Stranger Things + Biografia da Eleven + Curiosidades + Resumão de todas as temporadas

Curiosidade sabia que o IT foi citado dois anos antes do livro?

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6 Dicas de livros para desenvolver hábitos de leitura

Obs: Nenhuma parte deste artigo foi escrita por uma Inteligência Artificial.

Antes, uma breve explicação…

Inicialmente procurei ao meu ver leituras curtas. Que foi como eu comecei ao reintroduzir após alguns anos sem uma persistência diária de consumo — exceto internet¹ (que não conta) — de livros, também não conta HQ². Há três obras que vou citar desse total proposto, que irão trazer conforto visual, para acostumar você a começar a gostar de ler. Vamos lá?

Antes de começarmos, convido-o(a) a ler antes o artigo de Dicas de Hábito de Leitura, nele eu explico um método que ‘cunhei’ para começar a criar hábito e cultura de leitura (notem que há uma distinção entre o dois termos) e assim essas dicas de livros irão proporcionar, acredito, mais resultado.

Há outro artigo que escrevi que falo da diferenças (e vantagens) de ler Livro e HQ, e não é um ataque direto à qualquer uma dessas como forma de favoritismo, mas que levanto que são ‘literaturas’ que promovem abordagens diversificadas. Se quiser, leia aqui. E como devem ter reparado exponenciei os valores 1 e 2 em internet e hq, que seriam notas de rodapé e aqui seriam postas no final, mas que fariam pouco sentido se fizesse assim, serão explicadas agora.

¹ Internet não é uma leitura de persistência, médio tamanho ou focada para construir hábitos (se você já tem, é diferente), mas para quem não tem ainda o costume der ler um trecho de livro todo dia, é prejudicial. Diferente desses dois materiais, Internet nos bombardeia com ‘dopamina’ sem passar e o livro nos permite acessar uma trilha menos instável de consumo, ficamos mais focados e entretidos. Não apenas menciono como destaco, que a internet possui em sua maioria (e preferida pelas pessoas) textos curtos carregados de erros de coerência e ortografia.

² HQ tem leitura, mas possui extravagantes quantidades de material visual, sendo este a maior absorção que se tem, comparado a um livro (apenas texto) e ainda mais para Graphic Novel (texto e imagem). Citei no artigo acima, que é sobre o debate de Livro e HQ, que pontuo a diferença entre os dois (nem melhor e pior). Mas hábito de ler livros, precisa de um livro que tem apenas textos. HQ possui mais apreciação visual do que verbal. Para este caso, não estou demonizando o gibi e sim ressaltando que não é o mais apropriado para definir costumes iniciais persistentes de livros.

E muito importante, um livro por vez. Você vai fechar o primeiro livro e prosseguir para o próximo. Não coloque a carroça na frente dos cavalos. Não pense em pressa, ler mais não significa nada se você não está preparado para absorver mais. Não se importe com outras pessoas que leem mais de um livro por vez. Ela estão em outro nível. Entenderam?

Como se trata de um início de costumes, ratifico a necessidade de seguir os métodos de cada livro à risca. Por quê? Para primeiro momento, você não tem a devida prática e paciência de se manter em uma obra com coerência, infelizmente por não ter a prática e a exigência diária de ‘dopamina’, portanto que ler rápido, devorar logo a obra, será apenas uma enorme perda de tempo. E no final, você não terá adquirido o costume de ler, nem de reter novos conhecimentos, palavras, significados e não vai desenvolver boa comunicação, memória e coerência em seus discursos.

Após essa definição longa, vamos as dicas vou justificar o porquê desses livros. Não reparem que o gênero que escolhi esteja mais para ficção científica, terror, suspense, fantasia e sobrenatural. Embora não seja do feitio gostar de romance (como gênero), drama e épicos (medieval e histórico), há exceções, não faria recomendação para quem está começando a criar motivação para leitura, porque são textos mais rebuscados e longos. E provavelmente você vai desistir de ler.

OS CONTOS DE BEEDLE, O BARDO (J.K Rowling, Apenas texto ,2008). #1

Em 2008, eles lançaram esse livro de capa azul que só continham textos, dou ênfase que você prefira este modo do que o Graphic Novel. Porque temos a tendência de procurar por algo menos complicado (imagens) do que permitir que o texto nos faça compreender descrições de pessoas e locais, e quiçá, situações. O âmbito aqui é de você conseguir abstrair do texto o que você não vê, mas poderia imaginar. Quando tiramos a dependência de algo visual (multimídia, audiovisual, visual e áudio) e apenas fazemos uso de palavras para chegar lá, você começa a adotar o livro como uma fonte de informação.

Método: Um conto por dia.

Por quê? Se você não tem hábito de ler textos mais longos, provavelmente é oriundo da internet, consumir mais contos não irá substituir seus hábitos em minutos. Mas vai criar ‘overdose’ de uma atividade que você ainda não absorveu o suficiente para gostar. Logo será uma atitude de desespero, fazendo-o pensar que ler o livro todo, estará contando pontos de vantagem.

TRIPULAÇÃO DE ESQUELETOS (Stephen King, Apenas texto, 1985) #2

Ao todo são 22 contos, sendo um deles o nevoeiro que possui mais de cem páginas. Neste caso, eu sugiro a leitura desse no final. O vocabulário de Stephen King difere bastante da dica anterior. Tem uma característica madura na escrita , um pouco menos acessível a maioria dos públicos, muitas palavras podem ter denotações confusas e ter um dicionário ao seu lado é uma boa tática. Razão pela qual eu sempre tenciono que a pessoa deva ler um conto por dia. Aprender novas palavras e passagens textuais, costumam ser uma frequente situação em livros.

