Análise de Vídeo – M3GAN – Vale á pena ver? (Junca Games)

M3GAN foi um filme lançado em 2022 que conta a história de uma inteligência artificial que se torna violenta ao querer proteger sua melhor amiga, Cady. Com a proposta de mostrar uma IA mais aos moldes do que a ciência nos apresenta hoje, o filme se perde um pouco nas histórias que apresenta. E este é a nossa análise de hoje. E este assunto foi o mais votado na enquete publicado no canal da Junca Games.

Vale à pena ver Peter Pan e Wendy?

As inúmeras adaptações que posso pensar de cabeça em relação a história do menino que não queria crescer não são muitas. E talvez a mais clássica de todas seja a protagonizada pelo falecido Robin Williams em 1991 como o menino que de fato cresceu teve filhos e voltou a terra do nunca no auge dos 40 anos. E a versão do desenho da Disney lançada em 1953 e a de 2003.

Em 2023 foi lançado em abril, mês passado nos cinemas um nova longa metragem que traz nada mais do que a mesma história de Peter Pan. Mas com uma leve diferença, uma paradeiro e origem da rivalidade entre Gancho e ele é revelada. Algo que em nenhum outra adaptação foi feita. Ambientada no século (provavelmente) 19, Wendy, Michael e John Darling são convidados pelo famoso Peter Pan a irem a terra do nunca.

As cenas marcantes do desenho estão presentes:

  • A visita a noite na casa dos Darlings;
  • A busca pela sombra;
  • O duelo de brincadeiras das crianças protagonizando a famosa lenda de Peter Pan;
  • Naná sendo repreendida;
  • O beijo em forma de dedal;
  • Wendy chegando na fase mais velha.

Elementos icônicos como:

  • Quem vai para terra do nunca é adulto ou mais velho não consegue usar a imaginação, portanto não consegue usar as ferramentas que as crianças usam. Esse é um elemento que no filme é representado por Wendy inicialmente não conseguir usar a luneta feita de graveto;
  • No filme de 1991, Robin Williams não vê a comida na cena do banquete.

Tem a cena do barco que voa, que aparece em outras adaptações. E diferente, porém levemente, a ida para Terra do Nunca se dá pela torre do Relógio (Big Ben), hoje torre Elizabeth. Em 2003 e 1991 era apenas voando para fora da terra.

SERÁ QUE O FILME NÃO É PARA CRIANÇA?

Eu acredito que vocês tenham lido por algum lugar que esse filme não é o clássico, que parece ter cenas ‘tenebrosas’ de violência e que não é um filme para crianças. Quem dirá o filme de Robin Williams que coloca um adulto de 40 anos tendo que agir como crianças, como seria visto hoje em dia. Peter Pan e Wendy tem um conceito leve sobre a narrativa que é a mesma do desenho de 1953, se gostou dele (e entendeu) vai gostar desse. Senão gostar (provavelmente não entendeu o desenho) mas ainda é opcional o gosto.

Cheguei a ouvir uma opinião de um canal de youtube e senti que eles não viram o mesmo filme. Pela descrição, eu achava que iria ver um filme de violência extrema envolvendo crianças e o famoso termo ‘lacração’. Mas acredito que tenham visto um longa totalmente diferente. Ou ainda, como costumo muitas vezes levantar em questão – a crítica pelo novo é típica da geração de quem viu os filmes dos anos 50 e 90. Ainda que possa ser uma leve provocação, é um anúncio que a idade está chegando (risos).

A versão de 2023 é parecida com a versão de 2003 e tem uma similaridade com a versão de 1991. Mas no lugar do Peter Pan que chegou a casa dos 40, tem uma surpresa no filme que em relação à isso. Há outras abordagens que achei interessante é que a terra do nunca não é habitada apenas pelos piratas e os meninos perdidos. É praticamente uma ‘outra terra’.

