Violão (4) – Cuidado! Tocar de tablatura não é exatamente o ideal.

Acho que vocês já devem ter notado que a disponibilidade (gratuita) de tablaturas não é muito abundante. E que não é incomum vermos pessoas catando em sites como “Cifras Club” tablaturas ou mesmo por ai pedindo versões de outros instrumentos as tablaturas. Essa insistência, tem dois fatos importantes que podem se tornar uma pedrinha no sapato se não forem observadas com antecedência, em especial para aqueles que intencionam viver de música, vamos as duas:

  • Tablatura não é partitura;
  • Tablatura é essencialmente ‘tocar sem cifras e notas’.

O fator é que não é o ideal fingir que está tocando sem saber que nota está tocando. Na tablatura só tem números representando as casas. Fica a seu critério saber ou não a nota. O problema disso é que provavelmente você não conseguirá passar uma música do violão para outros instrumentos e vice-versa.

Sua dependência fica bem óbvia aqui se você é um dos que se contentam em estudar ou tocar música usando a tablatura. Senão é o seu forte e tampouco vai seguir este ramo, tudo bem. Mas se vai seguir e precisa de acervo, vamos combinar, você está um pouco encrencado(a) se persistir por aqui. Vou contar uma experiência.

COMECEI O VIOLÃO E MAL TINHA TABLATURA.

A maioria das tablaturas completas são pagas, e quando não são pagas, estão cheias de acordes. Muitas inclusive são seguidas por percussão (os acordes), outras tocam a melodia. Mas maioria disponível são aquelas básicas. Pois, não tem tanta tablatura assim. Só que você já deve ter notado, que a partitura (usada para piano) serve para violão, não sabia?

Pois é aí que você tem que pensar em tocar violão de ‘verdade’. Tablatura é o equivalente a andar de bicicleta com rodinha. Ela não serve para sempre. Serve para te acostumar ao instrumento. Com um pouco menos de 3 semanas de práticas, eu já sabia passar música do piano ou outro instrumento para o violão, e das poucas tablaturas que achei (30) eu pude converter isso em 200 músicas. Bem é um salto e tanto.

Em parte porque sou pianista e tecladista, então a leitura da partitura já faz parte do cotidiano. No artigo anterior mesmo mostrei como passar a música do Horizon Zero Dawn para o violão. Vai por mim, não tem essa tablatura de graça. E maioria dos novatos ao violão, não sabe nada de teoria musical, pegam o instrumento pensando que vão fazer uma serenata que fazem as donzelas suspirarem de paixão. Mas no final ficam frustrados.

VIOLÃO E TEORIA MUSICAL.

A grande maioria que vai por conta própria, quase não possui teoria musical. Quando possui, é a mais básica possível. Só tem noção das 7 notas musicais. Violão não é um instrumento fácil. Apesar de ser popular, ter rodas de amigos, ser usado em muita coisa, ele continua sendo um instrumento díficil. O problema piora quando a pessoa que não tem teoria musical, insiste em aprender acorde antes de passar pelo básico.

Acorde é um campo harmônico que já exige da pessoa um nível de conhecimento e domínio do dedilhado bem acima da média. A maioria com certeza não tem esse jogo de cintura já compreendido. Todos os acordes padrões são pressionados por 3 dedos e alguns por 4 dedos e ainda tem o método da pestana, que é segurar uma coluna de casas nas 6 cordas, e usar os demais dedos para montar os acordes.

Então eu digo – “PARE”. Você não está neste nível ainda. Acordes é para depois. Você precisa trabalhar primeiro a melodia. Corda e pressão por casa. Trabalhar banger, hamming e slide. Entender partes do violão e fazer as músicas mais simples. Treinar todo dia e estudar a teoria. Não é nem possível progredir sem isso. Há quem ache, mas nunca saem do mesmo ponto.

Quando se estuda a teoria musical você já consegue por exemplo pegar partituras de outros instrumentos e converter para tablatura (só pra ínicio) ou mesmo tocar direto na partitura.

CRENÇA DO VIOLÃO POPULAR.

Como eu disse ali na teoria, as pessoas acreditam que como o violão é um instrumento popular ele é equivalente a facilidade. Embora ele não seja o instrumento mais difícil, ele não é o mais fácil. Piano é categoricamente mais fácil. Não se compare a executar peças de Vivaldi, Charlie Debussy, Mozart, porque estamos falando de prática.

Mas você consegue tocar por exemplo, a música do The last of us (série e game) com muita mais facilidade no piano do que no violão a primeira vista. Violão é preciso ter alguma certa prática no dedilhado. E no piano, você tem mais chances de ter as teclas as sua mão. Ainda é preciso prática, mas comparado, ele é mais fácil.

Daí acredito que as pessoas prefiram o violão, porque você o nota como um instrumento muito presente no dia-a-dia. As pessoas elas assistem os seus artistas que tocam entre violão e guitarra, muito mais do que assistir um pianista. E quando assiste, estamos falando de grandes compositores como Hans Zimmer e dali em diante, e mesmo em concertos. Aqueles clássicos. Com orquestra e tudo.

