Violão (3) – Como converter Partitura (Piano) para Tablatura? (1/2)

TEORIA MUSICAL.

Aqui vale tanto a teoria musical que ficaria difícil ou improvável o entendimento de como vemos as cordas do violão em paralelismo as teclas do piano. Mas vamos lá, que é para isso que esse artigo está sendo redigido, esclarecer alguns pontos que podem lhe ajudar no progresso (de ambos os instrumentos citados), como em particular e sobretudo, não depender, de aplicativos.

CORDAS POR TOM.

Violão tem 6 cordas. Cada corda em ordem (mais próxima da cabeça), ou seja de trás para frente como se lê na tablatura, seria o tom mais grave para o mais agudo. Aqui preciso deixar claro que tom e oitava são ‘diferentes’. As cordas se referem à tons mais altos ou baixos. Enquanto que para cada corda há uma sequência de notas que sobem e descem oitavas.

OITAVAS.

Oitavas sobem os valores da notas. Entre uma corda mais grave como o E (sexta corda) logo o que vem em seguida seria…o FÁ (F). Aqui se você já estudou tablatura deve ter reparado que a primeira casa mais próxima da boca dá um salto de nota comparado a corda solta (o tom da corda)? Se já reparou não contamos 1 a partir da boca e sim da pestana. Como em qualquer nota, começamos a da nota nula (sem tocar) da mais grave para a mais aguda.

POSIÇÃO NO BRAÇO (FRETBOARD).

Assim como já deve ter notado que contamos a primeira nota do MI (E) mais agudo, nós consideramos a sequência das notas a partir da chamada corda solta (representado pelo zero na tablatura) a partir das casas da pestana. Se você tocar a casa imediatamente próxima a boca, mais próximo ainda do mosaico (entrada e saída do som acústico), notará que a nota ali está com o som agudo (alto) comparado com a corda solta, reparou?

Em ordem essas são as últimas notas de uma subida, pois você começa do grave para o agudo. Por isso que quando você olha para tablatura, se não estiver fazendo isso de forma automática sem observar, as casas 1, 2, 3 ficam lá em cima do braço longe do corpo do violão. E já notou que o som é mais “baixo”, mais “cavernosos”, mais “denso”. Tem uma razão dessas casas terem os menores números. Elas se referem a crescente.

CONVERTER DA VIOLÃO PARA O PIANO.

Relativamente mais simples que o contrário. Cada corda é uma nota, que conhecemos como:

E – Mi (Agudo) – 1 (4 oitava)

B – Si (Agudo) – 1 (3 oitava)

G – Sol (Médio Agudo) 3 (3 oitava)

D – Ré (Médio Grave) 4 (3 oitava)

A – Lá (Grave) 5 (2 oitava)

E – Mi (Grave) 6 (2 oitava)

Leram as oitavas? Elas são o mapeamento dessas notas mesmas no PIANO. Como descobrimos isso? Pelo tom. Por ouvido. Não por mim, mas comprovado por todos nós. Se você seguir a sequência de como está, teremos o seguinte no piano:

  • E2, A2, D3, G3, B3 e E4 (MI3, LA3, RE3, SOL3, SI3, MI4).

Pegue o violão e na frente do piano, toque essa sequência e note a similaridade tonal. É exatamente a mesma. A cada uma dessas notas, existe um grupo harmônico de notas que compõem entre eles. Se você tocar do E2 até o A2 você tem a composição da primeira corda, mas não para por aí. Você não passa para outra corda, você continua na composição da mesma corda. Mas se você quer manter um composto tonal, é bom pensar em duas coisas:

  • Mudar de corda não é apenas mudar de oitava é mudar de TOM também.

