Pílula de Marketing (107) – Como usar o Neuro Marketing na prática?

DESMISTIFICANDO A NEUROCIÊNCIA EM PSICOLOGIA.

Muito se fala dos recursos e ferramentas que se envolvem com o conceito de Neurociência aplicada ao Marketing, Propaganda e Publicidade, e até hoje, já ouvimos falar ou lemos por aí, os termos “neuro marketing” e “neuro propaganda”.

E temos esses termos ‘não sinônimos’, uma vez que se trata da aplicação de uma área da medicina em dois campos distintos. E vamos entender também neste artigo, que na realidade não usamos neurociência e sim psicologia. Vamos lá!

A neurociência é uma subárea que pertence ao campo do estudo neurológico, é uma área da saúde do campo de medicina. Na altura do que podemos afirmar, a neurociência aplicada pelo médico é extremamente diferente da neurociência aplicada pelo profissional de Marketing.

Não são utilizados os mesmos indicadores, está mais para o nome do que para atuação. Na prática, nós profissionais de Marketing (Publicidade e Propaganda) fazemos uso de uma prática mais próxima conhecida como psicologia.

Nosso cérebro influencia nossos hábitos, ela é a central de comando. Biologicamente ela é uma área de intensa reação e ação bioquímica. Não é exatamente uma emoção, ela é uma correlação de reagentes químicos que geram uma sensação (interpretada) pelo ser humano em sua…interface. Ele fica feliz, triste, nostálgico e etc.

Mas se formos falar de neurociência, os nomes ‘emoção’ se transformam em um composto químico C8H11NO2 (que é a dopamina), o estudo ali é estrutural, envolvendo o conceito de fisiologia e anatomia. E não estou nem mencionando toda cadeia química envolvida nessa transmissão, produção e reação.

É como se fosse um estudo de engenharia biológica. Exatamente isso que é transpassado para uma interpretação mais lógica (a nossa consciência) que é tratado pela psicologia. Então para tirarmos o problema de como se aplica, é vermos que na realidade, fazemos uso de pesquisas neurológicas (mas já traduzidas para o leigo) e na psicologia utilizamos recursos que se promovam o resultado.

Resumo:

Não atuamos diretamente com a neurociência, um publicitário não é um médico. Ele não fala sobre bioquímica. E não trata como de fato o cérebro funciona. Nós atuamos com o uso da interpretação científica do que isso significa para a biologia ‘racional’.

A reação de uma situação prazerosa interpretada pela neurociência é basicamente composição química e reação. A interpretação científica dispensa a metodologia médica. O que na realidade usamos é o estudo da psicologia.

MAIS UMA EXPLICAÇÃO.

Fica mais fácil quando a gente percebe que o profissional que se ‘promove’ como neurocientista (que não é verdade), pois ele precisa de uma formação em medicina para ser, ela está mais associado ao estudo psicológico e sociológico e prontamente ligado ao conceito da interpretação de um emaranhado químico. Podemos falar em dopamina, serotonina, endorfina, cortisol e até glicose para gerar energia.

Mas essas citações elas costumam ser amplamente generalistas. Elas são imputadas em situações diversas sem qualquer respaldo. Falamos em dopamina para tudo que gera alegria. Falamos de cortisol para tudo que gera estresse ou adrenalina. Mas há outros hormônios, proteínas e aminoácidos envolvidos que influenciam diretamente no comportamento humano, não é apenas um tipo de reação e nem um termo que resume tudo.

Dados os maiores fatores podemos sim dizer que uma memória afetiva (psicologicamente falando) gera uma reação feliz. E a pessoa estará mais propensa a prestar atenção em detalhes específicos. Mas aqui é uma análise comportamental e não biológica. Não sabemos que tipo de alimento gera por exemplo um estágio de rejeição de compra. Mas sabemos que uma experiência interativa pode gerar uma estágio de rejeição de alguma magnitude.

O mesmo se fala do chamado “neurônio-espelho” ou “cérebro reptliano” que faz parte de uma teoria elaborada por Paul Mclean nos 70 para explicar o comportamento humano. Mas ele é frequente separado do conceito completo do cérebro trino. Que se refere “teoricamente” há três funcionamentos cerebrais em nosso, que explicaria, como em resposta química, nosso corpo reagiria.

