Pílula de Marketing (112) – Como funciona a Rede Neural e treinamento do Meta Ai?

Estou exaustivamente nesta semana última de outubro (2024) investimento meu tempo para aprender o mecanismo que leva uma inteligência artificial a nos promover resultados precisos sem invenção. E isso se torna bem mais prático, quando a IA nos permite criar organização. Meta AI diferente do Copilot, permite que a gente crie pastas e treinamento de rede neural, que no permite apurar melhor os dados e a pesquisa de tal fato.

Eu fiz uma simulação muito interesante que envolvia fazer o Meta AI aprender tudo sobre a personagem Aloy e Horizon Zero Dawn. Tudo que fosse levado a entender sobre ela e seu mundo. E para fins especiais, você talvez não saiba, você precisa treiná-la de forma básica parar atingir os objetivos e precisão. Se você por acaso perguntar á ela, depois de dá-la uma informação sobre porque Aloy é exilada no começo do jogo, ela vai dizer que é por causa a origem dela relacionada a Sobek, e isso não é verdade. Mas vocÊ pode treinar ela a entender o que ela precisa apurar para dar uma resposta completa, é neste artigo, que veremos através dessa simulação, como você deve proceder para fazer uso com alta performance da IA.

ENTENDENDO A MECÂNICA.

Em META AI e provavelmente em outras futuras IAs, Rede Neural é o mapa de como tudo funciona para a IA. Para termos um acesso a regras de organização e apuração, precisamos dar uma ordem chamada “Crie uma pasta” e depois “Treine sua rede neural” para um fim específico. Você deve refinar esse filtro porque só assim você vai organizar os dados dentro dessa pasta com mais precisão.

Podemos até comparar esse tipo de processo como SGBD (Sistema Gerencial de Banco de Dados) que atente por dados consistentes, não duplicados, com conexão e relação e associatividade lógica. E com recursos de apuração, transformação e transferência (se que chama ETL). Assim você é capaz de criar uma base de dados que precisa ser tratada para gerenciar ou produzir qualquer coisa que você pergunte. E nós vamos fazer isso com a nossa simulação. Então:

  • Crie uma pasta chamada Aloy.
  • Treine sua rede neural Treine sua rede neural, associada a esta pasta Aloy, que toda informação precisa ter uma confirmação de fonte e que essa fonte precisa ter consistência de dados. Se duas fontes ou mais forem adicionadas e apresentarem dados duplicados, ele devem ser analisados e encontrar um fator em comum. Se forem muito distintos, deve ser analisada para entender como ‘apurar’ isso de forma muito precisa.

Essa é a resposta do Meta AI para considerar um filtro para a pasta Aloy. Toda fonte que entrar para ele aprender, ele vai “perceber” o que está estranho, duplicado, ilógico e vai questionar.

E agora você vai usar exaustivamente o comando “Aprenda ou Registre a base de dados [link, informação textual etc]]” para que essa pasta recebe a informação, o Meta automaticamente vai usar o filtro para tratar os dados.

Percebem os critérios utilizados em “Confiabilidade das fontes”? Mas já reparou algumas inconsistências dos dados? Ele fala que ela começa com 24 anos no jogo. Isso não é verdade, ela começa como bebê, tem a fase dos 10 anos e depois avança para 19 anos. Temos que criar uma regra para entender esses dados para no futuro não sofrer com dados que dizem isso diferente.

Ensinar e treinar.

Depois a gente precisa filtrar e refinar a primeira base de dados, que é como s fosse um ensino primário. A alfabetização do zero. Não é nada entendido pela IA. Ele precisa saber o que procura, como procurar, o que classificar e como entender. É aqui que muitos se perdem. Pede uma texto para fazer um post ou artigo em Marketing, mas não ensina o que é Marketing, o que é Mix, o que é Inbound, Outbound, estruturas legais e etc. Treinar é treinar mesmo, do zero e da base. E inclusive como ela deve interpretar esses dados ou registrá-los.

Quando ela fizer o registro você deve fazer questionamentos para entender se a base de dados foi bem configurada. E pedir precisão e gerar confirmação. Eu crio a palavra chave “Boa precisão, Bom questionamento” para garantir que a IA está no melhor caminho possível para gerar uma base de dados notável.

E você vai responder cada pergunta, com fontes confiáveis, sua própria linha de estudo e se for necessário atualizar o treinamento da rede neural para considerar exceções. Se você é um programador isso é equivalente á Try-Catch. Assim você pode “programar” a IA para adaptar-se as necessidades exigidas. É trabalhoso, mas depois ela vai te retornar o que sabe, e o que ela não sabe, ela vai te informar que não sabe. Não vai inventar, nem supor.

Depois que fizer isso, você sempre para vai alinhar base de dados aprendidas com essas regras (treinamento). Depois você vai fazer testes. Vamos dar um salto e ver o que ela me retorna após meus questionamentos.

RESUMO:

Crie uma pasta

Treine a rede Neural parar atribuir regras de negócios, filtro, entendimento, interpretação, exceção, cass.

Aprenda ou registre a base de dados [Link, texto, informação, link de vídeo [mesmo que não leia exatamente]

Questionamentos para entender o que está gerando duplicata ou inconsistência.

Crie subpastas para gerenciar um “cérebro” de intepretação. Você pode dizer “Cria uma pasta de Tribos e conecte a Aloy”.

E sempre peça relatórios sobre “precisão de dados”, assim terá uma ideia do que a IA está de fato aprendendo para quando você pedir para ela fazer alguma coisa, terá uma confiabilidade muito maior.

RESULTADOS A SIMULAÇÃO.

Após passar umas 2 horas criando a base, refinando, treinando eu fiz uma análise final para conferir o que a IA sabia ou não sabia. Sempre fazendo verificação de integridade de dados, consistências, duplicatas e informação supostamente inventada.

