Pílula de Marketing (83) – O que o Marketing tem de similaridade com Ciência de Dados?

Não há uma pegadinha neste título, mas uma ligeira e completa informação do que um cientista de dados e Marketing fazem de semelhante. Conferindo a você, leitor(a), mais um esclarecimento do que ambas as áreas fazem e porque naturalmente, possuem nomes distintos (veremos porque afirmei isso). Vamos lá? E antes uma PROPAGANDA.

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CIÊNCIA DE DADOS E MARKETING.

Se é meu aluno ou leitor de minhas publicações, deve ter notado uma visível insistência de trazer conteúdos que demonstrem o papel e os objetivos do Marketing. Faço isso porque vejo habitualmente um desconhecimento próximo dos 100% do que é Marketing. E também noto uma busca incessante por métodos e truques de internet para alavancar as vendas, que dá certo por um tempo, e depois para de funcionar e a pergunta é – “Por quê?”.

Marketing não é complicado de entender. Mas é muito confundido com qualquer coisa, menos o que ele é. Que é venda, que é publicidade, que é propaganda, que é uma iguaria de luxo, que é caro, que é para fazer falcatruas e outros nomes generosos e não tão generosos. E tudo o que se fala dele é tão ‘desconstrutivo’ ou ‘depreciativo’ que isso não me incomoda como profissional, só me deixa preocupado pelo fato de:

  • Associar ao Marketing a um conceito que se eleva as empresas de alto risco, em crises ou em situações que envolvam muito investimento para campanhas que tem o objetivo de aumentar o Market share bem acima dos dois dígitos.

Marketing é presente no dia-a-dia. Para se ter uma ideia bem básica, sem ele, você não faz o negócio existir. O plano de negócio por exemplo não tem ‘viabilidade’ sem o plano de Marketing que identifica que produto e público terão sua vez em seu empreendimento. Percebe? Você não faz o plano de negócio antes do Marketing.

Estruturalmente os planos tem alguma cadência e tempo, mas não são etapa 1 e 2. Nisso consiste muito menos compreensão do quanto é importante o conhecimento sobre os campos de atuação. Como o controle financeiro, o setor administrativo, o campo de marketing, publicitário, comercial e assim por diante. Muitos PN (Plano de Negócios) nem são feitos e os que são feitos, muitas vezes, são mal feitos.

Marketing é banalizado. Um campo da moda. Algo que os jovens da geração atual inventaram. Se você pensar nele assim. Então nasceu uns nomes estranhos por aí. Algo chamado Grownth Hacking, Branding e Ciência de Dados, que tem um outro campo chamado também e diferenciado como Analista de Dados. Muito embora sejam diferentes em atuação, o cientista e analista não irão dividir esse trabalho em duas pessoas, em especial no Brasil, onde você tem uma integração de área em uma pessoa.

Normalmente o responsável por Marketing é também: O designer, publicitário, propagandista e relações públicas. São áreas diferentes, mas são executadas por uma pessoa na maioria das vezes. Até porque, elas são interconectadas. Então faz algum sentido. Tem haver, pelo menos no Brasil, de corte de custo e não que isso faça parte de uma estratégia inteligente. Ao longo do tempo, se você não se atualiza, vai pensar que Marketing, Publicidade, Propaganda e Design são a mesma coisa. Que só são nomes bonitos para colocar na plaquinha da porta.

Ciência de dados (que vamos incluir o analista de dados) lida com…dados. Dados são…informações. Informação é um contexto comercializável. Vou falar assim desta forma meio esquisita. Um contexto comercializável. Dados são o bem mais precioso de uma empresa. Todos temos dados. Dados cadastrais, dados pessoais, profissionais, transacionais. Dados são tudo que temos. A informação. E toda informação empodera. Você tem vantagens. Tem qualidades e posicionamentos. Que tem informação sobre uma oportunidade, gera insumos para criar vantagens estratégicas.

Logo, quem tem informação, tem poder.

Sabe o que o Marketing faz? Ele é um campo científico (ciência) que lida com informações (dados) sobre o comportamento de consumo (psicologia). O provedor do Marketing é o dado, o que ela faz é analisa-lo para obter informações que os tornem proveitosas ou oportunas, queiramos assim dizer. E o cientista de dados faz exatamente o mesmo. Pelo mesmo motivo. Aliás não apenas usando uma abordagem de análise de comportamento, o agente da contabilidade faz uso da matemática para analisar os dados para achar soluções de manter ou aumentar o lucro.

Naturalmente que analisar esses dados irá revelar um comportamento de consumo. Se você for outro profissional analisando esses dados dentro de uma empresa, o conceito será sempre de um contexto comercializável. Procurando, analisando dados para obter alguma informação que o faça vender mais. Logo a ciência de dados não devemos olhar para uma perspectiva isolada, sendo uma área como um campo de atuação ‘específico’. Ou seja, não é um campo, e sim uma ferramenta.

MARKETING ANALISA DADOS?

Sim. E da mesma maneira que um cientista de dados o faz. Coleta, analisa, classifica, avalia, cruza e abstrai. Marketing não vende, ele descobre como vender. Ao descobrir, ele passa essa informação para as equipes. Logo um dado refinado. Que antes foi analisado. Sabe como eu faço o meu trabalho de Marketing? Vou contar.

Bem antes de inventarem a ciência de dados, já existia uma outra área antes dessa há milênios que fazia esse tratamento de informações. Que é a estatística. O que é utilizado para trabalharmos os dados. Sem ela, fica quase superficial a informação que queremos obter. Quando eu faço uma ação (uma simples postagem), ela vai para o banco de dados da rede social, que disponibiliza no dashboard relatórios diários, semanais, mensais e anuais.

Eu baixo esses dados depois de um tempo, não é após uma publicação. Faço por mês. Coloco em uma planilha. E com as métricas (KPI) que defini consigo entender os resultados que obtive. Com a estatística, eu faço algumas análises que me aproxime dos resultados que quero obter ou corrigir o que achei que não obtive.

Faça cruzamentos de dados antigos, analiso as notícias que saíram junto dos posts que tiveram mais engajamentos, analiso o dia, faça anotações para conferir depois o que aconteceu, o que influenciou. Tudo isso é colocado em uma mesa (hipoteticamente falando) para que eu possa tirar daqueles números, informações legíveis. Quando eu faço isso, eu posso entender o que está dando certo e errado.

Que público chamei mais atenção. Se gerei alguma possível crise. Se encontrei uma oportunidade. Que oportunidade, que público e que crise. Como aconteceram? Como evitar? Como repetir? Tudo isso é analisado com esse cruzamento de dados. Depois disso, eu faço uma consulta do SIM (Sistema de informação de Marketing) que inclui cada uma dessas consultas mensais que faço nas redes sociais (é um exemplo), porque além das plataformas digitais, temos as tradicionais. A repercussão na mídia, participação em eventos nacionais, regionais, intercontinentais.