E cérebro reptiliano uma “fragmentação” da teoria completa seria um modelo de como funcionaria um cérebro primitivo que seria associado ao comportamento “reativo” . Que seria exatamente essa forma que temos de reagir a estímulos ao nosso redor .

COMO USAR A ‘NEUROCIÊNCIA”?

Para termos didáticos, ao estudar neurociência (e diga-se) precisaria estudar biologicamente uma pessoa por completo, já que as reações químicas do cérebro influenciam o corpo e vice-versa, nós devemos aos poucos ‘desapegar’ ou deixar de apropriar’ o termo neurociência a medicina para o campo que mais se associa ao marketing, que é a psicologia. Então, como você usa a PSICOLOGIA?

Com diversos modelos de comportamento, seguindo estudiosos de psicologia da era antiga até a contemporânea (atual), nós podemos através do exercício da pesquisa e da observações notarmos hábitos, ações, gatilhos de um indivíduo ou coletivo. Assim sendo, voltamos ao que adoro repetir, Plano de Marketing. E exatamente o que significa Marketing, vamos fazer uma pesquisa.

Lidar com a psicologia humana é estudar a psicologia humana. É pesquisar, é fazer avaliações qualitativas. Procurando entender o motivo que engatilha uma compra, uma ação, uma reação, uma rejeição, adesão e todas as possíveis interações que o ser humano pode ter em um determinado ambiente e situação.

O estudo do Marketing é exatamente igual ao de um detetive. Ele precisa apurar para entender a situação. A diferença é que não apenas após o ato, como é o caso do detetive que procura desvendar um caso, também atuamos para prever uma situação. Logo o uso do Marketing, ou no caso, o uso da psicologia no Marketing faremos da seguinte forma:

  • Estimuladores visuais, audio visuais, audio e aromáticos para ativar gatilhos emocionais.

E como isso pode ser feito?

  • Usando as cores;
  • Usando elementos familiares;
  • Associando elementos de memória (Nostalgia)
  • Compondo ambientes de conforto (Recriação de ambientes, como casa, lar, local de meditação, um cenário de filme, série, games e etc)
  • Interação (Test-Drive) e Gamificação.

CONCLUSÃO.

No Marketing exige uma marginalização da educação sobre o campo. Um caos que se instala, onde todo mundo fala uma língua e inventa nomes novos. Até por uma intenção proposital, em outros casos, nem tão proposital, criam um área muitas vezes ‘rejeitada’ por parecer um campo que corrige erros, que é cara ou que é opcional.

Não é incomum inventarem nomes para coisas que existem, talvez e o que mais há. E não é incomum confundirem subáreas dentro outras subáreas. Esse caos contínuo impede que muitos profissionais até dedicados, usufruem dos recursos do Marketing para enriquecimento. E aqueles que se valem por ele para soluções do dia-a-dia, sofrem com a desinformação diária.

Todo dia você ouve dois lados, e não sabe qual ouvir. Para efeitos de conclusão, você acaba não aprendendo nada. E como este caso, tantos outros, Marketing não faz uso direto da neurociência. É um conceito da medicina e trata diretamente da Bioquímica, da anatomia e da fisiologia. Nós fazemos uso dos resultados que ela encontra. Mas não trabalhos diretamente com a ciência neurológica, muitos confundem essa atuação com um outro termo “neuro linguística’ que é outra invenção.

Seria o estudo da pedagogia ou da linguística associada ao campo de estudo psicológico. Mas ninguém estuda as reações quimíicas do cérebro para interpretá-las para criar uma autoafirmação ou estado meditativo. É certo que um estado meditativo influencia nossa biologia, reações. Mas ao falar neuro linguística você entende que é uma solução profunda, que mexe diretamente com o nosso cérebro (como se ele fosse o único ‘CPU’ do organismo, que não é). E também não mexe diretamente.

Embora as normas de confundam, é verdade também que parte do que a psicologia trata veio do estudo do ser humano não apenas no aspecto sociológico, antropológico, educativo e político. Sim da nossa biologia. A evolução nos comprova que sim, temos uma sociedade como ela é hoje, por mudanças genéticas inclusive. A vocalização e a evolução da câmara vocal nos permitiu a comunicação, que evoluiu para sistemas de governo e que se tornou possível por causa de outras transformações, não apenas biológicas.

