Magic the Gathering (68) – A mana Azul é a melhor cor.

Fazem 12 dias que declarei que a mana branca fosse a melhor cor. Ainda que de costume, vamos sempre falar de qual cor é a melhor talvez nos próximos 5 anos. Ou mais. Isso porque a rotação das cartas sempre trarão uma vantagem melhor a cada cor, independente, de suas características. Mas tem quase 2 anos que não compro nada de Magic, e para ser sincero, comprei a partir de 2019 e 2020, não estou contado os 26 anos desde da criação que nunca comprei nada.

Posso resumir que minhas compras são compiladas em 1 ida para comprar os dois primeiro decks e depois 3 semanas intercaladas em 3 meses para comprar em uma loja credenciada de Magic alguns decks, cards, box, bundles e formatos. Mas devido a pandemia, esse hobby se tornou um pouco impossível, para não dizer, impossível.

Nem estou falando do MTGO e o Magic Arena, que nos permitem jogar a distância. Ou o mais recente, Spelltable que permite que joguemos com as cartas físicas. Mas estou falando de colecionar os cards físicos, de ir nas lojas e ter aquele gosto de achar cartas específicas de Jace Beleren. Isso não é possível pelos apps, pode ser possível pelo delivery, pedir em casa.

Mas estou ocupado com outras coisas, aliás, não é só de Magic que eu vivo. Então o que resta, e o que resta não é porque sou obrigado a deixa-lo ao resto, e sim porque escolhi. Aliás tirando Magic, eu gosto de Dr. Estranho e Harry Potter, e numa ordem não tão prioritária, mas igualitária, Skyrim, Marvel, pintar quadros, dar aula e escrever livros técnicos e literários, bem o que sobra de tempo eu penso em Magic.

Então o hiato é bem possível neste caso. A última vez que joguei Magic, foi pelo MOL, e usando uma versão um pouco alterada do meu deck físico de monowhite. Que usa lifelink para bufar criatura. E infelizmente por uma questão do meu pc, e não da internet e tampouco do app, o Magic Arena não anda funcionando. Então recorro aos jogos que comprei no Steam, o Duels of Planeswalker e o Magic the Gathering 2014.

Então a última vez que falei de azul como cor favorita, foi em meados de 2021, quando passei por uma semana como monored e fui para o monowhite, e alguma combinação com Azorius. Aliás tinha algum favoritismo funcionando pelo azul. Ainda que eu pense que não gosto da cor azul, é mentira. É a minha cor favorita há mais tempo que o próprio Magic tem de existência. Então, concebo que o que eu falo sobre a melhor cor do Magic também não é mentira.

Aliás a característica do Azul é ser estratégico, saber tudo, ser acadêmico. Mas não impede dele ser uma combinação com outras características como o Azorius próprio. Uma mistura de Autoridade Estratégia com Liderança Acadêmica. Uma união de Conselho Jedi com Conselho Administrativo e tático. O mesmo digo do Izzet que é uma mistura de Conselho de Invenções com Inventores independentes da província.

Dimir uma sociedade secreta como os Ilumatti, agindo como um governo secreto. Gosto de pensar nesta sociedade secreta, como a ordem dos Defensores originais (1971), Novos Vingadores e os Illuminati da Marvel, onde o Dr. Estranho não sempre como líder, mas quase sempre como o anfitrião do HQ em seu Sanctum Sanctorum, tendo uma possível parcela de votos quando se era necessário fazer algo, eram grupos que atuavam de forma secreta.

E o Simic, que lida com aquela ideia de Natureza tática, pense em um exército militar. É bem isso. Mas eu confundia a ligeira dificuldade de criar decks no azul, pela forte ausência de cartas que eu tenho no acervo. E mesmo com esse declínio, afirmo que, consigo vencer muitos duelos. O que prova a força nata do azul. Certo que é mais fácil montar decks das outras cores com um win rate forte a princípio, usando cartas até aleatórias.

Mas tem é possível construir decks ruins assim. Mas o azul não é exatamente uma cor difícil. Apenas que quando comecei a escrever sobre ela, e foi lá em 2019, o que eu sabia de Magic? Até onde eu mesmo sei, o básico do básico. Então associar o azul á uma cor de díficil deckbuilder, de manejo complicado e timing quase preciso, era óbvio ter uma conclusão equivocada.

Então agora mais que quase 3 anos depois, estou mais que satisfeito de fechar uma ideia significativa do passeio que fiz entre as 5 cores. Passei pela azul, pela vermelha, verde, branca e preta. E notei que quando ia de uma para outra, sentia que eu mantinha aquela ideia tática do azul. O azul pensa em saber e manipular, entre o seu scry e draw.

Bem óbvio que usamos isso também em outras manas. Mas a maioria, diga-se, algumas cartas especiais, fazem o que o Azul faz por um CMC de Drop 1 ou 2. Nas outras, o Drop é de 3 ou 4. Como jogar com uma cor que é reativa? Ora é bem possível. Se fosse, o azul seria uma cor suporte. É uma cor suporte? Talvez não.

A cor azul tem pouca criatura de Drop baixo. É certo que as criatura de Dano alto custam caro. Mas é possível dar power level usando o sistema de Draw. Com encantamentos que geram scry e ativa marcadores. Bem você sabe o que tem no próprio grimório todo turno e ainda aumenta suas criaturas. Todo mundo tem que ir na astúcia e na sorte quase para fazer o mesmo que o azul.

Quem usa o azul como suporte, sempre pensa em scry e draw para ter uma vantagem mais significativa em um deck aggro. É claro que sim. Mas tem como jogar como monoblue. Tem né. Não vou afirmar que a cor azul é a melhor do Magic, eu não fiz isso com o a mana branca. É só ler o artigo. Vou falar que aprendi muito com cada mana, e agora posso afirmar que o azul tem muita vantagem no jogo que as outras cores não tem.

Magic the Gathering (67) – A mana branca é a melhor!

DO AZUL PARA O BRANCO.

Declaradamente é uma afirmação. Há um longo tempo escrevi o que seria, não o último, mas sim da última vez, um artigo de número 66, listado no diretório MTG (Magic the Gathering) que falava de minha migração da mana Vermelha, um pouco menos de um mês depois, eu tinha optado pela mana branca, e ainda irei fazer um vídeo no canal da Junca Games, falando o que porquê. Eu escrevi alguns artigos sobre qual mana seria a melhor, em tom de pergunta. Seria essa a cor a melhor?