Método: Um conto por dia.

Nota: A passagem “(…) um pouco menos acessível a maioria dos públicos (…)” por possuir certas palavras e termos, ditados e expressões que muitas vezes fazem mais sentido a cultura americana, aos anos setenta e oitenta, podem repulsar alguns a leitura, especialmente os ‘apressadinhos’.

O ESTRANHO MUNDO DE JACK (Tim Burton, Graphic Novel, 2016) #3

A obra é escrita e ilustrada por Tim Burton contando sobre o personagem de Jack em uma nova aventura que é o Natal. Portanto não é uma adaptação literária da animação de mesmo nome. Esta é uma leitura mais confortável que pode promover mais adesão sua a leitura em si. Você pode pensar que é uma dica mais infantil, mas ela serve como carapuça para os adultos também. E isso é justificável, porque quando somos crianças aprendemos a ler e escrever usando texto e imagem, para criarmos uma sensação agradável. E toda adaptação exige tempo e sensação de conforto.

Método: Como história única, a leitura é feita de uma vez. Mas há uma dica, leia o texto primeiro e faça a leitura visual depois. Não aprecie a arte antes de ler. Muito do que erramos em Graphic Novel é de não nos permitir a independência de algo que vemos para o que lemos. Se você opta por algo já construído (a imagem) e parte para o texto, você vai sem perceber, negligenciar os detalhes que se tratam de características, descrição de ambientes e situações.

STRANGER THINGS RAÍZES DO MAL (Gwenda Bond, Apenas Texto, 2019) #4

Como podemos unir o útil ao agradável? Stranger Things teve um merchandising que nos brindou com obras literárias que trilham narrativas antes da série e paralelas, preenchendo lacunas. Diferente do Stephen King, temos um texto como vocabulário acessível e médio complexo, porque não é uma leitura precisamente para o público jovem e não necessariamente apenas para o público adulto. E se você viu a série, terá uma motivação acentuada na leitura da obra e não excluindo, que se não viu, terá curiosidade de ver a série. Não há pré-requisitos para ler.

Método: Um capítulo por dia.

Por quê? Cada capítulo de uma obra bem redigida contém começo, meio e fim sobre uma ideia. Se você não tem hábito de leitura consolidado, ler um livro de uma vez só, impede retenção de informação. Você não está lendo o livro, está apenas passando por ele. O objetivo muitas vezes não é de se lembrar totalmente dos fatos, mas conseguir aumentar o acervo literário, criativo e eloquência.

POLTERGEIST (James Kahn, Apenas Texto, 2023) #5

Adaptação literária do Poltergeist – O fenômeno (1982) e O outro lado (1986) sem distinção de duas obras e sim como continuidade. A escrita não segue como se fosse uma cópia de roteiro e sim uma narrativa dramatizada com ênfase maior em destacar as relações dos personagens, que vemos na tela, mas não são intimamente trabalhadas. São os mesmos eventos, com adições de histórias paralelas para preencher explanações sobre o que vimos nos filmes.

Método: Um capítulo por dia.

H.P LOVECRAFT GRANDES CONTOS (H.P Lovecraft, Apenas texto, 1937) # 6

A escrita de Lovecraft é bem mais rebuscada do que Stephen King e está mais emparelhada com a mesma dificuldade que encontrarmos em obras de Agatha Christie, Edgar Allan Poe e Sir Conan Doyle. Desta forma você lerá com mais gabarito e terá mais retorno já afirmando para si que consegue articular expressões que muitas vezes não temos em nosso dia-a-dia.

Como em Beedle, o Bardo e a Tripulação de Esqueletos, o método é o mesmo. Um conto por dia. Acredito que com essa leitura, vocês estarão mais munidos, com uma certa resistência (fortificação) para começar a se aventurar em obras mais longas.

Método: Um conto por dia

Por quê? Diferente de Tripulação e Beedle, a escrita de Lovecraft costuma ser muito menos comum. Ele foi um autor altamente prolixo e descrito, para não dizer também muito repetitivo. Há duas obras dele como ‘A Montanha da Loucura’ (que influenciou a criação do Enigma de Outro Mundo) e “O chamado de Tchulhu” ganharam versões Graphic Novel.

Mas atentem para a versão de apenas texto para este primeiro momento. Criou-se conexões com fatos verídicos com de ficção, e as passagens nos textos são mais dinâmicas, como Stephen King, você terá flashbacks, fatos presentes e intuição futura explícita descritas no texto à sua frente, notar fragmentos como figuras de linguagem e metáfora, serão cruciais para o que eu chamaria de teste final.

CONCLUSÃO.

Cada livro aqui pende para sua disciplina. Entendo que somos compelidos a correr uma maratona até para subir uma escada. É de total entendimento que vivemos em um mundo que não para. E não sei se somos capazes de contabilizar quanto de conteúdo em uma hora conseguimos ver em uma sessão na internet. Mas sabemos por algum motivo de intuição humana, que não conseguimos memorizar ou reter alguma porção desses números.