Tudo isso vai me construir um histórico da marca. Então eu vejo se o crescimento é bom, se regrediu, o que está acontecendo. Se isso é uma falta da estratégia, se isso é uma falta da política, da economia, ou a soma de tudo isso. Por isso que um profissional de Marketing lida com dados sociais, por exemplo, o IBGE. Toda vez que sai o censo, eu fico de olho. Como é cada 2 anos, temos tempo.

Lá podemos ter um perfil, mas o SIM (Sistema de Informação de Marketing) pode nos conferir que perfil está fazendo parte do nosso público. Assim as informações desse banco pode nos ajudar a promover mais e identificar soluções para os nossos problemas. Depois disso, vou analisar muitas vezes, se precisar, lançando uma pesquisa de opinião. Para saber o que os meus clientes pensam. A percepção costuma mudar, não é de um dia para o outro, mas 5 anos – 10 anos é o suficiente para isso mudar até a forma de se vestir.

Depois de passar um tempo analisando e obtendo informações. Vou ver o que já implementei, analisar que resultados deram e se direcionam para o que eu pretendo, senão vou fazer uma fase de testes e entender como as pessoas interagem. Conforme os resultados me orientam, monto a campanha para começar a investir em uma nova força da marca (branding). Seja ela para atrair um público novo, vender mais, lançar um novo produto, criar uma parceria ou promover uma ‘criação do zero’.

Bem essa é uma semelhança de 100% com o trabalho do cientista de dados absurda. Para não dizer que são a mesma área. E aqui vem uma lição minha, que pode lhe ajudar. Talvez até mesmo promover a tua carreira de uma forma mais certeira. Pense no sentido que isso fará para você, não adote o que vou dizer como uma regra. Porque o que não pensamos, costuma surtir um efeito contrário do que pensamos.

Ciência de dados não é uma área, é uma ferramenta. Ela serve para você obter dados e delas informações legíveis. Cabe ser mais sensato ter uma especialização para usar essa ferramenta. Um martelo na mão de uma criança, é um perigo. A criança não é especializada em maneja-lo, o martelo tem uma utilidade, mas sem uma especialização não fará mais do que acidentar-se. Faz sentido isso para você?

CONCLUSÃO.

Espero que vocês tenham gostado dessa leitura. Mais um ponto que eu acho importante ressaltar sobre o Marketing e o que isso pode lhe ajudar de alguma forma na vida profissional. Faça como hábito refletir tudo que vem a você. Assim terá respostas mais enxutas do que apenas aquela conclusão fantasiosa – “Se eu comer esse biscoito terei tudo na vida sem esforço”. Faz sentido? Deve ser um biscoito muito poderoso esse.

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Pílula de Marketing (82) – O que o filme Old dad (Tiozões) nos ensina sobre Marketing de Influência?

DEBATE SOBRE O TÍTULO E SUA DEVIDA IMPORTÂNCIA.

No final de 2023 assisti um filme no Netflix traduzido como o termo engraçado, Tiozões, mas o título original faz mais questão e eu prefiro assim direcionar a vocês, pois que ‘Old Dad’ refere-se ao contexto da velha escola. Como se fazia antes. E não apenas o filme trata de gerações, como trata de tecnologia, de uma nova sociedade, conceitos, sensibilidades, grupos, inclusões e complicações. E como podemos ‘encarar’ essa travessia de épocas.

O filme é um conceito polêmico, porque Old Dad refere-se ao ponto de que a geração atual é conhecida como a NEM-NEM e a MIMIMI. Aqui peço que tenham uma paciência, e se considere cientistas sociais e não levem ao lado pessoal e sim profissional. Toda geração tem uma birra com a antecessora e a sucessora. A minha quando jovem sofria das reclamações da anterior, agora ela repercute as mesmas reclamações.

Atual vai reclamar da seguinte e assim por diante. Haverá o seu devido momento (risos) de virar o resmungão. Mas o resmungar talvez possa ser visto não como um ‘recalque’ mas como uma fúria. Que é a ideia da interpretação do filme. Que na realidade estamos ‘confinados’ ao nosso modo de ser, de achar que a nossa forma era melhor, que no nosso tempo era mais comportado, que temos as melhores qualidades, que foi melhor e agora não é. Tudo envolvido em uma fúria, somando em um processo de cólera (ira).

E ao ver o filme notei que o título não faz muito jus a mensagem. Porque o termo tiozão é referido aos mais velhos, a minha e a anterior geração, que bate de frente com a nova realidade. Mas estamos nos referindo mais a idade do indivíduo que a sua concepção do novo. Porque há pessoas de 90 anos que não vê problemas em ser da nova geração. Mas o termo não estaria tão errado, mas ao meu ver, ao falar de Old Dad, o OLD SCHOOL (Velha Escola) se refere mais ao ponto crucial que nos interessa.

A VELHA ESCOLHA ERA A ASSIM MELHOR MESMO?

Não há muito tempo, eu tinha 10 anos. E lembro muito bem que não havia essa regra geral que podíamos andar pela rua e tudo bem. E que podíamos abrir a porta deixa-la a deus dará que tudo bem. Que no nosso tempo tinha músicas incríveis e somente. Que os filmes eram melhores, que os roteiros eram melhores, que as pessoas eram mais sábias. Mas ao velho conceito de comparação, a sociedade não é apenas o comportamento que vemos no dia-a-dia.

Porque no melhor dos tempos, anterior a minha geração, houveram guerra terríveis. E com certeza a sociedade não era tão segura assim, e tampouco santa, e muito menos qualitativa. No meu tempo, teve outras guerras. Quase uma terceira guerra aconteceu na crise dos misseis de 1962 e outra em 1983. Nos EUA durante a segunda guerra e os anos 70, foi o período que teve um surto de serial Killers. Haviam problemas e muito deles velados.

O meu tempo não foi melhor que o tempo anterior, é um progresso. O que não foi consertado em 1970, vai continuar quebrado nos anos 80. Não vai curar do nada. E o que está quebrado hoje é responsabilidade das gerações anteriores. Não é um passa bastão e acabou. O que temos que entender é que não existe ‘geração que foi melhor’. Se o nosso futuro indica uma baixa de qualidade, QI baixo, MIMIMI, é porque não fizemos o nosso dever de casa direito.

