Pílula de Marketing (86) – Temos que falar sobre Leniência de empresas sobre oportunidades

BREVE INTRODUÇÃO

Há um shopping perto de onde moro que costuma perder muitas oportunidades diárias. É um shopping grande, conhecido, com alguma boa fama, bem localizado, é um coração no bairro, se há outros shoppings, com certeza esse é o mais visitado. E por acaso, todo mundo passa por ele, mesmo que seja apenas para usa-lo como túnel de uma rua para outra. Mas ele é notável. Mas não é uma reciprocidade, e temos que falar sobre isso neste artigo.

No final de 2023, em dezembro precisamente, estava em minhas explorações pela cidade, e dei de encontro com um evento de cosplay e anime que acontecia no último andar desse Shopping. Fiquei surpreso, porque as redes sociais (bem movimentadas) do empreendimento nem sequer citava desse evento (nem em fase pré e nem durante). Era um evento de Genshin Impact (um MMO com traços de animes).

E não é a primeira vez que isso acontece. Esse Shopping tem quase 30 anos, e neste período de tempo, aconteceram pelo menos desse tipo de evento umas centenas de vezes. E só através de uma passada por acaso, eu flagrei os eventos. Vamos falar sobre a filosofia corporativa do - "Vai me pagar para fazer mais?" e do "É um evento local, o que me importa?" para entender que a crise não surge na porta da noite para o dia e nem sequer tem haver com um fator apenas.

MARKETING E SEU PAPEL NAS OPORTUNIDADES.

Já deve ter lido que com o Marketing conseguimos achar ou criar oportunidades. Não é mesmo? É aqui que vou explicar como é que se faz isso. Esse Shopping, real, que vou abster de dizer o nome apenas para fins didáticos, apesar da força e grandeza, aparentemente possui um departamento de Marketing centrado no lucro comedido as suas próprias ações (o que gera um engodo) uma vez que oportunidades não tem endereço ou hora marcada, nem sempre.

Quando você faz o seu plano de Marketing, contabiliza tudo como possível oportunidade, até uma crise. Nem sempre é possível transforma-las, mas sempre é possível pensar em possibilidades. Se você já pensa em algo, de antemão, não é mais fácil visualizar a coisa como um todo? Ninguém consegue montar um avião em pleno voo se não planeja isso. Até que é possível, mas só se você sabe como fazer. Provável que você e as peças de montar do avião fiquem estatelados no chão.

Agora se você planeja como vai montar as partes essenciais que fariam as peças de montar do avião pelo menos planarem, já poderia ter uma 'estação' área para montar o resto. Mas se não o faz, é novamente, que provável você não consiga nem sequer mexer um dedo. Porque não sabe como fazer isso. Não tem um plano. Um plano que o permita se mover.

Qualquer empreendimento como este Shopping pensa em patrocinar o que ele paga do bolso (certo por um lado, crítico pelo outro), vou explicar. Se uma loja interna do Shopping faz um evento, e o shopping não teve nada haver com isso. Seria uma ação prática ignorar? Pode ser uma ciência exata a tabela orçamentária no final do dia. Mas na prática do Marketing é uma oportunidade que você perdeu e provavelmente uma margem de lucro futura.

No caso do Genshin Impact, foi uma realização de uma empresa em cooperativa a um cinema local. Entenda que o cinema não exibiu nada do MMO, mas como foi usado seu espaço para um evento, eles ganham leading. Por conseguinte, se o Shopping faz propaganda (neste caso, sem vínculo orçamentário), ele impulsiona o cinema (que chama cliente), ele anuncia que apoia animes, MMO e comunidade gamers (que chama cliente), sem precisar de fato em injetar dinheiro (concordam)?

Pois bem, duvido que a comunidade Geek saiba que esse Shopping fomenta eventos e atividades que os agradem por esta visão da chamada economia ou da máxima "Não estou pagando, o que me importa?". Por isso os estudos de macro economia (e macro ambiente) se dizem respeito a estratégia de Marketing. O que importa?

Importa que o evento aconteceu nas imediações internas do Shopping. Isso significa que foi possível realiza-lo, porque ali existe um Shopping. Criar uma reputação (imagem), torna-o uma referência aquele público. Que não é pequeno, se tratando de movimento Geek. A maioria dos Cosplayers não são adolescentes, são adultos, com poder aquisitivo e em sua maioria, alto poder aquisitivo. Geek não é uma geração atual, é uma coligação de gerações. Vide CCXP.

O evento move por ano milhões e cresce a cada minuto. Ir a uma edição é como se batizar como Geek e fazer parte do movimento de economia potencial. Seja você um espectador ou um patrocinador. Traçar um curso de como o mercado de eventos funciona é entender que ela move oportunidades de lucro quase intermináveis. Se você opta, você cria um ecossistema em potencial. Esse ecossistema gera oportunidades a todo instante e canto.

Agora se você não opta, você quebra um ritmo e aumenta os custos para atrair pessoas para o seu empreendimento. Uma vez que eventos são catalisadores (evento são táticas de Marketing de Guerrilha, Experiência e Interação) ou o chamado Live Marketing, que tem o poder de um anúncio só que um custo menos 'forte'. No lugar de você pagar 500 mil por 5 minutos na TV aberta você aluga o seu espaço (você ganha) e promove (de graça) um evento de interesse ao um público grande.

Plano de Marketing não serve apenas para vender, por isso temos o P de preço para definir o quanto quero gastar para o quanto que quero ganhar. A regra de Pareto se aplica muito bem aqui nesta definição. E apesar dela ser uma filosofia econômica (do termo economia, e não de redução), ela precisa ser pensada para ter autonomia e funcionamento. Nem sempre a regra se aplica. E muitas vezes ela pode significar mais trabalho do que menos, e menos lucro do que mais.

O Shopping perdeu neste último evento (e outros mais) que nem sabemos que existe, porque acreditou que se o cinema é quem hospedou os estandes, é que deveria tomar a dianteira. O problema é que o cinema ficou conhecido por isso e a empresa de eventos também. Mas o Shopping serviu de plataforma (porém ignorada). Como não se importou, provavelmente se consolidou como uma plataforma 'tanto faz'. Tanto faz se o evento de Genshin Impact aconteça lá ou em uma praça. Não se associa que o Shopping é "Geek-friendly".

Sem falar que este referido shopping não é Pet-Friendly. O bairro é um dos maiores detentores de pet do município. É uma perda substancial de clientes. Tem pessoas que gostam de levar suas companhias peludas e se abstém de entrar em lugares que eles não são bem vindos. Outra oportunidade perdida. A tática utilizada é criar eventos para crianças, que é menos eficiente, quando se trata de um bairro em que a taxa de terceira idade é 3x maior que criança (primeira infância) e pré-adolescentes.

Quando que estes, e os adolescentes só podem ir nos Shoppings acompanhados de adultos. O que sobra que o Shopping só atende adultos (em uma minoria) que não representa aqueles que são tutores e se abstém de entrar e aqueles que podem não ser simpatizantes do estabelecimento por outros inúmeros motivos. O que gera um impacto essencial no público (entre aqueles que não são consumidores), nem todo mundo que entra no Shopping compra algo (teste do A/B). O usam como ponto de encontro inclusive.

Essa oportunidade este Shopping percebeu, e revitalizou espaços para sentar, plantas e áreas que lembram salas de espera chiques. Mas não investiram em uma área para PETS e nem possui acessibilidades específicas. Apenas um elevador que vive cheio. Não há rampas, nem alternativas nas escadas que o permitam. E quando há um evento que reúne diversas idades, eles simplesmente ignoram sua existência.

OPORTUNIDADES OCAS: TOMEM CUIDADO.

No nosso Shopping temos uns pontos a considerar, porque ele serve como ponte para entendermos que os outros empreendimentos também podem perder oportunidades como eles. Há cerca de 4-5 anos, houve uma tentativa de reter um público (mais jovem) neste caso um equívoco (este mais jovem envolvia crianças) que não tem uma permissão de andar nos Shoppings sem a presença dos adultos, quando que pela contrariedade se pudessem, não possuem poder aquisitivo suficiente ou quando nulo.

