Pílula de Marketing (102) – UX Design para quem?

Há diversas maneiras de aplicar uma boa técnica. No caso do UX (User Experience) se trata da experiência interativa do cliente a um produto, interface final. UX Design apesar de ser uma função, está direcionada a um resultado para terceiros, e não é exatamente uma função. Por isso que insisto em parar nesta ‘existência’ desenfreada de inventar nomes para coisas que já existem.

Se não fosse pelas inúmeras vezes que vi resultados de suspeitos UX Designers, que nada sabem de publicidade, que não compreendem branding, não tem noção nenhuma de Marketing, mas confundem a área como sendo uma extensão de Design e promovem soluções ‘discutíveis’ e ainda por cima confundem como sendo uma área extensiva de design. Vamos lá!

Há quem diga que o ensino tradicional acadêmico é engessado. Talvez estejamos falando de dois tipos de ensino acadêmico. O engessado e o moderno. De uns tempos para cá, há uma parte da população que acredita que ficaram ricos sem faculdade (quando há uma exceção minúscula, para quando esses casos icônicos aconteceram), a maioria só ficou rico por ter muito estudo mesmo e certificações que não param de brotar.

Parte dessa população que acredita assim, são os que vivem entre a certeza e a incerteza. Em um resumo, eles não tem certeza. Como ficam nesta berlinda, não são os que detém os cálculos para ter certeza. Mas vivem das recomendações que surgem. Destes são pró em iniciativa em procurar formas de solucionar problemas. Pois bem, como em uma educação de base influencia sua forma de pensar, não é diferente quando você pensa que, não tendo um ensino formal, terá mais sucesso.

Quando que se fosse discriminado como o ensino formal que é engessado e o que não é. Quando digo ensino acadêmico moderno, não estou me referindo ao método de autodidatismo ou método de ensino via internet (não é EAD), é quando a pessoa sem cursar algo, procurar se instruir. Não estou me referindo a forma moderna de aprender, mas as faculdades que se mantém na modernidade.

A maioria que critica, estudou em um modelo engessado. Uma faculdade ou mesmo o termo popular, uma ‘unisquina’. E provê dessa experiência sua visão (total e final) do que acha sobre o ensino acadêmico atual.

Por assim dizer, o cenário que quero apresentar é justamente o que temos em mãos, e não é uma particularidade do Marketing. Esse campo de ‘reversão’, de ‘redução’ do que se precisa saber para executar algo, é universal. Temos presenciado o porquê dos profissionais estarem super despreparados.

UX Design não é algo novo, não é algo dos anos 2000. Tampouco do século 21. Nunca foi. Não é nem do século 19 e 20. A experiência de usuário é um processo (não função). Ele faz parte de uma rede complexa de saberes, pois que conecta mais do que uma simples realidade nos apresenta. Não é possível promover uma experiência para o cliente apenas sabendo como mexer por exemplo, com uma ferramenta gráfica. Estamos falando de pessoas, estamos falando de:

  • Psicologia;
  • Antropologia;
  • Sociologia;
  • Economia;
  • História;
  • Filosofia.

E não há um conceito ‘superficial’ quando ditamos essas ciências. Quando falo de psicologia, não estou falando de psicologia barata. Estou falando de estudo comportamental, de análise de como a pessoa se vê, como ela se relaciona com a sociedade, com um grupo, com uma matriz, com um nicho. E a psicologia ela vai até um limite, daí temos outras ciências que passam a compartilhar seus vieses para tornar a resposta possível.

A psicologia estuda o indivíduo, a sociologia estuda este indivíduo em uma sociedade, grupo, população, nação. A antropologia estuda o conceito do ser humano em uma civilização. Sua evolução, sua modernidade. A história ela é cooperada por filosofia, sociologia e antropologia, porque se fosse separada, ela seria só fato histórico. E nestes caso, você quando estuda um grupo populacional, não estuda só no presente, e sim no passado (recente, remoto e até pré-histórico).

Sabemos que a influência na infância nos acompanha a vida inteira. Não é diferente de um organismo maior, como a sociedade. A cultura japonesa é tradicionalista, atua com duas filosofias (que muitos erroneamente nomeiam religião) xintoísmo e budismo. Esse equívoco gera outros equívocos. A religião é dogmática, a filosofia é mutável. Uma para e a outra anda. Se você considera budismo ou xintoísmo um conceito religioso, provavelmente vai cometer alguns erros de julgamento, que podem gerar crises.

Para dar um exemplo do que estamos falando. UX Design não é o design. Design não ‘desenho’, embora possa ser aplicado com este sentido. Mas quando associamos a esta composição e relacionamos ela ao Marketing, Publicidade. Estamos falando de design como planejamento. Design como o desenho do plano. Desenhar um mapa de ações. Desenho de um conjunto de táticas. Que ainda pode ser feito através do próprio desenho, não é o ‘desenho’ próprio.

Logo quando falamos de UX Design estamos nos referindo ao estrategista de UX. Esse nome ele nos confunde, porque no Brasil, Design é entendido como design gráfico. Design visual. E apenas. Lá fora, Design significa desenho, mas quando falamos de negócios, ela muda seu sentido, e virá planejamento. O ato de ‘criar estratégias’. Quando entendemos o tipo de significado adotado fora do Brasil, mas que é adotado também pelo Brasil, vemos que UX Design não é uma área de Design.

Seria UX Manager ou UX Strategist, a forma mais correta. E por quê isso? Porque temos que chegar nesta conclusão? Porque eu tenho visto muitos absurdos de UX por aí. E isso não tem haver com a capacidade. As pessoas são habilidosas. Mas quando você julga um peixe que não sobe uma árvore, fica evidente, que estamos falando de uma área pouca clara. O peixe será eficiente em um rio, mas fora dele, ele não é. Nem o básico ele fará.