Não surgiu do nada. Não é espontâneo. Na ciência quando foi realizado o experimento da carne apodrecida para explicar de onde vinham os vermes que ali comiam. Anteriormente se pensava que eles brotavam do nada. Que surgiam como um passe de mágica. Mas foi descoberto que a podridão preserva um ecossistema ideal para procriação daqueles pequenos seres. Que era uma espécie de pulpa.

E ao entender que havia um processo para isso acontecer. Eles perceberam que o verme não surgia porque a carne estava podre. Mas porque ela estava ideal e ao processo, ao tempo, durante, a carne se tornava ideal para criar aqueles vermes. E á isso percebemos que talvez o filme, com essa abordagem, nos ensina sobre algo na sociologia aplicável ao Marketing. E aqui tornarmos óbvio o que iremos falar. Mas vou falar, para deixar claro à você o propósito de olharmos para ‘sociedade’ como um crescimento ou um ciclo. E não ‘DO NADA’.

GERAÇÃO MIMIMI, SENSIBILIDADE, ANTES NÃO TINHA ISSO.

Vivemos em uma época estranha? Eu diria que não. Porque ao estudarmos a história, é a época menos estranha. É a mais clara. Mais específica. Mais óbvia. Antigamente tudo era difícil. Tempos complicados. Podemos concordar que o que nunca mudou foram os conflitos. Sempre pelo mesmo motivo e pelo mesmo caminho. Mas as relações elas existiam, mas não era construídas do jeito que vemos hoje.

Somos seres humanos dotados de emoções, vulnerabilidades, dificuldades, facilidades, sentimentos e uma sucessivas propriedades que nos compõem. No passado, havia racismo? Nos anos 80? Época Punk? Á rodo. O racismo não nasceu agora. Infelizmente ele existe há milênios. A misoginia é tão antiga quanto, se bobear mais ainda. As pessoas que possuem alguma dificuldade motora, psicológica, emocional sempre existiram também.

E no passado pessoas com problemas, neuroses, eram trancafiados ou pior. Nossa forma de lidar com os problemas eram…insensíveis. Tínhamos uma mania de ‘catalogar’ tudo em um lugar só. O tempo passou e a nós vimos isso acontecer. Porque a evolução foi as poucos nos dando essa informação. Agora temos o conceito de identidade de gênero e orientação sexual. Temos o conceito de etnia, de raça, de espécie e de nacionalidade.

Temos síndromes, quadros e espectros. Tudo isso pode parecer…’melação’. Mas isso tornou claro alguns problemas que resultavam em confinamento perpétuo, em sofrimento, em conflitos. Em parte o lado que nos simplifica que é entender o que é autismo, TDAH e outros estudos psicológicos e médicos, é que também somos complicados.

Somos associados a gostar de relacionamento e sofremos com ele. Tem pessoas que se casam, mas não gostam do casamento, mas gostam um do outro. Como explicar? A relação é definida por afetividade e não necessariamente algo que ‘determina’ para sempre. Então existem amizades coloridas, relação divertida e outras classificações possíveis. A narrativa do filme foi precisa em um fator, porque eu acredito haver muito mais do que apenas fúria.

Hoje temos esse conceito de líder, quer dizer, já havia líderes antes. No entanto temos que ceder a realidade é que romantizamos o líder. Ele continua chefe, ele manda, mas no lugar dele apenas pensar em dinheiro, ele vai pensar na produção humana. Daí ele será versado em seres humanos. A confusão se dá pelo fato de que não é apenas o foco humano, continua sendo o dinheiro. Para ambas as partes. Que lidera e quem é liderado. Ou alguém aceita trabalhar sem ganhar nada, por que você gosta da liderança?

O filme bate na questão de empresas mais ‘coloridas’, mas demonstra frieza ao mesmo tempo. A gourmetização da liderança é um dos pontos do filme. O outro é a tecnologia. Se você está acostumado a andar de carro, vai achar que uma bicicleta que não tem regulamento, é ‘out’. Mas aprendemos a lidar com isso. Vemos o outro lado. Não andamos apenas de carro, e sim de bicicleta.

O conceito amplo do filme bate também na chamada ‘confidencialidade’ que é uma crítica atual. Das grandes empresas de tecnologia, optarem por usar seus recursos para nos vigiar. E alimentar suas máquinas de Marketing. Foi um escândalo. Lembre-se que essa ‘espionagem’ sempre existiu. Não é novo. Não é de agora. Não nasceu com as redes sociais. E nem as redes sociais são novas. Nem o conceito de ‘reunião’, de hangout, de messenger, whatsapp, telegram, tik tok. Tudo isso existia nos 80, 70, 50.

Com projetores, com momento Kodak, tudo isso sempre existiu. A diferença é o formato. E isso nos coloca na versão do filme que aquele personagem, que vivia com raiva daquilo tudo, não associou que nada mudou, só a forma de fazer. Então ele acaba sendo o famoso ‘acomodado’. A lição fica para qualquer geração. E para o Marketing ela se associa ao conceito da psicologia. Porque o Marketing fala do consumo, e tudo o que fazemos é consumir.

Então as pessoas da geração atual consomem o quê e por quê? Nossa geração consome, e tem alguma resistência? A geração anterior a nossa, tem mais resistência ou não? A geração posterior a atual, que é criança hoje, tem resistência ou é mais aberta? Como andam as formas de pensar? Será que solucionamos os problemas, ou só criamos novos? Ou não criamos nada, só anda tudo como antigamente com nova roupagem?

Ao pensar neste filme, eu levei uns 5 dias para refletir em fazer um artigo que tornasse legível o que eu gostaria de abstrair ou mesmo indica-lo como atividade de estudo, porque se virmos pelo apontamento de fúria, que não deixa de ser verdade. A pessoa está com raiva de ter que mudar a forma que fazia. Os problemas são os mesmos. Mas também queria deixar esfriar a ideia para que ela fosse mais aproveitável.

O QUE TIOZÕES ENSINAM PARA O MARKETING?

O resumo do filme é que ele trata dessa resistência ao novo, a nossa própria reflexão da sociedade. Do conceito de convivência. Da aceitação do diferente que sempre existiu. Da nova forma de ver o mundo, e ver o que era invisível, incluir o que era excluído. De analisar o novo revelando que o antigo. O Marketing de Influência não é novo. Sempre se tratou de usar a imagem do sucesso para promover vendas.

Se você via a novela, ela tinha roupas de cama, vestuário, localidades e atores. Era uma venda ‘televisiva’. Porque as roupas de cama, os móveis das casas, o vestuário podiam ser encontradas em lojas, que eram a patrocinadoras do show de TV. As localidades promoviam o turismo e os atores, o arquétipo pessoal. As pessoas se espelhavam neles.

