Japonês (20) – HQ Dias Demoníacos de Peach Momoko

Por Rafael Junqueira

Roteirista e ilustradora japonesa que é conhecida pela alcunha de Peach Momoko (桃桃子) foi a artista que colaborou com as edições a seguir que compõem Dias Demoníacos:

  • A lenda do Monte Kirisaki (Demon Days: Mariko, agosto/2021)
  • A saga Yashida: Parte 1 (Demon Dats, Mariko, agosto/2021)
  • A saga Yashida: Parte 2 (Demon Dats, Mariko, novembro/2021)
  • A saga Yashida: Parte 3 (Demon Dats, Mariko, fevereiro/2022)
  • A saga Yashida: Parte 4 (Demon Dats, Mariko, maio/2022)
  • Rei das Trevas: Dias Demoníacos (King Black 4 II, março/2021)
  • Assassina (Elektra Black White & Blood 4 II, julho de 2022)

Pela MARVEL e pela distribuidora Panini Comics foi lançado em 2022 uma coletânea com todas essas edições com o preço de R$ 199,90. Com capa relevo, com glossário no final dos Youkais (妖怪) e artes alternativas das capas de cada edição.

A história é basicamente uma jornada de descoberta da jovem Mariko Yashida que revela ser uma descendente Oni e como ela, o universo à sua volta correspondem ao mundo fantástico do Xintoísmo japonês. Não apenas com este elemento, mas com a transformação de heróis da Marvel como Hulk, Thor, Tempestade, Wolverine em personagens da cultura japonesa.

Os traços são os habituais gênero oriental que se aproxima dos mangas (まんが) que todos conhecem. Mas sua leitura não é da direita para esquerda, é como nos quadrinhos ocidentais. Há alguns elementos muito importantes que são algumas presenças de hiraganas que surgem nas páginas da revista, e para efeito de curiosidade, eles realmente significam algo.

Os traços são similares ao cartoon do game Okami (おおかみ) de 2006. As histórias são envolvidas pelo folclore japonês como a cobra gigante semelhante a Quimera Orochi, que na HQ é representado pelo simbionte Venon. Hulk que é um Oni, ainda brutamontes como o seu alter ego em Marvel. Wolverine é um lobo, outra figura muito simbólica e marcante na cultura japonesa.

Há a presença inclusive da famosa Yokai Yuki-onna que é uma figura do folclore retratada na revista. E a última história, Assassina, coloca Elektra no tempos dos Samurais. A edição é uma revista de formato grande e com 256 páginas coloridas*.

Notas:

A maioria dos mangas são da direita para esquerda, de cima para baixo e são preto e branco. Alguns, as primeiras páginas são coloridas apenas. Neste caso, a HQ apesar de ser roteirizada e ilustrada pela japonesa e ter elementos dessa cultura, o formato de leitura é ocidental.

Fotos: Rafael Junqueira\Mundo Pauta.

The last of Us é uma série boa?

HISTÓRICO DE THE LAST OF US.

Para contextualizar essa análise, vou precisar retornar ao ano de 2013. A empresa Naughty Dogs responsável por títulos que misturam narrativa e cinema, desenvolveu um novo game que se passava em um mundo destruído devido um surto ocorrido em 2013, e passados 20 anos, aquela sociedade tentava se sustentar com o que tinha e talvez, houvesse uma chance de cura.

Nós temos como perspectiva desse mundo tão diferente, Joel. Conhecemos um pouco de sua vida, mesmo que breve durante o período pré surto. Entendemos que suas motivações foram completamente destruídas com a morte de sua filha e no dia de seu aniversário. E isso nos mostra que o desafio que fosse capaz de motiva-lo a lutar por um mundo melhor, ter a chance de novo de constituir uma família e conseguir protegê-la.

Então em 2033, Joel e Tess, sua companheira de missões, recebem mais do que forçado uma missão de levar uma menina de 14 anos até uma base dos Vagalumes, o então terroristas. Mas que podiam de alguma forma resolver todos aqueles problemas com uma possível cura. Ellie, parecia ter o que eles chamavam de imunidade.

