Pílula de Marketing (87) – Como o anime Demon Slayers identifica desalinhamento no consumo do produto?

O QUE É DEMON SLAYERS?

Acredito que normalmente sempre vamos pensar em um ponto positivo quando falamos de Marketing. Mas gosto de lembrar, que não existe uma proposta de analisar apenas o que de fato daria certo. Para um resultado ocorrer, estamos um pouco carecas de ouvir ou ler, mesmo de saber, que antes do sim, é preciso entender o não. Mas agora neste artigo não vamos ‘responsabilizar’ o PJ, vamos entender como um produto cria um direcionamento pouco comum.

Demon Slayers é um mangá de 2016 criado pela japonesa Koyoharu Gotoyge que teve 23 volumes, a sua adaptação idêntica (com uma leve variação de conto) para anime em 2021 dividido em arcos, com dois episódios dispostos em cartaz (cinema), apresentado a segunda parte do episódio 11 no Arco da Vila dos Ferreiros e a primeira parte do episódio 1 do arco do Treinamento dos Hashiras, conta com a saga dos irmãos Kamado, em busca de uma cura definitiva que transforme Nezuko em humana novamente (atualmente uma Oni).

Pela mitologia, folclore japonês, Oni não é exatamente um demônio como nós ocidentais definimos. Demônios entidades malévolas. Mas como entidades sobrenaturais. Que podem ser demônios ou não. Elementais, seres, fantasmas. Com algum nível de bondade ou maldade. Por isso que causa estranheza quando temos uma Nezuko que ora Oni é boa, Yushiro que ora Oni é bom, ou mesmo outros que parecem maus, são aparentes humanos transformados em ódio, que na verdade são almas arrependidas.

O xintoísmo é largamente explorado pelos japoneses em seus contos, e encantam por aqui. Obras com Naruto, Demon Slayers, Tokyo Ghoul e etc, sempre possuem elementos que envolvam o Tengu, Hannya, Amaterasu e demais, estes últimos muito associados ao termo Youkai. E após essa rápida revisão, caminha a autora a intenção de criar uma saga de dois irmãos, que logo no primeiro episódio, tem a família massacrada por Onis, e intencionada em transformar o que sobrou, sua irmã mais nova, Nezuko, Tanjirou se transforma em caçador de demônios.

DO QUE SE TRATA?

A narrativa é e sempre será a busca da cura da única irmão sobrevivente do massacre Oni da família Kamado, Nezuko, que ficou viva, porém transformada em uma Oni. Com algum nível de consciência. Tanjirou, passa a série inteira a procura dessa cura. Então obviamente os únicos sentimentos envolvidos para com o show seria – torcer por essa busca. No entanto como é de se esperar, a perspectiva depende do observador.

Aqui vem a lição para quem cria soluções, portanto produtos. Como de praxe, se você tentar entender alguma obra utilizando o material já desenvolvido de algum consumidor, terá uma breve ilusão do que se trata. Muito do que falamos sobre um produto é referente ao nosso ponto de vista (POV) e que relaciona com nossas experiências com o produto com o nosso passado (a que se refere no que acreditamos), assim entrelaçamos a filosofia de nossa vida a tudo que tocamos.

Demon Slayers se não tivesse influência externa de escolha, os consumidores teriam intenção de torcer pelo sucesso de Tanjirou. Porém o que eu mais leio em fóruns do assunto é – “Qual é o Hashiro mais forte”, “Qual é a espada mais forte”, “Qual é o vilão mais poderoso”. Como se o anime se resumisse a um combate sem sentido ou mesmo um duelo com algum sentido, mas apenas isso. Quando que realidade, bem declarado, não é.

Demon Slayer não se trata de competição, e sim de sobrevivência. Não se trata do mais forte, e sim da solução. E não da espada mais sagaz, e sim de uma família destruída tentar se recompor com o que tem. Porém o POV do público transforma o formato de um produto em algo que mais lhe faz sentido. Aqui é a importante lição.

MUDANÇA DE PARADIGMA DO PRODUTO.

Comum demais, e preciso tirar vantagem desse conceito, porque estamos falando do que o público realmente vê. Ele vê o produto como você vê ou diferente? Neste caso, todo anime japonês se resume a uma conclusão: Combate, luta e duelo. No entanto não é bem isso. Mas isso revela que é uma possibilidade dos consumidores terem um direcionamento a aprovação pública e provável provação do próprio valor (psicologia comportamental).

Bem todos estão atrás de aprovação. E no caso óbvio de Tanjirou Kamado que deseja salvar a irmã, é de salvar a única parte de sua vida que sobrou. Tanto que sua motivação se dá unicamente por isso. Como essa mensagem se transforma em – “Qual é o Hashiro mais poderoso?” (Hashiro, guerreiro caçador de demônios habilitado em um elemento específico e de grande habilidade). Parte do POV se dá pelo conceito do próprio consumidor.

Um produto ganha forma assim por quê?

PRODUTOS SÃO SOLUÇÕES PARA PESSOAS COM PROBLEMAS.

Produtos (tangíveis ou intangíveis) são soluções acima de qualquer outra definição que você queira dar. Imagine não pensar no formato, cor, cheiro e como a infraestrutura é, imagine apenas o problema e uma solução. Separe esses dois componentes em sua mente. Deixe que qualquer outra característica seja uma fagulha.

PRODUTOS são SOLUÇÃO. Fixou? Agora é possível entender o conceito. A solução para você é diferente da solução para o outro? Se disser não, é porque você vê a solução do mundo voltado ao seu POV. Não se esqueça que pessoas são diferentes. Uma solução A nunca será uma solução A para todos. Uma bicicleta é um transporte para você, para o outro é uma forma de virar atleta. Ou de entregar encomendas, ou de praticar exercício ou mesmo de ostentação. Ou uma forma de integrar um grupo social (os ciclistas do bairro)

Assim acontece com Demon Slayers, para você é uma batalha árdua de um irmão tentando salvar sua irmã. Para o outro é uma forma de provar o seu valor social. De outro de fazer parte de uma missão de enfrentamento, de outro de revelar as crenças japonesas. Embora esses elementos façam parte do produto de alguma forma, ainda é possível usar o conceito do que não existe para argumentar. Até porque isso é um exercício de interpretação.

COMO OBSERVAR ESSA POV?

Entender a POV de como o público vê o produto é importante para saber explorar as linhas de produtos criados originalmente ou pelo público. Um desses formatos no mundo Geek se chama Cosplay. Uma forma de representar algo para alguém. Não é incomum encontrarmos versões femininas e masculinas de um personagem que é o oposto. Ou de observar crossovers que não seria possíveis ou de intencionar um papel que não foi originalmente criado assim, mas aceito pela comunidade de Cosplayers.

Por que aceito? O objetivo é dar o seu POV sem problemas. Ninguém impõe (e nem sua empresa) um conceito de apreciação. Nem envolva ou confunda filosofia de sua empresa com a filosofia de uma pessoa (consumidor). Normalmente uma pessoa vê a solução baseado em sua própria experiência, congruente, ela se associa as empresas que tem uma afinidade a essa linha de pensamento. Portanto quando observamos em seu estado natural, podemos entender o que o consumidor espera.