Tem muita música que eu vejo por aí em tablatura que sofre com mudança tonal, porque se usa 2 cordas para representar uma sequência. Em muitos casos não necessita dessa mudança. É preciso entender se a música no piano exige a mudança de ‘tom’ e não apenas de oitava. Tem uma figura que representa esse MAPEAMENTO e ilustra bem o que quero dizer, mas fiz questão de viabilizá-lo agora para teorizar antes de entregar resumido.

Nota importante: Esse diagrama ele se torna um pouco confuso quando nos referimos a escala de tom por parte das cordas. Aqui ele posiciona o círculo (percebem) para se referir as notas (estão corretas) o que não está é na referência do fretboard do violão. E ele se refere a posição ao lado (a casa do lado da boca, do lado do corpo do violão como sequência, e NÃO a forma correta é invertida á essa em relação ao mapa cromático.

Desta forma que está, a nota imediatamente depois do tom da corda se refere a uma nota alta (aguda) e isso não é o correto já que sempre consideramos a subida do grave para o agudo e não ao contrário. Então vocês teriam que inverter essa posição das notas.

O que torna esse mapa essencial é onde as notas das cordas do violão se encontram com as teclas do piano e vocês terem ideia do que se refere.

Vamos pegar essa música bem simples que é o “Brilha, Brilha estrelinha” em tablatura e passar para piano. Vamos identificar as notas:

  • terceira casa no tom LÁ (5 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • segunda casa no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom SOL (3 corda) a partir da pestana (1 nota)
  • terceira casa no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • segunda casa no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • corda solta no tom RÉ (4 corda) a partir da pestana (2 notas)
  • terceira casa no tom LÁ (5 corda) a partir da pestana (2 notas)

Vamos transformar a primeira linha em CIFRAS \ Notas Musicais para serem tocadas em um piano.

A partir do LÁ (ou seja A2) você vai considerar a terceira casa (lembrando que LÁ2 ou A2) como corda solta significa 0. Próxima nota à ele, significa A#2 é 1. Como para o piano é mais fácil, basta você contar as notas a partir da nota, do contrário é preciso identificar onde a nota fica no fretboard, dai a facilidade do violão para o piano.

Vamos a uma agilidade:

  • Terceira casa no LÁ é DÓ3 (Logo C3 C3) lembra que são duas notas?
  • Corda solta no SOL é SOL3 (Logo G3 G3)
  • Segunda casa no tom SOL é LÁ3 (logo A3 A3)
  • Corda solta no SOL é SOL3 (logo G3)
  • terceira casa no tom RÉ é FA3 (logo F3 F3)
  • segunda casa no tom RÉ é MI3 (logo E3 E3)
  • corda solta no tom RÉ é RÉ3 (logo D3 D3)
  • terceira casa no tom lá é DÓ3 (logo C3 C3)

Colocando em uma sequência mais limpa, apenas ainda como cifras, na segunda parte desse artigo trarei a partitura montada e na terceira parte do piano para o violão, temos:

  • C3 C3 | G3 G3 | A3 A3 | G3 | F3 F3 | E3 E3 | D3 D3 | C3 C3 ||

Primeira linha.

Violão (2) – Como funciona a tablatura?

É a partitura do violão. Ela é evidentemente diferente da partitura do piano, mas que poderia ser usado para tal situação, caso você tenha memorizado onde ficam as notas em cada casa. Agora precisamos vincular como ler uma tablatura. Aos poucos neste artigo, iremos trazer o passo a passo, não é complicado, apenas que é preciso aprender o básico para começar a tirar algum som. Vamos lá!

De cima para baixo, é uma partitura com a clave do sol para pianos (teclado) pode ser usado para flauta também. E logo abaixo a tablatura que se refere ao violão (6 cordas). Vemos ali as notas que correspondem a afinação do instrumento, aqui é que começa ‘a confusão’ para alguns. Como disse, indo em partes, essa confusão não acontece.

Nós contamos de baixo para cima a sequência das cordas. Muitos pensam que a tablatura está ao contrário, mas não é assim. É porque associamos que as cordas do violão começam a ser contadas de cima para baixo, a corda mais próxima pra cima indo para baixo, e essa não é a sequência.