Mas a maioria das pessoas tem um contato com mais facilidade do cantor com o violão. Em bares com música ao vivo, é mais corriqueiro, violonista e guitarrista, e mesmo tecladista. Mas é muito mais o violão do que o piano. O Violão é visto como uma marca, no Brasil, um instrumento nacional do lado da bateria, do pandeiro e da corneta (ou a vulgo, vuvuzela). O próprio apito. Mas o violão é corriqueiro no dia-a-dia.

Então essa visibilidade persistente nos proporciona, que ele é tão presente. E isso engana. Porque ao olhar o seu artista, você pensa, que como ele, você também vai sair tirando um som. E isso não é bem uma verdade. Você pode aprender, mas não vai fazer um recital e nem um mini concerto de bossa nova. Não é assim.

Violão ele é cordas vibracionais e tensionadas. O dedo distante do traste já gera um desafinado. Então a disciplina e a cadência se fazem muito necessárias para tocar violão. E isso você não consegue em menos de 6 meses. É todo dia, dedilhando e fazendo música. Até seu cérebro entender como é que funciona. Depois de dominar o basicão, você começa a ousar a aprender acordes para tocar algumas coisas.

Começa com C, G, depois vai de um tom de maior para menor. Brinca entre eles. Depois procura partituras em que somente um grupo de acordes que você aprendeu aparece, para você ter mais fixação. E ficar nessa meses. Depois que você tiver aprendido muito bem acordes e juntamente da teoria musical, você vai ser capaz de começar a ter aquela sensação de tocar uma boa música. Até lá, é estudo atrás de estudo.

E a maioria desiste bem antes do tempo. Com ou sem aula com professor. Por conta própria a desistência é enorme. Com o professor, você só posterga, mas desiste também. Porque pensa que é só tocar a corda e tudo bem. Não é bem assim.

TOCAR INSTRUMENTO POR SI SÓ NÃO BENEFICIA, VOCÊ PRECISA USAR O SEU CÉREBRO.

Enquanto eu procurava por partituras que fossem necessárias para converter para tablatura ou diretamente delas. Eu via uma conversa entre aspirantes violonistas, que procuravam um conversor em formato de app (aplicação). Não faça isso. Se você quer aprender violão não use um sistema que facilite essa ‘tradução’, ou como eu disse, você não é um músico, é apenas quem pressiona uma corda ou tecla.

Você nem sabe que nota você está tocando. Só está seguindo uma sequência de casas. E você não treina a cabeça. E sobretudo, não tem os benefícios que estudar música lhe proporciona. Porque estudar música não é ouvir o som. É estudar a estrutura, é analisar o tempo, é identificar as oitavas e os tons. É essa parte que treina nosso cérebro. Se você vai tocar um instrumento e faz uso de aplicativos que automatizem esse processo e remove da sua frente, a possibilidade de estudar partituras, você está ganhando ZERO benefícios.

Tocar música não é o mesmo que ouvir música. Se fosse assim, bastaria você ligar um podcast, ou playlist ou spotfiy e deixar os benefícios virem. Mas não é isso. Tocar música, não é pressionar tecla. É estudar tudo o que tem para reproduzir uma música em um instrumento musical. Talvez você nem saiba que o violão é um instrumento melódico, que por percussão, que ele pode fazer, se vale dos acordes, mas ele está mais próximo do teclado do que do piano.

Que é bem provável que você tenha que estudar mais clave do sol do que clave do fá ou dó. No entanto se você entende que estudar música é apenas tocar instrumento sem perceber nenhum desses detalhes, você não está sendo beneficiado em aumento de qualidade de vida em nada.

Aquela recomendação de aprender um instrumento musical, não vai funcionar. Quando se fala de matemática, não estamos falando apenas do tempo, e sim da tonalidade, do pentagrama da partitura, da máscara, dos acidentes musicais, da escala, das oitavas, da composição harmônica e assim em diante.

Violão (3) – Como converter Partitura (Piano) para Tablatura? (2/2)

SEM APPS, TRABALHO 100% TRADICIONAL.

Esse método de conversão não usa nenhum programa, é um trabalho manual, exige de vocês um nível de entendimento de teoria musical e experiência com execução de peças. Compreensão mais do que básica. Como há mais partituras de piano e teclado disponíveis que tablaturas, é uma mão na roda saber fazer essa conversão.

ENTENDENDO A CONVERSÃO.

Pra este segunda parte, a primeira fizemos uma conversão de uma música do violão para o piano. Agora faremos do piano para o violão, por motivos de direitos autorais, não posso printar a tela aqui da música em partitura.

Mas vou colocar a tablatura, por um arranjo. Se você ler a primeira parte, eu explico como identificar as notas do piano com as cordas do violão, o grupo harmônico a quem pertence cada uma das 6 cordas e como identificar qual oitava e tom, a música está. Claro, me referindo a uma base de teoria musical, que você leitor(a) deve possuir também.

Este arranjo foi produzido por mim, não sei se há alguma na internet, e esta será por fins didáticos. A música que peguei começava com uma pausa de 1 tempo e seguia para um lá de terceira oitava (clave do sol). Este lá pertence a corda G (Sol), que se refere a médio agudo e que pertence ao grupo harmônico da oitava 3.

Esse tipo de informação é muito essencial para localizar onde a música será tocada. Se você achou muito rápido essa análise, sugiro lerem a parte 1 desse artigo. Fará sentido tudo o que leu aqui. Essa identificação não demora nada. Assim você precisa pensar – “Do grave para o agudo”.

