Análise da A casa de Cera

Um, dois e três – não quero ver nenhum mês…

Vincent Sinclair - Casa de Cera

Vincent Sinclair – Casa de Cera

Era uma vez uma família chamada Sinclair que se mudou para uma cidade chamada Ambrosia. E lá tiveram três filhos. Trudy uma artista  de cera contraiu um problema neurológico que a tornou louca. O processo doloroso fez com que o seu marido fica-se pinéu também. A batata quente pulou para os três órfãos que viveram num orfanato. Tudo indica que essa família não anda muito bem.

Então num belo dia anos mais tarde, um grupo de amigos vai para região ver um jogo de futebol. Eles param para acampar e descobrem um tipos estranhos que rondando. Tudo parece bacana, até quando uma brisa traz um cheiro insuportável.Passado o dia, eles descobriram de onde vinha aquele cheiro putrefato. Era um ‘rio’ de restos de carne podre e ossos de animais.Mas se acha isso estranho, então não viu o filme ainda.

É uma bomba esse filme?

Parece fraca para você? Experimenta lutar com ela.

Parece fraca para você? Experimenta lutar com ela.

Não. Se eu for comparar com Gritos Mortais. Mas o filme supera-o em tudo, efeitos, trama, suspense, surpresas.  No entanto nunca me atraiu filmes que o cara fica perseguindo o pessoal. Ou a garota ficar gritando que nenhuma louca todo o tempo. Acho que temos agora uma oportunidade de fazer filmes com roteiros que dão inteligência e ação a todos os gêneros (masculino e feminino).E neste podemos perceber alguns passos simples da mulher como uma espécie de ponte entre a coragem e a resistência.

Porém ainda precisa do ‘homem’ para dar o passo final. Já temos a cultura de pensar que a mulher vai cometer um erro e nos levar para estaca zero. Não acontece isso no filme.

Master Scenes – Animação

Empregando Master Scenes em animações.

O roteiro descreve ações, e não emoções. O que vemos, e não o que sentimos.

O roteiro descreve ações, e não emoções. O que vemos, e não o que sentimos.

Bem antes de começar a carreira administrativa, mais precisamente voltada para atendimento e refinamento de clientes e documentos, respectivamente. Eu fiz uma breve carreira de 5 anos como diretor e produtor de animações 3D. No entanto não estou fora de circuito. Não é falta de tempo ou disposição. No entanto gosto de fazer com um preparo, e para isso lhes apresento uma técnica de roteirização para cinema só que vista pelos olhos para uma animação.

Iremos considerar a animação fluente (Sem paradas, com fluidez) e quadro-a-quadro (Stop Motion).

Breve histórico…

Desenhar cenas 3D, animar baseado num roteiro e pós-produção.

Desenhar cenas 3D, animar baseado num roteiro e pós-produção.

Comecei a mexer com design e animação quase simultâneo e isso foi em 2006 quando aprendi a programar com C e a biblioteca gráfica OPENGL, li um livro parecendo uma bíblia, conheci a tática por um fórum. A primeira coisa que fiz foi uma ou duas páginas de programação em C para fazer uma esfera sem textura com iluminação básica sem especularidade ou complexidade física girar no mesmo lugar (rotação). Com o interesse em agilizar o trabalho, já que programar pode parecer NERD, é uma coisa do passado – quem programa é quem adora MAINFRAME e isso pode parecer uma mão lava a outra quando os recursos funcionais deixam de dar cabo. Aliás a exclusão de uma ferramenta não é para sempre nos primeiros momentos, pode ser substituída assim por dizer.

Então no começo de 2007, parti para uma ferramenta o qual chamava-se Lightwave havia uma escola de formação de CG – no entanto era muito duvidosa sua existência, já que a mesma não disponibilizava seu CNPJ, fiquei com o pé atrás. E se faço numa instituição ilegal e não posso tirar o certificado? Então parti para o conceito autodidata que levei comigo até hoje, e percebi que é uma tendência já que atuando na área administrativa, percebo que isso cai como uma luva.

Em janeiro de 2007 eu iniciei-me na arte 3D usando o programa Blender (na época na versão 2.43 e atualmente 2.60) – neste período entrei em contato com Photoshop, Gimp e outra técnica de animação tirando a 3D, o chamado Stop Motion. No mesmo ano eu entrei em contato com o Anima Mundi, e fui para amostra final com uma animação intitulada – “A vida é maravilhosa” por um fragmento da frase de Charles Chaplin – “A vida é maravilhosa para quem não tem medo dela“. Havia feito até o final do ano um total de 60 trabalhos e 6 animações. Quando adentrei o ano de 2008 trabalhei numa empresa de projetos usando maquete digital (tema de minha monografia um ano após – o qual designei como ‘Preservação ambiental utilizando maquete digital’) logrando 100.0 na apresentação escrita e demonstrativa – o qual mostrava uma réplica de uma das famosas praças da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Em 2009 também ingressei no teatro, onde então descobri a técnica Master Scenes, conteúdo deste artigo de hoje. No mesmo terreno de encenação pude aprender técnicas de atuação (o lado do ator dessa vez) já que nos últimos 3 anos vinha alternando entre os papéis de produtor e diretor/roteirista. Meus atores eram compensados pelos objetos, sem vida e sem reclamação. A visão do BackStage e in Stage me deu uma visão muito ampla do que é fazer uma produção cultural, direção, coordenação e geração de documentação – o qual destaco-me em lidar com gerência de projetos.

Estamos aí agora inovando a idéia de que o Master Scenes possa orientar não só nossos colegas da cinematografia, e sim de qualquer forma que necessite de um roteiro. No entanto vamos no ater a questão da animação Stop Motion, onde temos atores que podemos observar como sendo também inanimados.

Master Scenes – Vantagem.

Roteirista precisa descrever a ideia visual, o diretor gera a mágica.

Roteirista precisa descrever a ideia visual, o diretor gera a mágica.

Eu lido com otimização de processos de projetos faz um tempo, e o que mais vejo acontecer é um cronograma apertado que exige um resultado ao famoso slogan da ILM – “Criando o impossível”. É maravilhoso conseguir tirar leite de pedra, o problema surge quando temos um tempo radicalmente pequeno para uma descrição do trabalho quase inexistente. O processo de roteirização nasce após uma gerência completa de processos de um projeto. São várias etapas antes de virar um roteiro com descrição de cena, transição, características de atores e falas. O roteiro facilita muito a vida de quem vai colocar a idéia em prática.