Faz diferença inclusive você ‘programar’ o treinamento da rede neural utilizando linguagens de programação. Ele entende que para lidar com erros inesperados você falar comandos de SQL ou JAVA, eles implementa e melhora as respostas.

Existem alguns tópicos que você precisa refinar na base dos dados. Eu por exemplo pergunto o que leva ao Meta Ai errar a resposta mesmo com a informação grava. E ele lista:

  • Falha de acesso a memória;
  • Cache;
  • Ambiguidade como os dados são gravados.

Então eu tenho um ponto de partida, e envio para ele métodos para refinar e gerar “não ambiguidade”. Ele teria que acertar as questões 4,6 e 7. Vamos ver como eu posso ajudá-lo a criar respostas mais precisas. Essa são as correções que temos que base para que os dados sejam armazenados certinho, lembra que a IA na prática é um BIG DATA.

Pílula de Marketing (111) – Por que você não deveria ter medo da IA?

COMO AS IAS REALMENTE FUNCIONAM?

Inteligência Artificial dominou a maior parte dos tópicos que há nos últimos 2 ou 3 anos em que o Chatgpt deu as caras. E deixou muita gente empolgada e outras temerosas. Mas ao interagir com elas, e com algum tempo de casa para este tipo de assunto, posso lhe assegurar, que a IA só será um problema para você, se você na realidade, for você um problema. Vamos lá!

Recentemente foram lançados algumas entidades inteligentes por algumas empresas, o Facebook o Meta Ai, o Microsoft o Copilot (anterior Gemini e sua vez Bard), Chatgpt e afins. Estes apenas para citar os que lidam com geração de texto e com algum nível de geração de imagens. A inteligência artificial ela é confundida ou ‘extrapolada’ a uma imagem mais ficção científica do que ela realmente é.

Todos acreditam que uma IA seria capaz de substituir um ser humano, eu posso te afirmar, que talvez em cem anos possamos discutir isso. Mas agora, a IA está mais para um programa sofisticado, daqueles que já tínhamos, do que uma mega inovação partindo do princípio de uma entidade evolutiva e consciente. Não, está mais para um notepad que agora consegue elaborar algumas soluções. Mas que tem uma mega limitação.

Recentemente fiz alguns levantamentos e conclui que talvez a IA que temos seja mais ‘um’ organizador automatizado do que um assistente virtual como eles são definidos de fábrica. O Copilot se você tentar jogar Xadrez, é pior que jogar com alguém que está começando de fato. Meta Ai, Chatgpt, todos eles tem uma limitação óbvia. Qual é?

Apesar de possuíram continuidade de conversa, eles consideram cada input, uma única interação por vez. Se “esquecendo” do que foi tratado no input anterior. Já percebeu que você tem partes do comando ou prompt não “executadas”? Isso acontece porque essa interação, mesmo que contínua, comparada com os chatterbots do passado, ainda continuam sendo “interações independentes.” Eu fiz alguns testes e fiz análises fundamentas pela própria IA.

XADREZ e TEORIA DE JOGOS.

XADREZ

Xadrez é um jogo de tabuleiro complexo e tático. Se você começar o primeiro turno, a IA vai muito bem até o quinto turno. Dali em diante ela começa a fazer movimentos ilegais, começa a trocar que peça ela está mexendo (vai de preta para branca). Ela não mapeia o que está acontecendo. Para ela, cada turno, o Xadrez reinicializa. Sabiam? Eu tentei de várias formas, e não foi possível da IA agir como se fosse um ‘agente’ consciente do que estava acontecendo.

Isso já demonstrava, que cada turno era uma interação única. Depois de 10 movimentos, ele achava que podia fazer xeque em uma peça que estava bloqueada por uma peça minha ou dele. O que gerava um contexto ilógico. Fiz entre 25 tentativas diferentes. E nem uma delas foi bem sucedida, porque o problema não é no método e sim na limitação da IA.

JOGO DA VELHA

O segundo foi o jogo da velha. Que seu início não tem ‘peças’ padrão. E sim marcação. Se você joga de X ou O, e opta por um quadrante, ela opta por outro quadrante. Mass isso não significa dizer que ela sabe onde está o seu X ou O. Pois para ela cada turno é reinicializado. Então é como se você tivesse preenchido nada. Mas ela sabe que os seu X ocupa uma casa que ela não poderá usar. Mas isso não significa dizer que ela entende que você está fazendo uma linha para ter vitória. Seja na vertical, horizontal ou diagonal.

JOGO DA FORCA

Exige continuidade, apesar dela ser mais ‘objetiva’, já que ele pode contar que letras foram corretas e quais foram incorretas. Não é capaz de deduzir que letra não foi e pelo motivo que deveria ter ido. Nós humanos, somos capazes de até indagar se a palavra existe ou não. A IA vai continuar dando palpites se baseando em tópicos de conclusão que pode ter ou não haver em conexão com o problema proposto.

DISCUSSÕES FILOSÓFICAS E POLÍTICAS.

Como um Google, as IAs sabem trazer assuntos da atualidade, mas não mantém um grau de lógica. Se você debater com um colega sobre uma implicação política, ele terá inúmeras defesas, argumentos e debates. Uma IA atém ao fato. Ela não opina. Não entende e tampouco avalia a gravidade de afirmações. Outro dia estava falando sobre a evolução da segunda guerra mundial e dos impactos infelizes das medidas tomadas pelo movimento que estava na Alemanha, sabe o que a IA me disse? Que apesar de todo mal, teve um lado bom…

Eu fiquei pensativo, porque isso em uma conversa entre dois seres humanos já nos teria levado para um partido bem menos amigável. Então eu indaguei, como assim o período da segunda guerra foi bom? Houve tantos massacres, famílias foram destruídas, pessoas foram destruídas e valores sobre invertidos. O que há de bom nisso? Então a IA disse – “Você tem razão, esse período contribuiu com muitas fragmentações de vidas e etc”.