Se você é novato em violão, cuidado, porque a primeira corda se refere ao MI (E) agudo, ou seja a corda de baixo para cima. Muita gente confunde isso na hora de tocar. Senão no lugar do G você vai tocar o D, e vai perceber que nem a nota e o tom farão sentido. No violão a sequências da cordas é:

(no instrumento) como se posiciona:

E -6 CORDA

A – 5 CORDA

D -4 CORDA

G – 3CORDA (Onde está localizada a canção)

B – 2 CORDA

E – 1 CORDA

No primeiro artigo dessa série Violão eu explico isso também. É essencial que tenham essa leitura para compreenderam o que está acontecendo neste artigo.

Ao identificar a oitava e tom harmônico, você localiza que corda do violão irá usar a partitura. Dali em diante é entender que a gente considera a nota em sequência da corda G (Sol) não a primeira casa próximo da boca, do corpo do violão e sim da pestana, lá na cabeça na ponta do braço (fretboard).

Esses nomes todos eu mostrei nos artigos 1 e 2.

A casa 2 que se refere a nota LÁ vem da oitava 3, se vocês tocarem a partir da boca estamos falando de um lá que já está na oitava 4, e o salto de tom será enorme (sem falar que também não irá tocara música). Quando tocamos a casa 16, o som será agudo (alta) e portanto já se encontra próximo ao mosaico do violão (em cima do corpo do violão).

Violão (3) – Como converter Partitura (Piano) para Tablatura? (1/2)

TEORIA MUSICAL.

Aqui vale tanto a teoria musical que ficaria difícil ou improvável o entendimento de como vemos as cordas do violão em paralelismo as teclas do piano. Mas vamos lá, que é para isso que esse artigo está sendo redigido, esclarecer alguns pontos que podem lhe ajudar no progresso (de ambos os instrumentos citados), como em particular e sobretudo, não depender, de aplicativos.

CORDAS POR TOM.

Violão tem 6 cordas. Cada corda em ordem (mais próxima da cabeça), ou seja de trás para frente como se lê na tablatura, seria o tom mais grave para o mais agudo. Aqui preciso deixar claro que tom e oitava são ‘diferentes’. As cordas se referem à tons mais altos ou baixos. Enquanto que para cada corda há uma sequência de notas que sobem e descem oitavas.

OITAVAS.

Oitavas sobem os valores da notas. Entre uma corda mais grave como o E (sexta corda) logo o que vem em seguida seria…o FÁ (F). Aqui se você já estudou tablatura deve ter reparado que a primeira casa mais próxima da boca dá um salto de nota comparado a corda solta (o tom da corda)? Se já reparou não contamos 1 a partir da boca e sim da pestana. Como em qualquer nota, começamos a da nota nula (sem tocar) da mais grave para a mais aguda.

POSIÇÃO NO BRAÇO (FRETBOARD).

Assim como já deve ter notado que contamos a primeira nota do MI (E) mais agudo, nós consideramos a sequência das notas a partir da chamada corda solta (representado pelo zero na tablatura) a partir das casas da pestana. Se você tocar a casa imediatamente próxima a boca, mais próximo ainda do mosaico (entrada e saída do som acústico), notará que a nota ali está com o som agudo (alto) comparado com a corda solta, reparou?

Em ordem essas são as últimas notas de uma subida, pois você começa do grave para o agudo. Por isso que quando você olha para tablatura, se não estiver fazendo isso de forma automática sem observar, as casas 1, 2, 3 ficam lá em cima do braço longe do corpo do violão. E já notou que o som é mais “baixo”, mais “cavernosos”, mais “denso”. Tem uma razão dessas casas terem os menores números. Elas se referem a crescente.

CONVERTER DA VIOLÃO PARA O PIANO.

Relativamente mais simples que o contrário. Cada corda é uma nota, que conhecemos como:

E – Mi (Agudo) – 1 (4 oitava)

B – Si (Agudo) – 1 (3 oitava)

G – Sol (Médio Agudo) 3 (3 oitava)

D – Ré (Médio Grave) 4 (3 oitava)

A – Lá (Grave) 5 (2 oitava)

E – Mi (Grave) 6 (2 oitava)

Leram as oitavas? Elas são o mapeamento dessas notas mesmas no PIANO. Como descobrimos isso? Pelo tom. Por ouvido. Não por mim, mas comprovado por todos nós. Se você seguir a sequência de como está, teremos o seguinte no piano:

  • E2, A2, D3, G3, B3 e E4 (MI3, LA3, RE3, SOL3, SI3, MI4).

Pegue o violão e na frente do piano, toque essa sequência e note a similaridade tonal. É exatamente a mesma. A cada uma dessas notas, existe um grupo harmônico de notas que compõem entre eles. Se você tocar do E2 até o A2 você tem a composição da primeira corda, mas não para por aí. Você não passa para outra corda, você continua na composição da mesma corda. Mas se você quer manter um composto tonal, é bom pensar em duas coisas:

  • Mudar de corda não é apenas mudar de oitava é mudar de TOM também.

Tem muita música que eu vejo por aí em tablatura que sofre com mudança tonal, porque se usa 2 cordas para representar uma sequência. Em muitos casos não necessita dessa mudança. É preciso entender se a música no piano exige a mudança de ‘tom’ e não apenas de oitava. Tem uma figura que representa esse MAPEAMENTO e ilustra bem o que quero dizer, mas fiz questão de viabilizá-lo agora para teorizar antes de entregar resumido.