A idéia só pode ser vaga no primeiro momento que a recebemos, e isso de primeiro momento é aqueles 5 segundos que ouvimos ela ser proferida. Depois temos uma certa obrigação em entender o que esta idéia significa. E posso parecer supérfluo quando digo ‘entender um significado de uma idéia’ quando o propósito de um roteiro é tornar tudo claro. O roteiro é quando a idéia esta clara, e não torna-la clara. Existe um tênue justificativa aqui. As minhas leituras de Master Scenes já passou por diversos autores, o primeiro foi Hugo Moss – e em todos eles, por mais que tenham a melhor das intenções – eles não passam suas experiências práticas para a obra.

Então vou ser sucinto, espero ser – um idéia clara na fase de gerência de projeto é de uma frase como – “O deleite de minha sabedoria exposta no museu” virar “Minhas pinturas feitas a mão serem expostas no Teatro Municipal”. De uma poesia, virou algo palpável. E acreditem chegar nesta tradução não é uma etapa fácil. O roteiro só vai esclarecer ações audiovisuais. Ele não carrega emoções, metafísica ou surrealismo. Isso fica a cabo para pós-produção (documento separado) e atuação dos atores (MOCAP ou reais).

Então não é feito uma descrição demasiada, é feito só um testemunho dos fatos – “PEDRO VAI ATÉ A JANELA” você já imagina uma pessoa chamada PEDRO indo até uma JANELA. Ficou fácil de visualizar? É isso que o roteiro Master Scenes oferece. Facilidade de visualização de ações, objetos de cena (Carros, poltronas, props em geral), atuação dos personagens. Tornar claro cada movimento, sem usar de uma literatura abundante de termos.

É hora de revisar.

Para ser conclusivo, o Master Scenes insere a vantagem de ser um guia de ações de uma produção sem muito delongas, com aquilo que se vê deixando de lado detalhes complexos de descrição ambiental e orgânica. Fazendo atos conforme manda o figurino. Imagine quantas coisas pode acontecer entre o ponto A e B que o PEDRO vai percorrer até a janela. Prever não é uma tarefa do roteiro, e sim apenas descrever sucintamente.

Como funciona – Literário e roteiro?

Adaptar roteiro não é uma tarefa fácil - filtrar elementos relevantes e irrelevantes.

Adaptar roteiro não é uma tarefa fácil – filtrar elementos relevantes e irrelevantes.

Com certeza a maior mágica é você ver um trecho daquele livro que você mais gosta virando numa cena de cinema. Imagine o que é adaptar uma obra literária num roteiro. Imaginar aquela descrição de uma cena de amor, num roteiro. Num roteiro não existe – “Aquele gotejar alucinante de beijos carnudos…” no roteiro existe Maria beija Carlos. Nossa, como vai então fazer aquele gotejar alucinante?

Confundindo para ensinar.

Se vocês já trabalharam como framework, workbench ou templates de gerência de projetos vão entender, mais rápido, o que significa o roteiro com a técnica de Master Scenes. Senão, eu oriento. São modelos de trabalho baseados numa realidade – se você é uma pessoa que trabalha no hospital, existe uma verificação fiscal chamado GLOSA que é um documento padrão preparado para averiguar todos os gastos e ganhos reais de um hospital num determinado tempo, é feito uma avaliação mais a fundo do que o modelo de fisco normal.

Outro exemplo é o seguinte, imagine como seria uma dificuldade se para cada pessoa no Brasil fosse emitido uma declaração de imposto de renda com campos totalmente diferentes. O padrão do formato é que resolve estes casos, salvo algumas situações – os demais tem o mesmo padrão de preenchimento, não é mesmo? O Roteiro torna uniforme as informações, já claras, mais claras ainda para uma filmagem ou produção – como queira chamar.

Bem agora que temos já fundamentado o item anterior – “Vantagem” com a definição de usar um roteiro, e usar o Master Scenes que gera blocos dramáticos – cada cena ocupa geralmente uma página onde é feito uma análise sem problemas do que vai encontrar. A imaginação fica solta para dar asas ao roteiro – sai o trabalho do roteirista e entra do diretor (independente se são as mesmas pessoas) – roteirista (formata a idéia) / diretor (projeta a idéia).

INTERNA - CORAÇÃO DE OURO

INTERNA – CORAÇÃO DE OURO

Vou dar um exemplo de roteirização usando elementos do MASTER SCENES do livro “O guia do mochileiro das galáxias” de Douglas Adam (capítulo 17, pág. 122 – parágrafo 2ª)

“Arthur bebeu o líquido e sentiu que ele o reanimou. Olho para as telas de novo e viu mais algumas centenas de quilômetros de deserto cinzento passarem por eles. De repente resolveu fazer uma pergunta que o vinha incomodando há algum tempo.”

Em roteiro não existe licença poética, não tem descrições não visuais. Exceto para alguns casos como por exemplo – definição útil para a cena (é necessário informar que um avião passou zunindo – ouve-se o ZUNIR DO AVIÃO c.q.d)? É importante para a cena, para história. Havendo um contexto a cena precisa ser baseada em precisão.

(Os demais elementos tirando as ações do nosso personagem Arthur Dent serão explicados mais a frente)

INT. CORAÇÃO DE OUROÓRBITA DE MAGRATHEA

ARTHUR bebe um líquido e olha para tela a sua frente. E fala com ZAPOD

Simples assim? Para fazer um roteiro é prática. A descrição que somos obrigados a reduzir, da forma que vemos e ouvimos não é tão trivial como parece. Imagine descrever um livro como Harry Potter em cenas lúdicas como a luta de Voldemort e Harry Potter em Relíquias da Morte? Imagine que é feito um refinamento de descrição ambiente, descrição do personagem e tudo que se passa na cabeça dos personagens. Tudo é percepção do ponto de vista do personagem. No nosso exemplo do Arthur Dent temos percepções do nosso personagem, e não que seriam percebidas pelo leitor se Douglas Adams não tivesse externado em palavras.

Na primeira parte “(…) e ele sentiu que o reanimou” o que isso pode ser em termos de expressão corporal? Muitas coisas. Muitas pessoas se recostam na parede, pode ser um relaxamento, a pessoa pode ranger os dentes (Estou bem melhor agora, estou pronto para outra) a sensação que Arthur sente não é visível aos nossos olhos, pode ser – daí o entendimento que o Master Scenes pode ser uma luva para quem realmente percebe que ele é uma técnica que facilita um trabalho já complexo até aqui.

É hora de revisar.