Quando lemos a tablatura ela é lida da primeira corda para sexta corda (parece invertida) mas não é. Nós é que lemos errado inicialmente. Porque temos a tendência de relacionar que o lado que estamos segundo em nossa direção se refere a primeira corda. No entanto se a primeira corda se refere a base (como um andar, térreo), faz sentido ela está embaixo do que em cima (concordam)?

Agora vamos passar para o braço (fretboard). Aqui tem outro equívoco que pode acontecer por vários motivos. Mas se você é novo(a) na música. O padrão de tom é sempre do grave para o agudo. E no violão diferente do piano, a escala vem da parte chamada pestana (representada na figura abaixo) até a boca.

O braço (fretboard) é composto pelas notas músicas [cifras] A B C D E F G [Notas] La Si Do Re Mi Fá Sol. Em suas composições em sustenidos e bemóis. Mas a leitura das casas na tablatura segue um padrão diferente da leitura feita como você pensaria. Cada afinação como vimos, começa em uma nota musical, que tocada solo (corda solta, representada pelo número zero na tablatura), dá sequência as notas musicais.

Observe acima, que cada nota por afinação tem uma sequência de notas. De onde parte as notas temos a parte do violão mais próxima da boca. Onde temos a coluna que representa G D A# F C G (SOL RE LA# FÁ DÓ SOL) está próxima da pestana.

Aqui as cifras se referem a sequência das notas de afinação:

  • E F F# G G# (Mi Fá Fá# Sol Sol#…)

E muitas vezes isso pode gerar uma leve confusão, onde está o bemól? A representação do bemol é a uma compreensão das notas que possuem seus sustenidos. Por exemplo, qual é o bemol do MI (E)? É o sustenido do RÉ (D). Qual é o sustenido do MI? (Alguns dirão, não tem), é a próxima nota em tom. No caso FÁ (F). Muitas vezes foge a regra, porque associamos que sustenidos e bemóis estão associados as teclas pretas e não ao tom.

Como no caso das cordas, temos aqui uma atenção especial na leitura da tablatura. Ela não é feita com as casas sendo contadas da boca do violão. E sim da pestana. Vamos ver uma tablatura como exemplo:

No braço (fretboard) do violão nós temos ‘casas’ que são limitadas por barrinhas chamadas trastes. O melhor toque é feito quando pressionamos a corda sobre o traste ou próximo, assim evitamos anulação do som ou mesmo desafinação. É possível sintonizar um bom som fazendo um toque chamado SLIDE (que você desliza o dedo para cima ou para baixo) sem tirar o dedo da corda enquanto toca, você vai sentir onde o som toca bem.

As casas são contadas como números inteiros. Como visto aí na figura. Cada número se refere as casas. A contagem é iniciada em 1. Apesar de termos o zero. O zero significa corda solta. Isso significa que você vai tocar corda sem pressionar alguma casa no braço. E partir do 1 você vai contar para achar a casa que se refere as notas da tablatura.

A maioria dos violões possuem marcas na lateral para cima indicando onde ficam as algumas casas. A intercalação indica onde fica a casa 5, 7, 9 e 12. Para ter uma ideia de onde ser localiza. No início vai parecer complicado, depois fica muito fácil. Normalmente na tablatura vem com notações, inclusive esse SLIDE que eu mencionei.

E vem com o tempo também, igual a da partitura de piano. Mas neste caso, normalmente cada toque é 1 tempo (1 segundo) para cada nota. Vamos resumir o que aprendemos.

REVISÃO.