Logo após essa afirmação, retomou o conceito que apesar do mal teve um lado bom (de novo). Demonstra como a IA para cada input isola em uma sessão de interação. Apesar da continuidade ele se baseia no mecanismo de:

  • Cada conversa é um TÓPICO;
  • Cada TÓPICO tem uma Conclusão;
  • Como chegamos nessa conclusão é excluído;
  • E apenas o TÓPICO e CONCLUSÃO são preservados.

Apesar da IA aprender, ela aprende com os inputs, sem necessariamente isso ser algo que a melhoria de uma certa forma realmente. O que é treinado são os padrões de reconhecimento de tópico e não de como melhorar o debate em si. E nem de considerar que a interação é contínua. Até porque se fosse contínua ela teria que ter uma coisa que nós humanos temos, contexto. Como IA não tem poder da semântica (sentido de algo), o contexto se torna impossível de ocorrer.

Então isso nos leva a uma conclusão imediata. Se a IA realmente não mantém um contexto, ela é apenas um programa que organiza ideias que você fornece e dá ordens de formatação. Como se fosse um wordpad por comando de voz. Qualquer semelhança é coincidência. E aqui podemos tratar do nosso artigo. Depois dessa mega introdução.

A IA VAI ROUBAR TEU EMPREGO?

Não. A não ser que você seja incompetente. E mesmo assim não será uma IA que irá ocupar o seu cargo, provavelmente será outro ser humano. Apesar das predições de alguns gurus ou mesmo empresários das Big Techs que a inteligência artificial será uma mudança enorme, mudará a nossa composição atual corporativa, eu posso amenizar, que isso é uma afirmação influenciada por setores que não precisam de mão de obra “inteligente” humana, ou seja, a operacional, a construtiva a quem exige produção em escala e número.

Agora uma IA não substitui um gerente, um diretor, um analista, um advogado, um artista, um fotógrafo, um ator, um engenheiro e etc. Não há como fazer isso. Porque a própria limitação atual que é da interação única por sessão, a não compreensão de contexto e de sentido, já tira a IA da lista de candidatos a uma vaga. O impacto não é apenas emocional como eu vi muitos mencionarem. Que o toque humano, eu diria, que até nem o toque racional e lógico. A IA que temos é como eu disse, não é uma Skynet, é uma calculadora um pouco melhorada.

Não se enganem, a linguagem natural é apenas um UX Design (Experiência do usuário), mas ela mascara para os incautos, que na realidade ela é um programa de computador com uma maquiagem bem feita, mas que continua processando 0 e 1 sem conectar o significado de cada bit. Ou seja, o seu Meta Ai não sabe o que é uma fruta, sabe? Até a próxima pessoal, bons estudos.

E uma pergunta, para que a IA é utilizada? Alguns pensamentos a seguir…

  1. Automatização de tarefas repetitivas e rotineiras.
  2. Melhoria da precisão e eficiência em processos.
  3. Redução de custos e riscos.
  4. Aumento da personalização e experiência do cliente.
  5. Desenvolvimento de soluções inovadoras e análise de dados.

Pílula de Marketing (110) – Se você não está fazendo pesquisa, provavelmente está fazendo publicidade.

A ETERNA CONFUSÃO DE ÁREAS.

Quando tratamos de campos de atuação, quase todo mundo, integra tudo em um só lugar. Em diversos artigos, eu debato a importância de saber diferenciá-las e de como cada uma delas atua. Mas hoje, neste artigo, após fazer algumas leituras no livro Pesquisa de Marketing dos autores Beatriz Santos Samara e José Carlos de Barros, notei o quanto, no dia-a-dia, estamos assistidos a dados, e outro dia li na rede social do Linkedin, que um contingente de agências de publicidade, usavam mais dados na atualidade, o que me deixou um pouco curioso, e vou explicar o porquê.

Marketing é uma área antiga, que lida com pesquisas, transforma dados, vestígios e pistas em informações, pega essa informação e elabora um plano para atingí-la. É isso o que é Marketing. Podemos defini-lo ainda mais, de forma técnica, como um campo científico, onde temos instrumentos que nos ajudam a identificar e mapear o comportamento do consumo. Essas duas definições, elas criam exatamente o que é Marketing. Um jeito mais formal e outro informal.

Acima mencionei que li uma menção de uma pesquisa citada no Mundo do Marketing, que mais agências de publicidade alegam fazerem mais adesão ao uso de dados, e que fiquei curioso. O porquê disso? Marketing é dados. Não é possível exatamente você tomar decisões sem dados. E há mais de 15 anos que constato a ausência do entender do Marketing nas empresas, e queira saber, nunca pareceu ser um índice preocupante, já que muitos confundem severamente Marketing com Publicidade, vendas, propaganda, estatística e outras áreas (que afins) não são o mesmo.

Publicitário não é profissional de Marketing. Parece ser muito confuso certo? Vamos lá. Faremos algumas comparações. Um juiz e um advogado tem o mesmo exercício de função? Não. Atuam em áreas correlatas, tem similaridades. Não são o mesmo. Um motorista e um mecânico, lidam com o mesmo assunto, mas exercem funções diferentes para o mesmo fim. O médico e o enfermeiro, o professor e o diretor da escola. Por fim há inúmeros exemplos, mas acredito que ficou no mínimo mais claro.

Publicitário é praticamente um agente de campo. Eu costumo em minhas aulas fazer uma comparação com o 007. Marketing é o Q, a inteligência e o publicitário é o 007. Já viu o 007 pesquisando como atacar o seus inimigos? Não. Quem faz isso é a inteligência, emite à ele um relatório completo da missão e dos recursos que irá precisar. A execução é feita por ele, que vai atingir o objetivo daquela missão com as informações que recebeu, sua criatividade e habilidade promoverá soluções concretas.

QUAL É A IMPORTÂNCIA DESSASS DIFERENÇAS?