Não vemos a tristeza, mas ela pode ser externizada de várias formas, correto? Lágrimas, beicinho, cabisbaixo, não falar nada, estar em choque, sofrer de histeria (rir, ao invés de chorar, pode ser desespero). Isso é papel do ator, a atuação. O roteiro só descreve o que se vê, e não como vai ser visto. Não é uma pós escritura, é pré escritura. Acho que posso me fazer entender até aqui – esta técnica é demasiadamente descrita como simples de entender, as regras de formatação sim. Mas para escrever um excelente roteiro é necessário compreender que roteiro, contexto, argumento, drama e literário andam paralelos – mas existem linhas divisórias muito definidas.

E nesta altura podemos definir adaptação de roteiro.

Adaptação de roteiro.

Adaptação de roteiro.

Adaptação de roteiro. Vemos inúmeros fãs se roendo de raiva porque não viram aquela cena do livro no filme. Imagine se fosse colocar a trama dos senhor dos anéis no filme. Eu esporadicamente ouvi, nem li – que aquela pesquisa de Gandalf pelo anel demorou 15 anos. Que revelância isso teria para história?

Vários argumentos – “O tempo de demora denotaria que nem mesmo um sábio, como Gandalf, acharia vestígios de um anel temido e esquecido. O que representa um temor maior.” este argumento já era invalidado, já que as cenas incluídas e lapidadas pelos roteiristas e diretor foi capaz de substituir 15 anos em algumas cenas, e trocas infalíveis de STORY IN FIVE MINUTES. É óbvio que se formos seguir o que o livro diz em cada letra, não há roteiro que aguente. Em média uma cena significa 1 minuto de filme, e uma cena geralmente é escrita por página. Imagine o que seria descrever a primeira cena que são os narradores dizendo do trajeto do anel até ele ser resgatado por Bilbo?

(Modelo básico da introdução SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL)

Narração por Galadriel

Narração por Galadriel

FADE OUT

GALADRIEL (V.O)

“BLABLABLALBLA”

FADE IN

PLANOS

Cenas # dos homens

FADE OUT

GALADRIEL (V.O)

“BLABLALBLABLA”

FADE IN

PLANOS

Cenas # dos anões

(…)

FADE OUT

FIM

Descrever como a atriz Cate Blanchet iria fazer as expressões da elfa, como iria falar. Não é trabalho do roteiro, é do ator. O roteiro fala – “Atriz você vai falar este SCRIPT” as cenas são compostas com o trabalho de dublagem e cenas. Já viu que existem descrições para cada cena?

Cena da introdução e cena dos anões, elfos, humanos e de Mordor. Para tirar a dúvida de que todos podem estar se perguntando que FADE IN, FADE OUT e PLANOS são essas aí no roteiro?

FADE IN ou OUT são transições de tela (CLAREIA A TELA / ESCUREÇA A TELA) e PLANOS é uma sequência de fotos onde podemos denotar contagem de história, que é descrito em outra parte do roteiro para gerar uma cena de movimento, ataque. Neste caso também temos a inclusão da idéia FLASBACK – já que a narração por GALADRIEL antecede os fatos do filme.

Aqui podemos ver vários elementos de um roteiro, mas também podemos ver que um livro adaptado para o filme é um caso natural. Seria até significativo transpor os 15 anos no filme como – “15 anos depois” – mas seria necessário desencadear uma cena de ‘Lembra deles?” mais uma cena que é irrelevante. Só uma cena para explicar o que aconteceu nestes últimos 15 anos. Já havíamos ouvido a narração da Galadriel dizendo desta história de muitos séculos, da perseguição de Gollum, deixando em segundo plano – do anel até Bilbo. E sua chegada até Frodo – seria conveniente a imposição de um período de tempo e esta cena de explicação do Bilbo até os tempos de seu aniversário, no filme.

Seria realista, seria. Cabível – não. Não em formato do DVD, mas seria FLASHBACK e demasiadas cenas para explicar o hiato. Seria cansativo. Muito – para o telespectador ia ser um inferno sem saída.

Crepúsculo/ Twilight - O processo de adaptação do roteiro não pode ser rudimentar e nem surrealista.

Crepúsculo/ Twilight – O processo de adaptação do roteiro não pode ser rudimentar e nem surrealista.

Imagine então adaptar filmes como o Crepúsculo que atende por um emaranhado de fatos onde é necessário intensa escrita emocional. Onde a maior parte das linhas, são percepções dos personagens. Até aqui, todos entendem o que é percepção de personagem?

No livro “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” no capítulo 21 – pág. 361 – parágrafo 1ª.

“(…) Harry inspirou fundo e continuou calmamente, embora fervesse por dentro.”

O telespectador o vê ferver? O sentido abstrato de ferver não é visualizado. A expressão de raiva denotado pelo ator pode ser visto, no entanto a raiva pode ser expressada de ‘n’ formas. O roteiro não prevê como isso vai ser feito – trabalho este destinado pela atuação.

Nesta cena, descrever o que seria feito – até mesmo inspirar fundo (o fundo) seria demasiadamente cênico. Apenas HARRY respira. Entende-se por script o diálogo, entende-se por rúbrica (reação sugestionada) e entende-se por interpretação do texto o que o ator achou da reação da cena, cabe a ele respirar fundo e expressar calma aparente, no entanto demonstrar em sentido contrário do que demonstra, raiva – “um punho fechado”?

Dado estes que vimos neste tópico demonstra que a adaptação de um livro para roteiro sofre modificações cruciais. Em especial aos sentimentos descritos no livro, ás vezes ausente, igual ou mesmo superiores ao do livro. A atuação conta nestes casos, como algo pessoal. Muitos atores leem os livros para terem uma fidelidade – entretanto outros preferem criar uma nova imagem contextual.

É hora de revisar.

Para não perder a prática, neste item vimos a importância de adaptar o roteiro da fonte literária, e como isso pode vir a modificar o manuscrito e as razões pelos quais são realizadas estas alterações.

Como montar meu roteiro?

Por onde começar o meu roteiro?

Por onde começar o meu roteiro?

Se você teve a paciência de jó e ler este artigo por inteiro, deixe-o de forma que não fosse tão longo. É tão irônico escrever isso, mas não tem outra forma que ser tão descritivo. Aliás, como havia dito – muitos autores insistentemente e ‘algures’ colegas da rede copiam o texto das ditas famosas – ‘simplicidade de regras’, e esquecem ou ignoram que a simplicidade acaba quando você aprende que sinal verde é para os carros passarem e você não. Mas sabemos que se o semáforo falhar, vem a regra comunitária – “Vocês passam 5 minutos, e os pedestres também.”