A tentativa foi feita através de uma inauguração de um estande que misturava "Paçoca com Churros" (obviamente um item da culinária infantil e de pais desatentos, risos). Mas que não vai atender a demanda de um bairro onde a terceira idade, a busca pela saúde, terá vez. E pelo público adulto (do bairro ou de outros) que na hora do almoço vai preferir um arroz e feijão, do que uma besteira calórica e provavelmente causadora de queimação de estômago.

E essa inauguração vinha com um brinde, que deve ter custado uns milhões ao Shopping. A contratação de um dia ( de um Youtuber bem famoso no Brasil). E mais, nem sequer anunciou isso nas redes sociais. E não contou com fotos pós para determinar uma parceria e que tipo. A moral da história é que o estande de paçoca com churros não durou nem um mês. Tive sorte de vê-lo um dia que passei por lá.

Essa é uma oportunidade oca. Associar o poder de visibilidade de uma celebridade a retenção de clientes. Não é uma realidade possível. Só seria, se por acaso, o Shopping já tivesse uma identidade desse público. Como eu disse, por regulamentos de Shoppings, crianças não transitam sem os pais. Então provavelmente o evento não teria quase nenhum impacto positivo para o empreendimento. E como praxe, não teve, somente o prejuízo óbvio da instalação do estande (operação), a logística e a contratação do Youtuber.

Fora isso o lucro pretendido nunca foi alcançado e atingir um público sem potencial de poder de compra (crianças, pré-adolescentes e adolescentes) demonstram a ausência do plano.

A maioria pensa em dar valor ao lucro que entra. No caso o aluguel do espaço já lhe basta. Devo dizer com um sonoro - NÃO. Porque o lucro não é um valor que entra uma vez. É um fluxo. Ela precisa continuar existindo para ser chamado de lucro. É lucro uma pessoa ganhar desconto. Uma empresa uma vez é um conceito pontual e provavelmente 'por acaso'. Para a empresa ter lucro é preciso de persistência, portanto, o fluxo.

O Shopping acredita que as pessoas irão entendê-lo como autoridade naquele assunto se um dia em específico levar em consideração que hospedou um grupo Geek. Mas nada é mais forte do que uma conjugação de anúncios persistentes, de que, o Shopping é Geek, é Geek-Friendly. Tirando o fato que foi só usado o seu espaço para o evento, como sub-evento em um cinema, que por conseguinte é o seu locatário, essa foi uma oportunidade "baseada" no "oportunidade oca de pensar".

Tudo que acontecer em uma loja, imediações, dependências de um empreendimento é chance para oportunidade. E isso precisa constar no plano. Porque lembra do que eu falei? Nem tudo é possível ter chance de lucro ou oportunidade. Mas você precisa considerar. O custo maior dessa dúvida, é que você pode perder a oportunidade de ter visibilidade. E isso vai fechar nosso artigo.

MARKETING DE OPORTUNIDADES: TENHA VISIBILIDADE.

O shopping, para o nosso começo de artigo, falei que ele era conhecido. Mas ele levou uns 30 anos para isso acontecer. Esse Shopping se considera um shopping de Elite porque fica em um bairro considerado nobre. Mas nem sempre isso é uma associação compulsória. Na realidade pode ser um Shopping grande, ele tem um custo enorme. Portanto saber lidar com propagandas e Marketing deveria ser o seu forte. Assim ele custearia suas despesas sem precisar apelar para operações que vão de fato aumentar a carga diária de problemas (mais lojas, mais reclamações).

Mas não atende a demanda do bairro. E se não atende, como falamos anteriormente, ele não tem VISIBILIDADE para os públicos em potenciais. A visibilidade é algo muito importante. Essencial, e por dizer, vital.
Visibilidade é um conceito que diariamente temos que ter.

Porque se você não tem visibilidade, não adianta ter o melhor conteúdo, o melhor produto, o melhor preço, a melhor oferta, atendimento eficaz, que você não terá lucro.

Ninguém sabe que você existe. Você não é referência. Ninguém te conecta a algo. Você não é conexão de admiração, de respeito, de lógica, de qualidade, de serviço, de espaço cultural. Essa visibilidade trata do motor de publicidade e propaganda. Mais do que 'técnicas', tem haver com ALGUÉM TE ENXERGA?

Anunciar em revistas, em jornais, em outdoors, em rádio, tv, streaming, internet, sites, redes sociais tem um custo mensal considerável. Mas se você não se posiciona como um vetor, esse custo que é um investimento, se torna um prejuízo. Você não está tendo retorno. Cadê o seu retorno? Você colocou dinheiro nisso, onde está o que você comprou? Está como você comprou?
Como fazer a visibilidade na prática?

No caso do evento de Geek, o Shopping poderia ter colocado pessoas orientando na porta de entrada e uma estátua dos personagens na parte externa do Shopping com anúncios nos outdoors digitais. E as lojas poderiam ter feito um comício de descontos. Lojas de roupas em especial, já que se tratava de um Cosplay. Esse tipo de estratégia, cria conexão de identidade. O Shopping não é apenas uma galeria comercial, é uma safe house para Geeks.

Isso vai criar a visibilidade de que o Shopping tem como alvo os Geeks. E os Geeks verão isso como uma boa ideia. E vão associar o bairro ao Shopping como uma safe house de Geeks. Toda vez que tiver um evento no bairro, mesmo que não no Shopping, essas pessoas trajando ou não trajando ou indo a um evento Geek, atrairá as pessoas que se identificam com o movimento.

E como se faz isso? Internet tem sido uma estrada muito turbulenta, por isso o híbrido. O shopping é físico. O físico ainda tem sua vantagem de potencial fator. E normalmente acontecem sem custos. Basta que ele represente isso. E que demonstre isso.

É preciso dizer "Eu te amo" senão não fica entendido que há uma relação. Que pode ser qualquer coisa, além da amizade. Que pode ser mais do que amizade. Se você não declara, não tem visibilidade para um tipo específico de relacionamento. Ou é amizade ou namoro. Entenderam?

CONCLUSÃO.

Não desperdice oportunidades, mesmo que isso signifique, que você vai aparentemente não investir nelas. Oportunidades tem aparências distintas. Catalisar isso, criar o mercado no futuro. No passado, Geeks eram estranhos e excluídos. Hoje movem a economias no mundo inteiro. Quem percebeu isso, se tornou líder de mercado. E o custo foi progressivo. Se você perde a oportunidade e quer ganhar destaque rápido, com certeza vai gastar mais do que pensa.

Oportunidades ocas, tomem cuidado, são as mais corriqueiras. Não ache que vai dar certo, tenha certeza. Para isso o Plano de Marketing se faz necessário. Não fique fugindo da raia de ter um. Todo mundo fica com medo dele, porque custa muito, porque parece que não vai servir para nada. Mas é ele que define inclusive a existência do negócio. O plano de negócio é basicamente Marketing e Financeiro. Se você não tem, você vai entender em breve o conceito de prejuízo e dor de cabeça.

Prestem atenção em Marketing de Oportunidades que primam pela estratégia que visa a oportunidade. Não vão criando táticas achando que vai dar certo tudo que veem. Analisa primeiro, porque o que parece lucrativo pode ser o contrário. Você precisa de três pilares mínimos para considerar uma oportunidade mais ou menos viável (como análise superficial) - ter público, ter operação suficiente e ter fluxo de caixa.

Assumam que a oportunidade é sempre um conceito operacional. Não é uma abstração. Uma ideia que surgiu dos mundos da terra média. Canalize que ela é sólido. Que é preciso ter mensuração. Fomente isso até tem certeza que vai funcionar. Simule para entender os resultados e sua performance. Pesquise para que a certeza da operação (no nível industrial) tem aplicabilidade na venda (no nível comercial).


Pílula de Marketing (85) – Talvez seja uma boa ideia não falar sobre todos os assuntos no Linkedin

Quando a internet se tornou popular, um dos ativos positivos foi de que ela proporcionou voz. Esse ponto de vista é uma vantagem para criarmos transformações em diversos setores de nossa vida. E criou resultados muito bons. Mas para todo tipo de vantagem há sempre uma desvantagem quando estas são levadas ao exagero. Ter voz sempre não é exatamente ruim, mas ter voz para tudo pode ser. E vamos ver o que isso impacta em sua reputação usando as Redes Sociais.

Mas antes uma PROPAGANDA!