UX Design não se trata de um profissional que mexe com o design visual. Não é o mesmo profissional que lida com a programação visual ou a codificação visual (quando nós mencionamos o Front-End). Na prática de mercado, UX Design é visto ou interpretado como a pessoa que fará uma imagem bonita para fazer um cliente mexer no produto. Soa estranho se falarmos isso em voz alta. Soa lógico se pensarmos mentalmente. Um desenho pode significar uma solução, não pode?

UX Design, como em nossa pergunta do artigo – UX Design para quem? – temos agora uma base para responder qual é o alvo desse ‘profissional’. Antes que a gente chegue lá. UX Design é o publicitário. Se trata justamente da aplicação do conceito de soluções interativas. E de onde ele tirou essas informações? Do Marketing. Que vai pensar se o UX Design precisa construir algo novo, se é preciso implementá-lo, qual é o custo e etc.

O Publicitário por subtópico – UX Design pensa no cliente final. UX Design não é o que você acha. É o que o outro entende. Vamos pensar assim:

  • Você quer vender chocolate.
  • O Ponto de Venda precisa vender chocolate.
  • O cliente precisa entender que vai comprar chocolate.

A experiência do cliente nem sempre é uma FESTA. Experiência do cliente envolve setores e processos, que são:

  • Atendimento;
  • Venda;
  • Follow-up (acompanhamento do pós-venda);
  • SAC;
  • Ouvidoria;
  • Experiência da loja física;
  • Experiência ad loja virtual.

Isso que significa UX Design. Não é o visual, é o funcional. É o que nós interagimos. Um espaço de evento é um UX DESIGN que pensa. Não é um designer de interiores (se inventa nomes). Quando falamos de experiência de cliente, consumidor ou pessoas, estamos nos referindo ao….MARKETING DE RELACIONAMENTO que conecta-se ao MARKETING DE SERVIÇOS.

UX Design é um processo estratégico publicitário e Marketing para criar a possibilidade de conversão (compra) e garantir fidelidade e a volta do cliente. Embora o nome soe bonito, esse é o objetivo do Marketing desde de sempre. Por isso que a invenção do nome, sem entender a base, torna-o supérfluo e mesmo, inútil.

Eu sempre faço aos meus alunos a analogia do jogo de RPG, Dungeons and Dragons, que eu falo que nos anos 90, você tinha 4 classes de personagens para jogar. O mago, o bárbaro, o arqueiro e o anão. Mago era o conjurador, bárbaro era a força bruta, o anão era o furtivo e o arqueiro era o combate a distância. Cada um deles concentrava uma importância única.

Você precisava ter um mago no grupo, senão em certas aventuras não funcionava. Então pensava-se em que o processo de build (que significa construir o personagens com habilidades e caraterizações) fosse acompanhado de perto por cada membro. Porque se você fizesse o seu mago ou bárbaro errado, todo mundo pagava caro.

Hoje, existe um conceito chamado balanceamento. Que torna o mago inútil, porque você divide ele 15 outras classes. No passado, só ele podia conjurar magia, hoje todos conjuram magia. O mago se tornou irrelevante. O furtivo? Todo mundo tem furtivo. O arqueiro? Todo mundo tem arco. Temos mais classes e nenhuma é potencial. Temos perda massiva de potencialidade e menos unicidades. Mesmos singularidades. A precisão, a habilidade e a maximização eram os fortes.

UX Design existia no passado apenas com o nome de Marketing, porque era um processo de umas das etapas de ação que você planejou lá no plano de Marketing. Hoje, se separa o UX Design de Marketing e isso torna as soluções…inúteis. Você acha que é assim…e ponto. (Risos)

CONCLUSÃO.

Ux Design, precisa ser compreendido como o profissional que lida com o cliente, mercado e produto (e já chamamos isso de publicitário e profissional de Marketing). O inteirar desse termo é amplo, porque estamos falando da usabilidade, da funcionalidade, do conceito de adquirir, do conceito de usar e de solucionar um problema. O UX Design não se refere apenas ao conceito comercial de contato, que nós definimos ali em cima, como sendo atendimento, venda, sac, essa é a experiência do usuário com sua empresa.

Ainda temos a experiência que abrange tudo:

  • UX Design para produtos;
  • UX Design para reclamações;
  • UX Design para serviços;
  • UX Design para ampliação de produtos e serviços;
  • UX Design para programas e campanhas publicitárias;
  • UX Design para Marketing de Guerrilha;
  • UX Design social;
  • UX Design econômico;
  • UX Design interno (a comunicação interna e/ou endomarketing).

Estou citando alguns. Tudo que você pode identificar como sendo ‘algo’ que uma pessoa vai entrar em contato, o UX Design é existente. É aplicável. Por isso o perigo de não associar o UX Design ao Marketing, e sim como uma extensão do Design (visual) e não como Design (Planejamento). E achar que é um campo novo. Espero que vocês tenham aproveitado a leitura e até a próxima.

Pílula de Marketing (101) – Como o algoritmo do Youtube funciona e como tirar proveito disso?

Todos falam, inclusive eu, sobre as táticas de Marketing e Publicidade aplicadas as redes sociais como Facebook, Instagram, Tik Tok e Twitter (X). E mesmo Linkedin. Mas é bem menos comum, dicas para Youtube. Vamos falar sobre algumas dos vários fatores que influenciam o algoritmo do Youtube, é o que menos penaliza, mas é o que mais exige produção.

Youtube é o maior canal de vídeos do mundo. Que inspirou novos e que lidera qualquer um atualmente. É o segundo site mais acessado do mundo, depois do Google. E é utilizado para achar qualquer coisa. Soluções e mesmo educação. A plataforma serve para quase (senão) tudo. E mesmo eu, possui além da minha conta da Junqueira Consultoria, como Educação de Marketing. Tenho um outro canal chamado Junca Games, que é voltado para o Entretenimento Geek.