Nota importante: Esse diagrama ele se torna um pouco confuso quando nos referimos a escala de tom por parte das cordas. Aqui ele posiciona o círculo (percebem) para se referir as notas (estão corretas) o que não está é na referência do fretboard do violão. E ele se refere a posição ao lado (a casa do lado da boca, do lado do corpo do violão como sequência, e NÃO a forma correta é invertida á essa em relação ao mapa cromático.

Desta forma que está, a nota imediatamente depois do tom da corda se refere a uma nota alta (aguda) e isso não é o correto já que sempre consideramos a subida do grave para o agudo e não ao contrário. Então vocês teriam que inverter essa posição das notas.

O que torna esse mapa essencial é onde as notas das cordas do violão se encontram com as teclas do piano e vocês terem ideia do que se refere.

Vamos pegar essa música bem simples que é o “Brilha, Brilha estrelinha” em tablatura e passar para piano. Vamos identificar as notas:

  • terceira casa no tom LÁ (5 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • segunda casa no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (1 nota)
  • terceira casa no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • segunda casa no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • terceira casa no tom LÁ (5 corda) a partir da pestana (2 notas)

Vamos transformar a primeira linha em CIFRAS \ Notas Musicais para serem tocadas em um piano.

A partir do LÁ (ou seja A2) você vai considerar a terceira casa (lembrando que LÁ2 ou A2) como corda solta significa 0. Próxima nota à ele, significa A#2 é 1. Como para o piano é mais fácil, basta você contar as notas a partir da nota, do contrário é preciso identificar onde a nota fica no fretboard, dai a facilidade do violão para o piano.

Vamos a uma agilidade:

  • Terceira casa no LÁ é DÓ3 (Logo C3 C3) lembra que são duas notas?
  • Corda solta no SOL é SOL3 (Logo G3 G3)
  • Segunda casa no tom SOL é LÁ3 (logo A3 A3)
  • Corda solta no SOL é SOL3 (logo G3)
  • terceira casa no tom RÉ é FA3 (logo F3 F3)
  • segunda casa no tom RÉ é MI3 (logo E3 E3)
  • corda solta no tom RÉ é RÉ3 (logo D3 D3)
  • terceira casa no tom lá é DÓ3 (logo C3 C3)

Colocando em uma sequência mais limpa, apenas ainda como cifras, na segunda parte desse artigo trarei a partitura montada e na terceira parte do piano para o violão, temos:

  • C3 C3 | G3 G3 | A3 A3 | G3 | F3 F3 | E3 E3 | D3 D3 | C3 C3 ||

Primeira linha.

Pílula de Marketing (105) – Não invente métodos que descontroem a infraestrutura

É um título um tanto…estranho? Acho que a melhor manchete seria – “Pare de reinventar a roda”. Mas acho que ficaria menos contextual. Talvez ficasse solto, e em um momento muito futuro, não indicaria o que eu vejo acontecer muito hoje. E o perigo que isso tem representado para nós, a educação não deve ser engessada, mas tem técnica que é tradicional porque ela é mais eficiente por sinal. Vamos lá?

Vou trazer um pouco das demais áreas ,porque o Marketing não é o único campo profissional que sofre do que eu vou chamar de marginalização. Esse termo é um pouco forte, mas ele tem um conceito menos ofensivo, se entendermos que ele está ligado ao fato de uma área profissional ser ‘oferecida’ e ‘ensinada’ com gambiarras, para chegarmos lá mais rápido, sem contar o tempo de experiência e as mãos calejadas. Por isso vou enumerar algumas áreas que fiz parte, faço ou mesmo entrei em contato em decorrência do próprio Marketing.

Hoje o ensino não parece ter comprometimento em ensinar. Mas sim de inventar moda para ensinar. Não existe alguns atalhos. Eles existem, mas não para todos os casos. Atalhos são excelentes para quando estamos em um domínio seguro de entendimento da base, quando entendemos o básico. Atalhos não existem em inícios. Eles são ótimos, não são vetados aos novatos, não é isso. Apenas que, se você entende como é, o atalho é uma ampliação. Se você não entende, o atalho é uma confusão.

LIVROS, MÚSICA, MARKETING E IDIOMAS.

O ensino de música, hoje, na internet tornou fácil a acessibilidade aos métodos. Sem sombra de dúvida a internet é um recurso valioso. Mas de lá para cá, tem sofrido de desorganização. Esse caos nos premedita mais erros aos acertos. O correto não é apenas um caminho, mas tem coisas, que só tem um caminho de fazer. Inventar moda, cria caos. E aliado ao fato de que muitas pessoas não possuem um plano de como oferecer o conhecimento, elas em sua melhor intenção, causam mais caos.

Eu vejo os chamados HACKS (Truques) para Ilustração, música, marketing, idiomas e livros. Como aprender tudo em 7 dias? Já leram essa máxima? Como se tornar um pianista em 7 dias? Ou em 30 dias, para causar mais impacto. Aprenda a fazer personagens incríveis com essas 7 passos. Claro que sabemos ou deveríamos nos respaldar no bom senso de saber, que em 7 dias você consegue apenas entender o mínimo do mínimo.