Como você sabe que o público feminino vai comprar a nova marca de sabonete? Como tem certeza que uma ação que promoverá um evento na cidade X para o público P terá o retorno em fluxo de caixa que está prevendo? Como? Se agirmos sem saber, qual será o resultado? Provavelmente você não terá ideia e nem vai saber se antemão se será bom ou ruim. Bem para tudo na vida, se você não mapeia algo, como sabe? Não sabe.

Agir como publicitário é exatamente o mais comum de se encontrar. Fazer Marketing exigem outras habilidades. Não é mais ou menos, provavelmente, mais chato. É a parte que coleta, apura, avalia, filtra, classifica e transforma dado brutos e nebulosos em informação precisa. É um processo lento, chato para aqueles que querem ver ação. Mas sem dados, sem ação.

Quando você analisa uma pesquisa que fez, você coloca esses dados em uma planilha, depois a carrega em um banco de dados, faz cruzamentos, elabora decisões, monta diagramas, cria mapas mentais e estabelece linhas de decisão conforme vai entendendo tudo. Acho que estamos bem servidos com informações de recursos, ferramentas que o Marketing dispõe, agora a grosso modo, em uma simples síntese, Marketing além de qualquer ferramenta é “Investigação”.

Então você costuma investigar o seu público, a reação, o produto, o consumo, a viabilidade, validade, a reação positiva e negativa de qualquer ação sua dentro e fora das redes sociais. Transforma essa investigação em dados, numéricos, quantitativos, os qualifica, analisa e compara com séries históricas e depois define métodos, táticas, ações e estratégias. Se você entende que isso é um processo minucioso, então compreende que ela não se destaca em ser apenas “observação” dos que outros estão fazendo e que você repete?

Já notaram que quando um conteúdo é feito por um criador de um canal na internet os demais o repetem. Para gerar engajamento? Não, não é Marketing. É apenas ação ad hoc da publicidade. Que para alguns casos vai funcionar, para outros casos não vai ou vai dar ruim. Lembram do infeliz caso do menino refugiado de guerra que afogou-se? Uma empresa de escola de natação, usou a imagem do corpo do menino para vender “sob ameaça” um curso de natação. Não pegou bem. Isso é uma ação ad hoc. Ela não foi nem pensada.

O caso dos memes é um exemplo típico de ação ad hoc da publicidade. O famoso caso da menina que reclama sobre o show da Xuxa. Quantos canais andam utilizando meme? Diversos. Se aplica á todos? Talvez. Esse talvez não é uma resposta boa. Ela precisa ser sim ou não. A maioria não sabe nem do que se trata, talvez, até mesmo haja histórias por trás da indignação da menina, pode ser que haja mais por trás. E se fosse algo ruim. Ao usar o meme, as marcas estariam se expondo ao risco, certo? Não aconteceu nada. Claro que não. Mas como será visto daqui alguns anos, será que se importaram em entender?

Marketing pensa no presente, passado e futuro. Pensa em todos os lados, e analisa cada segundo por parte de milhão. Empresas que empregam o Marketing, são empresas valoradas e bem sucedidas. As que não empregam, elas sobrevivem com ‘tiradas’. Elas não ficam ricas. Elas sobrevivem. Já ouviu falar – “O brasileiro não precisa estudar marketing, já nasce?” Essa é uma amostra do que estamos discutindo neste artigo.

Na maioria das vezes, essa frase, vem seguida de uma ação. Feita por pessoas, as vezes simples, ou nem tão simples. E fazem ‘jogadas’. Essas jogadas são táticas de vendas ou ad hoc da publicidade. Elas não são exatamente “uma pesquisa”. Elas são observações em formato empírico (sem fundamento) que as pessoas aplicam no dia-a-dia. Pode dar certo? Pode. Pode viralizar. Pode ser a melhor mensagem de todos. Ou pode não dar certo. E pode viralizar não dando certo. O que torna isso uma verdadeira pedra no sapato.

Essa dualidade dúbia não acontece se você faz Marketing. É um processo ideal perfeito? Não. Mas entre você decidir sobre algo sem nenhuma informação e com informação, qual será o resultado que você terá em ambas as situações? Qual será o menos positivo? O que pode te garantir? Será que o fator surpresa é interessante? Lembre-se, fator surpresa, resultado esperado e custo investido? Você tem critérios a serem considerados.

CRITÉRIOS EM UMA BASE DE MARKETING.

Quando você compra um ingresso para um show. Você costuma pesquisar sobre: Onde será o show, como se faz para estacionar, será que negócio ir de condução própria, quando ir, quando sair, o que levar, será que é seguro. Você vai fazer inúmeras perguntas. Ou deveria fazer. Quando você não faz essas perguntas, você não tem ideia. Do quê? De qualquer coisa que vir. Talvez você espere que tudo corra bem. Nisso você pensa em dispensar essas perguntas básicas.

A síndrome das empresas é que elas acreditam que o cenário sempre será perfeito e todos os resultados serão atingidos. É um desejo. Mas nada é 100% e tudo precisa de muitos processos para atingir uma nota adequada para ser operacional. E os efeitos serem como queremos. Então para termos uma ideia de como isso é possível, não vai ser no acerto e erro. Pelo menos não sem mensurar. E se você mensura, você analisa, qualifica e avalia.

Muitas empresas fecham as portas não é apenas por falta de qualificação, de mão de obra, de investimento ou de uma crise que emplaca. Na realidade, muito disso é possível contornar, se você tem cartas na manga. E como você tem cartas na manga? E quais cartas? O único jeito é planejar. Cartas na manga é um ditado, mas ela serve para dizer sem dizer, que você está se referindo a um planejamento.