Como um verdadeiro laboratório, eu consigo coletar informações que me permitem entender como o algoritmo funciona. Ele não é um tiro ao alvo aleatório, ou pelo menos, não surte esse efeito de confusão, que as demais redes sociais nos proporcionam. É tanta mudança de regra, que a dica de 2 meses atrás não funciona mais. No Youtube a regra é clara:

  • Vídeos curtos;
  • Shorts de cortes desses vídeos, shorts para apresentar novas ideias e shorts para mostrar um momento icônico;
  • Vídeos médios para uma explicação mais apurada;
  • E em pouca quantidade, vídeos longos, para um público que está interessado naquele assunto e que dispensa um tempo para ouvi-lo mais do que comum.

Cada um desses formatos é perceptível depois de 6 meses de uso da plataforma como criador. E o que mais vale na plataforma é o engajamento. Tanto positivo como negativo. Tanto receber uma curtida ou uma descurtida, o seu canal e o vídeo, se tornam relevantes. Passam a ser recomendados com mais frequência.

O peso não é muito diferente, mas:

  • Comentário (releva um pouco mais) do que uma simples curtida;
  • Compartilhamento nas timelines do seu perfil no Youtube pesa só um pouco menos que compartilha-lo ou copiar o link para hospedar ou mencionar em outras redes;
  • Curtida ou descurtida são relevantes, mas tem um peso um pouco menor que os comentários;
  • Usar o espaço da comunidade é ótima para gerar engajamento ou resumo de assuntos que dispensaria usar um vídeo curto, mas que pode ser aplicado juntamente de um Short.

E a regrinha de ouro. O que está acontecendo agora é muito relevante. E o que recorrentemente retorna, também. Por isso se você gosta de falar de assuntos que não estão agora no momento, mas que sempre volta a moda, faça. Você será visitado em breve. Se fizer o que está na atualidade precisa pensar no seguinte: Canais mais relevantes terão mais retorno, mas não desista.

Outra regra poderosa e que não muda, é a criatividade do título. Ela além de indexar, também chama atenção pela explicação. Pode ser que alguns elementos de copy funcionam muito bem. Como uma chamada de urgência, uma surpresa, uma provocação ou uma revelação (díficil de acreditar).

CASE: JUNCA GAMES.

Vou apontar para vocês um case do meu próprio canal, para dar uma visão de canais em crescimento. Que estão começando agora e precisam aplicar táticas que são mais em conta ao tamanho de um canal novo. Muitas dicas não funcionam, porque são voltadas para canais com influência forte, e essas dicas são para canais que independem do efeito da dica, mas que potencializam por seres grandes.

COMENTÁRIOS.

O primeiro caso é que os comentários vem por dois modos: Crítica por crítica (o chamado Hater Gona Hater) e o que comenta e agrega ao canal. Ambos os comentários são ótimos. Só remova um comentário, se ele atacar diretamente sua pessoa ou revelar-se muito nocivo ao ambiente, como por exemplo, citação de links piratas, maliciosos ou ofensa por ofensa.

O crítico que pega uma palavra sua e debocha, ele é ótimo, porque para criticar as pessoas tem mais. como posso dizer, motivação. Independente disso, seu canal vai se tornar relevante. Eu costumo, apontado a filosofia estoica, em agradecer quando há um casos desses explicitamente. Vou no comentário, e agradeço pela superficialidade, mas que isso é algo que releva o canal. Pois comentário ‘criticando, atacando ou mesmo elogiando’ tem o mesmo valor, relevância positiva.

Há um certo tempo, houve uma crítica direta. E eu agradeci pelo comentário e que aquela crítica era um fator potencial ao canal deixando-o mais relevante. Duas horas depois o comentário foi deletado. Acredito que essa forma é mais sutil, pois que no lugar de você remover um comentário indesejado, deixe que o mesmo o faça. Pois o algoritmo, ele entende que essa foi uma ação do usuário original, se você deleta, você tem uma leve (pequena) perda de relevância, que seria o tal da penalidade.

O jeito de remoção mais seguro, é denúncia ou a própria remoção pelo autor. Mas não fiquem com medo, podem deletar diretamente, quando acharem convenientemente. Pois que a penalidade é muito pequena. Os cuidados maiores ficam para três pilares, vou citar no tópico a seguir.

Vídeos precisam ser ‘cara limpa’ porém um pouco sofisticado. Vou explicar. Não percam tempo em produzir demais, ou se reproduzir demais. Foca no conteúdo. Se apresente direto, mas dê riqueza ao conteúdo, mais do que a estética. Vídeos com edição elaboradas, iluminação super sofisticada ou mesmo piadinhas, não é muito bem…positivo.

Uma edição de vídeo boa, é o que torna o vídeo legível. Bom de se entender. Iluminação é aquela que deixa você no centro do vídeo bem localizado e os comentários que envolvam a forçosa piada, não o faça. Pode surtir um efeito colateral. Não é algo que a gente espera, mas pode dar zebra. Então só o faça por espontaneidade. Fora isso, não inventa de colocar coisa no script que você pense em ser ‘bonito’.

A informação é bem mais válida. As pessoas só ririam de sua piada, se ela já gostam de você, senão a própria piada, comentário ou risada, se torna um elemento narrativo desnecessário. Que enche tempo de conteúdo, no lugar do conteúdo. Não confundam isso com o jeito de falar. O jeito de falar pode ser de uma maneira engraçada.

Mas há uma diferença em fazer comédia e fazer piada. O tom humorístico é perfeitamente normal, seja num canal Geek como num canal corporativo. O que posso melhor recomendar é, teste as combinações, do que o permite estar confortável e o que gera de repercussão. Nem sempre será uma regra X contra uma disposição mais confortável Y. Mas evitem elementos artificiais, sejam mais simples e mais diretos.

PILARES DO YOUTUBE PARA EVITAR A PENALIDADE STRIKE.