A influência não é algo que você mede com popularidade. E isso tem sido um erro crasso (grave, grosseiro) das empresas. Elas acreditam que ter muitos inscritos é sinônimo de sucesso para ela. Faz sentido. Muitas pessoas verão o meu produto. Logo muitos irão compra-lo. O primeiro caso está certo, o segundo nem tanto. Vamos entender.

As pessoas hoje estão mais sensíveis e responsáveis. Hoje existe uma forma de ver o mundo diferente de como era. Bom ou ruim. Mas mudou. O que mudou também é a forma de criar ‘garotos e garotas propagandas’. Mas nem tanto também. A visibilidade do antigo formato nos ensinava que um ator ou atriz ao surgir em uma tela de TV, ou no programa de rádio ou surgia no jornal e revista, eram símbolos públicos.

O quanto de visibilidade eles tinham? Se fossem colocar como IBOPE define audiência por residência, seria praticamente impossível. Já que o IBOPE analisava a peça como um todo e não para uma pessoa em específico. Hoje temos as redes sociais, canais, sites que nos permitem ver o quanto somos visíveis. Aquela pessoa tem 20 milhões inscritos. Aqui mora o perigo em duas frentes:

  • Inscritos não significa ‘clientes’;
  • As preocupações da geração atual são DISPENSADAS.

Por isso fiz este artigo rico, fui do filme até aqui, para deixar uma reflexão sobre o conceito do Marketing que não apenas bate na questão de números. E sim de ‘conceitos’. São os dois casados lado a lado. Temos que ter o número e a interpretação. 20 milhões de inscritos é garantido (GARANTE?) que são 20 milhões de pessoas que comprariam sem dúvida? Essa é uma resposta que nos dá aquela prova cabal, que as empresas caem no ardil fácil.

Os 20 milhões daquele ‘influenciador’ é o seu público? As empresas elas fazem programas sociais para incluir indivíduos excluídos, fazem ações que promovem defesa dos direitos, mas será que essas ações mudam algo? De fato? Alteram o DNA do problema? A geração atual, que somos nós, não queremos ver ‘vendas’ e sim ‘mudanças’.

Parte do problema surge pelo fato de que os números chamam mais atenção do que os desejos e necessidades da geração. E mais, e fica com um MEGA ALERTA. Como o filme sugere, o passado parece mais simples. E era um pouco. Tinham os problemas, mas como não haviam tantos filtros, não sabíamos que haviam tantos problemas. Então ficava algo generalizado. Ninguém se identificava, todo mundo estava solto pelo mundo.

A geração atual é mais específica. Porque tem identidade para tudo. Você se incluí em grupos. Subgrupos, subculturas. Descobre sobre si. O que isso nos revela? São pessoas ‘específicas’. O que isso realmente nos revela? Que a geração atual é um mercado SEGMENTADO. Não é mais em massa como era no passado. Não é mais ‘serve para todos’. Não é mais ‘número’. Agora é impacto, sensação de mudança, utopia, saúde mental. E se isso não é correspondido, temos um embate de gerações.

Neste ponto, espero que vocês levem como eu falei lá no começo do artigo, essa análise como cientistas sociais e elevem todo o conceito de analisar o que está acontecendo do que deixar a sua fúria falar. A geração NEM-NEM ou MIMIMI, NUTELA e sinônimos é formado agora por um grupo específico. E como no livro de Chris Anderson, Cauda Longa que fala sobre o mercado segmentado, publicado em 2006, não há muita margem de erro com mercados de nicho.

CONCLUSÃO.

Este artigo veio em um momento que eu pensava, como eu falo para a geração que pertenço e a anterior que não adianta bater de frente com a mudança que já aconteceu? Como falar para eles, que a geração atual, mediante suas próprias dificuldades e facilidades, precisa ser estudada e não criticada? Pois que essa ‘briga’ de geração fraca, ruim, está mais legada aos filósofos que irão promover esse debate como uma forma de acerto para que nós possamos melhorar.

Agora a crítica a sociedade é muitas vezes fundamentada por causa do novo e não do problema. Se fosse pelo problema, teríamos que avaliar que de novo nada tem. Os problemas são os mesmos. A diferença é que, ao discutir no artigo, é que temos uma forma mais ‘detalhada’ de nos conhecermos. Agora temos grupos que definem de uma forma que antes não tinha. Que não era reconhecido. Antigamente adulto com autismo era ‘inviável’, hoje já se elabora estudos para identificar. E talvez a pessoa achar uma forma de melhorar a vida dela. A qualidade e o padrão.

Por que bater de frente com a geração que critica nunca deu certo. Até porque não dá certo com a atual? Nada mudou de fato. O que precisamos é ‘analisar a solução’ e não ‘focar no problema’. Essa lições são diárias, muitos por aí as dizem, e muitos a diziam antes de mim. Mas ela é difícil de aplicar. Ela é muito complicada de ser identificada. Porque você vai considerar que certas coisas não ‘intransponíveis’ e sim ‘inaceitável’. E isso pode deixa-lo com um dilema. Que deixa, na maioria das vezes.

Aprendendo Alemão – Parte (1)

PREPARANDO O TERRENO PARA QUEM FAZ O ESTUDO SOZINHO

A dinâmica de aprender um idioma ( e sozinho ) é que você sai ganhando de duas formas. Uma que treina o seu cérebro para um novo aprendizado (e sendo sozinho, acabA tendo que ‘perfurar’ o permafrost sem indicações e orientações típicas do curso) e a outra é que fica com uma linguagem a mais na bagagem. E será que é verdade que Alemão é super mega ultra difícil como dizem por aí? Dentro desse artigo vou dar algumas orientações básicas e desmistificar esse ‘colosso impossível’ de aprendê-lo.

Alemão de acordo com fontes (Wikipedia, risos; não, tudo bem ela é confiável neste ponto), Alemão é o idioma mais falado na União Europeia e ONU. É uma língua eslava, muito próxima (pronúncia) do Russo e bem próxima também dos idiomas nórdicos (Norueguês, Dinamarquês e Sueco), embora em sua estrutura não faça justiça, há termos e pronúncias que podem ser ‘similares’. Mas os comuns entre eles para por aí e por menos, não se assemelha ao Russo. Tanto que é comum muitas pessoas associaram Russo ao Alemão e Vice-versa.

Mas não facilita aprender Russo se a pessoa estudar Alemão. Apenas que são próximas. Não é o mesmo comparativo de Português para Espanhol e de Sueco para Dinamarquês e Norueguês. A realidade é que elas são apenas comparativas pelo sotaque e dialeto se aproximarem. Mas gramática, alfabeto e ortografia são de uma ponta a outra do mundo de diferentes. Por um lado a dificuldade é real?