O roteiro de nada adianta sem uma prática. O Master Scenes sofre diversas definições, existem fontes que afirmam que é permitido uma descrição mais rica. Outros que é preciso ser uma descrição superficial e outros imitam ambos, dando exemplos contrários – produto de nossos colegas CTRL+C/CTRL+V.

Não tem mistério, não tem bicho de sete cabeças. Criar um roteiro é simples descrever ambiente, denotar ambiente, atores e objetos de cena. Descrever cena e diálogos e transições. Se você é o diretor também, então separe bem os papéis dentro da cuca. Roteirista ‘formata’ e diretor ‘projeta’. O que isso significa?

Que se no roteiro HARRY POTTER sobrevive como diretor – “Você vê orienta a atriz [Lilian Potter] falando com ator (Harry Potter) momentos antes do ator ENTRAR (Voldemort) e lançar o feitiço de Avada Kedavra. Como será feito a cena, que emoção demonstrar, que gestos.

Master Scenes – Animação – (2)

Parte II - Conhecendo os elementos do Master Scenes

Parte II – Conhecendo os elementos do Master Scenes

Na segunda parte deste artigo vou passar a formatação, deixando de lado margem e posição, porque como eu falei – a cada mês que passa para ser mais dinâmico no progresso da coisa, isso não faz muita diferença se você esta preocupado em como a cena vai ser descrita. Pode montar em tabulação as regras de x cm para cima e y cm para baixo – caso seja  interesse dos leitores,  eu passo estes detalhes.

E vamos utilizar exemplos de livros, filmes e games para montarmos nosso roteiro. Até o próximo artigo.

Bibliografia referencial.

Análise de “Amanhecer parte 1”

Último episódio da saga Crepúsculo – Amanhecer parte 1.

Amanhecer - Parte 1

Amanhecer – Parte 1

Sucesso de Forks por 4 anos.

Numa noite nublada, vi no Severino Ribeiro na rede Kinoplex localizada no último andar do maravilhoso Shopping Tijuca um filme que pode ser particular para o público feminino, se assim posso rotular. Dada a grande rede de comentários que vi surgir, a platéia do cinema esta 1:1 para homens e mulheres – um enamorados repletos por assim dizer.

Em 2008 eu vi o Crepúsculo achando ser um filme de ação e suspense, como vivia julgando que a locadora Blockbuster errava constantemente nas classificações de gêneros como vi uma vez – “Labirinto do Fauno” diversão para toda família, nem li o gênero no catálogo. E quando olhei para aquela película de 120 minutos, pensei em que momento os vampiros iriam cair na pancada. Quando a primeira parcela de 60 minutos passou – pensei – “É o primeiro filme de 4, pode ser uma introdução. Aliás sagas precisam ter história para se manterem”.

Quando veio a metade do segundo tempo na segunda parcela de 60 minutos, eu percebi que o gênero o qual re-olhei diversas vezes, drama e romance, era de fato tangível ao filme. O Blockbuster acertou finalmente. Não sou fã de drama e romance, talvez drama – acho que todos nós identificamos um pouco, emoções e tal. Assunto pouco discutido. Quando terminou o filme aos 120 minutos e olhei para contabilizar a luta em que Bella Swan apanha, foram 5 minutos. Bem ação em 5 minutos vale um filme.

Mas conclui, gostei apesar de não ser fã de sagas onde o gênero romance e drama fazem parte. Nem vejo novela por este motivo. Mas assim como musical, o qual eu não curto nem um pouco, tem pérolas que fazem brilhar mais do que o normal. E Crepúsculo (Twilight) não foi uma exceção desta teoria. Não era simplesmente a fórmula de um relacionamento entre diferentes, como Willian Shakespeare fantasiou em sua obra de Romeu e Julieta (Guerras entre famílias, diferença de riquezas e inocência diante de uma possível tragédia) tudo em comum com a saga de Stephenie Meyer?

Os filmes foram um sucesso, e se repararmos que crepúsculo não é só um pitaco para a esfera feminina – eu não ouvi uma piadinha do público masculino com cenas que descreviam as idiossincrasias do relacionamento de Bella e Edward com toques de complicações entre seus diferentes mundos. A saga não se distancia muito de Harry Potter – que era a luta interminável de Voldemort por matar Harry Potter, e o mesmo por saber quem eram os seus pais. A este trecho quero deixar claro que são obras diferentes e possuem seu timbre, o qual testemunho muitos fãs comparando as sagas falando que uma é melhor que a outra, quando o elemento que os diferencia é justamente o foco dos filmes.

Um é relacionamento com diferença e outro é a luta pelo descobrimento pessoal. Ambos tem subjetivamente cada um destes, mas não dá para comparar de forma positiva ou negativa ambos.

O filme.

O casamento é a notícia do dia.

O casamento é a notícia do dia.

Ontem vi a sessão , ao qual cobri o filme sem pretensão de esperar algo bom ou ruim dele. O que sempre me surpreende. Quando vi o  primeiro episódio da saga, eu vi com idéia de ser um filme de ação, fiquei pensando o quão ruim ele era. No entanto uma pessoa me ofereceu uma perspectiva – “Veja o filme pensando nele como drama e romance”. E não é que funcionou? O efeito foi imediato, eu vi o filme em seus trinques e truques, da forma que ele foi feito. Da saga não vi até agora o Eclipse.

E digo, para uma pessoa como eu, que não gosta de romance. Esta saga de 4 episódios não trouxe tédio. É boa, muita boa. Excelente. Nem vi o tempo passar do filme, por ele ser envolvente.

Nos primeiros momentos achei uma certa pieguice – aquele preparo todo. Aquela demora. Cadê os lobos se mordendo? Cadê a transformação da garota? Quero ver Kristen Stewart em trajes menores? A primeira cena já era de “É hora com a minha cara”? Sabe aquele jeito que o capitão Kirk (Willian Shatner) arranjava de arrancar a camisa? Bem, quem viu e quem for ver, vai entender o que quero dizer.

Tenho até uma tolerância em ver filmes em que alguns sujeitos tirem suas roupas, o Harry Potter não foi diferente. Eu me pergunto, tem necessidade de ficar sem roupa para entrar em água gelada? Por que a Hermione não pode nadar ali, ia ser muito melhor. Mas não, Daniel Radcliffe fez Equus, ele podia ser aproveitado nesta cena, e em outras também.

As cenas que as atrizes ficam nuas, vem uma parede conveniente, vem um torneira ou o momento da cena acaba. Mas fazer o quê? Holodeck.