Não. E por uma intenção poderosa de te orientar, não é para mudar a natureza do produto e tampouco ele em alguma instância. Mas de ampliar. Deixe Demon Slayer como está, apenas deixe claro que você vê o POV das pessoas. Não é incomum que ao criar merchandising de algo estamos captando essas POVs em níveis mais ‘sutis’. Lançamento de um título de games, mangás, adaptações, réplicas (espadas, vestimenta).

Certo que você ouviu falar de merchandising? Nunca muda o conceito original, amplie. E para isso criamos linhas de produtos que garantem força ao produto central. O consumidor tirará dessa história a conclusão que lhe convier. E não vai entrar em conflito com você e nem seus valores. E vai continuar comprando sem dúvida.

MERCHANDISING A SOLUÇÃO PARA POVS DIFERENTES

Claro que estamos falando de algo antigo, nada criado, inventando de agora ou uma nova solução de Marketing. Criação de linhas de produtos para promover o produto original ou central é tão antiga que podemos notar diversos exemplos:

  • Nos anos 80, a Mabel fez os desenhos do He-man para vender bonecos. Quem é o produto central? Os bonecos. Qual é o merchandising? Os desenhos.
  • Comum em diversos filmes dos anos 80 e 90 ter uma linha de bonecos, bichos de pelúcia, games e brinquedos. Quem é o produto central? Filme. Qual é o merchandising?

O conceito da linha de produto abrange POV porque ela considera que um produto central pode ser ampliado a outros pontos de vista que não o original. O filme Goonies teve um game chamado Goonies 2 que nada tinha haver com o filme. Sua ampliação se dá pela ausência (óbvia) de licença para produzir o jogo e de um ponto que poderia explorar outros pontos de vista que o filme traria.

O Merchandising eleva o produto central a diferentes públicos: Brinquedos para crianças, games para jovens e adultos, literatura para adulto jovens e adultos, bonecos pra colecionadores. Cada um desses vê ou veria esse produto central com esses olhos? O POV compreende que no nosso caso de exemplo, Demon Slayers, cada um vai ver o anime e mangá de uma forma diferente da concebida e mesmo a de outros.

Se aleatoriamente você pegar uma pessoa em um fórum de Demon Slayers ela vai ter dizer tudo o que ela acha do anime. E por incrível que pareça, terá uma noção do quanto o produto central se transformará. Por que isso acontece? Entendemos que a psicologia individual é diferente. Então o anime não é o mesmo para todos. Cada um vai ver um conceito. A essa solução temos as linhas de criação e produto (Merchandising).

  • Cosplay
  • Games
  • Livros
  • Filmes
  • Séries
  • HQs
  • Colecionáveis: Bonecos, Canecas, Bonés, Chaveiros, Camisas, quadros, relógios e etc.

Merchandising não é apenas uma força de promoção (branding) e tampouco de venda (comércio). Garanto que podem ser usados sem problemas. Mas não é apenas. Ela pode ser a solução de quando o produto (seja por força externa) ou ímpeto (interno) de ampliar o produto principal em outros POV. E atingir públicos específicos. Há grupos de consumidores que por exemplo, nunca jogaram FreeFire, mas compram peças do jogo.

Ou que não gostam de um determinado filme, mas o game ou o livro fizeram justiça. Ou vice-versa. Ou que gostam de uma parte do conceito, e abominam o resto. O Merchandising pontua melhor o conceitos de diferentes visões. Porque elas apontam para um lucro prometido mesmo que o público não esteja inteiramente interessado no produto central.

Eu por exemplo gosto de espadas e punhais, é provável que tenha me interessado por muitas produções apenas por este fator. E mesmo que não tenha me interessado, o conceito de uma espada em um filme pode ganhar outra significação ao meu modo de pensar. O que ainda vai gerar lucro. Aliás estou comprando. Não importa se a intenção é de consumir o que originou o conceito daquela espada. Ou o que ela representa. Ou ainda se ela representa o que foi criada para representar, lembrem do conceito do Cosplay lá no começo do artigo.

CONCLUSÃO.

Atualmente não vemos muito o Merchandising consolidar o mercado. Vemos muito pouco extensibilidade e sim um passo divisor. No passado filme era certo de ter uma extensão em games. Ou ainda em HQ. Nos Estados Unidos ainda existe, só não vem para cá. Mas nos anos 90 era comum no Brasil termos essa projeção, porque vinha. E agora temos uma pobreza de intenção neste caso.

O que temos é uma herança corporativista de ‘materiais de papelaria’. Canecas, canetas, camisas e bonés com o logotipo. E confundimos que isso possa ser merchandising. Cuidado. Porque se você não vende material de papelaria, uma caneta continua sendo da empresa X com o logo da sua empresa. Não é um produto, é um pendoor (Outdoor).

Destaco que a empresa Wizard of the Coast é um exemplo que temos que tomar cuidado. Apesar do Brasil estar em alta, e obviamente nosso português tem alguma finalidade no mundo dos negócios, resolver não mais vender produtos com o nosso idioma. Além disso, há muito que se fala, que aqui nem recebemos 80% de todas as linhas de produtos que a empresa possui pelas marcas Dungeons and Dragons e Magic the Gathering, apenas as cartas e alguns formatos.

Por que essa decisão? Podemos supôr, porém não muito distante, porque se observamos o mercado brasileiro, veremos que não somos cultistas da coleção com os norte americanos são. Então não faz sentido investir dinheiro em um país que não terá um retorno substancial em suas economias de fluxo. Se há um consenso de anos assim, porque gastar milhões em tradução, reimpressão, revisão e translado?

Se não há público, não há lucro. E podemos ver que no Brasil existe um consumo absurdo de mangás. Há lojas inteiras só para isso. Temos dois contrapontos nesta conclusão que nos permite entender que o público interessado promove merchandising e não interessado gera ‘efeito retroativo’. Até a próxima.

Pílula de Marketing (86) – Temos que falar sobre Leniência de empresas sobre oportunidades

BREVE INTRODUÇÃO

Há um shopping perto de onde moro que costuma perder muitas oportunidades diárias. É um shopping grande, conhecido, com alguma boa fama, bem localizado, é um coração no bairro, se há outros shoppings, com certeza esse é o mais visitado. E por acaso, todo mundo passa por ele, mesmo que seja apenas para usa-lo como túnel de uma rua para outra. Mas ele é notável. Mas não é uma reciprocidade, e temos que falar sobre isso neste artigo.

No final de 2023, em dezembro precisamente, estava em minhas explorações pela cidade, e dei de encontro com um evento de cosplay e anime que acontecia no último andar desse Shopping. Fiquei surpreso, porque as redes sociais (bem movimentadas) do empreendimento nem sequer citava desse evento (nem em fase pré e nem durante). Era um evento de Genshin Impact (um MMO com traços de animes).

E não é a primeira vez que isso acontece. Esse Shopping tem quase 30 anos, e neste período de tempo, aconteceram pelo menos desse tipo de evento umas centenas de vezes. E só através de uma passada por acaso, eu flagrei os eventos. Vamos falar sobre a filosofia corporativa do - "Vai me pagar para fazer mais?" e do "É um evento local, o que me importa?" para entender que a crise não surge na porta da noite para o dia e nem sequer tem haver com um fator apenas.

