Magic the Gathering (71) – Netdeck é uma boa?

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RESUMO ÁGIL.

Em 2019, próximo ao Natal, no mês de dezembro conheci MTG. Tornei-me aficionado. Por gostar muito do tema mago, não tanto de competição e muito menos de cardgames, não que eu repelisse a ponto de não ‘apreciar’, mas que não me atrairia o conceito sem um bom motivo.

Não procurei o MTG de início, minha busca era no foco de boardgames no padrão de Dungeons and Dragons, que posterior a minha atenção atraída pelo MTG, consegui até os três livros principais da edição 5.0 e de algumas aventuras em Boardgames e outras em formato de .PDF, MTG acabou por me mostrar um conceito de estratégia simulada.

Então passei 2020-2022 a publicar artigos de minha evolução sobre o jogo e o quanto o observei como jogador dentro e fora do Magic Arena. Utilizando do modo tradicional, presencial, do MOL (Magic Online) e de jogos de PC lançados nas versões de 2014 e 2015. Comprei uma coleção de 41 volumes da editora DeAgostini por um ano, um total de 5.000 cartas físicas, um pack de Commander e três catálogos com quase 300 páginas cada frente e verso com cartas que considero colecionáveis e não jogáveis, como a maioria das foils.

A última publicação que fiz foi sobre a síndrome do Planeswalker em julho de 2022. E depois não publiquei mais nada. Tem agora a Guerra dos Irmãos, talvez uma infinidade de novas mecânicas, que vou ser sincero estou mais perdido do que nunca, não faz mal, antes de 2019, eu tive que inteirar de todas 87 coleções lançadas e 26 anos de Lore, nada parece ser complicado quando se 2 anos afastado devido a pandemia cause problemas.

Meu personagem favorito, Jace Beleren. Foi o meu primeiro deck, comecei na Guerra da Centelha e de lá comprei diversas coleções para trás, assim levaria um tempo para me familiarizar, tinha mais material disposto para entender do que se tratava Magic. Comprei algumas cartas avulsas e adotei desde do princípio a mana azul.

E hoje vou falar, após este resumo ágil, sobre Net deck e se é uma boa?

O QUE É NETDECK?

Deck é o baralho ou grimório que a gente denomina como sendo o acervo das cartas que iremos usar durante uma partida. Net signifca internet, e no nosso caso, se refere ao conceito de repositório. NET DECK portanto é um repositório de referência de baralhos ou grimórios.

Muito comum quando de uma partida profissional através de um campeonato, jogadores profissionais usam uma combinação de Decks e que são utilizados após essas partidas como ‘mapa de referência’ ao serem copiados para sites de Magic pela internet. Normalmente é assim que é identificado o Metagame da temporada.

Metagame é o perfil do jogo. Quais cartas estão jogando, que respostas possíveis e assim por diante. E depois veem outras formações usadas por jogadores que participam de torneiros menores ou de loja, não são necessariamente profissionais, mas que são decks que podem ser competitivos a altura específica. Também são copiados para essa base.

Como no ano tem um lançamento total de 4 coleções principais e 1 de Core set, uma coleção com as melhores cartas de cada mana. É comum ter uma mudança substancial no Metagame, logo esses decks não são tão ‘voláteis’, mas surgem com mais frequência em dois períodos: Começo do ano e metade do ano. Quando as rotatividades das coleções mudam alguns perfis do jogo.

Net Deck é uma espécie de ‘referência’, mas que muitos literalmente copiam o deck list 100% sem nenhuma diferença. Há um problema? Não. Contanto que você se divirta. Não há o que de descontar em regras bobas. Net Deck serve para copiar ou se inspirar. Mas isso é só uma realidade no Magic Arena. Por quê?

NET DECK: MAGIC ARENA x TRADICIONAL.

O Magic Arena é normalmente referenciado por sua abreviatura sem seguir exatamente uma regra de uso padrão, como é o caso do MTGA (Magic the Gathering Arena) ou MA (Magic Arena). Muitos sequer usam essas abreviaturas, só jogam no Magic Arena então se referem ao Magic.

O sistema é free to play, possui microtransações? Sim, mas não é obrigatório. Para conseguir cartas você pode ir jogando partidas, fazendo partes de eventos, de bônus e ganhando aos poucos diamantes para gastar em passes de temporadas, que além de experiência e diamantes, que são recursos de recompensa por vitórias ou feats, você vai ganhando cartas por passar de etapas.

Alguns eventos inclusive te dão cartas pelo simples fato de se inscrever neles. E por mês, você recebe um booster aleatório também. Tudo de graça. Se quiser pode comprar, mas terá que ser com o total de diamantes adquiridos por jogatina ou usando dinheiro real. Mas você pode conseguir um acervo sem gastar nada.

No tradicional os únicos dois jeitos de você conseguir pack de graça, e diga-se passagem é um sistema aleatório de cartas boas, são no chamado Open House que é um evento que muita loja sancionada pelo Magic (tem muitas no Brasil) dão para que a pessoa que é iniciante entre no jogo. Normalmente é um pack de cartas usadas em pilhas da coleção Core Set (essas cartas costumam não ser competitivas) ou em Draft que é um evento de pre release da nova coleção.

