Violão (2) – Como funciona a tablatura?

É a partitura do violão. Ela é evidentemente diferente da partitura do piano, mas que poderia ser usado para tal situação, caso você tenha memorizado onde ficam as notas em cada casa. Agora precisamos vincular como ler uma tablatura. Aos poucos neste artigo, iremos trazer o passo a passo, não é complicado, apenas que é preciso aprender o básico para começar a tirar algum som. Vamos lá!

De cima para baixo, é uma partitura com a clave do sol para pianos (teclado) pode ser usado para flauta também. E logo abaixo a tablatura que se refere ao violão (6 cordas). Vemos ali as notas que correspondem a afinação do instrumento, aqui é que começa ‘a confusão’ para alguns. Como disse, indo em partes, essa confusão não acontece.

Nós contamos de baixo para cima a sequência das cordas. Muitos pensam que a tablatura está ao contrário, mas não é assim. É porque associamos que as cordas do violão começam a ser contadas de cima para baixo, a corda mais próxima pra cima indo para baixo, e essa não é a sequência.

Quando lemos a tablatura ela é lida da primeira corda para sexta corda (parece invertida) mas não é. Nós é que lemos errado inicialmente. Porque temos a tendência de relacionar que o lado que estamos segundo em nossa direção se refere a primeira corda. No entanto se a primeira corda se refere a base (como um andar, térreo), faz sentido ela está embaixo do que em cima (concordam)?

Agora vamos passar para o braço (fretboard). Aqui tem outro equívoco que pode acontecer por vários motivos. Mas se você é novo(a) na música. O padrão de tom é sempre do grave para o agudo. E no violão diferente do piano, a escala vem da parte chamada pestana (representada na figura abaixo) até a boca.

O braço (fretboard) é composto pelas notas músicas [cifras] A B C D E F G [Notas] La Si Do Re Mi Fá Sol. Em suas composições em sustenidos e bemóis. Mas a leitura das casas na tablatura segue um padrão diferente da leitura feita como você pensaria. Cada afinação como vimos, começa em uma nota musical, que tocada solo (corda solta, representada pelo número zero na tablatura), dá sequência as notas musicais.

Observe acima, que cada nota por afinação tem uma sequência de notas. De onde parte as notas temos a parte do violão mais próxima da boca. Onde temos a coluna que representa G D A# F C G (SOL RE LA# FÁ DÓ SOL) está próxima da pestana.

Aqui as cifras se referem a sequência das notas de afinação:

  • E F F# G G# (Mi Fá Fá# Sol Sol#…)

E muitas vezes isso pode gerar uma leve confusão, onde está o bemól? A representação do bemol é a uma compreensão das notas que possuem seus sustenidos. Por exemplo, qual é o bemol do MI (E)? É o sustenido do RÉ (D). Qual é o sustenido do MI? (Alguns dirão, não tem), é a próxima nota em tom. No caso FÁ (F). Muitas vezes foge a regra, porque associamos que sustenidos e bemóis estão associados as teclas pretas e não ao tom.

Como no caso das cordas, temos aqui uma atenção especial na leitura da tablatura. Ela não é feita com as casas sendo contadas da boca do violão. E sim da pestana. Vamos ver uma tablatura como exemplo:

No braço (fretboard) do violão nós temos ‘casas’ que são limitadas por barrinhas chamadas trastes. O melhor toque é feito quando pressionamos a corda sobre o traste ou próximo, assim evitamos anulação do som ou mesmo desafinação. É possível sintonizar um bom som fazendo um toque chamado SLIDE (que você desliza o dedo para cima ou para baixo) sem tirar o dedo da corda enquanto toca, você vai sentir onde o som toca bem.

As casas são contadas como números inteiros. Como visto aí na figura. Cada número se refere as casas. A contagem é iniciada em 1. Apesar de termos o zero. O zero significa corda solta. Isso significa que você vai tocar corda sem pressionar alguma casa no braço. E partir do 1 você vai contar para achar a casa que se refere as notas da tablatura.

A maioria dos violões possuem marcas na lateral para cima indicando onde ficam as algumas casas. A intercalação indica onde fica a casa 5, 7, 9 e 12. Para ter uma ideia de onde ser localiza. No início vai parecer complicado, depois fica muito fácil. Normalmente na tablatura vem com notações, inclusive esse SLIDE que eu mencionei.

E vem com o tempo também, igual a da partitura de piano. Mas neste caso, normalmente cada toque é 1 tempo (1 segundo) para cada nota. Vamos resumir o que aprendemos.

REVISÃO.

  • A leitura das cordas é feita de baixo para cima;
  • A sequência das cordas são MI SI SOL RE LA MI (E B G D A E);
  • A leitura das casas é da pestana para boca;
  • O número zero (0) corresponde a corda solta;
  • Os violões possuem marcações para sabermos onde ficam as casas;
  • O melhor lugar para obter um som claro e limpo é pressionar a corda próximo ou no traste;
  • Tablaturas é a partitura do violão;
  • Nestas leituras somos capazes de ler notações e tempos para executar uma peça;
  • Casas são conhecidas como strings;
  • Braço como fretboard.