MARKETING E SEU PAPEL NAS OPORTUNIDADES.

Já deve ter lido que com o Marketing conseguimos achar ou criar oportunidades. Não é mesmo? É aqui que vou explicar como é que se faz isso. Esse Shopping, real, que vou abster de dizer o nome apenas para fins didáticos, apesar da força e grandeza, aparentemente possui um departamento de Marketing centrado no lucro comedido as suas próprias ações (o que gera um engodo) uma vez que oportunidades não tem endereço ou hora marcada, nem sempre.

Quando você faz o seu plano de Marketing, contabiliza tudo como possível oportunidade, até uma crise. Nem sempre é possível transforma-las, mas sempre é possível pensar em possibilidades. Se você já pensa em algo, de antemão, não é mais fácil visualizar a coisa como um todo? Ninguém consegue montar um avião em pleno voo se não planeja isso. Até que é possível, mas só se você sabe como fazer. Provável que você e as peças de montar do avião fiquem estatelados no chão.

Agora se você planeja como vai montar as partes essenciais que fariam as peças de montar do avião pelo menos planarem, já poderia ter uma 'estação' área para montar o resto. Mas se não o faz, é novamente, que provável você não consiga nem sequer mexer um dedo. Porque não sabe como fazer isso. Não tem um plano. Um plano que o permita se mover.

Qualquer empreendimento como este Shopping pensa em patrocinar o que ele paga do bolso (certo por um lado, crítico pelo outro), vou explicar. Se uma loja interna do Shopping faz um evento, e o shopping não teve nada haver com isso. Seria uma ação prática ignorar? Pode ser uma ciência exata a tabela orçamentária no final do dia. Mas na prática do Marketing é uma oportunidade que você perdeu e provavelmente uma margem de lucro futura.

No caso do Genshin Impact, foi uma realização de uma empresa em cooperativa a um cinema local. Entenda que o cinema não exibiu nada do MMO, mas como foi usado seu espaço para um evento, eles ganham leading. Por conseguinte, se o Shopping faz propaganda (neste caso, sem vínculo orçamentário), ele impulsiona o cinema (que chama cliente), ele anuncia que apoia animes, MMO e comunidade gamers (que chama cliente), sem precisar de fato em injetar dinheiro (concordam)?

Pois bem, duvido que a comunidade Geek saiba que esse Shopping fomenta eventos e atividades que os agradem por esta visão da chamada economia ou da máxima "Não estou pagando, o que me importa?". Por isso os estudos de macro economia (e macro ambiente) se dizem respeito a estratégia de Marketing. O que importa?

Importa que o evento aconteceu nas imediações internas do Shopping. Isso significa que foi possível realiza-lo, porque ali existe um Shopping. Criar uma reputação (imagem), torna-o uma referência aquele público. Que não é pequeno, se tratando de movimento Geek. A maioria dos Cosplayers não são adolescentes, são adultos, com poder aquisitivo e em sua maioria, alto poder aquisitivo. Geek não é uma geração atual, é uma coligação de gerações. Vide CCXP.

O evento move por ano milhões e cresce a cada minuto. Ir a uma edição é como se batizar como Geek e fazer parte do movimento de economia potencial. Seja você um espectador ou um patrocinador. Traçar um curso de como o mercado de eventos funciona é entender que ela move oportunidades de lucro quase intermináveis. Se você opta, você cria um ecossistema em potencial. Esse ecossistema gera oportunidades a todo instante e canto.

Agora se você não opta, você quebra um ritmo e aumenta os custos para atrair pessoas para o seu empreendimento. Uma vez que eventos são catalisadores (evento são táticas de Marketing de Guerrilha, Experiência e Interação) ou o chamado Live Marketing, que tem o poder de um anúncio só que um custo menos 'forte'. No lugar de você pagar 500 mil por 5 minutos na TV aberta você aluga o seu espaço (você ganha) e promove (de graça) um evento de interesse ao um público grande.

Plano de Marketing não serve apenas para vender, por isso temos o P de preço para definir o quanto quero gastar para o quanto que quero ganhar. A regra de Pareto se aplica muito bem aqui nesta definição. E apesar dela ser uma filosofia econômica (do termo economia, e não de redução), ela precisa ser pensada para ter autonomia e funcionamento. Nem sempre a regra se aplica. E muitas vezes ela pode significar mais trabalho do que menos, e menos lucro do que mais.

O Shopping perdeu neste último evento (e outros mais) que nem sabemos que existe, porque acreditou que se o cinema é quem hospedou os estandes, é que deveria tomar a dianteira. O problema é que o cinema ficou conhecido por isso e a empresa de eventos também. Mas o Shopping serviu de plataforma (porém ignorada). Como não se importou, provavelmente se consolidou como uma plataforma 'tanto faz'. Tanto faz se o evento de Genshin Impact aconteça lá ou em uma praça. Não se associa que o Shopping é "Geek-friendly".

Sem falar que este referido shopping não é Pet-Friendly. O bairro é um dos maiores detentores de pet do município. É uma perda substancial de clientes. Tem pessoas que gostam de levar suas companhias peludas e se abstém de entrar em lugares que eles não são bem vindos. Outra oportunidade perdida. A tática utilizada é criar eventos para crianças, que é menos eficiente, quando se trata de um bairro em que a taxa de terceira idade é 3x maior que criança (primeira infância) e pré-adolescentes.

Quando que estes, e os adolescentes só podem ir nos Shoppings acompanhados de adultos. O que sobra que o Shopping só atende adultos (em uma minoria) que não representa aqueles que são tutores e se abstém de entrar e aqueles que podem não ser simpatizantes do estabelecimento por outros inúmeros motivos. O que gera um impacto essencial no público (entre aqueles que não são consumidores), nem todo mundo que entra no Shopping compra algo (teste do A/B). O usam como ponto de encontro inclusive.

Essa oportunidade este Shopping percebeu, e revitalizou espaços para sentar, plantas e áreas que lembram salas de espera chiques. Mas não investiram em uma área para PETS e nem possui acessibilidades específicas. Apenas um elevador que vive cheio. Não há rampas, nem alternativas nas escadas que o permitam. E quando há um evento que reúne diversas idades, eles simplesmente ignoram sua existência.

OPORTUNIDADES OCAS: TOMEM CUIDADO.

No nosso Shopping temos uns pontos a considerar, porque ele serve como ponte para entendermos que os outros empreendimentos também podem perder oportunidades como eles. Há cerca de 4-5 anos, houve uma tentativa de reter um público (mais jovem) neste caso um equívoco (este mais jovem envolvia crianças) que não tem uma permissão de andar nos Shoppings sem a presença dos adultos, quando que pela contrariedade se pudessem, não possuem poder aquisitivo suficiente ou quando nulo.

A tentativa foi feita através de uma inauguração de um estande que misturava "Paçoca com Churros" (obviamente um item da culinária infantil e de pais desatentos, risos). Mas que não vai atender a demanda de um bairro onde a terceira idade, a busca pela saúde, terá vez. E pelo público adulto (do bairro ou de outros) que na hora do almoço vai preferir um arroz e feijão, do que uma besteira calórica e provavelmente causadora de queimação de estômago.