Você abre um booster, pega uma carta até formar 40 no total e jogar ali. Além de você ficar com elas, você tem a possibilidade que o prêmio sejam boosters. A depender de sua pontuação, você ganha mais boosters. Diferente do Magic Arena, o Magic jogado de forma presencial, te dá cartas de graça em ‘menos oportunidades’ e frequência. E com menos valor de competitividade.

Para ter cartas boas ou as que achamos nos Net Decks, é preciso comprar em padrão avulso. Essas cartas são os achados em Booster pelo lojista, eles a colocam à venda. E geralmente o custo dela é superior a uma carta de booster. Se pegar o padrão de 45 reais e 15 cartas. Não espere que sejam um valor de divisão justa. Essas cartas avulsas atingem valores de 70-150 reais por unidade.

A depender do valor da carta na jogatina, ela pode valer 300 reais. E para ter um nível de competitividade, muitas delas se exige 4 cópias como de costume. Está disposto a pagar 1.200 reais por 4 cartas? Muitos até que estão. Mas a grande maioria não é disposição, é falta mesmo. Portanto o Net Deck não é uma realidade no Magic Tradicional.

DIFERENÇAS DA CÓPIA DO NET DECK.

No Magic Arena é possível perceber as suas chances de vencer em uma batalha no começo do ano. Quando a primeira coleção é lançada, as pessoas ainda tem as cartas passadas. O novo começa a dar um show em cima do antigo com muita facilidade. É um padrão, sempre acontece assim.

Basta que ocorra o primeiro campeonato, que você vai ver que o seu placar de vitórias começa a despencar. Você começa a ver decks muito superiores que não se via no começo da temporada. É um salto de diferença. E isso torna talvez o jogo menos competitivo. Aliás a maioria ali está com um deck que não é deles.

É comum também você jogar com diferentes adversários e notar que o deck deles é uma cópia do outro. Por essa razão. Como existe uma lista até longa de decks bons não é um padrão achar 10 decks iguais. Mas é comum achar intercalado 2 decks iguais. Até alguns são mais padronizados do que outros.

No final do ano é possível perceber uma preferência por um tipo de deck. Então é mais comum ver decks iguais. E isso muda radicalmente quando falamos de Magic tradicional ou de forma presencial. Esse tipo de mudança não acontece. Aliás em um você consegue as cartas jogando e de forma gratuita. Na forma física só comprando. E são cartas caras. Portanto fazer esses decks não é uma realidade.

Logo no Magic físico você consegue lidar com adversários com mais igualdade. Digamos que de certa forma sempre terá uma pessoa com poder aquisitivo melhor. E ela vai se destacar, vamos dizer assim. Mas é uma ou duas num total de 40-50 jogadores. No Magic Arena é 40-50 em um total 40-50. Ainda assim é um problema?

Não mudo minha opinião, mesmo que eu ache isso chato. E torna o jogo desigual falando sinceramente. Acho que todo mundo tem o direito de se divertir. Se querem copiar o deck o façam, senão querem tudo bem. A minha consolação fica pelo fato do Magic Físico não compartilhar da mesma realidade. Aliás já viu quanto custa comprar um Commander hoje? Imagina você ter que pagar 300 reais em uma carta?

Ilustração (1) – Conceitos e Fundamentos

Há cerca de 3 meses comecei a desenhar diariamente (exatamente) até que chegasse em um ponto ideal de qualidade. O ponto ideal é aquele que você desenha sabendo, mais do que basicamente:

  • Proporções;
  • Método de Loomis;
  • Método de Estrutura Anatômica;
  • Luz e Sombra;
  • Angulação e Gestual;
  • Estilo Realista e Cartunesco;
  • Perspectiva linear, tonal e atmosférica.

Confesso que a pior parte foi a boca, continua sendo, mas quando se quer obter um nível desejável, o lábio tem que seguir algum padrão. Se for realista, haja treino. Se for cartoon, podemos destacar que até um traço pode ser uma boca.

O meu desejo sempre foi de fazer personagens no estilo oriental, o comumente conhecido como Mangá e um estilo até ‘próximo’ o Anime. No entanto para muitos que já leram, Mangá é em Japonês HQ e não um estilo. Então nós podemos falar em estilo oriental e ocidental.

Não comecei há 3 meses, já vinha em tempos que eu já desenhava alguma coisa. Posto regularmente os desenhos no Instagram, mas não todos, se for referir, um desenho por dia, são 30×3 = 90 desenhos, e só tem talvez uns 20 publicados.

Conforme o tempo passa, o tamanho do desenho vai ganhando uma proporção de corpo inteiro, quando que anteriormente era apenas elementos da face. Depois a face. Por fim o pescoço. Depois a parte dos ombros e o busto até acima do peitoral. Agora já faço da cabeça até a cintura.