Inscrição para turma ou aula particular, a distância por meio online e ao vivo. Entre em contato pelo e-mail (contato@junqueiraconsultoria.net.br) ou pelo whatsapp +55 21 97127-2885. Visite o site Junqueira Consultoria | Cursos e baixe o nosso e-book GRATUITO 15 Dicas de Marketing Jurídicos

O PODER DA VOZ NA INTERNET

A voz é um fenômeno que foi criado para todos, darem sua opinião e participação em um processo social. Foi possível inclusive nos revelar os problemas que existiam em certos lugares que não sabíamos. Ou de iniciativas que eram aplicadas que não sabíamos. Foi possível levar a ajuda a quem precisava. E de ouvir que nós precisávamos ouvir. O lado positivo é que a voz que a internet nos proporcionou permitiu um avanço considerável nas relações e nos progressos de nossa sociedade.

Mas como até água tomada demais causa danos a saúde, a voz pode ter um problema que não é muito óbvio. Por que a voz dada teria problemas? Há problemas em ter o direito de opinião? Será? A opinião é válida, mas se você for pensativo, vai ter um insight que o dirá que nem tudo que você se depara necessita de uma opinião de sua parte. Em especial, muito importante, naquilo que você nem sequer sabe do que se trata ou não domina completamente.

Quando você fala com propriedade, será alvo de uma salva de palmas. Será um líder. Uma autoridade. Um foco positivo. Uma imagem da oratório sobre o assunto. Um monstro. Um(a) mestre(a). Será o que sempre sonhou em ser, um foco de conhecimento daquilo que conquistou por anos de estudo.

Agora do mesmo jeito que você ganha louros, salvas, olhares de admiração, também ganha tomates, rasteiras, línguas de fora e olhares de desprezo, se optar por uma opinião que não lhe apetece aos domínios do conhecimento. E isso impacta negativamente sua reputação. E na internet, representa um marco deveras pior do que em corpo presente. Uma vez que um terá um alcance centenas de vezes maior e mais rápido do que fisicamente.

Opinar sobre tudo não é um passo sábio. Você opina sobre, mas não se esqueça que, mesmo por direito, não significa ‘optar por esse direito quando’ lhe apetece. O pertencimento de ter uma voz, é muito importante. Mas a voz pode trazer ou tirar. Depende do contexto. Falei do lado positivo, porque tudo que devemos olhar com mais atenção, tem sempre dois lados. Não necessariamente positivo e negativo. Pode ter positivo e positivo mais, negativo e negativo mais. Há caminhos que não tem final feliz por exemplo.

Na vida as opções podem ser limitadas, e muitas vezes pode surgir opções que mesmo não sendo positivo por nenhum lado, ainda é uma opção. E terá um resultado um pouco melhor que aquele que você estava ou está. Por exemplo, uma opção que é negativa em dois lados. Se você optar por trabalhar em uma distância muito grande, e precisa se deslocar ou praticamente morar longe, ficará longe da família (que pode ser um dano) e o trabalho não é um paraíso (que é outro dano), mas optar por ele, temporariamente que seja, lhe dará algum fruto que antes você não tinha.

Voltando a voz não é apenas um direito é uma estratégia. Você não fala tudo, porque tem o direito de falar. Você fala o que você entende. Não vejam este artigo como “um cuspidor de regras”, mas de atenção. 95% dos conflitos na rede se dá pelo fato de você optar por dar voz a algo que não tem conhecimento. Os outros 5%, negociáveis, acontecem por enganos da vida. Incluindo o que você entende, porém diferença é que no assunto que você não entende, suas chances de vitória é -50. E e fracasso é de +150%.

QUAIS TÓPICOS?

Não vou criar uma regra de impedimento, mas a alguns tópicos voláteis, que são inflamados por apenas serem o que são . Não estou PROIBINDO NADA, mas como queremos ter uma chance de lucro e obviamente uma chance, talvez você deva dar atenção ao que vou falar. Para o favorecer em sua caminhada. Lembre-se que suas necessidades básicas envolvem comida e abrigo (como Andrew Maslow definiu em sua pirâmide de necessidades). Criar obstáculos para isso não é do seu desejo.

Não encarem essa lista como uma ‘CENSURA’, mas com um ponto de exclamação. Preste atenção. E só dê voz aos assuntos se você é a autoridade para dizer tal. Porque provavelmente você não terá muita força de defesa caso opte por falar sobre assuntos que você não é visto como líder. E no mundo dos discursos abertos são julgados por uma plateia. Se você opta por assuntos divergentes, não terá visibilidade, pelo menos positiva.

  • Religião
  • Política
  • Grupos de Minoria
  • Grupos Vulneráveis (Idade e Saúde)

Em minhas aulas eu costumo enumerar isso como PILARES SENSÍVEIS DA COMUNICAÇÃO é um assunto que falo no módulo de TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO que você pode fazer aqui na Junqueira Consultoria, sem precisar tirar certificado de ESPECIALISTA DE MARKETING JURÍDICO, ele é voltado também para o público em geral e possui CERTIFICADO DE CONCLUSÃO.

Assuntos complicados, que já tem uma nota de crítico alta. É habitualmente responsável pela maioria das crises que uma marca ou pessoa passa. Falar sobre política de uma forma ingênua, sem se envolver, já é um perigo. E nem precisa envolver política diretamente. Em muitos tópicos que nada tem haver com política basta palavras chaves puxarem o discurso.

Não é PROIBIDO. Entenda. Mas se você trabalha, especialmente se estamos falando de LINKEDIN, onde a ideia é promover sua reputação profissional. Analise bem, por que falar de política, religião ou minorias, atingirá o seu objetivo? Não veja como ‘impedido(a)’. Você não é. Mas qual é a relação? Você vai trabalhar em uma paróquia? Você vai trabalhar em uma campanha política? Você é um entendido de ciências políticas e dá aula? Qual é a relação?

Entenda que por um lado temos o direito, por outro lado temos que analisar o seu impacto. Imagine que ao se candidatar a uma vaga, você opina nas redes sociais sobre religião. E a empresa que estava de olho em você, não gostou dessa opinião. Por algum motivo. Você entende que você acaba de perder uma oportunidade? Do mesmo jeito que se a opinião for favorável, provavelmente terá chances de efetivação?

Mas é um risco. Quando é considerado favorável? Divergências de opinião causam a maioria dos conflitos. Não…causa todos os conflitos. A opinião não é apenas verbal. Pode ser uma ação. Um comportamento. Jeito de ser, uma cultura. Logo a opinião sobre tudo recai no risco de dano de imagem profissional. Precisa pensar se é válido comentar sobre algo. Vai lhe dar vantagem? Ou desvantagem?

Opinar sobre tópicos é o mesmo que podemos dizer sobre etiquetas do trabalho ou social. Você não sai despido na rua. É uma regra de convivência, lhe assiste ter o direito de ir e vir como quiser, não é? Mas há limites. Você não pode colocar o pé em cima da mesa do seu chefe. É uma falta de respeito. Essas ações não estão exatamente escritas em algum lugar, mas elas são um consenso. De convivência. Você divide a comida da panela para todos. É um conceito social. Faz parte do bom senso.

Ter direito não é ter o aval para sem limites. Isso não existe. É isso precisamos levar para o tópico de sobrevivência, por isso citei Andrew Maslow. Porque você vai precisar compreender porque nem tudo você faz ou opta, apenas porque é um direito. Você o faz, porque está convivendo em uma sociedade. Onde existem limites. Então é um chamativo para esse detalhe, pese na balança antes de falar ou fazer qualquer coisa, sempre foi assim.

Tem uma expressão antiga que resume um pouco sobre esse artigo – “Futebol, política e Carnaval não se discute”. Se você olhar apenas rapidamente vai entender como CENSURA. Mas não, se você olhar que toda vez que se debate sobre política, futebol e carnaval (eleva-se esses tópicos a outros inflamados), nunca há um consenso entre as partes? Duas pessoas estão debatendo, a pessoa A vai ficar com argumento dela e a pessoa B vai ficar com o argumento dela, e no meio de ambas, um conflito.

Por isso citei esses pilares. Eles são mais difíceis de serem lidados no dia-a-dia, a probabilidade de conflito é altíssima e o retorno positivo, provavelmente, não vai ser positivo. E isso considerando que você entenda sobre a política. Portanto atenção aos seus objetivos, você quer chegar onde? Como? Precisa construir as infraestruturas que mais lhe serviram. Você não quer obstáculos.

E SE EU QUISER OPTAR?