Eu já vi neste ano, mil e trocentos métodos de como aprender violão. Quase todos errados. E inclusive levando ao vício do erro, porque o aluno a procura de seu próprio ritmo, acaba pensando que basta tocar uma corda e estará fazendo um som. O que ele não sabe é que isso leva muito tempo para de fato fazer o tal do som. Vivemos em uma época de imediatos, mas ainda somos como antigamente. Precisamos de um tempo para engajar.

Já vi também a isenção do uso da partitura no piano, só com o uso de cifras. Quero entender como isso permite você executar uma peça? Os comentários que ouço são – “Executo a música diferente toda a vez que a toco”. Esses são os relatos das pessoas que aderem a este método. O chamado “Facilite tudo para tocar a amanhã mesmo”. Lembro que nos anos 90 tinha uma revista chamada “Teclado toque hoje mesmo”. Uma blasfêmia para qualquer músico.

Só tinhas cifras, o tempo era quase sempre simples (4 [semibreves] e 2 [mínima]) e as músicas eram quase todas em tom CM (sem sustenidos e bémois) e quando tinham, você sentia que a música tinha um som levemente diferente do original. Na música você tem muito disso, essa mudança de tom, chamamos de afinação ou arranjo. Mas as músicas eram ‘desafinadas’ em alguns momentos.

Você não aprendia a ler partitura, estudei em uma escola que ensinava tudo. E quem não estudou ficava a mercê desse tipo de coisa. Desenho é ainda pior, tem toda uma infraestrutura por trás. Não tem como você se tornar um ilustrador excelente com um método que te ensina em 7 dias. Você pode aprender o básico. Do básico, do mínimo, do simples. Mas em 7 dias, você não vai fazer Kratos, não vai recriar a cidade de Boston de Deus Ex, não é possível e você no fundo sabe disso.

Mas queremos resultados para ontem. Então nos enganamos. Por isso que eu vejo com preocupação, quando uma pessoa taxa em tom generalista, que fazer faculdade não é importante. Se fizessem, notariam que esses materiais dispostos na internet são construídos sem qualquer metodologia. Como eu disse, o violão está cheio de erros na internet. Cada um dando sua versão dos fatos. É como a brincadeira do telefone sem fio.

Essa brincadeira pode parecer boba, mas se os participantes criassem um padrão para transmitir a mensagem, eles não teriam tanto ruido quando o último a recebesse. É uma brincadeira, mas no final sabemos que ela denota, desorganização e falta de metodologia de nossa parte. O engraçado nela é ouvir o que o último recebeu e o que o primeiro quis dizer. Mas em uma conclusão mais séria do assunto, significa “CAOS”.

O QUE ISSO NOS ENSINA SOBRE MARKETING?

Marketing como em uma insistência saudável de minha parte, sempre o cito como uma ciência que elabora pesquisas e análises para identificar o que está acontecendo ao redor do que nós podemos chamar de pivô do produto ou mesmo de um público. Quando nós perguntamos o que devemos oferecer e como, temos uma bateria de recursos para nos ajudar a extrair a resposta. O Marketing tem uma forma de ser ensinado.

A forma mais equivocada é de chamá-lo de venda. A outra forma de truque e a outra de milagre. São as três formas repetidamente feitas pela internet ou por qualquer pessoa, seja de forma presencial, que queira ensinar sobre Marketing sem ser de Marketing. É comum pensar que você pode aprender isso apenas com um livro, um vídeo, uma aula ou mesmo uma leitura em um artigo. Como qualquer coisa, Marketing exige tempo.

Não é possível que você acredite que vai ser um profissional em qualquer coisa, apenas com um período de tempo muito pequeno. O melhor método do mundo elabora dois pilares como sendo os moldadores de sua habilidade:

  • Tempo;
  • Treino.

Todo método que se valha como positivo e excelente, tem que ter esses dois pilares. Não fará sentido de não ter. E por que será que eles são pilares essenciais em um método ideal? Talvez não refletir sobre eles, tenham nos colocado em uma situação de não compreensão. Vamos lá.

TEMPO.

O tempo discorre em períodos ou intervalos. Se você tem um ano para aprender alfabetização, divide essa tarefa por meses e semanas. Suas metas definem o cálculo do que você planejou atingir. Correto? Se você não tem hábito sobre aquele conteúdo, a sua óbvia conclusão será que você precisa de mais tempo para se adaptar.

O tempo nos ensina o hábito, porque quando insistentemente nós os fazemos, ele se torna o hábito. Assim você consegue ver a chamada memória muscular. Quando você corre todos os dias, uma hora você vai correr mais rápido, e mais rápido, até ter um ritmo acelerado, sem perder o fôlego e manter a saúde. Seu corpo precisa entender o que está sendo ensinado.

Se você correr uma maratona sem treinar e ter tempo para o corpo desenvolver um ritmo, metabolismo e absorção, você pode passar mal ou até mesmo, morrer. Seu corpo, sua biologia não compreendem o esforço exigido. Então ele não corresponde. Mesmo que você pense que ele deveria corresponder. Não é mesmo? Sua biologia é como seus recursos. Precisa de tempo para entender o que esses recursos irão fazer e como irão se regenerar.

TREINO.