A melhor forma de estudar é:

  • Desenho de referência (Não é desenho cópia tampouco tracing);
  • Desenho de cabeça;
  • Desenho de retrato;
  • Estudo de elementos e anatomia;
  • Desenho de perspectiva;
  • Usando diferentes tipos de lápis;
  • Tonal com cores;
  • Tonal com escala de cinza.

Passando por cada fase:

  • Desenho \ Esboço (Usado lápis graduado em H);
  • Desenho \ Arte-Final (Usado lápis graduado HB e 2B/4B)
  • Arte-Final \ Coloração (Usado lápis HB/4B/Nanquim/Cores)
  • Usando perspectiva tonal

Usando os métodos:

  • Loomis;
  • Anatomia;
  • Assimetria;
  • Proporção.

Sempre escolhendo temas diversos, variando em ‘paleta e angulação.

Batendo na tecla de diferentes estilos. Mesmo quem vai tentar ser mais ‘cartoon’, sugiro fazer uma viagem pela arte realista. Vai permitir mais liberdade na hora de fazer um desenho mais figurativo.

Tradicional vs Digital:

  • Diferenças: Na hora de edições \ Desenho limpo;
  • Mesmos métodos \ Estudo;
  • É preciso ter tempo de adaptação.

Confesso que a minha primeira vez com uma mesa digitalizadora da série One by Wacom é bem ‘complicada’. Mas é preciso ter jeito. Configurar sensibilidade. Porque para fazer composição, sou mais jeitoso com a arte tradicional. Mas tenho mais tempo com ela do que com a digital.

A grande ‘graça’ do digital é a facilidade de edição e o uso de camadas. Sinto que quando faço o desenho tradicional, lá no começo, eu tinha que apagar parte do desenho ou refazer. Sim, acontece. Hoje tenho menos contratempos dessa espécie.

Já fiz desenhos digitais antes, mas usava o mouse. E sinto uma enorme dificuldade com a caneta. Minha mão ainda não se acostumou. Mas é engano se alguém falar que você não aprende desenho em digital. Apenas ignorem, é o mesmo que fazer tradicional com o uso de pressão, diferenças graduadas e acabamentos. Digamos que há regras diferentes para cada tipo.

Considerações para Arte Final:

Se alguém te falar que contorno não é arte final, ignorem também. Tirando a exceção para artes realistas e hiper realistas, onde o volume, luz e sombra e cores fazem a curvatura, desenhos do tipo cartoon possuem contorno. Mesmo o contorno são feitos em linhas quase apagadas para criar a sensação de ‘curva no horizonte’, mas ainda tem contorno.

Se você excluir da cabeça que não tem contorno, seu desenho vai ficar super esquisito. E outra, a arte final conta com um desenho bem construído, fazemos sim ‘pressão’ em cantos, em partes da curva. Essa pressão é chamada de contorno por pessoas normais.

Quem gosta de criar regra, fala que se chama de pressão. Isso atrasa em muito o aprendizado de quem segue o próprio ritmo no estudo.

Esfuminho ou Hachura?

Depende. Mas tem algumas regras que são fáceis de entender. Esfuminho são usados para criar o shade, o efeito de textura mais real em pinturas e desenhos mais reais. Em cartoon eles são pouco comuns, exceto em cantos. E até nas narinas. No entanto a melhor para estes casos não é generalizar.

Cartoons tem esfuminho para definir sombras de volume. A Hachura cruzada na diagonal é bem conhecida para criar o efeito de ‘dobra. Inclusive em roupa. O jeito é, desenhe, ficou bom? Deixa. Faça com lápis graduado H para evitar que o desenho borre.

Mesa Plana vs Inclinada:

Não precisa comprar uma mesa inclinada. Basta usar uma prancheta e pôr nos joelhos ou sentado a mesa encoste a prancheta na quina da mesa à sua frente. Por que isso? Já deve ter visto que os desenhistas usam mesas inclinadas não é? Não é nenhum capricho de artista.

Acontece que quando a gente desenha em mesa plana nossa perspectiva é diferente. Vocês vão perceber que o desenho vai ficar esticado. Se você desenha inclinado, você percebe a proporção na horizontal e vertical adequada. E seu desenho fica muito bem construído.

Luz pontual ou difusa:

Para desenhar é bom ter claridade. Em especial quando for fazer um acabamento tonal (colorir). Muitas vezes usei uma amarelo marcador no lugar de um amarelo sol pensando ser uma coisa. Quando vi na luz, notei que meu personagem estava radiativo.

Então o bom é usar o desenho contra a luz, natural se estiver de dia. Usar uma luminária com a cor branca diretamente, sem criar halo (efeito circular no desenho, deixando partes fora da iluminação). Qualquer outra cor que além a branca, vai confundir o tonal ao seus olhos.

Colorir:

  • Aquarela;
  • Bastão \ Cera;
  • Lápis de Cor;
  • Escala de cinza.

Tirando Aquarela e Bastão/Cera, posso comentar sobre Lápis e escala de cinza com mais propriedade. A escala de cinza é usar o grafite cinza que desenha para gerar a luz e sombra e criar a perspectiva de volume e curvatura, distanciamento e aproximação.

Serve para estudo, é bem recomendado começar assim antes de partir para cores.