[SPOILER ON – MOMENTO QUE VOCÊ FICA DESILUDIDO – NÃO OLHE E NÃO LEI]

Aviso: Para ver o spoiler, basta arrastar seu mouse sobre o espaço branco e ver os segredo do filme. Se você não se importar de perder todo o sentido de ver um filme surpresa, e já leu o livro, pode ir por contra própria. O Show1000 fornece suporte psicológico.

SPOILER a vista - SHOW1000 - Avisa.

SPOILER a vista – SHOW1000 – Avisa.

No inicio do filme, é a cena em que trata do casamento de Bella Swan e Edward. Ela começa a ter sonhos por medo do Volturis irem lhe importunar a vida. E Edward revela que chegou a se rebelar contra Carlise por um tempo, e matou bandidos para saciar sua sede de sangue (momento o qual eu pensei, tem coisa e vem suspense de 5 minutos, mas foi).

Jacob na primeira cena (difícil) já sai correndo tirando sua camisa (Made in Kirk) porque ele foi convidado para o casamento de Bella e Edward. Mas ele não é o noivo.  Então mais tarde na festa, ele encontra com Bella no mato para lhe felicitar, mas acaba perdendo a calma novamente, e tudo se resolve (por enquanto)

Depois ele partem em lua de mel para o Rio de Janeiro, o ator Robert Pattison fala em português mesmo, é muito engraçado. Ninguém parava de rir. Mas ele quase que perdia o folêgo. E atores brasileiros também. Passando pelo Cristo Redentor, aquela visão 360 tão conhecida dos cariocas, pela Lapa e o nosso famoso som – SAMBA (não quero ser preconceituoso, mas eu sou contra a música Funk, e não quem ouve), se fosse Funk ia ser uma desmoralização incrível. O Rio de Janeiro ostenta uma das maravilhas do mundo, é segundo cidade das Américas mais cara. Não pode expor em sua safra cultural um estilo de música como o Funk. Isso se repete ao Hip-Hop, Jazz (esse são fã). 

Vão para Ilha de Esme, no Rio também. Mas então só temos cenas engraçadas com brasileiros falando sobre o demônio que é o vampiro Edward. A cena – “Nossa” é engraçada, quando chegar é infalível de perceber. Na primeira noite, antes dos caseiros chegarem, o casal realmente tem uma noite sórdida e surreal de sexo vampiresco, onde a cama um King Size torna-se uma casa improvisada de Tarzan pela manhã.

Mas nem tudo é flores no casamento, e Bella tem hematomas pelo corpo. Alias a força do marido dela não supõe limites. Então ele resolve fazer greve – literalmente – e passam a jogar xadrez para passar o tempo. Só aquela noite sórdida rendeu uma semente. Sim, Bella esta grávida. Mas tudo parece ser um susto de início já que Edward liga para Carlise para saber se era possível uma humana ficar grávida de um vampiro. Se esse fosse o único problema.

Então Bella começa a passar mal. O bebê é do mau. A primeira vista. Então a nossa safra brasileira fala como um mexicano supersticioso – “Toca-lhe a barriga” e diz “Morte” (aquele olhar, de que a atriz entendeu alguma coisa, que não entendeu. Por que se ela não sabia português, como ela teve aquela reação imediata de “Estou ferrada?” com palavra? Furos existem).

E então eles encerram a lua de mel, e voltam para Forks. E descobrem que o bebê mau esta fazendo Bella ficar cadavérica. Jacob culpa o Edward (agora pelo motivo de deixar a Bella doente). E tudo começa a ficar de mal a pior. Quando Bella começa a sofrer fraturas, porque o bebê do mau é forte – descobre-se que ele é um VAMPIRO (Surpresa? Se você leu o livro, não vale.) – durante o tempo todo a garota sofre (Parte 1 – Bella vai sofrer). Na tentativa de tirar o bebê da mãe, Bella acha que pode ter o bebê – fazendo com que os Lobos fiquem fulos e queiram ataca-la. Eles vão então para pega-la em sua casa, ou melhor dos Cullen. Mas então num momento – “I HOPE I GET” Jacob diz NO (lembram do Cesar do Rise Planet of Apes no Habitat? É, a sensação voltou). 

Ele se desliga da matilha, e fique pensando em Bella é isso e Bella é aquilo. Então fecha acordo com os vampiros e jura juntos deles proteger a noiva cadáver (Bella) – teve pinceladas de Tim Burton nesta primeira parte. Tudo corre bem, é mordida. é pancadaria. É lobo contra vampiro. É uma pancadaria que eu pedi para acontecer (não que eu queira, mas o filme funciona assim – Beijos, abraços, dentes pontudos, complicações sanguíneas, vamos resolver no tapa [me interessa] e tudo bem com você?]).

E neste momento vemos uma cena a lá ‘Exorcista’. Porque a Bella é toda torcida e quebrada pelo bebê do mau (lembram-se dele?). Quebra a coluna dela para o lado, ela cai de joelhos, quebra mais coisa. Ela é levada para o SUS do Carlise. Lá ela tem o pior atendimento possível, não vai pode ser parto normal porque a agulha nem entra na barriga. Então é cesariana. Mas é de partir o coração mesmo – é barulho de carne sendo rasgada. É a garota berrando de dor. Quando o sangue jorra, os vampiros ficam doidões. E fica Jacob e Edward sendo os cirurgiões da Bella. E tudo acontece assim – “Bisturi na barriga, vai abrindo até chegar no bebê do mau. A menina berrando. Os lobos lá fora se matando com os vampiros. Bella tem o bebê, que acaba de descobrir que é menina [Resnesme] como dizia Caco Antibes – “Pobre adora juntar nome para ficar rico – Creusa, Gilamar”. Mas até que a pronúncia sai legal.

Então acontece, Bella morre. Jacob com saco cheio de ficar com namorada, sem namorada, amante e sem amante. E não tendo seu elo de ligação feito. Ele coloca a culpa toda, de novo, no Edward (Não vou te matar, seria fácil.) e sai da SUS e fica chorando ali no mato. E Edward faz os primeiros socorros. Injeta o sangue dele nela, para transforma-la em vampiro (eu esperei 110 minutos para ver), mas não dá certo. Ela morreu, morreu mesmo.

Jacob fulo, entra na casa novamente para matar a bebê do mau. E então tem Imprinting com a filha de Bella (na Wikipedia tem uma definição errada a dar com pau – Amor a primeira vista. Isso não é amor a primeira vista, Jacob teve amor a primeira vista com Bella, e ficou com ela?Não, isso foi amor parcelado). E tudo acaba bem para ele, e acaba mal para o rei da matilha. No estilo japonês, Edward narra que Imprinting é um processo dos lobisomens que os deixa focados devido ao seu elos.