Strike é uma penalidade que impede de você ter um canal ou que contempla uma penalidade por banimento. Três strikes, você perde o canal. Um strike ou dois, suas ações são limitadas. Não pode publicar, não pode fazer isso ou aquilo. Para pegar STRIKE é preciso quebrar as regras, tanto quanto seria considerado um crime.

  • Divulgar ou anunciar material pirata;
  • Plagiar;
  • Fazer vídeos ofensivos;
  • Conteúdos impróprios;
  • Violação de direitos autorais.

COMO O YOUTUBE FUNCIONA E SUAS PENALIDADES?

E isso envolve, de uma forma menos notificada, chamadas nos vídeos, hashtags ou descrição, com algo que seja considerado impróprio pela plataforma. Por exemplo, no Youtube você tem a notificação de direitos autorais, no Twich você é banido sem aviso prévio. Cometendo os mesmos erros. Quando você recebe um aviso de direitos autorais, ele manda uma mensagem para você, dizendo se os direitos são parciais ou totais.

Se for, você tem a possibilidade de comprar os direitos com o autor direto, se for o caso. Se não, precisa remover. O vídeo sai do ar, seu canal continua lá, e você só pode deixa-lo no ar, sem exclusão, se remover a parte que infligi. No Twich você é banido da plataforma, sem chances de conversa. Nas Redes Sociais, é algo parecido com o Youtube, só que menos diplomático. Ele simplesmente apaga o seu post. E te avisa com um ‘delay’.

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Pílula de Marketing (100) – O que um violão nos ensina sobre Marketing?

Sou muito adepto do ensino que nos leva a comparação do dia-a-dia. Aprendemos melhor, fixamos e consigamos aplicar sem muitos delongas. E com a nossa série educativa de Pílulas de Marketing chegando ao número 100, queria trazer mais uma definição o que é Marketing, com em muitas ocasiões fiz, para de alguma forma, vocês possam aprender o Marketing que se aplica no mercado há inúmeros anos. Vamos lá!

Há alguns artigos escrevi como que o piano poderia ajudar na estratégia de Marketing, fiz isso com o Xadrez e até com o famoso jogo de cartas americano, Magic the Gathering. E agora quero trazer ao instrumento tão popular, o violão. E como ele se equipara o que podemos entender sobre Marketing. E claramente vou colocá-lo em uma posição…complicada (risos), porque o violão aparentemente popular é um instrumento bem complicado de aprender também.

Há exatos ou quase 30 anos, comecei a estudar teclado e neste período (mais de 15) piano e o efeito comparativo de ambos nos oferecem uma visão do que significa MARKETING e a ausência de MARKETING. O Piano será com o Marketing e o Violão será sem o Marketing. E quero deixar bem nítido um detalhe, esses usos comparativos lhes darão uma visão mais próxima dessa infra-estrutura.

PIANO E TEORIA MUSICAL – MARKETING E CIÊNCIA DO CONSUMO.

Piano tem uma das teorias musicais mais fáceis de todos os instrumentos que vocês possam encontrar, claro que em nosso artigo, iremos fazer contraponto com o violão, mas comparado, ele possui uma integração melhor.

Se não ouviram ou leram, digo que o piano é considerado um instrumento completo (percussão e melodia) e com notas completas (sem a necessidade e auxílio de acordes ou dedilhados para formas uma nota só).

Se você quiser tocar a música tema de Man of Steel por Hans Zimmer, fará igual ao que está no filme. Isso muda um pouco se optar por uma flauta por exemplo, ou teclado, ou mesmo violino. O som é claro, é á gosto. Mas a execução terá alguns cortes e adaptações.

Violinos possuem um sutil som agradável, tem música que realmente nele tem um gosto especial. O mesmo se fala da flauta, violão, teclado, baixo e etc. Mas nenhum deles de fato toca uma música com mais leveza e simplicidade que seria um piano.

Quero engrandecer aqui o instrumento, mas sem fugir da regra que essa é a realidade. Não importa se você adora outro instrumento, ele terá uma descompensação (não no som) e sim na infraestrutura da partitura.

Por exemplo, piano tem a clave do sol e . Teclado só tem da clave do sol e uma repetição de acordes (chord) no que seria o espaço da clave do fá. Mas você não ‘aprende’ assim, por este mínimo detalhe, muitas músicas devem ser adaptadas da partitura do piano para um teclado, e a música ‘meio’ que se perde. No teclado é comum só tocar a melodia e não todo o repertório, por exemplo.

Marketing é uma construção complexa, mas enxuta. Ela consegue ter simplicidade nas ações, porque ela foi trabalhada para ser um instrumento de inteligência de mercado completo. Como o nosso piano é. Se você tenta usar o teclado como piano, vai sair o tiro pela culatra. E é o mesmo que usar um caminho alternativo do Marketing.

Achando que o barato vai ser uma boa ideia. Quando falo barato, não falo apenas do custo e sim achar que no lugar de tentar entender tudo que o Marketing representa, você quer cortar caminho sem usá-lo, mas ‘criando’ uma gambiarra.

VIOLÃO E TEORIA MUSICAL – TRUQUES DE INTERNET E PSEUDO-MARKETING.

Como eu disse não tenho a mínima intenção de usar o Violão como exatamente a ausência do Marketing, desprezando o instrumento, não, mas para efeitos comparativos, o Violão representa diante do Piano uma enorme diferença de teoria musical. Seria o mesmo que pegar um truque de internet, mas não adotar o Marketing para comprêende-lo e querendo ter os mesmos resultados de quem aplica o Marketing. Vamos ver por exemplo o do violão.

Para fazer o dó do violão, você tem que alinhar as 6 cordas do instrumento, e saber que aquele braço cheio de retângulos define como tons. Ao tocar as cordas e ao pressiona-las você consegue tons. De cima para baixo temos (E, A, D, G, B, E) que significa MI, LA, RE, SOL, SI, MI e com essas pressões nas cordas ao longo do violão, você altera o tom e obtém outras notas (por padrão, o violão não tem DÓ, FÁ) e nem os sustenidos e bemóis, a não ser que você “pressione a corda”.