Com lápis de cor tem alguns macetes:

  • Não pressione para criar ‘efeito’ escuro no papel todo. Faça mais isso em bordas ou cantos, com pressão pontual. Largue o lápis sobre a folha. Passe mil vezes pelo mesmo lugar. No tom de pele isso é bem indicado;
  • Para áreas escuras tem dois macetes: Ou usa a cor com mais pressão seguindo uma padrão de gradiente ou crescimento de tons (claro, médio-claro, médio-escuro e escuro), ou usa um lápis de azul marinho. Não use grafite e nem lápis preto, tampouco por cima da cor mais clara;
  • Faça movimentos em todos os lados, mas faça bem junto para evitar espaços em branco.

Técnicas pouco convencionais:

  • Desenhar com borracha – Use o grafite para fazer ‘poças’, use a borracha para criar por exemplo reflexos, efeitos de luz em superfícies, olhos;
  • Use a borracha de todos os tipos – Para remover grafites do tipo 8B;
  • Use Nanquim para fazer curvaturas com mais efeito;
  • Use normalmente 6B ou 8B para fazer o contorno, mais do que usar Nanquim para este fim;
  • Cuidado ao usar a borracha para não viciar sobre ‘grafite’ ou ‘cor’ borrar seus desenhos;
  • Use lápis esfuminho ou cotonetes, alguns usam o dedo. Faça o movimento que quer ‘criar’ com o formato sobre o grafite;
  • Faça ‘sombras’ em cima de linhas e esfumem para criar o efeito de declive, canion ou depressão. Boa para fazer a estrutura do nariz até os olhos. Inclusive a órbita ocular é feita assim;
  • Faça sombras uniforme em preenchimento, normalmente com uma versão ‘menor’ do volume que se criar para o caso de desenhos cartoons.

Proporção:

Faz diferença criar o alinhamento dos olhos, sobrancelhas, orelhas, boca, queixo, laterais usando o Loomis. Não o faça por completo, além de ser mega trabalhoso, não é usual fazê-lo por completo.

Trace o esboço. Vai acertando. Até cada parte estar bem proporcional e construída.

Macete:

  • Desenhe inclinado;
  • Afaste o desenho e note o tamanho de cada elemento;
  • Acerte as laterais do rosto;
  • Acerte o alinhamento centralizado do queixo. Se ele estiver centralizado, é frontal. Se estiver lateral ou outro ângulo, acerte a simetria e posicionamento de cada elemento, senão vai parecer o Sloth do Goonies ou um quadro de Picasso, tudo torto;
  • Planeje a angulação com o Loomis;
  • Orelhas e Sobrancelhas seguem normalmente um padrão de alinhamento (frontal), a orelha pé bate nas narinas. Em outros ângulos, as orelhas apresentam perspectivas às vezes abaixo da linha dos olhos, ou acima. Então observe outros desenhos ou fotos para ter noção.

Para anatomia pense em musculatura para fazer cada membro. Se pensar em ‘contorno e linha’ você vai desenhar um palito no lugar do braço. Nosso ombro ter uma leve curvatura, fazendo o braço assumir ‘gomos’ em algumas partes. Estes gomos são representados por nossos músculos.

Maneiras para estudar anatomia:

  • Desenho referência;
  • Estudar anatomia muscular;
  • Desenhar o músculo em diferentes ângulos.

Estudo em progresso:

Sempre que aprender algo novo, faça isso repetidamente. E agregue. Vou dar um exemplo. Você aprendeu a fazer boca. Então faça até sentir que sua boca está como você quer. Aprenda olhos. Faça boca e olhos. Quando aprender orelha. Faça boca, olhos e orelha.

Nunca deixe de fazer isso e diariamente. O exercício de proporção exige conhecimento desse mapa. Quanto você mais acostumar, melhor será criar cabeças mais no futuro. Se deixar para depois, pode ser bem complicado esse aprendizado.

Estudo diário:

Não pense em pular um dia. E se pular, não pense pular dois dias. Estudar todos os dias permite você aprender mais do que conceitos:

  • Adaptar a mobilidade e motora da mão;
  • Criatividade;
  • Aprendizado da proporção anatômica;
  • Agilidade em desenhar;
  • Desenhar novidades com mais rapidez do que os primeiros exercícios;
  • Treinar mais ainda o que você tem dificuldade;
  • Fazer todos os dias exercícios de ‘elementos’ – Mão, nariz, pelos e etc;
  • Fazer todos os dias desenhos inteiros: Pessoa completa, busto, cabeça ou cenário;
  • Estudar conceitos e métodos novos;
  • Não pense em ‘acomodar’, se fizer isso para sair da zona de conforto é pior que começar do zero;
  • Se você desenhar hoje cenário, amanhã faça um cenário 3D;
  • Se você desenhar hoje um personagem com roupa comum, amanhã faça com armadura;
  • Evite desenhos cópias e tracing. Evite mesmo. Não fique com aquela desculpa, faço o desenho e mudou uma coisa. Isso é desenho cópia. Use a referência. Vou dar um exemplo.