Faz parte da lapidação de uma habilidade, como tocar música, ilustrar, correr, vender, falar e cantar. Você precisa entender o que é certo e errado. O treino nos ensina sob um efeito de simulação dentro de um cenário específico e de um tempo ou situação, como o certo e o errado são moldados diante daquele objetivo.

Conforme você estuda, por exemplo a língua chinesa, mas você entende como a tonal funciona. E conforme você treina, aliado ao TEMPO, você nota que a nossa língua portuguesa, é tonal também. Então você associa esse conhecimento com o seu novo entendimento. Assim você percebe que essa dificuldade de pronúncia, acaba desaparecendo. E você vai aos poucos aprendendo mais e mais.

O treino nos capacita a ensinar a nossa biologia, cérebro, mãos, nosso fôlego, que estamos exigindo deles um resultado. Sua mão ainda não sabe fazer um acorde no violão. Não comece por ele. Precisa treinar o dedilhado primeiro, precisa fazer os dedos entrarem em uma conexão. Não é possível desenvolver acordes, sem treinar os dedos primeiro.

A capacidade que a gente aprende a ter, vem do treino. Você treina andar desde de pequeno. Treina a pular, escalar, falar, negociar, vender, tocar música. Você aprende como? Treinando, exercitando.

NÃO CONFUNDA DOM COM PREDISPOSIÇÃO.

Importante. Vejo muito isso. Quando aliamos o nosso conhecimento sobre o que o TREINO e TEMPO nos faz, temos que pensar em outro ponto que muitos confundem ou falam de boca para fora, mas é um dito popular. Quem sabe fazer algo impressionante é dito como talentoso. Certo? Aqui é a importância. Não existe sorte, azar ou talento.

Existe facilidade. Uma pessoa pode ter mais facilidade por vários motivos. Ela pode ter uma visão espacial 3D melhor, ela pode ter mais coordenação motora, ela pode ter mais ouvido para o som. Isso constituí as engrenagens que nós, ou cada um de nós, possui. Isso se chama personalidade. Tem pessoas que tem mais facilidade de conversar, de fazer amigos, de aprender, de ensinar. Essa facilidade ela não é exatamente uma habilidade sólida, ela é um gatilho.

Então muitos notam que as crianças (nem todas) tem facilidade de aprender. E assim associam a genialidade ou a idade. E com essa lógica, associam (sem provas na maioria das vezes) que se o novo aprende por ser novo, o mais velho não aprender por ser mais velho. O que se caracteriza, por não ter provas afirmando isso, como crenças. Daí é um efeito cascata negativo que se segue.

EDUCAÇÃO SOBRE TREINO E TEMPO.

Existe TREINO e TEMPO associado a uma metodologia precisa. Quando falo este último, não é uma metodologia que funciona apenas para um caso. Isso não é metodologia. É uma ação isolada. É o que eu vejo acontecer direto. Muitos pagam de professor, não é uma tarefa fácil. Ninguém nasce professor, você aprende a ser um. A didática é importante. Mas didática não significa “inventar”. Significa ensinar e com o melhor método. E isso não significa inventar um do zero. Significa estudar os métodos que existem e aplicá-los.

A base da invenção ou a ideia da invenção de um método nasce em nossa era atual. Nós somos exigidos termos criatividade acima da média. Oferecer leite de pedra. E isso não é uma realidade. Mesmo que a exigência o faça. Métodos levam anos para serem criados, desenvolvidos e amadurecerem. O ensino tem um método específico. O ensino de uma área atende a outro nível de método.

O método de ciência levou milênios para chegar neste modelo atual. Inventar um do zero, me parece e a você também vai parecer, desnecessário, custoso e errático. Métodos precisam de testes, de avaliação e de tempo. Portanto não perca o seu precioso momento em inventar métodos, já existem tantos, que há um glossário enorme para você escolher. E dentre aqueles que ensinam assim, e aqueles que aprendem com um tutor, terão uma conclusão óbvia a ser considerada.

Essa conclusão é aquela que muitos hoje falam em voz alta – “Não vou fazer escola, faculdade ou ensino se quer” porque tudo está na internet. Essa informação na internet ela é justamente aquele perigo que eu disse no começo do artigo – “Atalho”. A informação ela está alocada e não trabalhada. Eu por exemplo, estou estudando violão, tenho 30 anos de estudo de música, 14 de teclado e 16 de piano.

Estudar por conta própria tem mais impacto positivo para quem tem a base do ensino de um instrumento musical, do que uma pessoa que pega esse violão como sendo o seu primeiro instrumento e o contato com a música. O primeiro caso (eu) serei bem mais sucedido, pois uso o método de ensino feito por escolas credenciadas, que funcionam há centenas de anos e os aplico para achar o denominador em comum.

Se o que nunca teve contato, não teve metodologia e não tem um plano, aprender violão será um desafio colossal e quase impossível. E não é, com a devida orientação, não é.

CONCLUSÃO.

Meu direcionamento para a educação é de quase 20 anos de mercado, ensinar Marketing, Publicidade, Design, Comunicação, Atuação e etc, é um conceito que você aprende ao longo dos anos. Lancei meus cursos, e irei em breve lançar um voltado para o público em geral Síndicos, Vendedores, Varejo, comércio, indústria e produção, porque eu vejo naturalmente dois aspectos importantes para este ensino.