  • A leitura das cordas é feita de baixo para cima;
  • A sequência das cordas são MI SI SOL RE LA MI (E B G D A E);
  • A leitura das casas é da pestana para boca;
  • O número zero (0) corresponde a corda solta;
  • Os violões possuem marcações para sabermos onde ficam as casas;
  • O melhor lugar para obter um som claro e limpo é pressionar a corda próximo ou no traste;
  • Tablaturas é a partitura do violão;
  • Nestas leituras somos capazes de ler notações e tempos para executar uma peça;
  • Casas são conhecidas como strings;
  • Braço como fretboard.

E uma informação IMPORTANTE nem todo violão tem o mesmo tamanho do fretboard, que são os números de casas. Alguns tem 12, 15 e 19. Muitos mapas de notas disponibilizado na internet contam até 12. Mas se você tiver um maior, basta continuar a sequência das notas.

Piano (3) – Partitura ou/e Cifras?

Ontem precisamente vi um anúncio no Instagram que oferece aprender qualquer música no piano sem a necessidade de partituras e tirar a música de primeira. A primeira vista parece enganação ou truque (e você está certo, é), mas como sair dessa enrascada se você infelizmente acreditou nessa ideia de ‘aprenda rápido a ser um pianista’. Estudo música desde dos 11 anos, um total de 30 anos, posso lhe dizer, que tudo que promete milagres de RAPIDEZ, SEM REGRAS, SEM FIRULAS, normalmente é lorota. Vamos lá.

Cifras são letras do alfabeto românico que representa as notas musicais, mas que sem a leitura da partitura, representam uma ‘letra’ ilhada do que se refere a harmonia (se você não a conhece previamente) a música terá um impacto sonoro diferente. Como fazer um legado sem entender que ali é legado? Em Cifras não tem a orientação da partitura. Mas ela pode ser representada em uma partitura, muitas inclusive apontam que a nota musical é uma cifra, para orientação.

Sozinhas elas não conferem um mapa de como a música é tocada, por exemplo. As letras que segue começa no LÁ e termina no SOL e são representadas em sequência por A(LA) B(SI) C(DO) D(RE) E(MI) F(FA) G(SOL). Quando nos referimos ao sustenido e bemol, nos referimos assim:

  • C# ou Db (Dó sustenido e Ré bemol)
  • D# ou Eb (Ré sustenido e Mi bemol)
  • F# ou Gb (Fá sustenido e Sol bemol)
  • G# ou Ab (Sol sustenido e Lá bemol)
  • A# ou Bb (Lá sustenido e Si bemol)

Quando fora da partitura, como nos orientamos como tocar? Vamos entender o que a partitura nos oferece. Para entender que provavelmente não é possível tal proposta.

ANATOMIA DA PARTITURA.

Informa o tempo da música, na máscara do começo, informa quais notas são sustenidos e bemóis, o tempo por linha dos intervalos. Cada nota por compasso representa um ritmo (Semi-breve, inteira, semi mínima, colcheia, legaddo, fuzza), refere-se a clave do sol e fá, a entrada e pausas. Qual ‘peso’ tocar as teclas, se há pedal e quanto tempo de permanência do mesmo (algumas partituras possuem informação do pedal).

Informação sobre ‘mudança de mãos’ (algumas também) e alguns até orientam qual sequência de notas na clave do fá se refere ao acorde conhecido (Piano Chords), para que possamos nos orientar melhor. E a escala da música, que nos permite entender se ela é formada por sustenidos ou bemóis. E qual intensidade tonal temos que ‘compreender’ sobre a melodia.

Tem partituras que até se referem a outros instrumentos musicais que fazem parte da composição. A estrutura da partitura informa inclusive o tom da música naquela parte, e como ‘abrir ou fechar’ esse tom. Durante os compassos é possível perceber por identificação quando uma nota anteriormente definida para ser sempre sustenido ou bemol, quando ela passa temporariamente o tom nivelado e quando uma nota que não foi definida também passa a ser sustenido ou bemol.