E uma informação IMPORTANTE nem todo violão tem o mesmo tamanho do fretboard, que são os números de casas. Alguns tem 12, 15 e 19. Muitos mapas de notas disponibilizado na internet contam até 12. Mas se você tiver um maior, basta continuar a sequência das notas.

Pílula de Marketing (103) – Por que você deveria parar de responsabilizar a geração atual?

O nosso assunto de hoje é um conceito de Marketing também. Quando estudamos os pareceres de uma geração (aspecto geracional) temos ali potenciais que elevam os índices do mercado (produtor e consumidor). Em sociologia o estudo fixa nas transformações que um grupo social se desenvolve e porque. Quando essa informação vai para o Marketing, nós pensamos em como vender e como contratar. Porque estamos lidando com características sociais e individuais. Vamos lá!

A minha geração, nascida nos anos 80, juntamente da dos anos 60 e 70, configuram-se agora a geração madura. Estamos em uma fase onde temos algo pela frente mais definido, no meio algo mais maduro e no passado os aprendizados. Quando novos, tínhamos um horizonte mais nebuloso, um meio menos maduro com alguma experiência (quando havia) e o passado que podia ser de trabalho a depender da natureza ou de conforto.

Quando crianças, a geração 60 e 70, mais a 70 do que a 60, criticavam o nosso modo comportamental. A anarquia, o radical comportamento, o desvio de valores laborais, a tecnologia era melhor, tínhamos o início do computador, muito remotamente o uso da internet, e quando, nada parecido com o que temos hoje, mas o que é equiparável a internet e redes sociais e mobile, era os games e o computador.

O que tornava as críticas progressivamente desconstrutivas. A geração dos anos 80 que teve sua infância inicial nos anos 80 e adolescência nos 90, e hoje está na casa dos 40. Ouviu da geração 60 e 70, que o no tempo deles, era trabalhar por 30 anos em uma empresa, era trabalho manual, não tinha computador, era livros e reuniões com os familiares, as festas eram mais regadas a união e não haviam essas danceterias.

A minha geração faz algo parecido hoje com a geração mais nova. Mas a geração 80 e 90 se juntam para falar que a geração dos anos 2000 é que está tendo muito conforto. Vejam, há uma repetição comportamental. Posso afirmar que a famosa frase dos veteranos – “No meu tempo podia deixar a porta aberta, porque não tinha problema” é o mesmo que a minha geração fala da atual – “que no meu tempo se via desenhos na TV e não perdiam tempo na internet”.

A composição de experiências não se alterou. A TV para geração anterior ao dos 80 é equivalente a internet da geração atual. Ver um programa na TV para a minha geração é considerado o ideal, porque nós fomos criados assim. Nossas influências foram enraizadas dessa forma. Crescemos achando que ver um programa na televisão tinha mais ética e valor do que perder tempo na internet. A mudança tecnológica não nos permitiu usufruir disso quando jovens.

Mas pegamos os primeiros movimentos do que hoje é definitivo. Mas vamos falar de algo que está ligado ao mercado de trabalho. Eu leio e escuto, que os jovens de hoje estão menos agressivos quanto ao mercado, estão menos preparados, estão mais relapsos. Eu fico em uma nostalgia, porque esses eram os mesmos adjetivos e classificações que a geração dos anos 70 falavam da dos anos 80.

Até aqui conseguimos notar um semelhante comportamento? Percebemos que a geração 60 e 70 criticavam a geração 80? E que agora a geração 80 e 90 criticam a geração 2000? E que provavelmente a geração 2000 e 2010 vão criticam a geração posterior? Tudo isso tem pilares sociais que definem que a base da crítica podem envolver:

  • Origens diferentes;
  • Experiências ao longo da vida diferentes;
  • Percepção diferentes;
  • E contexto social (e individual) diferente.

POR QUE VOCÊ DEVERIA PARAR DE RESPONSABILIZAR A GERAÇÃO ATUAL?

O que nós excluímos dessa equação? Vimos que por termos uma origem e experiência diferente em uma determinada época, com uma determinada tecnologia, recursos, economia e política, somos moldados aquela época e temos uma preparação da perspectiva em si. Se você viveu conflitos, verá conflitos em todo lugar. Se você viveu paz, verá paz em todo lugar. Essa construção nos permite entender uma pessoa, é assim que o Marketing analisa quando vamos fazer uma análise de público.

Se nossas origens nos definem. O que temos em origem que até agora não citamos? A origem provê de um momento e lugar. Não somos seres biológicos espontâneos. Nascemos e convivemos, por alguém. Temos uma natureza educada. Somos instruídos pelo ambiente e pelos valores a ter uma perspectiva. Logo, se a geração nossa (anos 80) parecia relapsa, quem ajudou esse comportamento existir? A geração nasceu com esse comportamento do berço? Ou foi moldada?

Como uma análise geracional nos permite, cada etapa de uma evolução é melhor que a anterior. Ou você transmite essa carga genética ou você próprio eleva-se a sua, e continua no jogo. No mercado, podemos perceber quem fica e quem sai. Quem se permite evoluir e quem não fica no ditado “cachorro velho não aprende mais”. Já ouvi isso de muita gente. Que por causa da idade, não é possível mais aprender nada.