Estar na internet não significa quase nada se não temos um plano. Ou intenção de estarmos lá. Absorção de novos conteúdos, o que fazemos diariamente, provavelmente não nos acrescenta quase nada, por ausência plena de concentração. Na internet a palavra dopamina se tornou pública e conhecida. Se fala nela o tempo todo, e muitas vezes, nem sequer entendemos o que isso significa para nós.

O corpo precisa de consumo diário, comemos e bebemos todos os dias. Por uma necessidade de sobrevivência. Mas o corpo não pensa em comer uma bela picanha, ele pensa em comer. Ele precisa sobreviver. Para este tipo de mecanismo, não raciocinar, é apropriado. Já imaginou se seu estômago está chateado por ter que comer todos os dias arroz e feijão? E agora de rebeldia ele resolve impedir que as vitaminas sejam utilizadas porque você não o atendeu em seu desejo?

Para a nossa biologia, o processo de entrada, processamento e saída é feito sem qualquer necessidade de como isso funciona. Mas isso é para nossa biologia. Nós como humanos, senão processarmos conscientemente o que estamos lendo, nos colocamos em uma situação de dilema total. Porque não estamos aprendendo coisas novas. Você estar em um vídeo de internet, a depender do tipo, não estará em momento algum evoluindo.

Já contabilizou em um dia de 24 horas o tanto que você fica na internet vendo reels, stories e vídeos engraçados e nem precisa que sejam cômicos, pode ver aqueles de fofoca de celebridades ou notícias mais concisas a necessidade pública, que seria informações sobre filmes, séries, cursos e etc. O quanto que você vê por dia e o quanto você aprende sobre isso e na prática executa? Já fez ciência sobre isso? Acredito que na maioria das vezes, nem sequer pensamos.

E a leitura, ou qualquer trabalho manual, nos exige pensar. Raciocinar e compactar a uma lógica, o que aquilo significa. Fazer um desenho na mão, pintar a mão, fazer carpintaria, crochê\tricô ou reparar algum maquinário, terá mais resultados práticos para você ou eu, que ficamos horas à fio apenas nos entretendo com um surto de dopamina (que não acaba) vendo na maioria das vezes conteúdos que não nos agregam em exatamente nada.

Criei este artigo, junto aos outros dois que estão agora na categoria LITERATURA aqui do site, para dar um gás inicial para quem está procurando agora realmente crescer. E sair da estagnação. Até parece uma provocação, mas sair da estagnação não é a palavra da vez. Nem aquele termo enjoado — sair da zona de conforto — cedo ou tarde, por natural movimento, somos obrigados a sair. A diferença é se você decide ou o movimento é que te empurra. No segundo caso, nós não estamos exatamente preparados.

E o ditado — ‘construir um avião em pleno voo’ — parece tão motivador. Mas na vida real é um caos. Não iremos conseguir em pleno voo montar um avião. Já se perguntou o que é preciso para montar um avião? Pensa que sua queda livre com ele não é infinita. Uma hora a gravidade lhe causará o pior impacto da sua vida, talvez o seu último da vida, quando você e essa gerigonça caírem você talvez possa infimamente refletir. Talvez não. Se sua sorte estiver atualizada (ironia), ela cairá sobre você.

Movimentos são sempre silenciosos. Mas estão lá. Podem ser avistados em muitos momentos. O que fazemos é ignorá-los. Achando que somos imunes a essas mudanças. Vivemos um século diferente. Tecnologias, informação digitais, fakes news e uma intensa atividade de inúmeras pessoas (bilhões) contribuindo positiva e negativamente todo o processo, sem podermos em tempo — retificar — e aparar ações que irão nos beneficiar ou prejudicar em baixa ou larga escala. Em resumo, tudo anda rápido hoje, e isso significa, que não estamos vendo o movimento ali e vai acontecer.

Há pessoas que dizem sobre uma retomada de atividades analógicas (tradicionais, manuais) e outras que o momento digital (moderno) será desfragmentada ou, fundida, com outras áreas de saber que exigem a reflexão. Este último é o que torna este artigo essencial. Como você reflete, sem raciocinar? Diferente do nosso organismo, não podemos apenas agir sem entender o que a ação irá desencadear. Ou podemos? Até a próxima a pessoal.

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Dicas de Hábitos de leitura

Obs: Nenhuma parte deste texto foi redigido por uma Inteligência Artificial.

Hábitos de leituras são comportamentos que o levarão a tornar o costume de absorver a literatura (ficção e técnica) como algo diário, sem ser forçado gerando não apenas o sentimento de prazer, mas de que algo útil está ocorrendo. Marcaremos as palavras — prazer e útil — para que possamos compreender como de forma, simples, o hábito pode instalar-se sem exigir muito.

Inúmeros lugares, citam dezenas de dicas. Não há um censo de dizer o que está ou não está certo, ou que é melhor ou não, mas como em todas as fontes que podemos consultar sobre o assunto, reverbera a experiência própria e essas dicas servirão de carapuça, adaptando-se a sua forma de agir. Vamos lá?

Quanto à mim, quando iniciei me encontrava em dois cenários, que devem ser o que a maioria irá se identificar. Muita internet (portanto ansiedade) somado a ausência prolongada de ler qualquer tipo de literatura, como ler periódicos como HQS, por serem mais curtos (quando na ausência quase total de narrativas verbais), pois que a reação de imediatismo, falava mais alto e acaba por nos impedir de realmente parar um tempo para ler. Leitura exige foco e respiração.