E essa inauguração vinha com um brinde, que deve ter custado uns milhões ao Shopping. A contratação de um dia ( de um Youtuber bem famoso no Brasil). E mais, nem sequer anunciou isso nas redes sociais. E não contou com fotos pós para determinar uma parceria e que tipo. A moral da história é que o estande de paçoca com churros não durou nem um mês. Tive sorte de vê-lo um dia que passei por lá.

Essa é uma oportunidade oca. Associar o poder de visibilidade de uma celebridade a retenção de clientes. Não é uma realidade possível. Só seria, se por acaso, o Shopping já tivesse uma identidade desse público. Como eu disse, por regulamentos de Shoppings, crianças não transitam sem os pais. Então provavelmente o evento não teria quase nenhum impacto positivo para o empreendimento. E como praxe, não teve, somente o prejuízo óbvio da instalação do estande (operação), a logística e a contratação do Youtuber.

Fora isso o lucro pretendido nunca foi alcançado e atingir um público sem potencial de poder de compra (crianças, pré-adolescentes e adolescentes) demonstram a ausência do plano.

A maioria pensa em dar valor ao lucro que entra. No caso o aluguel do espaço já lhe basta. Devo dizer com um sonoro - NÃO. Porque o lucro não é um valor que entra uma vez. É um fluxo. Ela precisa continuar existindo para ser chamado de lucro. É lucro uma pessoa ganhar desconto. Uma empresa uma vez é um conceito pontual e provavelmente 'por acaso'. Para a empresa ter lucro é preciso de persistência, portanto, o fluxo.

O Shopping acredita que as pessoas irão entendê-lo como autoridade naquele assunto se um dia em específico levar em consideração que hospedou um grupo Geek. Mas nada é mais forte do que uma conjugação de anúncios persistentes, de que, o Shopping é Geek, é Geek-Friendly. Tirando o fato que foi só usado o seu espaço para o evento, como sub-evento em um cinema, que por conseguinte é o seu locatário, essa foi uma oportunidade "baseada" no "oportunidade oca de pensar".

Tudo que acontecer em uma loja, imediações, dependências de um empreendimento é chance para oportunidade. E isso precisa constar no plano. Porque lembra do que eu falei? Nem tudo é possível ter chance de lucro ou oportunidade. Mas você precisa considerar. O custo maior dessa dúvida, é que você pode perder a oportunidade de ter visibilidade. E isso vai fechar nosso artigo.

MARKETING DE OPORTUNIDADES: TENHA VISIBILIDADE.

O shopping, para o nosso começo de artigo, falei que ele era conhecido. Mas ele levou uns 30 anos para isso acontecer. Esse Shopping se considera um shopping de Elite porque fica em um bairro considerado nobre. Mas nem sempre isso é uma associação compulsória. Na realidade pode ser um Shopping grande, ele tem um custo enorme. Portanto saber lidar com propagandas e Marketing deveria ser o seu forte. Assim ele custearia suas despesas sem precisar apelar para operações que vão de fato aumentar a carga diária de problemas (mais lojas, mais reclamações).

Mas não atende a demanda do bairro. E se não atende, como falamos anteriormente, ele não tem VISIBILIDADE para os públicos em potenciais. A visibilidade é algo muito importante. Essencial, e por dizer, vital.
Visibilidade é um conceito que diariamente temos que ter.

Porque se você não tem visibilidade, não adianta ter o melhor conteúdo, o melhor produto, o melhor preço, a melhor oferta, atendimento eficaz, que você não terá lucro.

Ninguém sabe que você existe. Você não é referência. Ninguém te conecta a algo. Você não é conexão de admiração, de respeito, de lógica, de qualidade, de serviço, de espaço cultural. Essa visibilidade trata do motor de publicidade e propaganda. Mais do que 'técnicas', tem haver com ALGUÉM TE ENXERGA?

Anunciar em revistas, em jornais, em outdoors, em rádio, tv, streaming, internet, sites, redes sociais tem um custo mensal considerável. Mas se você não se posiciona como um vetor, esse custo que é um investimento, se torna um prejuízo. Você não está tendo retorno. Cadê o seu retorno? Você colocou dinheiro nisso, onde está o que você comprou? Está como você comprou?
Como fazer a visibilidade na prática?

No caso do evento de Geek, o Shopping poderia ter colocado pessoas orientando na porta de entrada e uma estátua dos personagens na parte externa do Shopping com anúncios nos outdoors digitais. E as lojas poderiam ter feito um comício de descontos. Lojas de roupas em especial, já que se tratava de um Cosplay. Esse tipo de estratégia, cria conexão de identidade. O Shopping não é apenas uma galeria comercial, é uma safe house para Geeks.

Isso vai criar a visibilidade de que o Shopping tem como alvo os Geeks. E os Geeks verão isso como uma boa ideia. E vão associar o bairro ao Shopping como uma safe house de Geeks. Toda vez que tiver um evento no bairro, mesmo que não no Shopping, essas pessoas trajando ou não trajando ou indo a um evento Geek, atrairá as pessoas que se identificam com o movimento.

E como se faz isso? Internet tem sido uma estrada muito turbulenta, por isso o híbrido. O shopping é físico. O físico ainda tem sua vantagem de potencial fator. E normalmente acontecem sem custos. Basta que ele represente isso. E que demonstre isso.

É preciso dizer "Eu te amo" senão não fica entendido que há uma relação. Que pode ser qualquer coisa, além da amizade. Que pode ser mais do que amizade. Se você não declara, não tem visibilidade para um tipo específico de relacionamento. Ou é amizade ou namoro. Entenderam?

CONCLUSÃO.

Não desperdice oportunidades, mesmo que isso signifique, que você vai aparentemente não investir nelas. Oportunidades tem aparências distintas. Catalisar isso, criar o mercado no futuro. No passado, Geeks eram estranhos e excluídos. Hoje movem a economias no mundo inteiro. Quem percebeu isso, se tornou líder de mercado. E o custo foi progressivo. Se você perde a oportunidade e quer ganhar destaque rápido, com certeza vai gastar mais do que pensa.

Oportunidades ocas, tomem cuidado, são as mais corriqueiras. Não ache que vai dar certo, tenha certeza. Para isso o Plano de Marketing se faz necessário. Não fique fugindo da raia de ter um. Todo mundo fica com medo dele, porque custa muito, porque parece que não vai servir para nada. Mas é ele que define inclusive a existência do negócio. O plano de negócio é basicamente Marketing e Financeiro. Se você não tem, você vai entender em breve o conceito de prejuízo e dor de cabeça.

Prestem atenção em Marketing de Oportunidades que primam pela estratégia que visa a oportunidade. Não vão criando táticas achando que vai dar certo tudo que veem. Analisa primeiro, porque o que parece lucrativo pode ser o contrário. Você precisa de três pilares mínimos para considerar uma oportunidade mais ou menos viável (como análise superficial) - ter público, ter operação suficiente e ter fluxo de caixa.

Assumam que a oportunidade é sempre um conceito operacional. Não é uma abstração. Uma ideia que surgiu dos mundos da terra média. Canalize que ela é sólido. Que é preciso ter mensuração. Fomente isso até tem certeza que vai funcionar. Simule para entender os resultados e sua performance. Pesquise para que a certeza da operação (no nível industrial) tem aplicabilidade na venda (no nível comercial).