Depende de alguns fatores Alemão ser difícil ou fácil. O primeiro depende é se a sua primeira língua além da nativa. Se for, será um obstáculo pela novidade. Quanto mais você se aprimora, mais trivial os aprendizados são. Uns acham difícil e outros fáceis. Não confunda as afirmações como alguém querendo te dar ‘um perdido’. A verdade é que será assim para uns e outros por conta de experiências, vivências e outros fatores que podem facilitar o aprendizado em si.

Por exemplo, por estudar sozinho, e ter feito essa caminhada pelo Espanhol (é próximo a nós, mas tem pessoas que confundem a facilidade, e estas fazendo curso) não percebem que mesmo assim não é uma língua que a gente sai falando porque é similar ao português, a maioria fala o portunhol. Enrola a língua e sai falando ‘hablar, fuera e sí’ com o famoso sotaque fanho e nasal. O segundo foi o Francês, que apesar de românica, ela já é distante do português. É fácil para os falantes, mas não é uma coisa que você aprende em meses.

Estou aqui pontuando quem faz o estudo sozinho, se você faz curso a didática está direcionada e pronta, muito do que é difícil são propriedades exclusivas do autodidatismo. Sem professor, didática própria e andar da carruagem específico. Logo se você aprende no primeiro dia a dizer – “Meu nome é fulano de tal, vim de tal lugar e saudações” em parte foram ensinados sem precisar que você pesquisa-se, procura-se ou mesmo conferir se está certo ou errado. Nos cursos você não precisa analisar se a pronúncia ou se o significado é aquele. Nisso você já abaixa a guarda.

Na hora de estudar conceitos mais aperfeiçoados, o bicho costuma pegar. E isso muda de ponto quando você estuda sozinho. O bicho pega no início. Depois é mais fluído. Depois fui estudar Japonês. Levei 5 meses para escrever frases inteiras de até 3 parágrafos, escritas e até entendendo as pronúncias pelos nativos. De filmes, séries, games, músicas e discursos técnicos (palestras). Da escrita ao própria leitura.

Mas não pense que foi muito a fundo, embora eu destaque que se uma pessoa nada fala o Japonês, a que fala algo e já escreve uns 10 KANJIS (no meu caso 101), ela está em um patamar muito diferente da que não fala nada. E esse comparativo é importante, porque muitos menosprezam os próprios feitos ao não entenderem o quão ele está longe naquele estudo.

Então falar – “Eu sou brasileiro, vim do Brasil e estou no Japão para estudo” escrevendo usando KANJI e HIRAGANA não parece muito. Olha para trás e lembra quando você nem sabia ler uma palavra sequer. Como costumámos falar – ‘Isso está grego para mim’. Depois estudei (pouco, bem pouco) Coreano e Chinês. Coreano é uma língua começa fácil e começa apertar com o tempo. Ela tem uma gramática similar a nossa, mas tem composições dos ideogramas e outros pontos que vão se tornando cada vez mais complicados.

O chinês por um lado é difícil pela entonação, um mesmo KANJI dependendo da pronúncia muda de significado, ele usa apenas uma escrita em contrapartida do Japonês que usa 3 escritas. E ao Coreano, que apesar de usa um sistema Hangul, também usa alguns KANJI chineses. Mas é um pouco raro este ponto. Mesmo assim ocorre. O chinês é o menos complicado, apesar do conceito da entonação.

E Alemão? Você precisa ter uma noção de inglês, não precisa ser super noção. Nem ser fluente. Mas precisa ter algum nível. Algo do básico para o intermediário. Alguém que entenda um pouco, escreva um pouco e leia. É o suficiente. Por quê? Muita da pronúncia e significado em Alemão tem base no inglês. Vou dar alguns exemplos:

  • Grün significa VERDE sua pronúncia é muita parecida como a morfologia ao inglês. No Inglês é Green e a pronúncia é “GRIM”. No Alemão é o trema no U o faz assumir um valor fonético diferente do que está escrito. Na realidade é o equivalente a falar “IU” com a boca um pouco fechada, para dentro como se fala. Pensa em falar o I mas não fale. O N ali se fala como “En”. Mas não tão pronunciável.

Então se pronuncia como “GRiuN” sendo as maiúsculas mais entonáveis e as minúsculas menos pronunciáveis. Ela lembra muito a pronúncia do GREEN no inglês. E significa a mesma coisa. Veja outro caso que se aproxima.

  • Rot significa vermelho. Que lembra um pouco o Red do inglês. Porém, a morfologia está mais próxima do ‘Rouge’ do Francês. Pois a pronúncia é RRot.

Outro caso é o GRAU que significa Cinza, está mais próxima do GRAY do inglês. A diferença é que nós pronunciamos como se fosse o GRAU (Graduação) do Português. Outros casos que vão a semelhança são os usos dos pronomes de interrogativas. Que lembram um pouco o inglês.

  • Warum – Significa Por quê (no inglês WHY), a pronúncia é W com V e o restante é como está escrito.

E muito do Alemão é assim. A pronúncia das palavras, letras e tremas são particulares para aprender a pronúncia. Por exemplo o J tem a entonação de I. Já deve ter ouvido o famoso SIM alemão? JA <<< não é Já. É IÁ. Que significa SIM.

A outra junção de pronúncia um pouco diferente do que se lê. É o uso do EI que é AI. Então quando falamos:

  • Ein (Um, artigo indefinido) = Ai-ne (sem pronúncia acentuada no E, e sim no n)
  • Eine (Uma, artigo definido) = AIne (com acentuação no NE)
  • Dein (Sua, Seu) = D-ai-ne
  • Mein (Meu, Minha) = M-ai-ne (A pronúncia é similar ao MY do inglês) a diferença é que você vai pronunciar o EN (de N).

Lembre-se aqui não é EN (como se fala EM) e sim a pronúncia do E seguido da pronúncia do N. Mas não como a pronúncia nasalidade para ambos como “Agente” e “Amedrontam” onde o N e o M tem o mesmo significado de “fanho” sem diferenças entre M e N na prática. Está achando complicado? Parte da gramática é possível entender neste artigo. Eu mesmo levei 4 dias para entender isso e fui pesquisando pela internet.

Não é tão complicado, parece, mas é bem mais fácil do que se imagina. Vou destacar uma frase que pode ajudar a você a ver que o Alemão é pouco complicado e mais intuitivo. Você já deve ter visto um vídeo em formato de SHORT ou REELS que três nacionalidades: Brasileira, Americana e Alemã falando palavras e cada um deles fala em seu idioma.