Exemplo:

Use a referência da Alita. Uma ciborgue, parte orgânica e máquina. Pense no design dela. Como ela é feita por versão: A primeira, a segunda e a última (final do filme).

Pense no cromado, na versão Alita e 99 (quando era uma guerreira). Pense nas armas. Agora faça um ‘redesign’. Não é para mudar uma coisa…é para mudar tudo.

É um reboot da Alita. Você vai criar uma personagem do zero. E nem sequer vai usar o mesmo ângulo. Ela está agachada como estivesse em pose quando se salta de uma posição alta e aterrisa…coloque ela de costas, olhando para trás com uma arma em uma mão e a outra segurando alguma outra coisa. Mude a cidade, que é a cidade do Ferro ou Metal, coloque uma mistura de Los Angeles de Blade Runner com a Night City de Cyberpunk 2007.

Mas não misture essas cidades, pegue a referência e faça uma cena/angulada que não existe delas ou pelo menos que você não encontrou. Leia o desenho. O que ela diz? Pede mais detalhes ou está bom?

Se fizer isso todos os dias, posso assegurar que em 1 ano terá aprendido mais do que pensa. E talvez os 10 anos que muitos dizem que é preciso, podem ser resumidos em 5 anos. Sim, menos que isso é quase impossível. É preciso ter conhecimento e experiência para ter maestria em ilustração.

Vou continuar publicando meus progressos por aqui. Acompanhem, se você for um(a) ilustrador(a) em ascensão. E siga o instagram da Junca Games.

Curso Especialista de Marketing Jurídico – Lançamento

Finalmente o Curso Especialista de Marketing Jurídico é lançado. Por diversos artigos fiz a menção no início. E agora uma reunião de suas características, para qual público e como fazer sua inscrição.

Vamos abrir uma turma em Julho. Entre em contato por nosso e-mail contato@junqueiraconsultoria.net.br para informações e inscrições.

Leia aqui (do que se trata o curso) é uma apresentação de como o curso vai acontecer e a descrição de cada módulo.

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CEO e Diretor e Marketing da Junqueira Consultoria.

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Saiba o segredo de Chaves ser tão amado pelas gerações.

Em 1973 ou em meados de 74, a esquete Chaves começou a ser gravada como extensão dos quadros já existentes, Peterete e Chompiras e a Mesa quadrada que levava no elenco, Roberto Bolaños, Don Ramon, Carlos Villagran. Ainda que outros atores tenham composto, o trio criou a marca da comédia do México nos anos 70-90.

Mas sua redefinição de comédia não é tão significativa como muitos pensam. Mas por que será que Chaves e Chapolin os quadros mais famosos fazem tanto sucesso? Mais do que Xaveco, Chompiras e outras esquetes livres do grupo. A razão é mais óbvia que pensar que Roberto Bolaños era um gênio, mas sim alguém que pensava com obviedade.

Sua maior referência era claramente Charles Chaplin. Parte dos seus personagens, próprio Chaves (O pobre), Seu Madruga (O vagabundo) são arquétipos do famoso ator britânico que fez “Tempos Modernos” e o arriscado “Ditador” em 1943, zombando de uma figuras mais macabras do século 20, já em plena Guerra.

Artista do cinema mudo redefiniu a comédia para um novo patamar. Mas não inventou mais do que continuou. Legados já existiam naquela época. E a comédia pastelão nasceu no circo, nas apresentações, nas atrações anteriores a TV e ao Cinema. Todas eram advindas dos teatros. As palhaçadas eram a veia cômica. Logo Charles Chaplin não ‘criou nada’, apenas adaptou as brincadeiras espontâneas do teatro para o cinema.

O ator mexicano Roberto Bolaños nunca escondeu a admiração que tinha pelos trabalhos dos grandes nomes da história a arte. E brincava com o público. Removia a quarta parede como Oscar Wilde teorizava, que com certeza antes dele também. E se ainda até aqui todos esses não inventaram e sim passaram para frente, o que fez Chaves ser tão aclamado por diversas gerações?

Em 1984, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), comprou as licenças da então Televisa para transmitir o programa que já dava sinais de término no México, com parte do elenco já divididos em seus próprios projetos. Talvez, ninguém sabe dizer, com a morte do intérprete Don Ramon (Seu Madruga) em 1988, o seriado tenha se tornado um ícone mundial.

Com 5 anos no Brasil, com certeza que a figura carismática do programa daria um sabor especial. Sua partida elevou o valor que o programa tinha. E ainda que ele fosse paizão dentro e fora. Isso nos oferece uma pista porque a comédia do Chaves e Chapolin fez e faz tanto sucesso.

Xaveco, mesa quadrada eram programas mais adultos. Um tinha um lado mais Caceta e Planeta do tipo Tv Pirata com esquetes voltadas ao público crítico social e político. E outro tinha uma pegada mais adulta com vocabulários menos afetuosos e com atuações mais voltadas para presepadas de mulheres casadas, roubo de jóias e confusões numa versão do Hotel dos Trapalhões.