Em 2014 foi lançado uma prequel dos acontecimentos de The last Of us. Como Ellie descobriu ser imune aos fungos? E seus relacionamentos, suas crenças e nos permitindo pela primeira vez de uma forma integral, a orientarmos por aquele mundo por outra perspectiva. E em 2021 foi lançado a sequência The Last of Us parte 2, com uma Ellie de 19 anos, raivosa com um Joel sobre os fatos que seguiram no Hospital dos Vaga-lumes.

NÃO ERA UM JOGO AMADO.

The Last of Us não foi concebido pelo público imediatamente como uma referência inédita de mundo destruído por uma praga que fosse a altura de Resident Evil e Dying Light. Ao contrário, o lançamento passou bem mais que batido e não havia tanta empolgação com o título como atualmente. Quase 2 anos após, o jogo criou uma fanbase sólida.

HBO MAX ADAPTA THE LAST OF US.

Hbo Max conseguiu ser o primeiro canal e produtora a adaptar uma série fiel ao jogo. Com tantos detalhes fiéis, jogos de câmera, dinâmica de cena, mesmo diálogos, mesmas vozes de dubladores na versão nacional, mesmos arcos narrativos e perspectivas, as pessoas ficaram apaixonadas pela homenagem.

O Público gostou? Pelo Rotten Tomatoes a aprovação é de 89%.

Porém a fidelidade sofreu um pouco com o passar dos episódios, assim como todo esse sonho realizado, havia também aqueles que se movimentaram contra na etapa de pré-lançamento com a escolha dos atores. A atriz Bella Ramsay de Game of Thrones não agradava aos fãs mais ferrenhos por não ter a mesma característica fisionômica da personagem nos games.

Adaptação de Left Begind foi considerada excelente – clique aqui.

Em 2013 ocorreu uma polêmica da face ser uma cópia do então ator Elliot Page, que na mesma época protagonizava o jogo da Quantic Dreams, Beyond two souls como Jodie Holmes. Os comentários se tornaram bastante raivosos quanto a escolha e isso recaiu bem menos em relação ao Joel que seria interpretado por Pedro Pascal de Mandaloriano.

EPISÓDIOS POLÊMICOS MOVIMENTAM AS CRÍTICAS.

O episódio 3 e 7 foram um alvo considerável de críticas que se dividiram. Muitos fãs do jogo ficaram revoltados com a descaraterização da trama do jogo para a série. Do contrário houveram outros expectadores que ficaram felizes com a representatividade.

Clique aqui para ler sobre a repercussão.

LANÇAMENTO DE THE LAST OF US PARTE 1 REMAKE.

Aproveitando o embalo que a série criou, o sucesso que foi entre os fãs e o público novo, foi encomendado um remake do jogo de 2013. Mas o lançamento para PC foi considerado um desastre por conta dos bugs de gráficos e de performance. Clique aqui para ler sobre a notícia.

MUNDO PAUTA RECOMENDA?

Minha opinião ficou entre o foco da série e o do jogo. Porque sem sombra de dúvida foi a melhor adaptação que ocorreu. Nenhum outro jogo chegou nessa fidelidade. Mas eu devo confessar que mesmo que haja uma impressão de que foi tudo igual, não foi. Tem algumas diferenças, pequenas ou até mesmo grandes. Vamos a algumas delas:

  • O jogo se passa na época pré-surto em 2013 e o presente seria em 2033, a série se passa em 2003 e o presente em 2023;
  • A atriz que faz a Sara filha de Joel na série é uma menina negra, no jogo é uma menina branca;
  • Especificamente ao controlarmos sara restritos aos movimentos internos da casa, quando que na série ela chega a visitar os vizinhos, escola, lojas da cidade e rua da vizinhança;
  • No jogo para se perceber a presença de problemas com os fungos, o ar ficar cheio de esporos. Na série esse elemento não existe;
  • O relacionamento de Joel e Ellie no jogo tem uma frequência bem diferente do que há na série;
  • No jogo sua perspectiva de narrativa é a de Joel e portanto o enfrentamento dos desafios é bem mais imersiva, na série existe uma distribuição de importâncias;
  • O relacionamento de Billy e Frank não é exibido no jogo. Essa fase é descrita por ser a primeira vez que os jogadores encontram o Baiacu, na série foi usado uma trama de relacionamento entre um casal durante o período de ruína pós-surto;
  • O relacionamento de Ellie e Riley no jogo Left Behind possui uma combinação entre a revelação do seu relacionamentos e também um dos mais desafios de combate aos fungos no Shopping, na série o desafio de combate foi reduzido e o relacionamento preservado;
  • No jogo tem mais momentos de ação e a série de dramatização e narrativa.