Como eu fiz? Eu comecei a ler contos de 15-20 páginas por dia. Não impus horário, nem tempo. Durante aquele ciclo de 24 horas, eu descansava e abria o livro e lia a meta do dia. Por que eu não coloquei tempo? Por que eu não defini que leria uns 30 minutos por dia? Vou fazer uma analogia que fará vocês compreenderem de uma forma clara, porque colocar tempo em atividade de leitura não é o mesmo que colocar tempo em uma prática de piano (ou música em geral).

Quando nós praticamos piano, exige-se disciplina em ritmo, tom, tempo e memorização. Cada um desses correspondem a elementos de aprendizados que funcionam como — ação e reação — em um címbalo mais instintivo, e menos racional. Não estou dizendo que, estudar música, não exija racionalidade. Estou falando que é perfeitamente aplicável, colocar um tempo de 30 minutos, 1 hora, para emplacar disciplina que se move sem complexidade e que tenha a mecânica (bate e volta). Você se fiscaliza a atingir a meta de aprender a música e tocá-la no tempo certo.

Mas leitura não funciona assim. Porque você precisa a todo tempo, ao contrário da música, de raciocinar. No livro, você aprende nomes, narrativas, ações, descrições e até mesmo enigmas surgem. Na música, você faz uma leitura inicial da partitura, presta atenção no ritmo, aprende as passagens e pratica. Uma vez que você compreenda o que a música quer passar, o restante é plena prática diária.

Livro você não determina como meta um método de mensuração, que é o tempo. Tempo é uma tática de imposição. Uma limitação que você precisa se enquadrar para atingir um determinado objetivo. Leitura precisa gerar satisfação, música você antes de disciplinar, ao criar hábito de música, você toca sem regras. Mas foca, criando uma sinergia com o instrumento e as peças. Depois que entende isso, o tempo se torna um aliado em aperfeiçoamento — mas não aprendizado.

Perceberam a diferença? Na leitura obrigar-se a ler algo por um tempo, cai na falácia comum, de começar a contar o tempo que falta ou de condicionar-se a ler o que for naquele tempo. Isso cria uma ansiedade que vai aos poucos minando o prazer de ler. É o mesmo que as escolas nos fazem. Elas não trabalham a cultura da leitura, eles colocam uma prova onde a cobrança exige a leitura. Mas não temos qualquer explicação, do porquê, que deveríamos nos dedicar a leitura.

O tempo que exige o nosso tempo para cobrir um livro e então realizar a avaliação é o mesmo que usar o tempo para ler alguma coisa durante o dia, pensando em preencher a escala e não a qualidade de leitura. Aqui entendemos o meu ponto de vista. E como eu faço então? Todos os dias, inicialmente, para acostumar o hábito (prática diária), eu lia um conto de 20 páginas. Depois evolui para 45 páginas. E sempre um conto por dia.

Quando sentia que eu já estava com alguma conexão de que ler me recompensava (lembra das palavras? Útil e prazer?) Eu notava que a leitura diária enriquecia a minha percepção, acervo (vocabulário), criatividade, memorização e envolvimento (você tem como tratar de um assunto de diversos pontos de vista), a utilidade é que nos aperfeiçoamos como pessoas e profissionais e o prazer é uma associação de sentir mais intelectual, mais seguro e portanto mais satisfeito.

E não é possível fazer isso atropelando o seu ‘tempo’ usando um ‘tempo’ de obrigação. Ninguém sente prazer em algo que limitado por algo. Depois de um tempo, a gente fica acostumado a ler mais informações por dia, progredindo pouco a pouco. Aqui é que começa, a transpor suas leituras para livros maiores, não apenas contos. Mas ainda fazendo trabalho de formiguinha. A leitura de um capítulo por dia. Por quê assim? Cada capítulo tem uma informação como começo, meio e fim.

Você finaliza uma ideia. Uma sentença. Esse tipo de comportamento, que vem lá desde dos primeiros passos de costume de ler, é que você retém informação. Ao reter, nós nos sentimos melhores quanto aos nossos estudos. Seja por uma leitura de ficção ou de conteúdo técnico. O capítulo é um conteúdo amarrado. Finalizou, para que no dia seguinte você possa agregar.

Em pouco tempo, algo em torno de um ou dois meses, isso depende de cada um de nós. Vai ler com uma certa facilidade livros de trezentas páginas em pouco tempo e em sequência. Como se levantasse todos os dias. Terá um repertório vasto de conhecimento e eloquência, desde de dicção a pronúncia. Outro ponto que eu faço é ler em voz alta. Isso no ajuda a pontuar e pronunciar, e claramente memorizar melhor.

Vamos ver um pouco do resumo:

  • Ler todos os dias, contos pequenos inicialmente de 15-20 páginas;
  • Ler em voz alta;
  • Gradativamente aumentar o tamanho da história;
  • Não utilizar tempo;
  • Se preocupar em fechar o conteúdo valorizando a leitura.

Você deverá entender sobre sua relação com a leitura, a ponto de poder comparar que você lê assim como acessaria milhares vídeos por dia na internet, sua percepção acaba de detectar que você criou um hábito de leitura. O negócio é passar para segunda etapa que é de permanecer e fortalecer esse hábito para algo quase orgânico, quer dizer, você vai ler em qualquer situação sob qualquer motivo.