Ilustração (2) – Pontos de Fuga

Pontos de Fuga é uma elaboração da época renascentista (empregando o nome de forma clássica ao chamado Pontos Renascentistas) que em lugar de uma reta partindo de um ponto localizado em um horizonte, era usado raios de luz para conferir a perspectiva (afastada ou aproximada) do ponto de referência (ou ator). E são importantes para qualquer desenho que se faça, em especial, efeitos 3D e angulação.

E para uso óbvio, todo tutorial disposto na internet parte do princípio de um quadrado formado e dele parte as retas. Saiba que basicamente você constrói o quadrado depois que define as retas de um ponto de origem. E explícito assim, porque, se você já constrói um quadrado e dele parte para o ponto de fuga, não há muito sentido em ter um horizonte.

A CISMA DA RÉGUA PARA ALGUNS ILUSTRADORES PURISTAS.

E mais, não ache que usar régua o fará menos desenhista. Se o fizer sem, verá o caminho das pedras de perto e verá que cada segundo será um calvário. Então esqueça quem diga que não usar réguas e compasso não é coisa de artista, porque o teu objetivo é fazer o desenho, e não ser uma máquina que faz reta sem régua. E se está ganhando dinheiro com isso, vai por mim, teu cliente quer a reta 90 graus certinha, se você vai fazer isso sem régua ou não, é outra história.

Esta aí traçada uma linha no horizonte. Dela você vai definir um ponto nesta reta que chamaremos de Ponto de Fuga (P.F). Normalmente para visões proporcionais ao como vemos, apenas um ponto de fuga é apropriado. Para mais pontos de fuga era começa a criar distorções: Como olho de peixe, distorção sphere map e panorâmica. Que seria através do uso de uma GO PRO ou uma câmera que abra mais os ângulos laterais.

Vamos desenhar um quadrado. Mas a partir do ponto de fuga. Não faz sentido em fazer o quadrado e dele puxar as retas de fuga. Não vamos seguir uma métrica ainda, vamos apenas traçar. Vocês irão notar que o quadrado vai ficar bem desalinhado.

Tracei em vermelho, para deixar claro o desenho do quadrado a partir das retas de fugas. Vamos desenhar em perspectiva a face da parte de trás. Para apenas visualizarmos a figura que se forma.

Vamos apagar a parte que estaria atrás desse desenho que acabamos de fazer, para dar entender que essa face oculta o que está ali. E vamos pintar as retas em vermelho em preto para que faça jus a um quadrado que desejamos construir.

O mesmo podemos fazer para tornar as faces do lado opacas, e nos conferir como se fosse uma caixa aberta.

Agora para fazer uma quadrado com ângulo reto (90º) é preciso sair do ponto de fuga com as retas de fugas com ângulos opostos. Por exemplo duas retas para cima com ângulo de 45º e para baixo com o mesmo ângulo. Para conseguir essa angulação você precisa usar régua. Fazer na mão, criará uma assimetria que você só vai notar quando desenhar a figura que deseja. E verá como n nosso exemplo ‘sem usar métricas’ o quadrado saiu torto (de propósito).

E assim também podemos compreender como desenhar as figuras, prédios, carros, pessoas, se baseando que elas não foram criadas. Se você as cria a parte do ponto de fuga e retas, não faz muito sentido já que não terá ideia de como formar as figuras a partir delas. E pratique isso em um desenho tradicional antes de partir para o digital.

Porque naturalmente você vai se acostumar em fazer como se faz na internet, primeiro a figura e depois liga as retas. Na hora de fazer isso no desenho tradicional, como se fala? Vai penar um bocado.

Pílula de Marketing (85) – Talvez seja uma boa ideia não falar sobre todos os assuntos no Linkedin

Quando a internet se tornou popular, um dos ativos positivos foi de que ela proporcionou voz. Esse ponto de vista é uma vantagem para criarmos transformações em diversos setores de nossa vida. E criou resultados muito bons. Mas para todo tipo de vantagem há sempre uma desvantagem quando estas são levadas ao exagero. Ter voz sempre não é exatamente ruim, mas ter voz para tudo pode ser. E vamos ver o que isso impacta em sua reputação usando as Redes Sociais.

Mas antes uma PROPAGANDA!

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O PODER DA VOZ NA INTERNET

A voz é um fenômeno que foi criado para todos, darem sua opinião e participação em um processo social. Foi possível inclusive nos revelar os problemas que existiam em certos lugares que não sabíamos. Ou de iniciativas que eram aplicadas que não sabíamos. Foi possível levar a ajuda a quem precisava. E de ouvir que nós precisávamos ouvir. O lado positivo é que a voz que a internet nos proporcionou permitiu um avanço considerável nas relações e nos progressos de nossa sociedade.

Mas como até água tomada demais causa danos a saúde, a voz pode ter um problema que não é muito óbvio. Por que a voz dada teria problemas? Há problemas em ter o direito de opinião? Será? A opinião é válida, mas se você for pensativo, vai ter um insight que o dirá que nem tudo que você se depara necessita de uma opinião de sua parte. Em especial, muito importante, naquilo que você nem sequer sabe do que se trata ou não domina completamente.

Quando você fala com propriedade, será alvo de uma salva de palmas. Será um líder. Uma autoridade. Um foco positivo. Uma imagem da oratório sobre o assunto. Um monstro. Um(a) mestre(a). Será o que sempre sonhou em ser, um foco de conhecimento daquilo que conquistou por anos de estudo.

Agora do mesmo jeito que você ganha louros, salvas, olhares de admiração, também ganha tomates, rasteiras, línguas de fora e olhares de desprezo, se optar por uma opinião que não lhe apetece aos domínios do conhecimento. E isso impacta negativamente sua reputação. E na internet, representa um marco deveras pior do que em corpo presente. Uma vez que um terá um alcance centenas de vezes maior e mais rápido do que fisicamente.

Opinar sobre tudo não é um passo sábio. Você opina sobre, mas não se esqueça que, mesmo por direito, não significa ‘optar por esse direito quando’ lhe apetece. O pertencimento de ter uma voz, é muito importante. Mas a voz pode trazer ou tirar. Depende do contexto. Falei do lado positivo, porque tudo que devemos olhar com mais atenção, tem sempre dois lados. Não necessariamente positivo e negativo. Pode ter positivo e positivo mais, negativo e negativo mais. Há caminhos que não tem final feliz por exemplo.

Na vida as opções podem ser limitadas, e muitas vezes pode surgir opções que mesmo não sendo positivo por nenhum lado, ainda é uma opção. E terá um resultado um pouco melhor que aquele que você estava ou está. Por exemplo, uma opção que é negativa em dois lados. Se você optar por trabalhar em uma distância muito grande, e precisa se deslocar ou praticamente morar longe, ficará longe da família (que pode ser um dano) e o trabalho não é um paraíso (que é outro dano), mas optar por ele, temporariamente que seja, lhe dará algum fruto que antes você não tinha.

Voltando a voz não é apenas um direito é uma estratégia. Você não fala tudo, porque tem o direito de falar. Você fala o que você entende. Não vejam este artigo como “um cuspidor de regras”, mas de atenção. 95% dos conflitos na rede se dá pelo fato de você optar por dar voz a algo que não tem conhecimento. Os outros 5%, negociáveis, acontecem por enganos da vida. Incluindo o que você entende, porém diferença é que no assunto que você não entende, suas chances de vitória é -50. E e fracasso é de +150%.