As particularidades dos episódios 3 e 7 é que existe uma compreensão limitada. Alguns expectadores criticaram os fãs do jogo, alegando que a série não foi feita apenas para quem joga o jogo. No entanto esse é um fato que preciso discordar, tamanha fidelidade mesmo que diante de algumas diferenças, que a HBO construí ao redor da série.

É destacado um termo muito característico de ‘produtos’ voltados para uma fanbase como sendo o ‘fanservice’. Que são elementos apresentados nas séries e filmes para agradar os fãs mais fervorosos. Essa série, especialmente o primeiro episódio é uma constatação de que ela foi feita para os fãs do jogo. Logo a repercussão negativa se deu como a maioria afirma ter sido, pela descaraterização dos episódios em relação a trama do jogo.

Mas não fere muito a qualidade da série. O formato criado pela HBO Max de uma forma peculiar permite que você veja cada episódio de uma forma independente, embora eles possuam uma continuidade. Mas não há requisitos de ver um episódio para ver o outro, então o episódio 3 que muito foi criticado e justificado por muitos como sendo uma ‘ilha narrativa’ e o episódio 7 por mostrar muito mais o lado relacional do que a ação, poderiam ser ignorados e pulados sem perda substancial da trama.

Eu gostei da série, dentro do escopo como fã e por gostar de ficção científica, essa talvez tenha sido a melhor aposta da HBO. Não escondo que The Last of Us tem quase um pé de similaridade de The Walking Dead, que para muitos foi e é um ícone de sucesso, a minha pessoa, deixei de ver a série TWD na terceira temporada por acha-la tediosa demais e com menos lados científicos.

Se tudo for preservado, a parte 2 será igualzinha ao TWD.

Recomendo.

Wandinha é uma série boa?

HISTÓRICO DA FAMÍLIA ADDAMS – DESDE DE 1930.

Para avaliar se a história da filha mais velha da Família Addams é interessante para ser assistir, quero voltar no tempo e falar sobre a sua história. Na década de 30, o cartunista Charles Addams criou em pequenas tiras uma narrativa com conteúdo de ironia e morbidez com um bom senso de humor de uma família americana.

A primeira aparição dessas tiras foi em uma revista chamada The New Yorker que tinha um seleto público naquele tempo, e um total de 150 quadrinhos foram publicados . Essa publicação foi realizada de forma ininterrupta de 1937 até 1988, neste último ano, o Sr. Addams veio a falecer. Durante esse período a esquisita família foi adaptada para séries de televisão, filmes, curtas, musicais e video games.

SÉRIES:

  • Primeira adaptação de 1964-1966; (The Addams Family)
  • Segunda adaptação 1973; (The Addams Family)
  • Terceira adaptação 1992-1993 (The Addams Family)
  • Quarta adaptação 1998-1999 (The New Addams Family)
  • Quinta adaptação 2022 (Wednesday)

FILMES:

  • The Addams Family (1991)
  • Addams Family Values (1993)
  • Addams Family Reunion (1998)
  • The Addams Family 2 (2021)

CURTAS-METRAGENS:

  • The Addams Family Fun-House (1973)

MUSICAL:

  • The Addams Family (2010)

GAMES:

  • Fester’s Quest
  • The Addams Family
  • The Addams Family: Pugsley’s Scavenger Hunt;
  • Addams Family Values;
  • The New Addams Family;
  • The Addams Family: Mystery Mansion;
  • The Addams Family: Mansion Mayhem.