A cada leitura, o importante é também analisar o que você leu. Repetir a dose para si, não apenas para memorizar. O fato é que você vai começar a raciocinar sempre o que você acabou de absorver. Então, fazer resenhas, mesmo que para si tornará aquele processo algo rotineiro. Criando em você a cultura da leitura. Que diferente do hábito, ela cria a estrutura da leitura e passa a não ser um passatempo, e sim uma promoção da nossa própria história. Entendem a importância disso?

Vamos ao resumo:

  • Após atingir o hábito de leitura, vamos trabalhar a cultura da leitura;
  • Criar uma resenha por história lida.

Após esse ponto, posso sugerir uma atualização em sua etapa. Aqui preciso te lembrar de algo que precisa ser medido temporalmente. Você não irá para a segunda etapa sem antes notar que está lendo sem se sentir entediado(a). Ou seja, quando estiver lendo a ponto de perceber que passou a tarde toda vidrado(a) na história, quase que devorando uma crônica de trezentas páginas. Com certeza, esse é um sinal seguro que você chegou em uma posição que confirma que você desenvolveu o hábito de ler.

Atualização da etapa 2, é começar a ler livros de ficção e uma conexão filosófica em livros de teor técnico. Vou exemplificar. Você está lendo Senhor dos Anéis, como livro de ficção. Então começa a ler sobre teoria do Estado, um livro de teor técnico. A teoria de estado não envolve apenas como uma nação existe, mas como ela se relaciona. Em Senhor dos Anéis, além da simbólica imagem de fantasia, temos reinos em decadência e ascendência. A leitura de duas obras que se complementam.

O mesmo vale para Jogos Vorazes, It, Magic the Gathering (sim há livros) e entre outras obras. E isso precisa de uma explicação, para que você possa ticar a palavra útil no seu checklist. Toda obra, ficção dentro da invenção e do verídico, são sempre baseadas em comportamento reais. Ao entender a filosofia por trás disso, sua compreensão da história do livro vai além da simples narrativa. Você vai compreender por completo a obra. Entendem?

Então vamos ao último resumo:

ETAPA 1 – CRIAR HÁBITO DE LEITURA.

  • Leitura homeopática de contos pequenos (diário);
  • Ler em voz alta;
  • Gradativamente aumentar o tamanho da história;
  • Não utilizar tempo;
  • Se preocupar em fechar o conteúdo por inteiro.

ETAPA 2 – CRIAR CULTURA DE LEITURA.

  • Após cada leitura, criar uma resenha;
  • Acompanhar a leitura de ficção com um livro técnico (afim).

¹ afim – possui conexão, afinidade.

CONCLUSÃO.

Ler é algo que não é ensinado como uma prática útil de contínuo aprendizado. Não somos educados na escola a entender a supra importância de fazer uso da literatura como algo que vai além do estudo da própria matéria como disciplina, mas como uma forma de aperfeiçoamento. A escola não se permite a capacidade de envolver o estudante em um núcleo intelectual sobre os motivos pelos quais a leitura engrandece.

Crescemos sem esse hábito, alguns possuem por influências ou mesmo por fugas emocionais (escapes), mas quase nem sempre possuímos uma comunicação universal o quão óbvio — engana que o livro é entendido como uma fonte de conhecimento — seria ler todos os dias e crescer no nível de aprendizado. É concreto, que pessoas que leem mais, se articulam melhor, escrevem e compreendem mais assuntos do que as que não leem nada.

Há pessoas habituadas em leitura que não são necessariamente agraciadas com as vantagens do costume, e talvez você possa indagar isso com um ar de estranheza, porque muitas vezes o próprio hábito pode ter sido imposto e não foi uma ação voluntária. Há tantas pessoas que leem muito e parecem não compreender nada. E outras que não leem tanto, e possuem algum grau de absorção; deveras superior as quem mencionam ler (lembrando que não são todos os casos).

Dentro desses grupos, temos até algumas pesquisas, que revelam que a leitura no Brasil se resume a livros técnicos de auto ajuda e aperfeiçoamento profissional-pessoal e literaturas pouco instrutivas, muitos alegam o motivo para um investimento mais sofisticado, a ausência do tempo. No entanto, se a leitura a quem me referi, fazem parte dos resultados de 2025 da HarpenCollins Brasil ao qual lista em específico as obras a qual eu destaquei, é porque há tempo, o que não há é metodologia e prioridades.

Porque de imediato, as pessoas que alegam tal situação de tempo escasso, estão na internet quase que o tempo que lhes sobra entre o trabalho, faculdade ou alguma atividade extenuante. Internet cansa mais do que ler livro e bem mais que fazer exercício. Mas nós não percebemos essa intensidade. Por estamos viciados a um ciclo que simplesmente não para e a todo momento nos alimenta quase como a mesma quantidade de “vitaminas” e “proporções”.

Essa manutenção nos conforta. Porque repetidos ciclos geram segurança. Novidades, nos perturbam. Ao meu ver, salvos alguns casos, é uma mera desculpa que as pessoas querem dar apenas para não investir em um tempo que lhes retorne algo mais precioso do que apenas a sensação de uma boa segurança mental.

É uma crítica, mas sem ser um disparo aleatório apenas. A leitura de um livro e quando falo, dentro daqueles conformes do aprendizado onde seremos capazes de aplicar isso em uma conversa seja casual, jogar papo fora ou mesmo mais exigida de nossa tecnicidade, vai gerar mais dopamina, mais consistente e duradora do que ficar horas a fio em uma internet em uma loucura que não para e você nunca melhora.