Claro que as piadas ali era uma versão mais madura das que existiam no programa do Chaves. Mas a razão das piadas do Chaves serem engraçadas, mesmo após vermos mil vezes. É porque elas foram construídas para entreter crianças. Você não leu errado. Chaves e Chapolim são quadros do empreendimento para o público infantil.

Não tem piadas com palavrão, exceto o Xaveco, porque o público eram as crianças. Notem que a narrativa de explorar as loucas situações beiravam o absurdo e ridículo, da simplicidade ao caos. Seu Madruga sempre recebia um tapa da D.Florinda. Numa narrativa mais adulta e complexa, ela nunca despenderia um tapa na cara dele.

Liga o fato do Quico sempre reclamar com ela, e nunca duvidar da verdade. A narrativa para crianças pega o óbvio e o caminho direto. É só ler um livro para crianças e você vai perceber que a definição é assim:

“O urso ficou com sono. Portanto ele foi dormir.”

Não há obstáculos. Não há necessidades. Todos os problemas foram resolvidos. As tramas não são complexas. Se fosse adaptado para um texto mais complexo seria:

“O grande predador não alcançou sua presa à tempo. Desnorteado pelo cansaço, resolve procurar um lugar seguro e pronta vigília para descansar, mas atento ao odor no vento.”

Nenhum urso é uma ‘coisa de pelúcia bontinha’ com em contos infantis. Na realidade, ursos são predadores territoriais. Constantemente sua atenção está voltada para caçar e evitar ser caçado. Com certeza que dormir não seria uma tarefa comum em sua lista de afazeres, como se ele quisesse ou fosse respeitado o direito de dormir sem problemas. E sem um motivo aparente.

Chaves tinha passagens assim. Como o fato do Quico ser tão burro, e não ser possível nem para uma criança de 8 anos esse fato. Ou que o relacionamento da D. Florinda e o Prof. Girafalles não gere um descontentamento dos outros pais, devido a relação Professor/a e mãe/pai de aluno que tanto na vida real dá o que falar. Se fosse numa novela mexicana, só este fato poderia ser o argumento principal.

As piadas se concentram em situações engraçadas e não em piadas propriamente ditas. Com a trama simples e as piadas espontâneas, e claro, uma ajudinha da nossa dublagem que não deixa para menos, deixou o seriado engraçado. E tenha certeza que os quadros Chaves e Chapolin fizeram tanto sucesso, que muitas pessoas não sabem nem da existência das outras partes das esquetes.

Essa é a comparação indireta por exemplo das piadas dos quadros brasileiros que muitos mencionam usar baixarias para contar histórias. Ou os Stand-ups, que raros são, os que sabem contar uma piada sem envolver xingamento ou uma situação delicada. A sutileza das piadas do Chaves partem da parte que, é um programa infantil.

Por exemplo, nenhum Standup é para crianças. Nenhum quadro do extinto programa Caceta e Planeta eram para crianças. Os Trapalhões eram. As piadas parecem diferentes? Na maioria das vezes, eram iguais, mas o nível delas mudavam conforme falamos sobre públicos. E apesar de ninguém se importar de ver ou de saber disso, adultos gostam de Chaves pela simplicidade devido ao toque de ser um programa infantil.

O mesmo vale para casos óbvios e atuais: Olhe o programa de comédia americano ICarly. Olhe a trama de 2007-2012 e olhe a atual. Perceberam que as piadas do antigo era mais inocentes, mas as mesmas do que do programa atual? As do atual são mais ‘sujas’. O público do de antes era o infantil e adolescente. O atual é para quem está na faixa dos 30 anos.

Teve um crítico que afirma que o ICarly de hoje é mais triste. Essa é uma definição correta. Por quê? A ideia do ICarly de 2007-2012 era de entreter adolescentes. Com uma pitada menos dramática, mas divertida. A atual é de entreter adultos que estão na fase das responsabilidades, e que o mundo não é tão arco-íris. Então certa coisas que geravam magia na infância, hoje descobrimos a real.

Mesmo em 2012, a temática do programa já era mais adulto. Aliás a atriz estava com 19 anos e não mais com 14 anos.

Portanto o programa pode ser menos atrativo, ou menos ‘colorido’ ou até mal encarado para alguns. Comparem os programas antes e depois:

  • Full House vs Fuller House
  • ICarly (2012) vs ICarly (atual)

Vejam um filme que temática infantil:

Caça-fantasma. Sim ele tem temática infantil. Apesar da comédia deixar tudo mais leve. Estamos falando de um filme que tem o mesmo conceito de Sobrenatural, REC e Exorcista. Os caças são exorcistas. Mas a ideia é menos temerosa. Se tirarmos a comédia teremos um filme mais ‘sombrio’. Compare os filmes de 1984 e 1989 com a versão de 2020.

Os dois primeiros são mais inocentes. Este último já bate em uma questão mais madura.

E para concluir, Chaves continua sendo um dos melhores seriados. Bom que as produtoras entendessem, que a comédia não precisa ser pesada para ser boa.

Magic the Gathering (70) – Cuidado com a síndrome do Planeswaker

PLANESWALKER VS COMANDANTE.