LEGADO DE GOMEZ COMO RAUL JULIA.

A versão que muitas pessoas hoje se lembram são as exibidas nos anos 90 e protagonizadas por Raul Julia (falecido em 1994), Chrtistina Ricci, Angelica Huston, Christopher Lloyd e Dana Ivery. Elenco que fez parte do segunda longa em 1993, que no Brasil recebeu o nome de Família Addams 2 e nos Estados Unidos, Addams Family Value.

WEDNESDAY, PRIMEIRA VEZ SEM A FAMÍLIA ADDAMS NO TÍTULO.

A série Wednesday é a primeira que não adota o nome ‘Família Addams’ e o também a pioneira em explorar um dos membros da família em particular. Estreia em 2023, no papel da mórbida filha de Gomez e Mortícia, temos Jenna Ortega.

O PÚBLICO APROVOU?

  • Pelo Rotten Tomatoes a aprovação é de 86% – clique aqui.
  • Pela pesquisa do Google a aprovação é de 96% – clique aqui.

A ambientação da série aposta em um circuito de drama Teen com elementos de suspense e da comicidade que acompanha a saga da família Addams. E diferente como nos filmes, não há esse apreço, uma vez que o foco é Wednesday (Wandinha no Brasil). A trama segue com o seu ingresso na Escola Nunca mais e ela tentando se relacionar de forma mais normal possível com seus colegas que também não são nada típicos.

Os elementos que deixam a trama também atraente, são as similaridades com a saga Harry Potter. Desde da escola que lembra bastante Hogwarts, temos os personagens que por serem parte de um mundo fantástico. Sereias, lobos, monstros, captam bem a atmosfera mágica. Há além dessa relação ‘Wednesday x Colégio’ e sua provável vida de estudante, há também um círculo amoroso. E uma trama de suspense que conecta crimes estranhos ocorrendo nos arredores da escola com o passado de sua família.

POLÊMICAS.

O QUE ELA DISSE?

Ouça o PODCAST ARMCHAIR EXPERT com Dax Shepard com Jenna Ortega que ‘por suposição’ gerou essa polêmica – clique aqui (apenas áudio em inglês) – site oficial do PODCAST.

NOTA DO EDITOR DO MUNDO PAUTA.

Como proposta de Jornalismo Sério, a repercussão do caso tem ‘inúmeras’ versões das afirmações da Atriz sobre o que ela falou ou o que foi dito sobre ela, e o que rodeia. Desde de suas alegações classificadas como ‘críticas’ a série ou ao seu cargo de produtora executiva. E em todos os casos, como de praxe, não há citação de fonte alguma. No entanto há menções de possíveis fontes (Como a Revista Elle). Mas não há links ou em quais publicações essas alegações se referem.

A Revista Elle é uma publicação com foco em moda e normalmente é determinante em publicações femininas. Uma alegação desta natureza de que a atriz é produtora executiva não seria deixada de fora.

Na Revista Elle (apenas consta sobre Jenna Ortega)

Notas: Diversas fontes sem confiabilidade na internet, Revistas e canais alegam ‘fatos’ sem provar o seu conteúdo. Muitos criadores de conteúdo alegam que a Revista Elle publicou declarações que Jenna Ortega se tornou produtora executiva, mas não há essa declaração em nenhum lugar. Exceto entrevistas da atriz sobre os itens anteriores.

O QUE A MÍDIA \ CANAIS DE VEÍCULOS DE IMPRESSA DISSERAM?

[NECESSÁRIO Fontes para a afirmações nesta seção]

E recentemente a atriz Jenna Ortega se pronunciou ao revelar que não pretendia aceitar o papel (???), chegando a recusar várias vezes antes de finalmente aceita-lo por um pedido do diretor Tim Burton. Essa declaração é acompanha de outras em que revela ter tido a necessidade de alterar o roteiro de sua personagem por achar que muitas falas e trejeitos não eram adequados ao perfil de Wednesday.

Clique aqui para ler sobre a repercussão.