Detalhe que estamos falando de uma nivelação de tons por oitavas, sim aqui começa a complicar. Vamos a teoria primeiro.

TEORIA MUSICAL BÁSICA.

Todo instrumento musical, quer seja ele, tem tom, semi-tom, micro-tom e oitavas (tons mais agudos e graves) e algumas famílias de tons por oitava. No piano e teclado é só seguir para direita ou esquerda. Nos demais instrumentos isso depende das regras básicas do instrumento:

  • Flauta é preciso soprar mais forte ou mais fraco para subir ou descer a oitava;
  • Violão é preciso pressionar a corda ao longo do braço para subir e descer a oitava;
  • Violino depende da pressão e arrastar da lâmina;
  • Violoncelo e baixo tem um funcionamento parecido com violino e violão;
  • Clarinete e flauta transversal igual a flauta doce;
  • Harpa parecido com um violão só que há outras formas de controlar os tons.

E como disse o piano e teclado já possui o mecanismo simples de mudar a mão de grupo para cima e para baixo sem a necessidade de ‘trocar’ chave, aumentar sopro ou pressionar corda. No teclado não faz diferença a pressão ou intensidade da tecla, no piano é uma outra história.

Além disso, cada um desses instrumentos possuem uma variação de notas musicais e a combinação delas gera uma nota completa. No Piano basta tocar o DÓ e terá o DÓ. No violão não é bem assim. Na Flauta o dó corresponde as todos os orifícios vedados. Vou trocar por miúdos, no piano você toca dó para representar dó, uma tecla. No violão você pressiona várias cordas para obter o mesmo, portanto você toca mais notas para representar uma.

Menciono que tirando piano, você ora tem um instrumento de percussão ou melodia, quase nenhuma vez é os dois. Por exemplo, o violão para gerar percussão junto da melodia é são uns 500 para um lado e 800 para o outro. Para tocar a mesma música de piano para violão, você vai notar que o pianista vai ter parte da músicas ao alcance das mãos, e o violonista vai ‘tocar’ mais para obter o mesmo, parece que ele está tocando mais e enriquecendo, mas ele está tocando mais para tocar o mesmo.

Há também o fator tempo: Piano você consegue obter mais ‘performance’ em pouco tempo (Tocar uma Moonlight Sonata, Clair de Lune, Vivaldi – Primavera, Pachebel – Canon) do que fazer o mesmo tocando outro instrumento. Vai levar uma diferença de anos, de um para o outro.

Mais um fator: É a combinação, em piano você toca mais de 10 notas e consegue criar um background de coro que além de enriquece a percussão e a melodia, você levaria o dobro do tempo para conseguir o mesmo em qualquer outro instrumento. Por exemplo, tocar a música intro do Stranger Things é diferente entre piano e flauta, piano e violão.

COMPARATIVO – PIANO \ VIOLÃO – MARKETING \ SEM MARKETING.

Com o Marketing (Piano) temos um conceito completo de ciência que analisa o comportamento do consumidor fazendo uso da psicologia, da sociologia, antropologia, neurociência, ciência correlatas humanas e algumas conexões entre outras ciências (políticas, econômicas e etc). Tal como o piano que é um instrumento pleno e capaz de trazer o som completo. Não temos algo que falte em Marketing, que o próprio não tenha.

Quando pegamos um Violão (Sem Marketing) temos uma leva diferença de performance. Teremos algum resultado parecido? Lembra que falei que os sons diferem e a infraestrutura difere, mas todos eles resultam em música (o resultado por ora é igual), mas o som contrasta gerando uma música diferente entre os instrumentos, portanto o resultado não é igual.

É diferente ao seu modo. E por isso não faço menção a ausência do Marketing usando o Violão como um aspecto negativo, ou violão sendo um instrumento ruim (pelo contrário, não é), toque Zora Domain de Ocarina of Time com ele e verá o que eu digo. Agora toca Zora Domain em Piano. Você vai ter um no aspecto da melodia e outro no aspecto mais completo.

Vai produzir música, mas serão experiências diferentes. Com o Marketing e sem o Marketing temos exatamente esse ‘problema’. Com o Marketing sabemos o que o nosso público quer, sabemos qual é o nosso público, temos uma concreta certeza do que precisamos vender para ele, como vender e como fidelizá-lo, ainda sabemos o que o faria não comprar com a gente, e temos como contornar esse cenário.

Sem o Marketing, parte das suas estratégias envolvem mais do ‘Acerto e Erro’ do que a análise sem vínculos de riscos que o primeiro caso nos permite. Você consegue por exemplo, pegar uma partitura de flauta e tocar no piano.

O contrário nem sempre é possível. Uma parte será deixada de fora, pois o instrumento não consegue tocar tudo aquilo. Quero dizer, que o piano vai tocar sem sombra de dúvida qualquer partitura que encontrar, o Marketing vai resolver qualquer situação que encontrar através do plano e da pesquisa, a flauta não consegue tocar tudo que o piano toca, isso quer dizer, que sem Marketing você tem uma limitação de possibilidades e está vulnerável a ter que ‘arriscar’ para entender o contexto.

CONCLUSÃO.

Marketing não é uma opção. Não é um recurso que você tem na caixinha e resolve usar. Não é algo que você olha e pensa como um investimento externo e especial. Marketing é o que faz o negócio existir. É o que transforma a ideia do papel em algo concreto. É o que faz você saber para quem e como vender. Não há como não ter. É o mesmo que criar uma máquina de fazer bolos sem um motor e uma pá para fazer os bolos. É uma carcaça que não serve para nada, sem isso.