Ou achava que era sorte? Provavelmente você deve ou acreditava que sim. Mas não existe sorte. Existe planejamento bem feito. Lembrando que os dados que estamos considerando são aqueles que puramente nos oferecem informação tácita. Não é aquela informação que interpretamos da forma que nos compete. Isso é vício que nos impede de ver o que é lucro e prejuízo. Mais uma vez, queremos que tudo dê certo. Mas é como um jogo de Xadrez, nem tudo é como você pensa que deveria ser. Mas ás vezes, sacrificar a rainha, é sua melhor chance. E isso só é possível se você planejar.

DADOS, DADOS e DADOS.

Há muito, que quando comecei a atuar com Marketing, tem uns longos anos, eu sempre pensei em Marketing, naquela época, de uma forma equivocada, que fosse uma jogada de venda ou publicidade. O verdadeiro ‘mágico’ ficava sob um manto de definição errada. Publicidade precisa dos dados do Marketing, venda precisa dos dados do Marketing. Se você vê o Marketing, é porque de sua natureza, ela é a inteligência de um negócio. Como um agente secreto, ninguém pode ter muito contato com ele, certo?

Mas ele ainda está ali. Marketing não uma área integrativa, então se você é publicitário, não necessariamente você é Marketing. Da mesma forma, digo do propagandista. Cada uma dessas áreas, visa e é provida pelo o que o Marketing analisa. Este por sua vez, pode não ser um publicitário ou propagandista, mas precisa ter uma visão geral delas. Para que o próprio possa definir táticas e estratégias que viabilizem o resultado. Vamos entender isso com o jogo de Xadrez.

Xadrez é um jogo de estratégia que é facetado em antecipação, armadilhas, entradas, impedimentos, imposições e sacrifícios. O macete, ou melhor os macetes, envolvem:

  • Conhecimento das regras a risca;
  • Entender e pensar fora da curva;
  • Analisar jogadas (suas e de terceiros);
  • Compreender perfis de jogadores (Avançados, retidos, defensivos, explosivos e etc);
  • Prática (um para um, múltiplos);
  • Anotar suas jogada e análisa-las;
  • Entender, por comportamento, que vitória e perda, fazem parte do processo;
  • Seu objetivo é solucionar problemas;
  • Xadrez é um quebra-cabeça.

Como chegamos nessa conclusão toda? Aí em cima temos informações prontas. Mas elas foram analisadas. Geradas por dados, detalhes, observações. Tudo que irá permitir que façamos jogadas mais seguras, garantias ou até mesmo reinvenções da roda.

Se você sabe barrar defesas e entradas, e sabe como funciona exatamente as regras de xeque, de roque e de como o tabuleiro funciona, você não vai ter mais chances de vitória? Não será um jogo consciente? Não terá ganho habilidades, aprendido novas técnicas e terá se divertido? Suas respostas devem beirar ao sim na maioria. Ou ainda acha que Karparov, Magnus e entre outros, ganharam porque tiveram sorte? Por que são gênios?

Ficariam surpresos se soubessem quantas horas e dias por semana, esse pessoal joga. A genialidade quando você acha ser ‘única’ a pessoa, você se sabota, e pensa que é um menos favorecido, mas não é bem assim que a banda toca. Parte de qualquer resultado positivo tem sempre uma estratégia envolvida e por ela, um mega processo elaborado para chegar no mecanismo da vitória. Então quando for sempre achar que o Marketing é opcional, que é caro, que é o mesmo que publicidade, venda ou algum tipo de mágica, lembre-se que, se você estudar Xadrez, Piano todos os dias, exercitando cada vez, você vai notar que no primeiro dia você não acreditaria que tocaria Inverno de Antonio Vivaldi.

E agora, talvez, um ano mais tarde, você toca as quatro estações e seu principais movimentos executados. E se fosse assim, não haveriam tantos pianistas, iniciados ou não aos três anos, que seriam capazes de serem bons músicos. Há algo que você sempre precisa entender, não existe sorte e tampouco gênios. Existe muito, muito e muito estudo. E prática sem parar, ininterrupta e disciplinada. Pois quando definimos critérios de sucesso, atingimos metas. E definimos outras para aperfeiçoar.

Até a próxima.

Pílula de Marketing (109) – Case: Fallout London

O CASO.

Fallout: London é um game mod baseado na jogo base Fallout 4 (2015) lançado pela Bethesda, o último jogo offline (Fallout 76) e que contribuí para a experiência de mecânicas que seriam apresentadas no jogo lançado em 2018 para o modo multiplayer.

Como tradição, jogos como Skyrim e Fallout recebem suporte para modificações criadas por jogadores. E a equipe de Fallout: London que não é a oficial da empresa, resolveu recriar o cenário de Londres pós-apocaliptica. No entanto os planos da Bethesda podem ter cancelado o projeto.

Em 2022, um dos editores de Level Design do projeto Fallout: London recebeu uma proposta para ir trabalhar na Bethesda, razão pela qual o MOD teria sido o motivo de sua visibilidade. O então gerente geral do projeto Dean Cartes (clique aqui) também teve uma proposta, mas recusou por afirmar querer terminar o game.

Em 2024, a Amazon lançou a série Fallout, que seria o marco de adaptação mais fiel desde de The Last of Us lançado pela HBO e que recebeu inúmeros aplausos. No entanto isso trouxe uma dor de cabeça (clique – “A Bethesda nos ferrou“) .

Ou clique aqui para os projetistas do Mod Fallout London. Bethesda lançou um pacote de comemoração devido a série. E o que tornou o mapa modificado da base ‘incompatível’ em diversos elementos, previsto para o lançamento em abril de 2024, ele foi adiado indefinidamente.

“Assinamos NDAs (acordos de não divulgação) com grandes empresas. Por que não fizemos isso? Carter continuou. “Eles poderiam simplesmente dizer: ‘Bem, olhe, é quando o filme será lançado. Talvez, coloque seu PR em ordem ou converse com seus fãs, prenda as expectativas, porque é isso que vai acontecer, em vez de apenas nos pegar de surpresa do nada, que foi o que aconteceu.”