Eu costumo falar uma coisa há mais de 10 anos, e falo para os meus alunos a mesma coisa. Toda comunicação é estratégica. Você alia fatores de que opina, faz e respira, sempre pensando nos resultados que aquele processo lhe trará de benefícios. Nunca se fala algo sem ter objetivo do que ele resultará. Para comunicações simples, não é preciso de um plano.

Um bom dia é um bom dia. Mas o pedido de aumento, é uma conceito comercial. Que exige entendimento de economia básica. Nisso consiste em pensar como falar, como se vestir, quando chegar, quando falar e com quem falar.

Optar por falar sobre usando os pilares sensíveis é entender o quanto seus atos tem de ser minuciosos. Calculados. Cada etapa. Sem nada perdido, e tudo contabilizado. Se você vai falar sobre assuntos que são apimentados, terá de entender que eles são voláteis. E como tudo que é volátil, explode, você tem que ter sabedoria disso e quando irá acontecer. Para isso, o estudo sobre algo precisa superar o conceito de filosofia pessoal (no que você acredita) e ser associado a ciência física (no que é de fato).

Muito do que é discutido em política por exemplo, são opiniões pessoais. As palavras mais usadas são associadas ao que a pessoa entende como política. E não como ela deveria ser discutida sem ferir partes. Que seria a imparcialidade. Se você optar, precisa entender, que há possíveis assuntos que podem atingir núcleos corporativos em cascata. E não ser ingênuo sobre este efeito.

Não caia também no discurso de que o direito assistido é supremo. Lembre-se que como convivemos em uma sociedade, o direito é uma materialidade. Ou seja, ela só existe porque na prática você vive naquela sociedade. Logo até o direito de opinião tem um fundamento baseado no Estado. É quase uma arapuca para os desavisados. Opinião precisa ser embasada sempre. Não é apenas falar – “Eu apoio, eu acredito”. Se você quer ter um resultado racional e positivo. Se você quer um caos, provavelmente uma simples afirmação dessa será interpretada da pior forma.

Todo cuidado é pouco quando se fala de pilar sensível, neste caso, um checklist para você falar sobre assuntos BRAVOS e que você tem o objetivo de destacá-los com a visão em criar oportunidades para si (econômicas), não é apenas por busca de likes e views (senão é provável que você tenha resultados danosos).

  • Pesquise sobre o tópico;
  • Analise que tipo de público aquele tópico ‘provoca’;
  • Analise o tipo de crise que o discurso pode desencadear;
  • Crie uma base de oratório que desvie da crise que você identificou;
  • Identifique o público que pensa racionalmente ao discurso;
  • Análise o timing;
  • Faça uma busca sobre empresas que defendem o tipo do discurso;
  • Faça a mesma coisa para as empresas que abominam o mesmo discurso;
  • E pesquise sempre sobre projetos, empresas, grupos, leis que falam sobre o tópico.

Cada um desses pontos lhe dará o seguinte:

  • VOCÊ VAI TER IDEIA DE QUEM VAI RECEBER O SEU DISCURSO;
  • QUEM VAI REPELIR ELE E COMO LIDAR COM A CRISE QUANDO ISSO ACONTECER;
  • O QUE VOCÊ VAI CONSEGUIR COM ESSE DISCURSO;
  • E COMO POTENCIALIZA-LO DE FORMA POSITIVA.

CONCLUSÃO.

A primeira vez que falei sobre este assunto de PILARES SENSÍVEIS DA COMUNICAÇÃO foi em uma palestra na Universidade Veiga de Almeida em 2016. As pessoas não falam muito disso. Temos receio de falar de crises. Mas elas tendem a acontecer independente se somos corajosos ou temerosos à ela. Crises são ruins. Não queremos ter. Mas se tivermos, temos que ter forças e recursos para combatê-las.

Crises são fenômenos que representam um problema. Há algo errado. Ignora-las não vai resolvê-las. Portanto precisamos saber que elas existem. Para evitar, na maioria das vezes, elas. É possível. Contanto que sejamos capazes de fazer o planejamento. Sempre o plano está por trás das soluções. Parece óbvio dizer isso, é óbvio. Não deveria ser dito. Deveria ser algo comum. Habitual. Para tudo há um plano. E para crises, há sempre mais que um plano.

Este artigo é para deixar disponível aos que gostam do direito da opinião e que querem ter a continuidade desse direito assistido sem crises. Entenderem que a relação do direito e dever, estão próximos demais de um conceito chamado “Convivência social”. Há algum tempo, a leitura sobre Direitos Sociais, sempre me deixou uma memória viva, que era de sua definição básica. O direito existe para permitir a convivência e sobrevivência do ser humano.

Espero que vocês tenham gostado desse artigo. E até a próxima!

Pílula de Marketing (84) – Por que abaixar o preço em serviços pode significar uma crise iminente para você?

Neste artigo vou fazer uso dos serviços de design gráfico para ilustrar melhor o que quero hoje ensinar. O conceito de Marketing para preços, é avaliado por dois prismas: Conceito de marca (assinatura) e custo e benefício. Normalmente quem faz a estratégia do preço mais baixo, ignora um dessas prismas e em dobro ignora a crise (que muitos já passaram por ela, mas não souberam identificar). Mas antes, um patrocínio nosso!

Inscrição para turma ou aula particular, a distância por meio online e ao vivo. Entre em contato pelo e-mail (contato@junqueiraconsultoria.net.br) ou pelo whatsapp +55 21 97127-2885. Visite o site Junqueira Consultoria | Cursos e baixe o nosso e-book GRATUITO 15 Dicas de Marketing Jurídicos

ESTRATÉGIAS DOS PREÇOS – UMA VISÃO PRAGMÁTICA DE MERCADO.

Preços não são valores independentes de estratégia. Não abaixamos preços para agradar, não aumentamos preços para aumentar o valor apreciado ou fazer frente a concorrência. Não mexemos na tabela orçamentária sem tática. A maioria pensa em ‘lucrar’ com a quantidade, se esquece, que a quantidade não irá permitir estratégias que depois sejam nocivos à ela. Aqui mora o perigo, que com certeza você ao ler esse artigo, achará óbvio minha escrita, mas com certeza ignorou ela enquanto fazia os ajustes de preços em seu guião de serviços.

Preços mais baratos garantem clientela? Serviço bem feito garantem clientela. Se o preço é mais barato e o serviço ruim. Você terá um prejuízo a longo prazo. Por quê? Porque deixou de ganhar o capital necessário para manter o negócio girando e ainda não irá reter aquele cliente. Precisando sempre em fazer Marketing de visibilidade (que costuma custar mais caro que o remarketing). Provavelmente já deve ter reparado que o cliente que você teve na primeira ocasião, não voltou mais.

Mas vai passar desapercebido. Porque quando nós vendemos por exemplo um logo por 50 reais. Ele nunca poderá ser 100 reais. Vamos explicar. Fiquem atentos. Se você vende um logo por 50 reais, está querendo fazer frente ao concorrente que cobra 100 reais, certo? Correto. Só que ele está ganhando dinheiro independente de ser um número, quem sabe, menor que você. Você precisa de 2 clientes para fazer o mesmo rendimento que ele leva com 1. A proporção tende a ser mais significativa quando esse número vai de 1 para 200.

Isso significa que você ganha 50 x 200 e seu concorrente se fizer 100 clientes será 100 x 100. Qual é o lucro? Seu é 10.000 e seu concorrente? O mesmo valor? Quem teve mais trabalho? Você. Quem gasta mais em Marketing para atrair? Você. E ele? Ganhou fazendo menos, ganhou com a base que já tinha e tem um capital para reinvestimento. Porque você gastou o seu atraindo novos clientes. Se você quiser aumentar para 100, o que você tem de cliente vai embora. Por que ficou caro?

Se você não mudar nada de benefícios, tenha certeza que a debandada será certa. Agora se o seu concorrente quiser fazer uma promoção de 50 reais, ele pode. E quando o valor voltar para 100 ninguém vai reclamar. Aliás é um benefício receber 50 reais de desconto. Sua estratégia não poderá lucrar, mas se quiser fazer por 25 (o que gera prejuízo para você), poderá. Mas não é muito negócio. Estão entendendo o que quero demonstrar?