Hoje é que tem um movimento do chamado “Tenho essa idade e estou aprendendo isso”. Mas há ainda uma superficialidade para entender se esse movimento se configura em uma transformação perpétua social ou se é uma moda. Se levam adiante esse comportamento ou se estão seguindo alguma linha de raciocínio temporário. Em alguns anos, veremos se a mudança que a pessoa admitiu ter permanecer pelo tempo que for.

Mas o comportamento padrão é de devolver a críticas aqueles que eles acham fora do seu padrão. Por isso nos primeiros momentos desse artigos, falamos sobre as influências que temos nas infância e como elas nos moldam. Para nós, ir pela rua do norte é mais ético do ir pela rua do sul (por exemplo). Se alguém ir pela rua do sul, é anarquia. É errado. Mas você não questionou, você julgou.

Você foi ensinado assim, então se você foi ensinado. Alguém te ensinou. Quem? Aqui é importante entender, quem ensinou? A geração anterior. Se você por termômetro analisa que, a geração atual é relapsa, é despreparada, não tem valor, você a ensinou assim. Partiu de você essa transformação. Mas nem todos são assim? Não. Nenhuma geração é boa e ruim plenamente. Temos pessoas geniosas, habilidosas, relapsas e boas vidas.

Essa responsabilização sobre a geração terceiriza suas decisões. Você faz parte da geração atual ser boa ou ruim. Como a nossa própria existência conforme nos criamos, quando a geração anterior nos orientou, somos bons e ruins, por essa mesma responsabilidade. Nós vivemos em sociedade e é isso que significa. Não estamos apenas vivendo no mesmo espaço e tempo, e por isso somos sociedade.

Somos sociedade porque criamos nossos laços entre as gerações. Algumas mais tradicionais, outras mais modernas, algumas híbridas. Mas todas elas ensinadas por gerações passadas. As mesmas pessoas que compõem a geração nossa, tiveram outras experiências, por imposição ou escolha, e tiveram outras realidades. E ensinaram essas para a geração atual. E vemos no dia-a-dia-, quem vai e quem não vai para um desafio.

Em minha geração, dos anos 80, não houve gênios saindo pela ladrão. Com tantas particularidades, tivemos o mesmo quadro e perfil com uma ligeira diferença do que temos hoje, mas que podemos equiparar, não foi muito diferente. Lembro no terceiro ano, no final do ensino médio, que um professor mais velho, dizia que os jovens (minha geração) não sabia apertar um botão sem entender a funcionalidade.

Provavelmente quando jovem, ele era esse jovem. E ouviu um mais velho falando a mesma coisa. Eu ouvi isso, e repeti mentalmente também para a geração atual. É uma crítica cíclica. Somos compelidos a criticar, porque como alguns são habilidosos ou anárquicos, temos aqueles que criticam um comportamento futuro (sendo que no passado ele mesmo o fez), somos ensinados a criticar. Tal como analisar, apurar, elogiar e etc.

QUAL É O IMPACTO DESSA TERCEIRZAÇÃO?

O conflito entre gerações se equipara ao conflito que seja. Tudo que tem conflito sem resolução gera ruptura. Tivemos alguns casos icônicos (mas não são novos) de etarismo. Mas existe há muitos anos. E por conta desse conflito de gerações. A minha geração é melhor que a sua, ou a geração segue padrões. O caminho definido pelo ensino básico e formal é atendido por jovens e os mais velhos agora deverão ganhar para ter o seu sustento.

Pode parecer estranho, mas o comportamento dessas gerações, são moldadas pelas crenças de gerações sempre anteriores. O passado molda o futuro. O passado passa pelo presente e molda o futuro. Não tem como uma geração atingir um objetivo e ter um platô para se definir, senão tem uma orientação. E isso acontece conforme manda o figurino, o professor e o aluno, a geração passada e a geração atual.

Estamos carecas de entender agora a tal da responsabilidade. E agora o impacto. Esse conflito eles criam esse sentimento de que ao criticarmos, estamos rabugentos. Velhos. Você critica a geração, você está com tempo. E não está trabalhando o suficiente. Isso transmite para as corporações, que você tem algo que eles não possuem? Por que os critica tanto? Que tempo é esse que você tem? E esses conflitos criam uma sensação de afastamento.

Uma empresa formada por jovens não pode ter mais velhos e vice-versa. Essa mistura é pouco comum. O mais jovem entra para substituir o mais velho e não para agregar. A nossa cultura corporativa define que o mais jovem é o melhor (não por experiência, mas por associar a energia nova com renovação) e que o mais velho está ultrapassado (não por experiência, mas por associar que a energia ultrapassada significa retrógado).

Já ouviram aquela máxima, que as pessoas não vão se lembrar do que você sabe, mas de como as tratou? Eu vejo isso ser repetido todos os dias na internet, mas não vejo ninguém aprendendo a lição. Ao estudar um pouco, mas bem pouco, de sociologia, você compreende que esse conflito de gerações perpetua essa cultura corporativa. Você trata o jovem como milagre e ao mesmo tempo que ele é relapso, ele não vai querer conviver com você no ambiente de trabalho. Presta atenção na pressão?