Então espero que esse artigo seja benéfico à você e lhe traga os resultados que você espera. Até a próxima.

Debate: Livros ou Histórias em quadrinhos?

Obs: Nenhuma parte desse texto foi escrito por uma IA.

Antes que — discutamos sobre o que é melhor — prefiro destacar que ambos são dois materiais que divergem em como a comunicação acontece. Portanto que eu não vou classificar que livro ou histórias em quadrinhos é superior ao outro. E nem serei isento, que há vantagens entre as duas formas de ler uma história. Vamos lá?

Nos anos de 1960 quem lia HQ era marginalizado, visto como uma pária do mundo literário — exatamente excluído — porque para muitos, como para ABL (Academia Brasileira de Letras), HQ (Histórias em Quadrinhos) não é literatura. A enorme massa de pessoas e suas opiniões, contrastam entre si, o que é melhor e pior. O pensamento daquela época mudou e hoje temos um lugar ao sol com uma certa medida de respeito.

Mas não se enganem, apesar do murmúrio não ter mais dedos apontados, HQS ainda são marginalizados. No entanto a propaganda sobre inclusão social martelada nos últimos anos, promoveu uma sensação de que alguém maldizente sobre uma forma de se entreter, não ser aquela que esta aprova, ela se torna uma excludente ou uma intolerante, portanto essas pessoas que no passado tinham um efeito de megafone, hoje não o fazem em sua maioria por terem a dúvida de serem canceladas.

Há uma menção na ABL sobre um artigo publicado no jornal em fevereiro de 1975 que menciona por eles o momento Histórias-em-quadrinhos por ocasião de uma influência do crescimento desta em solo norte-americano, segue o recorte abaixo:

O resumo deste artigo é que a ABL promove uma locução pelo momento. Prestar atenção nos movimentos toda instituição precisa realizar. Então não podiam ignorar. Uma vez que livros demandam tempo e as revistas podem ser lidas aos montes em questões de horas. E isso poderia caracterizar uma vazão de leitores pela facilidade e o conforto da agilidade em absorver histórias, por isso que, é importante entender além do artigo e porque ele foi publicado.

Este movimento não insinuava reconhecimento de HQ como literatura, apenas que eles estavam cientes do que ocorria. Mas neste artigo eu não estou aqui para desmerecer o que a ABL aprova ou não aprova como literatura e nem seja acham ou depreciam que HQ seja menos. Mas que isso foi um momento da história do Brasil onde houve esse aceno.

Agora eu vou dar minha opinião, ou seja, é um espaço articulista e visa sobretudo exibir aos leitores um ponto de vista.

O que eu acho?

Vamos começar pela HQ…

HQs no meu ponto de vista e acrescento uma afirmação da própria ABL, menciono porque esta o fez uma vez, e nos ajudará a compreender o contexto, também não é literatura. Apesar de HQ possuir histórias, background, diálogos e narrativas. A literatura é expressamente o uso das letras\palavras para criar um universo, contexto e caracterização sem ajuda visual. Do contrário, HQ é um portifólio visual com alguma palavra. Mas você não precisa da narrativa para entender o visual dos personagens, dos cenários, das intenções; ainda que as narrativas enriquecem o envolvimento nosso como leitor naquela ideia.

Mas eu tenho algumas revistas, umas 500, e não lembro de ter visto alguma história descrevendo personagens. Ou ambientes. No máximo lançando um vislumbre de reflexão. Um conjunto de provocações para que o leitor seja compelido a ler as páginas e entender o que vai acontecer. Praticamente você folheia a HQ apreciando a arte visual. HQ é arte, isso sem sombra de dúvida. Arte visual, usa da imagem para comunicar.

Tanto que um quadro, ilustração não é considerado literatura. Mas é parte do movimento literário porque faz parte dos elementos históricos. Mas dentro de uma classificação, um quadro expressa uma comunicação visual e não verbal, portanto não literária (letras). Eu vejo nas HQS uma coletânea de artes, de esboços e artes finais dos artistas. Eu vejo também na comunidade de gibis, hqs; os leitores fixam-se em lembrar os nomes dos roteiristas e dos artistas, dos ilustradores. Mais ainda dos ilustradores.

Porque a HQ, apesar de levar consigo uma grande bagagem narrativa, ela é 98% de arte visual. Onde a concepção dos trabalhos visuais são a parte que é mais apreciada nas HQS. Agora eu posso destacar um ponto, que me faz pensar que muitas vezes quando eu leio HQ me sinto um pouco entediado. Não porque a HQ é chata, mas porque ela não contém textos mais longos.

Talvez um dos pontos, além da história, que me cativou, foi o número de 1986 de Doutor Estranho — Shamballa — distorce muito o que é um hq padrão, já que ela é praticamente mais texto do que gráfico, se caracterizando como uma Graphic Novel. Que é praticamente um livro com figuras. Noto que parte do que leio em HQ é praticamente “apreciação visual” e um toco de narrativa. Dai distingue o meu gosto.

É engraçado citar que mesmo a imagem expressa, eu sinto que o livro que não tem imagem (Exceto Graphic Novel), tem mais movimento que uma HQ. Acho que podemos concordar quanto à isso. Mas ainda na HQ, acho que me prendo bastante a história e algumas nem precisam muito de texto, por exemplo, Akira de 1988, as figuras falam por si. Mas será que tem uma adaptação literária? Seria interessante, porque é o que vimos no Anime, tem um lado que nada dá para ver na HQ. E que só livro ou adaptação televisiva, é capaz.