O último artigo (69) escrito em 30 de janeiro deste ano e olhe em nosso Diretório de MTG clicando aqui para ler todo o progresso sobre minhas visões e experiências desse jogo de Estratégia. E neste de número 70 vamos falar sobre Planeswalker e sua importância, e também, nossa supervalorização por ele.

Quando iniciei em MTG em 2019, o que chamou atenção pelo jogo foi uma carta do mago azul e mental Jace Beleren estampado em uma embalagem de Deck Planeswalker da Guerra da Centelha. E lembro muito de ler que Planeswalker (Planinauta) não são o ponto principal e tampouco os personagens principais do Deck.

Não somos em contrapartida representados por cartas de Planeswalker. Tal como acontece, digamos, em jogos do tipo Brawl e Commander. Onde temos um comandante que é a estrela principal. Define através de seu padrões de cores (as cores de conjuração do CMC) e sua importância de fato no jogo.

Ainda que não nos represente como um avatar, os comandantes são considerados Criaturas que podem atacar e defender, diferente do Planeswalker, que não podem.

O fato do Planeswalker não ser exatamente uma criatura nos coloca em um ciclo reflexivo de sua verdadeira importância. Em Magic tudo é considerado mágica. A partir do segundo turno, as criaturas vão para pilha serem resolvidas.

Até porque é pouco provável que no primeiro turno alguém tenha mana (terreno) e carta para dar resposta. Embora isso possa parecer pouco significativo, ela nos apresenta uma solução visual e tática do que é um Planeswalker, e porque eles não são a figura chave de um jogo.

Quando comecei, o MTG de uma maneira geral define nós jogadores como os Planeswalker. Mas não um em específico. E sim como representação figurativa ou teatral. Todo jogador é um mago que atingiu a centelha. Então quando colocamos um Planeswalker Jace, Chandra, Rowan, Gideon, eles não significam um avatar ou representação nossa. São apenas cartas valoradas como mágicas do tipo…encantamento de campo de batalha?

PLANESWALKER VS ENCANTAMENTO.

As cartas Encantamento são tipos especiais de efeitos que atingem o campo de batalha. E favorecem que nossas ações ou as do seu adversário crie efeitos. Esses são os chamados gatilhos de efeitos ou trigados (trigger \ gatilhos). Que segundo a carta podem acontecer durante os turnos ou em fases específicas como: No começo da etapa de manutenção ou no final do turno. Ou quando um jogador realizar uma ação aleatória ou específica como – Comprar Card, conjurar uma magia ou atacar uma criatura (Menace) ou você.

Eu conheci o Encantamento pelo Aura, que é um tipo de encantamento que se anexa em criaturas ou artefatos. Então seus efeitos são direcionados à esses. Mas o encantamento de campo que é apenas assim identificado melhor se aplica ao que queremos entender, o que são Planeswalker senão são criaturas. Planeswalker são formados por um índice chamado lealdade. Que serve para serem usados em suas habilidades ou queira, magias de criatura.

Geralmente são formados por skills básicos que servem para aumentar ou diminuir o valor da lealdade e tem efeitos menores e o Ultimate Skill que é a cereja do bolo, tem significativos efeitos e são uma base da identidade do Deck. Dali podemos definir que cartas serão colocadas para favorecer o uso desse Skill. Como no caso de um Comandante de Commander.

A diferença que fica entre eles é que um pelo menos você usa como criatura ou uma carta mais ativa em campo de batalha. E outro é um encantamento especial. Muitas cartas de Planeswalker são trigadas com ações dos jogadores. Então podemos combinar que não estamos falando de uma carta pouco efetiva, mas não devemos coloca-la em um pedestal. Por quê?

Encantamento normalmente tem um dispositivo nativo de uso sem necessitar de requisitos para usar suas Skills com tanta sofisticação quanto o valor de lealdade por exemplo. Um encantamento não pode ser atacado por ataques de danos físicos usando o marcador ‘dano’ vindo de uma criatura. O que se usa para anular os efeitos ou inutilizar é usar uma magia de counter (quando na pilha) ou removal (quando em campo de batalha) ou usar um encantamento para anular ou reverter os efeitos desta.

Mas nenhuma criatura pode resolver. Mas pode tirar um Planeswalker do jogo, que aliás tem mais ‘sensibilidade’ as ações do seu adversário do que um encantamento padrão. Seu número de lealdade além de ser o recurso para usar as Skills, é também o seu marcador de defesa. Ou seja a cada golpe de criatura, você perde esses pontos de lealdade.

Além desse inconveniente, temos o problema de mágicas counter e removal. O jeito neste caso é bloquear o ataque usando criaturas ou fazendo uso de alguma mágica que evite o ataque por algum motivo. Planeswalker é como se fosse um Rei com poderes de uma Rainha em uso de nosso Xadrez. Como muitos sabem, o Rei é a peça mais vulnerável do jogo e a Rainha a mais forte. O rei não pode dar Mate, mas pode bloquear caminho ou fuga de peça.