A conclusão sensata foi que, não existia uma cor superior. Ainda que sim, podemos dizer que há uma cor superior que as outras. Vai depender é claro, do seu gosto. E sim de sua maneira de jogar. O que é melhor para um não significa que é para o outro ou para todos. Cheguei a publicar sobre Arquétipos da mana branca – clique aqui para ler. E também falei sobre a combinação Azorius (Branco e Azul) clique aqui para ler.

Acima os artigos que me refiro a cor branca, quando ainda jogava incessante com a cor azul. Mas em seguida eu cito o diretório de MTG que está listado até o artigo 63 – clique aqui. Onde em sua maioria, até o artigo 65, eu tinha minha predileção pela cor azul. Depois que migrei para vermelha, entendi que a minha estratégia era variável.

E dentro da mana vermelha foi possível observar isso com mais facilidade. Não passei para a mana branca porque ela me dava mais vitórias. Mas porque eu sentia que além da sinergia do deck, eu tinha mais imaginação para criar estratégias mais elaboradas. Mesmo que isso resultasse em uma derrota. Sabe quando temos afinidade com algo? É bem isso que passei a sentir com o deck branco. E posso dizer, um pouco também com deck preto.

OS FORMATOS CONTROL | AGGRO | MIDRANGE.

Essa é uma pergunta que cabe vocês responderem, quanto à a cor que escolherem. Assim como eu percebi depois de uns 2 anos jogando, notei que o meu estilo de jogo era mais diverso do que adotar uma tática em linha. Vamos lá para entender:

  • Azul – Control;
  • Vermelha – Aggro;
  • Verde – Midrange;
  • Preta – Midrange;
  • Branca – Midrange.

Control é um tipo de estratégia que visa controlar o seu jogo e do oponente, normalmente é um jogo lento. Em contrapartida devo dizer que a recomendação é, não controle o jogo do oponente sem que isso afete positivamente o seu jogo. Ou seja, não remova uma criatura ou anule um efeito, se isso não vai lhe oferecer uma chance de contra-ataque ali.

Ex.: Uma anulação de dano, envia uma criatura para o exílio. E você ganha o direito de conjura-la de volta ao campo de batalha sem resistência do seu oponente (virar as criaturas, tapped).

Aggro é um outro tipo de estratégia que visa a agressividade para obter a vitória de uma forma rápida. O óbvio é entender que suas criaturas precisam ter presença logo de início e que cada jogada sua só o favoreça de imediato e sem espera. Ao contrário do Control, esse jogo costuma terminar rápido.

Midrange é uma mistura de Control com Aggro. Um jogo que preza pelo controle em um modo lento, mas que favoreça a longo prazo a agressividade.

Essas estratégias definem como as cartas para cada cor irão deixar o deck equilibrado. Como os jogadores sabem qual é o melhor deck? A cada temporada (expansão) ou ainda durante o ano, é possível definir uma característica de jogo. Quais decks e segundo as cartas serão possíveis formar. Não estamos falando de combinação, mas como os decks irão se comportar.

É definido como Metagame. Cada temporada tem um formato de decks que serão usados e assim permitir que a cada pessoa possa entender como responder à essas ameaças, podemos assim dizer. Então quando uma expansão é lançada, sabemos que cada mana receberá cartas que darão a elas vantagens e desvantagens.

Com essa informação, somos capazes, de então entender qual será o melhor deckbuilder para aquela temporada. Naturalmente as fontes consultas se concentram em sites especializados, fóruns e canais de nicho. Aqui é fato de dizer que a imprensa não é uma fonte confiável. Como as matérias são superficiais, não é muito adequado entender a demanda por um relato jornalístico que nem sequer irá aprofundar na questão.

Muito dessas análises avaliam estatísticas, uso em campeonatos, taxas de vitória (win rate), sinergia do deck e cartas com os melhores ultimates. (habilidades poderosas). Então a melhor fonte confiável são na relação acima citada.

No formato Control é preciso compreender que como o jogo é lento, ele precisa ganhar tempo. Ou seja, empurrar com a barriga para que o adversário esgote suas reservas de ‘cartas da manga’ e que permita que a cor seja capaz de dar seu bote final. É também sabido, daí é uma convicção de quem jogou, é que o azul é uma cor defensiva-reativa.

Quer dizer, ela só ataca quando o oponente ataca. Existe um timing. E na cor azul, ou um deck que opte por control (ainda que as outras cores sejam mais eficientes que o azul) não há margem de erro maior que 1% para montar decks eficientes. Quem opta pelo azul precisa compreender que é uma das manas mais difíceis de montar.

No Formato Aggro, não se engane, não é só pegar monstro forte e sair apelando. Gostaria de dizer que é assim. Mas não é. Quem não gostaria de pegar um dragão e deixar o fogo cantar? Sendo sincero, Aggro é um pouco parecido com Control. Não é colocar bicho sem pensar. É intervir com a inteligência estratégica pura. Pense em uma jogatina agressiva que dê certo. Não é sair atirando. Apesar do nome agressivo, a palavra que melhor descreve, e assim que você precisa pensar, é preciso.

Diferente do Control, Aggro não espera o que outro tem a dizer. Ele diz primeiro e depois pergunta. Mas ele diz algo bem forte para que o que vem depois não seja um derruba leão. O oponente precisa ficar inseguro. Nisso consiste uma margem de erro similar ao Control.

Percebem os extremos? O jogo consiste em ser bem complicado quando se opta por Aggro e Control. Eles são ora rápidos e insanos, ora lentos e serenos. Ou é 8 ou 80. Para evitar disparidade, normal as manas, o deckbuilder não pode sofrer dispersão ou variância de estratégias que não atendam diretamente aos seus propósitos.

É certo que, Aggro e Control quando acertam na mão, são muito poderosos em campo.