Concluo que HQ, ao meu ponto de vista, é uma obra de arte visual que contém narrativa. Mas que expressa mais o diálogo entre os personagens ou situação, do que precisamente como suporte de criação de um universo, de certa forma, não temos liberdade para criarmos o que estamos imaginando. É como olhar um pôster com um balão de diálogo. Nem por isso é ruim. Na realidade aprecio que a HQ seja um momento extremamente relaxante. E muito do que eu li, eu gostei.

Agora Livros…

Eu tenho uma perna, não, talvez duas pernas em gostar de livros. Sou um adepto do gênero terror, sobrenatural e ficção científica, a ordem anterior é inversa por gosto. Mas dentro desses, que gosto de uma lógica, quero uma explicação, não sou de ler o que parece ser gratuito ou sem conexão com explicação, isso vale para série e filme, quase improvável para HQ, já que a arte visual em si, transmite uma diferença do que em texto o faria. Acho que a justificativa certa seria — é um desgosto gastar um tempo lendo algo que não faz sentido nenhum e ao contrário de olhar uma figura que pode gerar desconforto, mas por alguma explicação óbvia não perdi tempo em vê-la ou assisti-la (séries\filmes).

Eu sou um escritor, tenho alguns planos para sair um livro em breve, escrevo muito e leio muito. E acho que aprendo mais com livros do que com HQS. Eu sinto que elas são mais para break (tempo de recreação) do que para ensinar algo. Essa é a polêmica. Porque HQS tem por trás uma lógica de moralidade e aventuras de superação, mais do que os personagens, temos na realidade os roteiristas e ilustradores que nadam entre tubarões para fazer seus projetos serem impressos e distribuídos, quando estes são independentes.

Mas os livros eu sinto ser muito diferente. Eu consigo enxergar o personagem, eu leio muito Stephen King e Lovecraft, são dois autores, do segundo para o primeiro, extremamente descritivos. Você enxerga a cena, são prolixos o suficiente. Minha escrita é muito parecida, é tal como carregada com metáfora, figuras de linguagens e alguma eloquência, produzindo uma comunicação mais rica e mais envolvente.

HQS elas pecam (elas possuem outro objetivo) em ser apenas visual ou quase. Eu prefiro ler toda a coleção do Guia dos Mochileiros das Galáxias e vou me sentir um aventureiro espacial, em probabilidades surtando ao número 42 (de Douglas Adams), do que ler uma coletânea completa, do personagem que eu gosto, que é o Dr. Estranho. Eu tenho dois livros do Dr. Estranho, uma que noveliza o Multiverso da Loucura e o outro que é uma criação original que envolve o primeiro vilão que apareceu na primeira vez que Dr. Estranho surgiu em julho de 1963 na Stranger Tales 110, o Pesadelo.

Este é o Sina dos Sonhos. Sabe por quê isso acontece? Acho que quem lê muito livro não vai precisar eu falar. Mas quem só lê HQ, talvez seja interessante. Nas HQS eu preciso pescar para saber quem é Dr. Estranho, não é complicado também, mas é preciso ler umas 30-40 revistas para compreender em sua totalidade, a integridade do que é o mago de artes místicas. Não digo o que é, mas quem é Stephen Stranger. Há tantos números que dizem que a família dele toda morreu, ele é sozinho no mundo, mas é fragmentado.

Em um livro, você saberia quem é, porque acredita, porque se tornou médico, porque parecia um Dr. House de arrogância, não digo em poucas páginas, mas você sairia do livro sabendo quem ele é. O cara que carrega a capa nas costas. Esse cara. E nas HQS, eu preciso ler centenas para chegar nesta conclusão, não estou aqui considerando fazer pesquisa na internet, sem complementos, só HQ. Com o livro sinto que estou com uma enciclopédia na mão. E é o tipo de leitura que eu gosto.

É uma comunicação mais intelectual. Vamos apenas refletir que esse intelectual não tem razão excludente, nem elitista. Eu digo intelectual, porque ela envolve mais informações, mais concentradas e elencadas; digo como uma ordenação mais didática, do que a HQ nos apresenta. Eu olho para HQ, e vejo uma peça de obra de arte visual e eu vejo no livro o conhecimento do mundo. A expressão, o livro nos faz fazer uma HQ, talvez a HQ nos faz escrever um livro.

A imaginação é algo que o livro nos permite. Eu já li inúmeras histórias, e não sei como, quando eu releio algumas delas, as imagens que eu tinha criado voltam todas, como se fosse há cinco minutos. Lembro que associo até imagens de fotografias, ou mesmo games, séries para recriar o cenário que o autor tanto descreve. E nem precisa muitas vezes descrever minuciosamente, basta falar que tem um pinheiro, e vou associar a alguma coisa que eu vi.

É uma relação intimista o livro. É algo que criamos das palavras. Quando eu escrevo, eu sinto descobrir a história conforme eu a desenvolvo em tempo real. É como se eu estivesse lá. E claramente isso torna-o mais favorável; favorável ao meu estilo de entretenimento.

Livro ou HQ?

Se leu até aqui, já deve ter notado a preferência. Vou contar algo, que não sei é comum entre outras pessoas, quando comum não me refiro a estado de anormalidade e sim se não é frequente — que ao jogar games, eu costumo reimaginar os conceitos do jogo mesmo que eles já tenha sido desenvolvidos, é algo como repaginar o que a HQ me fornece, mas eu nego, e faço minha autoria valer mais, a minha imaginação sobrepõe a realidade do game. Foi assim que eu perdurei em Skyrim por 14 anos sem usar MODS.