Pois a Terra do Nunca tem tribos indígenas, mas não formadas por crianças. A Tigrinha por exemplo deve ter uns 18 anos. E na tribo, tem alguns que possuem 60-70 anos. A tribo das crianças perdidas por assim dizer, já que não é só menino que está nela. Tem garota também. E a Tinker Bell, a sininho? Colocaram um conceito de ‘ouça sua voz interior’, porque ela fala tão baixinho que parece que você precisa ler seus lábios, tem uma questão moral interessante.

Algo que é muito haver com a Disney, fábulas do Esopo. O filme está cheio delas, como por exemplo:

  • Os dilemas de Peter Pan em relação ao seu passado;
  • Capitão Gancho e sua rivalidade com Peter é revelada e há conflito nisso;
  • Existem conclusões tanto para Wendy como para sua relação com crescer;
  • O famoso crocodilo faz sua aparição, diferente de 1991 que matou o Capitão Gancho, aqui só parece para causar uma cena ‘similar’ ao desenho;
  • O pó de fada concede voar com pensamentos positivos, mas Peter Pan e Wendy conseguem voar sem ele, o que faz Capitão Gancho afirmar que a menina ‘herdara’ o poder do seu arquinimigo;
  • Não existem essas quebras de representatividade, até porque estamos falando do século 18, havia uma imposição social. Por isso não vi nenhuma ‘lacração’ em que alguns canais afirmam ter, só o afirmo aqui que vocês podem assistir sem medo.

O QUE DIZER SOBRE O LONGA?

Fiquei surpreso, porque a diferença do filme de 2003 para este é que ele remontam a ideia (um elemento) do filme a Volta do Capitão Gancho de 1991 com Robin Williams e batem muito na tecla do desenho clássico de 1953. As atuações dos atores, Jude Law como Capitão Gancho foi capaz de passar uma devida personalidade ao ‘vingativo’ e ‘traumatizado’ capitão. Smee o fiel escudeiro e a tripulação que pareciam serem crianças em formato de pirata.

Fiquei surpreso que o filme fosse tão bom que superou o de 2003, e embora eu goste bastante da versão de 1991, esse conseguiu após 32 anos desbancá-lo. E não é um desafio fácil, eu nunca pensei que fosse possível também. Também fiquei surpreso que a pesquisa do Google de preferência resultou em 39% de satisfação do público e que pelo Rotten Tomatoes tenha dado 12% de aprovação.

Neste caso acredito que a maioria que viu estejam na casa dos 40 anos, é uma geração que gosta dos valores dos filmes de 1991 e até talvez o de 2003. Em 1991, a geração dos anos 50 não gostou também da versão de Robin Willians, aliás fugiu ‘bastante’ do conceito original. Mas é assim mesmo. No entanto achei uma nota baixa para um filme que me parece ter superado a qualidade de 2003 e a de 1991, inclusive tratando-se do mesmo elemento que fez sucesso por lá.

Após assistir uma crítica de um canal, e pelo jeito que falaram, esse filme era uma profanação a mente humana. Mas costumo dizer que as pessoas escolhem o gostam ou não gostam. E que não há problema algum em dar preferência a um tipo ou estilo específico de contar histórias. No entanto vale pela imparcialidade e privação da opinião pessoal, Peter Pan e Wendy é um filme para crianças e toda a família e digo que nos moldes clássicos dos filmes da Disney.

Por que se formos colocar uma opinião, em 2003 a fada sininho chega a morrer, o filme de 1991 o Peter Pan era um cara de 40 anos com dois filhos e o capitão gancho acaba devorado por um jacaré gigante e a própria ideia de Peter Pan é uma síndrome psicológica conhecida. Subestima-se a cultura que contorna o conto (e esses são os que eu vi) imagina os outros que vieram por década. Neste filme a única cena forte eu poderia dizer é quando Peter Pan despenca de uma altura e temporariamente fica fora de serviço.

E nota: Cena do tapa ao exagero os brindes. Pelo contexto, Wendy lasca na cara de Peter Pan pela ousadia dele fazer tudo sem avisar o que aconteceria. Aliás ele não avisou que tinha piratas mirando eles e seus irmãos quase que morrem. Mas o tapa foi a pior coisa? Contexto amigos.