Mas neste caso preciso, um publicitário não fez um corte no cérebro e descobriu que o hormônio XTD faz as pessoas rirem mais porque estão olhando um vídeo de gatinhos na internet. Através de estudos e correlativas ciências, o fator cérebro, comportamento, ação, ambiente, situação e fato observado nos permite entender que o ser humano reage de forma feliz quando vê um vídeo com gatinhos. Até a próxima.

Piano (4) – Leitura da clave do fá

Clave do fá costuma ser uma pedrinha no sapato de muito iniciante em piano. A maioria, como é praxe, aprende a clave do sol primeiro e por padrão é a mais difundida quando se quer relacionar a música a algum assunto de forma pública.

Então é muito comum, você ver o padrão DÓ DÉ MI FÁ SOL LÁ SI no formato de escala da Clave do Sol. Mas a fá nem de perto é divulgada desta forma, logo você tem mais dificuldade. E a maioria nem sequer dedica tempo para estudá-la, deixando para bem depois.

Clave do fá como a clave do sol sse refere a chave de tom de uma música. O Sol é porque a ‘barriga’ da chave corta a segunda linha do pentagrama de baixo para cima, que se refere ao SOL. E dali em diante ou anterior contamos pela escala das notas musicais. Por isso é que temos o formato a seguir:

E há uma informação inerente a também esta escala que é pouco estudada pela maioria, que são as oitavas 2 e 5. A maioria estuda com frequência as oitavas 3 e 4. O que torna ainda mais restrito o uso das partituras que estão envolvidas em músicas mais sofisticadas, as que em especial, trabalham com 5 oitavas em uma mesma música.

A escala que vem na clave do fá se torna um bicho papão, e ela é seguida:

Como praticamente ela ‘muda’ as regras do jogo da já conhecida clave do sol, a maioria desiste quando olha esse ‘monstro esquisito’. E quando normalmente, a escala 1 e 2 são as mais vistas, qualquer outra escala maior é simplesmente ignorada. E então a maioria dos iniciantes, eles forçam ou procuram partituras em que existem duas claves do sol (uma no lugar da clave do fá) para facilitar isso.

TEM PROBLEMA EM NÃO APRENDER A CLAVE DO FÁ?

É comum achar partitura com duas claves do sol. No entanto existe uma implicação, mesmo que ocorra a alguém que é uma boa ideia, embora não seja má ideia (por uma fração de segundo), na clave do sol por exemplo, a referência inicial é a oitava terceira. Se ela já descer para oitava segunda, seria na clave do fá o que seria referente na clave do sol a quarta oitava. No passado as partituras eram bem mais caóticas. Depois que houve uma formalização, foi necessário criar uma nova forma de organizar.

Seria uma boa ideia, caso não tívessemos no banco de disponibilidade, muito mais músicas com clave do sol e fá do que uma facilitação com duas claves do fá. Por exemplo, em um dos artigos aqui eu mencionei a música Poltergeist que tem como o tema Carol Anne, que é oficialmente a música do filme dos anos 80, lá cheguei a dizer que tinha duas claves do sol, quando na música original (a partitura que eu peguei era um arranjo) é uma clave do sol e do fá.

Qual é o problema? Na prática teórica seria o fato de você não diferenciar percussão de melodia. E isso já causa alguns riscos quando nós falamos de composição. A percussão é o acompanhamento, é o que dá o som de fundo, é o suporte harmônico. Para os tecladistas, são os acordes. O Piano tem acorde, mas o teclado substitui a clave do fá (não há) por acordes. E isso dá o movimento harmônico, que é aquela onda da música que nós podemos identificar como ‘volume’.

A melodia é o que chamamos da própria música. Se você tocar qualquer música e reconhecer o ‘som’, essa se chama melodia. É quase tênue dizer o que é e o que não é. E porque deveríamos seguir a risca a regra das claves, no lugar de achar que pode entendê-las. A clave do fá por exemplo é praticamente o trabalho feito por muitos instrumentos percussionistas que é o caso do BASS, BATERIA. E ainda que possam ter seu papel na melodia, Violão, Violino, Guitarra, Flauta e etc.