O formato Midrange é uma união desses dois. Existem três cores que pertencem a esse grupo: Branco, Preto e Verde. Embora isso significa equilíbrio, digamos, tem também uma parcela de planejamento para compreender melhor sua eficiência. Não adianta ir colocando bicho que vai dar certo lá na hora. Mas diferente do Control e Aggro de forma separada, o Midrange é um formato que adequa diferentes estratégias em um só Deck.

Podemos ter uma combinação de cartas que Buffa criatura (aumenta o poder), mais também anula os ataque do seu inimigo e ao mesmo tempo cria um exército de fichas. Sem precisa se desgastar com o fator dispersão. A margem de erro é um pouco maior, embora não pareça, é quase uns 15%. O acerto ainda precisa ser alto. Não vá pensar que pode pegar um bolo de carta com os olhos vendados e montar um deck que vai sair ganhando.

Não existe uma mana que você possa fazer isso no jogo. O que existe é um conceito de estratégia que melhor se dispõe a sua personalidade. Para muitos, o azul é bastante complicado, para outras pessoas não é bem assim. Então o que ainda vale é saber como você vai jogar e entender com a mana funciona. Menos que comparar Midrange com Aggro e Control, é realmente compreender que isso só faz uma enorme diferença se você entender que cada um deles tem pontos fortes e fracos.

Como eu disse anteriormente eu não saio ganhando com a mana branca. Tenho até certeza que os meus win rates são melhores que quando eu jogava com a mana azul. Sendo que é bem provável que eu tivesse uma soma de inexperiência com o mal jeito em lidar com a cor em si. Então ao longo tempo senti que estava mais no controle do que eu sabia para compreender que não é bem a minha praia usar o Control como método e nem muito Aggro, pois elas adotam medidas defensivas ou reativas.

Eu gosto de jogos onde eu preparo o terreno. E com ele eu posso ter tempo para lidar com o meu oponente. Sejam os meus desafios pessoais ou os obstáculos da situação mesmo. E pode pensar que no Control isso é bem que possível. Não é. Apesar do jogo lento, não vamos confundir como câmera lenta. Ele é um jogo lento, e ainda precisa que você o mantenha em um ritmo prolongado. Senão o seu oponente termina com você bem antes.

Então apesar dos Draw, Scry e Mll, não era bem uma praia que dava peixe. Mas quando eu pulei para a mana branca, e digo que a mana preta é similiar, mas como uma pegada do tipo – “Não tenho a nada a perder” em relação a mana de Gideon Jura. A mana branca é mais favorável ao meu estilo de jogo do que as demais.

MANA BRANCA.

Então em outubro de 2021 eu migrei para a mana branca, não foi uma opção aleatória. Apenas que ela estava mais atrelada a minha forma de jogar do que a outras. E feito por uma análise de jogos atrás de jogo para entender isso. A mana branca alia o Azul e todas as outras 3 cores em uma. Digo o Azul assim do que falar que o branco é a soma de todas as cores, omitindo o nome delas, porque o tipo de jogo da mana azul também me interessa.

Mas ela é muito ‘caduca’. Anda lento demais sem demonstrar ação sem que aja um antes. Eu sou muito paciente e furtivo nos jogos. Mas quero ter a liberdade de optar por furtivo e agressivo quando quiser. E não é possível isso com o azul ou vermelho.

Minha forma de pensar é variada e muda com o tempo. E no jogo, o tempo é de um turno para o outro. E fico com poucas opções. Isso pode ser considerado, antes e durante o jogo. Acabo não tendo um êxito em criar um bom deck e tampouco em opera-lo. Assim a jogada pode ser menos eficiente e divertida.

A mana branca tem muito de controle e muito o que comum no verde, aumentar os marcadores de dano e resistência. Então posso anular os efeitos do seu oponente e ganha-lo com as ações dele e as minhas. Ao mesmo tempo que posso optar por diversas táticas, e até inventar alguma durante a jogatina, mesmo que não parecesse possível antes.

Então mais do que pensar em vitórias, penso na diversão. Pois o MTG é exatamente isso. Diversão. Não adianta perder horas fazendo um deck, perder e nem se divertir. Não que eu saia perdendo também. Mas eu ficava olhando para um deck que levava umas horas para fazer, e nem sequer tinha um retorno interessante, e contava minha satisfação por fazer o deck. Mas com a mana branca, independente do resultando, estou safisfeito.

Análise do filme Mãe vs Andróides – Vale à pena?

GÊNERO – FIM DO MUNDO.

Não tem muitos dias que escrevi uma análise do filme “Próxima parada: Apocalipse” com Forest Whitaker (No original – “How it Ends”) em que a premissa era algo de errado aconteceu e talvez tenhamos que descobrir. O problema é que o final é bem decepcionante. O que torna o filme após esse desfecho, também uma perda de tempo. No filme estrelado por Chloe Moretz, o problema se dá em diversos pontos, sobretudo o roteiro.

Sinto que o roteiro é muito importante para a qualidade do filme. Deixa-lo a mingua me faz pensar que fazer cinema tem sido uma tarefa relapsa. Sem dramas. Sempre houve roteiros sofríveis na indústria. Já falei isso em diversas ocasiões, não é uma tarefa simples criar uma história que faça sentido na tela. Às vezes uma frase tem muito efeito no papel e parece ridículo quando filmado.

O editor depois pensa como compor algo que foi filmado e faça sentido na narrativa. Há filmes que são poéticos, diretos, indiretos e uma soma de um pouco de tudo. Há quem goste de roteiros sem noção. Que não começa com sentido e termina sem menos sentido ainda. Faz parte do cinema o gosto de cada um. No entanto quando o roteiro peca em detalhes básicos, até o que podemos considerar ‘sem noção com algum sentido’ de ser sem noção, não parece ter o mesmo impacto de uma história que não há nenhum apelo, mesmo que legítimo, do emocional.

Em Mãe vs Andróides, pense em um filme que conecta a mesma atmosfera do game Detroit: Become human (vou explicar, caso não tenha jogado) com o início do conflito que não vemos acontecer em Exterminador do Futuro. E um pouco, mas menos violento, e talvez menos incisivo, do que o Eu, Robô (2004) com Will Smith. Combinamos dois filmes e um game com a temática, IA se revoltando.

DETROIT: BECOME HUMAN.