Você pega um cliente que te pede fazer uma arte para materiais de papelaria: canecas, canetas, cartão envelope, cartões de visita, chapas, capachos. Se você faz o serviço todo por 500 reais. Quando pegar uma empresa que tem uma afiliada não poderá aumentar para 1000 reais. Terá que manter o mesmo valor ou abaixar para criar um vínculo promocional. Que não será bom obviamente.

O que significa desconto? Vocês sabem? Quando a gente estuda Marketing a fundo, nós não pensamos apenas em como um anúncio vai ser construído, mas como que a produção de um produto influencia em seu valor (monetário) quando for oferecido ao público final (consumidor). O desconto não é um agrado. O desconto é um conceito de lucro. Você cria um desconto para rentabilizar. Se não tiver garantia de tal ponto, o desconto é inútil.

Se faz desconto em liquidação de produtos encalhados. Normalmente se faz pelo fato de que ele está ocupando espaço da nova remessa. É realizado um cálculo para saber se ele reduz o lucro ou não. Senão, tem liquidação que não tem desconto. Mas algum benefício é sentido. Provavelmente no lugar do desconto, você paga o valor cheio, mas ganha um frasco de perfume. Ou uma camiseta com uma estampa personalizada.

Vamos entender o P de preço no próximo tópico.

PREÇO – ESTRATÉGIA BASEADA EM VALORES MONETÁRIOS.

Se você já leu alguma coisa de Marketing, teve ter conhecido o Mix de Marketing ou os 4 Ps? O menos falado é o preço. Os mais conhecidos são o produto e a promoção. Mas Marketing também lida com balancete financeiro, e por isso, que lidamos com dados estatísticos no dia a dia. Desde da interpretação e o cálculo para saber que o foi vendido gerou lucro ou despesa. O preço é uma estratégia. Ele precisa ser pensando para gerar lucro. Mas quando nós o negligenciamos, tendemos a criar crises financeiras sem necessidade.

O QUE É?

Desconto – Estratégia que visa rentabilizar público. Você dá desconto prevendo o que isso significa no caixa. Nenhum desconto positivo é contínuo. Ele só surge em promoções ou liquidações. A promoção neste caso tem uma definição de ‘promover a novidade’. Então é normal em lançamento de produto, ele ter desconto para atrair clientela. Depois fica com o valor cheio. Passa um ano e faz aniversário, o preço cai de novo para agraciar mais pessoas dispostas a compra-lo em um momento especial de amadurecimento.

Redução – É quando reduzimos por padrão não temporário, um preço. De 50 para 25. De 1000 para 500. Esse valor tende a permanecer ali porque descobrimos que ele será capaz de sustentar a operação.

Preço simbólico – Não existe. Normalmente é o chamado preço de barganha. Muito vendedor de loja de varejo faz isso. Mas não significa nenhuma vantagem. Porque você está pagando o preço cheio sem qualquer benefício adicional. Esse tipo de oferta vem com uma uma conversa de vendedor.

Preço Premium – É o preço para um produto ampliado. Digamos que você vende cartão de visita, e o preço normal é 400 reais. O premium seria o cartão de visita e mais o kit completo papelaria corporativo, que sairia por 1000 reais. Preço premium (pode ser alto ou baixo) normalmente está associado a grupos de produtos ou pacotes.

Preço Limitado – Diferente do desconto (que pode ser feito de forma individual), o preço limitado tem o objetivo de atrair com urgência compradores. Se o preço limitado permanece neste valor reduzido por muito tempo, ele perde potencial. Porque isso significa dizer que não era tão urgente assim. E cria uma falsa doutrina de valor.

Preço de Ofertas Terceiras – O mais famoso conhecido Black Friday. Que no Brasil tem um significado diferente. No dedo é possível flagrar lojas naturalmente cobrando o mesmo valor que cobram durante o ano inteiro e alegando redução de preço. Nestes casos, é provável que você já tenha uma ficha suja naqueles sites e não percebe que a clientela se afastou devido a esse comportamento.

Preço Progressivo – É o aumento eventual de uma taxa. Com certeza você precisa pensar que aumento significa benefícios adicionais. Se não tiver, provavelmente o aumento de preço vai aumentar o abandono de sua base de clientes de forma sincronizada.

Redução de preço frente ao concorrente – Não faça média de preço pela concorrência. Você não sabe o que motiva a estratégia dele. Nem sabe o custo que ele leva pela produção. Tampouco quais as técnicas de otimização a operação foi implementada. Essas variáveis podem ser enaltecidas especialmente se estamos falando de tecnologia e de produtos de beleza. Que são setores voláteis em adaptações. Sempre siga o seu plano.

QUAL É O PROBLEMA DO PREÇO?

Em Design Gráfico, que foi o setor que escolhi fazer analogias para o nosso artigo, sofre com uma desvalorização dos próprios profissionais que intensificam o uso da redução do preço para atrair números. Em tempo de vaca gorda, a bonança felicita o bolso de todo mundo. Mas na época de vacas magra só fica na fila quem é fiel a marca e a qualidade. Normalmente preços baixos são a demanda igual a esteira de carne.

Você nem sabe o que está fazendo, só pega a carne corta e joga na caixa atrás de você. Não sabe para onde vai, nem de onde veio. E nem se sabe se a faca estava esterilizada. Quando a vaca magra ocorre, as pessoas continuam precisando comer, mesmo que o bolso não esteja farto como antigamente. Elas vão preferir comer em algum lugar com qualidade de higiene. Quando de fato vão precisar de algo que as fortaleçam.

O mesmo acontece com design gráfico durante a crise. É nela que o preço mais baixo durante a vaca gorda, ganha um contraste desértico. Porque na crise, o dinheiro é contado. É preciso de certeiro no alvo. De quem sabe de fato fazer. Se quem sabe fazer cobra 500 contra os 50 seus. Sobra algo depois disso para investir? Não. Você não tem clientes. Provavelmente deve ter notado pela história da economia, que a crise sempre criou frutos para empresas.

E também cria um lapso. Porque você mesmo querendo lucrar, não terá passado qualquer valor para que a pessoa em um momento emergente de fato invista em seu negócio. O grande benefício não pode ser o nível do preço. Se for assim, basta que alguém seja mais barato que você ou tenha um benefício melhor, será passado para trás.

Muita empresa de gráfica fechou as portas durante a pandemia do novo coronavírus, tanta, que nem está escrito no caderno. É como aquele velho ditado – “Enquanto você estiver comprando as cervejas e os salgadinhos dos amigos, eles serão seus amigos. Quando você perder tudo, quem ficar, era seu amigo de verdade”. Não serão os ‘muitos’ que você via todo dia. Temos a mania de julgar como falsos. Mas a verdade é que você não notou, que a bonança de sua carteira fazia o círculo existir, mas o vínculo…que vínculo?

CONCLUSÃO.

A estratégia de P do preço em Marketing cabula muito mais que alto e baixo. Aumento ou redução. Oferta ou simbólico. Liquidação ou preço padrão. Sempre pense no conceito de capital da operação. O que sustenta a operação? O que você ganha permite que a operação coexista? Se você pode fazer a operação por um preço baixo, lembre-se, que teu cliente não vai aceitar se o preço subir. Ele vai questionar o que mudou para justificar?

Se o preço precisa estar alto, deixe o preço alto. Há sempre cliente disposto a pagar o preço que você definiu. O que lhe serve do Marketing agora? Identificar qual o público que está disposto a pagar esse preço. Se você ignora as leis de Marketing, o mercado continua agindo em prol ou contra, independente disso. Logo, quando a vaca gorda terminar, você vai notar que mesmo faltando mais dinheiro, as pessoas irão deixar as frivolidades de lado e vão procurar, mesmo que caro, o que lhe pode entregar mais.

A compra pelo menor preço é sempre compreendida como ‘menos’. E mesmo que não pareça, as pessoas notam a qualidade que lhe serve. Então enquanto você pensa que estão comprando de você porque acham o seu produto uma maravilha, que você é elegante e que seu mercado é promissor, no fundo estão apenas comprando porque é mais barato e a exigência não é a maior delas. Quando exigência for um requisito, provavelmente você será riscado da lista sem aviso prévio.

Sempre considere sua estratégia, nada na vida, se faz sem um bom plano.

Pílula de Marketing (82) – O que o filme Old dad (Tiozões) nos ensina sobre Marketing de Influência?