Se você pegar uma partitura do tipo ‘harmônica’ que compôe diversos instrumentos musicais vai notar que muitas delas estão na clave do sol (trata-se da melodia) e algumas delas estão na clave do fá (se trata da percussão). E isso quer dizer, que se você não considerar o piano como sendo um instrumento que consegue unir ao mesmo tempo melodia e percussão, terá dificuldades de como simular a parte que representa repercussão em uma partitura de concerto para o piano, compactar a música e concerto em uma partitura de piano com duas chaves seguindo compasso por compasso, linha a a linha.

Esse não é o único problema, o outro vai para uma escrita não uniformizada. Veja por este lado, você vai e compõe e escreve do jeito que sô você entende. Provavelmente a música não será reproduzida da forma que foi composta. Essa anarquia da escrita da partitura cria ‘ilhas’ musicais que não fazem muito sentido.

Mesmo eu buscando pela internet, já achei partituras que as claves trocadas produziram uma música sem sentido, depois ao procurar por algum lugar que as tocasse, percebi, que as claves bem identificadas faziam sentido.

De uma forma geral ignorar a clave do fá, fará você sofrer com músicas que precisam dela. Se vocês acessarem o Musescore, que possui muitas músicas free ( vão notar a quantidade de partituras que tem clave do fá) e a maioria até tem duas claves do fá (notem que apoio do compositor original) tem uma creditação “arrange” ou “arranjador”. Ali é um outro músico que foi e adaptou a música em um tom diferente da original.

CLAVE DO FÁ E COMO TREINAR.

Agora pega a original, não vai ter duas claves do sol. O arranjo ele pode sim ‘diferenciar’ como o tom é tocado, o uso de acidentes musicais, até mesmo o uso diferente na oitava. Mas não é para mudar como a música é escrita. Isso causa um caos absurdo. É como mudar as regras do jogo porque não gostou delas. Mas as regras se forem mudadas, muda o conceito até de vitória do jogo. E aí teremos alguns problemas adicionais a questão.

Não tem erro, eis algumas dicas para você treinar a clave do FÁ.

  • Na partitura, estude ela primeiro e separado;
  • Faça sem tempo;
  • Não decore, entenda as notas e suas posições;
  • Treine o ouvido para saber que tecla está tocando;
  • Procure músicas em que o uso da percussão já faz entender a música.

Juntar as mãos nem é tão complicado assim. Mas não fazemos tocando rápido. Você precisa criar agilidade para tocar as duas, então é por isso que se toca devagar e depois vai adequando ao tempo da música real.

Pílula de Marketing (106) – Os cuidados que o advogado deve ter ao ‘anunciar’

OBJETIVO DO MARKETING.

Há inúmeras possibilidades de usar o Marketing e a Publicidade, mesmo para fins não comerciais. O próprio Marketing é uma estratégia de análise de mercado de consumidor que não apenas tem o objetivo de vender, ele analisa o próprio comportamento de relação pessoal e profissional do indivíduo sem apenas pensar em como vender para ele. Por isso que existe uma insistência da educação do Marketing a uma plenitude que não apenas aquela associada as táticas (Ads, Impulso, Design para anúncios) e não resume à isso. Mas vou trazer alguns cuidados que o advogado precisa ter ao fazer uso.

CASE PARA CONTEXTO.

Esses dias, pela primeira vez, recebi um cold mail, uma mensagem enviada por mensagem privada de um escritório de advocacia. Que fez a primeira entrada (equivocada) ao fazer a seguinte saudação e apenas isso – “Olá. Bom dia. Tudo bem?”. Precisei fazer um “Boa tarde” para que a comunicação dessa continuidade.

Já publiquei alguns artigos sobre os cuidados do COLD MAIL. E para advogados isso é totalmente contra a prática e publicidade vetada pela resolução da OAB e a resolução 205/2021 que continua impedindo tal prática.

COLD MAIL tem o objetivo de vender. Advogado não pode vender. O que já configura uma infração por parte da ordem no quesito o uso da publicidade. Segundo que COLD MAIL precisa de uma estratégia ampla já que ele precisa que o contato já tenha interesse em comprar. Não existe uma ‘negociação que irá acontecer’, ela vai concretizar uma venda sem sombra de dúvidas.

Vamos ao importante ponto.

NÃO PODE VENDER.