Detroit: Become human é um game desenvolvido pela Quantic Dream que tem a característica de fazer jogos ‘filmes’ onde interagimos. Não filmes como FMV (atores de verdade), mas de CGI com MOCAP (Captura de movimentos) onde você controla três personagens com diferentes perspectivas de uma situação conhecida como divergência.

As máquinas com formas humanas operam em residências, substituem filhos, trabalham em empregos perigosos, começam a desenvolver consciência. No jogo o fenômeno explicado como um algoritmo de divergência.

Alguns querem viver pacificamente, mas outros, não querem fazer uma revolução. Como temos três personagens, temos as possibilidade de experimentar o lado pacífico (fugir dos Estados Unidos) e ir para um lugar que não considere máquinas como objetos, optar por fazer justiça usando as leis dos seres humanos em defesa de outros androides ou fazer uma revolução e obrigar o ser humano em aceita-lo por bem ou por mal.

COMEÇO.

A personagem de Chloe Moretz (Georgia) começa o filme na casa dos parentes em uma festa de Natal. Ali conhecemos um pouco sobre a vivência de ser humanos e androides. É possível perceber que o que está servindo como anfitrião, demonstra um erro. Ele confunde as datas. Celebra o Halloween, enquanto que é Natal. Apenas para dar um toque que há algo de errado.

Antes que o incidente ocorra, Georgia descobre que está grávida e logo conta para o seu namorado Sam (Algee Smith). Eles não possuem exatamente uma relação de namorados e não há um comprometimento muito por parte da própria Georgia em relação à isso ou ao bebê, entenda que esse gancho é importante. Porque ela fica em dúvida de muita coisa, parece o óbvio, que a gravidez é indesejada e que o relacionamento dos dois não é bem…sólido.

Após contar para uma amiga. Acontece um apagão. Neste momento o desenrolar faz com os androides da casa outrora serviam, agora estão matando os residentes da casa. E o mesmo acontece fora dela e por toda a cidade. Com uma visão aérea é possível notar que há um conflito ocorrendo.

SALTO DE 9 MESES E UMA BUSCA POR ÉDEN.

Não fica explícito no filme que o salto ocorre 9 meses após o incidente inicial, pois não há aquela “menção” de passagem de tempo. Só sabemos que passou esse tempo, porque ao ingressarem em um posto de sobreviventes, Georgia afirma que está grávida de 9 meses. Sam, seu namorado, é por ela acompanhado.

O problema surge desse ‘SALTO’ em especial porque o final do filme não tem muito tempero devido ao decorrer do que podemos chamar de maratona dos dois. Eles ouviram, algo que não é explorado e tampouco revelado para nós, que na Coréia do Sul, eles estão abrigando pessoas que querem fugir dos Estados Unidos. Dando a entender, muito que subentendido, que o único país que não foi afetado, foi o país sul da a Coréia e que o restante do mundo está lascado.

Mas não temos essa informação. Apenas que há uma ponte entre Estados Unidos e Coréia, e o fim daquele pesadelo. Com esse frenesi, Sam coloca tudo a perder, quando ele faz com o casal seja expulso do acampamento, gerenciado por militares, mas cheio de civis. Um típico lugar de sobrevivência pós apocalipse.

Como Sam faz eles serem expulsos? Como ele quer chegar em Boston e pegar a tal da embarcação para Coréia, ele tenta conseguir a informação com algum dos soldados, enquanto eles fazem uma espécie de ritual com brasa, marcador e uma enorme fogueira.

Mas o jeito que eles propõe em dar ao Sam a informação, e talvez, quem sabe, um transporte até lá. É entrar em uma briga. Não vemos essa briga. O que sabemos, é que no dia seguinte, ele foi o responsável por fraturar o crânio de um soldado que parecia ser muito maior e treinado que ele.

Há uma surpresa interessante, durante o que se chamaria de sermão, o chefe do acampamento, um militar com o ar de ‘general’ do campo de batalha, cercado de mapas, rádios e um corre-corre. Afirma que o acampamento é composto por civis que não sabem lutar e guerrear, e metade de uma pelotão que não daria cabo dos androides. Exceto um mecanismo de PEM que pode desativa-los, o problema é que se só podem usa-la uma única vez.

Mas ele opta por expulsar o casal, depois que ele demonstrou, na pior das hipóteses, que consegue bater num militar treinado? Não faz muito sentido. Então eles voltam para estrada e acabam numa casa abandonada. Uma bela casa, intacta para ser exato, no que eles chamam de terra de ninguém (Badlands) ou Wastelands (Ermos) para alguns.

Nestas terras não há postos. Mas estão lotados de androides sedentos. O curioso é que o pouco que vemos da relação dos dois é um hiato. Lembram que no começo do filme é bem claro que Georgia e Sam namoraram e que a gravidez deixa mais claro ainda, que parece que eles não estavam exatamente juntos? Durante o filme, Sam assume um papel delegado a protagonista, que seria Georgia. Aliás o nome do filme é “Mãe vs Androide” e não “Pai vs Androides”.

Georgia parece uma mosca morta no filme. Não digo pela atuação da atriz. Apenas que a personagem parece ter uma força titânica, mas não usa. Ter poder de decisão, mas não demonstra. Ainda que esteja insegura quando o que pensa em relação à ela e ao Sam, ela não parece constituir uma família de fato. E quem discorre sobre esse pensamento é o Sam. Como se ele fosse um pai assumido (que não é) e tivesse o aval de um herói que enfrenta manadas de búfalos para salvar quem seja (que também não é).

Vimos que no acampamento ele demonstrou uma burrice sem igual. Durante a estada por lá, Georgia teria seu parto em um hospital e com uma médica. E ele pensou que Boston seria melhor do que sua ‘namorada’ ter o conforto de um parto sem dor. Mais tarde veremos que ela sofreu tanto, que dá desgosto em ver o final.

Após pensar mais uma vez, Sam acha que eles deveriam pegar uma moto que estava ali disposta. Pensando bem, depois de 9 meses, quem deixaria uma moto que só precisava de um ajuste. Nem digo no motor. Com menos de 1 dia, a moto não precisou de reparos e tampouco de troca de peça. Estava ali apenas ligada, com gasolina e inteira.