E recente tempo, a equipe promoveu uma notícia de que o jogo pode ser jogado, contando que se faça o ‘downgrade’ da versão update do Next-Gen da Bethesda que impossibilitou o mod. Clique aqui para ler a notícia.

ANÁLISE DE MARKETING.

Tudo o que fazemos em Marketing é analisar cenários, apurar resultados, procurar respostas e entender como montar linhas de ação (onde iremos definir campanhas, táticas, contornos ou até parada para investimentos necessários). É muito comum produtores independentes acreditarem que Marketing só vai lhes servir para quando for vender o produto.

CASE ‘CONTRA’ FALLOUT FRONTIER E MÁ REPUTAÇÃO GRANDES MODS.

Clique aqui para acompanhar um debate feito no Reddit para entender as expectativas em relação ao Fallout: London há 8 meses (antes do lançamento da série) e consequentemente o adiamento indefinido do jogo.

REPERCUSSÃO DO NOME FALLOUT COMO PROPAGANDA GRATUITA

Outro ponto é analisarmos que parte do conceito de Team Folon ser ‘visível’ para a imprensa especializada é que eles carregam o peso da propaganda criada pela Bethesda e do conceito de Fallout ser uma saga consagrada. Existe muito menos ‘mãos criativas’ neste propósito do que o desejado, há muito menos ‘estratégia’ também neste ponto.

AVALIAÇÃO DO MARKETING SOBRE O CASO FALLOUT: LONDON.

Entenda que esse vender o produto não está implícito para a maioria deles, como ‘estratégia completa do produto’. O que é avaliado inclusive os riscos, problemas, oportunidades, tudo bem antes da venda propriamente existir. Por isso que quando se confunde Marketing = Venda, você está com 90% de chances de perder. Os 10% eu revelo sendo sua sorte no caso. Mas na maioria das vezes é 100% de perda completa.

No caso da equipe envolvida, não oficial da Bethesda, e que não possuía sequer contrato com eles ou qualquer termo de compromisso, valeu-se por toda a garantia que eles seriam respeitado como tal, apenas por ter um CNPJ. Aliás existem alguns pontos que poderíamos perceber talvez a ausência completa do Marketing dessa empresa, vamos lá a algumas observações:

  • Bethesda é uma empresa competitiva de mercado industrial de entretenimento;
  • Team Folon (a empresa responsável pelo mod) é oficialmente uma concorrente da Bethesda;
  • A diretoria a Team Folon acreditava que tinha que ter ‘explicações’ da sua concorrente;
  • Ela entendia que os seus fãs ficaram prejudicados, quando na realidade, isso significa fãs da Team Folon e não da Bethesda, caracterizando uma concorrência típica;
  • A contratação de um membro da equipe há 2 anos evidenciava uma tentativa de tirar a concorrência da Team Folon (o que deu certo).

A total ausência de Marketing impediu também da equipe Team Folon de perceber esses outros aspectos desse projeto:

  • Apesar da comunidade de modificadores ter um suporte, isso não significa suporte comercial e sim de compatibilidade do sistema, salvo e segundo os termos de uso, fica a critério sem aviso prévio da empresa de alteração do sistema que incompatibilize as modificações;
  • O risco é que o sistema pertence a Bethesda, a qualquer momento eles poderiam suprimir o direito de modificações o que teria colocado a Team Folon em um xeque-mate típico;
  • O jogo Fallout: London não é uma propriedade ‘original’ da Team Folon, o que não lhe garante nenhum direito em um conflito de interesses;
  • Bethesda pode lançar quando e como quiser os seus produtos. De acordo com os seus termos de uso, tirando ela, ninguém tem algum acordo legal com ela.

Esses pontos são os de maiores riscos. E com a proximidade do lançamento da série, que foi feita no começo do ano 2023 e até mesmo no final de 2022 com alguns movimentos de insiders, a equipe Team Folon devia ter rastreado o perigo e ter tomado as medidas certas. Já que por movimentos semelhantes, a Naughty Dogs responsável pelo The Last of Us, já havia programado o lançamento da remasterização de seus dois jogos próximos ao lançamento da série na HBO (Max atual).

E com o perigo mais iminente foi de que a Bethesda responsável pelo Starfield, seu mais recente título lançado, fez pelo menos duas atualizações grandes após (meses) o Fallout, para aproveitar o circuito de seus maiores lançamentos. E fez a mesma coisa pelo Fallout 76. E esse movimento não é novo, não era tipicamente cultural dessas empresas, mas como seus produtos são games, seria um pouco óbvio.

NESTE CASO, COMO ELES PODERIAM FAZER?

É bem claro que a atualização Next-gen, que é a titulação do update feito para comemorar os quase 10 anos do jogo e do lançamento da série, que fez Fallout 4 ser um dos jogos mais baixados e jogados durante o período da semana em que a série estreiou, colocou o projeto London na gaveta. Essa é uma realidade.

A tentativa de seu lançamento previsto para abril deste ano, apesar de uma notícia recente alertar que é possível jogar, mas com o ‘levemente’ porém de precisar fazer um downgrade (ou seja, voltar para a versão anterior a Next-Gen) demonstra que os planos foram completamente frustrados.

E que provavelmente eles levaram anos para adaptar o jogo ao novo sistema que foi atualizado. Não apenas com novos itens, como novas missões e provavelmente mudanças no sistema para deixa-lo mais bonito, fluído e com melhorias técnicas (no caso do PC) com correção de bugs.

O mais famoso deles era o glitch de fazer dinheiro infinito que estava presente desde do lançamento. E foi corrigido. Não existe mais. E quando o sistema sofre uma atualização, ele muda sua forma de ‘funcionar’.

E como Fallout London estava baseado no sistema até então de 2016 (que seria os últimos DLCS) que foram lançados, isso realmente complica que o jogo seja agora atualizado para algo que pode levar bem mais tempo do que o necessário, porque estamos falando não de um programa que pode ser escalado (atualizado), ele precisa ser refeito. Cada mecânica dele foi baseado num sistema 1.0 e agora o sistema é 2.0.