Marketing não é um investimento que você acha caro. Você não acha caro criar um negócio que envolve infraestrutura, logística, pessoas, recursos, cenários e influências controláveis e não controláveis, itinerários e ideias. Tudo isso gera um custo. E gera um custo calculado e retornável, se você sabe como aplicá-la. Todos concordam? E quem faz isso? Quem é o responsável por saber como as pessoas devem se comportar, como os recursos devem ser aproveitados, como a logística pode melhorar, como a infraestrutura pode ser montada?

Marketing olha para o conceito de otimização, ele trabalha dois pilares: Reputação e Recepção. A primeira permite uma pessoa olhar para você e decidir comprar. E a segunda é o que essa pessoa pensa dessa relação. O posicionamento do público em relação a marca (de forma social) e comercial. Marketing não é uma venda, ele promove uma venda, mas não é venda.

Marketing não é publicidade, ele trabalha com a publicidade, fornece informações e coleta através do que a publicidade também recebe como resultado. Marketing não é propaganda, como publicidade, propaganda é construída pelo que o Marketing deduziu ou concluiu de suas pesquisas. Marketing não é uma operação de atendimento, mas otimiza uma. Marketing não é um departamento, é um plano que cobre a empresa inteira.

É preciso sim de um profissional que comande essa operação. Mas não é algo que você ‘pode’ optar. Não é possível, simplesmente não é. Não é uma imposição desse que vos fala. Apenas que é a realidade. Sem Marketing não existiria a Coca-Cola, nem Burguer King, nem Netflix, nem Steam, nem Youtube, nem coisa alguma. Não é uma iguaria, nem uma relíquia. Marketing representa dois órgãos humanos: Coração e cérebro.

Coração não apenas ao sentimento, a emoção, e sim a bombeamento do sangue que faz o negócio existir. O cérebro representa a própria inteligência. Quando falamos de inteligência de mercado, acredito que muitos pensam em algo que possa ser ‘acionado’ em um momento específico, como um bônus. Uma ativação de turbo. Mas não, é inteligência, é algo que você tem que usar o tempo inteiro. Você usa o cérebro para tudo, por 24 horas e 7 dias por semana.

Você usa o cérebro de forma voluntária e involuntária: Mexe as mãos quando quer, mas seus órgãos operam segundo o itinerário do corpo, o coração bate, o sangue circula, a digestão ocorre sem que mandemos, tudo tem como coordenação o cérebro. Se ele para de agir, seu corpo para. Tanto que para assuntos clínicos, é dado sem resultados, a morte do órgão, é dado como oficialmente a hora do fim.

Pense, você só usa a inteligência uma vez ao dia? Você usa o tempo todo. O Marketing é a mesma coisa. Espero que vocês tenham gostado deste artigo. Não se esqueçam de seguir as redes sociais da Junqueira Consultoria, assine nossa Newsletter (siga aqui no Linkedin e siga no Mundo Pauta) e o canal de Youtube.

E o nosso CURSO ONLINE DE MARKETING JURÍDICO.

Marketing: Tactics for improve the Sales

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All campaign need a planning. If not, you can a bad surprise with your final results. The all tactics for sales of create a better campaign need a detailed step-by-step. So, for create a mapping, you need make a Marketing’s plan. Too essential like a first step. You should do. After, you will can apply this 5 tactics for improve sales.

  1. CREATE AN INFORMAL PLACE FOR YOUR CLIENTS

Read this quote – ‘Nobody buy something’. But – ‘Everybody want a solved problem’. Problems are obstacles, if you understand about problems and obstacles, then you will go create a way without this ‘elements’. Try don’t sell, remember, nobody buy it. Create a ‘second’ confortable place.

How can you create a ‘confortable route for sales’?

a. Don’t follow the clients over store;

b. Ask one time if he\she want help. Don’t insist;

c. Leave client free walk;

d. If he\she come to you, don’t cut it and interrupt the conversation.

2. STOP SELL, TALK WITH YOUR CLIENTS

    If you think the client buy from you, you made a first mistake. Like a former topic – ‘Nobody buy something’. Let’s this case:

    If you will go buy a car, you would need know:

    a. If the car have power for trip;

    b. If the car don’t heavy consume fuel;

    c. If the car is easy repair and how much costs;

    d. How much it can hold of weight.

    You quit home to store with a ‘complete’ know-how that you searched before. In this case, the salesman don’t need sell from zero, but he can guide you to buy the better choice.

    3. SHOW SOLUTION, STOP SAY ABOUT PRICES

      When client ask about a product or service, you don’t say – ‘How much it is’, you say – ‘Do you prefer a specific model?’. The price come after. After your show all details of product. Don’t forget, when we talk about ‘PROBLEMS and OBSTACLES’. Price is a problem. When your client understand how much there product will solved your problem, the concept changed, it’s not more price, it’s a investment.

      Even expensive, he’s planning how pay it, it’s not a problem for he. Remember, first you show all benefits of product, after say how much it is.

      4. DON’T BE A BORING SALESMAN

        In fact, don’t be a salesman. Currently nobody want be salesman and other side, of client, don’t like a salesman. Change your mind about this. You are a ‘kiosk’s information’. Replace your concept about be salesman. If you can get it, you will sales more. Let’s see a skills for got it:

        a. Replace a ‘image’ that you have a salesman to a ‘kiosk’s information;

        b. Listen your client (and understand);

        c. Show all options that you have (don’t invent);

        d. Guide client to buy (don’t push);

        e. Offer (c) all options that can create interests for your client.

        1. MAKE A FRIENDSHIP LIKE A ‘COMMERCIAL’ RELATIONSHIP

        In world’s business, you know that have a lot difference between ‘social life’ and ‘commercial life’. But you can create a ‘artficial social life’ almost equal a ‘friendship’. You could have a relationship like a friend (you do), but you need remember (Friends Friends, business aside). Don’t create a obstacle in here.