VALE À PENA?

Apesar de 62% da crítica aprovar e 12% dos usuários acharem o filme ruim. E no Google um total de 39%. Esse é um daqueles casos em que temos que avaliar o público que viu, provavelmente os que possuem 40 anos ou mais. A crítica vale pelo que é “No meu tempo é melhor”. Não é o filme que lhes agrada. Mas apesar de ser da mesma geração, todos me agradaram.

Dou 95.0 para o filme.

Vale à pena ver Dr. Estranho 2 – Multiverso da Loucura? (2022)

UMA BREVE HISTÓRIA.

Multiverso da Loucura de Dr. Estranho 2 foi dirigido por Sam Raimi (A Morte do Demônio: A ascensão, Ash vs Evil Dead) seguido de um elenco formado por Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho 1, Star Trek: Além da Escuridão) , Elizabeth Olsen (Wandavision, Amor e Morte) , Chiwetel Ejiofor (O homem que caiu na terra, The Old Guard) , Benedict Wong (Aniquilação, A elefanta do Mágico) , Xochitl Gomez (The Lone Drone, Roped) , Patrick Stewart (Star Trek: Picard, Coda), e Anson Mount (Star Trek: Strange new world, Star Trek: Discovery). Com acontecimentos que seguem o Dr. Estranho (2016), o Guerra Infinita: Ultimato, Wandavision e Homem Aranha: Sem Volta para a casa. Vamos lá!

Dr. Estranho combate um monstro em plena Nova York e se depara com uma viajante interdimensional chamada América Chávez. Que consegue abrir portais entre o multiverso. A criatura que lembra um Shuma Gorat, revela que há alguém por trás do ataque e do surgimento de Chavez naquela dimensão. Ao encontro de Wanda Maximoff, o mago descobre que agora a ex-vingadora se tornou Feiticeira Escarlate, sedenta por vingança e loucura a procura dos filhos que nunca teve.

Wandavision e Homem Aranha: Sem Volta para a casa são sequências imediatamente anteriores ao Dr. Estranho 2 – Multiverso da loucura. E que revela alguns inimigos do mago além de Dormammu e Mordo. Também visita universos onde há o grupo dos Iluminatti que fazem parte dos novos Vingadores, e revela uma ligação com o demônio poderoso Cthon, Darkhold e Wanda.

PRÓS E CONTRAS.

O filme apesar de ser uma sequência digna do mago supremo, e diria até que seria muito bem aceitável, se ela fosse focada no mago e não na feiticeira escarlate. Há uma confusão de meio campo enorme. Muitas histórias para serem contadas e nenhuma de fato foi contada. Temos que admitir, o filme infelizmente se perdeu com a falta de foco no protagonista. Dr. Estranho era mais protagonista em Homem Aranha do que no próprio filme, apesar de termos cenas incríveis e passagens interessantes do conceito do Multiverso.

PRÓS:

  • Apresentação do Multiverso;
  • Citação da primeira vez do livro de Vishanti nos filmes;
  • A volta de Darkhold;
  • Os Iluminattis são revelados;
  • A magia no filme é bem aproveitada pelas batalhas que o Dr. Estranho trava;
  • A trilha sonora é excelente.

CONTRAS:

  • Roteiro confuso;
  • Dr. Estranho não é protagonista do filme e sim Feiticeira Escarlate;
  • Há furos: Prof Xavier nunca perderia em uma batalha telepática, Black Bolt não cometeria o erro de abrir a boca e morrer, e não seria possível uma vez que o poder dele não funciona daquela forma;
  • Darkholda não pode ser suplantado, nem mesmo por Feitceira Escarlate. Ela teria destruído os multiverso sem chances de lutar, mas de repente ela tinha forças para resistir.

COMENTÁRIOS SOBRE OS PRÓS E CONTRAS.