QUAIS TÓPICOS?

Não vou criar uma regra de impedimento, mas a alguns tópicos voláteis, que são inflamados por apenas serem o que são . Não estou PROIBINDO NADA, mas como queremos ter uma chance de lucro e obviamente uma chance, talvez você deva dar atenção ao que vou falar. Para o favorecer em sua caminhada. Lembre-se que suas necessidades básicas envolvem comida e abrigo (como Andrew Maslow definiu em sua pirâmide de necessidades). Criar obstáculos para isso não é do seu desejo.

Não encarem essa lista como uma ‘CENSURA’, mas com um ponto de exclamação. Preste atenção. E só dê voz aos assuntos se você é a autoridade para dizer tal. Porque provavelmente você não terá muita força de defesa caso opte por falar sobre assuntos que você não é visto como líder. E no mundo dos discursos abertos são julgados por uma plateia. Se você opta por assuntos divergentes, não terá visibilidade, pelo menos positiva.

  • Religião
  • Política
  • Grupos de Minoria
  • Grupos Vulneráveis (Idade e Saúde)

Em minhas aulas eu costumo enumerar isso como PILARES SENSÍVEIS DA COMUNICAÇÃO é um assunto que falo no módulo de TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO que você pode fazer aqui na Junqueira Consultoria, sem precisar tirar certificado de ESPECIALISTA DE MARKETING JURÍDICO, ele é voltado também para o público em geral e possui CERTIFICADO DE CONCLUSÃO.

Assuntos complicados, que já tem uma nota de crítico alta. É habitualmente responsável pela maioria das crises que uma marca ou pessoa passa. Falar sobre política de uma forma ingênua, sem se envolver, já é um perigo. E nem precisa envolver política diretamente. Em muitos tópicos que nada tem haver com política basta palavras chaves puxarem o discurso.

Não é PROIBIDO. Entenda. Mas se você trabalha, especialmente se estamos falando de LINKEDIN, onde a ideia é promover sua reputação profissional. Analise bem, por que falar de política, religião ou minorias, atingirá o seu objetivo? Não veja como ‘impedido(a)’. Você não é. Mas qual é a relação? Você vai trabalhar em uma paróquia? Você vai trabalhar em uma campanha política? Você é um entendido de ciências políticas e dá aula? Qual é a relação?

Entenda que por um lado temos o direito, por outro lado temos que analisar o seu impacto. Imagine que ao se candidatar a uma vaga, você opina nas redes sociais sobre religião. E a empresa que estava de olho em você, não gostou dessa opinião. Por algum motivo. Você entende que você acaba de perder uma oportunidade? Do mesmo jeito que se a opinião for favorável, provavelmente terá chances de efetivação?

Mas é um risco. Quando é considerado favorável? Divergências de opinião causam a maioria dos conflitos. Não…causa todos os conflitos. A opinião não é apenas verbal. Pode ser uma ação. Um comportamento. Jeito de ser, uma cultura. Logo a opinião sobre tudo recai no risco de dano de imagem profissional. Precisa pensar se é válido comentar sobre algo. Vai lhe dar vantagem? Ou desvantagem?

Opinar sobre tópicos é o mesmo que podemos dizer sobre etiquetas do trabalho ou social. Você não sai despido na rua. É uma regra de convivência, lhe assiste ter o direito de ir e vir como quiser, não é? Mas há limites. Você não pode colocar o pé em cima da mesa do seu chefe. É uma falta de respeito. Essas ações não estão exatamente escritas em algum lugar, mas elas são um consenso. De convivência. Você divide a comida da panela para todos. É um conceito social. Faz parte do bom senso.

Ter direito não é ter o aval para sem limites. Isso não existe. É isso precisamos levar para o tópico de sobrevivência, por isso citei Andrew Maslow. Porque você vai precisar compreender porque nem tudo você faz ou opta, apenas porque é um direito. Você o faz, porque está convivendo em uma sociedade. Onde existem limites. Então é um chamativo para esse detalhe, pese na balança antes de falar ou fazer qualquer coisa, sempre foi assim.

Tem uma expressão antiga que resume um pouco sobre esse artigo – “Futebol, política e Carnaval não se discute”. Se você olhar apenas rapidamente vai entender como CENSURA. Mas não, se você olhar que toda vez que se debate sobre política, futebol e carnaval (eleva-se esses tópicos a outros inflamados), nunca há um consenso entre as partes? Duas pessoas estão debatendo, a pessoa A vai ficar com argumento dela e a pessoa B vai ficar com o argumento dela, e no meio de ambas, um conflito.

Por isso citei esses pilares. Eles são mais difíceis de serem lidados no dia-a-dia, a probabilidade de conflito é altíssima e o retorno positivo, provavelmente, não vai ser positivo. E isso considerando que você entenda sobre a política. Portanto atenção aos seus objetivos, você quer chegar onde? Como? Precisa construir as infraestruturas que mais lhe serviram. Você não quer obstáculos.

E SE EU QUISER OPTAR?

Eu costumo falar uma coisa há mais de 10 anos, e falo para os meus alunos a mesma coisa. Toda comunicação é estratégica. Você alia fatores de que opina, faz e respira, sempre pensando nos resultados que aquele processo lhe trará de benefícios. Nunca se fala algo sem ter objetivo do que ele resultará. Para comunicações simples, não é preciso de um plano.

Um bom dia é um bom dia. Mas o pedido de aumento, é uma conceito comercial. Que exige entendimento de economia básica. Nisso consiste em pensar como falar, como se vestir, quando chegar, quando falar e com quem falar.

Optar por falar sobre usando os pilares sensíveis é entender o quanto seus atos tem de ser minuciosos. Calculados. Cada etapa. Sem nada perdido, e tudo contabilizado. Se você vai falar sobre assuntos que são apimentados, terá de entender que eles são voláteis. E como tudo que é volátil, explode, você tem que ter sabedoria disso e quando irá acontecer. Para isso, o estudo sobre algo precisa superar o conceito de filosofia pessoal (no que você acredita) e ser associado a ciência física (no que é de fato).

Muito do que é discutido em política por exemplo, são opiniões pessoais. As palavras mais usadas são associadas ao que a pessoa entende como política. E não como ela deveria ser discutida sem ferir partes. Que seria a imparcialidade. Se você optar, precisa entender, que há possíveis assuntos que podem atingir núcleos corporativos em cascata. E não ser ingênuo sobre este efeito.

Não caia também no discurso de que o direito assistido é supremo. Lembre-se que como convivemos em uma sociedade, o direito é uma materialidade. Ou seja, ela só existe porque na prática você vive naquela sociedade. Logo até o direito de opinião tem um fundamento baseado no Estado. É quase uma arapuca para os desavisados. Opinião precisa ser embasada sempre. Não é apenas falar – “Eu apoio, eu acredito”. Se você quer ter um resultado racional e positivo. Se você quer um caos, provavelmente uma simples afirmação dessa será interpretada da pior forma.