  • O ensino é o caminho para o aperfeiçoamento e eficiência;
  • E o divisor de ter resultados e não ter resultados.

O meu foco não é combater apenas a falta de metodologia ou pedagogia por assim dizer, a ausência plena de conhecimento do ensino ou mesmo da tática que nos leva a saber ensinar melhor (e não cunhar nomes novos ou querer fundar uma nação no lugar do maior foco, que é o aluno). Em minhas andanças como consultor, notei que os serviços prestados de Marketing e Publicidade eram imediatamente esquecidos quando o prestador ia embora da empresa.

E ninguém absorvia o treino, não entendia o serviço, não compilava os resultados. E não associava que uma organização, plano, uma boa ação de marketing, promovia os resultados que eles tinham de fato. Então notei que é preciso ensina-los sobre isso. Mas não faço uso de metodologias inventadas, elas parecem soar bem ou que eu sou um gênio, mas eu prefiro assegurar que você saia da minha sala de aula sabendo com uma metodologia fundamentada por centenas de anos, do que inventar moda.

Até a próxima!

Pílula de Marketing (104) – Funil de vendas para Cold mail

Cold Mail é uma tática de venda que se faz por abordagem direta utilizando um canal tradicional (cartas, vendedor de porta) ou digital (WhatZap, Mp ou e-mail) sem a devida necessidade de primeira apresentação, já considerando uma CPA garantida (Venda) para um cliente em potencial.

Funil de Vendas é a trajetória utilizada para conhecer os perfis do CLIENTE | PONTO DE VENDA | LOGÍSTICA | COMPRA E VENDA | FOLLOW UP, que se resume, a jornada de compra. Vamos lá!

ESPERE ANTES!

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Há inúmeros ‘funis’ de venda, estão associados a natureza específica. O que chamamos de jornada de compra leva em consideração ao modelo da figura acima. E não é exatamente o mesmo funil de venda e sua variante.

Vamos ver isso em um exemplo para ficar mais claro do que se trata. Imagine uma loja do comércio local, um varejo de produtos de peças para o lar (Tok Stok e etc). Quando o profissional de Marketing elabora o funil de venda ele considera elementos específicos da loja para construir a JORNADA DO CLIENTE.

TOPO DO FUNIL.

Visitante se refere ao que chamamos de ‘potencial’ cliente. Ele não é um cliente ainda. É alguém que se interessou entrar ou mesmo olhar a vitrine. Neste momento, ele está explorando o que há de novo. (Lê-se “Aprendizado e Descoberta”, como na figura).

Leads se refere a demanda do visitante. Ele procura por algo? Ele só está tomando tempo (esperando)? Nesta fase temos o que se chama de “identificar o que ele está procurando ou o que está fazendo. (Lê-se “Reconhecimento do problema”)

MEIO DO FUNIL.

Oportunidades é quando descobrimos que o visitante deseja algo de fato (dai ele se torna um cliente potencial), ele está ali para comprar uma solução para o seu problema (identificado no Leads, do topo do funil). A oportunidade é meramente o ato de comprar (e não significa exatamente algo que você pode ampliar a venda) lê-se “Consideração da Solução”

FUNDO (OU BASE) DO FUNIL.

Clientes é o que chamamos de CPA (Custo por conversão) extraído do antigo Google Adwords (hoje Ads Google), se refere a decisão de compra. O visitante reconhece que tem um problema e que você tem a solução, desperta interesse e ele se torna um possível comprador (por isso Potencial Cliente) aqui ele está na fase das decisões de compra. Lê-se “Decisão de Compra”

QUE MINI-MUNDO PODEMOS CONSTRUIR COM O FUNIL DE VENDAS?

Essa explicação nos permite olhar para uma pessoa avulsa que entra em uma loja de produtos para o lar, você vendedor a observa, e precisa ‘entender’ se o olhar (Exploração) dele se refere a procura de algo ou que está usando aquele tempo para pesquisar algo ou ainda está ali para ganhar tempo. Depois que você identifica que o visitante está procurando de fato alguma coisa na loja, vem a parte de explorar que tipo de solução ele está procurando (oportunidades).

Se ele resolver comprar ali, ele se torna um cliente. Senão, sua tentativa se resume a uma análise superficial de consumo. Já que mesmo com este contato (que não terminou em compra) gera informação para o seu Marketing.

Agora que sabemos o que é e como funciona um Funil de Vendas (Jornada de Compras) podemos entender como ele funcionaria para sua estratégia de Cold Mail.

FUNIL DE VENDAS PARA COLD MAIL.

Cold Mail é uma abordagem com o foco em vendas garantidas. Ou seja, você pensa em entrar contato com um CLIENTE e não um visitante. Acontece que a maioria de quem pratica Cold Mail no mercado brasileiro, não faz um Funil de Vendas e crê que irá ser bem sucedido ao fazer o famoso “MP das Vendas” sem se apresentar. O mínimo de pesquisa realizado é uma busca superficial em algum perfil de redes sociais.

Falei no artigo que recomendei para vocês lá em cima, que tinha alguns vendedores que até acertava a minha função na empresa. Ou até mesmo falava com aquela propriedade de ‘imponência’ – “Vi que você é o responsável de Marketing da empresa X” (quando o referido é o fundador e CEO dela). Vi que você é professor (mas não sabe onde esse professor trabalha, com que linha de pesquisa é especialista e nem sabe o que o faz ser professor.