Suas críticas pareciam ter movimentado as Redes Sociais e os canais de mídia durante algumas semanas após o lançamento da série na plataforma Netflix. A repercussão foi tanta que que o diretor Steven DeKnight que não fazia parte da série chegou a criticar a atriz por sua atitude, que o mesmo considerou infantil e tóxica.

Clique aqui para ler a primeira parte.

Clique aqui para ler a segunda parte.

Após o ocorrido e a consequentemente viralização, o diretor voltou atrás se desculpando pelo ocorrido. A notícia da promoção da atriz, além de protagonista para como produtora da série também ganhou destaque nos jornais e portais da imprensa. As opiniões se dividiram e muitos pensaram em que a série poderia ser cancelada. No entanto os rumores eram falsos e a segunda temporada está à caminho tamanho o sucesso que a série foi recebida.

MUNDO PAUTA RECOMENDA?

Assisti a série sem pretensão, não conhecia os atores que participariam. Alguns levei um bom tempo para notar que eram ‘cameos’ e que eram de longa data em um repertório de vários outros filmes e séries que havia visto. E suas narrativas naquele mundo um pouco diferente da Família Addams foi uma surpresa.

Assisti os filmes de 1991 e 1993 e não sou um fã de longa data do filme. Não quero dizer que sou um contra sobre. Mas tão ferrenho. Um expectador neutro, esperando assistir uma boa série. Não acho que eu tenho críticas negativas. Nem pela história, pelas tramas, tampouco pelos personagens e pelo elenco escalado.

Gostei da ambientação da escola, realmente lembra Hogwarts em muitos sentidos. Pois levamos em conta que Hogwarts é um lugar único. Só seria possível ‘usar’ aquele lugar em um conceito repaginado, que o caso da Wednesday. Temos uma nova história focado em um membro da família. Onde sempre houve na verdade foco no casal Gomez e Mortícia.

As tramas são interessantes porque você quer ver como a Wandinha será agora interpretada, e também fica sabendo desse mistério que ronda a Escola Nunca Mais. Os personagens parecem fazer parte de uma trama bem rica e interessante. Outro ponto é dar uma ascendência para Wednesday, que nunca foi uma menina ‘super poderosa’ e sim bastante anormal.

Querendo eletrocutar seu irmão, o feioso e não expressava nenhum sorriso que não fosse pelas maldades que gostava de praticar. A série conseguiu cativar bem o público novo, o antigo também. E diria que as chances de se decepcionar com a série são relativas, uma vez que vai depender muito do seu gosto.

Essa é uma série Teen, especificamente. Mas é tão interessante, que esse lado de drama de escola, relacionamentos não é exatamente o foco, mas essencial para história correr. Mas ela não é tão infantil também. Tem um peso pela maturidade da série bater em uma questão diferente do filme de 1993, em que em um acampamento de verão, Wandinha se apaixona, ali a atriz tinha 14 anos e fazia uma pré-adolescente.

Na série Jenna Ortega tem 20 anos e faz uma Wandinha com 17 anos. Logo os relacionamentos não ficariam muito na superfície. Mas nada que estrague a ‘coisa toda’. Ela vai continuar mórbida, com o jeitinho de Vulcana e com a inteligência que sempre demonstrou ter em todas as adaptações que a personagem teve.

Recomendo.

Japonês (19) – Hannya é um Youkai mal ou bom?

Depende do contexto a interpretação. Hannya parece ser de origem Hindu, que significa “Sabedoria”. E a fonte descreve que a Sabedoria que emana das etapas da iluminação do budismo. A conscientização referente ao sofrimento, a identificação do desejo que gera o sofrimento, a libertação do desejo e por conseguinte a extinção do sofrimento e a iluminação pelo esclarecimento deste caminho.

No Japão a representação de Hannya não tem haver com uma característica abstrata, não apenas, ela retrata outro tipo. Emoções, perfil, estado de comportamento. Mas ela se refere também a personificação física, uma máscara com uma face retorcida e chifres na altura da testa lado a lado as têmporas.