ADVOGADO não pode vender. Então algumas táticas elaboradas pelo Marketing e Publicidade não podem ser usadas da forma que são em sua base. Você pode utilizar o conceito. Mas COLD MAIL serve para vender e apenas. No quesito, Advogado não abrange todos os clientes. Nem todo mundo precisa por exemplo de assistência em direito Militar (A não ser que tenha alguma ligação neste sentido). A maioria dos que precisam (por demanda) de direito condominial, envolve o síndico e administradora.

O CLIENTE QUE VAI ATÉ VOCÊ, NÃO AO CONTRÁRIO.

Isso serve até quem pode vender diretamente. Mas o cliente precisa te procurar para então sim você ter algum posicionamento do que ele precisa. Mas advogado não pode usar os canais digitais para por exemplo, negociar contratos. Ou mesmo vender serviços. Há alguns elementos que vetam o uso do canal digital como por exemplo, prestar consultorias. Tudo é sempre direcionado a um telefone de contato diretamente com a empresa e por meios tradicionais.

ADVOGADO NÃO PODE FAZER PUBLICIDADE COMERCIAL.

Advogado pode promover o seu serviço de uma forma bem diferente do usual. No entanto quem pode vender diretamente também faz o uso do mesmo. Você não vende o serviço e sim a qualidade da informação. Que provocará uma propaganda (sempre é gratuita). Essa o tornará visível e interessante a quem precisa. Para fazê-lo, normalmente, você participa de palestras, seminários. Sua imagem se torna ‘tangível’. E nem por lá você vai fazer ‘comercial’. Informação para educação.

COMO O ADVOGADO ‘VENDE’ ENTÃO?

Lembra de sua leitura dos primeiros parágrafos desse artigo? Marketing não é necessariamente venda. Você vai fazer uma pesquisa que lhe possibilite identificar pontos que são permitidos ao código pra prática de promoção (não é precificação), promoção de comunicação. Como você cria sua reputação. Marketing tem o objetivo de trabalhar a reputação de alguém segundo as informações que encontramos do mercado consumidor.

O jeito é optar por uma medida não mercantilista e sim de trabalho de imagem. Gosto de não misturar exatamente a anúncio com artigo, mas aqui faço valer, já que atuo na área há mais de 10 anos e trabalho com escritórios e advogados neste mesmo período e há um curso que tenho disponível para deixar bem claro ATÉ ONDE podemos ir e COMO PODEMOS ultrapassar as linhas da criatividade para criarmos soluções que não firam o código de ética em nenhuma ponta dele.

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UM BÔNUS PARA VOCÊ.

Advogados e escritórios tem carácter intimista em relação ao mercado comercial. Estão em uma tangente em que não fazem uso da maioria das táticas de venda ou de negociação comercial. E isso não é um problema exatamente. Muito do que temos hoje como a tecnologia, os podcasts, vlogs e vídeos de uma forma geral, permite mais do que antigamente, o advogado trabalhar o conceito ‘matéria jurídica’.

Preste atenção não use os canais para promover serviços. Você não usa canais para fazer anúncios do que você como advogado exerce. A comunicação informativa ou educativa são diferentes de uma comunicação Inbound (Inbound Marketing).

Essa é menos ‘comercial‘ que a Outbound. No entanto a Inbound ela concentra a venda de uma forma indireta criando um conceito de ensino ao público. Ainda que em muitos casos, a venda não ocorra quase em alguns canais indiretos, Inbound não é algo que o advogado ainda pode fazer.

Comunicação educativa é o equivalente a ministrar palestras ou dar aulas. O conceito é de informar, fazer ensinar e tornar didático um conceito em si. Há uma diferença por exemplo de você prestar uma consultoria de Marketing para vender um produto e outra de ensinar o que é um produto, o que é uma consultoria e o que é uma venda.

Advogado não faz uso da chamada estratégia de supermercado. Ele não insinua e tampouco induz. O caso desse coldmail que recebi está querendo induzir a compra do serviço. O problema que essa tática é conhecida como captação de clientela, que é estritamente vetado no código de ética por se tratar de uma ação direta de comércio. E há ressalvas para o uso da tática de Cold Mail, a exemplo, nem a abordagem desse escritório foi a melhor forma de o fazê-lo.

E mesmo que o código de ética permitisse por algum decreto a possibilidade de vendas. Ainda assim seria útil que fizesse um marketing voltado para ensinar ao público do que vender à ele. As pessoas compram porque entendem sobre ele e não porque você as convence sobre seus benefícios, perceberam o mínimo da sutileza entre os dois tipos de ‘promoção’? Espero que tenham feito uma boa leitura e aprendizado. Até a próxima.