Todo cuidado é pouco quando se fala de pilar sensível, neste caso, um checklist para você falar sobre assuntos BRAVOS e que você tem o objetivo de destacá-los com a visão em criar oportunidades para si (econômicas), não é apenas por busca de likes e views (senão é provável que você tenha resultados danosos).

  • Pesquise sobre o tópico;
  • Analise que tipo de público aquele tópico ‘provoca’;
  • Analise o tipo de crise que o discurso pode desencadear;
  • Crie uma base de oratório que desvie da crise que você identificou;
  • Identifique o público que pensa racionalmente ao discurso;
  • Análise o timing;
  • Faça uma busca sobre empresas que defendem o tipo do discurso;
  • Faça a mesma coisa para as empresas que abominam o mesmo discurso;
  • E pesquise sempre sobre projetos, empresas, grupos, leis que falam sobre o tópico.

Cada um desses pontos lhe dará o seguinte:

  • VOCÊ VAI TER IDEIA DE QUEM VAI RECEBER O SEU DISCURSO;
  • QUEM VAI REPELIR ELE E COMO LIDAR COM A CRISE QUANDO ISSO ACONTECER;
  • O QUE VOCÊ VAI CONSEGUIR COM ESSE DISCURSO;
  • E COMO POTENCIALIZA-LO DE FORMA POSITIVA.

CONCLUSÃO.

A primeira vez que falei sobre este assunto de PILARES SENSÍVEIS DA COMUNICAÇÃO foi em uma palestra na Universidade Veiga de Almeida em 2016. As pessoas não falam muito disso. Temos receio de falar de crises. Mas elas tendem a acontecer independente se somos corajosos ou temerosos à ela. Crises são ruins. Não queremos ter. Mas se tivermos, temos que ter forças e recursos para combatê-las.

Crises são fenômenos que representam um problema. Há algo errado. Ignora-las não vai resolvê-las. Portanto precisamos saber que elas existem. Para evitar, na maioria das vezes, elas. É possível. Contanto que sejamos capazes de fazer o planejamento. Sempre o plano está por trás das soluções. Parece óbvio dizer isso, é óbvio. Não deveria ser dito. Deveria ser algo comum. Habitual. Para tudo há um plano. E para crises, há sempre mais que um plano.

Este artigo é para deixar disponível aos que gostam do direito da opinião e que querem ter a continuidade desse direito assistido sem crises. Entenderem que a relação do direito e dever, estão próximos demais de um conceito chamado “Convivência social”. Há algum tempo, a leitura sobre Direitos Sociais, sempre me deixou uma memória viva, que era de sua definição básica. O direito existe para permitir a convivência e sobrevivência do ser humano.

Espero que vocês tenham gostado desse artigo. E até a próxima!

Pílula de Marketing (84) – Por que abaixar o preço em serviços pode significar uma crise iminente para você?

Neste artigo vou fazer uso dos serviços de design gráfico para ilustrar melhor o que quero hoje ensinar. O conceito de Marketing para preços, é avaliado por dois prismas: Conceito de marca (assinatura) e custo e benefício. Normalmente quem faz a estratégia do preço mais baixo, ignora um dessas prismas e em dobro ignora a crise (que muitos já passaram por ela, mas não souberam identificar). Mas antes, um patrocínio nosso!

Inscrição para turma ou aula particular, a distância por meio online e ao vivo. Entre em contato pelo e-mail (contato@junqueiraconsultoria.net.br) ou pelo whatsapp +55 21 97127-2885. Visite o site Junqueira Consultoria | Cursos e baixe o nosso e-book GRATUITO 15 Dicas de Marketing Jurídicos

ESTRATÉGIAS DOS PREÇOS – UMA VISÃO PRAGMÁTICA DE MERCADO.

Preços não são valores independentes de estratégia. Não abaixamos preços para agradar, não aumentamos preços para aumentar o valor apreciado ou fazer frente a concorrência. Não mexemos na tabela orçamentária sem tática. A maioria pensa em ‘lucrar’ com a quantidade, se esquece, que a quantidade não irá permitir estratégias que depois sejam nocivos à ela. Aqui mora o perigo, que com certeza você ao ler esse artigo, achará óbvio minha escrita, mas com certeza ignorou ela enquanto fazia os ajustes de preços em seu guião de serviços.

Preços mais baratos garantem clientela? Serviço bem feito garantem clientela. Se o preço é mais barato e o serviço ruim. Você terá um prejuízo a longo prazo. Por quê? Porque deixou de ganhar o capital necessário para manter o negócio girando e ainda não irá reter aquele cliente. Precisando sempre em fazer Marketing de visibilidade (que costuma custar mais caro que o remarketing). Provavelmente já deve ter reparado que o cliente que você teve na primeira ocasião, não voltou mais.

Mas vai passar desapercebido. Porque quando nós vendemos por exemplo um logo por 50 reais. Ele nunca poderá ser 100 reais. Vamos explicar. Fiquem atentos. Se você vende um logo por 50 reais, está querendo fazer frente ao concorrente que cobra 100 reais, certo? Correto. Só que ele está ganhando dinheiro independente de ser um número, quem sabe, menor que você. Você precisa de 2 clientes para fazer o mesmo rendimento que ele leva com 1. A proporção tende a ser mais significativa quando esse número vai de 1 para 200.

Isso significa que você ganha 50 x 200 e seu concorrente se fizer 100 clientes será 100 x 100. Qual é o lucro? Seu é 10.000 e seu concorrente? O mesmo valor? Quem teve mais trabalho? Você. Quem gasta mais em Marketing para atrair? Você. E ele? Ganhou fazendo menos, ganhou com a base que já tinha e tem um capital para reinvestimento. Porque você gastou o seu atraindo novos clientes. Se você quiser aumentar para 100, o que você tem de cliente vai embora. Por que ficou caro?

Se você não mudar nada de benefícios, tenha certeza que a debandada será certa. Agora se o seu concorrente quiser fazer uma promoção de 50 reais, ele pode. E quando o valor voltar para 100 ninguém vai reclamar. Aliás é um benefício receber 50 reais de desconto. Sua estratégia não poderá lucrar, mas se quiser fazer por 25 (o que gera prejuízo para você), poderá. Mas não é muito negócio. Estão entendendo o que quero demonstrar?

Você pega um cliente que te pede fazer uma arte para materiais de papelaria: canecas, canetas, cartão envelope, cartões de visita, chapas, capachos. Se você faz o serviço todo por 500 reais. Quando pegar uma empresa que tem uma afiliada não poderá aumentar para 1000 reais. Terá que manter o mesmo valor ou abaixar para criar um vínculo promocional. Que não será bom obviamente.

O que significa desconto? Vocês sabem? Quando a gente estuda Marketing a fundo, nós não pensamos apenas em como um anúncio vai ser construído, mas como que a produção de um produto influencia em seu valor (monetário) quando for oferecido ao público final (consumidor). O desconto não é um agrado. O desconto é um conceito de lucro. Você cria um desconto para rentabilizar. Se não tiver garantia de tal ponto, o desconto é inútil.

Se faz desconto em liquidação de produtos encalhados. Normalmente se faz pelo fato de que ele está ocupando espaço da nova remessa. É realizado um cálculo para saber se ele reduz o lucro ou não. Senão, tem liquidação que não tem desconto. Mas algum benefício é sentido. Provavelmente no lugar do desconto, você paga o valor cheio, mas ganha um frasco de perfume. Ou uma camiseta com uma estampa personalizada.