O filme foi uma receita que não deu certo. Apesar dele ter elementos fortes para as cenas de ação, com as características excelentes de duelo de magia, como a batalha de Kama-tar, e os saltos entre os multiversos. Não conseguiu formatar uma história, porque em parte se deu muito papel para a vilã, Wanda. E pouco foco no Dr. Estranho. Outro furo é o fato dela ter se tornado vilã no final de Wandavision, depois de tudo que ela passou.

Outro furo maior é que em Homem Aranha: Sem volta para a casa, Dr. Estranho foi o causador da ruptura das dimensão. Mas no Dr. Estranho 2, quem fez a ruptura foi a Feiticeira Escarlate. E a própria personagem América Chavez nem fez muito sentido no filme, tornando o protagonista menos evidente mais ainda. O roteiro é bastante confuso.

Os PRÓS são bons, mas apenas como pontos isolados. Como continuidade o filme infelizmente estragou a oportunidade de ser uma sequência de Dr. Estranho de 2016 e também não permitiu explorar o personagem de Wanda em um filme solo dela (que até hoje não teve). Foi considerado um fiasco pela crítica geral. A razão não é pelos PRÓS citados, mas a ofuscação do personagem e da mudança de fatos.

CONCLUSÃO.

Vale a pena ver? Como sequência de Dr. Estranho de 2016 não. Considere como um filme à parte. Suas conexões com títulos anteriores se foram na mudança de como multiverso se partiu. É um excelente título para ser visto como uma parte totalmente independente das fases do MCU. E neste caso não acrescenta ou progride com a história do Mago, nem mesmo da própria Feiticeira Escarlate.

Veja o filme pensando em ser isolado da própria Marvel. Como sendo até parte de um ‘universo’ diferente. De histórias isoladas e final experimental. A nota que Mundo Pauta dá é 5.5.

Vale à pena ver Dr. Estranho (2016)?

UM POUCO DE HISTÓRIA.

Em 2016 com uma continuidade a saga da Guerra Infinita, um filme do mago supremo era realizado e dirigido por Scott Derrickson (Expresso do Amanhã, Telefone Preto) e com um elenco formado por Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes, O mauritano) , Chiwetel Ejiofor (O Rei Leão, Malévola 2: Dona do mal) , Rachel McAdams (True Detective, What If) , Mads Mikkelsen (Rogue One: Uma história de Star Wars, Animais Fantásticos: Os segredos de Dumbledore) , Tilda Swinton (Pinóquio, Constantine) e Benedict Wong (Mulher Hulk: A defensora dos Heróis, Shang-Chi e a Lenda dos Dez anéis)

Mas não foi o primeiro filme do feiticeiro de artes místicas realizado, aqui no Mundo Pauta temos uma análise da adaptação realizada na década de 70, clique aqui. Criado em 1963 por Stan Lee e Steve Ditko, o herói ganhou vida nas páginas da revista Strange Tales número 110 que nesta edição apenas eram 8 página. Com a repercussão do herói e sua fama entre os leitores, hoje figura em edições de 130-150 páginas. Entre crossovers e solos, ele se tornou o mago da Marvel mais famoso.

Com adaptações em desenhos, ele fez parte de um circuito quase independente da saga principal iniciada em 2008 pelo fenômeno do MCU, que agora entra em sua quinta fase nos formatos de séries combinados com filmes. A adaptação realizada em 2016 tem algumas diferenças dos quadrinhos, mas é mais fiel do que adaptação de 1978 que tiveram mudança substanciais, tanto na origem, como na profissão e ou mesmo na atuação como mago.

Stephen Stranger é um cirurgião famoso e dedicado que tem sua vida tirada de suas mãos quando sofre um acidente de carro, suas mãos são danificadas e ele fica impossibilitado de atuar. Revoltado procura formas de reverter a situação, até que chega à ele a notícia de uma anciã no Himalaia que pode através de bruxaria lhe devolver os momentos da mão.

Após aceitar o treinamento, o que parecia ser uma busca incessante pela recuperação de sua vida anterior como médico, ele começou a ser inserido em uma nova caminhada que o tornou um breve instantes em um aprendiz de feiticeiro e um destino que ele não sabia existir, além da medicina. E acaba por ter que enfrentar um deus chamado Dormammu, habitante da dimensão negra.