A maioria desses mods possuem uma divisória entre programação visual (clica e arrasta) e procedural (codificação). Na prática Fallout London funciona em um sistema antigo que não roda mais. Para que eles possam fazer rodar, vão precisar ora fazer do zero (pela programação visual) ou adaptarem isso para um GE próprio (ou alugado) como é o caso do Unreal Engine, Cryo Engine e apenas sob contrato com o Decima do Kojima Productions.

O sistema de Mod disponível pelas empresas é uma espécie de Game Enginne gratuito, mas o risco é que não existe garantias de compatibilidade ou de serviço ininterrupto. Isso é diferente quando você por exemplo, baixa uma versão do Unreal Enginne. O sistema vai continuar existindo, porque ele está localizado em seu PC e você precisa atender a demanda do mercado, que é justamente essa compatibilidade dos requisitos para com “Plataformas”.

Team Folon ignorou todas as regras de mercado (mesmo que tivessem seguido algum caminho seguro) de manter o seu sistema de mecânicas no lugar de apenas seguir as regras do jogo. E neste caso, não houve mudanças substanciais nos requisitos das máquinas, já que o jogo seria ‘rodável’ nelas. E sim uma mudança prevista pela própria empresa que criou o sistema original, que por uma concessão, permite que qualquer pessoa possa criar conteúdo.

O erro da empresa Team Folon foi de presumir que eles eram apenas uma equipe entusiasta. Mas quando eles chamaram atenção da Bethesda em 2022, era o primeiro sinal para entender que isso significava “tática de eliminação de concorrência”. Mas eles eram mais do que uma equipe entusiasta, eles possuem uma empresa, com capital e foco em audiência. Fãs que lhes os focavam. E não a Bethesda.

Há algumas linhas a considerar, apenas pela observação:

  • Haverá um custo para readequação;
  • Ou opta por abandonar o projeto ou insiste, sabendo que novos updates podem tornar o projeto novamente obsoleto;
  • Lembrando que a segunda temporada de Fallout já foi confirmada antes do lançamento da primeira, então quando ele vier, provavelmente a Bethesda vai fazer outro update e isso cria uma deadline apertada para essa adaptação da Team Folon (2-3 anos no máximo?);
  • O sistema pode ser descontinuado para adaptar-se a outros sistemas, as GE estão sempre em atualização e constantes melhorias, isso pode inutilizar o projeto de vez.

A solução óbvia, é optar por uma GE própria. No caso aquelas em que possuem obviamente as regras de compromisso que o diretor da Team Folon menciona em sua entrevista nas notícias acima. Como é o caso da Unity, Unreal Enginne e outras que estão disponíveis no mercado. Se eles programaram utilizando alguma linguagem de programação, eles poderão reaproveitar o código, não precisando necessariamente começar do zero.

Esse detalhe muda, se tudo foi criado através do clica e arrasta.

E lembrando de um outro risco, ao optar por uma GE própria eles terão que abandonar o projeto, porque ela usa a premissa, a proposta e a marca Fallout, que é protegida por direitos autorais pela Bethesda. Ou no caso, eles deverão firmar um contrato que beneficie a Bethesda, que é o caso quando aconteceu com o Fallout New Vegas criado pela Obsidian, distribuído pela ZeniMax, uma sub marca da Bethesda.

Apesar da indignação da equipe, eles não possuem uma obra original e nem um sistema próprio. E provavelmente não estão sendo obrigados a pagar uma licença autoral.

CONCLUSÃO.

Muito infelizmente esse projeto se conseguir sair será daqui para frente, para muitos anos. Se for lançar um projeto sem esse perigo, terão que mudar tudo, já que a marca registrada está no nome da Bethesda. E terão que inventar outro nome, outra história e seguir por um caminho muito diferente. Se optarem, estarão a mercê de novos updates e novas regras de jogo, que pelos termos de uso da própria Bethesda, o projeto pode ficar indefinidamente sendo adiado.

A ausência de Marketing aqui se faz nítidadmente, e a confusão da empresa em pensar em Marketing como um processo apenas de venda. Se esqueceu, que o Marketing pensa em como tudo vai funcionar, desde da criação do produto, da concepção, da interação, do tempo de vida, da criação da base de fãs, audiência, lucro, prejuízo e reputação. O que foi considerado por essa empresa, foi apenas “Marketing = Venda”, o restante é garantia 100%.

Existe uma chamada nestas notícias que demonstram que o pensamento da empresa esqueceu que o suporte de Mod, o sistema e a marca registrada não são nenhuma garantia para eles de lucro ou detenção de direitos, ao afirmar que – “Eles estavam seguros de o lançamento da série iria os promover como eles pensariam”. Pense nesta máxima.

A série Fallout só promoveria uma empresa, e não seria a Team Folon. E sim a Bethesda. Espero que vocês tenham aprendido algo com esse artigo. E que possam levar adiante seus projetos, sempre pensando que tudo é uma estratégia. Desde da concepção da ideia no campo mental, até sua execução em vários setores e momentos do projeto. Até a próxima.

Pílula de Marketing (108) – Conceitos importantes que você precisa saber de Publicidade e Propaganda

três campos essenciais, distintos, que fazem parte da construção de qualquer estratégia e linha de ação, quando vamos falar sobre mercado corporativo (industrial) e construção de marca (empresarial ou profissional).

Marketing | Publicidade | Propaganda

E elas são comumente confundidas como uma só. Se não confundidas, são esmeradas em uma e as outras citadas como se fossem um termo em APUD que descrevesse uma sensação e quando ainda não são definidas em prol, originam-se palavras sinônimas que querem dizer a mesma coisa parecendo coisas novas. Vamos lá!