Claro que aí é falado de uma forma exagerada e muitos como se diz? Brincam com as palavras que o Alemão formar. Ativando a quinta série que existe em todos nós. O que em muito atrapalha o processo de aprendizagem. Porque você vai associar a piada e não ao significado, talvez esse seja um dos fatores que permita você achar Alemão difícil.

Acima eles falam as seguintes palavras (vou passar apenas do Português e Alemão) para termos agilidade:

Português – Deutsch (Segundo se lê DOITCHI)

Borboleta – Schmetterling (Esmé-terlingue)

Hospital – Krankenhaus (Kranknrraús)

A junção de Kranken que significa doente, paciente com Haus que significa casa que seria Casa de doentes ou para tradução Hospital.

Ambulância – Krankenwagen – (krankvagn) – A união de Doente com veículo. Que seria veículo para doentes, logo Ambulância.

Ciência – Naturwissenchaft (Náturrvisencháfiti) que é uma união de duas palavras que significa Natur para natureza, wissen que é conhecimento, mas grafado com chaft virá ciência. Sendo a ciência um estudo de coisas naturais, podendo conceber a como a ciência em si.

Sexo – Geschletchsverkerh que é uma união de vários significados (Vislesterca) Gesch significa negócios, letchs significa deixar e verkerh significa ‘tráfego’. A pé da letra não seria nunca ‘sexo’. Mas tráfego se refere ao movimento (trânsito). Mas não de carros. Qualquer trânsito. Ações. Um Negócio de trânsito. Mas ao unirmos Geschletch temos ‘sexo’ e o segundo ‘tráfego’. Temos Tráfego de sexo, para uma melhor tradução – ‘Relação Sexual’.

Batata – Kartoffel (Cartofél)

Avião – Flugzeug (Flúzai) – Flug significa voo, zeug significa ‘coisa’, no brasileiro seria coisar neste caso. Pois o que seria Coisa de voo? Coisar de voo? Avião.

Próximo Artigo. Vamos ver algumas frases que são óbvias e que são praticamente o mesmo estilo do português que usamos e que não sofrem tanto quando vamos estudar outras línguas, onde o começo da frase na realidade é o fim em nosso idioma.

Pílula de Marketing (81) – Essa geração está ruim? O que isso diz sobre a sua?

Já se pegou dizendo que sua geração não era assim. Que os valores eram outros? Que a geração atual está menos responsável, menos inteligente? Parabéns, você chegou aos 40 ou 50 anos. E isso não quer dizer que você está velho(a), mas que você chegou no mesmo ápice da geração passada que senta em uma cadeira de praia e começa a falar o que a anterior a dele falava, reclama o que gostaria de ter feito e não fez. E vamos lá, que a o artigo não é para chamá-lo de ‘caquético’ e sim de sinalizar.

A minha geração, a geração dos anos 80 já fala que não gosta de adolescentes. Que são aborrecentes. Que é uma geração perdida. Uma geração sem valores, com inversão de valores, com deturpação, uma geração de idiotas, um bando, uma turba, um caos. Lembra algo? Quando tínhamos 10-13 anos, eram os mesmos comentários. Que no tempo deles era tudo conquistado, que era tudo mais difícil, que os valores eram ensinados pela vida.

O que isso nos ensina? Que há pessoas sofrendo de arrependimentos. Sim, o significado não tem haver com a crítica social de uma geração. Os comentários normalmente abrangem uma geração inteira, que na melhor das hipóteses, você só teve contato com 100 indivíduos nos últimos dez anos com algum membro dessa geração para conseguir somá-los as gerações mundiais? Será possível? Não é. Tem haver com um conceito menos complexo. Você está arrependido de não ter feito algo mais quando jovem.

Quando eu era mais jovem, eu via nos comentários daqueles que antecediam que eles estavam mais desgostosos com suas situações atuais do que realmente reclamando de uma geração que ainda nem sequer estava andando o suficiente para gerar resultados. Não há resultados óbvios para dizer o que é eficiente ou não é. Vejamos algumas mudanças da geração dos anos 80-90 contra aos dos anos 10-20 (século 21):

  • Abrir a porta para algumas mulheres ou deixa-las ao lado do muro na calçada é considerado machismo, no passado era cavalheirisimo;
  • Olhar por um momento, é considerado encarar ou assédio;
  • Apesar de ser mito que era possível deixar a porta de casa aberta, hoje as pessoas tem menos tempo de rua por causa da insegurança;
  • Os contatos de hoje são feitos pela internet, pela segurança e comodismo;
  • Negócios e recreação tem um valor híbrido. Ora são feitos de forma remota ou presencial;
  • As reuniões de famílias e amigos não mudou, quem se reune presencial continua.

A geração, a minha, gosta de falar que viveu a época pré-internet com orgulho. Mas se esquecem que era um inferno. A internet tornou nossas vidas melhores. Quem se lembra de deslocar para entregar a fita rebobinada presencialmente? E o valor de mensalidade do Netflix era o valor para alugar 2 filmes ou 1 filme de lançamento para ser entregue em 48 horas? E se viesse não rebobinada era multa?

Quem lembra que para fazer um empréstimo de um livro precisávamos nos deslocar para uma biblioteca, fazer cadastro e devolver em até 7 dias. Em muitos lugares é assim ainda. Mas que vivencia isso são mais os estudantes universitários do que o comum. Agora você pode aprender qualquer coisa pela internet. Antes tinha que procura uma escola ou um curso, se deslocar fisicamente e ter aulas presencial. E os acessos pela internet envolvem até material gratuito de qualidade. No passado isso dependia do local.

Sabe que esses os benefícios todos quem desfruta mais é a minha geração? Pois é, a geração atual sofre reclamações nossas. Porque estamos entrando na meia idade e estamos rancorosos. E sim, não é nada ruim revelar isso. A geração Millenium, nascida nos anos 80, foi quem inaugurou essa de ficar no emprego menos de 1 ano. E que também ficou insatisfeita com o estilo de trabalho, e inventou o home-office.

A geração Kodak, que seriam nossos país inventaram o Youtube, Tik-tok, Instagram e Snapchat. E em nossas mãos, a geração dos anos 80, virou o que temos hoje. Marmanjos de 30-40 anos fazendo pegadinhas na rua. Se a geração atual está agindo de uma forma reprovável por você, tem que olhar primeiro no espelho. Nós temos uma dificuldade muito grande de admitir nossa própria influência. Até porque nós formos irresponsáveis um dia, e até pior.

Não tínhamos tantos estímulos, e fomos inconsequentes. Alguns mais que outros. Não é a geração atual que está pior. Nenhuma jamais esteve. Mas vai parecer, porque você está mais maduro. Você agora vê o quanto era insano na idade jovem. Quando repudiava o direito dos seus pais de saber onde você estava aquela hora da noite. Mas naquele tempo você se via como um independente. E hoje, se vê como um adolescente sem causa.