Depois dessa rápida descrição, uma cifra sem partitura não nos permite entender como tocar uma música, exceto se você tiver alguma orientação ou prévio conhecimento daquela música. E não, sem partitura por cima, não é possível tocar qualquer música de primeira. Se com a partitura você vai levar um tempo para chegar lá, imagine sem ela? A compreensão dessa técnica vendida é provavelmente uma daquelas em que a regra de funcionamento muda conforme você pede explicações (risos).

Cifras são a música, sim. Mas provavelmente você não vai tocar uma música de primeira, especialmente se for novo na música e com aquela instrumento. E não vai tocar de primeira, especialmente se não conhecer a música. Sem partitura, aí é que será impossível.

Violão (1) – Aprendendo os primeiros passos por conta própria

Violão é um instrumento de corda tensionada onde cada um se refere a uma oitava seguido das notas primárias da música (A B C D E F G) e essas cifras se referem a LA SI DO RE MI FA SOL. Diferente o piano, e vou inúmeras vezes fazer essa comparação, mas não para ‘aumentar ou diminuir’ mas para fazer média de teoria musical, é que temos uma versatilidade um pouco mais ‘complicada’ por parte do violão.

Aprender violão seja com professor ou conta própria precisa atender a quatro princípios que precisam seguir em seus treinos:

  1. TREINAR SABENDO AS CIFRAS SE BASEANDO EM PARTITURAS E NÃO TABLATURAS;
  2. NÃO DECORE, ENTENDA ONDE FICA O QUÊ;
  3. TREINO DIÁRIO, NEM QUE SEJA 30 MINUTOS POR DIA;
  4. ESTUDE TEORIA MUSICAL.

E sobretudo é o que eu mais vejo, não vá aprender ACORDES sem entender o fundamento. Primeiro você conhece o instrumento. Vê o som, dedilha, pressiona as casas no traste, vê onde fica o quê. Faz melodias de cabeça. Compreende a diferença entre melodia e percussão. Quando você compreender o básico do violão, então começa a aprender o acorde.

O que eu mais notei, em vídeos e ou em conversas presenciais com pessoas que volta e meia mencionam que estudam violão, é que elas sentem dificuldade em fazer os acordes, tanto como manejar a mão e como entender os acordes. Ficam na decoreba. E você não deve decorar. O Violão diferente do piano, não tem uma referência óbvia para tecla branca e preta. Então sustenido e bemol ficam um pouco confuso.

Daí as pessoas adotam a tablatura. Que ela não parece exatamente saber onde fica qual nota, é só seguir o gabarito visual. Mas o problema é que você também não pode usufruir das partituras, que são em maior escala, disponíveis do que a tablatura. Em muitos casos está em formato de acordes, sem muita orientação. Então eis um plano:

  1. IDENTIFICA AS CORDAS (DE CIMA PARA BAIXO) E B G D A E sabendo que cada um delas é uma oitava, equivalente a subida do PIANO do GRAVE para o AGUDO (depende da referência de subida e descida);
  2. O E que é MI não pode ser tocada como uma livre nota como MI, para realizar o MI com tonalidade equiparável você deve tocar a corda (oitava) e tocar a nota no traste;
  3. Por exemplo a segunda corda que é o B (SI) já começa na primeira casa no DÓ, a segunda casa é o DÓ# e assim vai.

O macete é colocar em cada casa um círculo branco (adesivado ou pintado) onde se encontra o DÓ (ou colocar até dois pontos por grupo de nota para vocÊ ter uma ideia de onde estão as notas. Porque essa orientação lhe permite ver até duas notas ao redor da marca.

Por exemplo se você marca o DÓ (você sabe que o anterior á ele é SI, que anterior á esse é LA, que o seguinte ao dó é dó# e logo em seguida é o Ré. Se cada dó está marcado, você tem um mapeamento visual melhor que ir na tablatura. Porque inconvenietemente você vai esquecer as cifras e vai ficar travado em algum momento.