Vamos entender o P de preço no próximo tópico.

PREÇO – ESTRATÉGIA BASEADA EM VALORES MONETÁRIOS.

Se você já leu alguma coisa de Marketing, teve ter conhecido o Mix de Marketing ou os 4 Ps? O menos falado é o preço. Os mais conhecidos são o produto e a promoção. Mas Marketing também lida com balancete financeiro, e por isso, que lidamos com dados estatísticos no dia a dia. Desde da interpretação e o cálculo para saber que o foi vendido gerou lucro ou despesa. O preço é uma estratégia. Ele precisa ser pensando para gerar lucro. Mas quando nós o negligenciamos, tendemos a criar crises financeiras sem necessidade.

O QUE É?

Desconto – Estratégia que visa rentabilizar público. Você dá desconto prevendo o que isso significa no caixa. Nenhum desconto positivo é contínuo. Ele só surge em promoções ou liquidações. A promoção neste caso tem uma definição de ‘promover a novidade’. Então é normal em lançamento de produto, ele ter desconto para atrair clientela. Depois fica com o valor cheio. Passa um ano e faz aniversário, o preço cai de novo para agraciar mais pessoas dispostas a compra-lo em um momento especial de amadurecimento.

Redução – É quando reduzimos por padrão não temporário, um preço. De 50 para 25. De 1000 para 500. Esse valor tende a permanecer ali porque descobrimos que ele será capaz de sustentar a operação.

Preço simbólico – Não existe. Normalmente é o chamado preço de barganha. Muito vendedor de loja de varejo faz isso. Mas não significa nenhuma vantagem. Porque você está pagando o preço cheio sem qualquer benefício adicional. Esse tipo de oferta vem com uma uma conversa de vendedor.

Preço Premium – É o preço para um produto ampliado. Digamos que você vende cartão de visita, e o preço normal é 400 reais. O premium seria o cartão de visita e mais o kit completo papelaria corporativo, que sairia por 1000 reais. Preço premium (pode ser alto ou baixo) normalmente está associado a grupos de produtos ou pacotes.

Preço Limitado – Diferente do desconto (que pode ser feito de forma individual), o preço limitado tem o objetivo de atrair com urgência compradores. Se o preço limitado permanece neste valor reduzido por muito tempo, ele perde potencial. Porque isso significa dizer que não era tão urgente assim. E cria uma falsa doutrina de valor.

Preço de Ofertas Terceiras – O mais famoso conhecido Black Friday. Que no Brasil tem um significado diferente. No dedo é possível flagrar lojas naturalmente cobrando o mesmo valor que cobram durante o ano inteiro e alegando redução de preço. Nestes casos, é provável que você já tenha uma ficha suja naqueles sites e não percebe que a clientela se afastou devido a esse comportamento.

Preço Progressivo – É o aumento eventual de uma taxa. Com certeza você precisa pensar que aumento significa benefícios adicionais. Se não tiver, provavelmente o aumento de preço vai aumentar o abandono de sua base de clientes de forma sincronizada.

Redução de preço frente ao concorrente – Não faça média de preço pela concorrência. Você não sabe o que motiva a estratégia dele. Nem sabe o custo que ele leva pela produção. Tampouco quais as técnicas de otimização a operação foi implementada. Essas variáveis podem ser enaltecidas especialmente se estamos falando de tecnologia e de produtos de beleza. Que são setores voláteis em adaptações. Sempre siga o seu plano.

QUAL É O PROBLEMA DO PREÇO?

Em Design Gráfico, que foi o setor que escolhi fazer analogias para o nosso artigo, sofre com uma desvalorização dos próprios profissionais que intensificam o uso da redução do preço para atrair números. Em tempo de vaca gorda, a bonança felicita o bolso de todo mundo. Mas na época de vacas magra só fica na fila quem é fiel a marca e a qualidade. Normalmente preços baixos são a demanda igual a esteira de carne.

Você nem sabe o que está fazendo, só pega a carne corta e joga na caixa atrás de você. Não sabe para onde vai, nem de onde veio. E nem se sabe se a faca estava esterilizada. Quando a vaca magra ocorre, as pessoas continuam precisando comer, mesmo que o bolso não esteja farto como antigamente. Elas vão preferir comer em algum lugar com qualidade de higiene. Quando de fato vão precisar de algo que as fortaleçam.

O mesmo acontece com design gráfico durante a crise. É nela que o preço mais baixo durante a vaca gorda, ganha um contraste desértico. Porque na crise, o dinheiro é contado. É preciso de certeiro no alvo. De quem sabe de fato fazer. Se quem sabe fazer cobra 500 contra os 50 seus. Sobra algo depois disso para investir? Não. Você não tem clientes. Provavelmente deve ter notado pela história da economia, que a crise sempre criou frutos para empresas.

E também cria um lapso. Porque você mesmo querendo lucrar, não terá passado qualquer valor para que a pessoa em um momento emergente de fato invista em seu negócio. O grande benefício não pode ser o nível do preço. Se for assim, basta que alguém seja mais barato que você ou tenha um benefício melhor, será passado para trás.

Muita empresa de gráfica fechou as portas durante a pandemia do novo coronavírus, tanta, que nem está escrito no caderno. É como aquele velho ditado – “Enquanto você estiver comprando as cervejas e os salgadinhos dos amigos, eles serão seus amigos. Quando você perder tudo, quem ficar, era seu amigo de verdade”. Não serão os ‘muitos’ que você via todo dia. Temos a mania de julgar como falsos. Mas a verdade é que você não notou, que a bonança de sua carteira fazia o círculo existir, mas o vínculo…que vínculo?

CONCLUSÃO.

A estratégia de P do preço em Marketing cabula muito mais que alto e baixo. Aumento ou redução. Oferta ou simbólico. Liquidação ou preço padrão. Sempre pense no conceito de capital da operação. O que sustenta a operação? O que você ganha permite que a operação coexista? Se você pode fazer a operação por um preço baixo, lembre-se, que teu cliente não vai aceitar se o preço subir. Ele vai questionar o que mudou para justificar?

Se o preço precisa estar alto, deixe o preço alto. Há sempre cliente disposto a pagar o preço que você definiu. O que lhe serve do Marketing agora? Identificar qual o público que está disposto a pagar esse preço. Se você ignora as leis de Marketing, o mercado continua agindo em prol ou contra, independente disso. Logo, quando a vaca gorda terminar, você vai notar que mesmo faltando mais dinheiro, as pessoas irão deixar as frivolidades de lado e vão procurar, mesmo que caro, o que lhe pode entregar mais.

A compra pelo menor preço é sempre compreendida como ‘menos’. E mesmo que não pareça, as pessoas notam a qualidade que lhe serve. Então enquanto você pensa que estão comprando de você porque acham o seu produto uma maravilha, que você é elegante e que seu mercado é promissor, no fundo estão apenas comprando porque é mais barato e a exigência não é a maior delas. Quando exigência for um requisito, provavelmente você será riscado da lista sem aviso prévio.

Sempre considere sua estratégia, nada na vida, se faz sem um bom plano.