        When i mentioned about ‘Commercial Relationship’, i want say that you should remove the barrier between you and your client. But don’t misunderstanding about what means commercial relationship here. It’s not means a same thing of social relationship (like social life) out work.

        Look at new concept:
        Commercial Relantionship means that you and your client will create a connection during this temporarily time (commercial transaction), where you will go listen, talk about, show and present all possible options. Without a role salesman, but like a friend.

        When this ‘commercial transaction’ over, the connection is over also.

        Conclusion:

        All time we study new tactics, actions, strategies and behavior’s profiles and how we will use it in daily. Before, you don’t need analysis alot datas (like currently), you had few information about your audience (was enough) and you got good final results.

        But nowdays, no. It’s not always enough, and it’s a very stressed in sometimes. I always recommend my students and clients, that you make plan each step like small actions (for Social Media), get the final results (record), not only for social media, but small action provide a minimium details (it’s not very complex), and then you can collect easily all these datas.

        When you need a make big decision, for create a complex solution, or create a enormous campaign, you had a rich database marketing. And even if rules changed, you will ready to any situation…or almost any situation. Till next time.

        If you have interest, sign my newsletter (Linkedin) and follow this blog (Corporate’s Blog of company Junqueira Consultoria)

        Pílula de Marketing (99) – A geração atual pode representar uma ameaça ao mercado corporativo?

        Apesar do texto provocativo, meu objetivo não é jogar lenha na fogueira. Não sou do tipo que fala “No meu tempo era melhor”. A confusão é basicamente que, gerações diferentes, produzem diferentes percepções. Quando crianças, adolescentes, adultos, meia idade, terceira idade, temos pontos de vistas diversos, que nos fazem compreender em um resultado de sensações e reações. Então quero trazer neste artigo uma solução, e não uma crítica negativa.

        Quem navega há pelo menos 1 ano na internet, já viu algum vídeo de exposição sobre as diferentes gerações. Demonstrando que a mais antiga não tinha nenhuma frescura e que faziam as coisas no modo ‘raiz’ e expondo que a mais recente é fraca e depressiva. Além do meme, temos que talvez parar de pensar em uma geração como um todo, e sim no conceito indivíduo. Se pensarmos assim, veremos que o produto da geração atual é uma soma das antigas, se você a chama de forte ou fraca, estará classificando suas próprias ações neste meio.

        A compreensão é clara quando falamos sobre um ponto. E nisso cito um estudioso sociólogo, falecido Karl Mannheim que destacava o seguinte. Que não é possível classificar um modelo geracional por um todo, quando que o foco no indivíduo nos proporciona uma visão mais específica, já que o grupo representa um ponto de vista (diferente). Assim não é possível falar que uma geração é melhor que a outra generalizando as características.

        GERAÇÕES.

        A importância do modo corporativo é que já anda adaptando o modelo algum tempo. Quando pequeno, lembro que a forma de trabalhar era presencial e 8 horas por dia. Ficar na empresa por 20 anos e se aposentar. Você trabalha para uma empresa e para os outros. A chance de ficar rico ou ser bem sucedido dependia das oportunidades e ‘sortes’ da vida. O tempo de precariedade da saúde física e mental é esmagadora, sem uma atualização do que é considerado ambiente tóxico, era comum termos mais depressão porém velada.

        Quando foi para a idade de procurar estágios e empregos, essa situação era bem diferente. Ficar na mesma empresa por 6 meses ou um ano era um projeto, fazer renda por fora ou ser autônomo, trabalhar presencial ou remoto, o conceito de freelancer nunca foi tão ‘presente’, escolher entre o lucro ou a saúde se tornou uma palavra comum e as leis precisaram serem atualizadas para abordar temas de ambientes mais confortáveis, chefes se tornaram líderes e empregados se tornaram colaboradores.

        Não é bem o ideal em todos os casos, alguns é até uma fachada. Mas a depressão advinda do corporativo não é algo atual, apenas que as pessoas usam o verbo para denunciar. E que há mais praticidade de gerar renda hoje é bem mais amplo do antigamente. É possível se destacar mais, há mais acessibilidade e oportunidades de criar um modelo mais ideal de vida que nós definimos. Ao contraponto no passado era – CASA – EXPEDIENTE – CASA.

        A geração anterior critica a posterior porque eles foram impostos. É uma coordenação comportamental. Se eu passei, você precisa passar. O argumento é que isso o ensinou a ser mais, e portanto, não há outras formas de passar pela experiência que não aquela que ele afirma. A geração atual quando for mais velha, falará a mesma coisa que atual. É um deja vu. Eu vi isso acontecer quando era pequeno e quando cresci vi a minha geração fazer a mesma coisa.

        INDIVÍDUOS OU GRUPOS.

        Nem todo mundo de uma geração é sucesso ou fracasso. Nem todo mundo da geração X se destacou. Nem todo mundo da geração Y caiu. A geração é um conceito sociológico para material de estudo, capacita os cientista social a avaliar as transformações, desde da interação e a transformação do ambiente como tal nossa forma de viver. Nos tempos antigos, não tínhamos celulares, era preciso ter telefone discado ou orelhão.

        Anterior á isso, cartas a punho, rádio e televisão preto e branco. Antes, telégrafo e telegrama. Antes, pombos correios e courier pessoais. Antes não havia como avisar, era por acaso. Ou nem por acaso, não sabíamos que haviam outras pessoas vivendo por aí. A geração dos homens das cavernas seriam melhor ou pior que a nossa? Nada era dado à eles. Eles precisavam caçar. Precisavam sobreviver. Depois criamos as cidades, nos socializamos e criamos o conceito de apreciar a arte como expressão tanto emocional como comercial.

        Será que a geração da época da pré guerra mundial (1 e 2 ª) seriam melhores que a nossa ou pior? Será que por terem tido uma guerra foram precursores de maus costumes? Ou nem todos poderiam ser julgados nesta mesa? Quem dava as cartas? Se aplicarmos as nossas observações, não há como medir se uma geração era melhor ou pior. Os indivíduos que nela habitam são pertencentes a uma classe ego. Não dá para dizer que a geração Alfa vai ser pior porque olhamos para 100 pessoas.