Outro ponto da teoria musical é que acorde não é uma formação aleatória. Cada acorde segue uma versão. Por exemplo, o DÓ é C E G (DÓ, MI e SOL), entenda que esse acorde é o mesmo do piano e violão, mesmas notas, atendendo as escalas de ambos os instrumentos. Por isso que normalmente você vai ouvir uma coisa sobre piano em comparação á outros instrumentos:

  • Piano uma tecla é uma nota completa seguindo uma escala de oitava de grave para agudo ou vice-versa pela referência.

No caso do violão, tem variações por razão dessas cordas, o que o torna ‘artificialmente’ versátil e altamente complexo (piano) tem uma segunda variação do acorde DÓ que é G C E (parece igual) mas a combinação é feita diferente. A primeira está em um oitava só, esta segunda o SOL está na oitava anterior, enquanto o DÓ e MI estão na mesma oitava seguinte.

O MESMO ACONTECE COM O VIOLÃO. Daí você pensa, nossa que complicado. Preciso memorizar isso tudo. Não precisa e nem deve. Ou você entende o acorde e como ele se forma e porque há diferentes tons, ou você realmente vai pensar que violão é osso de aprender.

TIPO DE VIOLÃO, MATERIAL E RECURSOS.

A maioria recomenda as marcas Geaninni, Giorbo e Yamaha, mas toma cuidado eles são caros para iniciantes. Tem um som, mas tem outras marcas que bate nesta questão melhor e mais custo e benefício. Quando fui comprar um violão, eu me deparei com essas marcas, todas com o valor acima da média, para quem queria só entender o instrumento, é um custo absurdo. O Geaninni acústico (se chama assim) porque ela não usa o amplificador do PC como caixa de som e sim o corpo do violão (ao natural) custa em média 500 reais.

Giorbo uns 1.200 e Yamaha varia de 800 – 1.200.

Eu comprei um da marca Izzo, modelo Winner (12631) com 19 fretboard (casas) o som acústico. Mesma qualidade de som de um Geaninni de 500 reais e de um Yamaha de 1.200 (o que bate no preço aqui é a marca e não a qualidade do som) do tipo nylon, onde o som sai aveludado. Se você se sente corretamente, a acústica favorece bastante. Eu comprei esse violão por 400 reais, na loja oficial vende por 350.

Só precisa do violão e você. Se comprar um elétrico\eletrônico, toma cuidado, a acústica dele fica prejudicada. Pois como ele usa as caixas de som do PC, o violão tem menos performance para batidas ao modo tradicional. Prefiram o acústico porque vai depender do seu toque (e é só usar um abafador natural (como uma parede ou cadeira) para fazer ressonância do som.

NOTAS COMPLEMENTARES.

O que eu vou falar é preciso ser compreendido muito bem. Diferente do piano, violão precisa de uma corda pressionada para gerar o som. O piano em mecanismo funciona com um martelo batendo nas cordas, você toca uma tecla que automatiza essa operação. Mas imagina se você tivesse que pegar um martelo em bater em dois fios para gerar um som de complemento, como seria complicado tocar certas músicas?

Deve ter notado que se faz mais esforço para tocar certas músicas em violão do que a mesma no piano. E se a do piano, muitas vezes parece sofrer um corte quando vai para o piano. Violão tem o mesmo mecanismo de funcionamento do teclado. A percussão é automatizada, através de acordes, somente tem dedilhado no piano. No violão é complicado fazer isso.

MELODIA E PERCUSSÃO.

Essa é a parte importante. Quando estudei teclado eu lembro que tinha músicas que não davam para ser adaptadas fielmente para o teclado. Era preciso ter um corte substancial da música. E parte do que sobrava era praticamente a melodia principal. E a base da percussão se dava pelos acordes. No piano, a mesma música trazia partes que nunca vira no teclado.