E então, Edward volta para o SUS para fazer o preparo do corpo cadavérico da Bella. Que fica naquela cena – “Eu morri e fui para o céu, mas estou aqui baldeando”. E momentos antes de dar os créditos, aproxima na frisa dos olhos e abre com eles vermelhos. (Bella Cullen é vampira de olhos de vinho).

Mas perdeu quem saiu antes dos créditos, aliás luz apagada com créditos com mais de 5 segundos, significa que tem coisa. Mas não desconfiaram e perderam, e no Show1000 você vê o que perdeu. Após algum tempo – no ninho dos Volturis, eles recebem uma carta de Carlise avisando que Bella Cullen faz parte da família – e isso não os deixa isentos da guerra ainda. E uma mensageira (bonita) é morta por errar o ‘S’ de suave. O vampiro é um desses chatos que ficam corrigindo ortografia e gramática.

[ SPOILER OFF – ACABOU O TEMPO DA DESILUSÃO – CONFIRA NOSSOS FOLHETOS]

Trailers e um breve comentário.

Perfil da saga Twilight

Perfil da saga Twilight

Como havia dito, não sou fã de romances e dramas. Mas esta história tem um outro quê. Muitos podem dizer diversos motivos, e talvez acerte ou erre todos, ou alguns pontos importantes que são clichês em diversas obras.

Mas levei um tempo para tirar um preconceito com obras neste gênero, e descobri raridades neste meio. Mas também sou cauteloso. Obras que apelam a frieza realista do cinema Europeu, que senão as obras de Harry Potter que rebuscam a mágica de Londres, tais como Peter Pan, se fosse em outro lugar será que seria a mesma coisa?

Ou de forma brutal e insana, como o cinema espanhol. Embrenhado em superstições e grupos obscuros, gerando filmes igualmente perturbadores ao seus dotes culturais. O Brasil que tem uma diversidade, como Agamenon, ou Tropa de Elite. O romance de Stephenie Meyer foi de pegar o que muita literatura buscou e o colocou numa versão Shakesperiana de Romeu e Julieta, drácula e uma simples garota tentando buscar naquela cidade pequena um sentido para a vida. Imaginando sem os vampiros e lobos, ia ser – “Isabella Swan e o xerife”.

Vale a pena ver o filme, larapio o bordão – “Vale a pena ver de novo” sob outras perspectivas. Recém tempo, eu vi os 7 filmes do Harry Potter seguidos, e percebi a evolução que cada personagem trouxe para a saga. E o quanto era trivial matar Voldemort. Talvez trivial para quem possui-se o valor destemido de Potter – mas era trivial. Mesmo com a varinha sabugueiro, o que o venceu foi matar sua alma em cada uma das relíquias. Bastava um Avadra Kedavra e ele morria como os demais. Esse era o grande enigma do filme.

O erro dele foi de ‘atacar’ um bebê de 1 ano. Ele pôs tudo a perder. E fez o erro de ataca-lo durante os 7 anos em Hogwarts. Toda saga mostra o lado fraco do vilão.

Análise do besouro Verde

BESOURO VERDE: Se todo herói fosse como ele, poderia dispensar qualquer surpresa.

Super máquina o quê? Beleza Negra é muito melhor.

Super máquina o quê? Beleza Negra é muito melhor.

Como tudo começou, besouro verde, antes na tentativa de ser abelha verde. Se não fosse por Kato, ele não seria nada mais que um vagabundo riquinho. Mas a história mudou, e deu lugar ao canastrão vagabal uma forma e chance de agir contra os mau-feitores sendo um verdadeiro fracasso inicial como o novo super-herói: Besouro verde e seu fiel escudeiro, Kato o Japa monta tudo.

História.

Britt Reid (Besouro Verde) negociando e fugindo de Chudnofsky)

Britt Reid (Besouro Verde) negociando e fugindo de Chudnofsky)

Tudo começa quando Britt Reid (Seth Rogen) é levado para o escritório de seu pai, e recebe o que parece ser um sermão das antigas. Seu pai dono e dirigente do Sentinela Diária (Centro jornalístico) lhe dá o golpe da vida – “Pare de tentar se sempre fracassa”. Com o trauma de ter seu brinquedo com a cabeça arrancada, Britt só sabe fazer uma coisa. FARRA, MULHERES, BEBIDAS e MUITA VAGABUNDAGEM.

Quando os escândalos não param nem nas pautas do jornal de seu pai, ele não toma jeito algum. Sendo flagrado até por seu pai na cama com uma mulher de uma de suas festas. O limite lhe esgotara, e se pensa que o herói vai nascer aqui. ENGANOU-SE, ele ainda vai sair de limusine com uma gata antes do inesperado.

Seu pai morre. A noticia dada pelos Paparazzos chatos que decoram a porta de entrada. E assim nasce Besouro Verde…não AINDA NÃO. Ele bebe o café que é uma MERDA, e descobre que quem faz o café com folhinha e e uma boa, era um Japa. Kato (versão original Bruce Lee, nesta Jay Chou). Agora sim, e nasce o Besouro Verde combatendo o crime e chamando muita atenção do chefão local.

Se quiser saber como o Besouro Verde é criado, a trama que envolvia o Pai de Britt, as relações secretas do chefão local e o final. Não deixem de ler a seção Spoiler.

Trilha.

Trilha Sonora - Quer escutar explosão ou canção?

Trilha Sonora – Quer escutar explosão ou canção?

Soundtrack – Filme 2010

Soundtrack – Série 

Soundtrack Main Theme – Série/Film

Spoiler e curiosidades.

AVISO: VOCÊ ESTA ENTRANDO NUMA ZONA DE DESCRENÇA CINEFÉLICA. SE CONTINUAR A LER SOBRE O QUE SE PASSA NO FILME, SERÁ SUA RESPONSABILIDADE.

SPOILER BESOURO VERDE - LIMITE PARA VOCÊ. SEGURANÇA PARA TODOS

SPOILER BESOURO VERDE – LIMITE PARA VOCÊ. SEGURANÇA PARA TODOS

Aviso: O SPOILER ENCONTRA-SE OCULTADO POR UMA FONTE NA COR, PORTANTO PASSE O MOUSE COM UM MOVIMENTO DE SELEÇÃO PARA DEIXA-LO AZUL E O TEXTO SER REVELADO.