O chamado teatro das expressividades ou por aqui como Noh. É usado máscaras para vestir um perfil e assim termos uma identificação de um personagem. Hannya pelo Japão é um demônio. Representa tanto pela inveja e ciúme.

Essas diferentes interpretações levam em conta a cultura do país. No Hindu se tratava de um benefício que todos mundo quer chegar, na iluminação. No Japão é uma emoção baseada na inveja e no ciúme, com ódio, cólera. O que ninguém quer. Essas interpretações se validam das heranças que temos com outros lugares, sejam por meio da influência adquirida quando somos contatados por esses povos.

Por exemplo, o portal Torii é de origem Hindu também, e provém da palavra Torana. No japão e na índia, o portal tem quase a mesma função. Mas cada lugar tem um detalhe que se complementa e que faz parte da cultura local.

Então se por acaso você já leu em um manga (まんが) que o Hannya era bom ou mal, isso vai depender exclusivamente da interpretação do criador do quadrinho. Pode retratar ou não a cultura local ou uma miscelânia de ideias. Logo não é uma verdade absoluta a versão que você está lendo ou ouvindo sobre Hannya.

Em Ghostwire Hannya se trata do personagem antagonista principal, e ali é condicionado ao personagem um estado de insanidade e perda. Já que toda a procura dele no jogo é justamente de achar uma forma de reverter as mortes de sua família. E de quebra ele acha que poderia fazer isso pelas outras pessoas também. Essa jornada dele, o levou a loucura.

No game ele não é exatamente um vilão, só uma pessoa que enlouqueceu.

Resident Evil 4: Remake – Antes e depois do lançamento.

Na última semana foi lançado o Resident Evil 4: Remake pela Capcom. E pode não ter sido o maior presente para muitos, já que as críticas se concentram em ausências de partes do jogo. Segundo a produtora Capcom, antes do lançamento em janeiro deste ano, afirmou que não havia feito cortes no Remake – clique aqui. e clique aqui.

Na época do lançamento do Resident Evil 3: Nemesis as pessoas criticam a produtora devido os cortes realizados no remake, e durante este período (os links acima) alegaram que o RE4 não sofreria perda de conteúdo e que eles iriam continuar no jogo. Mas parece que isso não aconteceu.

Pelo veículo Adrenaline, a fonte insider AestheticGamer1 alegava que o jogo não teria cortes e que o material original seria mantido e que outras partes do jogo teriam uma ampliação mais criativa de desenvolvimento. Clique aqui para ler.

Talvez isso não pareça, mas a percepção dos jogadores em relação ao RE4 tiveram um impacto negativo, e como referência ao METACRITIC farei uso apenas das notas dos usuários e não dos críticos que geralmente representam veículos de imprensa:

  • Para PS5 a nota é 6.1 – clique aqui (2.518 notas) – Clique na análise consistente aqui
  • Para PC a nota é 5.1 – clique aqui (1.316 notas) – Clique na análise consistente aqui.
  • Para PS4 a nota é 3.7 – clique aqui (998 notas) – Clique na análise consistente aqui.
  • Para Xbox Series X a nota é 4.4 – clique aqui (1.126 notas) – Clique na análise consistente aqui

No entanto devemos avaliar as plataformas como um todo para entendermos se o jogo ‘sofreu’ o chamado flop pelo público. Na plataforma STEAM (PC) o jogo possui um total de 55.312 correspondem 54.001 a positivas o restante se referem a negativas.

Lembramos que as pessoas que acessam ambas as plataformas para manifestar sua opinião podem não corresponder ao total que joga o remake. Portanto pelo exato contraste que faz pelo STEAM a pontuação de aceitação ser de 97,62% comparado aos 5.1 do Metacritic, torna um pouco ‘relevador’ que temos uma votação e análise não isonômica.

Sendo assim, pela percepção ‘micro’ da plataforma PC, o jogo não flopou. Mas ele retrata uma aceitação muito positiva ao jogo. E que a categoria “Flopou” não parece ser uma realidade. E espero que os jogadores curtam o remake de RE4 que foi um marco para os jogadores tanto quanto o FF7 foi.