A ideia era pegar a moto, correr 32 km até Boston, pegar a embarcação e fugir da terra da liberdade. O problema é que até foram informados no posto que foram expulsos, é que somente a mãe e o bebê poderiam embarcar. O pai precisaria ficar para trás. Surge talvez um apelo emocional. Pois a própria Georgia passa a considerar que ele tem que ir de um jeito ou de outro. Assim como aquele gancho do começo do filme, peguem este também.

UMA IA MAIS HUMANA, UM HUMANO MENOS HUMANO.

Durante a tentativa de sair comendo ou chutando poeira, a moto é perseguida por sedentos androides. Que mais lembram zumbis. Eles correm atrás como se não houvesse um amanhã. Disfarçado, acho que a IA agora era uma nova roupagem para comedores de carne no lugar de cheio de circuitos brilhantes. Isso tira a total imersão. Aliás lembra da minha comparação com Eu, Robô, Detroit Become Human e Exterminador do Futuro?

Aqui na Badlands, essas IAs deveriam ser ZA (Zumbificação Artificial). Eles não agem como divergentes. Com personalidades próprias. É como se fossem zangões Borgs. Apenas que tem a mente única, é a Rainha. Embora essa única, ainda seja coletividade, ela comanda a todos. Enquanto Sam é pego pelos Androides, Georgia é resgatada por um homem estranho escondido nas matas.

Levado ao abrigo do homem misterioso, chamado Arthur (Raúl Castilho), Georgia agora sozinha descobre que aquele solitário salvador, perdera tudo. E que seria um engenheiro de uma empresa que programa essas IAs. Com algum conto-sermão para dizer. Ele apresenta à ela, uma tecnologia que permite invisibilidade aos Androides.

Convicta em resgatar Sam, ela pega a malha e vai até uma casa onde humanos são levados e mortos. Não tem muita lógica. Uma vez que os androides estão ali apenas para matar humanos em uma casa. Não é um circo de horrores. Mas existe uma cena intensa que um androide atraído pelos barulhos, esmaga a perna de Sam.

Outro ponto a considerar é como o Sam continuou vivo e acordado, depois do androide pisotear repetidas vezes a perna dele. Mais tarde em um posto, quando são levados os dois após um resgate quase frustrado, é que Sam precisou amputar as duas pernas, dado a extensão dos danos. A cena do que seria este mal tratos não foca na perna, foca no androide descendo o pé. Dá para entender que não foi pouca coisa.

Então temos um Sam super forte, que ainda consegue ficar acordado depois dessa fratura pós fratura, consegue andar, é levado por Georgia, que por fim está grávida, tendo dores da contração. Até porque ela acaba tendo o bebê durante o resgate de Sam. Mas ele continua ali inteiro, como se nada tivesse acontecido com o pé dele?

Enquanto Sam finalmente parece desmaiar no caminhão de resgate de Arthur, Georgia começa a ter o bebê. E chega no hospital do posto próximo com o filho já nascido.

ATAQUE AO POSTO, TRAIÇÃO, IA LÍDER, IA ZUMBI.

Aqui acontece outra sucessão de um roteiro mal planejado. Os androides parecem menos inteligentes e apenas como máquinas mandadas do que personalidades assumidas. Arthur não é um ser humano, e sim uma máquina extremamente inteligente. Capaz de enganar e conseguir se infiltrar em um posto para desativar a PEM e conseguir tomar o controle local.

Ainda não se sabe, não é revelado no filme, porque essa IA é mais inteligente que as outras que parecem um bando de zumbi abestado. Mas compreende-se ele ser o líder. Depois de levantar da maca, sabendo que o erro a levou trazer o inimigo para base, que é aniquilada, ela arrebenta os pontos da cesariana bem no nível da Elizabeth Shaw em Prometheus, sentada em uma cadeira de rodas com um bebê recém nascido correndo contra o tempo até o PEM.

O problema é que não sei se ela estava indo ao PEM de propósito ou na correria foi parar lá. Se for o segundo caso, ela ia deixar o SAM para trás, sem as pernas naquele posto já tomado. Se foi o primeiro caso, não faz muito sentido. Até o ataque e desde o resgate, ela não andou em nenhuma parte da base e tampouco foi informada sobre qualquer pendência. O que deixa cega a qualquer setor do lugar.

De qualquer forma, ela chega no mecanismo de PEM. Isso me faz lembrar de duas situações, porque essa é uma ocasião que se assemelha. Quando ela chega próximo a porta do dispositivo. Arthur e alguns androides alcançam ela. A ponto de parar e fazer um discurso revelador. Ali sabemos que ele é uma máquina. E ela não esboça exatamente uma reação de surpresa. Embora antes de sair do hospital, ela tenha sido interrogada para saber quem era Arthur, e a base só é atacada, após ela dizer algo do tipo – “Acho que eu me enganei.”.

É ainda mais impossível que a narrativa tenha se concentrada em uma história de reviravoltas sem muito sentido de como é possível que elas acontecessem. Logo após perceber que talvez tenha sido enganada, que os flashbacks de sua conversa com Arthur e as situações tenham sido o suficiente para ela sacar que além de algo estar errado, ela puxou uma cortina ao lado de sua cama, revelando uma enfermeira destroçada e morta.

Os androides foram bem furtivos em mata-la. Um pouco antes, a doutora que atende a Georgia, afirma que deveria haver uma enfermeira naquele turno e ali. Engraçado é que ela estaria morta ali do lado sem ninguém ver? Ou o androide matou-a em outro lugar e teve o trabalho, e o perigo de revelar sua posição, e arrasta-la até o hospital? Não há alguma explicação para isso.

Quando finalmente ela se dá conta, com o ventre aberto, fraca devido ao parto, com um bebê no colo e sentada em uma cadeira de rodas, ela conseguiu evitar que uma turminha bem volumosa de androides, bem mais fortes que um ser humano, fosse impedida para que ela pudesse em um momento único de Hit Girl (Kick Ass), ela puxasse o botão e pronto, os androides foram para o beleléu.

Sabe a resistência dela e a superação são fascinantes, mas contra fatos não há argumentos. Eles são mais fortes, em maior número e ela mesmo inteira com tudo nos trinques perderia. Seria o mesmo que a fumaça gigantescas do How it Ends não pegar o carro, o Godzilla de 1998 não alcançar o táxi. Acho que há um problema nesta situação toda.