Essa pesquisa é a chamada mínima da mínima, você não está fazendo funil de vendas. O primeiro passo é compreender 100% do que o seu alvo (target) é. Não adianta só identificar algo óbvio no perfil. Quem é ele(a)? Onde mora? O que faz? Como é reconhecido no mercado? O que precisa? O que parece precisar? Essas são as perguntas sensíveis de seu funil.

Se não vou continuar ou outras pessoas o VISITANTE. O visitante não compra. Ele só explora e olha. Se o Cold Mail considera uma venda pronta, você precisa transformar o VISITANTE em CLIENTE antes disso. E não se transforma alguém em algo apenas porque você ‘ofertou’ algo do nada. Claro que essa confusão se dá pelo desconhecimento pleno de três pontos importantes:

  • Marketing;
  • Tática de Vendas;
  • O que é Cold Mail.

Até a essa altura eu acredito que vocês já tenha entendido que o FUNIL DE VENDAS o ajudará a VENDER. E no caso do COLD MAIL que tem uma margem de erro muito pequena, vai ajuda-lo(a) a construir uma certeza de venda. Mas como você pode elaborar um Cold Mail eficiente com um Funil de Vendas?

COMO FAZER UM FUNIL DE VENDAS PARA COLD MAIL?

Intencionalmente Funil de Vendas parece reduzir ou há uma impressão, de redução de trabalho que você terá (risos). Funil de Vendas é alimentado pelo Plano de Marketing (que é tido como um ‘monstro custoso’ ou algo muito complexo). Quando você entra em contato com o cliente (seja pelo vendedor) ou pesquisa de mercado. Essas informações irão para onde?

Para o SIM (Sistema de Informação de Marketing). E o que vai acontecer lá? Será analisado e passará por uma bateria de apurações para chegar em uma certeza e resposta. E teremos respostas assim:

  • Esse pessoa é um cliente potencial?
  • Ela tem um poder aquisitivo baixo, médio ou alto?
  • Que tipo de campanhas podemos realizar para atraí-la?
  • Quais os pontos vulneráveis e críticos dessa relação comercial?
  • O que chama atenção dela?
  • O que repulsa atenção?

Muito dessas respostas irão alimentar ideias que nos proporcionam o uso de táticas específicas. Claramente que um contato de uma pessoa em sua loja física, ao entrar em contato com ela por mensagem privada ou outro meio qualquer, não se configura mais como um COLD MAIL, e sim um atendimento.

Mesmo as vendas elas precisam neste caso terem respaldo. Cold Mail tem um entendimento geral de ser uma VENDA AVULSA. Por isso que destaco que isso demonstra desconhecimento pleno do que se trata. Cold Mail PRECISA (compreendam) que você saiba nos mínimos detalhes do seu CLIENTE POTENCIAL.

Então o plano de Marketing irá solucionar o que você irá fazer para prospectar esse cliente. Porque agora você já sabe mais do que óbvio dele. Você o conhece. E há uma máxima em Marketing – “Nós compramos apenas em quem confiamos”. Se você o conhece, você não é mais estranho, você é um conhecido. E conhecidos esbanjam confiança.

Esse é impacto que o Marketing quer criar em sua audiência desde de sempre. Sem ele, não adianta aqueles recursos caros que você conheceu em um seminário na Inglaterra. É puro e simplesmente, o ato de criar confiança.

Lembre-se que Cold Mail é uma tática definida pelas necessidades que o Marketing encontra. Não é a tática que existe primeiro para depois fazer plano de Marketing. É no plano que definimos que tática iremos usar, a depender, das informações que nós encontramos. E o importante aqui não é que é uma imposição segundo as regras, seguir esse passo a passo, é que se você for parar para pensar, faria sentido em você comprar um carro sem planejar para quê vai usá-lo?

Não faria sentido montar um plano e deste entender que é preciso comprar um carro? E se o plano disser que um caminhão é mais custo e benefício? E se for uma bicicleta? Ou mesmo, senão precisar de um veículo? Olha o custo que você teve, perceba bem o prejuízo de suas ações premeditadas. Conseguem compreender?

Para efeito geral, que sirva de importante lição, não siga o que os ‘truqueiros’ de internet ensinam como sendo um pote de milagres. Se para ele funcionou é porque ele fez um plano. Se para você vai funcionar, depende do seu plano. E isso serve para áreas exatamente iguais. Quem dirá diferentes?

CONCLUSÃO.

Cold Mail se trata de uma tática definida em um plano de Marketing, previamente elaborado. Se essa tática servirá para você, é o seu plano que dirá. Se você vai usá-lo, precisa ter as informações corretas para fazê-lo acontecer. Cold Mail não é uma tática avulsa de venda, ela precisa compreender em 100% o seu cliente antes do primeiro contato, é um verdadeiro trabalho de detetive.

Não há quase margem de erro. Ou você sabe tudo ou não sabe nada. Funil de Vendas é um conceito tático interessante, mas estou aqui explicando-o porque ele faz parte da construção básica de qualquer tática. O Cold Mail se você precisa dele ou não, terá que encontrar essas respostas em uma pesquisa afinada e não porque acha que é bom ou porque ouviu que é bom. Até a próxima!