— (Começo do Spoiler)

Britt Reid ao contrário de seu antecessor no papel de 1966-67, que incrivelmente inteligente, hábil para detalhes e bom em artes marciais, o outro não passa de um lesado vagabundo e encrenqueiro que se não fosse por Kato se mataria por burrice. Kato esta mais sofisticado que o anterior, já que aqui ele é tão hábil em montar carros, armas e cafeteiras que o inicio do Besouro Verde só foi possível por causa dele, unicamente por causa dele.

Depois da morte não acidental do pai de Britt Reid, James Reid, após ser noticiado com a picada de uma abelha fora na verdade assassinado devido um complô agendrado pelo chefão do local – Benjamin Chudnofsky e o procurador Frank Scanlon candidato que quer passar para o povo que a cidade tem menos crimes, fazendo com o jornal local – sentinela Diária noticia somente o que ele quer, omitindo os índices verdadeiros dos crimes.

Possibilitando que Chudnofsky pratique seus atos na surdina e que o candidato a procuradoria seja eleito sem problemas. No entanto o pai de Britt se nega a fazer o trato, e acaba sendo morto pelo procurador.

Com a falta do que fazer, e não por vingança, mas sim contra a imagem do pai, Britt Reid convence Kato de fazer com ele uma dupla para combater o crime, mas antes sentir a adrenalina de cortar a cabeça da estátua levantada no jazigo do pai. É quando presenciam a primeira oportunidade de fazer história.

Após conseguir chamar a atenção do Benjamin e de encucar Frank Scanlon, ele é colocado como um cidadão altamente perigoso para os negócios, e então é marcado para morrer. Ele precisa além da ajuda de Kato, e da secretária Lenore como conseguir montar um perfil de um herói e ao mesmo tempo se safar da enrascada que se meteu.

O final do filme é o seguinte. Ele tem o seus 2 minutos de glória, isso mesmo Britt Reid consegue ter a visão escaneadora e detectora de Kato, mas leva um estabacão que só Deus sabe como ele foi capaz daquilo. Mas tudo termina bem e mau, depende do lado que você torce.

Final.

 

  • Benjamin Chudnofsky morre com duas estacas nos dois olhos e um tiro.
  • Frank Scanlon é jogado do prédio da Sentinela Diária sendo empurrado pela metade do Beleza Negra e morre estatelado
  • Britt e Kato recolocam a cabeça da estátua do pai no lugar, torta, mas coloca.
—- (Fim do Spoiler).
Aviso: Saindo dos limites do perigo de spoiler.

Dica da pipoca.

Besouro Verde - Pedida

Besouro Verde – Pedida

Se quer ver um filme com pancadaria, diálogos engraçados, inteligência cinefélia, diversão, romance, drama e ficção. Então o Besouro Verde é uma ótima dica. Tudo que se pode ver de um tipo papelão esse filme possui. Já viu Batman e o repelente de tubarão? Não chega à tanto, mas se Britt Reid tivesse nascido pobre, teríamos um chapolin colorado (gafanhoto vermelho).

Ele é notóriamente burro, incapaz e uma jamanta. Se não fosse pelo Kato, onde íriamos parar nos primeiros segundos do filme. Seria o “vagabundo de 40 anos”. Se gosta de Nacho Livre (Jack Black como o monge Ignacio) então deve gostar bastante de Besouro Verde.

Tanto como Ignacio como Britt querem ser heróis, lutadores e terem mulheres.

 

Trailer (filme)

Green Hornet (Besouro Verde) - 2011

Green Hornet (Besouro Verde) – 2011

 

Análise de “Cisne Negro”

Querer a perfeição nunca foi tão perigoso.

Cisne Negro

Cisne Negro

Filme que retrata o encontro com o lado negro, o lado psicótico de uma pessoa, que se não for controlado pode até matar os dois lados. Nina Sayer provou do “Cisne Negro” interno, criou o melhor espetáculo que seu produtor Thomas poderia querer, mas houve um pequeno problema, quem fez o show não passava de uma sombra humana.

História.

Nina pecorre o abismo da sanidade e insanidade

Nina pecorre o abismo da sanidade e insanidade

Natalie Portman (Nina) conseguiu encarnar o que Anakin Skywalker, produção outrora de sua participação como Padme Amidala, viveu como um aprendiz de Jedi e em Darth Vader. O lado negro da bailiarina irá para fora como um cisne revoltado, se acha que o filme só remete ao drama então pense melhor. A verdade é que a bailarina aspirante por querer ser perfeita, encontra além da perfeição um caminho que muitos trilharam, mas infelizmente nunca voltaram.

Numa Cia. de Dança repleta de dançarinos, e um produtor Thomas que busca em seus integrantes uma atuação mais forte do personagem, não é tão assim exigente, como a própria Nina que busca mais do que um show no ponto, uma atuação perfeita, uma encarnação literal do cisne. Mas como a história conta – “Lago dos Cisnes” e ela realmente não quer viver no palco somente o conto, ela quer superar tudo que é detalhe, mesmo a perfeição. Como superar o que é perfeito?

Naturalmente você deve pensar que logo de cara a personagem esboça a loucura de uma pessoa a procura de perfeição. E vê que Nina se espelha na sua Mãe, ela mais que tudo cria na filha um sonho que nunca pode ter, aos 28 anos tinha tido uma filha. Mas o filme não explora só a loucura de Nina, e sim mostra ao público como é o mundo das bailarinas.

Florzinhas e princesinhas vistas por nós, mas parece uma guerra lá dentro. Uma disputando o espaço da outra, quase apelando para trapaças – de nada de frágeis. E mostra que aos 28 anos já estão aposentadas, o conceito de velhice já abate que é bailarina tão cedo. Algo que leva a pressão imediata. E conclui: Vale a pena ralar tanto a ponto de que você perca tudo que tem ao seu redor por uma realização no palco? Que somente ficará no palco?

Se bem administrada, vale a pena. Mas isso a Nina infelizmente nunca pode experimentar. Ela não via diversão, ela via – “Disciplina, Disciplina e Disciplina”.

O Cisne Branco.

A leveza do cisne branco escondia ou lutava contra a maré negra

A leveza do cisne branco escondia ou lutava contra a maré negra

A melhor performance de Nina era o Cisne Branco, o que ela tinha medo era do Negro. De forma metafórica, o filme transforma a psiquê de Nina em realidade. Os arranhões, as unhas sangrando, o pé machucado tudo um ato de flagelação por odiar a parte boa quando a parte ruim dela estava aparecendo.