NO CAIS, CORÉIA, UM FINAL SEM MUITO O QUE COMENTAR…SERÁ?

Como no começo do filme, a tela fica preta, e vamos direto ao cais o que seria de fato o destino final para levar, Georgia, Sam e o bebê para fora dos Estados Unidos. Fica algumas perguntas: Como eles saíram da base e andaram até Boston? Com que carro? Além dos androides que estavam destruídos pelo PEM, ainda deviam existir outras centenas entre ele e o cais. Sem falar que ela estava ferida, com um bebê de colo (será que ele comeu?) e o Sam sem as pernas, como foi isso. Eles mudaram as bandagens, ou ele fez a viagem sem nenhum risco de infecção?

Eles chegaram no cais. E lá estava um barquinho com agentes Coreanos. Quando eles finalmente chegam. São logo surpreendidos como uma nova informação. Não mais, e apenas Sam seria impedido de ir. A mãe também deveria ficar. Apenas o bebê poderia ir. De acordo com a explicação, é que eram muitas bocas para alimentar. E que o Sam e Georgia precisariam de um médico devido suas situações.

Antes que pensem que haveria outra resposta, pensem que este final é uma agonia. Ainda que o filme tenha um roteiro bem fraco. Os dois lutaram como loucos, para no final, fazerem o que exatamente? Entregarem o filho deles para estranhos em uma possível Coréia sem problemas? Depois de serem enganados por Arthur, não seria estranho que somente os bebês fossem aceitos? Bebês precisam de mais comida, dão trabalho, muito mais que adultos.

Surge a suspeita que talvez, talvez, a Coréia tenha se tornado um antro central dos próprios Androides. Mas tudo bem que essa teoria não passou pela cabeça dos dois pais jovens e inexperientes. O que eles fazem é o que eu não faria. Antes que o bebê teria mais chances, seria com os pais. E não em um país estrangeiro, vamos pensar antes na travessia do mar. Que eu gostaria de saber como um bote consegue chegar na Coréia do Sul da distância dos Estados Unidos em pouco tempo.

Então mais uma vez, o pai, Sam convence a Georgia que isso é bom para o bebê. Depois de tanta ‘escolha inteligente’ que ele fez, fico surpresa que ela continue ouvindo ele. Mas então, ela entrega o bebê. E tem no final uma espécie de ‘flash-forward”. Ela parece fazer um diário verbal para o bebê, embora não faça nenhuma gravação.

Mostra cenas, do casal brincando com o filho já criança. Todo um envolvimento e relação que não vemos em nenhum momento do filme. É válido querer um Snyder Cut aqui? Ok, mas as cenas finais não fazem jus a correria do filme e entre os saltos de 9 meses atrás com os saltos da briga do Sam no primeiro posto e nem o que de fato aconteceu no segundo posto.

Antes de terminar o filme, no momento em que os dois entregam o filho. Eu já havia publicado nas Redes Sociais para as pessoas não verem este filme. Para ter uma ideia, nem a cena final que parecia mais emocional, não tinha muito contexto. Não há uma recomendação de título para renomear, porque não há muita conexão entre maternidade e paternidade no filme. Parece a luta de dois pais jovens procurando um futuro melhor para o seu filho.

Mas essa trama não se desenvolve. E é a principal do enredo. Infelizmente o começo dá um gosto bom que seria um suspense interessante em uma ficção científica de inteligência artificial. Mas infelizmente o roteiro apenas foi uma dificuldade.

Não há tempero nos personagens, nem desenvoltura, nem de relação entre os dois, nem de fatos que aconteceram, tampouco como seria possível algumas situações e nem como a passagem de tempo foi tão gentil com os dois em um ambiente desfavorável e de poucas chances de sobrevivência.

Ainda que lá no começo da análise não tenha sido detalhado em falar, mas como eles sobreviveram sem ter nada disposição? Uma grávida precisa de repouso, alimentação e cuidados médicos. Como a Georgia parecia que visitava o médico todo mês? Os dois pareciam que davam uma pausa no apocalipse. Depois de 9 meses não seria muito possível, que talvez, ela tivesse perdido o filho.

Nota: 0.0 de 100.0 (Roteiro ruim, personagens sem desenvolvimento, trama principal sem sal e final horrível).

Quem vale mais: O canône da HQ ou dos filmes?

UMA BREVE INTRODUÇÃO.

Uma referência clara ao MCU, os filmes da Marvel sentiram uma intensa taxa de sucesso no século 21. Engana-se que não houveram tentativas anteriores a onda de ouro dos filmes que tem como marca registrada, cenas pós-créditos. Nos anos 80 e 90, não muito felizes, os longas eram precários em tecnologia visual e narrativa. Isso mudou.

No MCU, ou qualquer estúdio que faça filmes, baseado em alguma obra, livro ou HQ, sempre vai gerar um descontentamento porque nada garante que manterá a fidelidade do que foi concebido. Leitores de HQ afirmam um lado e expectadores outro. Quem está certo? A resposta é simples. Ambos. E vamos entender o porquê.

Ainda que possamos esquecer, toda obra de cinema carrega nos créditos iniciais um ‘baseado na obra tal’. Saiba que este ‘baseado’ significa ‘influenciado’ e não ‘originalmente transcrito’. Não é uma obra que copia o que está em um livro ou HQ, pode haver casos, como Scott Pilgrim que é uma cópia exata das passagens e scripts do mangá de mesmo nome.

Mas Senhor dos Anéis, Crepúsculo, Nevoeiro são exemplos de obras que foram adaptadas. Muito se fala que adaptação é um formato que exige leitura e compreensão para poder entender o que é plausível em uma página de livro e prático em um filme. Imagine uma cena na tela que pudesse traduzir o que uma página descreve o sentimento que acontece de forma interna? Livros são fontes mais ricas em descrição que HQs.

HQs em seu formato mais simples de entender é uma associação de passagens visuais, semelhante ao storyboard utilizado pelos roteiristas com trechos que narram e criam diálogos entre as personagens. Seria na prática mais fácil de adaptar uma história assim do que pegar um livro e extrair o que seria aproveitável. Enquanto um descreve muito o outro, deixa claro, mais o visual da ideia. Entre as facilidades. Os adeptos de livros e HQs travam uma guerra com que apenas vê a adaptação do cinema.