PRÓS E CONTRAS DO FILME.

Todo filme tem algum prós e contra, mas não necessariamente eles definem a qualidade da produção. Muitas vezes, e digo de forma parcial, que os contras vão depender até mesmo da percepção do autor (eu no caso). Mas elas se referem a um ponto de observação do crítica. Logo se você optar por ver ou não ver, leve em consideração a percepção.

PRÓS:

  • Qualidade excelente de apresentação do médico para mago;
  • Mesma origem dos quadrinhos de 1963;
  • Apresentação do maior inimigo do Dr. Estranho: Dormammu;
  • Artefatos como O olho de Agamotto, Capa, varinha de Watomb e Sanctum Sanctorum;
  • Narrativa que lembra Sherlock Holmes com o mundo mágico;
  • Conta a história de Stephen Strange muito bem;
  • Excelente música;
  • Excelente Fotografia.

CONTRAS:

Não tem.

CONCLUSÃO:

Vale a pena ver o filme como um adaptação bem feita, e também pelas alterações realizadas. Nas HQS o mestre ancião sempre foi retratado por ser homem, no filme passou a ser uma mulher. No filme são três Sanctum Sacntorum, nas HQS e desenhos é sempre um. E diferente mais ainda, porque o Sanctum Sanctorum era uma casa comprada por Stephen Strange antes de virar mago supremo. Wong no filme é mestre, nas HQS é aprendiz de Strange.

Nas HQS ancião, feiticeiro Zao morre pelas mãos de Strange. Ocorre que eles foi dominado por Shuma Gorat, e para derrotar a criatura, ele precisou matar o seu mestre para banir a criatura do universo. No filme, a Anciã por interromper sua conexão com a Dark Dimension e ser derrotado por Kaecelius, teve seu destino selado. Kaecelius nas HQS não é muito promissor como vilão, teve participações iniciais muito limitadas, no filme era um dos principais antagonistas.

Mordo nas HQS é declaradamente simpatizante de Dormammu. E já queria matar o ancião para tomar o seu lugar como mago supremo. No final, ele acredita na ordem dos magos, e fica decepcionado com afiliação da anciã as energias da Dark Dimension. O templo Kamar é o mesmo, a até a localidade no Himalaia, com uma leve diferença da posição. Nas HQS é retratada como um templo que ora esta em alta altitudes em penhascos coberto de gelo ou em planícies bem longe da civilização, no filme o templo fica no meio da cidade.

Além que o Templo nas HQS é retratado como uma ruína, e nos filmes é um templo que lembra um forte. Christine a enfermeira da noite apareceu bem mais tarde, talvez uns 20 anos após sua criação, a primeira pessoa a entrar em contato, foi o seu par romântico e que chegou a ser sua esposa, Clea. E como homenagem é claro, a projeção astral foi o primeiro poder a ser usado por Stephen Strange na edição de 110 e foi usado no primeiro contato com a anciã.

Ainda que há diferenças entre o que foi abordado, HQS sempre são versões contadas pelas percepção de seus roteiristas e desenhistas, o mesmo ocorre para obras adaptadas em outras mídias. E se há um consenso para dizer, Dr. Estranho é um excelente filme. A nota é 100.

Vale à pena ver Dr. Estranho (1978)?

HISTÓRICO

Foi feito em 1978 um filme para televisão do Dr. Estranho que teve como consulta o falecido Stan Lee. Na época, ele afirma ter gostado muito do resultado. A direção ficou a cargo Philip DeGuere Jr (Dir. Além da Imaginação anos 80, roteiro de Magnum e JAGS: Ases invencíveis) com o elenco formado por Peter Hooten (Soulearter, House of blood), Jessica Walter (Archer, Caindo na Real), Clyde Kusatsu (George, o curioso; Viagem ao topo da terra), Anne-Marie Martin (O homem que veio do céu, Days of our lives) e Michael Ansara (Babylon 5, Jornada nas Estrelas: Voyager).