Sua crítica a geração atual tem haver com o seu próprio reflexo. Você não está reclamando que eles estão sendo mal educados. E sim que você foi mal educado. Que estão sendo um banco de idiotas. É que você se considerava idiota. Não é incomum que sejamos intolerantes. Somos chatos com os outros ou pelo menos achamos que é com os outros. Somos intolerantes com um agente, um item comportamental, somos intolerantes conosco.

Se você se pega falando da geração atual, cuidado, você está falando de si. Se você acha que o outro não fez o suficiente. É porque você considera que você não fez o suficiente. Essa explicação precisa passar por aquela piada famosa de um filme mais famoso ainda. Lembre-se que a mãe de Martin Mcfly em De Volta para o Futuro, Lorraine, afirmava que no tempo de moça ela não era atirada, que a geração de hoje está perdida.

Ao voltar em 1955, Martin presenciou uma mãe muito diferente daquela recatada…certo? Nós temos uma visão de nós mesmos com um tipo diferente. Somos compelidos a mentir em nossas memórias que somos cautelosos e respeitosos. Mas no fim será que não estamos mentindo? E o que isso tem haver com a nossa PÍLULA DE MARKETING NÚMERO 81? Vamos lá!

MARKETING E O CONCEITO PSICOLÓGICO SOCIAL.

Se você acompanha as minhas pílulas, qualquer artigo ou é meu aluno, já deve saber que Marketing não é uma ação de venda. É um campo científico. Que lida com a psicologia de consumo. O que nos fazem consumir. Porque consumimos ou não. Quando falo de psicologia social quero dizer um subcampo de estudo da sociologia que se chama ‘social interativo’. Quando nós seres humanos atribuídos a sociedade que vivemos, contribuímos para ela e vice-versa, baseado em nossas experiências.

Marketing não avalia ‘saída de produto’. Avalia o que o ser humano sentiu para comprar aquele produto. E porque aquele outro não quis comprar o produto em questão. Então estudamos a psicologia de uma pessoa, para entender o seu consumo. Logo saber o que estão reagindo é uma matéria interessante ao Marketing. E serve para nós como um combustível informacional.

O que mais tem de poder é o arrependimento, junto da raiva. São duas emoções (negativas) e fortes e com muita riqueza de informação. Nós somos sinceros quando estamos com raiva. Queremos justiça ou desabafar. Não faria sentido mentir neste momento. É justamente por causa dessa explosão, que queremos deixar claro nossos sentimentos.

Então quando uma pessoa reclama da outra sociedade, da outra geração, ela está com algum problema. Que problema é esse? Ela se sente menos realizada? Ela queria fazer o quê? O que essa geração anda fazendo o que ela gostaria de fazer? Ou ter feito? Ela se arrepende de algo em sua infância? Já pensaram porque todo mundo se encanta com os anos 80? A maioria da minha geração não teve infância nos anos 80 e sim nos anos 90. Esses sentimentos são vívidos. Será que se resumem a raiva, ciúme, inveja, deboche, desgosto, abandono. Só estou listando aqui as emoções negativas.

Por que o conceito de você reclamar de uma outra situação tem haver com a emoção negativa. Ninguém vai reclamar se está satisfeito. O que podemos lidar com essa informação em nosso estudo de Marketing:

  • Auxílio em sua própria formação psicológica;
  • Pode ajuda-lo a vender melhor.

A reclamação é um indício de algo está errado. Mas não é uma resposta. É um sinal. Para abstrair a informação precisamos entender porque aquele incômodo existe. Porque uma pessoa se incomoda tanto com as ações de uma pessoa de uma determinada geração. Para isso é possível levar o nível da conversa para algo pessoal, excluí o alvo da reclamação e passar a tratar com o problema de nível ego.

Quando o nível ego for explorado vamos descobrir se é rancor, arrependimento, raiva, vingança ou a emoção específica. Dali podemos deduzir através da conversa como essa emoção foi gerada. E assim podemos entender porque ela está ocorrendo. Como no Marketing, a informação vai gerar uma resposta clara do que poderia ser uma solução. A consequência seria uma empresa conseguir gerar um produto capaz de ajudar aquela pessoa.

No campo da psicologia, ela trataria esse problema com uma outra solução. Que seria da autoreflexão. De compreender porque ela está sofrendo com aquele recalque. E se aprimorar como ser humano. E assim por diante.

Nota: Gosto de tratar o assunto como este como algo não tão comercial. Apesar que Marketing é uma psicologia aplicada ao consumo, não convém confundir isso aos enganos e charlatanismo. De pegar algo que considerado um problema pessoal para um ganho comercial. Essa é a diferença entre ser ético e não. A sociedade está sempre cheia de problemas. Pelo Marketing iremos obviamente atender a economia.

Serve ao produto algo que não seja viciante e danoso. Fazendo a pessoa se auto-degenerar para alimentar o seu ganha pão. Mas que de fato traga um benefício. Porque seria o mesmo que ajudar uma pessoa a sair do vício da bebida, e no lugar de usar um produto como bebida, e sim em algo que trouxesse lucro, mas desse ao consumidor o lucro de se disvincular de seu vício sem cair em outro.

Análise de “O mundo depois de nós”

A MALDIÇÃO DOS ROTEIROS DE FINAL DE MUNDO.

Sei que esse filme é baseado em um livro, mas vou apenas analisar a execução na tela. Como são obras diferentes, perspectivas diferentes e obviamente mudariam o fator qualidade que percebemos, vamos ao longa que contou com três nomes grandes no elenco, Julia Roberts, Ethan Hawke e Kevin Bacon. E não sei se reparam, mas há uma moda de lançar filmes do fim do mundo com elencos famosos no mês de dezembro. Repararam? Vamos lá!

A premissa do filme, e consta neste artigo SPOILERS, caso não queira ver antes, saiba que o final é bem sem noção. Bem eu diria que tem noção, mas há uma mania atual de fazer filmes com muita promessa e nenhuma explicação. Ainda que eu vá dizer, tem explicação. Mas acho que para um filme de 2h 21 min, eles poderiam ter feito isso em 50 minutos. E obviamente custaria menos. Não quero ensinar o padre rezar a missa e sei que fazer filmes e roteiros é deveras complicado, mas acho que posso falar pelo menos como escritor, que muitos filmes estão indo pela metade.

O Mundo depois de nós imagina uma situação de guerra em que todos os inimigos dos Estados Unidos se juntam para atacar o país. Para isso eles hackeiam o sistema de segurança e começar a isolar o país. Depois criam desinformação e por fim deixam o país entrar em uma guerra civil. Com algumas transições é possível ver que o país é atacado com uma ação cibernética, que o país foi atingido por bombas e quem a situação não anda boa. Certo, já vimos isso em trocentos filmes, no que esse é diferente? Em nada.