DEBATE SOBRE O TÍTULO E SUA DEVIDA IMPORTÂNCIA.

No final de 2023 assisti um filme no Netflix traduzido como o termo engraçado, Tiozões, mas o título original faz mais questão e eu prefiro assim direcionar a vocês, pois que ‘Old Dad’ refere-se ao contexto da velha escola. Como se fazia antes. E não apenas o filme trata de gerações, como trata de tecnologia, de uma nova sociedade, conceitos, sensibilidades, grupos, inclusões e complicações. E como podemos ‘encarar’ essa travessia de épocas.

O filme é um conceito polêmico, porque Old Dad refere-se ao ponto de que a geração atual é conhecida como a NEM-NEM e a MIMIMI. Aqui peço que tenham uma paciência, e se considere cientistas sociais e não levem ao lado pessoal e sim profissional. Toda geração tem uma birra com a antecessora e a sucessora. A minha quando jovem sofria das reclamações da anterior, agora ela repercute as mesmas reclamações.

Atual vai reclamar da seguinte e assim por diante. Haverá o seu devido momento (risos) de virar o resmungão. Mas o resmungar talvez possa ser visto não como um ‘recalque’ mas como uma fúria. Que é a ideia da interpretação do filme. Que na realidade estamos ‘confinados’ ao nosso modo de ser, de achar que a nossa forma era melhor, que no nosso tempo era mais comportado, que temos as melhores qualidades, que foi melhor e agora não é. Tudo envolvido em uma fúria, somando em um processo de cólera (ira).

E ao ver o filme notei que o título não faz muito jus a mensagem. Porque o termo tiozão é referido aos mais velhos, a minha e a anterior geração, que bate de frente com a nova realidade. Mas estamos nos referindo mais a idade do indivíduo que a sua concepção do novo. Porque há pessoas de 90 anos que não vê problemas em ser da nova geração. Mas o termo não estaria tão errado, mas ao meu ver, ao falar de Old Dad, o OLD SCHOOL (Velha Escola) se refere mais ao ponto crucial que nos interessa.

A VELHA ESCOLHA ERA A ASSIM MELHOR MESMO?

Não há muito tempo, eu tinha 10 anos. E lembro muito bem que não havia essa regra geral que podíamos andar pela rua e tudo bem. E que podíamos abrir a porta deixa-la a deus dará que tudo bem. Que no nosso tempo tinha músicas incríveis e somente. Que os filmes eram melhores, que os roteiros eram melhores, que as pessoas eram mais sábias. Mas ao velho conceito de comparação, a sociedade não é apenas o comportamento que vemos no dia-a-dia.

Porque no melhor dos tempos, anterior a minha geração, houveram guerra terríveis. E com certeza a sociedade não era tão segura assim, e tampouco santa, e muito menos qualitativa. No meu tempo, teve outras guerras. Quase uma terceira guerra aconteceu na crise dos misseis de 1962 e outra em 1983. Nos EUA durante a segunda guerra e os anos 70, foi o período que teve um surto de serial Killers. Haviam problemas e muito deles velados.

O meu tempo não foi melhor que o tempo anterior, é um progresso. O que não foi consertado em 1970, vai continuar quebrado nos anos 80. Não vai curar do nada. E o que está quebrado hoje é responsabilidade das gerações anteriores. Não é um passa bastão e acabou. O que temos que entender é que não existe ‘geração que foi melhor’. Se o nosso futuro indica uma baixa de qualidade, QI baixo, MIMIMI, é porque não fizemos o nosso dever de casa direito.

Não surgiu do nada. Não é espontâneo. Na ciência quando foi realizado o experimento da carne apodrecida para explicar de onde vinham os vermes que ali comiam. Anteriormente se pensava que eles brotavam do nada. Que surgiam como um passe de mágica. Mas foi descoberto que a podridão preserva um ecossistema ideal para procriação daqueles pequenos seres. Que era uma espécie de pulpa.

E ao entender que havia um processo para isso acontecer. Eles perceberam que o verme não surgia porque a carne estava podre. Mas porque ela estava ideal e ao processo, ao tempo, durante, a carne se tornava ideal para criar aqueles vermes. E á isso percebemos que talvez o filme, com essa abordagem, nos ensina sobre algo na sociologia aplicável ao Marketing. E aqui tornarmos óbvio o que iremos falar. Mas vou falar, para deixar claro à você o propósito de olharmos para ‘sociedade’ como um crescimento ou um ciclo. E não ‘DO NADA’.

GERAÇÃO MIMIMI, SENSIBILIDADE, ANTES NÃO TINHA ISSO.

Vivemos em uma época estranha? Eu diria que não. Porque ao estudarmos a história, é a época menos estranha. É a mais clara. Mais específica. Mais óbvia. Antigamente tudo era difícil. Tempos complicados. Podemos concordar que o que nunca mudou foram os conflitos. Sempre pelo mesmo motivo e pelo mesmo caminho. Mas as relações elas existiam, mas não era construídas do jeito que vemos hoje.

Somos seres humanos dotados de emoções, vulnerabilidades, dificuldades, facilidades, sentimentos e uma sucessivas propriedades que nos compõem. No passado, havia racismo? Nos anos 80? Época Punk? Á rodo. O racismo não nasceu agora. Infelizmente ele existe há milênios. A misoginia é tão antiga quanto, se bobear mais ainda. As pessoas que possuem alguma dificuldade motora, psicológica, emocional sempre existiram também.

E no passado pessoas com problemas, neuroses, eram trancafiados ou pior. Nossa forma de lidar com os problemas eram…insensíveis. Tínhamos uma mania de ‘catalogar’ tudo em um lugar só. O tempo passou e a nós vimos isso acontecer. Porque a evolução foi as poucos nos dando essa informação. Agora temos o conceito de identidade de gênero e orientação sexual. Temos o conceito de etnia, de raça, de espécie e de nacionalidade.

Temos síndromes, quadros e espectros. Tudo isso pode parecer…’melação’. Mas isso tornou claro alguns problemas que resultavam em confinamento perpétuo, em sofrimento, em conflitos. Em parte o lado que nos simplifica que é entender o que é autismo, TDAH e outros estudos psicológicos e médicos, é que também somos complicados.

Somos associados a gostar de relacionamento e sofremos com ele. Tem pessoas que se casam, mas não gostam do casamento, mas gostam um do outro. Como explicar? A relação é definida por afetividade e não necessariamente algo que ‘determina’ para sempre. Então existem amizades coloridas, relação divertida e outras classificações possíveis. A narrativa do filme foi precisa em um fator, porque eu acredito haver muito mais do que apenas fúria.

Hoje temos esse conceito de líder, quer dizer, já havia líderes antes. No entanto temos que ceder a realidade é que romantizamos o líder. Ele continua chefe, ele manda, mas no lugar dele apenas pensar em dinheiro, ele vai pensar na produção humana. Daí ele será versado em seres humanos. A confusão se dá pelo fato de que não é apenas o foco humano, continua sendo o dinheiro. Para ambas as partes. Que lidera e quem é liderado. Ou alguém aceita trabalhar sem ganhar nada, por que você gosta da liderança?

O filme bate na questão de empresas mais ‘coloridas’, mas demonstra frieza ao mesmo tempo. A gourmetização da liderança é um dos pontos do filme. O outro é a tecnologia. Se você está acostumado a andar de carro, vai achar que uma bicicleta que não tem regulamento, é ‘out’. Mas aprendemos a lidar com isso. Vemos o outro lado. Não andamos apenas de carro, e sim de bicicleta.

O conceito amplo do filme bate também na chamada ‘confidencialidade’ que é uma crítica atual. Das grandes empresas de tecnologia, optarem por usar seus recursos para nos vigiar. E alimentar suas máquinas de Marketing. Foi um escândalo. Lembre-se que essa ‘espionagem’ sempre existiu. Não é novo. Não é de agora. Não nasceu com as redes sociais. E nem as redes sociais são novas. Nem o conceito de ‘reunião’, de hangout, de messenger, whatsapp, telegram, tik tok. Tudo isso existia nos 80, 70, 50.

Com projetores, com momento Kodak, tudo isso sempre existiu. A diferença é o formato. E isso nos coloca na versão do filme que aquele personagem, que vivia com raiva daquilo tudo, não associou que nada mudou, só a forma de fazer. Então ele acaba sendo o famoso ‘acomodado’. A lição fica para qualquer geração. E para o Marketing ela se associa ao conceito da psicologia. Porque o Marketing fala do consumo, e tudo o que fazemos é consumir.