A questão seria lógica, o mais velho tem mais experiência, por que dispensá-lo e contratar alguém que nada sabe do mercado? A lógica corporativa é comandada por uma geração mais madura, que seria a dos anos 80 agora, é madura pelo motivo que eu citei lá no começo do artigo. Não é mais madura, porque é melhor, é porque ela está na idade de maturidade. Já aprendeu um pouco mais e já está calejado. A dos anos 90 logo chega nessa e a dos anos 2000 também e sequencialmente.

O que ela aprendeu? O que aprendemos? Que a pessoa mais velha nos critica. Então para termos uma harmonia, somos mais próximos na idade da geração atual do que a geração que nos acompanha. Então amigos, amigos e negócios a parte. Em um determinado momento, a dança das cadeiras vai reiniciar e isso vai aos poucos selecionar quem eles querem trabalhando com eles.

Então ao criticar você está terceirizando suas responsabilidades do contexto social, quer seja direto ou indireto, está colocando pressão e não está ajudando. E hoje a palavra de ordem é saúde mental. Logo será incisivo sua exclusão do mercado do que antigamente. Por isso é que como um estrategista, eu recomendo, parar de criticar a geração atual. E saber conviver com as diferentes culturas. Por um adendo antes do final do nosso artigo.

GERAÇÃO É UMA CULTURA DIFERENTE.

Como um povo, a geração de um povo é parte de uma cultura. Ao ser intransigente com essa cultura geracional você está sendo intolerante. E como qualquer intolerância cultural que temos notícia, sabemos a repulsa, a exclusão que isso promove. Então essa pressão cultural de gerações, inflige o conflito que mencionei.

CONCLUSÃO.

Sempre mantenha sua mente aberta. O mercado ou mundo como queira visualizar, tem conflitos diversos. Crises ali e aqui. Tudo que pode ser gerenciado. Reduzido ou até mesmos anulado. Em muitos casos as crises são crônicas, elas precisam ser amenizadas e outras podem ser utilizadas a favor. Nem sempre, e muitas vezes, é perigoso usar a favor. A crise de geração é um comportamento nocivo corriqueiro e histórico de nossa sociedade.

Toda geração se permite no lugar, de chegar ao pódio, e dizer poucas e boas, como uma linha de desabafo do que uma linha lógica de criação. Você quer passar aos mais jovens lições ou broncas? Podemos não notar isso no dia-a-dia, porque estamos na correria da vida. Mas lições e broncas são diversas vezes por nós criadas com diferentes roupagens, e podem nos enganar. Nossas ações, como costumo dizer aos meus alunos e clientes, tudo é uma estratégia. Mesmo quando não estamos falando de Marketing.

Tudo que você fala, faz, não faz, ou pela metade, ou inventa, ou cria, mente, fala a verdade é uma comunicação. Você transmite algo a alguém. E essa transmissão influencia, cria, orienta e educa. Pode ser positiva ou negativa. Ela transformar. Essa transformação nos permite entender o conceito de evolução social. No passado era comum ter pianos nas residências, hoje é comum ter computador conectados a internet.

A geração dos anos 2000 podem ver uma inversão evolutiva, ao ver novamente pianos nas residências como padrão cultural. E será que vão criticar? Vão dizer que a geração está involuída? Que é tecnofóbica? Ou vai se permitir olhar para a nova cultura geracional? Deixe esse artigo para que vocês possam desfrutá-lo. Até a próxima.

Pílula de Marketing (102) – UX Design para quem?

Há diversas maneiras de aplicar uma boa técnica. No caso do UX (User Experience) se trata da experiência interativa do cliente a um produto, interface final. UX Design apesar de ser uma função, está direcionada a um resultado para terceiros, e não é exatamente uma função. Por isso que insisto em parar nesta ‘existência’ desenfreada de inventar nomes para coisas que já existem.

Se não fosse pelas inúmeras vezes que vi resultados de suspeitos UX Designers, que nada sabem de publicidade, que não compreendem branding, não tem noção nenhuma de Marketing, mas confundem a área como sendo uma extensão de Design e promovem soluções ‘discutíveis’ e ainda por cima confundem como sendo uma área extensiva de design. Vamos lá!

Há quem diga que o ensino tradicional acadêmico é engessado. Talvez estejamos falando de dois tipos de ensino acadêmico. O engessado e o moderno. De uns tempos para cá, há uma parte da população que acredita que ficaram ricos sem faculdade (quando há uma exceção minúscula, para quando esses casos icônicos aconteceram), a maioria só ficou rico por ter muito estudo mesmo e certificações que não param de brotar.

Parte dessa população que acredita assim, são os que vivem entre a certeza e a incerteza. Em um resumo, eles não tem certeza. Como ficam nesta berlinda, não são os que detém os cálculos para ter certeza. Mas vivem das recomendações que surgem. Destes são pró em iniciativa em procurar formas de solucionar problemas. Pois bem, como em uma educação de base influencia sua forma de pensar, não é diferente quando você pensa que, não tendo um ensino formal, terá mais sucesso.

Quando que se fosse discriminado como o ensino formal que é engessado e o que não é. Quando digo ensino acadêmico moderno, não estou me referindo ao método de autodidatismo ou método de ensino via internet (não é EAD), é quando a pessoa sem cursar algo, procurar se instruir. Não estou me referindo a forma moderna de aprender, mas as faculdades que se mantém na modernidade.