A música do Twin Peaks possui por exemplo uma intro, que podemos definir como aquela que vemos a placa da cidade e uma tomada área do local. E parte dessa música tem o tema de Laura Palmer. No teclado, ela vai direto para a melodia principal. No piano ela toca tudo que tem na trilha. O violão toca exatamente o mesmo do teclado.

Por quê? Violão tal como o teclado, tal como a flauta e violino, se focam no conceito da melodia. Aquele trabalho de construção da música, do clímax sendo trabalhado, isso é o piano que consegue fazer. Nós temos na partitura duas claves: Sol (Melodia) e Fá (Percussão). Violão não tem ‘FÁ’ ela tem o que o teclado tem, ACORDE.

No Piano você tem uma estrutura de dedilhado que permite ACORDES, dedilhado, submelodia e acompanhamento. O que permite você criar o som que vemos originalmente na fonte. Essas outras congregam o som em um só espaço. Você vai entendê-las, mas vai perceber que foram abreviadas. E esse entendimento do violão é importante.

Se você quer criar uma música por completo, o violão já se torna inviável tal projeto. Violão por exemplo é bom para bater na questão vocal (justamente por se tratar da melodia), mas não serve para criar percussão. Normalmente ela vai acompanhar um conjunto de percussionistas. Ou então acompanhar melódicos.

A parte principal é entender que parte da música não vai acontecer, é isso que é preciso compreender sobre o violão.

Japonês (47) – Em Japonês: Mais Kanji ou Hiragana?

Quando você inicia o estudo em Japonês, o maior desafio não é essa questão. E sim, como memorizar 46 ideogramas de Hiragana e Katakana. Depois que você esta na média do aprendizado, começa compreender a importância do Kanji na língua japonesa. E se fizer uma busca no Google vai reparar em duas afirmações que nos confunde. Vamos lá.

A primeira afirmação alega que o Hiragana é o mais comum para escrita, livros e ensino nas escolas. E a segunda afirma que o Kanji é usado para se referir a substantivos, verbos e adjetivos e o hiragana serve como auxiliar aos verbos e as partículas.

A primeira afirmação está presente em muitos sites, mas é de longe um mito. Na realidade em livros você não vai quase encontra hiragana que não seja usado como partícula, o restante é KANJI escrito do lado direito para o esquerdo (página) e de cima para baixo. O formato de escrita como está neste artigo, é comum em sites e veículos eletrônicos. Mas a persistência é do uso de escrita e de formatação e paginação ao modo japonês.

Para efeitos muito ‘didáticos’ se usa hiragana, mas não é uma predominância, na escola japonesa chega uma hora que o hiragana começa a se acomodar ao seu uso no futuro que é como auxiliar de verbos e partículas. O segundo caso que afirma está mais certo. E esse ponto é bom para conversarmos sobre a aplicação das escritas, já falei isso em separado, mas aqui começa o amadurecimento do aprendizado da língua.

  • A escrita japonesa é predominantemente KANJI;
  • Hiragana é uma escrita fonética, ela não é usada para representar a escrita, assim como ROMAJI, sua referência está para pronúncia e não para a comunicação verbal;
  • Katakana é apenas (APENAS) estrangeirismo, nomes próprios estrangeiros (marca ou pessoa).

Na medida certa que vai progredindo é bom entender alguns pontos como, nos referir na escrita do KANJI. Conforme eu ia estudando, percebia que ao estudar e depois procurar por conteúdos, me deparava com uma muralha de KANJI, perguntava, onde está o hiragana? Nas cidades japonesas, em especial em áreas não turísticas e nem muito longe de uma, você não se depara com KATAKANA e tampouco hiragana, não como se depara na área turística (abundante), e sim KANJI. É uma chuva de KANJI.

Toda palavra que você pronuncia em hiragana tem KANJI provavelmente. Sugiro ‘substituí-la’ que em breve você terá de fazê-lo para compreender a escrita japonesa. Vou dar alguns exemplos que são KANJI e vocês usam como HIRAGANA. Lembrando que o uso do KANJI não é porque é bonitinho, é porque o uso daquele KANJI representa o significado. Se você usa o hiragana, pode ser que não esteja sendo muito claro no seu sentido. Aliás é uma pronúncia.