O final que eu disse sem noção precisa ter um contexto. Porque ele tem um sentido, mas acho que os cineastas querem conversar com um público que estuda metalinguagem e esquecem que a maioria não quer ser estudante de cinema, só que ver um filme na santa paz. Então o conceito beira a reflexão do que seria ‘expressão de atuação’. Mais uma encenação que demonstra a natureza surtando, os animais começam a agir de uma forma estranha, tem até uma cena da perspectiva da lua mostrando a bandeira americana e um eclipse solar, dando a entende que é mais do que um ataque terrorista.

E tudo isso para demonstrar o efeito – “De um ataque surreal”. Até aqui eu entendendo a ideia do diretor. Mas quando você faz um filme, a compreensão das emoções precisam estar bem traduzidas para não parecer aqueles poesias que as pessoas só falam que entendem para não pagarem de ignorantes na sala cheia. Mas no final elas só concordam para não pagar mico, porque no final ficou aquele tom, e daí? São 140 minutos de filme que não acrescenta em nada do que já vimos. E noto que quanto maior o filme, maior será a decepção.

O contexto é o seguinte, no final do filme a menina de 13 anos, Rose que é fissurada em Friends (série), provavelmente filmado antes da infeliz passagem de Mathew Perry, demonstra se importar mais com a série do que a família. A mãe (Julia Roberts) é uma mulher amarga, sofrida e que acha a humanidade terrível, por consequência ela também age assim. E muitas vezes não sabe porque. Seu marido (Ethan Hawke) é o tido otimista que procura pelo lado bom da humanidade. Sempre, mesmo que isso signifique um efeito cavalo de tróia.

Alugam uma casa, que acontece de forma repentina, no começo do filme já se nota aquele efeito LACRATE. Que é agora a mulher tem tanto empoderamento, que neste filme, os homens são fracos e adotam as medidas simples e sempre compartilhadas. Condescendentes, esperançosos e otimistas. E as mulheres pessismistas, com poder de ação e rápido raciocínio. Não que eu diga que o contrário de antes. Mas pelo que sei Ripley nunca precisou ser representado por homem para mostrar força. E nem a mãe de Carol Anne, Diana em Poltergeist precisou pedir permissão ao marido para salvar sua filha, ela foi colocando ordem na casa.

E nem por isso nestes filmes você tem um homens idiotas. Mas neste filme tem. Todos são idiotas, e as mulheres são super poderosas ou frias. Mas que no fundo não adianta nada, porque todos estão no mesmo barco furado.

Mas o filme tem um conceito de lacrate, o homem impotente, a mulher super poderosa e crítica social, mas no fundo nada disso importa, porque a menina de 13 anos fugiu dos país deixando-os desesperados com um filho perdendo os dentes de repente, para ver o último episódio de Friends. Sei que parece loucura e até uma opinião crítica ferrenha.

Mas o filme termina assim. E sabe o que é ruim, é que nenhuma ação no final contribuí para aquela famosa lição, a moral do final da história. Você vê que cada um deles está tentando ser uma boa pessoa, mas no final, o que importa é o LACRATE e a menina que parece se importar mais do que Friends (que se fosse mostrar realmente o significado da série, seria bem diferente do que apresentado no filme) do que com a humanidade ao redor dela.

E detalhe que existe sim abandono. Mas o filme não explora isso. Ao contrário, os pais são contemplativos com uma família reunida. Não são ingênuos ou ausentes. Mas o final do filme da entender que a menina sofria negligência, o que não passa de mentira cabeluda. Quando o filme terminou com a música dos créditos de Friends sabe o que eu pensei? Que a verba para fazer o filme acabou ali. Essa é a parte sem noção.

VALE A PENA A VER?

Não vou te dizer o que você pode ou deveria ver. Mas uma recomendação do que você esperaria ver em filmes que beiram a fim do mundo ou o fim da sociedade que eu conhecemos, é que tenham aqueles conceitos de sobrevivência, de pesquisa, de ver o que está acontecendo. Mas este filme ele é bem raso. Acho que contratar três atores conhecidos murchou o investimento do filme antes que eles pudessem destacar algo de bom dele. Cerca de 90% do filme se trata do famoso drama relacional. E pingados são os momentos que surgem que algo está acontecendo.

Não espere um filme “revelador”. Na realidade há momentos em que os atores ficaram fitando o horizonte. Quando a câmera nos mostra o que eles estão vendo. É tão sem sal, que seria melhor ir ver o filme do Pelé. O filme durante, não parecia ser chato, existe um nível de encenação bacana, que dá a entender que mesmo há algo para ver. Mas não há. Então você pode esperar um filme do tipo:

  • Algo acontece (um evento desconhecido);
  • Sua perspectiva são dos atores;
  • Logo sua perspectiva é limitada aos eventos locais;
  • A narrativa é um pouco pobre em revelar algo mais;
  • No final você não sabe se associa isso a um ataque terrorista ou uma pane interna;
  • O filme também fala dos relacionamentos difíceis;
  • E da relação humana com o meio ambiente.

Mas os relacionamentos humanos e a relação do meio ambiente é feita as pressas. Não temos muita uma conexão. Não é possível criar riqueza durante o longa sobre estes dois temas. Mas há algo que vocês verão em intensidade, perda de tempo e tempo de cena para mostrar coisas relevantes. E quanto a interpretação da LACRAÇÃO, que pode ser pessoal e varia de espectador para espectador, eu achei LACRATE. Mas isso não necessariamente demoniza o filme, só não fica muito conectado com as ações das personagens.

De vez em quando os personagens assumem papéis de força, mas demonstram a maior parte do tempo fraqueza. E o filme é ‘um simulador atmosférico’, não há ação. O máximo são olhos arregalados e algo está acontecendo. Mas nós ficamos naquela ideia de que vamos entender o que está acontecendo. Mas não. Vai ser uma suposição sua. Diria que Cloverfield de 2008 tem mais respostas que esse filme.

Dou nota -6,0. Os roteiristas precisam saber fazer uma história que faça sentido. Apesar do elenco, ele não se salva em momento algum. E são 2h 21 para chegar no final e ouvir a música de Friends, e ficar olhando para a tela esperando algo mais. Como isso não é um filme Marvel das antigas, não espere mais do que essa cena. Apenas considere o que você achou. E então, o que achou?

Nota: Mas pelo menos o ator Ethan Hawke pode concorrer ao melhor prêmio de Cosplay de Dr. Estranho.