Ou trava uma guerra com o filme diretamente. Às vezes não estamos falando de como uma pessoa reage a outra pessoa. E sim ao estúdio. Em alguns casos, raros, os leitores se revoltam com o próprio autor. Como foi o caso de George Lucas. Muitos fãs de Star Wars diziam que ele estragara a saga, sendo que ele criou a saga.

Nos localizamos. E vamos agora falar sobre quem tem a razão no MCU: Leitores de HQs ou Expectadores (apenas) dos filmes.

MCU SEGUNDO HQS.

Em parte o estúdio da Marvel antes e depois da compra pela Disney, sempre adotou como qualquer outro estúdio quando ao criar uma obra baseada em HQs ou livros fazem. Eles seguem uma linha de narrativa e adotam o que interessa e descarta o que não é possível ser inserido na trama ou mesmo porque o diretor não se interessou pela versão do livro e ofereceu sua visão.

Nenhum filme de herói, seja Marvel ou DC, fez com total fidelidade as histórias e os personagens. Como se costuma falar, os personagens das HQs são muito mais fortes que os dos filmes por exemplo. Dá-lhe uma adaptação em cascata para entender que não é só “HQ-FILME” OU “LIVRO-FILME” que o cujo ou cuja sofre com o termo “Nerfar” (enfraquecer) ou pelo alterar a linha de como as coisas funcionam.

Em todo video game do Superman, por exemplo, todas as pessoas da terra tem um fragmento de Kryptonita em casa. Quando não tem, o Superman é um quase um cara normal que voa e tem visão de calor. Entre a HQ-FILME e HQ-GAME, Filme e Game sempre serão menos canônicos e mais ou menos fantasiosos.

O superman de Henry Canvil tem mais lado humano que o superman de Christopher Reeve. Eu não tenho certeza, mas qual superman você gostaria de ser? O que é um alienígena com poderes ou o que parece alienígena, finge ser ser humano, e tem menos poder que a versão 1978? Não tenho certeza, porque não necessariamente uma é menos que o outro. A força faz diferença isso é fato. Em 2006 com Brandon Routh, o superman conseguiu levantar uma ilha inteira para o espaço.

O superman de Henry Canvil não levantou aquela máquina de terraformação do General Zod. De um filme para o outro uma bela ‘nerfada’. Comparado aos poderes de Superman de 1978 não temos um leque interessante. Lembram que o Superman tinham o poder de jogar o S do uniforme como uma espécie de ‘teia’ no inimigo?

Ou a capacidade de se multiplicar? Não houve uma explicação, mas no segundo em 1980, ele podia está apenas voando tão rápido que surgia em vários lugares ao mesmo tempo. Ou mesmo o direito de revogar os seus poderes para viver uma vida humana e feliz (em parte). Lembram de Superman de 1978 que ao voar do lado de fora da terra no sentido contrário a rotação foi capaz de voltar no tempo, evitando a morte de Lois Lane e a destruição da Califórnia e do Estados Unidos?

Não sou um adepto de Superman em HQs, li algumas boas histórias dos anos 80-90. Mas o que sei de HQs é que todo personagem tem sempre uma saga que permite uma nova interpretação do personagem. Não é de todo imperfeito, que o Superman fosse uma espécie de mago no segundo filme, e no primeiro tivesse o poder de viajar no tempo.

Já em Brandon Routh não parecia errado ser um superman padrão. Em Henry Canvil inventaram de mata-lo. Claro que quem leu a Morte do Superman nas Hqs não deve concordar com a versão do filme. Aliás o homem de aço teve uma saga contra Doomsday que era bem mais icônica, dando ao personagem uma devida atenção. Que em Batman Vs Superman não houve.

Talvez até mesmo, separando os alhos dos bugalhos, a versão do filme foi sofrível independente da versão ser boa ou ruim nos HQs. Admito que até hoje não voltei a ver, porque não engulo também a rivalidade do Superman com o Batman no filme. E voltando para o MCU. É bem válido entender que nas histórias da Marvel, o padrão da Hqs que segue em qualquer estúdio é igual. A primeira história que eu comprei do Dr. Estranho, a melhor defesa, a versão ‘remasterizada’ de os Defensores (1971) com as artes atuais e outras histórias, o Dr. Estranho morre.

Em outra saga, da Empiricus (que li em parte), ele não morre, mas perde parte da Magia. A saga do “Universo à fora”, ele também perde a magia, mas completa, devido ao preço. Esse preço de magia não existe em todas as lores, para se ter uma ideia. Na versão do Dr. Estranho de 1963, a magia era algo manipulável do universo como o éter, e usa-lo não impunha um preço.

Em certas histórias, como em Arauto, Dr. Estranho tem a oportunidade de obter o poder supremo das entidades. Por um período pequeno. Mas ele reconstruiu a existência, após uma absorção absurda de poder realizada por Galactus. Essa uma história que impõe ao Doutor um dilema em relação a Cléa e ao famoso Mephisto.

Em outras histórias, o Dr. Estranho tem a possibilidade de recuperar a habilidade das mãos e voltar a ser cirurgião. Na versão do What If, ele não teve a mesma origem repetida em Hqs, a animação de 2007 e dos filmes. A batida de carro e o dano aos nervos das mãos. Ele se torna mago por outro motivo. Já teve versão má dele, versão mestre, versão aprendiz. Já foi arauto do Dr. Destino.

A persistência dessa mudança é que promove o personagem. Isso muda o Dr. Estranho. Ao contrário. As pessoas podem entender o mago supremo de diferentes formas possíveis. E apesar de que nas Hqs ele é mais forte do que nos filmes. Tem Hqs dele que ele não é tão forte assim. Tiveram poucos números ou vezes, em que ele assumiu poderes realmente majestosos.

Em 1989 com Tormento e Fúria, Dr. Estranho foi finalmente nomeado mago supremo. Engana-se que isso significa “Poder supremo”. Apenas o título tem haver com o arauto da dimensão Terra-616. Apenas. Em Wandavision quando Agnes aponta que a feiticeira escarlate poderia fazer até média com o Mago supremo, dado a lore do MCU e não dos Quadrinhos, podemos ter duas conclusões:

  • Isso significa um problema para Wanda Maximoff;
  • Ou isso significa problema para o Dr. Estranho.