Então as pessoas da geração atual consomem o quê e por quê? Nossa geração consome, e tem alguma resistência? A geração anterior a nossa, tem mais resistência ou não? A geração posterior a atual, que é criança hoje, tem resistência ou é mais aberta? Como andam as formas de pensar? Será que solucionamos os problemas, ou só criamos novos? Ou não criamos nada, só anda tudo como antigamente com nova roupagem?

Ao pensar neste filme, eu levei uns 5 dias para refletir em fazer um artigo que tornasse legível o que eu gostaria de abstrair ou mesmo indica-lo como atividade de estudo, porque se virmos pelo apontamento de fúria, que não deixa de ser verdade. A pessoa está com raiva de ter que mudar a forma que fazia. Os problemas são os mesmos. Mas também queria deixar esfriar a ideia para que ela fosse mais aproveitável.

O QUE TIOZÕES ENSINAM PARA O MARKETING?

O resumo do filme é que ele trata dessa resistência ao novo, a nossa própria reflexão da sociedade. Do conceito de convivência. Da aceitação do diferente que sempre existiu. Da nova forma de ver o mundo, e ver o que era invisível, incluir o que era excluído. De analisar o novo revelando que o antigo. O Marketing de Influência não é novo. Sempre se tratou de usar a imagem do sucesso para promover vendas.

Se você via a novela, ela tinha roupas de cama, vestuário, localidades e atores. Era uma venda ‘televisiva’. Porque as roupas de cama, os móveis das casas, o vestuário podiam ser encontradas em lojas, que eram a patrocinadoras do show de TV. As localidades promoviam o turismo e os atores, o arquétipo pessoal. As pessoas se espelhavam neles.

A influência não é algo que você mede com popularidade. E isso tem sido um erro crasso (grave, grosseiro) das empresas. Elas acreditam que ter muitos inscritos é sinônimo de sucesso para ela. Faz sentido. Muitas pessoas verão o meu produto. Logo muitos irão compra-lo. O primeiro caso está certo, o segundo nem tanto. Vamos entender.

As pessoas hoje estão mais sensíveis e responsáveis. Hoje existe uma forma de ver o mundo diferente de como era. Bom ou ruim. Mas mudou. O que mudou também é a forma de criar ‘garotos e garotas propagandas’. Mas nem tanto também. A visibilidade do antigo formato nos ensinava que um ator ou atriz ao surgir em uma tela de TV, ou no programa de rádio ou surgia no jornal e revista, eram símbolos públicos.

O quanto de visibilidade eles tinham? Se fossem colocar como IBOPE define audiência por residência, seria praticamente impossível. Já que o IBOPE analisava a peça como um todo e não para uma pessoa em específico. Hoje temos as redes sociais, canais, sites que nos permitem ver o quanto somos visíveis. Aquela pessoa tem 20 milhões inscritos. Aqui mora o perigo em duas frentes:

  • Inscritos não significa ‘clientes’;
  • As preocupações da geração atual são DISPENSADAS.

Por isso fiz este artigo rico, fui do filme até aqui, para deixar uma reflexão sobre o conceito do Marketing que não apenas bate na questão de números. E sim de ‘conceitos’. São os dois casados lado a lado. Temos que ter o número e a interpretação. 20 milhões de inscritos é garantido (GARANTE?) que são 20 milhões de pessoas que comprariam sem dúvida? Essa é uma resposta que nos dá aquela prova cabal, que as empresas caem no ardil fácil.

Os 20 milhões daquele ‘influenciador’ é o seu público? As empresas elas fazem programas sociais para incluir indivíduos excluídos, fazem ações que promovem defesa dos direitos, mas será que essas ações mudam algo? De fato? Alteram o DNA do problema? A geração atual, que somos nós, não queremos ver ‘vendas’ e sim ‘mudanças’.

Parte do problema surge pelo fato de que os números chamam mais atenção do que os desejos e necessidades da geração. E mais, e fica com um MEGA ALERTA. Como o filme sugere, o passado parece mais simples. E era um pouco. Tinham os problemas, mas como não haviam tantos filtros, não sabíamos que haviam tantos problemas. Então ficava algo generalizado. Ninguém se identificava, todo mundo estava solto pelo mundo.

A geração atual é mais específica. Porque tem identidade para tudo. Você se incluí em grupos. Subgrupos, subculturas. Descobre sobre si. O que isso nos revela? São pessoas ‘específicas’. O que isso realmente nos revela? Que a geração atual é um mercado SEGMENTADO. Não é mais em massa como era no passado. Não é mais ‘serve para todos’. Não é mais ‘número’. Agora é impacto, sensação de mudança, utopia, saúde mental. E se isso não é correspondido, temos um embate de gerações.

Neste ponto, espero que vocês levem como eu falei lá no começo do artigo, essa análise como cientistas sociais e elevem todo o conceito de analisar o que está acontecendo do que deixar a sua fúria falar. A geração NEM-NEM ou MIMIMI, NUTELA e sinônimos é formado agora por um grupo específico. E como no livro de Chris Anderson, Cauda Longa que fala sobre o mercado segmentado, publicado em 2006, não há muita margem de erro com mercados de nicho.

CONCLUSÃO.

Este artigo veio em um momento que eu pensava, como eu falo para a geração que pertenço e a anterior que não adianta bater de frente com a mudança que já aconteceu? Como falar para eles, que a geração atual, mediante suas próprias dificuldades e facilidades, precisa ser estudada e não criticada? Pois que essa ‘briga’ de geração fraca, ruim, está mais legada aos filósofos que irão promover esse debate como uma forma de acerto para que nós possamos melhorar.

Agora a crítica a sociedade é muitas vezes fundamentada por causa do novo e não do problema. Se fosse pelo problema, teríamos que avaliar que de novo nada tem. Os problemas são os mesmos. A diferença é que, ao discutir no artigo, é que temos uma forma mais ‘detalhada’ de nos conhecermos. Agora temos grupos que definem de uma forma que antes não tinha. Que não era reconhecido. Antigamente adulto com autismo era ‘inviável’, hoje já se elabora estudos para identificar. E talvez a pessoa achar uma forma de melhorar a vida dela. A qualidade e o padrão.

Por que bater de frente com a geração que critica nunca deu certo. Até porque não dá certo com a atual? Nada mudou de fato. O que precisamos é ‘analisar a solução’ e não ‘focar no problema’. Essa lições são diárias, muitos por aí as dizem, e muitos a diziam antes de mim. Mas ela é difícil de aplicar. Ela é muito complicada de ser identificada. Porque você vai considerar que certas coisas não ‘intransponíveis’ e sim ‘inaceitável’. E isso pode deixa-lo com um dilema. Que deixa, na maioria das vezes.

Pílula de Marketing (81) – Essa geração está ruim? O que isso diz sobre a sua?

Já se pegou dizendo que sua geração não era assim. Que os valores eram outros? Que a geração atual está menos responsável, menos inteligente? Parabéns, você chegou aos 40 ou 50 anos. E isso não quer dizer que você está velho(a), mas que você chegou no mesmo ápice da geração passada que senta em uma cadeira de praia e começa a falar o que a anterior a dele falava, reclama o que gostaria de ter feito e não fez. E vamos lá, que a o artigo não é para chamá-lo de ‘caquético’ e sim de sinalizar.

A minha geração, a geração dos anos 80 já fala que não gosta de adolescentes. Que são aborrecentes. Que é uma geração perdida. Uma geração sem valores, com inversão de valores, com deturpação, uma geração de idiotas, um bando, uma turba, um caos. Lembra algo? Quando tínhamos 10-13 anos, eram os mesmos comentários. Que no tempo deles era tudo conquistado, que era tudo mais difícil, que os valores eram ensinados pela vida.

O que isso nos ensina? Que há pessoas sofrendo de arrependimentos. Sim, o significado não tem haver com a crítica social de uma geração. Os comentários normalmente abrangem uma geração inteira, que na melhor das hipóteses, você só teve contato com 100 indivíduos nos últimos dez anos com algum membro dessa geração para conseguir somá-los as gerações mundiais? Será possível? Não é. Tem haver com um conceito menos complexo. Você está arrependido de não ter feito algo mais quando jovem.