Japonês (49) – Estudo de Katakana: Cores (1)

Como em Estudo de Kanji, em Katakana o ponto será analisar os significados, mas um pouco diferente para o caso desta escrita. Katakana é utilizado para o estrangeirismo e para ressaltar algumas palavras. Mas de um modo exagerado e praticamente sem ‘regras’, nós ocidentais usamos o Katakana para representar tudo, desde de palavras estrangeiras à originais do idioma japonês. Praticamente o seu uso se torna “universal” e acaba complicando o meio de campo. Vamos lá!

Vamos ver as cores, e isso de uma forma bastante curiosa, até professores (descendentes de japoneses) ensinam o uso como sendo, alega-se, o mais usado no Japão e não é bem uma realidade. No Japão, é usado KANJI para representar as cores. Katakana o uso é muito restrito (em particular) e específico as áreas turísticas. E quando falo em particular e específico, é que nem tudo que está na área turística está em Katakana.

Já vimos em outra publicação as cores, mas vamos ver as que são grafadas em Katakana e oriundas do idioma inglês. E entre parênteses eu vou colocar a palavra existente no idioma japonês (em Hiragana e seu correspondente em Kanji). Já li comentários de pessoas que tinham dúvidas se o idioma Japonês era todo ‘estrangeiro’ por conta disso.

Há duas cores que são convertidas ao KATAKANA:

  • Laranja para オレンジ (ORENJI) que vem do ORANGE
  • Rosa para ピンク (PINKU) que vem do PINK
  • Cinza para グレー (GURE-) que vem do GRAY

A maioria das cores são representadas em KANJI, mas algumas soltas se referem ao estrangeirismo, foge muitas vezes a explicação de como e quando foi adotado. Vamos as cores que são usadas o estrangeirismo, mas há o mesmo em hiragana e kanji (ou seja, origem japonesa):

  • Laranja é 橙色 (DAIDAIRO, だいっだいろ), a palavra DAIDAI significa ‘fruta laranja’ o IRO significa COR, se pegamos “Cor da fruta laranja” temos a cor laranja;
  • Rosa é 桃色 (MOMOIRO, ももいろ) a palavra MOMO significa “Pêssego”, na paleta de cores o Pêssego se refere a cor (que tende) a ser rosa. Ela começa clara parecendo até um laranja claro, mas a cor mais acentuada é o rosa. E como acima, o IRO é cor, temos “Cor do fruto Pêssego”;
  • Cinza é 灰色 (HAIIRO, はいいろ), a palavra HAI (não é sim) neste caso se refere a cinzas (cinza de fogo, cinza de fogo apagado) e IRO a cor. Quando se fala – “Cor das Cinzas”.

POR QUE É IMPORTANTE ‘APRENDER’ A PALAVRA ORIGINAL DO JAPONÊS?

Muitos lugares ensinam o Katakana, quase como uma escrita predominante do idioma com as justificativas que daquele modo é mais usual, mais visto no dia-a-dia. E não é exatamente uma realidade. Katakana tem alguma presença, tanto quanto o idioma original tem. Ou seja no mesmo lugar você pode ver um ORENJI e ter um DAIDAIRO. E em muitos outros lugares só tem o KANJI.

Outro ponto é que nenhum LIVRO (não é revista ou mangá), LIVRO só é escrito em KANJI. Tem hiragana, mas em sua maioria é KANJI. E você não vai ler ORENJI. Vai ler DAIDAIRO. Não vai ler PINKU e sim MOMOIRO. É importante estudar o idioma propriamente dito e não o estrangeirismo, que em parte você estará “negligenciando” o estudo em si.

Japonês (48) – Japonês vs Chinês: É mais fácil?

São duas línguas similares, não são tão distantes como a gente ouve falar por aí. Japão foi influenciado deveras pelos ideogramas (Hanzi) chineses, muitas das histórias, mitologias e até trejeitos foram transmitidos entre os dois povos. Quando a China era China, o Japão foi registrado pela primeira vez como o povo de Yamatai que vivia na Ilha de Yamatai.