A maioria que critica, estudou em um modelo engessado. Uma faculdade ou mesmo o termo popular, uma ‘unisquina’. E provê dessa experiência sua visão (total e final) do que acha sobre o ensino acadêmico atual.

Por assim dizer, o cenário que quero apresentar é justamente o que temos em mãos, e não é uma particularidade do Marketing. Esse campo de ‘reversão’, de ‘redução’ do que se precisa saber para executar algo, é universal. Temos presenciado o porquê dos profissionais estarem super despreparados.

UX Design não é algo novo, não é algo dos anos 2000. Tampouco do século 21. Nunca foi. Não é nem do século 19 e 20. A experiência de usuário é um processo (não função). Ele faz parte de uma rede complexa de saberes, pois que conecta mais do que uma simples realidade nos apresenta. Não é possível promover uma experiência para o cliente apenas sabendo como mexer por exemplo, com uma ferramenta gráfica. Estamos falando de pessoas, estamos falando de:

  • Psicologia;
  • Antropologia;
  • Sociologia;
  • Economia;
  • História;
  • Filosofia.

E não há um conceito ‘superficial’ quando ditamos essas ciências. Quando falo de psicologia, não estou falando de psicologia barata. Estou falando de estudo comportamental, de análise de como a pessoa se vê, como ela se relaciona com a sociedade, com um grupo, com uma matriz, com um nicho. E a psicologia ela vai até um limite, daí temos outras ciências que passam a compartilhar seus vieses para tornar a resposta possível.

A psicologia estuda o indivíduo, a sociologia estuda este indivíduo em uma sociedade, grupo, população, nação. A antropologia estuda o conceito do ser humano em uma civilização. Sua evolução, sua modernidade. A história ela é cooperada por filosofia, sociologia e antropologia, porque se fosse separada, ela seria só fato histórico. E nestes caso, você quando estuda um grupo populacional, não estuda só no presente, e sim no passado (recente, remoto e até pré-histórico).

Sabemos que a influência na infância nos acompanha a vida inteira. Não é diferente de um organismo maior, como a sociedade. A cultura japonesa é tradicionalista, atua com duas filosofias (que muitos erroneamente nomeiam religião) xintoísmo e budismo. Esse equívoco gera outros equívocos. A religião é dogmática, a filosofia é mutável. Uma para e a outra anda. Se você considera budismo ou xintoísmo um conceito religioso, provavelmente vai cometer alguns erros de julgamento, que podem gerar crises.

Para dar um exemplo do que estamos falando. UX Design não é o design. Design não ‘desenho’, embora possa ser aplicado com este sentido. Mas quando associamos a esta composição e relacionamos ela ao Marketing, Publicidade. Estamos falando de design como planejamento. Design como o desenho do plano. Desenhar um mapa de ações. Desenho de um conjunto de táticas. Que ainda pode ser feito através do próprio desenho, não é o ‘desenho’ próprio.

Logo quando falamos de UX Design estamos nos referindo ao estrategista de UX. Esse nome ele nos confunde, porque no Brasil, Design é entendido como design gráfico. Design visual. E apenas. Lá fora, Design significa desenho, mas quando falamos de negócios, ela muda seu sentido, e virá planejamento. O ato de ‘criar estratégias’. Quando entendemos o tipo de significado adotado fora do Brasil, mas que é adotado também pelo Brasil, vemos que UX Design não é uma área de Design.

Seria UX Manager ou UX Strategist, a forma mais correta. E por quê isso? Porque temos que chegar nesta conclusão? Porque eu tenho visto muitos absurdos de UX por aí. E isso não tem haver com a capacidade. As pessoas são habilidosas. Mas quando você julga um peixe que não sobe uma árvore, fica evidente, que estamos falando de uma área pouca clara. O peixe será eficiente em um rio, mas fora dele, ele não é. Nem o básico ele fará.

UX Design não se trata de um profissional que mexe com o design visual. Não é o mesmo profissional que lida com a programação visual ou a codificação visual (quando nós mencionamos o Front-End). Na prática de mercado, UX Design é visto ou interpretado como a pessoa que fará uma imagem bonita para fazer um cliente mexer no produto. Soa estranho se falarmos isso em voz alta. Soa lógico se pensarmos mentalmente. Um desenho pode significar uma solução, não pode?

UX Design, como em nossa pergunta do artigo – UX Design para quem? – temos agora uma base para responder qual é o alvo desse ‘profissional’. Antes que a gente chegue lá. UX Design é o publicitário. Se trata justamente da aplicação do conceito de soluções interativas. E de onde ele tirou essas informações? Do Marketing. Que vai pensar se o UX Design precisa construir algo novo, se é preciso implementá-lo, qual é o custo e etc.

O Publicitário por subtópico – UX Design pensa no cliente final. UX Design não é o que você acha. É o que o outro entende. Vamos pensar assim:

  • Você quer vender chocolate.
  • O Ponto de Venda precisa vender chocolate.
  • O cliente precisa entender que vai comprar chocolate.

A experiência do cliente nem sempre é uma FESTA. Experiência do cliente envolve setores e processos, que são:

  • Atendimento;
  • Venda;
  • Follow-up (acompanhamento do pós-venda);
  • SAC;
  • Ouvidoria;
  • Experiência da loja física;
  • Experiência ad loja virtual.