Ela era tecnicamente perfeita em movimentos, para quem vê de fora era mais que perfeita. Quem vê de dentro era perfeita. Ela via – “Não existe perfeição, e sim simples dança”. O Cisne negro via “Dispersão e sedução”. O que ela negava sempre, o que não queria que fosse verdade. E era verdade?

O seu produtor procurava a estimular o lado sexual dela, a sedução algo pertencente ao nosso lado mau, o lado bom sempre é bem sonso. Sempre a procura de tudo é lícito. Quando ficamos com raiva parece que tudo é resolvido não é mesmo? Pois é isso que Nina temia, que seu lado inocente (representado pelo seu quarto) cheio de bichos de pelúcia fosse destruído.

O filme em si falava da descoberta sexual e de decisões de crescimento mascarado por um lado intelectual (a técnica bem desenvolvida por ela no ballet). Mas quando ela viu que ela preciso descobrir lados que ela considerava promíscuo, não só o conceito sexual, mas tudo que pudesse afasta-la das asas da mãe – “Eu quero privacidade, não tenho mais 12 anos.” ela começou a temer que tivesse ultrapassado um limite.

Então nascia a esperança, embora temida, do Cisne Negro. Como o produtor havia dito, fazer um cisne era fácil, fazer os dois ao mesmo tempo era complicado.

O Cisne Negro.

Para se transformar no Cisne Negro, Nina precisaria matar o Cisne Branco.

Para se transformar no Cisne Negro, Nina precisaria matar o Cisne Branco.

Quando Nina percebeu que havia outra atividade a perturbando, quem fazia aqueles machucados? Notou que podia ser apenas paranóia, sonhos reais e alucinações. Que podia estar perdendo talvez a concentração por tanta pressão, por procurar algo que notoriamente somente ela dava corda. Todos estavam bastante atenciosos, procurando por um lugar na lua. Ela queria mais que o universo podia oferecer.

O Cisne branco (parte inocente) tendia pelo sucesso, mas era influenciado drasticamente pela afetuosidade exagerada da mãe que sofrera com o término da carreira, mas queria independência e liberdade. Já que no final das contas, sua loucura partia de quem sua mãe era arrependida de ter tido ela como filha, e por isso transparecia sua razão doentia de fazer uma peça musical – “Lago dos Cisnes” onde uma menina fora transformada em cisne (se pegarmos pela história do patinho feio) que como adulto é um cisne.

Seria Nina no começo de sua vida um obstáculo para sua mãe que teve que terminar sua carreira (patinho feio), e como adulta se tornara o que a mãe sempre quis ser (cisne). Mas havia um problema. Nina não queria ser o que a mãe queria ser, ela queria ser amada. E como nada correspondia, ela vivia um inferno entre o cisne branco e o preto.

Uma fuga no final das contas.

Para saber o que de fato aconteceu com suas escolhas vocês escolhem: Vejam o filme ou leia a seção “SPOILER”.

SEÇÃO SPOILER.

Você foi avisado. Show1000 não garante problemas psicológicos após ler sobre o Spoiler do filme “Cisne Negro”. Mas se você quiser arriscar, não apagamos sua memória após reclamação.

SPOILER - AVISO - MANTENHA OS OLHOS FECHADOS OU DISTANTES

SPOILER – AVISO – MANTENHA OS OLHOS FECHADOS OU DISTANTES

Se você persistir em ler, tudo bem. Avisamos de todas as formas e tentamos preveni-lo de todo o mal que um SPOILER pode causar desde de descrença até momentos de choro de replay. Então leia nossas recomendações a seguir para uma leitura reveladora.

Aviso: O SPOILER ENCONTRA-SE OCULTADO POR UMA FONTE NA COR, PORTANTO PASSE O MOUSE COM UM MOVIMENTO DE SELEÇÃO PARA DEIXA-LO AZUL E O TEXTO SER REVELADO.

— (COMEÇO SPOILER)

Nina faz parte de uma Cia. de Dança, onde Thomas o produtor procura escolher uma “Rainha dos Cisnes” antes ocupada por Beth (Winona Ryder) agora praticamente aposentada. O que tudo nos esperar é que a pressão que produtor causa é o efeito devastador. Mas a verdade é que Nina já estava com a paranóia e a loucura de ser perfeita devido ao desarranjo que ela tem com a mãe. Exagerada na afetuosidade que tem e pelo arrependimento de perder sua chance para cuidar de Nina, ela despeja emocionalmente tudo que não pode fazer na filha.

Com a tendência de muito amor, e pouca compreensão, Nina procura ser mais que perfeita no Ballet. Até mesmo exagerado para os padrões da Cia. E todos a sua volta começam a perceber que isso pode ser bastante perigoso. Não tão atencioso a ponto de para-la.

E o que acontece? Ela quer ser o cisne negro e branco da peça e ser escolhida. Ao ser chamada para fazer o papel após beijar e morder o lábio de Thomas que vê ali uma abertura para a personagem. Começa o martírio que leva Nina a realmente se tornar uma Cisne Negro, mas literalmente. Para isso na peça ela contracena com o lado que ela mascara ser, e depois para ser o cisne negro ela literalmente mata o cisne branco.

No filme mostra Nina matando uma bailarina. Então ela se transforma no cisne negro. E faz a parte da peça da qual levou um tempo para criar. Quando ela volta ao camarim, percebe que quem ela havia matado não tinha sido a bailarina, e sim ela mesma. Mas de fato se matou, ela enfiou um pedaço de vidro em si mesma. Sem perceber.

Quando voltou ao palco para finalizar como Cisne branco, ao se jogar no colchão posto no palco, ela morreu.

— (FIM SPOILER)

Acima existe perigo a sua diversão. Apartir daqui é possível passar sem ser mordido.

Polêmica Bailarina que faz o corpo de Nina.

Bailaria real contra Bailarina falsa

Bailaria real contra Bailarina falsa

Esta aí rendeu até protestos gigantes de partes dos comentários. Mas a verdade é que quem faz um trabalho é quem dá valor para ela. A Bailarina se ela não ganhou nada isso tem haver com o lado discriminatório.

Quem foi contra não sabe realmente o que é ter um trabalho imenso, e ter seus créditos desvalorizados, o que dia que passar por isso, rapidinho muda de opinião. É a lei do “Não é comigo, não me afeta.”.

Mas a atuação de Natalie Portman ganha o seu destaque, ela mesmo havia declarado que foi realmente dificil fazer o papel.

Trailer e vídeos extras.

Informações para a faixa etária.

  • Conteúdo psicológico intenso
  • Cenas de lesbianismo
  • Conteúdo sexual e insinuação
  • Conteúdo violento físico