O termo Nippon que muitos também conhecem foi o segundo nome, até ser Nihon, o que é hoje. China em Hanzi pega dois ideogramas que significam “País central”, porque eles se consideravam (e consideram o centro do mundo. Japão significa “Saber do Sol, Doutrina do Sol” não literal já que estamos falando de ni (日) que significa sol (a depender, dia ou segunda-feira) assim associado a outros Kanji. E hon (本) que pode ser traduzido como livro (e pode ser combinado para virar constituição, estabelecimento, nacionalidade, demarcação).

Em Chinês se usa os mesmos ideogramas mudando apenas a pronúncia que riben. Do contrários termos outras similaridades e diferenças. Vamos lá!

CHINÊS VS JAPONÊS: IDEOGRAMAS E PRONÚNCIAS.

A pronúncia do Japonês difere quanto a posição do KANJI em separado (Kun’yomu) e combinado (On’yomu). De tal forma que Manabu (学) e GAKU (学) quando este associado a um adjetivo (ou qualificador) e outro sufixo como é o caso para formar a palavra escola. Em Chinês você não altera a pronúncia de separado e combinado, isso já torna o chinês um pouco facilitado.

No Chinês simplificado, que no caso o Mandarim que todos estudam, não é exatamente igual. Alguns ideogramas tem um traço a mais ou a menos, tem uma volta extra ou até uma direção ínfima diferente. Mas a maioria possuem o mesmo significado com pronúncia diferente. Sim um chinês conseguiria entender alguma parte de um texto simples em japonês e vice-versa.

Consta que todos os KANJI japoneses existem no idioma chinês, o contrário não. Há 10 mil Kanjis contra 50 mil Hanzis.

ESCRITAS.

Chinês só tem uma escrita, o uso do Hanzi. Possui uma gramática menos complicada. Japonês tem três escritas (prioritariamente depois se usa mais Kanji com do que hiragana em uma distância absurda do uso do Katakana. No início você usa mais hiragana e depois vai migrando para o Kanji.

GRAMÁTICA.

Chinês é bem mais fácil. A gramática é exatamente da língua portuguesa. Se escreve e fala do mesmo jeito. As pronúncias são iguais para hanzi separados e combinados.

Japonês tem uma estrutura mais complexa, se escreve “Pronome | Tempo | Lugar | Objetos | Verbo”, há dois tipos de pronúncias Kun’yomu (separado) e On’yomu (combinado).

FALA (PRONÚNCIA).

Chinês é tonal, e sim, o que ela facilita em gramática, dificulta na fala. Há Hanzis com pronúncia quase igual (não é por incrível que pareça), mas seus dizeres lembram a mesma frase e palavra. Isso torna o Chinês uma língua explicitamente complicada.

Japonês no que dificulta na gramática, facilita na fala. Você consegue entender porque há diferenças, há pouca tonalidade. A ausência de acentos e falas para dentro do Japonês, promove uma sonoridade menos confusa. Você mesmo que não entenda o significado, consegue distinguir os sons.

INFLUÊNCIA EXTERNA.

Chinês quase não tem nenhuma influência estrangeira em seu idioma. Eles possuem palavras para tudo. E caso usem, irão fazê-lo como no Português, fazer uso direto sem conversão.

Japonês tem uma gama absurda em influência estrangeira no idioma. Se no passado, o país teve períodos de isolamento total, podemos dizer que depois da Restauração Meiji e a forte influência dos Estados Unidos na ilha até 1972, o idioma sofre de um estrangeirismo acima da média.

ORIGINALIDADE LINGUÍSTICA.

Muitos ao estudarem o Japonês se pegam nas palavras escritas em Katakana. Escrevi um ou dois artigos sobre isso. O maior risco é confundir palavra de origem japonesa com estrangeirismo e vice-versa. Para quem entra em contato, até se engana que o Japonês não consegue se firmar sozinho com tanta influência externa.

Mas para toda palavra estrangeira há um sinônimo em Japonês. E grafar tudo em Katakana é quase sempre um erro. Já que essa escrita só serve para duas situações: Estrangeirismos como nomes próprios (tanto de pessoa como produto\marca) e para destacar.

O segundo caso não tem desculpa, porque se quer destacar pode ser fazer uso (no digital) do negrito e do sublinhado) e no tradicional basta usar os símbolos de L nos cantos diagonais, que existem na língua.