  • Todo mundo usa o KON’NICHIWA (こんにちは) muitos grafam errado usando o WA (わ), mas aqui se refere justamente no erro pelo fato de que o WA não é uma parte ‘integrativa’ do konnichi, ele se refere a uma partícula. E como partícula o は (que seria HA no hiragana) se pronuncia como WA, e o formato em kanji se refere a seguir 今日は (Seria algo do tipo Este é o dia) se você não referencia como sujeito este se torna “Hoje” e sua pronúncia passa a ser KYOU.

Sem falar do uso do espaço para escrever algo que basta 2 kanji e uma partícula para se referenciar. Outro é o mais famoso ainda o KAWAII que muitos grafam como かわいい mas sua representação em KANJI é 可愛い que se refere ao primeiro caso (Aprovação) e o segundo (amor) seria o ato de aprovar o amor (ou consentir compaixão), é como se você derretesse por algo. Logo a interpretação seria subjetiva ao afirmar “fofo” (não de fofura), mas de algo que você aprova como fofura (ou amor).

Há dois KANJIS que se referem ao conceito da ideia do que seria KAWAII, o hiragana em si é só a pronúncia, como o ROMAJI serve para nós ocidentais, o hiragana serve para os japoneses. Mas é o mesmo que nós grafarmos nossa escrita usando o sistema fonético da língua e não a representação formal (algumas palavras saíram estranhas). E mesmo confusas.

Notem que o uso do KANJI não se refere apenas a economia de espaço, embora de forma bem nítida economize bastante. Vamos uma frase usando apenas HIRAGANA e depois no formato mais comum do idioma.

  • かれはかのじよのすきです。 (KARE-WA KANOJO-NO SUKIDESU) Ele gosta dela.

Como uma frase não tem problema. Só imagine isso em um texto corrido. Agora veja como é usual o KANJI.

  • 彼女きです。

A identificação de cada ponto fica claro. Legível, tanto na forma de escrita como na compreensão. Em buscas pelas internet, no Youtube se você procurar por canais originalmente japoneses, o uso do KANJI é maior na escrita do que os procurados por não japoneses, que usam KATAKANA em mistura do HIRAGANA com alguns poucos KANJI.

MAS EU VEJO BASTANTE HIRAGANA.

É comum mesmo, especialmente quando se trata de vídeos informais pela internet. Agora se você quer investir em leitura de livros, pesquisa e educação, não tem jeito. É preciso aprender o KANJI, já que a literatura é especificamente voltada ao uso do KANJI de uma forma bem mais persistente. Mas de uma forma bem mais didática.

A primeira vez que entendi que Japonês usa KANJI aos montes, foi quando fui ler uma notícia de jornal, que de hiragana só tinha como auxiliar de partícula, todo o resto era escrito usando KANJI. E em especial se você não precisa conjugar o verbo ou referenciar a um texto relativo (com muita referência), não precisa fazer uso do hiragana para demonstra tempo passado, futuro ou indicativo.

Essa é umas facilidades que a língua chinesa por exemplo proporciona. Como eles não conjugam verbos, o uso do HANZI se faz por inteiro. Inclusive porque muitos dos símbolos se comportam como partículas do mesmo modo que o japonês faz usando o hiragana. Conforme você se aprofunda em Japonês, vai notando que o uso do KANJI se faz necessário.

VIMOS NESTE ARTIGO OS KANJI:

今日 可愛 彼 彼女 好

Pronúncia KUN (isolados)

今 (ima) – agora

日 (hi) – sol

可 (ka) – Aprovação

愛 (ai) – amor

彼 (kare) – ele

女 (on’na) – Mulher

好 (kou) – Bom