HQS é o que eu falei. O sentimento sobre ela, tem mais valor, quando eu sei sobre as histórias das pessoas envolvidas. Conhecê-las por fragmentos é igualmente interessante, não digo que gosto de respostas dadas, porque eu adoro um mistério. Mas o problema não é ser revelado em parcelas quem são aqueles, porque isso nunca foi um problema. Mas chega uma hora, que eu quero entender quem é Dr. Estranho. Quem é esse cara? A filosofia dele. Sinto que há um freio na HQ em relação á isso, é óbvio que estamos falando de diferentes criadores, arcos que repaginam o mago de formas diferentes, algumas características estão lá, mas outras não.

HQS são expressões que refletem quem as cria e os projeta. Os livros, ainda que possam ter alguma alteração (que costuma ser um furo, um erro), no meio da trama, quando esta deforma o que era antes para outro sem muita lógica é que culmina na observação de erro, mas quando o livro mantém do começo ao fim uma versão diferente, mas depois nas sequências promove continuidade, sinto ter mais relação com essa expressão do que aquele que vive mudando o perfil do personagem, que é algo comum em HQS.

Gosto de interpretações novas, mas também gosto de alguma consistência. Talvez por cultura da HQ, eu como leitor, prefiro adotar algumas características para o Dr. Estranho, que talvez não bata em sincronia com nenhuma versão nas HQS. E entendo que estamos falando de adaptações por pontos de vista, que também não é um problema.

E nem é por isso que eu gosto mais de livro quanto HQ. O que me faz gostar de Livro mais que HQ, é que livro é como Minecraft. É um mundo sandbox que possui características que foram criadas pelo autor (programador) e que seguindo as regras (descrições) eu posso criar um mundo como eu quiser (narrativa\trama) e ter alguns efeitos que quero ter como recriação de obras que existem na vida real. Diferente da HQ eu não consigo me ver nela, mas no livro eu consigo transpor para a história, é como Jumanji.

A discussão entre linhas…

Lembra do começo desse artigo? Que eu falei que nos de 1960 era comum a inclusão de um indivíduo em situação de marginalização por consumir histórias em quadrinhos? Ainda que tenhamos ainda algum tipo de desafetos, podemos também considerar um outro ponto que eu não quis, intencionalmente, fazê-lo no começo do artigo.

Eu produzo conteúdo não apenas para o Mundo Pauta, eu tenho um canal chamado Junca Games, onde eu faço análises e reviews de diversos assuntos. E já fiz de algumas HQS. De Livros só apenas cite recomendação. E dai outro dia, eu comecei uma leitura dos livros de Stephen King que possuo, começando pelos contos de começo de carreira, lá em 1969 e 1985. E o que observei foi bastante interessante.

Com as HQS que fiz de review, eu exclusivamente, dedico 90% do vídeo mostrando imagens e artes e a história, um pouco menos de 2 minutos para falar. Para que eu enriqueça, precisaria ler a biografia de cada personagem e montar um dossiê que seria mais abrangente. Ou seja, as HQS de Stranger Things, Alien, seria mais sobre os personagens fora daquele ecossistema do que a HQ em si.

Partindo desse tipo de raciocínio, eu pensei que o livro é diferente neste quesito. Eu leria umas 10 HQS e isso renderia dez vídeos, talvez no máximo de cinco minutos. Se for para falar somente da HQ, um pouco menos que isso. Agora o livro, ou conto que podem ter neste último caso, cinco ou trinta páginas, é uma média — renderia um vídeo de uma hora — no melhor dos casos. Por exemplo, eu produzi um vídeo de 1:30 (1 minuto e 30 seg) para falar de uma curiosidade que tinha em um conto de 1984 de Stephen King que mencionava Pennywise 2 anos antes de fato de ser criado.

Mas o conto, envolve tantas conexões, que vai de Histórias Maravilhosas, Twilight Zone, Quinta Dimensão e LHC (Colisor de Hadron), que isso daria facilmente 30 min ou 1 hora. Mas HQS eu não consigo fazer, sendo apenas ela. Se eu fizer uma coletânea de biografias, dai estamos falando de algo mais enriquecido. Mas o livro ou conto, consegue fazer por sua conta algo mais ‘corpulento’ sem precisar sair muito dali.

Por um lado eu leria revistas mais rápido, mas precisaria pesquisar muito para produzir um vídeo robusto, eu leria um livro completo de 300 páginas, talvez em cinco ou sete dias, uma semana? E produziria um vídeo principal e outros que pudessem compôr a obra. Mesmo eu li ontem uma história chamada Excursão de 1981 de Stephen King, publicado na revista americana Twilight Zone, só esse conto daria 1 hora ou 2 horas de vídeo. Dado o tanto que daria para falar sobre ele. É como ter papo para festa.

Acho que isso resume o meu ponto de vista. HQ apreciação artística, talvez um afã em relação aos trabalhos nacionais e o máximo de leitura para complementar é praticamente ler todos os livros sobre mercado de HQS. Quando que basta um livro para você ter o mesmo nível de conversa. Até porque é óbvio, HQ é um quadro e livro é um Wikipedia. É o resumo mais acessível que posso escrever.

Até a próxima.