Quando eu era mais jovem, eu via nos comentários daqueles que antecediam que eles estavam mais desgostosos com suas situações atuais do que realmente reclamando de uma geração que ainda nem sequer estava andando o suficiente para gerar resultados. Não há resultados óbvios para dizer o que é eficiente ou não é. Vejamos algumas mudanças da geração dos anos 80-90 contra aos dos anos 10-20 (século 21):

  • Abrir a porta para algumas mulheres ou deixa-las ao lado do muro na calçada é considerado machismo, no passado era cavalheirisimo;
  • Olhar por um momento, é considerado encarar ou assédio;
  • Apesar de ser mito que era possível deixar a porta de casa aberta, hoje as pessoas tem menos tempo de rua por causa da insegurança;
  • Os contatos de hoje são feitos pela internet, pela segurança e comodismo;
  • Negócios e recreação tem um valor híbrido. Ora são feitos de forma remota ou presencial;
  • As reuniões de famílias e amigos não mudou, quem se reune presencial continua.

A geração, a minha, gosta de falar que viveu a época pré-internet com orgulho. Mas se esquecem que era um inferno. A internet tornou nossas vidas melhores. Quem se lembra de deslocar para entregar a fita rebobinada presencialmente? E o valor de mensalidade do Netflix era o valor para alugar 2 filmes ou 1 filme de lançamento para ser entregue em 48 horas? E se viesse não rebobinada era multa?

Quem lembra que para fazer um empréstimo de um livro precisávamos nos deslocar para uma biblioteca, fazer cadastro e devolver em até 7 dias. Em muitos lugares é assim ainda. Mas que vivencia isso são mais os estudantes universitários do que o comum. Agora você pode aprender qualquer coisa pela internet. Antes tinha que procura uma escola ou um curso, se deslocar fisicamente e ter aulas presencial. E os acessos pela internet envolvem até material gratuito de qualidade. No passado isso dependia do local.

Sabe que esses os benefícios todos quem desfruta mais é a minha geração? Pois é, a geração atual sofre reclamações nossas. Porque estamos entrando na meia idade e estamos rancorosos. E sim, não é nada ruim revelar isso. A geração Millenium, nascida nos anos 80, foi quem inaugurou essa de ficar no emprego menos de 1 ano. E que também ficou insatisfeita com o estilo de trabalho, e inventou o home-office.

A geração Kodak, que seriam nossos país inventaram o Youtube, Tik-tok, Instagram e Snapchat. E em nossas mãos, a geração dos anos 80, virou o que temos hoje. Marmanjos de 30-40 anos fazendo pegadinhas na rua. Se a geração atual está agindo de uma forma reprovável por você, tem que olhar primeiro no espelho. Nós temos uma dificuldade muito grande de admitir nossa própria influência. Até porque nós formos irresponsáveis um dia, e até pior.

Não tínhamos tantos estímulos, e fomos inconsequentes. Alguns mais que outros. Não é a geração atual que está pior. Nenhuma jamais esteve. Mas vai parecer, porque você está mais maduro. Você agora vê o quanto era insano na idade jovem. Quando repudiava o direito dos seus pais de saber onde você estava aquela hora da noite. Mas naquele tempo você se via como um independente. E hoje, se vê como um adolescente sem causa.

Sua crítica a geração atual tem haver com o seu próprio reflexo. Você não está reclamando que eles estão sendo mal educados. E sim que você foi mal educado. Que estão sendo um banco de idiotas. É que você se considerava idiota. Não é incomum que sejamos intolerantes. Somos chatos com os outros ou pelo menos achamos que é com os outros. Somos intolerantes com um agente, um item comportamental, somos intolerantes conosco.

Se você se pega falando da geração atual, cuidado, você está falando de si. Se você acha que o outro não fez o suficiente. É porque você considera que você não fez o suficiente. Essa explicação precisa passar por aquela piada famosa de um filme mais famoso ainda. Lembre-se que a mãe de Martin Mcfly em De Volta para o Futuro, Lorraine, afirmava que no tempo de moça ela não era atirada, que a geração de hoje está perdida.

Ao voltar em 1955, Martin presenciou uma mãe muito diferente daquela recatada…certo? Nós temos uma visão de nós mesmos com um tipo diferente. Somos compelidos a mentir em nossas memórias que somos cautelosos e respeitosos. Mas no fim será que não estamos mentindo? E o que isso tem haver com a nossa PÍLULA DE MARKETING NÚMERO 81? Vamos lá!

MARKETING E O CONCEITO PSICOLÓGICO SOCIAL.

Se você acompanha as minhas pílulas, qualquer artigo ou é meu aluno, já deve saber que Marketing não é uma ação de venda. É um campo científico. Que lida com a psicologia de consumo. O que nos fazem consumir. Porque consumimos ou não. Quando falo de psicologia social quero dizer um subcampo de estudo da sociologia que se chama ‘social interativo’. Quando nós seres humanos atribuídos a sociedade que vivemos, contribuímos para ela e vice-versa, baseado em nossas experiências.

Marketing não avalia ‘saída de produto’. Avalia o que o ser humano sentiu para comprar aquele produto. E porque aquele outro não quis comprar o produto em questão. Então estudamos a psicologia de uma pessoa, para entender o seu consumo. Logo saber o que estão reagindo é uma matéria interessante ao Marketing. E serve para nós como um combustível informacional.

O que mais tem de poder é o arrependimento, junto da raiva. São duas emoções (negativas) e fortes e com muita riqueza de informação. Nós somos sinceros quando estamos com raiva. Queremos justiça ou desabafar. Não faria sentido mentir neste momento. É justamente por causa dessa explosão, que queremos deixar claro nossos sentimentos.

Então quando uma pessoa reclama da outra sociedade, da outra geração, ela está com algum problema. Que problema é esse? Ela se sente menos realizada? Ela queria fazer o quê? O que essa geração anda fazendo o que ela gostaria de fazer? Ou ter feito? Ela se arrepende de algo em sua infância? Já pensaram porque todo mundo se encanta com os anos 80? A maioria da minha geração não teve infância nos anos 80 e sim nos anos 90. Esses sentimentos são vívidos. Será que se resumem a raiva, ciúme, inveja, deboche, desgosto, abandono. Só estou listando aqui as emoções negativas.

Por que o conceito de você reclamar de uma outra situação tem haver com a emoção negativa. Ninguém vai reclamar se está satisfeito. O que podemos lidar com essa informação em nosso estudo de Marketing:

  • Auxílio em sua própria formação psicológica;
  • Pode ajuda-lo a vender melhor.

A reclamação é um indício de algo está errado. Mas não é uma resposta. É um sinal. Para abstrair a informação precisamos entender porque aquele incômodo existe. Porque uma pessoa se incomoda tanto com as ações de uma pessoa de uma determinada geração. Para isso é possível levar o nível da conversa para algo pessoal, excluí o alvo da reclamação e passar a tratar com o problema de nível ego.

Quando o nível ego for explorado vamos descobrir se é rancor, arrependimento, raiva, vingança ou a emoção específica. Dali podemos deduzir através da conversa como essa emoção foi gerada. E assim podemos entender porque ela está ocorrendo. Como no Marketing, a informação vai gerar uma resposta clara do que poderia ser uma solução. A consequência seria uma empresa conseguir gerar um produto capaz de ajudar aquela pessoa.

No campo da psicologia, ela trataria esse problema com uma outra solução. Que seria da autoreflexão. De compreender porque ela está sofrendo com aquele recalque. E se aprimorar como ser humano. E assim por diante.

Nota: Gosto de tratar o assunto como este como algo não tão comercial. Apesar que Marketing é uma psicologia aplicada ao consumo, não convém confundir isso aos enganos e charlatanismo. De pegar algo que considerado um problema pessoal para um ganho comercial. Essa é a diferença entre ser ético e não. A sociedade está sempre cheia de problemas. Pelo Marketing iremos obviamente atender a economia.

Serve ao produto algo que não seja viciante e danoso. Fazendo a pessoa se auto-degenerar para alimentar o seu ganha pão. Mas que de fato traga um benefício. Porque seria o mesmo que ajudar uma pessoa a sair do vício da bebida, e no lugar de usar um produto como bebida, e sim em algo que trouxesse lucro, mas desse ao consumidor o lucro de se disvincular de seu vício sem cair em outro.