A Rainha pode andar quantas casas quiser e qualquer direção (exceto o movimento do Cavalo) e que digamos, é a mais temida. Em Magic, os Planeswalker quando habilitados e preparados para o uso de sua Ultimate Skill, digamos que um pouco mais do que isso, esteja pronto para usar tudo que possui, em matéria de desvantagem por assim dizer, já que temos que considerar que um Planeswalker não é uma peça vantajosa.

A Rainha que está com a faca e o queijo na mão logo de cara, somos obrigados a concordar que a primeira impressão é que temos um Rei que precisa ser ‘coroado’ a rainha para ter o resultado que desejamos. E neste caso temos que reavaliar se queremos de fato investir em Planeswalker no jogo.

QUANDO USAR UM PLANESWALKER?

Um card Planeswalker é um tipo especial que precisa de defesa e escolta para de fato ser indispensável. Ou seja, nós gastamos as cartas do Deck com o foco a princípio para favorecer a ativação das Skills do Planes(…) sacrificando a infraestrutura do Deck.

De um lado é importante ressaltar que tem Planeswalker que favorecem em muito as táticas de Mill, Draw, Removal, Counter, Ramp ou Buff (aumentar a criatura). Mas também por outro lado há cartas com ‘investimentos’ menos exaustivos e mais ativos do que usar uma em específico. E durante o meu tempo de jogo, posso afirmar que é bem melhor investir em Encantamento de Campo de batalha, Aura e Artefato\equipamento do que usar Planeswalker.

Quais as vantagens dessa substituição?

Cartas encantamentos, mágicas instantâneas e feitiços, Artefatos e Equipamentos, mesmo o de veículos (ainda que com alguma ressalva, já eles possuem um requisito que o impedem de serem considerados criaturas antes de um requisito) são melhores opções de combo para ganhar o jogo contra o Planeswalker, por precisarem de menos itens para serem suficiente funcionais.

O impacto de um encantamento do tipo “Prisão Fantasmagórica” que impede de um adversário usar gratuitamente a sua ação de atacar, já é mais eficiente que a grande maioria dos Planeswalker. Esse tipo de carta impôe que para atacar você precisa pagar 2 manas incolores por criatura.

Então é imposto um dilema: Ou você conjura ou ataca. Embora eu não seja exatamente um especialista que sabe tudo, nunca vi uma carta de Planeswalker com esse feito e tão simples de usar. E normalmente o custo de mana para conjurar é menor. A maioria dos planeswalker o CMC é alto. Raros são os que tem conjuração de 3-4 a maioria é 6. Ou seja seu uso a partir do 7 turno. Se tirarmos 1 terreno por turno.

É vantajoso se você compila cartas que são para efeito tornar o Planeswalker ativo na conjuração e que todas as mágicas gerem efeito double. Quer dizer, facilita o uso do Planes, mas também funciona independente disso. Para este caso, até digo que é mais fácil não usar o Planes.

Só é muito vantajoso se você usa o Planes como uma carta que causa alto impacto. Quer dizer, se você millar por exemplo 1/4 do deck do seu adversário. Se o trigger gera aumento de criatura quando você e o outro fazem uma ação. Aí vai valer o esforço. Fora isso, não use.

PLANESWALKER VS CARD HERO.

Com certeza você já deve ter jogado aqueles games que ao atingir uma pontuação específica você pode usar um personagem forte para lhe ajudar? O chamado Hero. Esse personagem é um PNJ ou NPC, que tem um efeito temporário e o ajuda em alguma batalha, criando efeitos de proteção ou aumento de poder, além de uma ajudinha como Companion.

E depois que ele desaparece, o processo de pontuação para ativa-lo recomeça. Dificilmente você o chama na mesma partida mais de 1x. O Planeswalker comparável a essa dificuldade de ativação é o mesmo para Magic. Com aquela analogia também do Xadrez. Ele é um Rei que precisa virar Rainha. Então encaramos como nas regras do tabuleiro, o único jeito é coroar o peão. O peão precisa ir até a linha fronteira adversária para ser coroado.

E quem sabe, isso é geralmente improvável de acontecer. Normalmente você vai perder os peões antes disso ou serem bloqueados por peças similares do seu adversário. O que torna o Planeswalker algo pouco favorável num jogo que não tem persistência.

Ou seja sua cartas precisam ter um foco de efeito ou terão pouca chance de colocar o Planes em ação. Neste caso, pense no Planeswalker como um HERO. Ele precisa de muito para fazer um efeito. É bom que você pense em usar um que tenha um ALTO IMPACTO e que você minimize o uso de requisitos para usa-lo. Neste caso, estaremos investindo pesado e com todo foco nessa mecânica. Vale à pena? Depende.

Mas como toda coleção de Magic, não existe uma garantia que o Planeswalker que saía é e fato positivo para você. Então não espere por fazer essa estratégia em todas as ocasiões, que não vai rolar. Simplesmente combine cartas de impacto certeiro mas com uso menos essencial através de diversos requisitos. Apenas pense que sua restrição para uso, é porque você não tem mana suficiente, qualquer outro torna o jogo um empecilho.