Isso que significa UX Design. Não é o visual, é o funcional. É o que nós interagimos. Um espaço de evento é um UX DESIGN que pensa. Não é um designer de interiores (se inventa nomes). Quando falamos de experiência de cliente, consumidor ou pessoas, estamos nos referindo ao….MARKETING DE RELACIONAMENTO que conecta-se ao MARKETING DE SERVIÇOS.

UX Design é um processo estratégico publicitário e Marketing para criar a possibilidade de conversão (compra) e garantir fidelidade e a volta do cliente. Embora o nome soe bonito, esse é o objetivo do Marketing desde de sempre. Por isso que a invenção do nome, sem entender a base, torna-o supérfluo e mesmo, inútil.

Eu sempre faço aos meus alunos a analogia do jogo de RPG, Dungeons and Dragons, que eu falo que nos anos 90, você tinha 4 classes de personagens para jogar. O mago, o bárbaro, o arqueiro e o anão. Mago era o conjurador, bárbaro era a força bruta, o anão era o furtivo e o arqueiro era o combate a distância. Cada um deles concentrava uma importância única.

Você precisava ter um mago no grupo, senão em certas aventuras não funcionava. Então pensava-se em que o processo de build (que significa construir o personagens com habilidades e caraterizações) fosse acompanhado de perto por cada membro. Porque se você fizesse o seu mago ou bárbaro errado, todo mundo pagava caro.

Hoje, existe um conceito chamado balanceamento. Que torna o mago inútil, porque você divide ele 15 outras classes. No passado, só ele podia conjurar magia, hoje todos conjuram magia. O mago se tornou irrelevante. O furtivo? Todo mundo tem furtivo. O arqueiro? Todo mundo tem arco. Temos mais classes e nenhuma é potencial. Temos perda massiva de potencialidade e menos unicidades. Mesmos singularidades. A precisão, a habilidade e a maximização eram os fortes.

UX Design existia no passado apenas com o nome de Marketing, porque era um processo de umas das etapas de ação que você planejou lá no plano de Marketing. Hoje, se separa o UX Design de Marketing e isso torna as soluções…inúteis. Você acha que é assim…e ponto. (Risos)

CONCLUSÃO.

Ux Design, precisa ser compreendido como o profissional que lida com o cliente, mercado e produto (e já chamamos isso de publicitário e profissional de Marketing). O inteirar desse termo é amplo, porque estamos falando da usabilidade, da funcionalidade, do conceito de adquirir, do conceito de usar e de solucionar um problema. O UX Design não se refere apenas ao conceito comercial de contato, que nós definimos ali em cima, como sendo atendimento, venda, sac, essa é a experiência do usuário com sua empresa.

Ainda temos a experiência que abrange tudo:

  • UX Design para produtos;
  • UX Design para reclamações;
  • UX Design para serviços;
  • UX Design para ampliação de produtos e serviços;
  • UX Design para programas e campanhas publicitárias;
  • UX Design para Marketing de Guerrilha;
  • UX Design social;
  • UX Design econômico;
  • UX Design interno (a comunicação interna e/ou endomarketing).

Estou citando alguns. Tudo que você pode identificar como sendo ‘algo’ que uma pessoa vai entrar em contato, o UX Design é existente. É aplicável. Por isso o perigo de não associar o UX Design ao Marketing, e sim como uma extensão do Design (visual) e não como Design (Planejamento). E achar que é um campo novo. Espero que vocês tenham aproveitado a leitura e até a próxima.

Pílula de Marketing (101) – Como o algoritmo do Youtube funciona e como tirar proveito disso?

Todos falam, inclusive eu, sobre as táticas de Marketing e Publicidade aplicadas as redes sociais como Facebook, Instagram, Tik Tok e Twitter (X). E mesmo Linkedin. Mas é bem menos comum, dicas para Youtube. Vamos falar sobre algumas dos vários fatores que influenciam o algoritmo do Youtube, é o que menos penaliza, mas é o que mais exige produção.

Youtube é o maior canal de vídeos do mundo. Que inspirou novos e que lidera qualquer um atualmente. É o segundo site mais acessado do mundo, depois do Google. E é utilizado para achar qualquer coisa. Soluções e mesmo educação. A plataforma serve para quase (senão) tudo. E mesmo eu, possui além da minha conta da Junqueira Consultoria, como Educação de Marketing. Tenho um outro canal chamado Junca Games, que é voltado para o Entretenimento Geek.

Como um verdadeiro laboratório, eu consigo coletar informações que me permitem entender como o algoritmo funciona. Ele não é um tiro ao alvo aleatório, ou pelo menos, não surte esse efeito de confusão, que as demais redes sociais nos proporcionam. É tanta mudança de regra, que a dica de 2 meses atrás não funciona mais. No Youtube a regra é clara:

  • Vídeos curtos;
  • Shorts de cortes desses vídeos, shorts para apresentar novas ideias e shorts para mostrar um momento icônico;
  • Vídeos médios para uma explicação mais apurada;
  • E em pouca quantidade, vídeos longos, para um público que está interessado naquele assunto e que dispensa um tempo para ouvi-lo mais do que comum.