A história é basicamente uma alteração das revistas em quadrinhos de 1963, e talvez uma das origens inéditas do mago supremo. Um psiquiatra chamado Stephen Strange é confrontado por uma paciente com pesadelos. É também abordado por um senhor de idade que o considera um sucessor, em suas próprias palavras. Descobre que é herdeiro de poderes mágicos e que deverá confrontar Morgana La Fey e um demônio ancestral, que planeja voltar a terra e dominar a humanidade.

A origem diferente das HQS, dos filmes e da maioria das adaptações. O Dr. Estranho é um psiquiatra e não um cirurgião, ele não se acidenta, apenas é a confrontado por um mestre de artes místicas conhecido como ancião, auxiliando por Wong, afirmando conhecer o pai de Stranger e que ele iria sucedê-lo com o próximo mago supremo, no entanto no filme, a denominação é Guardião da Luz.

Morgana La Fey faz aparição juntamente do que seria a paixão de Stephen, Clea. E neste caso os poderes mágicos são herdados através de um anel e não propriamente vindas do feiticeiro. Há uma interessante mensagem sobre as escolhas que Stephen realiza no filme, e que são interessantes, pelo fato de que nesta época, os efeitos visuais não fossem muito bons, portanto é uma história centrada na filosofia do mago, que muito parece com Shamballa de 1986.

PRÓS E CONTRAS.

Um filme de 1978 feito para TV tem muitos pontos positivos até comparados as suas versões cinematográficas atuais. E pode ser uma excelente escolha para assistir aos que são fãs do mago supremo ou os que tem curiosidade sobre histórias de magias.

PRÓS:

  • O filme é centrado na história;
  • Muito se fala da filosofia do caminho do mago;
  • Há participação dos principais personagens: Clea, Morgana, Ancião e Wong;
  • As cenas de batalha mesmo que simples são semelhantes as HQS dos anos 60;
  • A trama envolve Clea, a primeira paixão e um dos primeiros personagens das HQS;
  • É um filme verdadeiramente de Dr. Estranho.

CONTRAS:

  • Nunca teve uma continuação.

COMENTÁRIOS SOBRE OS PRÓS E CONTRAS.

Não sou adepto de filmes antigos. Há muitas coletâneas ótimas, e na própria época dos anos 70 existem safras como o Grande Búfalo Branco, que é o único filme de faroeste que gosto. Não pela temática, mas pelo monstro. História sem fim, o princípio da quadrilogia alien, de volta para o Futuro, Goonies. E ainda que fosse uma época pouco favorecida pela tecnologia computacional e efeitos visuais, por este motivo, as narrativas eram bem mais centradas. E isso tornava muitos filmes, a depender da categoria e gênero, bem melhores que versões atuais.

E falo não apenas pelo trabalho de fotografia, a beleza da iluminação, da contracenar ou mesmo a atuação. E sim um conjunto completo de cada um desses detalhes. Por exemplo as cenas de Poltergeist de 1982 apesar da tecnologia inferior, é mil vezes melhor que a versão de 2015. Apesar do filme explorar o ‘mundo invertido’ que só foi revelado em Poltergeist: O Outro lado em 1986. Dando uma outra versão mais tenebrosa.

O único contra é que não teve realmente continuação, um desejo do editor, porque acredito que nunca houve pretensão. Contra os filmes atuais do Dr. Estranho, esse vi 4x. E não é um filme de infância, vi agora adulto.

VALE À PENA.

Sim. Recomendo especialmente para os que são fãs das HQS, mesmo que as atuais, e que a manutenção da filosofia do mago, que mais aposta pelo lado de ser um ser humano comum portando poderes e sabedoria arcana. E para quem é leitor desse personagem, já percebeu que ele tem um lado detetivesco e essa ambientação legal de achar formas de resolver os problemas, procurando em tomos antigos ou em segredos de uma dimensão alternativa.

O filme prima justamente pela filosofia do mago, da descoberta, do conflito e de sua transformação, tudo que representa Stephen Strange. Minha nota para ele é 10.0.