        Daqui a algumas semanas ou meses, esses resultados mudariam. Talvez não fossem realmente precisos, porque uma pessoa responde a um estímulo diferente da outra e pode ser que ela não estivesse tão disposta a responder naturalmente. Será que seria capaz de nos oferecer um resultado que taxasse a geração por completo?

        Não é possível definir uma geração por uma pessoa. Mesmo que não tiremos essa informação de um experimento. Vejamos por quê e com alguns dados um pouco mais ‘intercalados’:

        • A geração de Einstein – Por que nem todos eram tão inteligentes quanto ele?
        • A geração de Michaelangelo – A mesma pergunta.
        • A geração dos primeiros reinados da China – Quando navegantes, antecederam os europeus, seriam melhores ou mais antigos?
        • A geração da Guerra Fria – Todos eram a favor, contra ou alienados (intencionais ou não)

        Se julgarmos a geração atual por 100 indivíduos, nossos pais foram culpados pelas guerras dos século 20. Todas. E nós inclusive. Porém sabemos que a decisões da crises e guerras independem muitas vezes da nossa própria existência. Olhem para o quadro geral dos conflitos militares do tempo atual, são liderados por pessoas nas casas dos 60-70.

        Há empresas atuais que estão falindo, percebem? Livrarias desapareceram? Fundadas por pessoas da geração anterior a Baby Boombers. Serão esses piores? Nem todo mundo criou um empreendimento também. Apuração neste caso precisa levar em conta a pessoa e não um gurpo. E o que nos leva a pergunta desse título que provoca.

        A GERAÇÃO AMEAÇA O MERCADO CORPORATIVO?

        A geração atual e a futura (Alpha) nasceram no mundo digital (nativos digitais), criaram um laço construtivo com uma realidade que há 30 anos nem era possível que há 100 anos era uma utopia e que há mil anos pertence a um mundo diferente do nosso. Eles são constituídos por uma outra visão de um futuro mais amplo. Mas são formados por outros blocos de saberes.

        Esses blocos se autoexplicam pelo fato de pessoas da minha geração quando pequenas adorarem por exemplo os anos 40-50, gostarem de ouvir músicas nos rádios como se fossem destas décadas, tocarem piano e contemplarem o futuro cultural da música erudita, eternizando-as. E aqueles que espelhavam ao mundo que viviam ao tempo presente para frente, que trabalharam neste novo ciclo, uma cultural diferente dos anos 80. Menos punk, mas punk-neutro.

        Quero dizer, existe uma mistura de gerações em uma. Não é a geração Millennium. É a geração Veterana, X, Baby Boombers e a geração clássica (1700 pra baixo). Não cultuamos os antigos hábitos? Como eles ainda permanecem? Como transmitimos essa cultura através dos tempos? Apenas os curadores e museólogos? Nada disso. Há uma mistura. Não apenas dos grupos, mas das pessoas.

        Será que a ameaça o mercado corporativo? Será que levam os pais nas entrevistas de empregos? Na minha época, quando criança, os pais faziam os deveres de casa dos filhos. Ou as pessoas terem medo de lidarem com o mundo que exige produção? A minha geração e a anterior também tinha medo, mas a gente não falava. Só não levamos os pais nas entrevistas, porque não era um hábito. E nem todos teriam?

        Sim, porque a minha geração não levava na frente do recrutador, mas ia com os pais até o local de entrevista – SIM. E não há nada que faça esse comportamento ser um pivô mais desconstrutivo de todo uma engenharia que se fez por milênios, cair porque uma geração parece bem diferente da nossa? É como ter medo do mundo acabar. A terra esteve em chamas em seus primeiros milhões de anos, até secar e virar uma pedra resfriada, parecendo um carvão e mesmo assim ficou intacta até hoje, independente do que nela aconteceu, até pela teoria da extinção dos dinossauros, ela parece não ter se abalado quase em nada.

        A sociedade não está mais fraca, mas está mais acomoda devido a tecnologia. Ninguém precisa sair para caçar, nem correr de predadores, porque sua casa está bem protegida. Já temos tecnologia para nos permitir comunicar, não precisamos desenvolver um sistema que nos permita fazer isso. O que podemos agregar é que a criatividade continua em alta. E se a permissão de dizer, é o que tem mantido as gerações em produção constante.

        O ser humano não vai ficar acomodado. Quando o homem da caverna desenvolveu a agricultura, ele não precisou sair para caçar todo dia. Diminuiu as chances de morrer, também aumentou as chances de crescer a tribo. Foi assim que desenvolvemos as primeiras cidades. Nem por isso a geração matou a humanidade e tampouco ameaçou algum mercado que fosse. Na realidade até progrediu.

        E quando nos tornamos sedentários quanto a necessidade de procurar um Mamute quando podíamos plantar tomates. Surgiu os que procuravam uma forma de tornar agricultura mais sofisticada. Dali foram outros inventos e experimentos para chegarmos ao ponto que somos hoje. Uma civilização avançada. Alvenaria, sistemas de metrópoles e evolução. Nem todos contribuíram, e nem todos foram famosos, mas fizeram parte de um ecossistema que se fez existir e coexistir.

        A resposta é não. O ciclo da vida sempre se repete na terra e na humanidade. Estamos chegando em um ápice da inteligência artificial. Nosso próximo passo é criar uma oportunidade sobre o que esse determina. Será que o sistema vai precisar de ser humanos para trabalhar? Mas sem renda, como a gente compra? Será que isso vai finalizar o sistema de capitais e teremos de alguma forma substituí-lo com um sistema de reputação?

        É a soma dessas gerações é que irão construir este novo modelo. Até a próxima!