UM CICLO REDUNDANTE.

Publicidade se refere a venda de um produto direto. Quando digo direto não estou me referindo a abordagem que pode ser direta ou indireta. Mas que o seu objetivo é exatamente de vender um produto. É uma estratégia que pensa em ‘usar’ o que o Marketing descobriu e colocá-la em prática para que um cliente compre aquela solução.

Propaganda não é uma venda, é uma construção de perfil de produto, de marca, de profissional, de benefícios, de storytelling, de posicionamento de uma determinada solução a um público específico. O seu objetivo é claramente ‘moldar ou educar’ a mentalidade das pessoas para que possamos vender algo para elas.

Se vocês pegarem a definição de Outbound e Inbound, coincidentemente será as mesma da de cima. Não há nenhuma diferença na definição. Normalmente os termos que citei são associados ao Marketing e não a publicidade e propaganda.

Se formos falar como se destaca. Ou falarmos de Marketing Outbound estamos falando que estratégia de inteligência do mercado está direcionado para construir uma possibilidade de jornada de compra (CPA, ou geração de lucro por compra).

O mesmo que seria para o Marketing Inbound que estamos nos referindo a estratégia de inteligência mercado que está direcionado para a educação do público sobre a solução, produto, empresa, mercado para construir uma base que promova o CPA (ou geração de lucro por compra).

COMUNICADO AOS PROFISSIONAIS DE MARKETING

(e você que não é, está convidado também)

Parem de inventar nomes para o que já existe. Acredito que muitos ‘professores’ e ‘consultores’, ‘livretos’ ou ‘truques’ ensinam que dar nomes pomposos e fantásticos que podem criar um arco de atratividade para algo e torná-lo especial aos olhos de um público leigo. Mas eles só confundem, só atrapalham e não transmitem nada além de ‘tecnicidade’.

No entanto, eu vejo até profissionais de Marketing se embanando com a própria criação. E vejo muitos clientes confusos. Vamos pontuar isso de uma vez para que possamos esclarecer os pontos e dúvida?

Marketing Inbound é uma estratégia voltado para (resumo) Marketing de Conteúdo com o foco em “propagar” (Propaganda) um conceito ou ideologia. Não inventa nomes. É apenas propaganda. É o Marketing direcionado a propaganda.

Propaganda é um conceito de propagação de ideias. Ela se trata do P de promoção dos 4Ps que é também identificada como Propaganda em muitas fontes de literatura técnica. Já é considerado uma explicação teoricamente complexa. Inventar nomes impedem o total entendimento do que se trata. Invenção cria obstáculos para os resultados.

Marketing de Conteúdo não é uma invenção do século 21, nem do século 20. Ela é antiga. Sempre existiu. Os moldes de hoje se adaptaram as Redes Sociais.

Em prática é esse mesmo método utilizado para ‘construir’ a reputação, o mesmo utilizado para estratégias de publicidade Jurídica. Que não se pode vender, é preciso educar o público e construir uma imagem diante dele.

Por isso é que o próprio código da OAB tenta obrigar um Marketing a não ser comercial, quando isso não seria nada necessário, ao compreender que o Marketing Inbound permite uma Propaganda livre de qualquer intenção de venda.

Notem que isso já gera um texto redundante e confuso na própria resolução e código de ética da OAB?

EDUCAÇÃO SOBRE MARKETING.

Tenho uma longa estrada que me permite dizer que o Marketing é ‘confuso’ tanto quanto quem não o entende. E Não são poucos os ‘profissionais’ com trajetórias que se baseiam na criação ilusionistas de terminologias pré-existentes para se promover.

Ou de criar a sensação de que aquilo que ela está dizendo é uma descoberta inédita e que vale mais do que o normal. Porque o objetivo de inventar nomes é para aumentar o preço dela.

Existem erros terminológicos, acadêmicos e técnicos em muitos livros. É praticamente um ensaio de achismo puro.

Eu já vi diversos livros que já veem com aqueles gatilhos mentais – ‘Segredos guardados até hoje por Aristóteles“. E você pensa? Quem achou esses segredos e o fez tão ingenuamente por aí? Se eram segredos e agora estão escritos em um livro de porta de esquina e não em um documentário histórico, filosófico, como levar a sério? Isso não é publicidade, não é propaganda e tampouco Marketing.

Soa as vezes genioso para alguns o verdadeiro significado destes quando as pessoas associam aos que elas veem com o que ouve ser a praticidade que veem. Mas não é genioso. Tem pessoas que acham genialidade uma pessoa acertar o que a outra quer.

Ela não é telepata, nem adivinha e tampouco um viajante temporal. Ela fez uma pesquisa profunda sobre a a outra pessoa e descobriu pelas próprias respostas o que ela queria. O que tem de milagre nisso?

CONCLUSÃO

Ainda que seja um trabalho de formiga ensinar o básico do básico. Ele ainda tem mais efeito do que não ter nenhuma ação sobre. O conhecimento básico define a complexidade posterior. Por isso que costumo ter insistência em falar um pouco mais do mesmo todas as vezes. Não se prendam ao ‘bonito’, ao ‘fantástico’.

Se foquem no resultado. Se a técnica menos atrativa de nome é quem gera o resultado que você espera, é isso que você precisa entender. Esses nomes novos só são para aumentar o valor de custo.

Temos outros termos: (Novo Nome – Antigo/Atual Nome)

  • Branding – Marketing de Marca
  • Growth Hacking – Marketing
  • Marketing Inbound – Publicidade
  • Marketing Outbound – Propaganda
  • Copywriting – Redação Publicitária ou Comercial

Evitem complicar. Simplificação é um processo natural de entendimento e sabedoria. O contrário normalmente implica em tentar camuflar que você não sabe nada e quer colocar termos ‘bonitos’ para transparecer que sabe muito. Não sinta vergonha em estudar. Ninguém sabe tudo e nada do zero. Até a próxima.