desistir de Lockey and Key. O que me fez desistir, foi que na primeira temporada você tem uma série de ficção científica e drama. Digamos 90% de um e 10% de outro.

Na segunda temporada, você tem Drama Teen, Drama Adulto, Romance, ação e ficção. Mas a proporção é bem reduzida, e na ordem que está, é como é trabalhada na série conforme os episódios vão passando. Então Lockey and Key (raiz) não existe na segunda temporada como predominante, e sim no primeiro episódio parcialmente e nos últimos 2, mais parcial ainda.

Drama Teen, Romance – 98%, Drama Adulto 1% e 1% dividido entre ação e ficção. Não é exagero. Eu mal me concentrei na trama. Precisava voltar para entender, porque me deixou muito cansado. Na primeira temporada eu mal pisquei o olho. Mas se engana que é ruim. Só que não era um Drama Teen.

Lost in Space foi uma lição para as produções atuais. Conseguiu fechar, porque tinha uma diferença. Tal como Orphan Black, outra série que conheci por ter usado o mesmo método de trabalho. A segunda série é Canadense e protagonizada por Tatiana Maslany que será a Mulher-Hulk. Ela é uma atriz incrível. E sua atuação nesta série de 5 temporadas é impressionante.

Mas a série só fez sucesso, porque ela já estava escrita há muito tempo. Muitos pensam que séries são escritas todas de uma vez só. Mas a grande maioria usa um método utilizado – “Roteiro do momento”. Você escreve a história segundo a preferência do público. Normalmente não vai dar certo. Não vai fazer sentido algum. Alguns personagens vão ser descontruídos, o gênero da série vai mudar (Ficção para Drama, por exemplo) e outras incongruências.

Orphan Black foi escrito cinco anos antes e cada temporada. Ou seja, já se sabia como iria terminar a série. E cada episódio foi gravado cada ano. Mas com o roteiro e a estrutura já definida. O público, a tendência não redefiniu nada. O que comprovou a conclusão amarrada no final. As questões foram respondidas. E cada temporada fez questão de realizar este desfecho sem problemas.

Lost in Space, tem alguns flashbacks que foram gravados em 2018, e foram só usados na última temporada. Não fosse o roteiro amarrado e notoriamente perceptível, isso é uma outra prova que a produção já fora toda construída antes de ser aceita no Netflix.

Parte do que muitos criadores de séries, documentários, filmes, conteúdos reclamam é de serem pegos desprevenidos por cenários. Como nosso caso, a Pandemia. Mas muitas produções continuaram. O que comprova que muitos não fizeram nenhum planejamento. E sim, planos reconhecem a possibilidade de cenários inesperados, inclusive os mais improváveis. Quem não tem costume de fazer, acha isso no mínimo uma audácia.

Em 2018, a série Lost in Space foi anunciada para ter apenas três temporadas. E lembro que até recentemente, em data de pré-lançamento da última temporada, veículos jornalísticos e comentários de usuários pelas Redes Sociais usavam o termo – “Cancelado”. E aqui para finalizarmos essa conclusão da série e dessa questão, vamos lá.

Cancelado é muito utilizado quando a série é interrompida. Não é um termo correto quando você concluí uma história. Porque cancelamento significa que você interrompeu a linha de conclusão. E há séries que apesar do final não agradar, não foram canceladas.

Cancelamento significa que o final não teve resposta ou não teve final para ter uma resposta. É o caso em fase inicial do Sense 8, que depois teve um final. É o caso das séries The Society, Between, Daybreak, I am not Ok with this, Nevoeiro.

Mas não é o caso de Lost (apesar do final não agradar), Game of Thrones, The Walking Dead, Arquivo-X, Buffy A Caça-Vampiros e assim vai.

E por fim, a conclusão da análise.

Eu fiz muitas comparações, porque é uma surpresa que tenha terminado com algum sentido. Cada um de vocês vai determinar se as respostas foram satisfatórias. Não que tenha tido lógica. Elas tem contexto e justificativas. Mas é uma série que conseguiu entregar o que prometeu. E como eu vivemos aí, neste período, algumas experiências pouco ideais de satisfação, eu já esperava que essa série terminaria mal.

Mas deixei a mente um pouco aberta. Mas só um pouco. Gostei tanto dela, que estou à procura do Box. E veja bem, eu não sou nem um pouco fã da série Perdidos no Espaço, a versão dos 60 eu nem vi. O filme de 1998 lembro vagamente, mas eu considero que essa série podia ser chamada de qualquer nome, porque Lost in Space é até característico.

Eles ficam perdidos no espaço, mas une Star Wars com Star Trek (causou um infarto em alguém aí?), esqueça as rivalidades, pense nas qualidades desses universos. Star Wars a filosofia daquele universo, dos Jedis, dos conflitos, das questões políticas e de Star Trek a federação, o pioneirismo, a exploracação, os conflitos com novas raças.

E ainda une outros temas que envolvem críticas sociais, inteligência artificial, novos parâmetros de classificação do que consideramos vivos, valores familiares, famílias tradicionais e modernas e claro, o herói vence. É uma mensagem que pode muita vezes ofender algumas pessoas hoje em dia, mas dentro da série, conseguiu elaborar que é possível termos esse nível de conflito, mas no final, termos uma progresso como sociedade.

E não há saltos nas três temporadas. Eles conseguem fechar toda a trama, evoluindo os personagens, e fazendo sentir que são humanos em uma situação atípica, mas que tudo com algum esforço, vai dar certo no final. E apesar de que os colonos, parecem ter alguma sabedoria que os Robbinsons estão sempre em encrenca, a série consegue remover o estrelismo do protagonista.

Não é negativo isso. É bom. Cada Júpiter, nave, era pertencente à um grupo. E cada um fazia um intenso trabalho para atingir os objetivos, que no caso deles, era de chegar na Alfa Centauri. Então cada um deles tinha um valor na série. Claro que o foco é nos Robbinson, mas eles não são os SUPER PODEROSOS que mantém todos vivos, na verdade, todos são hábeis, então eles só fazem parte da aventura.

E nesta perspectiva, somos observadores desta família, e com eles percebemos os perigos. E nem mesmo assim somos ‘ejetados’ da consideração ESTRELA MAIOR, porque eles não os maiorais. Ao contrário, Maureen até falsifica e frauda a avaliação para o filho, Will, ir com eles. John é um pai ausente, Judy é traumatizada e muito rígida, Penny é um espírito livre e muito ligada ao conceito família e Will é um explorador destemido.

Mas nenhum deles perfeito. É uma série de ficção com o pé no chão, termina com terminaria se estivessem na terra. E demonstra que tudo pode ser construído se estiverem dispostos a fazerem. Então vale à pena? A este autor, recomendo que você dê a melhor chance do mundo à esta série.