Cada um desses formatos é perceptível depois de 6 meses de uso da plataforma como criador. E o que mais vale na plataforma é o engajamento. Tanto positivo como negativo. Tanto receber uma curtida ou uma descurtida, o seu canal e o vídeo, se tornam relevantes. Passam a ser recomendados com mais frequência.

O peso não é muito diferente, mas:

  • Comentário (releva um pouco mais) do que uma simples curtida;
  • Compartilhamento nas timelines do seu perfil no Youtube pesa só um pouco menos que compartilha-lo ou copiar o link para hospedar ou mencionar em outras redes;
  • Curtida ou descurtida são relevantes, mas tem um peso um pouco menor que os comentários;
  • Usar o espaço da comunidade é ótima para gerar engajamento ou resumo de assuntos que dispensaria usar um vídeo curto, mas que pode ser aplicado juntamente de um Short.

E a regrinha de ouro. O que está acontecendo agora é muito relevante. E o que recorrentemente retorna, também. Por isso se você gosta de falar de assuntos que não estão agora no momento, mas que sempre volta a moda, faça. Você será visitado em breve. Se fizer o que está na atualidade precisa pensar no seguinte: Canais mais relevantes terão mais retorno, mas não desista.

Outra regra poderosa e que não muda, é a criatividade do título. Ela além de indexar, também chama atenção pela explicação. Pode ser que alguns elementos de copy funcionam muito bem. Como uma chamada de urgência, uma surpresa, uma provocação ou uma revelação (díficil de acreditar).

CASE: JUNCA GAMES.

Vou apontar para vocês um case do meu próprio canal, para dar uma visão de canais em crescimento. Que estão começando agora e precisam aplicar táticas que são mais em conta ao tamanho de um canal novo. Muitas dicas não funcionam, porque são voltadas para canais com influência forte, e essas dicas são para canais que independem do efeito da dica, mas que potencializam por seres grandes.

COMENTÁRIOS.

O primeiro caso é que os comentários vem por dois modos: Crítica por crítica (o chamado Hater Gona Hater) e o que comenta e agrega ao canal. Ambos os comentários são ótimos. Só remova um comentário, se ele atacar diretamente sua pessoa ou revelar-se muito nocivo ao ambiente, como por exemplo, citação de links piratas, maliciosos ou ofensa por ofensa.

O crítico que pega uma palavra sua e debocha, ele é ótimo, porque para criticar as pessoas tem mais. como posso dizer, motivação. Independente disso, seu canal vai se tornar relevante. Eu costumo, apontado a filosofia estoica, em agradecer quando há um casos desses explicitamente. Vou no comentário, e agradeço pela superficialidade, mas que isso é algo que releva o canal. Pois comentário ‘criticando, atacando ou mesmo elogiando’ tem o mesmo valor, relevância positiva.

Há um certo tempo, houve uma crítica direta. E eu agradeci pelo comentário e que aquela crítica era um fator potencial ao canal deixando-o mais relevante. Duas horas depois o comentário foi deletado. Acredito que essa forma é mais sutil, pois que no lugar de você remover um comentário indesejado, deixe que o mesmo o faça. Pois o algoritmo, ele entende que essa foi uma ação do usuário original, se você deleta, você tem uma leve (pequena) perda de relevância, que seria o tal da penalidade.

O jeito de remoção mais seguro, é denúncia ou a própria remoção pelo autor. Mas não fiquem com medo, podem deletar diretamente, quando acharem convenientemente. Pois que a penalidade é muito pequena. Os cuidados maiores ficam para três pilares, vou citar no tópico a seguir.

Vídeos precisam ser ‘cara limpa’ porém um pouco sofisticado. Vou explicar. Não percam tempo em produzir demais, ou se reproduzir demais. Foca no conteúdo. Se apresente direto, mas dê riqueza ao conteúdo, mais do que a estética. Vídeos com edição elaboradas, iluminação super sofisticada ou mesmo piadinhas, não é muito bem…positivo.

Uma edição de vídeo boa, é o que torna o vídeo legível. Bom de se entender. Iluminação é aquela que deixa você no centro do vídeo bem localizado e os comentários que envolvam a forçosa piada, não o faça. Pode surtir um efeito colateral. Não é algo que a gente espera, mas pode dar zebra. Então só o faça por espontaneidade. Fora isso, não inventa de colocar coisa no script que você pense em ser ‘bonito’.

A informação é bem mais válida. As pessoas só ririam de sua piada, se ela já gostam de você, senão a própria piada, comentário ou risada, se torna um elemento narrativo desnecessário. Que enche tempo de conteúdo, no lugar do conteúdo. Não confundam isso com o jeito de falar. O jeito de falar pode ser de uma maneira engraçada.

Mas há uma diferença em fazer comédia e fazer piada. O tom humorístico é perfeitamente normal, seja num canal Geek como num canal corporativo. O que posso melhor recomendar é, teste as combinações, do que o permite estar confortável e o que gera de repercussão. Nem sempre será uma regra X contra uma disposição mais confortável Y. Mas evitem elementos artificiais, sejam mais simples e mais diretos.

PILARES DO YOUTUBE PARA EVITAR A PENALIDADE STRIKE.