Nas histórias em Quadrinhos, Dr. Estranho ser mago supremo não implica em temor aos seus inimigos. Acredito que inclusive os demônios achem até interessante este título e busquem um duelo com o mencionado mago para verem se conseguem além de dominar a dimensão, um título para colocar na cabeceira.

A própria Feiticeira Escarlate tem diferentes versões nas Hqs. Ora trabalha com Dr. Estranho, ora matou todos os personagens na Marvel, ora teve uma origem na Europa e outra nos Estados Unidos. No MCU, a brincadeira dos dois mercúrios só fazem sentido para os que entendem dessas ‘versões’ das HQS.

Nunca li a saga infinita, que renderam 5 volumes. No cinema rendeu 22 filmes, embora os filmes dos vingadores) é que contavam, ao total 4, para de fato a luta contra Thanos. Nas Hqs a manopla por exemplo não queima. Nos filmes queima. Ainda que eu cite essa pequena diferença, tem outras mais que fazem as adaptações no cinema seguirem uma versão ou intepretação.

Se você é leitor de HQ eu sinto dizer. Mas de todos os filmes, nenhum de fato seguiu uma lore consistente nas Hqs, e sim uma união de cada versão. Para os expectadores do filmes, não importa muito as Hqs. A partir de que a percepção desse público é versado nos filmes e não na construção da banda desenhada.

Se em Hqs você tem diferentes sagas dando uma versão do personagem. O filme é outra versão que segue a mesma linha. Queremos ver o nosso herói favorito descolando a cara dos inimigos, como naquela saga das Hqs que ele fez todo mundo de gato e sapato? Queremos. Mas temos nos atentar que tanto aqui como lá, as versões são diferentes.

Talvez até ajude você a pensar em como a saga infinita para o MCU poderia ter sido considerado um resultado do multiverso. Aliás, se perceberem, os filmes solos de cada personagem em comparação com os coletivos (Os Vingadores) não dá uma impressão que os heróis ali são diferentes e possuem até poderes mais intensos? Eu pelo menos senti que em Thor solo, ele era mais forte que o do Vingador.

Senti que o Dr. Estranho no filme solo era muito mais forte que o filme coletivo. E assim vai. Ainda é plausível. Multiverso. E esse detalhe vai deixa-lo(a) inquieto(a). Lembra da batalha em Wakanda contra o exército de Thanos e o próprio Thanos? Quando a Wanda e Visão mataram o Thanos? Lembram que ele chegou a morrer pela mãos dos dois…?

Se o Dr. Estranho não tivesse dado a jóia do tempo, eles teriam vencido ele ali. E lembrem que o Dr. Estranho deu a joia para ele. Seria um Multiverso ali? Por que o Dr. Estranho do outro universo não pensou em contatar o Dr. Estranho do problema das joias do infinito, para tocaiar o Thanos em um ciclo infinito como fez com Dormammu no filme solo, mas no lugar de parar a dimensão, ir para um mundo diferente?

O Dr. Estranho do filme solo teria matado o Thanos. O do filme coletivo comete erros básicos. Mas ainda sinto que é plausível. O Dr. Estranho nos quadrinhos também tem seus piores dias. E você pode optar por comprar a saga ou ignorar. Achar qual é a melhor opção e adota a que mais te interessa.

Então quem tem razão: Ambos.

X4 Foundations – Vale à pena?

X4 é um título de série espacial que investiu em uma longa saga com aventuras até lineares e conforme os jogos iam evoluindo, o modo sandbox foi aos poucos ganhando forma. Os primeiros jogos da série são absolutamente primitivos e nada lembram a realidade do X4, tanto em mecânica como em gráfico. Diferente de muitos artigos, neste caso vou fazer um alerta, e pouco tem haver com a qualidade do jogo em si.

Hoje, dia 4 de janeiro, comprei X4 Foundations após quase 3 anos esperando que o jogo baixasse de preço. Uma promoção sempre é bem vinda. Não que ele não valesse seus 120 reais. Mas plataforma Steam, a que prefiro, é famosa por fazer algumas ofertas bastante interessantes. E esse jogo já esteve até mais barato do que nesta semana, chegando a custar 49,00. O preço que fiz questão foi de 69,00. Leva-se em conta minha maturidade nas leituras dos materiais que encontrei sobre o jogo.

De vídeos, depoimentos a gameplays, acredito que teria feito uma ótima compra. Não fosse por um detalhe. Sabemos que imprevistos ocorrem, e dentro de jogos de PC, o famoso requisito da máquina faz uma diferença entre jogar e não jogar. Talvez o principal obstáculo seja os requisitos. Sim, mas não o único. A minha máquina roda o X4. O problema é que não roda por falha de execução.

Tentei umas 15 vezes antes de pedir reembolso na plataforma de Steam. Como é de praxe, a plataforma impõe alguns pontos para pedir o estorno, são eles:

  • Ter no máximo 3 horas jogadas;
  • O pedido de reembolso não ultrapassar 2 semanas da compra do jogo.

Digamos que não joguei nenhum 1 minuto, ironicamente. E fiquei com o jogo na biblioteca por 45 minutos, a contar pelo tempo de download. O infelizmente fica pelo fato de que não existe alguma pista nos fóruns da X4 e tampouco de suporte por parte da desenvolvedora que esse problema exista.

Fica um alerta, faço por este canal, porque as empresas não costumam ler as reclamações e pelo steam eu precisaria ter 3 horas ou mais para ter o direito de publicar um review na própria plataforma, assim o faria dando meu testemunho de que o jogo não inicia. Não importando se os seus requisitos atendem o mínimo ou o recomendado.

O problema não é da sua máquina é do programa. Então para evitar aborrecimentos, não recomendo que vocês comprem este jogo. Apenas avalio minha experiência na plataforma Steam. Se em outro lugar, como EPIC GAMES (não consultei se há) mas para exemplo de outras possibilidades de compra o jogo rodar, fiquem livres para comentar sua experiência.