Strike é uma penalidade que impede de você ter um canal ou que contempla uma penalidade por banimento. Três strikes, você perde o canal. Um strike ou dois, suas ações são limitadas. Não pode publicar, não pode fazer isso ou aquilo. Para pegar STRIKE é preciso quebrar as regras, tanto quanto seria considerado um crime.

  • Divulgar ou anunciar material pirata;
  • Plagiar;
  • Fazer vídeos ofensivos;
  • Conteúdos impróprios;
  • Violação de direitos autorais.

COMO O YOUTUBE FUNCIONA E SUAS PENALIDADES?

E isso envolve, de uma forma menos notificada, chamadas nos vídeos, hashtags ou descrição, com algo que seja considerado impróprio pela plataforma. Por exemplo, no Youtube você tem a notificação de direitos autorais, no Twich você é banido sem aviso prévio. Cometendo os mesmos erros. Quando você recebe um aviso de direitos autorais, ele manda uma mensagem para você, dizendo se os direitos são parciais ou totais.

Se for, você tem a possibilidade de comprar os direitos com o autor direto, se for o caso. Se não, precisa remover. O vídeo sai do ar, seu canal continua lá, e você só pode deixa-lo no ar, sem exclusão, se remover a parte que infligi. No Twich você é banido da plataforma, sem chances de conversa. Nas Redes Sociais, é algo parecido com o Youtube, só que menos diplomático. Ele simplesmente apaga o seu post. E te avisa com um ‘delay’.

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Piano (3) – Partitura ou/e Cifras?

Ontem precisamente vi um anúncio no Instagram que oferece aprender qualquer música no piano sem a necessidade de partituras e tirar a música de primeira. A primeira vista parece enganação ou truque (e você está certo, é), mas como sair dessa enrascada se você infelizmente acreditou nessa ideia de ‘aprenda rápido a ser um pianista’. Estudo música desde dos 11 anos, um total de 30 anos, posso lhe dizer, que tudo que promete milagres de RAPIDEZ, SEM REGRAS, SEM FIRULAS, normalmente é lorota. Vamos lá.

Cifras são letras do alfabeto românico que representa as notas musicais, mas que sem a leitura da partitura, representam uma ‘letra’ ilhada do que se refere a harmonia (se você não a conhece previamente) a música terá um impacto sonoro diferente. Como fazer um legado sem entender que ali é legado? Em Cifras não tem a orientação da partitura. Mas ela pode ser representada em uma partitura, muitas inclusive apontam que a nota musical é uma cifra, para orientação.

Sozinhas elas não conferem um mapa de como a música é tocada, por exemplo. As letras que segue começa no LÁ e termina no SOL e são representadas em sequência por A(LA) B(SI) C(DO) D(RE) E(MI) F(FA) G(SOL). Quando nos referimos ao sustenido e bemol, nos referimos assim:

  • C# ou Db (Dó sustenido e Ré bemol)
  • D# ou Eb (Ré sustenido e Mi bemol)
  • F# ou Gb (Fá sustenido e Sol bemol)
  • G# ou Ab (Sol sustenido e Lá bemol)
  • A# ou Bb (Lá sustenido e Si bemol)

Quando fora da partitura, como nos orientamos como tocar? Vamos entender o que a partitura nos oferece. Para entender que provavelmente não é possível tal proposta.

ANATOMIA DA PARTITURA.

Informa o tempo da música, na máscara do começo, informa quais notas são sustenidos e bemóis, o tempo por linha dos intervalos. Cada nota por compasso representa um ritmo (Semi-breve, inteira, semi mínima, colcheia, legaddo, fuzza), refere-se a clave do sol e fá, a entrada e pausas. Qual ‘peso’ tocar as teclas, se há pedal e quanto tempo de permanência do mesmo (algumas partituras possuem informação do pedal).

Informação sobre ‘mudança de mãos’ (algumas também) e alguns até orientam qual sequência de notas na clave do fá se refere ao acorde conhecido (Piano Chords), para que possamos nos orientar melhor. E a escala da música, que nos permite entender se ela é formada por sustenidos ou bemóis. E qual intensidade tonal temos que ‘compreender’ sobre a melodia.

Tem partituras que até se referem a outros instrumentos musicais que fazem parte da composição. A estrutura da partitura informa inclusive o tom da música naquela parte, e como ‘abrir ou fechar’ esse tom. Durante os compassos é possível perceber por identificação quando uma nota anteriormente definida para ser sempre sustenido ou bemol, quando ela passa temporariamente o tom nivelado e quando uma nota que não foi definida também passa a ser sustenido ou bemol.

Depois dessa rápida descrição, uma cifra sem partitura não nos permite entender como tocar uma música, exceto se você tiver alguma orientação ou prévio conhecimento daquela música. E não, sem partitura por cima, não é possível tocar qualquer música de primeira. Se com a partitura você vai levar um tempo para chegar lá, imagine sem ela? A compreensão dessa técnica vendida é provavelmente uma daquelas em que a regra de funcionamento muda conforme você pede explicações (risos).

Cifras são a música, sim. Mas provavelmente você não vai tocar uma música de primeira, especialmente se for novo na música e com aquela instrumento. E não vai tocar de primeira, especialmente se não conhecer a música. Sem partitura, aí é que será impossível.